Ep. 105 - Como criar crianças multilingues, com Stefano Suigo - podcast episode cover

Ep. 105 - Como criar crianças multilingues, com Stefano Suigo

Feb 03, 202640 minEp. 105
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Summary

Leo conversa com Stefano Suigo sobre a educação de crianças multilingues, partilhando as experiências da família de Stefano em Bruxelas, onde os seus filhos dominam quatro línguas. Eles discutem as vantagens cognitivas, sociais e económicas do bilinguismo precoce, e a importância de uma estratégia consistente como o método OPOL "ao quadrado" para fomentar uma aprendizagem natural. São abordados os desafios da inconsistência e as formas de integrar línguas minoritárias e parciais, sempre privilegiando o lúdico e evitando a pressão.

Episode description

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Transcript

Apresentação de Stefano e o Ambiente Multilíngue Familiar

Olá e bem-vindo ou bem-vinda de volta ao podcast de nível intermédio do Português with Leo. Antes de começar o episódio de hoje, relembro-te que podes ter acesso gratuito à transcrição deste e de todos os episódios do podcast, clicando no link na descrição. Hoje tenho mais uma vez como convidado o Stefano Swigo, do canal do YouTube Língua Passion.

O Stefano é um poliglota italiano que fala um excelente português de Portugal e no seu canal de YouTube ele partilha a sua paixão pelas línguas, falando em várias línguas, sobre várias línguas. O Stefano já viveu em diferentes lugares ao longo da sua vida, mas há muitos anos ele assentou em Bruxelas, na Bélgica, onde vive com a sua mulher finlandesa e os seus dois filhos.

Como podes imaginar, com um pai italiano, uma mãe finlandesa e crescendo numa cidade onde se fala maioritariamente francês, Os filhos do Stefano estão a crescer num ambiente multilingue, sendo já fluentes em pelo menos três línguas, antes sequer de atingirem a idade adulta. Hoje o Stefano vai-me contar quais são as vantagens e as melhores estratégias para criarmos os nossos filhos no ambiente multilingue. Bom dia, Stephen.

Bom dia, Leo. Obrigado pelo convite. Para mim, sabes que é sempre um grande prazer falar com você. Igualmente, para mim também é um grande prazer falar contigo e, sobretudo, sobre este tema, que é um tema que me interessa muito, sobretudo nos últimos tempos, agora que estou para me casar e que sei que irei querer ter filhos. A ideia de poder criar os meus filhos com mais do que uma língua é algo em que eu tenho pensado.

E, portanto, queria pedir-te que falasses um pouco sobre a tua situação familiar e o ambiente multilingue no qual os teus filhos estão a crescer. Exato. E depois, eu sou italiano, minha mulher é finlandesa, mas vivemos na Bélgica, em Bruxelas, uma cidade muito internacional. que proporciona uma grande variedade de línguas. E os meus filhos cresceram de forma completamente bilingue, então italiano e finlandês, as línguas dos pais.

Mas falam também francês, que é a língua maioritária, digamos, da cidade de Bruxelles, e também inglês, sendo que Aprenderam inglês através dos meios de comunicação e agora também na. Let's call it. Já agora, quando dizes que aprenderam na escola, é o clássico inglês como língua estrangeira que normalmente as pessoas não aprendem muito bem, ou é tipo uma escola onde se ensinam o inglês de forma mais onde o inglês também é uma das línguas de trabalho.

Olha, podia ser a primeira variante que disser. But those factors are much for the filials appropriate positive, approval the English. Primeiro the professors are most moderno and utilizing métodos much modernos. De aprendizagem, de ensino, e isso ajudou muito, mas também, como Bruxelas é uma cidade muito internacional, também as pessoas que vão, as crianças que vão à escola. Vêm de vários países diferentes, e durante as pausas, sei lá não sei o que, as crianças falam várias línguas entre elas.

Portanto, falam um pouco inglês, falam francês, há pessoas que falem também outras línguas durante a Então não há só o aspecto da aula de inglês, mas também da vida. In convivência.

