Olá! O som está diferente, é normal, estou num cruzeiro. Ah! E vou falar tanto disso, tanto disso num próximo espetáculo Não Sei Ser, dia 17 de maio no Porto, no Zero Box Slots, dia... de bem, isso já não vou falar tanto do cruzeiro, mas pronto, dia 5 de junho no Grammy Operário de Coimbra, dia depois também há dia 18 de junho no Lisboa, Coma de Clube, ok? Sejam bem -vindos a Mais um Não Sei Ser.
Ora, hoje quero falar -vos de uma coisa que me acabou de acontecer, eu acabei de subir para o Piso do Quarto, que é o Deck 13, e todos os dias, para a volta das 7 da noite à Karaoke. E a pessoa que há em mim, a criança que há em mim, deste pequenina, que quer ser uma estrela, não é? De Karaoke, de tudo, e lembro -me de uma vez quando era pequenina, ter cantado em Karaoke e ter índice bem, tu és incrível. Então,
lá fui brilhar! Ontem e hoje fui brilhar para caráças. Vou, estou da contente, aquele cheio de espanhóis e claro, tu... Escolhi hoje uma canção a não -doute... não -doute Don't Speak e pá, péssimo, péssimo, mas aquilo está feito para ser péssimo, então atenção, a culpa não é minha. Aquilo está com... a munição está muito alta, não é o meu tom, como é
que é? SINHUR, SINHUR! Não é o tom das pessoas e depois é o microfone em que se tem de falar assim em cima, então fica toda a gente aos merros, como é óbvio, não é ausência de talento. Toda a gente diz que eu sou irritante a cantar e agora está muita gente a pensar,
não é só a cantar, amiga? Sim, sou um bocadinho irritante, mas eu quero brilhar e o Karaoke é das melhores coisas inventadas de sempre, é onde há vários tipos de Karaoke, aí este Karaoke, que é o Karaoke em que a pessoa está a olhar para o ecrã e não tem de fitar, as pessoas e que este não é aquilo que eu mais gosto, eu gosto mais de olhar para as pessoas e de fazer para ler -me, se não
sei o que é que foi que aconteceu ontem, comecei por entreter a sala, já nem sei o que é que estava a cantar, acho que foi a Irânica escolheu, ah não, fui eu, se vai se girls, começamos a entreter, espanhol, é sério, what you want, e eu rio muito com os espanholes porque os espanholes não têm grandabilidade para falar línguas, pelo menos inglês, então é engraçado quando eles tentam e quando eles
tentam se sentem desconfortáveis assim quando fazem, ah, tem sido giro, adoro Karaoke e quero continuar a cantar, só há uma hora, por noite e já há alguns habituéis, temos por exemplo o Sr. Bruno, o Sr. Bruno é um velhote italiano que está lá só com a esposa e sinto que é nestes pequenos momentos, nestes intervalos da vida que ele vai vivendo como prazer a mesma, e ontem cantou só
Lémiho, para, grande Bruno, digo -me já, grande Bruno, hoje também ia cantar outra mas avali um duelo, um duelo, porque eram dois brunos a pedir uma canção da chacha, assim daquela, ah, sasus, meee, então entraram os dois, isso é eu sou bruno, eu sou bruno, mas eu sou bruno, mas eu também sou bruno, e depois lá se se diram, ah façam lá um dueto, e o outro, não, sendo assim, não, não quero, não vou, e
assim ficamos sem um bruno, já tem sido muito engraçado, já tinha feito um cruzeiro antes, não sei se já vos tinha contado, numa empresa onde eu trabalhei houve uma espécie de concurso interno para ver quem é que era, para, a avaliação interna, vá dos recursos humanos, deixem -me só fechar a janela, já não estou, grava para o Instagram, escoce estar ali ao frio, ahm, ganhei um concurso interno de ver
quem é que, pronto, da avaliação de funcionários, ganhei o prémio de funcionários excelente, sinto que a equipa na altura tinha só para ir a seis pessoas, ahm, mas, então lá vim para um cruzeiro, que foi incrível, era muito nova na altura, era capaz de ter uns 22 anos, 23, lembro -me de ter sido a primeira altura em que eu descobri que estava a ficar velha, porque vi uma ruga no canto do olho, grandes
jantares, depois como vim com uma alta mais velha, uma alta que era da RFM e da renasciência, não sei o que, estava muito, muito desconfortável, porque há jantares de gala, há assim noites de temáticas, eu não tinha nada disso, não tinha dinheiro para ir nas cruzões, porque uma coisa é o cruzeiro ser oferecido na altura, acho que era uma parceria que havia, a outra são as cruzões e eu penso, ah, não tenho dinheiro
sequer para estar ali, portanto, não vai acontecer, e lembro -me muito desse desconforto, sentir que não sabia ser, que não sabia ser na cruzeiro, agora o que eu estou a lidar é, é muito tira o efeito que a maturidade tem em nós, existem realmente aqui noites de gala, existem noites de temáticas, mas não as vejo como uma imposição, vejo como uma diversão proposta pela organização para uma alta
estar mais disponível, mais divertida, ou seja, é muito, eu não sei, eu antes deveria sentir que este tipo de coisas era como se fosse um requisito, tipo colégio, tipo tribunal, não sei, e agora penso, olha, organização fiche, simpática, se não quiser, e não vou, portanto, não é que de branca do outro dia, eu cheguei ontem, cheguei com uma t -shirt branca com as Spice Girls, daí ter pedido Spice Girls,
não sou assim, então, a stalker de Spice Girls me aconteceu, aí pensei, tá bom, tá bom, t -shirt, não fiquei em pânico olhar para a mala, não tenho calças brancas, olha que não, tem que dizer, é realmente uma dádiva a crescer, digo -vos, porque todos os nervos que aquilo me deu, e também no jantar, o jantar é num restaurante assim, pá, não é como a buffet no início da manhã, que é incrível, não sei, não tenho a
