#125 - Não adoro pessoas. - podcast episode cover

#125 - Não adoro pessoas.

May 13, 202411 minSeason 2Ep. 125
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Episode description

Não estou a baitar o Guilherme Duarte, é uma reflexão de coiso e não de coiso.

Podemos falar mais disto, só que com graça nesta sexta-feira no PORTO! :)

🎟️ Bilhetes aqui.

📅 17 de Maio - Sexta-feira

📍 ZERO Box Lodge - Porto

💸 12 batanetes (o que me enerva não usar o nome de jeito)


Transcript

Olá, olá, segunda -feira, por aqui onde eu estou também é a segunda -feira, amanhã, amanhã vamos atracar em Livorno, Itália. Isto é algo que me irrita que é quando tentamos falar em estrangeiro, como não temos confiança em estrangeiro, fazemos da para, da para, da para, porque dingo como o Erbando faz com as palavras para cara, da para, da para, ou fazia,

não sei se ainda faz. Olá, são para e sete e meia da tarde, estou no meio do Mediterrâneo neste momento, não sei se é precisamente no meio, não sejam aborrecidos, mas já estou aqui cheio de, cheio de vontade de estar com voos com nesta sexta -feira, dia 17 de maio, nos airboxelados, no Porto, portanto, é agora amiguinhas também, é agora, é agora, é agora para comprar, ao vir dizer que estão de

todos queimadinhos da queima, mas para sexta já dá para recuperar ou não, portanto não se apanham com amigos, saí da minha zona de conforto, eu não aguento mais este tipo de dispersão, saia da tua zona de conforto, porque se continuares na tua zona de conforto não ficas desconfortável e por isso não há espaço para o progresso, sei e apesar de ser uma expressão, me enhoca até fazer algum

sentido daí ter abraçado esta aventura de vir agora num cruzeiro que seria algo que eu nunca faria sem alguém que me fizesse sentir totalmente segura, ou seja, ouvia -se numa de, sei lá, com os meus pais quando era mais nova ou aqui com alguém que percebesse exatamente o que é que era para fazer, porque não gosto de me sentir essa pessoa e para além disso, que está correu muito bem até, para além

disso existe uma coisa que eu estou a reparar que é minha vida completamente diferente da maior parte das pessoas com quem tenho que falar, não tenho que falar da 50 gente, eu não me dou a 50 gente, não tenho muitos amigos e não costumei ir a sítios onde estão muitas pessoas, a não ser o clombo assim, é que eu toque e foge para ir a Afna, comprar qualquer coisa só naquela de me arrepender depois quando chega a casa,

eu não perceba de mais um livro, mas eu não costumo estar em ambientes de barulho, de grupo, aqueles jantares de aniversário, eu sei lá, eu nem sei o que é que as pessoas fazem, não estou habituada a isso, a dinâmicas de grupo, poderá haver vários motivos para isso, de onde me faz neste momento em que já não quero saber tanto porquê, é mais se quer mudar ou se quer mudar, confesso, tenho sido

bastante feliz na vida que leve, mas depois nestas alturas em que vou para um cruzeiro com minha filha, com minha melhor amiga e efetivamente um cruzeiro tem vários horários, tem um horário em que as pessoas desembarcam, embarcam, vão passear, que voltam, hoje é um dia em alto mar e por isso há mais pessoas no barco, porque nem toda a gente quis ir na barra um bocadinho, e então estou a ter muito mais movimento

neste dia, não estou a ter assim tanto, porque não estou a sair assim muito a cabine, mas estou, são muitas pessoas à volta, não exagero pessoas, nada disso, mas são mais do que nós as três, e também ouvindo a Susana, que é a minha melhor amiga a falar das dinâmicas que ela tem tido com os amigos dela, e eu pensei, pai, não, estou bem assim, mas eu gostava, como é que eu ia te explicar, eu vejo a Irene ir pelo

mesmo caminho de querer estar sempre o one to one, e não o one to many, ou business to business ou pit -to -pit, e eu acho que é algo que deve ser extremamente saudável para conseguirmos duzear a nossa presença num terminado sítio, sermos empáticos com os problemas dos outros, fazermos people watching, que é um desporto incrível, mas honestamente eu acho que não sou, será que é errado, eu não sou uma

pessoa de coletivos, não adoro trabalhar em equipa, culpa não é minha dos outros, mas tem muito a ver com, eu gosto de dar o meu rito uma coisa, imagina, quando eu saí da antena 3, eu tive de tentar como matar o orçamento que ia deixar de ter, e portanto tive de pôr em prática muita coisa para me sentir mais confortável, falar com mais marcas, criar mais projetos etc, e se eu tivesse tido

uma gente nessa altura, eu sei que eu nunca seria prioridade dessa pessoa, ao ponto de ela estar tão motivada quanto eu, porque eu sou eu, né, e portanto, essa é uma das sítios que eu sei que eu pensei, não, eu consigo fazer já, eu acordo mais de duas horas e faço isso, e eu faço, ou então quando eu tenho projetos com pessoas, eu sou mais, ou me desligo totalmente de uma de pá, faz o que quiseres, mesmo