As Múltiplas Vantagens do Multilinguismo

Sim, senhor. Então tu tens filhos. Qual ou seja, eles ainda são menores de idade e já falam quatro línguas. Quatro línguas, exato. Exatamente. Confluente. Fluente, sim. Língua secundária, não. Exatamente, dirias que o francês dele se está a aproximar também do finlandês e italiano, por ser a língua da cidade. E isso é assim, eu ojo isso e penso, uau, maravilhoso! É uma vantagem, é uma sorte enorme, é uma enorme vantagem.

Eu não sei se eu acho que tu já sabes isto porque eu já te disse, embora eu tenha crescido num ambiente monoling. I tive a sorte de ter muita exposição ao inglês desde criança, aliado à minha curiosidade natural and um certain perfeccionismo natural or a certa atração natural por línguas estrangeiras. Fez com que eu começasse desde cedo a ler em inglês, a ver filmes em inglês com legendas inglesas, os DVDs.

Quando tínhamos DVDs, podíamos selecionar a língua das legendas e eu, de certa forma, aprendi inglês de forma nativa. Ou seja, se calhar como o francês dos teus filhos. Percebes assim uma segunda língua. E eu percebi-me percebi-me disso como adulto. Quando comecei a perceber que eu simplesmente sabia as coisas, aliás, já na escola eu achava, ok, eu consigo ter nota máxima em inglês sem.

Estudar, sempre dei isso por garantido, e recentemente fiz um curso de escrita em inglês, em que eu era o único não americano, basicamente, e é isso? As pessoas diziam: ah, Se não me tivesses dito, eu acharia que és americano. E porquê que eu estou a dizer isto tudo? Porque agora, como adulto, é que eu me apercebo da sorte que foi isso ter acontecido. Sem grande mérito e sem grande esforço, eu aprendi uma língua muito, muito útil.

E foi isso que me deu a ideia, então, de eu quero proporcionar aos meus filhos também esta possibilidade de poderem chegar a adultos já dominando duas ou três línguas úteis. E poupando muito tempo e esforço e dinheiro, depois, como adultos, a tentar aprender essas línguas, e, sobretudo, o inglês, línguas que abrem muitas oportunidades.

Portanto, passando agora a falar das vantagens e desvantagens de crescer com mais do que uma língua, eu acho que há praticamente só vantagens e esta é uma delas, não é? É tu realmente dominares sem te perceberes, sem fazeres esforço, sem Sem teres que perder esse tempo, esse dinheiro, essa frustração, muitas vezes que nós temos com línguas novas, simplesmente teres essa habilidade de falar línguas cis. Exato, e tu só falaste nas vantagens economicas, in termos de tempo, de dinheiro, de poupança.

Mas também de oportunidades, por exemplo, no mundo do trabalho. Value. para encontrar o treball dels teus sonhos i per aïe fora, però també hi ha vanta... Há estudos. É preciso dizer que eu não sou especialista em neurologia infantil ou nada disso, mas Yeah. Há estudos que demonstram que há vantagens no desenvolvimento do cérebro para as pessoas bilínguas. Para crianças que crescem de forma bilingue, há mais flexibility cerebral, mas eu acho também flexibilidade no que diz respeito.

as várias as vários aspectos da vida mais tolerância para com os outros Que vem junto à língua materna e que, digamos, abre o caminho. ao desenvolvimento pessoal, ao desenvolvimento da identidade pessoal. Acho isto muito, muito importante mesmo. Como os aspectos econômicos também.

Lidando com Potenciais Desvantagens

Existe também acesso a pessoas, não é? Tu consegues fazer mais amigos, relacionar-te com mais pessoas, compreender melhor as pessoas que vais conhecendo, porque conheces as cultural cues, conheces as diferentes culturas, mas eu queria falar em potenciais desvantagens. Para falar das potenciais desvantagens, há uma coisa que pode acontecer, ou seja, o desenvolvimento da fala demora a pouco, demores. As criances bilinguals have a capacity of come up one year tard because monolingual.

Mas não há problema nenhum no desenvolvimento da criança. Isto é muito, muito Eu até vejo isso como uma vantagem, porque a criança começa a falar mais tarde, são mais meses de paz e sossego para os pais. Antes da criança começar a salvar. Exactly.

