Olá amigos, eu não sei durante quanto tempo é que vou conseguir estar aqui a gravar no aeroporto Malapeta, porque isto deve ser ilegal estar a filmar -me enquanto grava um podcast sem aqui um senhor ao lado vocês depois vão poder ver no vídeo. Estou aqui no aeroporto e infelizmente temos imenso, imenso tempo de espera e isto antes de entrarmos para lá as lojas que existem aqui para um tipo
se divertir são muito poucas. Está tudo em italiano, tempo de tempo, mas não consigo. Aliás, eu vou falar italiano, é uma mistura de espanhol com italiano com, sei lá, não sei, espécie, é muito bom, let's go, notce, notce, la fragola, não sei, não sei realmente falar italiano, mas temos aqui imenso tempo de espera e, pah, pensei,
já que tenho as malas vou gravar o podcast. Isto porque só para que tenha uma noção nós tivemos que sair do cruzeiro às 9 da manhã, era uma hora e meia de viagem até aqui até o aeroporto e eu vou, eu só acho cinco. Vamos ali comer uma carbonara lá acima porque aqui o food court no terminal 1 antes da entrada, o grande food court é um McDonald's e uma pisaria que eu não sei até que ponto é que é uma
boa pisaria, né? É melhor do que Portugal, há de ser em princípio, pelo menos a carbonara era original e não a carbonara que eu faço, que é usar as natas carbonara da Parmalate e um esparguetinho, não sei aqui, um bocadinho mais do que isso, ligeiramente, ligeiramente, mas então, de que o que eu vejo é, o check -in só abre daqui para aí a duas horas neste momento e já atugas ali na
fila, mas se estugas ali, tudo maluco já, eu seria
uma dessas pessoas. E é engraçado que nestas alturas eu vim com a minha melhor amiga e nós estamos completamente diferentes uma da outra, excepto no sentido de humor, sim, rimos -nos das mesmas coisas e ela é muito calma, dá tempo para tudo, na neve eu sou muito estressada e como reconheço que isso é um defeito meu, pelo menos como faz em feliz e que poderá fazer aqueles que toam a minha vota também
em felizes, tento não manifestar isso muito para fora e como me mete para dentro, depois quando sai, é uma espécie de, nem é de passivo agressividade, é
passivo agressividade, pura, pura, pura. E é uma pontualidade para mim algo muito importante, mas tenho noção de demasiada importância que eu não dou, portanto, meu pai e como a minha mãe são os dois extremamente pontuais, muito estressados, a minha mãe se eu não estivesse sentada, se não estivéssemos uma irmã, eu e o meu padracho sentados à mesa às oito e um ponto, estava tudo estragado, o jantar estava
tudo estragado, o meu pai se eu não estiver, ou se ele não estiver meia hora antes no sítio, é porque vai estar atrasado, já está nervoso porque é uma fada de respeito e então, eu assumi que uma coisa que não sei, obrigada, graças a Deus, eu assumi que uma coisa que não sei até que ponto é que faz sentido ou não, quando combino horas, estou horas nos sítios, até estou um bocadinho antes, mas não exijo a ninguém
que chega antes, mas eu gosto de estar horas nos sítios, quando eu digo dez e meia, eu estou no sítio
às dez e meia e porquê? Porque eu odeio como faça um contrário, não é tanta questão de esperar ou de não esperar, que eu levo um livro, estou tranquilo e vou acabar por esperar porque eu acho que vou mais cedo, mas é mais a questão do respeito, imagina, se eu combino qualquer coisa com alguém lá em casa, e acontece -me com o Pedro Alves em um sítio, mas nós já temos
isso bem definido, eu podia ter dormido, se soubesse que ali ia chegar meia hora mais tarde, podia ter dormido, podia ter feito qualquer coisa, mas não, nem não chegou horas e portanto eu não fiz mais nada, fiquei ali enfrentar a porta, mas porquê que não começaste a ver um filme? Se calhar porque não quer interromper, será assim tão
complicado chegar horas aos sítios? As pessoas depois dizem, está transito, não sabia que está transito, não ora de pontas, realmente está transito, não é assim tão complicado, diria eu, não é? De prever e assim, o que é pior é deixar os outros à espera e ser uma espécie de ser para mim uma falta de respeito ou chegar um
