Hello, hello, hello, hello, boa semana. Boa semana, vai ser uma boa semana, porque estou determinada a que seja. Estão a perceber. E isto tem muita força. Por falar em força. Não tenho nenhuma ligação aqui, mas posso dizer -vos que faltam menos de seis bilhetes ou seis para jocotar a data do Não Sei Ser em Lisboa que é dia 30 de abril, na Lisboa e
no Camaril Club. Menos de seis significa que é para comprar já, já, que é para ir olhar para aquilo e pensar. Quem é que vai ter uma boa semana? Até arranjar outro motivo para sabotar a sua autostima. Sou eu, Não Sei Ser, dia 30 de abril em Lisboa, bilhetes à venda. Poucos na Ticketline. Entretanto, Porto, olá Porto, como é que... De repente parece tripeirinha, né? Olá, se fia beijinhos. Olá Porto, como é que é? Vamos
dizer para nós, expulminha. Expulminha dia 17 de maio no zero box Lodz, lá em cima. Lá em cima onde está o tiro Liro Liro, vai haver também dia 17 de maio, como estava a dizer, Não Sei Ser, ao bilbo. Portanto, toca, toca, toca, toca,
toca, toca a aparecer -se, por favor. E aí ainda há bilhetes, mas a ideia é deixar de haver, que é uma coisa que nós temos que falar, que é quando há bilhetes à venda, a malta convém que é comprar. Para comprar é comprar. Portanto, comprem. Trrrr! Não sei ser. Não sei ser. Ah, ah, ah, ah. A primeira estou cheia de calor. É logo a primeira. A Elmiquel diz assim, temos de fechar as janelas onde está a sol, que é para
nós... Ah, mas mesmo assim, estou cheia de calor. A luz da nossa casa é muito boa, porque está virada para a sol no teto, esta oeste é uma tenda no fundo. No entanto, isto faz -me ter refego, refego debaixo do teto, refego na verilha do calção mesclado da adidas que comprei no atlete. É, mesmo assim fui assim ao supermercado. Desembora, ame -me, desembora. Mola de cabelo, que já ouvi dizer que está na moda, já
usava antes, né. Tis -te, assim, toda... É, vamos -me desembora. Se as pessoas olharem para mim, é assim, olha. É o que é. É o que é. Eu misturo -me bem da banca o apoplaça de meu bairro, e é isso que eu pretendo continuar a fazer, mesmo apesar de já estar a escutar. A tal luisboa. Como
é que vocês estão? Isto anda aqui a fervelhar. Anda aqui a fervelhar, porque a necessidade, a goção em jenho, mas a falta de confiança, no engenho, empola a necessidade e obstrui, obstrui, obstrui, obstrui a sua concretização. Significa isso que estou aqui com uma crise artística, barriso, existencial, que não sei bem lidar. Vão dizer, ah, João, o que é? Mas eu também digo aquilo que me apetecer, que é, eu
ando há anos, não sei se isto acaba, não é? Os iogas e merdas dizem um nirvana, que é quando se chega lá acima. Eu não acho que há lá acima. Eu não acho que há lá acima. Eu não acho que há lá acima. Acho que nós estamos sempre em constante nheoria. Desculpe, entre um guardanápo. E a nível artístico, não sei se alguma vez nos vamos sentir totalmente completos. Agora,
o que é que é para eu criar? Eu estou aqui muito na dúvida, estou a perceber, porque ao longo de praticamente toda a minha vida profissional fui radialista, porque sempre fui muito boa a
comunicar, sou muito boa a comunicar. Depois percebi quando fui para a rádio que tem graça, depois experimentei o workshop de estenda para comedy, e depois não sei que, em maternidade pelo meio, e ato de 80 mil anos, no meu lado mais artístico, a não ser na escrita. Agora, mais um ano de rádio aí, não sei, eu não sei bem o que é que estou a fazer. Não sei se algum artista sabe,
mas assim de fora aparece toda a gente. Como já dizia um grande amigo que há de ter citado um grande autor, nós comparamos o nosso backstage com o palco dos outros. Portanto, eu não sei quanto é que os outros ando a fim de fora. É aquilo que eu sei. Onde é que eu vou para ganhar um pouco mais de confiança, além de ir à terapia? Foi
à Fnac. Ai, não pago, mas, vamos pagar, em breve, há também de haver uma conversa em Lisboa e no Porto de Cofenac, mas, e comprei aqui um livro que nunca tinha ouvido falar, que se chama Still Like an Artist de Austin Cleane, e é um resumo, muito resumido, de vários conselhos que eu gostaria de ter dado assim, quando era mais novo e fumava. Quando tinha 19 anos, ele tem aqui no início uma fotografia dela fumar.