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Agora vamos falar sobre as estratégias que podemos seguir para criar os nossos filhos de forma multilingue, mas antes de continuarmos, quero falar-te sobre os cursos que o Stefano me ajudou a criar. O Stefano é um especialista em aprender línguas e em criar materiais didáticos para aprender línguas. E os conselhos dele foram essenciais quando eu criei o meu curso de nível B1. Um curso que, em menos de um ano, já ajudou mais de 600 alunos a atingir um nível intermédio de português.

Se tiveres interesse no curso B1, clica no primeiro link na descrição. Agora, o Stefano sta a ajudar-me a crirar o meu próximo curvo. O curso de nível B2, que vai ficar pronto em fevereiro de 2026. E cujo objetivo é ajudar os alunos a superar o platô intermédio e a conseguirem comunicar de forma eficaz em português. Se tiveres interesse no curso de nível B2, então clica no segundo link na descrição deste podcast que te vai levar à lista de espera do curso.

Inscreve-te na lista de espera para receberes os meus e-mails a avisar quando é que o curso vai ser lançado e para poderes usufruir do desconto de lançamento.

Definindo uma Estratégia Linguística Familiar

Agora sim podemos retomar a minha conversa com o Stefano, que vai falar sobre a importância de definir uma estratégia clara quando decidimos educar os nossos filhos com mais do que uma língua. Antes de tudo, acho que é fundamental decidirmos a nossa estratégia de criação linguística das crianças. ...de as crianças aparecerem. Isto me pode parecer... Óbvio, mas é muito importante.

Muitas pessoas só pensam, temos o filho e depois vemos como é que é, sem realmente preparar uma estratégia antes de a criança aparecer. mas infelizmente isto Muitas vezes não funciona porque depois do nascimento a vida muda. Muda completamente e já não se tem tempo para as coisas para as quais tínhamos tempo antes. Então é realmente fundamental decidir a estratégia antes. Ok, mas baseando-nos em que? Baseando-nos nos objetivos que temos.

And com a língua também vem a identidade, para nós isto era o aspecto mais importante. Cristecem como um italiano e uma finlandesa, e não, por exemplo, belga. There is nothing in sermon, it will be clear. But we think that the Belgium is the place where we lived our life entire. Era importante que os nossos filhos fossem italiano e finlandês.

O Método OPOL 'Ao Quadrado' de Stefano

Muito eficaz, que se chama OPOL, então One Parent, One Language, um pai, um progenitor. Que consiste no facto que cada um dos pais Why do you have a lingua materna from the communication directly with Italian with my friends, and the mulher follows so finlandese? Com os filhos. Ok, mas isto é o OPL normal que não tem em conta a língua que os pais falam entre si. Pode ser o inglês, pode ser a língua do país onde se vive, pode ser uma terceira língua ainda.

Pode ser a língua em que os pais se conheceram, não é? Tu és um poliglota que eu sei que falas finlandês, mas a maior parte dos casais que têm línguas nativas diferentes normalmente depois falam uma terceira língua entre eles que não é nativa de nenhum deles, não é? E no teu caso você... No teu caso, eu sei isto porque já me contaste: é o alemão, não é? Tu e a tua mulher conheceram-se em alemão. Exactly, na Alemanha e Alemão. Exato, exato. De vez em quando voltamos a falar alemão no principio.

Uh, O que é que acontece? Eu digamos desenvolvi uma versão ainda potenciada. Do OPL, que eu chamo de OPL ao quadrado, porque sempre que as crianças estiverem presentes Eu só falo italiano e minha mulher só fala finlandês, mesmo na interação entre nós, mesmo nas conversas entre os pais. Entre os pais e em frente aos filhos, na presença do filho. Enfrente aos filhos, quando eles estiverem presentes. When else they false um pouco misturado, também volta ao alemão, etc. But desta forma as crianças.

Só ouvem as nossas línguas maternas. Esta é a versão ainda mais potenciada, mas é claro que nem sempre é possível, porque é preciso os dois pais pelo menos compreenderem. Obrigado. E muito bem, ou seja, o OPOL original só tem em conta a língua que os pais falam com os filhos, tu agora introduziste, tu com os teus filhos.

