Ei, eu não queria, não queria criar esta má onda, mas tem conhecimento que vocês já terão começado a semana que já é segunda-feira, pelo menos. Pelo menos. Ai, isso faz-me lembrar um concorrente do big Brother. Quando eu vi a big Brother que era o Bruno savatt, que se ria a 5. Irritava-me sobejamente aqui. Aqui ainda é domingo e antes de começar isto propriamente dito.
Quero só dizer-vos que há espetáculo de stand-up comedy dia 29 de novembro, na boutique da cultura, com o grande grande, grande e dia 16 de dezembro, também na boutique da cultura podcast mamos de boca ao vivo, com um médio Pedro Alves. Não sei se. Vou aqui difícil. Eu já vos disse que este jingle é feito por noiserv, assim pá pá, sou amiga de noiserv quer dizer, será que sou amiga? A questão é que ela é hiper hiper mega ultra reservado, como um bom artista. E jogava paddle com ele.
Adoro, mas não o conheço assim tão bem. O que me o que, o que é estranho, porque ainda no outro dia sonhei que estávamos com ele, eu e o meu cônjuge EE fiquei com saudades dele e não sei bem explicar porquê. Pronto, olhem meus amigos, é o que há, é o que se tem, é o que se vai ter. Isto. Obrigada pelo jingle noiserv. Obrigada também ao Ju pelo jingle do o jingle é aqui uma coisa importante, pá, eu sinto que é visto que isto é super caseiro, não é? Só temos avós, só temos o conteúdo.
O jingle dá sempre aquela é como se fosse brand, não é como se fosse brand, não é assim, uma pessoa fica uau este podcast em jingle para falar em jingle e música. Ontem, sábado, dia coiso de novembro, dia 4 de novembro, fui assistir ao concerto de Samuel uria e Benjamin. No Tivoli? E nunca os tinha visto ao vivo. Nunca tinha tido muito contacto com a música deles até entrar no universo da RTP da antena 3. Tenho, tenho algumas dificuldades em, não sei bem explicar a minha relação com a
música. Um dia ainda ganharei tempo a pensar nisso, mas eu fiquei muito presa nos anos 9090, inícios de 2000, muito R. Kelly, muito, essas coisas tenho. Tenho que perceber ou pelo menos tentar. Atualizar-me um pouco, porque sinto que estou a perder muito da vida e geralmente a Malta da
cultura, diz. Cultura é importante a cultura não-sei-quê está bem, a cultura não se come, não é, e as pessoas da cultura às vezes também não comem, fiquem a saber não, mas ontem eu tive essa experiência que foi tive ali concerto sentado, o que é fixe para mim. Todos os concertos seriam sentados e que horror, que velha e dei por mim a contemplar. A ouvir o Benjamim e o Samuel a tocarem e a cantarem.
IA ser transportada para fora dali, isto é. Foi uma espécie de não sei se será meditação, porque não sei até que ponto é que meditação não é esvaziar um pouco a nossa cabeça. Mas senti pela primeira vez em muito tempo. A Liberdade para me ouvir, se é que isto faz sentido, ou seja, eu sou hiperverbal estou. Tenho um diálogo interno extenuantes, estou sempre sempre, sempre, sempre, sempre, a pensar sempre.
