#130 - O testículo suplementar de Saramago. - podcast episode cover

#130 - O testículo suplementar de Saramago.

May 27, 202413 min
--:--
--:--
Download Metacast podcast app
Listen to this episode in Metacast mobile app
Don't just listen to podcasts. Learn from them with transcripts, summaries, and chapters for every episode. Skim, search, and bookmark insights. Learn more

Episode description

Será que existe algo como "testículos a mais"? Não serão todos bem-vindos?


Ando por aí a actuar, pessoas:

📍29 de Maio - Santarém (stand-up)

📍5 de Junho - Coimbra (Não Sei Ser)

📍6 de Junho - Lisboa (Mamos de Boca)

📍18 de Junho - Lisboa (Não Sei Ser)


Bilhetes aqui ou na Ticketline.

Transcript

Falei -me do testículo suplementar de José Saramago. O final de Saramago tinha um testículo a mais, a Malta já desconfiava pelas suas skinny jeans e pela forma como fazia patinagem artística. E finalmente conseguia averiguar essa questão já há alguns anos que andava a fazer umas pesquisas aqui, a colar no encarta, na diciopédia, na lelo, na livraria em si e finalmente

sim. Há mais um tomate no corpo de José Saramago, talvez não agora, neste momento talvez já não haja tomate, um bocadinho como nós de tomate sherry que nós compramos com aquela intenção de voltar a comer saladas e depois ir com

todos os fãfus na cozinha. E aliás muita atenção quando forem comprar tomate sherry porque eu descobri uma forma de ver se estão fãfus ou não porque nós olhamos por cima e não vemos o valor, mas se virarmos o pacote ao contrário e tiver lá manchinha, sabem que há

fãfeira e portanto não comprem esses. Falando então do tomate de José Saramago, sei que vocês não estavam à espera que a história começasse por aqui, mas estou a ler uma biografia de Natália Correia, o dever de deslumbrar de Filipe

Amartins. Creio que terá sido não só um complexo de me sentir bastante inculta no que conta a história portuguesa, mas também por fazer este ano ser o centenário do nascimento da senhora, que nem sequer sabia quem era, mas na Antena 3 falasse muito sobre isso e eu quis então e tocar -me um bocadinho. Ora, esta senhora foi uma revolucionária, faltou -se de fazer merdas e dizer

merdas. Era poeda bonita, isso é referenciado várias vezes no livro também porque faz parte da personalidade dela, do carisma dela, ela albergava intelectuais, políticos, em serões todos fumaçados na casa dela, a história familiar dela também é interessante, abandonada pelo pai, a mãe e a irmã foram para o Brasil, ela letou muito por Portugal, enquanto artista enquanto poeta, dramaturga,

não interessa, como já repararam, estou mesmo a ler o livro, era isso que eu pretendia. E ela foi eleita, eleita não, escolhida por um amigo para

ser editora literária, diretor de o cor. Onde estava José Saramago, portanto, Saramago foi de férias, foi ali para, sei lá, Manta Rota, né, queimar -se um bocadinho, apanhar um bocadinho de cor, bem disposto, com a sua sepídeo e de repente quando volta estava Natália na sua, no seu sítio e ele disse assim, então mas como é que é? Estão

parvos ou o que? Eles disseram, ah, vamos, nós damos -te aqui outro taxo qualquer, não fique chateado, é na boa, ao que o senhor responde a contar o que terá acontecido, o senhor José Saramago, Nobel, né, Nobel, diz desgraçadamente para eles, nasci com um testículo suplementar e fui membora. Pá, que classe, que maravilhoso, é por isso que este senhor foi quem foi? Ponto

ação, pô caralho! Tenham tomata mais, tenham tomata mais, não fiquem lá nenhum, não querem cá caridades, não nada, vamos embora, vou começar a ser um dos artistas mais apreciados e homenageados e não sei o

que, de sempre, quando me apeteceu. Quando tiver já de andarilho, vou presentar o mundo com a minha obra literária, este caso é o maior e eu não estava a espera de estar a ler este livro, que tem 700 páginhas, mas acho que também estou a fazer -lo por uma questão de desafio pessoal e de repente ver esta perla incrível de humor do testículo suplementar de Saramago. Estou aqui a fazer algumas parajens a meio da gravação

