Olá, sejam bem -vindos a mais um episódio do podcast Não Sei Ser, não sei porque comecei com esta introdução, sinto que vocês prestarem a ouvir este episódio das duas uma. Ou carregaram o ícone no Spotify ou no Apple Podcast ou no Google Snare, ou então estou a ver bem direto...
De repente, aqui no direto do Instagram, acho que é assim que se chama, quero só dizer que vou ter um espetáculo dia 30 de abril no Lisboa Comedy Club em Lisboa, que faz sentido, estão aqui a perguntar -me no Nucosmo, bilhetes a partir de quanto de 12 euros? São para esse que é 12 euros, é chegar a sucesso, ficas mais perto, sabes que aqui é o meu perfume e tudo?
Se calhar, teve as um rasgo de camel -tow, camel, se for de lá para trás, já não vejo tão bem, mas quer dizer, consegue chegar à conclusão que eu sou hilária, que é isso que
interessa. 30 de abril, Lisboa Comedy Club em Lisboa, os bilhetes estão à venda na Ticketline e novidade, novidade incrível, os bilhetes ainda não estão à venda para este espetáculo, mas dia 17 de maio, no ZeroLods, no Porto, ZeroBoxLods, no Porto, tem também o Não Sei Ser ao vivo, os bilhetes estão à venda quando eu disser, porque isto é assim, sou eu comendo. Vamos a isso, vamos começar então mais um Não Sei Ser jingle
do Nois Air. Pronto, foi girar musiquinha, não é? Isto jingle é interessante, porque sinto que deitá baixo aquela conversa de pilofona e depois de repente sentá -me nos todos para tomar o café. Hoje puso o tema, será que soubí? Isto é engraçado, porque eu
antes tinha outro podcast. Obrigada Dina, Dina está a dizer que vai a Lisboa Espetáculo, porque há ouvintes que são ouvintes de jeito, não é como vocês que estão a ouvir agora este episódio, uma mar contudo, uma mar contudo, e a dar. E a dar, quem é que dá? É
só uma mar que vocês estão, só uma mar. Tenha ali um gato, esperem lá. Pronto, eu agora aparei aqui um bocadinho para uma questão de profissionalismo, no entanto, quem está a ver live no Instagram, consegue ver a merda do gato a
morder -me toda. Está viu a dizer, então, que eu tinha antes um podcast chamado Psychoterapia, que continua a ser um hit, apesar de eu não publicar nada, se calhar o segredeis, eu não publicar nada, em que queréis já lá ter falado da minha orientação sexual ou na orientação, ou quer que seja. E por que que eu acho interessante ou renovante, ou por que que estou a
falar novamente disso? É porque as coisas não são os tanques, não são as unhas, Tiago Moreira, o Bruno Pedrosa, são os dentes. Estava a dizer que isto não vai estar assim, eu estou a retirar o privilégio das pessoas que eu venho podcast e não pode ser. Portanto, eu só falo com vos, que pessoas do Instagram, se vocês forem extremamente interessantes, agora esforça
-se. Eu acho que pode ser interessante, vou estar a falar aqui da minha orientação sexual, ou preferências, ou o que quer que seja, porque já passou algum tempo desde aí, desde quatro anos que eu falei sobre isso a última vez, e não que eu tenha pensado muito sobre o assunto, mas é algo que eu tenho aprendido ao longo da minha vida, é que as coisas mudam muito, só terá uma
moeda para ver se ela se destraga. As coisas mudam muito e portanto, a minha perspectiva, as minhas sensações de hoje, podem ser bastante diferentes de há quatro anos. Queria só partilhar com vocês como é que eu descobri que era
bi. Foi basicamente, estava a ver a pornografia, e comecei a reparar que duas mulheres, quando estavam a fazer sexo, eram bastante atirentes e que me ensinavam bastante, mas depois quando entrava uma pila, porque geralmente era isso que acontecia nesses vídeos, agora não tenho visto por acaso, não tenho tempo para pilas, não
parecia homem, parecia só a pila. E eu comecei a aponderar -se a seria bi sexual, já que a pila ali não parecia interessante, sente que criei já ter aprendido com a Tânia, graças a que está agora a ver, a Tânia, que o facto de nós gostarmos de ver determinada, determinada tipo de pornografia, isso não quer dizer nada relativamente à