Sempre a precaver. Sempre não sei quê ansiedades e traumas e Na Na, na e ontem, sentada a ouvi-los com aquele espetáculo lindíssimo, um jogo de luz brutal de de estava fogo. É incrível. Dei por mim a pensar, a pensar fora do dia, a pensar profundamente AA. Deixar vir. Aquilo que que eu não controlava, percebem, em vez de pensar bem, hoje estou mesmo
preocupada com isto. Deixa ver se não, não foi deixar ir um bocadinho, como na meditação e no ioga, se diz que é deixar fluir, deixar deixar a água correr. Deixei e foi interessante tudo aquilo que veio à superfície. Foi, é por isto que eu estava a dizer que talvez seja importante a cultura. Claro que é, não é isso, mas. Especialmente a música, neste caso, fez-me a caminha para estar confortável e ser guiada guiada, isto é super irritante,
não é guiada a mim. Deu-me mesmo uma banda sonora interessante para me religar, porque religião é ligarmo-nos a nós próprios. Portanto, tive ali uma espécie de momento religioso, espiritual, de de tentar consertar as várias fragmentos da minha pessoa que foi criando ao longo dos anos por uma questão de sobrevivência. Associação e a música estava a trazer um sentimento de identidade gigante, em que não só tinha a capacidade de
observar e sentir contemplar. Não sei mais de de, de, de ser levada por aqueles 2 artistas por aquele espetáculo maravilhoso, por aquele, por aquele lado tão, tão genuíno, de de partilha de pessoas que estão a fazer aquilo que gostam a partilhar o nosso, o nosso talento, o talento deles connosco. Aquilo teve um impacto gigante em mim e eu acho que isto é interessante porque, como eu não saio muito de casa, não me proporciono muito ao contacto com cultura. De espetáculo e também convívio
com outras pessoas. Então este tipo de coisas, para mim é como se fosse. Estão a ver aqueles vídeos dos putos que nunca ouviram a voz da mãe na vida e de repente põem um aparelho auditivo e Ah, o que é isto? Ontem tive mesmo um momento do caraças e o problema é não é bem problema, mas primeiro achei interessante que o Benjamim tenha dito que para ele é tão bom como. Mau ver a cara do público, porque.
Se têm a tendência de de se focar na pessoa que tem o ar mais aborrecido e estar a medir a qualidade do espetáculo pela pela cara dessa pessoa que é interessante, isso acontecia muito, muito, muito, muito, muito. Achei, achei giro por uma questão meramente egoísta. Primeiro achei engraçada a parte dele, ele ser um artista tão, tão completo, tão, tão bonito. EEE ter isso, apesar de poder ser muito constrangedor para ele. Por outro lado, senti-me super artista.
Acontece Ah, amiga, sei perfeitamente o que é, mas pá, eu não vos sei explicar. Há existia um lado em mim quando era adolescente, do aquilo que é português é merda. Ontem a ver este espetáculo, eu pensei, pá, o archelly que se foda. Isto é tão triste, e sou mesmo completamente inculta, mas tenho vontade de é pá, foi, foi maravilhoso, mas. À semelhança os espetáculos que que eu vou ver no Tivoli lixam-me sempre um bocado a cabeça. Que é? Fui ver a Inês Aires Pereira e a Raquel tilo.
Recentemente fui ver a bumba também. Acho que foi o ano passado e agora o Samuel e o Benjamim, ou o Benjamim e Samuel que é para ficar ordem alfabética e sempre que lá vou. Proporciona? Proporciona-se, eu pensar sobre a minha pertinência no mundo da comédia no mundo artístico. Pessoas dirão, não, Joana, tu é que pensas muito nisso. Então qualquer estímulos externo te te agudiz essa questão, verdade?
Mas ontem, ao vê-los a sentir a alma na música, Na Na entrega, na atuação, eu pensei, comédia, comédia é merda. Pareceu-me o contrário de música. Naquele momento, pareceu-me que música é despira-se em palco.
Entregarem só o outro, para que o outro se veja no seu corpo como se fosse 11 espécie de espelho, um espelho ou uma porta para o passado ou para o futuro, que que tenham vindo a passar ou que vão vão passar em breve, enquanto que a comédia é um, não pensem em nada isto a vida é assim, olha eu a falar alto, pívias, pívias, pívo e claro que nem toda a comédia tem de ser assim. E claro que existe Marte na comédia quem quem sou eu, não é? Mas senti que, enquanto que a
música, a imersão. Que a comédia é é diversão, mas também é dedução, ou seja, na música. Ficamos a conhecer muito bem os artistas, pelo menos neste tipo de artistas em que as músicas não são escritas a metro por alguém que está a ser pago por uma editora. Na Na, na em que não há aquela preocupação de hiper extra ultra comercial com com tudo tanto que até cantou em português, não é? Não tem a ambição de de controlar o mundo. Eu senti-me perto de toda a gente ali ali, enquanto que na
comédia parece que. Para conhecermos a pessoa que está no palco, temos de deduzir, e não é isso que nós queremos fazer. É claro que cada coisa tem a sua função, mas senti ali que a comédia era uma arte menor. Não para as pessoas, para mim, para mim, pensei, fogo, isto é, era isto era, isto é isto que eu tento expressar, é isto que eu
quero expressar na minha vida. É assim que eu quero comunicar com os outros, mas não tenho nenhum talento deste género não, não sei tocar acordeão, não sei tocar piano, não sei, não sei nada, não sei nada. Guitarras, Ah, mas podes aprender é pá, está bem mas esperem, não é? E é. É isto cultura importante também por causa disto, porque nos faz. Texturizar a nossa existência,
deixamos de ser. Tão. 2 D1 DE passamos a ser indivíduos, pessoas, seres que, que, que que a questão de sermos indivíduos é um bocadinho, é um bocadinho falaciosa, não é porque temos tantas coisas em comum que, entretanto, a nossa especialidade será sempre uma. Uma ilusão, diria eu, mas caraças música faz crescer, hã, e ontem a ouvi-los e a vê-los. Houve? Houve ali uma Joana que eu já não ouvi há muito tempo. E o que é que eu estava a dizer? Mais foi fixe, foi fixe, gostei muito.