bocadinho mais cedo e ficar um bocadinho à espera. Na minha opinião, honestamente, eu prefiro perder o meu tempo do que fazer com que os outros percam o seu tempo, mas isso sou eu, eu não percebo as pessoas que chegam cronicamente atrasadas a todo lado, acho mesmo
não deve ser uma doença, não é? Será uma patologia, é pá, mas é perfeitamente evitável, não me lixe ainda, por cima alarmes a tudo, ok, chegar uma vez atrasada, acontece, já me deve ter acontecido, uma espécie imensa desculpa ou avisa assim que possa e não é sistemático, sistemática faz -me mesmo pensar que a pessoa é mal -itocada e que não me está a dar atenção no sentido, pronto, aqui podem entrar a
minha questão também em psicológica, mas não me está a respeitar o meu tempo, ou seja, o tempo em que esteve enrolada na toalha, a jogar telemóvel ou que me morou mais tempo a tomar o pequeno almoço ou a fumar mais um cigarro ou falar ao telefone mas já tem -me com outra pessoa, isso faz com que eu fique à espera, porque para ela era mais valioso estar a fazer -lo e esse ritmo quando é assim não
se combina em coisas, não é? Ou então fazemos como minha melhor amiga começou a fazer, que é o pelas, que é uma merda que me enerva, assolendemente, que é, entre as quatro e as pelas, pelas quatro e as pelas cinco, não consigo fazer isso, não consigo fazer isso, para mim o atraso justificável é, oi então senhor, a porça à frente do meu telefone e a dar -lhe um encontrão, o atraso
justificável para mim é no máximo dez minutos, está por a pélvis em frente a uma telemóvel e fodeu isto tudo, sim senhor, só um momento, já não sei onde é que eu ia mas o senhor enervou -me, porque ele viu o telemóvel, e vocês não imaginam, não sei se já vos contei mas é super super reativa, isso da pontualidade é algo que me enerva, cada vez menos, a verdade é essa, agora estou a aprender a relativizar e
pá, e é um bocadinho como dar pontos às pessoas nas
nossas vidas, não é? Uma pessoa começa com, no meu caso, a quem começa ao contrário, as pessoas começam com zero pontos e depois me aumentando, no meu caso eu estou tranquila sem pontos, desculpem, sem pontos antes de conhecer a pessoa, sem pontos de número 100 e depois aos poucos vou descontando, e essa da pontualidade para mim é claramente algo que desconta bastante e que o resto tem de compensar
grandemente para me continuar a dar com essa pessoa, pá, porque mesmo, para mim não há desculpa do, ai eu sou assim, pá, meto -me no cu, e divirtam -se, não há problema, podem divertir -se com ele no cu, não há problema, pode até se agir, mas no meu cu não metem, não metem isso, honestamente, estava a dizer, vos é super reativa, espero já não, ainda não me ester contado isso, mas deve ser de andar irritada,
de andar cansada, a mim estava a enervar bastante, eu sou hiper simpática para as pessoas, pode ser people pleasing, pode ser o que seja, mas adoro, por as outras pessoas a sorrir, a rir, tipo principalmente pessoas que tenham uma profissão muito aborrecida e que vejam muitas pessoas, lá há pessoas que vendem bilhetes, ou uma coisa assim, estão sempre a passar ali para uma multidão em que toda a
multidão é cinzenta, é lá, é um bilheta, ok, obrigado, e tu goste de fazer com que as pessoas riam, não sei, pá, e faço isso muito no cruzeiro, as pessoas são obrigadas a fazê -lo, mas aqui no aeroporto aconteceu -me como a senhora, porque eu chegue aqui e já aconteceu a todos vocês certamente estar numa loja e perguntar uma coisa, uma pessoa que está na loja e essa pessoa não ser empregada, não é, portanto,
depois disso acontecer uma vez, vocês perguntam à pessoa, trabalha aqui, desculpa, posso falar, não sei o que a pessoa tem escrito na testa, que trabalha na Zara, verdade, então, cheguei aqui ao aeroporto, rapariga com quem eu falei, não estava identificada como pessoa que trabalhasse no aeroporto, mas tinha um lencinho, portanto era amiga do Tim, ou tinha mania que era, não sei o que, e eu mesmo
assim decidi perguntar -lhe por cortesia se ela trabalhava cá e ela olhou para mim e fez tipo óbvio, minha reação foi, well I didn't know, e anda assim, já ouvi uma gaja dos lados no cruzeiro, pá, eu agora ouvi uma bocata, que é a gaja do cruzeiro, a gaja que está no aeroporto e que está a queixar que as pessoas não se riem para ela, que primeiro mundo da pizza, mas já ontem a chinesa dos lados, é que