nossa orientação sexual. No entanto, aquilo serviu de mote para mim, para pesquisar, para estar mais, a Tânia, para estar mais atenta àquilo que eu sentia e deixava de sentir. E comecei a reparar que havia ali uma atração qualquer para experimentar algo novo no que tocava a mulheres, queria tocar mulheres, no
fundo era isso. Havia ali uma coisa interessante no facto de ser proibido, de ser difícil começar um engate, porque não é algo que eu perguntasse na altura, olha, é esfufa, não é esfufa, queres um bocadinho disto, toma um bocadinho disto. Então havia uma sedução nesse jogo que me parecia
bastante interessante. E havia outra coisa que eu olhava para as mulheres como seres muito, muito sensuais, e continuava a achar mulheres muito, muito sensuais, não só porque o são, mas também porque acredito que a maneira como a mulher é retratada pela indústria também nos constrói, não é essa perceção e essas, não diga essas preferências, mas nos dá, nos módia essa conceição daquilo que é
belo e, portanto, a partir daí a nossa cabeça também tem ingredientes para pensar de outra forma. E atenção que eu não sou psicóloga, não sou sexóloga, não sou nada do género, estou só apenas afada de minha experiência e daquilo que me vem à cabeça. E então, depois disso, inscrevimos alguns canais de
um... Muitos de vocês não sabão o que é do miro entre as lésbicas e coisas de género, como a minha canal lésbicas em que 90 % das pessoas eram homens, e comecei a falar com essas pessoas e conheci uma rapariga que ficamos muito amigas, tentámos namorar, mas e lá tive as minhas primeiras experiências com ela, que por acaso não foram assim, foram beijos e apalpões e mastrovação e
coisas de género, mas não houve sexo oral nem nada que se parecesse, e foi uma descoberta muito interessante para mim, fui muito bem recebida pela comunidade, na altura havia um bar no cheado que era o Heróis, que era Queer Friendly, sente que esta é esta terminologia, quando penso muito nisso e nervo uma bocado, Queer Friendly é tipo Dog Friendly, Cat
Friendly, Queer Friendly, como se... Mas pronto, na altura acho que era para assinar o ar e para marcar uma posição de que era um espaço seguro, e efetivamente era um sítio onde nos encontravamos muito e onde havia muito... Muitas pessoas da comunidade Queer, tanto lésbicas como gays, tudo, na altura ainda se falava só, pelo menos na minha bolha dessas duas, dessa dicotomia, e faz gira
a cena de... Ela respeitou muito, ela não tomou nenhuma iniciativa, fui o que fui tomando à medida que me sentia mais livre, e dá uma decisão do caraças quando estamos a embarcar numa coisa nova, ainda por cima quando nos sentimos seguras, eu senti -me muito segura com ela, porque além de ser um ano mais nova do que eu, e os mais velhos é que sabem, o facto de ser mulher não me fazia sentir ameaçada, em
defesa, ou que eu tinha de estar numa bestura de farsa, de marketing pessoal, estava muito à vontade com ela, e não o conhecia bem ainda, portanto era uma questão de intimidade, essa proximidade com o meu género, talvez por causa da representação da relação com a minha mãe, existe uma ligação mais... Claro que isto depende de pessoa para pessoa, mas mais
segura, existe... Sei lá, temos um pipi, as duas temos um pipi, em princípio temos mamas, em princípio não sei quem, então ficamos ali, sentimos mais segura com ela, é pai, foi muito bonito, sinto que me apaixonei por ela, na altura não conseguia descernir, e ainda hoje não consigo descernir o que era o iniciismo da novidade, a diferença entre amizade e amor, que tipo de paixão é que sentia, então dava ali
muita volta do, o que é isto, o que é isto que eu estou a sentir, não faça a minha ideia, porque nunca tinha tido acesso a romances, a literatura sobre isso, então não conseguia catalogar as coisas, e se achavam um pouco... Não era ansiosa, mas muito interessada no assunto de forma até obsessiva, depois conheci outra rapariga, numa esfera, de onde estávamos, conheci um grupo de pessoas, estávamos a jogar
