#122 - Quem faz terapia é melhor? - podcast episode cover

#122 - Quem faz terapia é melhor?

May 08, 202415 minSeason 2Ep. 122
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Bom... eu tenho sentido que sim e gostava muito que vocês sentissem o mesmo! Aproveitem o código JOANA15 na App HiWell ⁠https://hiwell.app/-gama ⁠- uma app que reune óptimos psicólogos das áreas em que vocês precisam de maior orientação e que vos dá a possibilidade de consultas online (bem mais prático).


Se isto é a minha vida dia-a-dia, imaginem um espectáculo :)

📍Porto - 17/5

📍Coimbra - 5/6

📍Lisboa 18/6


Bilhetes à venda aqui: ⁠⁠www.linktr.ee/joanagama

Transcript

Hey, Nais! Hi! Very shy with you, yes? Yes shy, shy! Shy, shy, shy, yes! Hey, guys! Olhem, estou a falar assim porque vamos num cruzeiro! Vamos num cruzeiro, assim do nada! Ai, ela está a pingarguita! Calma,

que é parceria! Eu não sei se vos vá falando do cruzeiro à medida que vá acontecendo ou se guarde tudo para o espetáculo do Porto, que é dia 17 de maio e só depois é que vos presentei com essa questão, porque a malta do Porto merece também este tipo de miminho. Esta malta do Porto merece

miminho que eu saia! 17 de maio nos airboxlodes no Porto, bilhete está à venda na Ticketline, passem pelo link aqui no Instagram ou então até mesmo na descrição deste episódio, quem for de Coimbra dia 5 de junho lá estarei no Grêmio Operário de Coimbra e em Lisboa há uma segunda data porque vocês pediram. E eu já tinha aberto antes

de vocês pedirem! Dia 18 de junho no Lisboa Comedy Club, eu sou a Joana Gama e vamos a isso! Quando eu era pequenina, quando tinha para ir 10, 11, eu não consigo precisar, eu sou uma pessoa que não consegue precisar, porque tem tudo, então não consigo precisar, é uma cena que

eu tenho. E se calhar foi por causa disso que o meu padraste não me deu para ainda daniversário, drama, e escreveu -me uma carta em vez disso a dizer que na vida existem dois caminhos do ser e do ter, obviamente que eu fiquei bastante aborrecida, fiquei triste, birrenta e ainda hoje achei que foi desnecessária porque não creio que uma carta o ensinasse e que aquela foi

a altura, certo? Mas o homem tem direito de se esquecer de prendas e de arranjar maneira de comatar isso. Aquilo que vos venho propor hoje é uma outra reflexão, é uma das reflexões mais antigas do mundo e não é de Narciso, é a reflexão entre pensar ou não pensar, entre ser uma pessoa que acende na escala da maturidade, de consciência de si própria e daquilo que eu rodeia ou então

apenas de uma pessoa que existe. E porque eu apenas, será que é negativo aqui, quero deixar -vos desassugados, desassossegados com esta questão e é disso que vou falar hoje aqui no podcast com a ajuda, claro, da HIGHWELL, uma aplicação incrível, que é a recente aqui em Portugal, que vos dá acesso aos melhores psicólogos especializados nas áreas de intervenção que vocês preferirem melhorar na

vossa vida e vocês podem usá -la e, quando desconto, muita atenção porque fazer terapia nem sempre é barato, como nós sabemos, quase nunca é barato, apesar de haver aí vários projetos de psicólogos que tentam ir nesse sentido e contornar o nosso sistema nacional de saúde, mas ainda assim nem sempre é prático, nem sempre é barato e raramente há

descontos no que toca a terapia. Por isso, saquem a aplicação HIGHWELL, neste momento, tem acesso a um código de desconto, Joana 15. Joana 15, na HIGHWELL, é uma aplicação ótima. Vocês primeiro têm uma consulta, com uma consulta, uma espécie de date. Só isto é muito esquisito, eu

te redito de date. De date com o vosso possível, o psicólogo, se gostarem dele, ficam com eles, não gostarem, o importante é encontrar em alguém que tenha química, porque só assim é que resulta. Está para falar com vos que sobre esta questão do pensar ou não pensar. Pessoas, desculpa, com o toque do telefone, isto é

extremamente pouco profissional. Estava aqui a falar com vos que, relativamente a isto, o que é o importante do pensar ou não pensar, do ser ou não ser, do Albert Keir ou de Cesário Verde. Eu queria falar -vos disso porque estou cada vez mais na dúvida. Enquanto que eu ando a vida toda a viver sobre aquele lema de automelhoria, não é

autocura, mas auta é ajuda. Quer tornar -me uma pessoa cada vez melhor, no sentido em que quero perceber -me, quero sofrer menos, quero fazer -me melhor, quero fazer melhor aos outros, é mesmo a missão de vida que eu tenho, quero ser a melhor mãe possível, a melhor namorada possível, isto é uma pressão gigante. E não sei até que ponto é que esta pressão também não