Tu falas com eles em italiano, a tua mulher em finlandês, e tu ainda pensaste: quando falarmos um com o outro em frente a eles, que é uma situação que acontece toda hora, porque na maior parte dos casos, Os dois pais estão juntos com os filhos, é uma interação familiar. Não existe só um dos pais falar com os filhos e depois retirar-se e o outro aparecer. E vocês decidiram, vamos manter isto. Falamos sempre, cada um produz a sua língua.

A tua mulher responde em finlandês. Muito bem. Depois, certamente existe, temos de ter em conta situações com terceiros. Eu imagino que aí. Vai depender da língua desses terceiros, não é? Ou seja, se quando vocês vão visitar os teus pais, a tua família, os avós dos teus filhos em Itália, imagino que a tua mulher também fale italiano se ela falar.

De comunicar com os avós, não é? Mas se calhar, depois, se ela se dirige para os filhos ou para ti, já se dirige em finlandês. Ou seja, basicamente vocês mantêm isso. Sempre que possível, quando te diriges aos teus filhos, quando te diriges à tua mulher, seja em contexto for, tu fales em italiano. Mas depois com as pessoas à volta falas na língua que tiver que ser, não é? Porque é. Outras pessoas também compreenderem o que estamos a dizer. Claro, claro. a sua língua local, a sua língua...

Claro. Dos amigos que estão presentes nesse momento. Claro. Mas sempre que não for necessário, vocês dirigem-se um ao outro e aos filhos nas vossas línguas. Muito bem.

Cultivando a Aprendizagem Natural e Lúdica

Exatamente, isto cria grandes pontos de referência linguística para as crianças. Las niñas crecen nativas. Yes, absolutely. Já agora, tenho uma curiosidade: alguma vez aconteceu quando os teus filhos, sei lá, quando eram mais novos, quando começam a transitar as únicas pessoas na vida deles são os pais para outras? Eles alguma vez ficaram com a impressão que as mulheres falam finlandês e os homens falam italiano? Aconteceu porque é que já tínhamos uma terceira língua, a língua do lado de fora.

A língua da Crash. Que é o francês. Exatamente, anda falávamos in italiano, finlandês, anda, but falávamos na língua, na língua, and na língua. Okay. Isto também ajuda a colocar essas várias. formas de falar que os seres humanos têm nos olhos das crianças colocar em pequenas caixinhas Isso é bom. Isso é bom porque eu imagino... Imagino que possa haver uma tendência já existe, só com a língua materna, imagina, há pais que são mais

Que puxam mais pelos filhos e outros menos. Portanto, mesmo em casos monolíngues, já existem aqueles pais que o filho começa a aprender a ler e escrever. Então vamos, filho, bora, agora vais escrever, eu quero ver, não sei o quê, começa a puxar pelo filho, se calhar, a ser um pouco exigente. Eu imagino que com várias línguas isso ainda pode acontecer e pode ser mais.

Pode haver mais pressão para os filhos, se os pais não tiverem cuidado e começarem a crer que os filhos falem imediatamente bem todas as línguas, e é uma coisa que se deve evitar, não é? Para não criar nos filhos humanos. Uma antipatia, uma rejeição de uma determinada língua. Perfeito, exato, exato. É preciso deixar que as línguas sejam aprendidas de forma completamente natural. Não nos vamos sentar à mesa para ter uma aula de italiano ou finlandês.

Deixamos que o facto de brincar, o facto de interagir com as outras crianças e familiares... faça com que a criança aprenda a língua, mas de forma natural. Muito bem.

Os Perigos da Inconsistência na Exposição

Já falámos sobre a vossa estratégia, e tu já disseste que é muito importante haver um sistema, no fundo, não é? E tu já me contaste uma história que eu quero que contes aqui no podcast. De um exemplo que há uma história que ilustra o exemplo contrário: que é não haver sistema e como Pode ser mau para o desenvolvimento do filho, porque, para o pai, ele acha que está a ensinar várias línguas, mas na verdade só está a confundir, sim. eu encontrava-me na sala da espera do médico e

E falava com ela, mas misturava italiano e francês. Então dizia uma frase em italiano e depois uma em francês, por exemplo, coisas como. Hai fome, estás com fome? E depois de alguns segundos, depois de alguns segundos. Il faut le doctor. E várias vezes misturando todo o tempo. Isto só cria confusão, esse ponto de referência que falámos. And the figure cresce sans tare quality that she utilized in the communication.