Portanto, ele é artista porque fuma. E dá aqui vários conselhos que um dos mais interessantes foi que não tínhamos medo de plagiar os nossos ídolos, porque como somos uma merda, nunca vamos conseguir plagiar a 100%, será sempre uma nova criação, porque a imitação vai estar sempre muito fora da realidade. Depois diz para nós explorarmos os troncos dos nossos ídolos.
Sempre, para mim, é difícil. Não tenho, ainda não construir assim, bem, um mapa de ídolos na minha cabeça, não ser o Conan, tenho mesmo muito carinho pelo Conan. Conan O 'Brien, o Osiris também, mas preciso de o que é que se é melhor. E o que ele diz é dirmos que o Inscenda que gostará volta dele, ok? Quem é que influencia o Conan? Quem é que não segue a não saber mais? E ele está dando para ir para nos sentirmos
identificados. Fala também de termos dois espaços, o espaço analógico e o espaço digital, uma secretária mais para o analógico em que escrevemos e não sei o que é à mão, em que trabalhamos vários materiais, seja qual for a nossa matiae, e depois o digital que é uma coisa mais para concretização, que ele diz que uma das coisas do computador é que pressiona para a sua concretização, para o início
do processo que depois é finalizado na entrega da obra ou na publicação da obra enquanto que quando estamos a fazer à mão estamos ainda no processo de esforzar na criatividade. Concordo, não tenho duas secretárias Austin, Cleon, or Cleans, mas foi um ótimo conselho. Dá aqui outros também, muito interessantes, em sites muito, muito giro. Vou ler apenas os três horas
que a estei nisto a sério. Fala sobre não termos que esperar para saber quem é que somos para fazer merdas, para irmos fazendo, para deixar sair as emoções. Isto parece tudo muito básico, mas lido e com todas as situações que eu tenho aqui de grandes artistas. Isto é me trampar. Entra na nossa cabeça e eu acabei de ler este livro quando foi levar a minha da o teatro, tenho uma hora de teatro, leio este
livro numa hora e, pai, estou cheia de pica. Cheia de pica, mas perdida. Sabem quando estão cheios de gasolina no carro, mas não sabem para onde é que vão e tiraram a carta há pouco tempo, não sabem porque esta ideia é estúpida, mas é isso que eu sinto. Depois comprei um outro livro, o caminho do artista de James Cameron, acho que é assim que se chama, está no quarto não tem que se
levantar a peita. Está ali, está ali, espera lá. Ai, filho, está toda de calor, meu. A unha ignada, o caminho do artista de Julia Cameron. Que, daquilo que eu vim a saber, é um trabalho muito citado, muito referenciado, por muita gente porque tem um efeito espetacular. Espetacular, até em pessoas que sofram de adições, que é mesmo
assim, que todos nós se faremos, não é? Só na outra dia me percebi com uma psicóloga, me disse que eu era viciada em açúcar. Eu já tinha percebido, mas ainda não me tinha entrado. Não, eu percebei, estava ali num preliminar de perceber, mas só depois é que houve a
penetração do conhecimento. E este livro, parte do princípio, que todos somos seres, desculpe, todos são, coroças, todos somos seres criativos, só que essa criatividade está bloqueada por vários motivos, por influências negativas dos nossos pais, do meio, da cultura, da sociedade, não sei o que. Então, esta gaja é basicamente des que temos de recuperar essa criatividade, que estamos em
recuperação dessa criatividade. É como se fôssemos para um risorte ou para uma clínica e vamos lá tratar aqui da produtividade, da criatividade. Pronto, isto se calhar é um bom assunto para eu, que eu acho, eu se calhar desculpo. Ou se bota minha criatividade e a minha insegurança artística com uma aparente produtividade. Ou seja, faço muito, deixa lá,
notar isto, aparente produtividade. Não, Antônio, já não estou a escrever, estava só a fazer revistas agora para parecer inteligente. E este livro, então, faz isso mesmo, é um curso, é um curso de várias semanas e nervo. Eu não sei se a senhora é americana, mas eu vejo um tom muito americano, nada nisto, que não é mau, no sentido em que fazendo Julia Cameron, fazendo a devida separação é o que é, e se resulta, resulta,
é uma professora americana, não está. É autora de mais de 40 livros. Amigos, também, olha, falta de escrever merda. Olha, isto funciona, se ela sabe é porque funciona. Acho
que foi escrito em 1992, este livro. Então, ela fala, eu creio que ela terá sido as primeiras pessoas, não a primeira pessoa a falar das páginas matinais, aquele journaling de três dias, logo, de três páginas, assim que se acorda, para detalhes fora e para aprender a escrever sem o sensor, que é aquilo que a tradução portuguesa diz, que é parte crítica de nós, escrever só para escrever, sem encarar a
página branca como se fosse a pedra dos mandamentos. São dez, não é? Acho
que sim. Então, ela motive -nos a fazê -lo e também afirmações para ante o espelho e coisas de género, sempre a referir -se ao nosso lado mais crítico, alegando que esse espírito crítico e esse sarcasmo e essa não inscrição absoluta neste curso é uma autossabutagem, porque nós preferimos continuar na dor autoprovocada do que dar o salto para o desconhecido.