me impede de ser o meu melhor. Eu acho que não, porque se eu nunca tivesse tentado desconstruir tudo aquilo que tenho vindo a desconstruir até esta idade com trabalho, com esforço, eu acho que... e tenho certeza até que não seria capaz, minimamente, de, por exemplo, não bater na minha filha, não gritar com a minha filha, mas às vezes é preciso gritar, tá bem? Eu

não quero. E ao tratar da minha saúde mental, isso fez com que o meu comportamento estivesse mais alinhado com a minha idealização, com que houvesse menos bloqueios até corporais, imaginei, ao fazer as pazes contra minadas situações, eu consigo estar tranquila com elas fisicamente, não fico nervosa quando vou para um sítio, consigo estar mais clara durante discussões, ser menos defensiva, mais

estratégica e empática, porque muitas das vezes perdem -se imenso tempo, acabam -se relações, perdem -se trabalhos por falta de empatia, por falta de escuta, por falta de maturidade, e eu sinto mesmo que tratar da nossa saúde mental ou mesmo quem não tenha essa capacidade e não aproveite a higuel, a aplicação que podem sacar higuel, como os Contos Junas 15, nem toda a gente é essa oportunidade, mas é

um trabalho que também pode ser feito, por exemplo, eu tenho feito isto das páginas matinais, já vos tinha falado isto, a propósito de um livro da Julia Cameron, o Caminha do Artista Am, e essas páginas têm -me ajudado muito a pensar de forma útil em assuntos, ou seja, não sou apanhada de surpresa, de pura problema, mas que eu ainda não tinha percebido sequer que eram problemas, ou que seriam questões, e

isso é fantástico, porque quando eu estaria ainda, na outra altura, a viver o auge do problema e a perceber -me que, afinal, isto estava errado, eu, nesse momento, já sei como resolvê -lo, e isso é fantástico. O que nos ponho aqui, ou pelo menos a mim, põe -me aqui num dilema que é como

é que se enquadra os outros depois disto. Eu vi aleguras que, quando as pessoas fazem terapia, eu acho que foi a Joana Miranda, num podcast da Méser Redonda, quando as pessoas fazem terapia que ficam com a moral, ficam com a moral de repente, e que até ficam tóxicas, porque sentem que percebem tanto a situação, ou seja, de forma utópica ou não,

que começam a tornar -se tóxicas em conversas. E eu não sei bem se, neste momento, isto é horrível, eu não acho que me esteja a aproximar do Nirvana, eu simplesmente sinto que, desde o início do meu trabalho até agora, houve uma mudança incrível, também natural, porque vou amadrocendo naturalmente, mas que fiz um grande trabalho, um ótimo trabalho, e que me sinto muito mais feliz agora do que me senti

infeliz quando me questionava, matar -me. Portanto, eu tenho noção desse

crescimento e orgulho -me desse crescimento. E quando eu olho para outras pessoas que têm outro tipo de qualidades, que não é essa, ou seja, são pessoas que conseguem viver muito mais no presente, que não mastigam tantas situações, que, se calhar, não têm os sentimentos tanto à fula da pele, seja por, sei lá, a personalidade, ou por mecanismo de defesa, eu acapo por ter, às vezes sinto até que sou

paternalista, e isso me enerva, porque eu acho que isso vem de um local, de eu achar que sou melhor que os outros, por ter feito esse trabalho, quando a mim faltam as características dessa pessoa.

Ou seja, eu não viajei praticamente, ah, fui aqui a uns cítios, ah, fui a Moçambique, quando era pequenina, em Inglaterra, com os meus pais, ao reino Unido, fui a França, aqui a Clá, mas, eu sei que isto é um privilégio estar a dizer tantos cítios e dizer que não viajei, mas não conheci o mundo, não fui para a Índia descobrir -me, não fui, não sei, não fui ao Vietnam, não fiz

essas viagens, não contemplei culturas assim tão distantes, tão diferentes, e com a profundidade que eu gostaria para me fazer moça, isto teria tão self -centered, estão auto -centrada, que nem teria capacidade de vivenciar esses cítios,

porque estaria muito dentro de mim. E há uma frase que eu gosto muito, e é só isto agora não dizer a frase, que é do Alain de Buton, que é, nós não nos podemos esquecer quando vamos de viagem, também vamos conosco, portanto, as viagens, por muito que queramos escapar à vida, nós vamos conosco e, portanto, somos nós quem lá

está. E essa falta de mundo fez também com que o meu egocentrismo e a minha necessidade de me salvar se agudizassem por não conseguir relativizar, agora há determinados problemas que não se relativizam, vocês podem dizer, ok, eu tive uma mãe de merda, eu, vocês, vai, mas, ao menos,

tive mãe. Não é bem assim, psiquinaliticamente, pelo menos, a presença ausente da mãe, ou a presença negativa da mãe, pode ter um ador superior do que a ausência da mãe, quando