porque estou com baba e não quero estar a apresentar -vos com... como é que eu acabei de fazer

agora? Outro assunto do qual quero falar com vosco é sobre Betty ser uma senhora muito incompreendida, como vocês sabem, tem -se falado muito sobre esse legado caso de agressão de José Castelo Branco, a Betty que foi para o hospital, para a Cuf, claro, entretanto o hospital, apresentou o queixa, agora o Zé está a usar uma pulseira de bla, bla, bla, e fiz -her uma entrevista, uma empregada

que trabalhou com eles, a Senhora Dona Maria da Luz, que trabalhou há dois anos no Palacete Cintra e na Casa de Nova Iorque para Betty, Grafstein e José Castelo Branco. Portanto, esta senhora trabalhou em dois lados ao mesmo tempo, tinha um holograma, e ela diz que a Betty também não é flor que se cheiro,

também é muito mazinha, também. Portanto, já estamos aqui a partir do princípio que está a admitir que José Castelo Branco também era mazinha. Especialmente para as mulheres, tenho muitos ciúmes, chorei muito por causa dela, pois eu era nova e bonita. Quero muito encontrar uma foto de Maria da Luz, porque gosto desta confiança e gostava de saber se, por causa desta, isto da beleza

andava a innervar um bocado. Esta semana, eu falo sobre o concerto Nel e Fortado no México e houve ali uma gordófobia inerente e depois de ver as fotografias de Taylor Swift comecei a pensar e também a forma como a Britney Spears não está a lidar com a vida, comecei a pensar e com isto a sexualização da mulher nas profissões de entretenimento. Bom, não interessa e pelos

vistos também é empregada as domésticas. Betty tinha muitos ciúmes das pessoas que iam às festas lá em casa e depois iam para a cozinha falar com a empregada. Portanto, estão a ver o que é que acontece? Ah sim, senhor, olha para aí cozinha, muito bem, deixa cá a ver. E claro que Betty, segundo o marido Luz, ficava cheia de ciúmes. Porque eu tenho mais de baba,

vamos parar. Engraçada esta afirmação que ela nos dá aqui depois que a empregada do casal referiu que certo dia levou a comida para a mesa e Betty Grafstein deve ser Grafstein. Começou a os murros a uma batata que não estava cozinhada como ela queria. Pá! Muita atenção à velha que esta batata não está como eu quero. Morraça!

A Matacapã em Botox agora, acontecendo também no North Music Festival, foi lá uma cantora, não sei se era Argentina, de regatón. A senhora tinha posto de Botox e ficou com o lábio por cima do lábio. Parece que os lábios estão fora de sítio, que descaíram os lábios, mas a carne do lábio ficou lá em cima. E portanto pode ter levado de morrasa. Aquilo que uma morrasa vai ao sítio, não é? Com...

E a batata, como é que é? Não faças nenhum saco de batata. Estão a perceber o que se passa aqui? Isto é, isto é tudo, isto são tudo isto, a Rags. Agora, o que vocês provavelmente não sabão, porque acho que é uma receita do Norte. Existe uma comida, deixa eu ver se aparece aqui. Olha lá, morro. Acho eu que é do Norte, que se chama Batatas Amurro. A Maria da Luz não tem

cultura suficiente. As batatas Amurro são um ótimo acompanhamento para servir com carnes e peixes assados. Não retire a casca. Muita atenção, não retire a casca, que faz toda a diferença. Meninos, a Betty queria só esmorrar a batata, porque era isso que lhe abdicei nesse dia. A senhora apresentou uma batata cozida, a Betty pensou, não é nada disto que eu queria, vê lá como é que se faz uma batata