eu riro a chinesa, está terrível, estou sem filtro, e aí se ela hãi, eu ok, smile, let's have a nice cream, pés, pés, pés, isso é super violente, cara, isso é super violente, todas as pessoas têm o direito de não estarem bem dispostas ou de não sorrirem ou de não sei o que, não é, não precisam estar bem dispostas para me animarem, e aliás até pode ser uma coisa cultural, certo, pode ser uma coisa
que o sorrir seja uma coisa mais latina ou quer que seja e depois não entre as culturas eu não viajei assim muito, portanto não tenho noção, também me nervo o outro, que é o elevador do cruzeiro demorar algum tempo a chegar de um lado ou outro, não é tipo L -Corte Inglês, é menos, e há vários elevadores, ali sou elevador, mas são várias, e pá, e o emprego boa é aquela regra de deixar as pessoas saírem,
depois é que eu entro, pá, assim que a porta do elevador se abriu, entraram quatro marmanjos italianos nos seus cinquentas com o metro e tal, entraram a campeões, a Irene é ao meu lado, e se calma, pá, então, calma, porque me irrita, irrita -me solenemente esta fraca audição das pessoas que estão em nossa volta, agora fazem propósito, não, estão na vida delas robotizadas, estão, se eu estou mais
sensível e menos equilibrada assim, porque, a dizer, uma pessoa não pode estar a evoluir mentalmente e se fazer com que seja uma conanga, não é, não posso ficar uma conanga, pá, especialmente com minha filha ao lado que estava quase a ser atropelada, e mesmo que não estivesse, percebem, mas o mais irónico é que aqui no aeroporto existe Irene, viu, uma ser, ver assim, a ser infantil com a senhora,
porque é que fizeste isso? Mas depois mais tarde encontramos em um cartaz, If you smile, we smile at you, e eu achei, não sei se, não sei ir a Irene, é verdade, pois percebes, percebes, é muito isto, e pá, e pode ser uma violência, nós exigirmos isto às pessoas, no entanto, do meu trabalho, enquanto radialista ou enquanto comediante, tudo bem que possa ter um meltdown na baby reindeer, ou comediante do baby
reindeer, e em pau que já tive, mas faz parte do meu trabalho essa performance, essa representação, não sei, toda a gente tem direito a sorrir, a não sorrir, mas é um bocado aquela coisa do, sei, existe consequências, né, e ele tem tanto direito a não sorrir como a ficar irritada para ele não ter sido simpático, não sei, olha, estou com um entente livre na prática, mas eu não quero ter assim, tanto
livre, tanto tempo livre, eu preciso trabalhar no espetáculo para, hoje é que, quarto, para depois da manhã no porto, eu tenho tudo esquematizado na minha cabeça, tenho todas as ideias, e eu não sei se era um espetáculo em que não é se tendo a puriduro, no sentido em que, aquilo que nós estamos habituados cá em Portugal, eu sou muito um estrangeiro, em que é texto, aquele ritmo set -up antes, pá, é uma
coisa mais impronto, sou eu a falar com vosco, com graças pelo meio porque sou eu a área, e cada espetáculo é diferente, e isso é fixe porque, pá, nós estão a assistir a um pacote, não é uma coisa ensinada, é, e alguém que está ali vivo, se nós achamos que, eu acho que o teatro existe a quarta, quarta parede, no set -up comedy não existe a quarta, quarta parede, no meu caso eu sinto que não existe
uma terceira parede, eu acho que isso pode ser fixe, eu tenho gostado de, de fazer isto, portanto, sexta -feira no porto, nos airboxlodes, que é ali na rua do Ateneu, depois dia 5 de junho, no Grêmio Operário de Coimbra, dia 18, 18 de junho, depois em
Lisboa novamente. Obrigada por me terem ouvido, na outra dia o podcast anterior que eu gravei com a Irene, esteve ouvido, porque ficamos ambas assim, não sei se isto ficou alguma coisa de JTPS, é, pá, sinto que nada de aquilo que estou a fazer é relevante, mas pronto, de vez em quando dá -me portanto, vou fazendo, vou seguir ainda em frente, é muito isto, percebem, é muito isto, é andar, andar
para a frente. Um beijinho muito grande e obrigada por me terem ouvido, os bilhetes estão a venda nos locais habituais, tem um link por baixo da minha foto no perfil e não era sobre nada disto que eu ia falar, ia falar sobre soldados mas que já falo sobre isso no próximo. Tchau!