substituída por uma cuidadora, por exemplo. Mas isto tudo para dizer, que eu tenho consciência, que penso demasiado nas coisas, que mastigo as coisas, sinto que tem sido útil para mim, mas que não me quero posicionar como uma pessoa que olha para os outros e pensa, bem, realmente nem sequer penso

no assunto. Não quero fazer isso, eu quero conseguir cada vez mais de formas de noína, porque o primeiro passo é não ser de formas de noína, é de

ser um esforço, não é? Olhar para as pessoas que têm essa capacidade de não pensar muito nelas, ou diria capacidade ou impedimento, não sei, não sei, e de precisarem sempre dir, dir, dir, dir, eu quero olhar para essas pessoas com a beleza que elas têm, e de absorver isso delas, sem ter necessariamente que fazer um documentário na minha cabeça sobre isso. E neste momento estou nesta dificuldade, porque eu não

quero ser paternalista. Mesmo em relação às crianças, por exemplo, existem vários filósofos que, não sei se sabiam, mas existem vários filósofos que pensam de formas diferentes relativamente à infância, eu acho, eu sinto, eu imagino que as crianças naixam certas e que o mundo é que as corrompe, ok, são egoístas, não querem partilhar, ok, mas depois é que entram as convenções e

tudo o resto. E eu sinto que este mastigamento e esta constante racionalização da realidade, a autentativa de que mata um pouco a criança, que é isso que se fala muito na psicoterapia, que é cuidar da criança interna, quando é cuidar,

se calhar é deixar -la crescer. Mas pronto, onde tenho refletido -te sobre isto e queria passar -vos essa informação, e quem nunca tem ido a um psicólogo ou um psicanalista, isto que eu acabei de fazer é mais ou menos um discurso que eu tenho numa consulta, só que pelo meio, dependendo do psicólogo ou não, ele poderá fazer -me perguntas e ajudar -me a pensar, de género, será paternalismo ou

será empatia e ter vontade de levar a pessoa consigo, porque você tem muita tendência de ajudar os outros. Será mesmo que as crianças naixem certas, quando as crianças não se preocupam com as necessidades de mais ninguém, e apenas com as delas mesmas, por estarem a viver no seu máximo

instinto de sobrevivência. E depois eu vou pensando nisso e o pensamento que no início movo à consulta, que poderia ser um bocadinho menos complexo, ou seja, simples, mas poderia estar enganado, neste momento assume uma multidimensionalidade, que me permite pensar melhor nisso e ter um pensamento não só mais interessante, mas que, em si, aproximado não diria da realidade, mas daquilo que eu quero perceber da

realidade, e que melhor entará para tomar melhores decisões na minha vida. Está bonita a minha cabeça hoje, não está? Portanto, eu pensando assim, como é que eu posso olhar para uma pessoa que não tenha feito o trabalho, não tenha tido vontade de fazer o trabalho, que não se inclina para esse trabalho, e não tenha vontade de abraçar e numa de vá. Eu vou te dizer como é que isto é? É claro que isto é inervante,

não é? E já o fizeram comigo numa relação passada, eu odiei, que é bem, tu chegas lá, tu quando... Isto é horrível e eu tenho noção disto, e claro que nem sempre, para tu, para ti, que estás a ouvir, nem sempre, é paternalismo, é de género confiança na pessoa, que é a pessoa que quando deixar de estar irritada, claro, chega, não

é? Mas eu não quero ser até porque eu sei lá se não estou dentro de uma bolha, em que eu acho que aquilo que eu já fiz é algum trabalho, e de repente há mil e uma pessoas à minha volta que já fizeram muito mais trabalho do que eu, só que não andam para aí a viver, a falar sobre isso todos os dias, porque já ultrapassaram essa questão e estão no tibet a comer bagas. Portanto, é com isto que no debate hoje. Noto

-se muito que não tive consulta ontem. Não tive consulta ontem, não vou ter para semana, porque vou estar fora num cruzeiro, e se eu não acreditar, se que era mercedora dessa parceria, nunca tinha ido buscar, estão a perceber, portanto nós temos de ser para ter, e fingir ser para conseguir, e acreditar que ser para ter, mas... Beijinhos e espero ver -vos nos meus espetáculos. Dia 17 de maio no Porto está

quase. Dia 5 de junho em Coimbra, dia 18 de junho, no Lisboa Comedy Club, entretanto, saquem a aplicação Highwell, o link está aqui na

descrição do podcast. Tem sido ótimos parceiros, tem sido muito difíceis, muito difíceis, e atenção que não são todas as marcas que olham para um podcast como este, de linguagem bastante livre, de discurso bastante colorido, de vez em quando, e pensa, não, não, não, é isto, é isto que eu quero patrocinar, por isso Highwell, muito obrigada, não me abandonem, e vocês aproveitem a promoção Joana 15. Beijinhos.

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