Amurro como deve ser. E obviamente que uma batata Amurro é feita Amurro. E agora confundi -me aqui um bocado, a receita do Norte não era batata Amurro, é batata cheia. Vocês conhecem batata cheia? A batata que estava aí, eu fuz, mas esta merda. Batata cheia é tipo carne picada com purê à volta, então fica uma batata cheia. Eu gostava muito disto quando

era pequenina, porque sentia que poupava tempo. Era de alho girar, assim comia, o segundo prato ia comer também o primeiro. Quem comeu também muito? Betty, nos cornos! E por falar nisso, queria acabar aqui com uma referência, um comediante que apercei bastante, que se chama Bill Burr. Não tem aqui a citação por completo do homem em relação a este tema, mas vou procurar, esperem que

vocês merecem isso. Então a permissa é, there is no reason to hit a woman. And I was just like, really? I could give you like 17 right off the top of my head. E, verano, isto é giro, né? Fala sobre, mostra aqui a moralidade do sentido de humor, do humor, da comédia. Mas depois ele prossegue neste beat a dizer, pá, não há nenhuma razão que justifique bater -se numa mulher, mas alguma coisa ela terá

feito. Pá, isto é maravilhoso, maravilhoso. Claro que isto sem entrega parece só uma coisa terrível e enhenhenha, mas a maneira como ele diz isto e a maneira como nós nos rimos envergonhados de haver aqui uma lógica inerente, esse pensamento é óbvio. Portanto, o que é que traba efeito para levar um murro ou ter sido empurrada das escadas terá sido pela batata? Terá sido a batata a vengar -se? Falemos

sobre isso nunca mais. Muito obrigada por terem ouvido. Eu estou um bocadinho farta de falar dos meus problemas mentais e portanto hoje decidi fazer assim um poupourri daquilo que vim na internet. Também queria falar do Santo Millennial, mas depois falamos sobre isso. Tá bem? Pá, eu sei que estavam à espera, mas não consigo mesmo. Tenho de... Tenho de... Tenho de... Olhem de vos dizer, por exemplo, que tenham dado a adorar

andar pelo país, a atuar. Na sexta -feira passada, estive a atuar na North Music Festival com a FNAC. Não foi bem atuar, porque em festivais, quem já tem algum andamento sabe, enquanto uma decomediente que se tenda por idúrno, não resulta. Portanto, acaba a ser uma espécie de crowd work e lá havia também uma dinâmica. Foi bom ver -vos. Obrigada por terem lá e não terá sido, obviamente, pelos valos de desconto. Na

FNAC foi claro para me ver a mim. Ó Jorge Gonçalves e ao Ragu, foi muito fixe. Muito obrigada. Entretanto, vou estar noutros sítios quarta -feira, dia 28 -29, vou estar no Cook em Santarém e eu e o Lucindro. Sigam o Lucindro, é um comediante maravilhoso. É um comediante, é ator, é professor também. Tem uma entrega física excelente. Sente,

como é que eu ia te explicar? Sente -se a boa pessoa que ele é enquanto atua e é giro, porque além de vos fazer rir, sente -se mesmo que a humanidade ainda é alguma coisa de jeito. Depois, dia 5 de junho, vou estar no Grêmio Operário de Coimbra, tenho uma comediante para abrir. É a Leonor Feio, ela que é autóctone. Estou

muito curiosa de a ver ao vivo, ainda não vi. Foi me recomendada por outro comediante também de Coimbra, que é o Afonso Paiva, quem já dedica a parte do podcast, um episódio inteiro dedicado a Afonso Paiva. Estou entesesmada com esses espetáculos, já estou aqui a reunir coisas para falar, espero que gostem. E dia 6 de junho, no Lisboa Comedy Club Season Final, é o último episódio de

sempre. De Mames de Boca com Pedro Alves, esse podcast vai falcer, mas nós queremos celebrar esse facto de todos os 40 mil episódios que gravámos com a vossa companhia, com todo o vosso feedback. Foi muito giro, foi muito engraçado, depois falamos sobre isso. E dia 18 de junho, no Lisboa Comedy Club também, não sei ser ao vivo, vou fazer ainda outro festival este ano, depois conto -vos mais sobre isso, porque isto já

me tem uma formação. Então, os bilhetes na venda, na Tic Ataline, se inscreverem em Joana Gama, apareçam -se isto tudo ou então podem ir ao link na minha bio e tenham lá tudo também, isto no Instagram, que é uma rede social. Beijinhos!

Transcript source: Provided by creator in RSS feed: download file
For the best experience, listen in Metacast app for iOS or Android