a verdade consequência, e à distância da minha verdade foi perguntar a uma rapariga, se alguma vez tinha dado um beijo na boca de outra mulher, ela disse que sim, que tinha gostado, e eu, ora, bem, depois fiquei a esperar numa mensagem na telemóvel, se aconteceu, essa rapariga foi a primeira rapariga com quem fiz sexo oral, e confesso que nesse dia em que eu fiz sexo oral, odiei, odiei, odiei, ela
queria fazer -me primeiro a mim, mas como eu estava muito, muito tímida, muito... insegura, relativamente a minha... Não sei, o meu pipi, deixava que o meu pipi este, meu pipi aquilo, ainda aches, pronto, pipi, não, uma coisa é que o meu pipi, pipi, pipi, pronto, as mulheres provavelmente
poderão... As pessoas com pipi, se cada dia vão perceber isto, eu não consegui, estou a pensar, mais do que ela me fazer a mim, vou eu fazer a ela, e eu vou eu fazer, nós tínhamos ido à piscina, já viram, são fungas betas, nós tínhamos ido à piscina, então, primeiro a sabor à cloro, não foi incrível, e depois senti que havia ali uma espécie de performance da parte dela, de gemer muito, sabe, eu sei que o
gemer, e eu gosto disso, o gemer, essa performance aumenta também o prazer, é meu ver no sexo, porque além de nos fazer respirar, determinada maneira, ritmada, não, não, não, não, também nos dá aquela sensação que estamos aqui, estamos numa festa de merdas, mas no caso dela é que ele estava a massuar, não me estava a fazer, não me estava a parecer verdade, e então isso retirou -me o prazer todo, além de ser
completamente diferente, ter uma vulva na boca de ter uma pilha, e ainda estava muito consciente, e estava muito ansia aqui. Este podcast, estou a gostar, muito bem, fiquem a saber que este vídeo que vocês estão a ver no Instagram, não vai ficar para sempre, a seguir isto, eu vou apagar enquanto que o podcast fica, depois que quiserem, um dia podem
ouvir -lo. E então, nesse dia até ele disse, olha, não me senti bem, desculpa, o problema não é isto, o problema não é de ninguém, eu simplesmente não gostei, não sei o que, e então assim
foi. Continuámos a falar, continuámos amigas, ela deve ter ficado maguada, porque daquilo que sei, nunca é fácil estar com uma first timer, uma pessoa que já tem a descoberta da sua sexualidade, ou que esteja numa fase a sua vida, em que esteja mais num sítio, e que se apaixone por uma pessoa que até ali era hétero, tem que ter muita paciência, muita compreensão, para todo o processo que
esteja a acontecer, e muitas vezes sai -se maguada. A verdade é isso, olá, amora. Para vos falar mais sobre lésbicas, temos aqui Carlos Moura, um grande comediante, poderá escrever coisas sobre lésbicas, Carlos faz o
favor, este espaço é teu também. Então, depois dessa rapariga, conheci uma ou outra, ela que tinha amamorado e queria ter uma relação aberta comigo, não sei o que, na altura achava isso tudo um bocado confuso, mas pensei para experiências, bora, estou bem aberta a isto, estou esquencarada em relação a isto, mas ela ficou um bocadinho obcecada por mim, foi esquisito, por muito que se pense que é
um preconceito, é um estereótipo de dizer -se que o início das relações lésbicas às vezes é muito apressado, isto, as generalizações são sempre perigosas, mas eu tenho essa experiência, e que vão morar logo juntas, não sei o que, eu tenho essa experiência, calharam quase todos assim, mas calhar é dinâmica comigo, pronto, boa é aparente -se aqui, boa é
aparente -se. E então, conheci a outra rapariga, ela ficou um bocado obcecada por mim, e ela era super, como é que eu ia dizer, transparente e impulsiva nas coisas que fazia, eu estava no trabalho, bem, agora já sabem a final da história, eu dei a sério a esta pessoa, mas recebi umas rosas ou umas flores quaisquer, eu não estou a receber flores, mas depois me amam a perceber, gosto