Ou seja, ela vai compreender as duas línguas, ela vai crescer com perfeita 100% compreensão passiva, mas na utilização ela própria da língua vai estar limitada. Sim, sim, porque já não sabe qual é... Υπότιτλοι AUTHORWAVE Qual é um dos códigos e qual é o segundo? Qual é o primeiro? Qual é o C'est difficile. Claro, e eu quase consigo projetar que estando essa mãe e essa filha em Bruxelas.

O francês vai aprender porque depois vai para a escola e vai ter sempre o francês. Provavelmente vai ser uma adulta que compreende o italiano. O clássico exemplo de pessoa, filha de imigrantes, que compreende a língua dos pais, fala um pouco, com um pouco de sotaque, sabe falar um pouco, mas não é um falante nativo dessa língua. Exato. Está a correr essa rica.

Estratégias para Línguas Minoritárias e Exposição

Muito bem, nós falámos sobre a importância de ter um sistema e ser consistente. E usámos o teu exemplo do One Parent, One Language ao quadrado, que é aquilo que tu aplicas em casa com os teus filhos. Mas nem todos os casais são. Nem todos os casais que podem querer criar filhos bilings são eles próprios. nói Eu considero-me nativo de inglês. Mas a minha primeira língua é o português, portanto, entre o inglês e o português.

O português é mais forte, que também é a primeira língua da minha noiva, futura mulher, Marcela, e, portanto, vai ser sempre mais natural comunicarmos em português. Portanto, eu não poderia seguir essa estratégia, ou melhor, se eu quiser ter filhos multilingueos, não posso seguir essa estratégia, porque então vamos estar os dois a falar português. Eles vão ser bidalectais, português de Portugal e português do Brasil, mas não bilingue. Que outra estratégia é que eu posso seguir?

Tu podes aplicar o OPOL normal, falando o inglês diretamente na tua interação com os filhos. And to be the point of reference familiar dentro da family. And nessa situação temos um exemplo de situação não equilibrada. Porque temos o português, que vai ser uma língua maioritária, então predominante, e o inglês. Que vai ser minoritária, mas nós sabemos também que há outras formas de compensar este desequilíbrio, então, equilibrar a situação.

Com mais exposition à língua inglesa, por exemplo, através dos meios de comunicação, através dos conteúdos. Digamos... Filmes de desenhos animados, etc. O facto de brincar contigo, e também o facto de provavelmente brincar com outras crianças. De língua inglesa, porque imagino que seja possível encontrar comunidades, ou pelo menos, outras famílias, de língua inglesa, onde Onde as crianças falam inglês para que as crianças brinquem juntos?

Sim, sim. Ok. Sim, e aqui Lisboa também se está a tornar, é hoje em dia uma cidade muito internacional e por isso também. Partindo do princípio que, quando eu tiver filhos, vamos crescer, eles vão crescer aqui em Lisboa é uma possibilidade. Ok, muito bem. Yeah. É fundamental que haja outras. Da interação na outra língua, na língua minoritária, porque é fundamental que a criança cresça.

Sabendo que essa língua não é só a língua do pai, não é só a língua da mãe, não há só uma pessoa no mundo a falar essa língua, mas é uma língua que abre as portas. conteúdos de outro tipo coisas divertidas o facto de brincar è così importante nei primi anni della nostra vita, ok? Poter giocare attraverso questa lingua dà alla lingua una grande importanza nei occhi della città. Os teus filhos têm amigos italianos e finlandeses com quem possam manter essa ligação com a língua?

Claro que sim. Os melhores amigos dos meus filhos são italianos ou finlandeses, o que permite que eles sempre. Essas línguas como fundamentais para a vida. Não só a língua do pai, não só a língua da mãe. Esses seres humanos De pessoas muito mais interessantes.

