Olá, olá olá olá olá! Sejam bem -vindos a mais um Não Sei Ser, o vosso podcast preferido com este nome, o meu nome é Joana Gama. E
caraca, estou tão tão cansada, mas tão feliz. Foi na passada terça -feira, hoje é quinta, que foi o primeiro espetáculo do Não Sei Ser ao vivo, foi no Lisboa com a Maddie Club e estou desejosa de vos contar como é que foi, e quero muito que vocês participem nos próximos, e dique participar porque não é só assistir, o espetáculo é feito com vosco e, portanto, tem três oportunidades pela frente.
Abrei uma nova data em Lisboa no dia 18 de junho, no Lisboa com a Maddie Club outra vez, tem dia 5 de junho em Coimbra, e antes disso ainda tem 17 de maio no Porto, porto Andelá, com isso, a sua chaveur que já me estou a passar. Vou contar -vos um bocadinho sobre o espetáculo, talvez isso vos alicie, e ainda mais irem aos próximos. Hello! Dildos, houve Dildos no
espetáculo de Lisboa, Dildos por baixo de vocês. Foi uma das principais atrações deste espetáculo, foi ter brindado a audiência com um bom conjunto de Dildos de silicone transparentes, e não fiquei com nenhum.
Então, se esmem, portanto, que às tantas tentei, entusiasmar a audiência para ir buscar um opalco para fazer uma corrida, foi engraçado porque estava a espera que o Vessemal está assim, é, eu também quero mais um Dildo, porque não consegui arranjar Dildos para toda a gente, mas foi só uma miúda da fila da frente, olhar assim para trás, ninguém quer Dildo, ninguém quer Dildo, e lá foi ela,
pescou. São aqueles Dildos que têm uma ventosa por baixo, se me perguntarem a mim, todo o Dildo com ventosa por baixo é vencedor. Acho que assim é que é, aliás até pode ajudar a levantar móveis. Porque foi o que aconteceu, a rapariga foi buscar o Dildo ao palco, eu tinha colado o Dildo, rei de duvida, na cadeira onde estava sentada, e quando ela peçou a cadeira, foi ali para cima,
pá, foi incrível. Isto tudo porque sempre que isto era um momento à Oprah, a Ellen DeGeneres de dizer, por baixo do vosso, na, na, na, pá, neste caso havia Dildos por baixo dos bancos, atrás de árvores daquelas do IKEA no canto da sala, foi engraçado ver acima de tudo a vossa cara de... ...incredibilidade, é assim que se diz quando eu disse, ah, Dildos, e vocês,
ah, agiram via ducha, mas não, devia mesmo. Pá, que parvoí -se, é realmente aquelas ideias que uma pessoa tem aqui à secretária, aqui é onde eu tenho as minhas, as minhas ideias, e pensei, isto vai ser muito agir. Pá, e foi, mas no momento antes disto acontecer, estava naquela, para quê,
por quê, e quero mesmo fazer isto. Fiz, fiz e isto está feito, não sei se será para repetir, mas gostava de ter o vosso feedback, já utilizaram o Dildo, a Copia da Gredense, e conseguia até arranjar um código desconto, pá, esvenda deias, olha lá o que é, portanto, é aquilo que eu disse, foi, pensem que se vocês comprarem um vibrador, isto é oferecer as pilhas, e as, as, as, as são, mas, satis, que raramente
temos em casa, ou pensem que no caso de um Dildo mesmo estou a oferecer -vos a base, e o quão importante a base de um Dildo, para depois não terem de ir às urgências. Pá, o que é que será que conseguirei oferecer -vos no próximo espetáculo, mas também não queria em expectativas, se calhar novos vou oferecer nada, e depois cheio com o pai e todos os fãs, todos amoados, ah, eu vim para pôr coisas dentro, e depois
não, não há. Olha, isto estou extremamente orgulhosa, houve uma falha muito grande no último espetáculo, apesar disso que foi, eu estou cheia de alergias, e, e pelo que reparei, e houve dizer, funguei que nem um velho escarreiro ao microfone.
Isto parece bastante ironico, tendo em conta um dos meus últimos episódios, que foi precisamente a falar da nujeira que foi, mas, por outro lado, sustenta a minha opinião, a minha coerência, no sentido em que eu não puse a escarrar em palco, eu realmente tive de resolver para falar, mas não, não arranjei uma cuspideira ali para o Lazo.