tipo casal tóxico, resabiado, ou a pessoa tipo, é que, é pá, bora ainda não fizemos stories, bora por aí está vendo, bora fazer isto, eu também faço isto, eu também, não, não, não, é, pá, isso é muito frustrante quando queremos sentir alguma

parceria, não é? É muito difícil, porque depois comece a ficar ressentida, porque os outros não me acompanham na minha velocidade, parece que só eu é quer trabalhar, que mais ninguém quer trabalhar, acho que é super injusto, depois, ou então tem de ser eu, a abrandar o meu ritmo e produzir algo que eu considero que poderia ser muito melhor se ambos estivéssemos no meu, há aqui muita falta de

maturidade, que eu confesso que poderia ganhar -se -me, envolver -se mais em, se papasse grupos, mas, até que ponto é que são defeitos e não são características, não é? E será que quer mudar tudo

em mim? Se calhar não, se calhar tipo, a terapia fez com que eu ficasse com a pele melhor, mas não preciso mudar o cérebro, não preciso fazer uma lavotomia, claro que isto está de mudar com soitas pessoas, mas, e é engraçado porque eu já trabalhei com tantas pessoas numa dinâmica de dois, de dupla, como de equipa, como, sei lá, de animadora de festas para crianças, como de vendedora de

aspiradores, que eu consigo, por já ter feito algumas coisas, eu consigo identificar o que é que eu trago ao grupo e quais são os meus problemas e as minhas vantagens e desvantagens, porque também consigo reconhecer uma espécie de paralelismo entre todos, ou seja, ok, se as problemas está constantemente a acontecer, e se eu fui a variável que não mudou, portanto, em princípio, eu trago isso, e uma das

coisas é, claramente, por exemplo, eu ficar muito, muito tensa por não poderem me mandar em tudo, e portanto, em grupo, e já nem sei como é que sou em grupo, mas que a última vez que eu estive em grupo foi com as comodys therapy, mas como estávamos todos em modo comediante, o que significa que o projeto era tão fixe, tão divertido que não havia aqui grande Nervos, não havia grande coisa a fazer, o projeto

era incrível, teve um sucesso imenso, cada um tinha o seu papel, somos todos amigos, mas quando são projetos de raiz que se tem de criar ou que dependem dos forços de alguém e para o atividade, e eu sou única a fazer, eu fico muito groso, eu fico muito boçoso, mas não tenho saudades, eu sou capaz de passar uma semana inteira, quem é que eu

vejo? Vejo a Irene, vejo Miguel, vejo Maneta, que é uma treinadora, vejo Diogo que é o Tênis, calma, não sou assim tão fina, isto são todas coisas que dá para dar a volta, vejo, é muito isto, vejo uma pessoa ou outra e vejo assim, pois claro se posso combinar um almoço com a Felipe Galrão, com a Rita Camarineiro, com o Miguel, com Maria Seixas Correia, com Malta, mas eu mais uma pessoa, ou seja,

não estou, não é que eu odeio pessoas, como diz o Guilherme Duarte, mas não sinto muita necessidade de estar em grupos, não sinto mesmo, pode ser, eu disse que não queria saber porque que era, mas pode ser a

pessoa da minha necessidade de brilhar, será? Não me conseguirei, não é por isso mesmo com muitas pessoas, tipo eu consigo arranjar a maneira de, não sei pá, não sei, mas não vejo nenhum problema nisso, é errado, é errado ser como sou neste aspecto de não adorar estar no meio de grupos, vocês também são assim, gostava de saber, é que as pessoas acham por exemplo, no meu caso, que eu como sou acumediante e

sou todas pervitada socialmente, que adoro e que sou muita maluca e que adoro sair à noite e que deve ser uma diversão e que deve beber e ninguém faz ideia, eu não bebo álcool, muito raramente é uma coisa que estou a tentar outra passar agora, um problema, nunca beber álcool, estou a tentar normalizar isso um KB, neste momento nem fumo tabaco, drogas, a única coisa que experimentei foi

uma ervinha e não sei quem eu sei que mais, não sei quem eu sei que mais, ervinha, não adoro sair à noite, fico muito desgastada com estímulos e pessoas e a malta não tem a ideia de mim, tem ideia que eu sou boa, tipo a nightstand e vou aí alçar a perna, que não teria mal a algum, e já houve uma altura, né, quando era mais nova, mas não, não, só tenho tido relações sérias, nos últimos 15 anos, alguma coisa

assim, 15 talvez não, sim talvez 15, sim, portanto eu não sou aquilo que vocês acham que eu sou, percebei, será que vocês também são como eu, isso é que eu gostava, porque eu reparo que através do podcast que eu fiz, a Scikoterapia, que fui buscar muita gente que era parecida comigo, que tinha os mesmos desafios mentais e essas coisas, será que neste podcast não sei se eu continuo a ver aqui malta que, que não

sabe ser, essa é a dúvida, se sim venham de ter comigo, deixem -se de merdas, porra, do caralho, não me foda uns cornos meu, é sexta -feira às nove da noite nos airboxlodes, é na rua do Atneu, ao laoquia, portanto toca vir, vão me passar, levam já uma galheta, uma galheta ou uma magalheta, mangalheta, agora vocês escolham, escolham beijinho, este é amanhã.

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