emoção, é tipo 88 hotéis, excelentes juntos no mesmo sítio, quando tudo aquilo que vocês possam imaginar de comida e bebida e bom, eu não estou a fazer isso para a minha irmã, estou apenas a contar minha
experiência, mas e então o que eu estava a dizer? Ah, o sítio do jantar, já na altura é, e aqui também é um sítio um bocadinho mais finesse, digamos que o menu tem entrada, prato, para ir lá, lá, lá, e portanto, eu estava muito desconfortável, porque eu era mais nova, nunca me senti muito fina, e ter aquela perceção de nós próprios que parece que não nos encaixamos, em lá
de nenhum, é reforçada nesses tipos de situações,
não é? Que não fazemos parte nada, que não sabemos estar, que não temos nada para levar, que não sei o que, por exemplo, eu fico muito, já ficava muito nervosa para ir a casamentos dos amigos do Miguel, porque não gostaria de ir a casamentos, porque achava que não gostava de ir a casamentos, e porque são, são normas que eu desconheço, que eu, pá, não sei, e aquilo que eu
notei, quando uma pessoa não está confortável com determinadas convenções, revolta -se contra elas, não por não concordar com estas, mas por não se sentir incluído, um bocadinho aquela lógica de quando somos mais novas, e temos uma rapariga que gostávamos que fosse a nossa melhor amiga, mas depois não é, passa a ser uma porca e nada, não sei, existe aqui uma espécie de recusa daquilo onde nós
gostaríamos de estar confortáveis, e, por exemplo, eu acho que já falei disto aqui algumas vezes no podcast, eu gostava, no fundo, no fundo, de ser uma tipo que conseguisse andar de salto -salto sem sentir que iria pegar fogo no meio das coxas, gostava, mas não tenho realmente essa capacidade, eu parece sempre uma velha a subir, quando ando de salto, parece uma velha a subir, e depois
como tenho coxis do norte, pá, parece uma espécie de gorila a tentar entrar em casa sem fazer barulho, assim, fica uma coisa esquisita, e na altura isso fez -me mesmo muita confusão, dava muito ansiosa com isso, agora com 37 anos, volto a um cruzeiro, volto a um cruzeiro, mas com uma perspectiva completamente diferente de que é, caraças, quem vem para um cruzeiro é para curtir para caraças, não é
para estar aqui, isto é o que, mas isto é, eu nem sei, isto é uma seita em que temos de ir a todos os de cor de rosa, não é caraças, é uma coisa onde as pessoas vão voluntariamente, em que vão curtir, não quer ir de branco, não vou de branco, e agiro, tudo que mudou neste espaço de tempo, nesta década e meia, ou quase duas décadas, tu mesmo me veias, agiro, e eu gostava de continuar
aplicar isto, aplicar isto à minha vida, assim, por exemplo, que estou muito menos desconfortável com isso, em convívio, com pessoas que não conheçam, sentimos sempre a pessoa menos interessante da sala, aquela que tem menos cultura, que tem menos conversa, que é capaz de dizer as coisas mais desatecuadas, mas percebi que, com o meu perfil, eu até sou capaz de, mesmo que não seja algo
brutalmente interessante ao ponto de alguém de RTP2 dizer, é pava, por favor, façamos um documentário sobre isto, Nova Natália Correia, sinto que as pessoas poderão ter curiosidade sobre um trabalho, por exemplo, a questão de ser comediante, muitas mulheres de minha idade não têm filhos e perguntam -me também como é que é ter filhos, como é que foi, sei lá, casarem lá às Vegas, há tanta
conversa da chacha para ter, que quando uma pessoa se sente mal com ela própria, eu sinto pequena, sinto que nada disso vale, mas vale, toda a gente se deverá sentir assim, de alguma maneira, e quem não sente é um traste, é uma, tenho uma festa para ir, agora às 8h30 da noite, no piso, vem lá a ter, é no década 16, olha, temos aqui várias línguas, temos Existe qualquer coisa aqui, meio que de uma serenata,
de Luna Park, a borda de Inmets e a fantasia, tudo é possível, é famíliano, é um particularioso, é algo melhor que ele, não sei, existe aquele que, ai, as francês, é isto, no fundo eu não sei como é que é de cumprimentar os funcionários, há pessoas todas as nacionalidades aqui no barco, e como estivemos hoje em Marseille, eu vinha, salü, salve, e depois o senhor responde, e eu, e eu, não sei, a
minha cabeça está muito férias, sabe, eu sei que este episódio não fez muito sentido, mas não queria deixar de vos falar um pouco disto que está a acontecer, INLOCKO, da vida LOCKO, beijinhos, até amanhã, e por favor compre lá a precaria dos bilhetes.
Eu vou estar no partido 17, vou estar antes na Fnac de Santa Catarina para uma conversa incrível, onde provavelmente serei interpolada relativamente à questão das mulheres no humor, mas depois tenho um espetáculo que estava que vocês vêm sem os airboxlods, é mesmo ali no meu entender no centro do Porto, portanto ficam perto de coisinhas depois para irem ver e para irem sair,
o hotel é muito engraçado e tem um sítio para tirar fotografias, tem uma espécie de quarto dentro de um cupo transparente com imensas notas no chão, e portanto é fixe para fazer stories, e, epa, já viram o quanto eu me tenho em má conta para me estar a vender com uma atração que existe no p0 do hotel. Beijinhos, até amanhã.