Para além disso, gostei muito de vos ver, foi mesmo muito, muito fixe, gostei de ver a mata mais envertenhada quando alhava para mim, gostei de ver o senhor careca de óculos que não sabia o que estava lá a fazer, foi muito giro porque senti que metade do público foi obrigada a ir. Obrigada, é, merci. Ou seja, havia ali seguidores do meu trabalho que não
quiserem ir sozinhos, e que levaram acompanhantes. Gostei de ver essas pessoas a ser rir, gostei de ver, e, excepto, ando de uma pessoa que estava na fila da frente, olá, a pessoa que assumiu também usar um passo ao pescoço, essa pessoa no final estava à espera da namorada que tinha ido à casa de bem, eu estava indo arrumar as coisas, mas, amigos, também, e às tantas, perguntaria -lhe, gostaste do espetáculo?
E ela disse assim, sim, foi fixe, eu, pah, mas, que é isto? Eu vite a rir durante o espetáculo todo, qual é a tua moral? Pensei, nunca mais, por muito, esta malta. Ou pode ter sido humor? Pode ter sido humor. Há pessoas que têm, assim, este tipo de humor para marcar um bocado mais o dia dos outros, foi interessante. Deixemos
só lhe ver o gato. Mas, olha, foi uma viragem na minha carreira, não só porque estou totalmente sozinha a produzir isto, totalmente não. Tenho a minha melhor amiga filmar, a minha melhor amiga ajudou -me também no cenário. A Gabriela do Lisboa com a Maddie Club também me ajudou na própria produção do espetáculo, mas eu fiz muita coisa sozinha. A Cuka também me ajudou a fazer, ajudou, não fez o cenário a partir da minha
ideia. E foi realmente bonito sentir que consegui ser independente nisto, pelo menos nesta escala, e ter criado coisas das quais me orgulho, nomeadamente o jingle de entrada que podia a Filipe Galrão, que é também a voz da nós. E, portanto, é um privilégio tê -la como amiga. Privilege, calma, até parece que estou a falar das Nações Unidas, ou uma coisa assim. Misterei ali uma música do Kendrick
de Baby King, e acho que até ficou giro. Pelo menos foi lá o Benji Price, o Jomai Aferreira agora, e pergunte -lhe. Pergunte -lhe, não. Provoquei -o para saber o que é que ele tinha achado. Se eu disse, ah, fiz aquilo no audécei e não sei o que. E ele, pá, não adiei. E eu, oh, isto é incrível. Um dos maiores produtores nacionais não teria dito que era merda, ou então
ele simplesmente não quis confrontar -me com isso. Não consegui ver quem é que foi. Ou seja, a malta que, a minha conhecida que tem aí, não faça a minha ideia, sei que foi a Maria Seixas Correia, que eu amo profundamente. Não sei se foram mais pessoas, acho que não teriam dito qualquer coisa. Não é, não é. Isso não é, sim. Não se entra na festa de uma pessoa conhecida, de um amigo, e não se diz nada.
Mas estava a dizer -vos que isto foi uma espécie de viragem da minha comédia. Não sei se já vos disse aqui, mas estou um bocado farta do meu mundo interno. Então, sim, foi, foi, se calhar, a primeira vez em que eu fiz um espetáculo, em que não me deitei abaixo. Não me chamei de promisco, quer dizer, falei numa situação ou a trinquíssima aconteceu,
que não deitei a minha família abaixo. Ou seja, que não fui para aquela identidade que eu tinha andado a construir durante anos e anos. E finalmente consegui ter uma observação do exterior de mim próprio. E é a gente ver esta, pá, esta parece -se de coisa mais um bighista de sempre, estar a analisar as análises que eu faço. Mas pronto, quem eu vou potequecer já sabe que o
egocentrismo é algo que faz muito parte de mim. Lá está de mim, eu, eu mesma. Mas virrei, virrei para fora. Isso é, é giro. Acho que estou a começar a fazer uma comédia diferente. Ainda que tenho a feito um solo chamado Diagnóstico, que tenha sido bastante bom, em que tenha posto as minhas tripes para toda a gente ver e ouvir. E tenha sido uma proximidade grande com as pessoas.