Tudo isto são banalidades, mas é fiche alguém ter compilado estas coisas todas, dizer que resulta, apesar do primeiro capítulo, ser só penheta, penheta, penheta. É que acho que dizia, isto já resultou com isto, isto já resultou com aquilo. Eu sempre cano na rua, toda a gente me está agradecendo isto. Ah, nem imagino, esta pessoa passeia, ''Tá bem, amiga, está bem, é para fazer o quê? É para escrever páginas? Vou
escrever páginas? É para dizer merdas ao espelho?'' Prontinho, agora que o Miguel foi ao teatro, a minha filha está na casa de umas amigas, eu estava aqui a tentar um dos exercícios é escrever... Isto parece que eu deixei a porta da rua aberta. É escrever quais é que são os comentários negativos que a minha cabeça tem e que bebeu das outras pessoas à minha volta, que me estejam
a fazer sabotar -me. E ainda não consegui laxar, não me peteço, mas eu pensei, ''Pá, deixa de estar, pá, deixa de estar, mas vou escrever agora.'' E provavelmente nos próximos episódios falarei um bocadinho sobre esta questão do processo criativo e de que é que é ser artista, porque é nisto que eu agora estou da mesma maneira que papam aqui a
psicologia. Isto também é interessante, porque faz aqui uma mistura de psicologia, com sociologia, com, não sei o que, que são prontas, artes humanas. Tenho também que um livro que você já devem ter visto aí, Algurs, que é o da Creative Act, Wave Being do Rick Rubin, que me foi oferecido pelo Miguel, e também estou muito interessada em ler, apesar de isto ser mais aplicado
à produção de música. Eu acredito que o processo é artístico, já que somos todos de mesma natureza, também tem maneiras semelhantes, as inspirações venham, por exemplo, tal como diz o senhor do Steel Like an Artist, o Austin Cleon diz, ''Precisamos de uma janela, amigos.'' Mais importante do que estar a
secretária a pensar merdas é basar. O que eu que também diz esta Julia Cameron, o que ela diz é, ''Migos, uma vez por semana tenho que ter um encontro com o artista, o encontro com o artista é o morimém que vocês desopilam a cabeça, vão andar sem ninguém, sem namorados, sem ninguém, vão andar um morimém pela floresta, vão morimém à praia, vão sentar -se num banho de jardim, pronto, é
assim que vemos os pervs, mas façam isso e têm de garantir espaço para a presta pessoal, além das páginas matinais. Mas esta vai ser a minha primeira semana desse curso, depois digo -vos como é que está a correr. Agora, eu acho que até comecei a gravar este episódio de podcast para fugir à escrita dos meus desabafos, só para verem como é que
isto está dos pensamentos negativos. Será que vou conseguir dizer ao espeio, ''Tú tens talento, tu és artista, tu não estás, não sei o que será.'' Tive uma ideia para um livro, não sei, não sei o que é isto, malta, não sei, não sei, sabem que no ano ano estava muito indeciso entre línguas ou ciências, e fui para línguas porque estava
mais de inglês, foi isso, acaba urra. Bom, isto é de volta amanhã, espero que vocês também, e que nos vejamos dia 30 de Abril, quem já tem a bilhete muito obrigada, essas 80 e tal pessoas, que ainda não tem a bilhete, pah, garanta, né, e até lá, então, no Lisboa Coma de Club, ou então, já sabem, se estiverem no Porto, perto do Porto, dia 17 de Mai, nos airboxlodes, lá em cima, no Tirolírio,
não vou conseguir dizer isto de outra forma, a bilhete está à venda também na Ticateline, beijinhos, e obrigada pela paciência de não estarem a aturar nesta vida, sabe, obrigada. Um, dois, três.