Houve um lado meu também lá. Que isto lá está é muito síndrome do impostor, e não sei quê, mas, Ah, eu vou. Tive ali, já entrevistei estas pessoas, eu tenho bilhetes e vou falar com elas. No fim, há ali um lado, eu sou artista e depois quando estava a adormecer, pensei. Existem algumas características associadas às pessoas do meio artístico. Ainda está a falar com Miguel também? Por causa disto que eu não sei
se não será? Mito, ou seja, que é bem as os artistas já sabes que são muito mais sensíveis, que são muito mais. Não sei quê mais não sei quê eh pá, será, será que não seremos todos artistas também? Não sei. Será que os artistas são meramente pessoas que têm coragem e ou necessidade de porem tudo cá para fora? Não sei. Pá, não sei porque eu tenho um lado muito não artístico que é, tenho, acho eu muito jeito. Para ser account, por exemplo.
E eu podia ter enveredado por aí, e ninguém daria conta que eu era artista. Portanto, será que esta questão de. Estranheza daquilo que é um artista vem da maioria das pessoas não ter o descaradamento descaradamento descaramento, o descaramento. De se atirar para uma coisa tão, tão insegura que mexa tanto com o ego e, portanto, criam-se estes mitos à volta disso. Sei. Será que há um artista?
Eu Acredito que se torna um artista, ou seja, uma pessoa que viva uma vida artística que a determinada altura se transforme, não é se se torna uma outra coisa qualquer, mas não sei até que ponto é que, Ah, ele é artista porque não sei agora o que é que isto interessa também não sei, mas como ontem, ontem, por acaso, foi engraçado que é? Durante o concerto, eles os 2 iam iam espelhando algumas das pessoas aparentes inseguranças. Ah, vê se não estraga música,
vem. Esperamos não estar a aborrecer-vos bem, eu penso eh, pá, isto não fica nada bem às pessoas que é uma coisa que eu faço muito também, que é bem isto não interessa nada. Ninguém me perguntou nada, onde é que está a pergunta? Onde é que não sei quê, mas não tem sentido. Fogo vocês são geniais. São claramente pessoas que eu passei a admirar e que me sinto super lisonjeada a ter tido a oportunidade de privar e tudo o resto, e já agora com sentido de amor, sentido de humor bestial
mesmo. Tanto um como o outro. Estão em palco no Tivoli, praticamente escutados EE ainda estão inseguros, mas isto nunca acaba e quando acaba, torna-se energúmenos. É isso, mas pronto, fica aqui a sugestão para, não sei se ainda vão a tempo, mas se forem do Porto, acho que há espetáculo em breve no Sá da Bandeira de Benjamim e Samuel uria, meus amigos que se juntaram para para viverem a sua amizade EE pariram lateralmente. O trabalho, este trabalho e. Aconselho vivamente EE
sentem-se, sentem-se a sentir. O concerto, porque vale bem a pena, posto isto boa segunda-feira se for segunda-feira para vocês, ou se andarem a ouvir isto tudo de enfiado, ou se não andarem a ouvir lá está para quê? Para quê esta nota negativa? Gosto. Diz que vocês existam, e até já. Não sei se. Assim.