de receber flores determinadas pessoas, doutras não, e então, na altura, andava com 2 ou 3 gajos e ligalhos, a dizer, fos tu que mandaste flores, não, ah, também, fos tu que mandaste flores, ah, não, tá bem, fos tu que mandaste flores, não, tá bem, depois recebi uma chamada dessa rapariga, uma mensagem a dizer assim, ah, fui eu que mandei flores,
gostas? Eu... Bom, meu... Sim, sim, claro que gosto, que olha, quésito férias comicas e para Londres, ou sei lá para onde é que era, alfefeira, não sei, era um sítio assim meio... meio diferente de Londres, eu disse Londres, claro, paga -me coisas, acabamos em alfeira, ou lá o que era aquilo, numa pousada com ela, com a ex -namorada, com a imensa gente, foi giro, uma experiência sexual
e tal, antes disso já tínhamos estado, bem, não interessa, já estou a ser muito, muito descritiva. Olá, Daniel. Depois tive também uma relação a 3, com o casal heterossexual, também foi engraçado. Bom,
isto para vos dizer o quê? Também tive uma namorada durante 3 anos, e o que é que eu sinto agora que tenho 37 anos, neste momento, que sou mãe, que tenho a namorada A4, a namorada que eu amo profundamente, e não estou a fazer isto para depois não levar nas trombas, que a namorada não me bate ainda, não sei, a vida, eu estava a dizer -vos a vida muda muito, eu neste momento, e eu tenho
essa questão, que, daquilo que eu tenho lido em um livro, muito giro, que estou a ler agora, acho que já vos falei dele, mas depois falarei com um bocadinho maior, eu tenho que ir embora, tenho consulta, de profundidade, que é The Curse of Love, do Alan de Buton, e eu tenho a minha cabeça cheia de romantismo, de romance, e esse romantismo às vezes não me permite ser transparente, ou seja, ser
como eu... como eu poderia ser naturalmente, então tenho a cabeça cheia de raciocínios, de conceitos, e isso depois faz com que, por exemplo, estando eu numa relação com Miguel, e muito apaixonada por ele, e eu não me sinto atraída por outras
pessoas. Este pode ser um dos motivos, que é eu olho por outras pessoas, penso, giro, se está -se, mas não me dá pau, não me dá vontade de ir falar com essa pessoa, não me apetece ter uma relação aberta, porque sinto que o amor verdadeiro, o
amor verdadeiro baseia sem ter só uma pessoa. E, portanto, estando a desconstruir isto, ou a tentar desconstruir, que não significa mudar de postura, mas apenas perceber por que as coisas vão até aí, sinto que eu não sou contra o poli -amor ou relações não -manogâmicas, tanto que até já estive envolvida, esse tipo de comportamento não acontece. Portanto, neste momento, não me sinto atraída por ninguém, em particular, nem por
mulheres, nem por homens. Aquilo que eu sinto porém é que tenho maior capacidade de olhar para o corpo de uma mulher e pensar. Sabem, objetificar uma mulher, objetifique muito melhor uma mulher do que um homem. Um homem até tem alguns preconceitos relativamente a homens muito fites. Eu posso, vou fazer um episódio só falar de preconceitos. Um não, quarenta. Mas, malta, eu tenho mesmo que sair, eu não posso estar
atrasada à minha consulta. De psicólogo, precisamente. Voltei a falar -vos sobre este assunto e a achar interessante. Se achar interessante, ponham estrelinhas, avalia este podcast como deve ser, respondam à sondagem que está no Spotify e dizem o que você acha desse episódio. Digo, gira, devias falar mais sobre isto, Ana. E,
acima de tudo, apoiem o meu trabalho. Não vos peço Patreons, nem coisas género, nem do nativo, nem nada, mas agora venham ver -me ao vivo, dia 30, de abril, no Lisboa Coma de Club, às 21 horas, os mulheres estão à venda na Ticketline. E dia 17 de maio, se faz favor, vão ver -me ao porto, o habilitário ainda não está aberto, mas quando estiver, eu aviso -vos. É dia 17 de maio, no Zero
Lodes, no porto, às 21 horas também. Se estes ficam assim um bocadinho pífio, digam -me, eu queria falar mais sobre isto, mas são 14 e 24, com as loteais 15. Um beijinho e até já! Até já! Legendas pela comunidade de Amara .org