Explorando a Exposição Parcial a Mais Línguas

Claro, claro, como as outras crianças e adolescentes. O rapaz giro ou a miúda gira que os teus filhos estão interessados. Exatamente, muito bem. Portanto, isso seria uma estratégia para mim, e é certamente porque. Se eu conseguir aprender o inglês só com conteúdos, sem sequer esse tipo de intencionalidade. Na procura da língua, não é? Sei que consigo certamente direcionar os meus filhos para isso. Então, aqui põe-se outra pergunta: será que é possível também introduzir outras línguas? Imagina.

Os teus filhos se calhar são 100% bilíngues, mas é muito raro alguém dominar duas línguas de forma exatamente igual. There are people who normally are bilingual. The most part of the cases of bilingualism are people who have a linguistic in casa and the place where they crescent, and the cases.

Uma delas é mais forte, porque, na maior parte dos casos, são pessoas que sim, cresceram no ambiente familiar, mas depois fizeram educação na escola na língua do país e, portanto, essa língua é a dominante. Ou seja, são nativas de ambas, mas há uma dominante em que se sentem mais à vontade a escrever, a produzir discurso mais académico, mais elevado. Portanto, esse desequilíbrio é perfeitamente normal e também não há problema nenhum.

Portanto, sabendo nós que há quase um espectro de conhecimento de línguas, Será que eu posso introduzir mais uma ou duas línguas? Que eles não vão falar como um nativo, mas que a se aprenderem desde pequenos ganham para já uma boa pronúncia que faz logo uma grande diferença e ganham um feel para essa língua relativamente alto. Porquê? Porquê que eu pergunto isso? because I heard a podcast from our friend Richard Simcott.

Que é um poliglota. A mulher dele é da Macedónia, que é onde ele vive, e ele é britânico. E portanto, os filhos, da mesma forma que tu com a tua mulher, os filhos cresceram com o Inglês e com o Macedónio. Mas ele no podcast dizia que brincava com os filhos. Às vezes em francês e acho que em alemão, se não me engano, que são assim as duas línguas em espanhol. As línguas das várias línguas estrangeiras que ele fala são assim as mais pronto, aquele que ele se sente mais à vontade.

E eu imagino que o objetivo dele não é que os filhos falem francês ou não espanhol, tal como vão falar inglês e macedónio, mas certamente vão crescer com essas línguas e ser capazes de se comunicar nessas línguas como adultos sem grande esforço. E isso fez-me pensar a minha Marcela. Falam francês. que aprendeu como adulta, mas aprendeu muito, muito bem.

Não vai ser a língua em que ela pretende falar com os nossos futuros filhos, mas é uma língua em que ela tem uma vontade de, também lhe sai muito naturalmente. E eu tenho família na Argentina, portanto, o espanhol também vai estar presente na vida dos nossos filhos e eu próprio também o falo a um nível muito, muito alto. É outro exemplo que me faz pensar que possa ser possível esta exposição parcial, porque eu tive alguma exposição ao espanhol como criança.

E sempre dei por garantido que o sabia falar, não perfeitamente and alguns erros, mas sempre sobre falar espanhol mais ou menos. E como adulto é que depois aprendiu muito bem para limar a areta. Será que é possível então seguir esse exemplo do Richard e brincar com os meus filhos em certas línguas para lhes dar essa exposição, nem que seja parcial? E se sim, como é que tu farias isso?

Consistência na Exposição Parcial

I falei com Richard várias vezes sobre este assunto, portanto strategia ele aplicou. Eu sei que ele foi muito coerente, muito consistente também nesta coisa de. Brincar com a sua filha em línguas diferentes, quer dizer, Resolveu brincar, por exemplo, em francês, das 5 às 6 da tarde. Não sei quantas vezes por semana, mas de todas maneiras havia essa. As a sloth. De tempo dedicado a uma língua, sempre a mesma, sempre da mesma forma.

Então, já vês que havia uma consistência, mesmo neste método, muito diferente do meu, ok? Do OPL. Acho que é perfeito, mas sem pensar que é este Este método possa criar falantes nativos também das línguas, como tu já descreveste perfeitamente, mas só para dar um fundamento. uma base noutra língua estrangeira. Isto é perfeito, mas... Outra vez é fundamental que haja essa consistência. Consistência é a base. É a base, absolutamente. Então, das 5 às 6.