Estou a sentir que estou mais hildre e que por isso consigo finalmente ter aqui alguma leveza e encarar o trabalho como caralho. Ah, eu ia dizer, encarar o trabalho como caralho. Isso não faz sentido. Faz. Pronto. Encarar o trabalho como trabalho. E então, conseguir que isso seja algo mais consciente em vez de impulsivo, em vez de estar a dar coisas cá para fora. Claro que isso ajuda a fazer terapia, não é? Se
não, iria para palco fazer terapia. O que também tem a sua beleza, mas estou entusiasmada por ter entrado nesta nova fase sem tanta mágoa, com mais criatividade e, se calhar, com assuntos que sejam mais relatable para vocês, que é um dos sucessos, não é? Uma das condições de sucesso para as pessoas se sentirem mais próximas de quem está em palco ou o oposto. Porque feijir no espetáculo, eu estar toda lançada, toda
confiante a dizer, quem é que daqui também? E não haver ninguém. Portanto, acaba por ser também uma confirmação do próprio nome do espetáculo de Não Sei Ser. Já não me lembro quem é que era. Estava a perguntar às pessoas, e isto também é propósito dos dildos. Se sentiam alguma vergonha após se masturbarem, e raras foram as pessoas que disseram que sim, também
pode ser por uma questão de vergonha. Eu lembro -me no final de um espetáculo do Saic Outrepia ao Vivo que perguntei, quantos gays é que há aqui? Tranqueilamente. E houve muita... Acho que só houve uma pessoa, só houve uma pessoa a levantar o braço. Portanto, eu às vezes não tenho noção das perguntas que faço e também... Mas pronto, fazem parte, não é? Fazem
parte da vida. São perguntas. Havia uma colega minha no trabalho que eu não conhecia muito bem, e tinha quase a certeza que era lésbica. Quase a certeza. E eu sei que isto não interessa a ninguém, mas estava da mesma maneira que perguntaria qualquer outra coisa. Já nessa tischa, a Rete da Estrada e vários, sei lá. E perguntaria -lhes, assim, olha lá, tu és lésbica ou
não? Ela disse, admiro muito aquilo que tu acabaste de fazer, porque a maior parte das pessoas fica olhando para mim, comenta nas minhas costas a perguntar se serei ou não lésbica, e tu simplesmente, pah, não estou a dizer que eu seja uma heroína por te ter confrontado com a minha curiosidade relativamente à tua orientação sexual, que deveria ser algo indiferente, mas, ok. Se dá as vezes mais valor perguntar, não sei, será?
Será? Estou muito intensa e esmada com as próximas espetácleas, mas queria deixar -vos aqui uma pequena amostra de um reel que eu vou lançar no domingo, porque vocês são os verdadeiros seguidores deste projeto. Ei, são lá. Mas o pior desteude é que com a velhice eu estou a começar a equacionar, querer usar o passo a passo. Quem é assim tão mau? Não
é nada, é superprático, eu te imagino o que é? Não é, andar um lado para o outro com aquilo assim a abandonar, até mostrar refego, desvia do resto, pode ser um assessório, olha -se, é que eu estou mesmo numa idade em que a funcionalidade começa a sobrepor -se à sensualidade. É isso, vai começar a acontecer o carrinho para as compras. As vejas velhas todas lançadas com os sacos. E eu penso assim, até que
ponto, é que já posso. Já posso ou não? 37 dá saco? Não dá saco, 37? Chegar ao pinho do acès precisa de saco. Não. É obvio que eu ouvi aqui alguma edição e acima tu, acho que se nota bastante a minha voz, de uma zeada aguda, porque não tinha graves nesse dia, por causa
das alergias. Mas pronto, tiveram aqui um exclusivo daquilo que vou lançar no domingo pela primeira vez, acho que vou lançar, a queixir -te dos meus espetáculos online, exatamente por isso, pela minha comédia, estar mais saudável, mas não diria blend, mas mais menos, menos dolorosa e pronto, acho que, acho que, não sei, estou orgulhosa, estou feliz e muito, muito obrigada por vocês terem
ido. Lembro só, mais uma vez, dia 17 de maio, nos airbox lodges no Porto, dia 5 de junho no Grêmio Operário de Coimbra e dia 18 de junho, no Lisboa Comédia Club, venham ter comigo, isto tem muito mais graças, passarmos esta nossa sinergia para outras plataformas. Why not? Beijinhos e até amanhã!