Brinca-se com o pai em espanhol, perfeito, e depois, nos sábados. Das três às quatro em francês com a mãe. E torna-se um jogo-se um jogo muito divertido, muito giro, que também põe as bases para. Como tu disseste, para um desenvolvimento aperfeiçoado da língua, mais está. Sim, senhor. É, pois isso era uma ideia que eu tinha, e que lá está. Nós, pessoas que se apaixonaram pela aprendizagem de línguas.

Nós queremos dar aos nossos filhos essas possibilidades, não é? E sabemos todas as vantagens que há, e depois uma pessoa começa a sonhar algo. Não é? Tipo, quantas mais... Não forçar. Exatamente, era isso que eu ia dizer. forçarmos a O sonho é quantas mais línguas claro, quantas mais línguas eu consigo dar os meus filhos, melhor vai ser para eles como adultos, é como Isso entra no mesmo na mesma mentalidade de vou pôr os meus filhos no piano e na guitarra e não sei o quê e ta ta.

Só que, muitas vezes, o que acontece é que há muitos casos de crianças que aprendem piano desde criança e quando são adultas não têm prazer nenhum. E nunca mais tocam. E portanto é preciso evitar também isso com as línguas, que é torna-se uma obrigação e eles ganham um. como é que se diz? Ou seja, uma aversão, obrigado. Portanto, existe esse perigo. Portanto, acho que essa do brincar, as línguas estarem sempre associadas a momentos lúdicos, não é? É bom.

Gerir Marcos de Aprendizagem Multilíngues

Para finalizar, eu tenho uma pergunta muito específica. Que é eu lembro-me quando, ou melhor, eu não me lembro, eu lembro-me da minha mãe falar sobre quando eu comecei a falar e a saber ler, não, a saber ler e escrever. And there are prime moments in the school in which aprendemos a ler, aprendemos a escrever, aprendemos a contar, contar até 10, contar, que na maior parte das pessoas.

Do mundo, as pessoas aprendem na escola e depois vêm para casa contar aos pais. Já sei contar um, dois, três, e os pais contam com os filhos sempre na mesma língua, não é? Porque a língua da escola é a língua dos pais, é a língua da criança. Eu imagino que os teus filhos tenham chegado a casa, pai, já sei contar, anda troa quat e tu, uma ou duetré, e a tua mulher, não sei, enfim. Exatamente, ou seja

Ah pai, já sei escrever, olha, je, ma pele ah, fique à mei não sei o quê. Ou seja, como é que tu girias esses momentos de. Tu tentas logo criar a ponto para a tua língua, que é o italiano, que é a língua do pai, ou deixas para outro momento, ou nem sequer falas sobre isso, como é que tu geras? Isso que descreveste pode ser negativo, o facto de logo dizer, não, mas agora vamos fazer.

na minha língua, ok? Não, acho que é fundamental celebrar os resultados que as crianças obtêm na sua vida e celebramos o facto Que ela sabe contar em francês até desde fantástico. Sempre há tempo para voltar sobre o assunto. Outra lingua, ok? em outro momento, não é? É fundamental not criar esses pequenos conflitos entre as linguas, como se houvesse uma língua mais importante do que outra. Ok? Isto é preciso evitar, acho eu. Sim.

Ou como se fosse uma obrigação saber tudo o que se sabe numa também teve de saber no outra. Perfeito, perfeito, exato, exato. Porque de facto não é obrigatório sabê-lo no mesmo momento. As crianças é que têm todo o tempo do mundo para aprender, seja o que for.

Conclusão e Recursos Adicionais

É isso, muito bem, Stefano. Muito obrigado pela tua. Obrigado eu. por la participación, por las lecciones. E até a próxima. Espero que tenhas gostado deste episódio e de mais uma conversa com um convidado com quem eu adoro falar. Relembro-te que na descrição deste episódio tens acesso a links importantes. O primeiro link leva-te ao meu curso de nível B1. O segundo link leva-te à lista de espera do meu futuro curso de nível B2, que vai ser lançado daqui a menos de um mês.

E o terceiro link leva-te à transcrição deste e de outros episódios deste podcast que podes ter acesso gratuitamente. Obrigado por teres ouvido até ao fim e até à próxima.

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