Sistemas ativados procursores prontos para o lançamento. Destino, o vasto cosmos do heavy metal. Comandante da missão, Hilton Fernandes. Tripulação preparar para decolagem. Partindo em 32. Um. Abinal tá no ar? Art in Extreme situations the perception álbum lançado no dia 16/03/2023 de poder independente, algo que contei com 9 músicas totalizando 1 hora
de play. Perception que é uma banda de Progressive Power metal de São Paulo, capital nativa desde 2007. Cara a banda contei com 3 discos lançados, reason of face que de 2013. 2016 e depois de 37 anos de hiato aí cara art in Extreme situations, banda que é formada atualmente por Rick late na guitarra e no backing vocal, Glauco Barros na guitarra e no backing vocal, Wellington console no baixo, Kleber Ramalho no vocal, ele que também canta lá no Sage. Olha aí, cara.
E o Alessandro, Kelvin na bateria aqui, toca em tudo, em todo lugar, cara, toca. No evento, o nome é Marius, Daniel, senhor, Orlando Pacheco, Paulinho bañense, Renato collato, ágathos e muitos outros lugares. Caras, você está ouvindo o revinalta, o podcast que te leva para explorar o mundo do heavy metal todos os dias, de segunda a sexta, 6 da manhã e agora em janeiro, você está ligado?
A gente está aqui com o 30 dias de metal BR, onde todo dia apresentamos uma banda de metal brasileira que talvez você não conheça, mas que você deveria estar ouvindo sem parar nesse momento. E acho que esse essa nossa, nosso cego aí de entrada, esse comecinho que a gente faz em todo episódio aqui, nunca, nunca foi tão verdadeiro como hoje, cara. Porque você sim deveria escutar perception sem parar nesse momento.
É uma coisa, eu aprendi uma coisa com esse 30 dias de metal BR aqui de 2026, sei 2026, né, estou falando 2025 é 2026 já. Eu aprendi uma coisa, cara, aqui é o metal, ele pode estar passando ali, o pessoal fala, Ah, o metal morreu, o metal morreu e eu concordo que ele pode estar passando por um problema aí no mundo. Cara, é qual o último disco bom do Halloween? Por não faz uns 15 anos, 1520
anos 15 faz uns 20 anos, né? É Metallica é o maior banda clube de metálica do mundo Iron Maiden, tem tentado ser um DTE, tem se tornado 111 álbum de mal gosto, digamos assim. É difícil, tá difícil, cara, tá difícil. Megadefe lançou esse ano aí o megadefe que seu último disco e é uma bomba, uma bomba que eu vou falar mais por uma semana que vem, quando a gente volta com a nossa temporada do heavy nota, né? Então, cara, a gente tá vivendo um momento difícil, sabe, pro metal no mundo.
Mas o Brasil tá acima de tudo isso, cara. Brasil é uma Terra maravilhosa, abençoada por Deus e bonita por natureza. E o heavy metal brasileiro não tá passando por crise nenhuma, muito pelo contrário, o heavy metal brasileiro tá florescendo nesses últimos, nesses últimos agora mês de janeiro que a gente fez em 30 dias de metal BRA gente falou de tanta banda boa no Brasil, tanta banda boa e o perception é uma dessas bandas boas, inclusive uma das
melhores, cara. É Power metal com elementos de prog, e não soa nem um pouco enjoativo, não soa nem um pouco enfadonho, não soa nem um minúsculo, pouquíssimo repetitivo, cara, é originado, é muito original, é muito, é muito refrescante. É como é como você escutar home lander novamente pela primeira vez, cara, lógico, outra pegada, outro solto, tudo, mas como se você voltasse.
E no tempo que a gente estivesse presenciando um disco que você sabe que foi feito com com uma intenção com que a banda tinha a intenção de fazer o disco e alcançou essa intenção 100% e tá aqui na sua frente e é difícil encontrar isso lá fora, mas aqui no Brasil tá florescendo, cara. Então assim, primeiro que você tem que falar é que esse disco aqui é de 2023 e ele é o inhato desde 2016. Então o womson for how de 2016 e
o art. Extreme situations é de 2020 e. 3 cara, isso não foi uma pausa, tá? Isso foi uma incubação. Só pode ser a pandemia. Aqui funcionou como um filtro. Ao invés dos caras lutar contra o isolamento, eles abraçaram o isolamento, trancando o seu lugar remoto para compor coletivamente, né? Eles viveram o próprio conceito do álbum, criar ordem e beleza, enquanto o mundo lá fora tava caindo, tava desmoronando, né?
O disco não é uma coleção de músicas que já seria bom se fosse uma coleção de músicas sprog metal aqui no nível que eles estão tocando. Mas é um estudo cara. Para mim, esse disco é um estudo sobre a mente humana em situações extremas. Cara a banda Explorer, o que acontece com a gente quando a gente tem sendo empurrado para o adirismo que que que que a gente recorre? A gente recorre à fé, a guerra, ao trauma, a solidão, a doença
mental. Cara, não é um disco sobre a tragédia em si, é sobre a resposta humana a essa tragédia. Com a banda mesmo, descreve, o foco está na complexidade da psique e na forte carga emocional de quem tenta encontrar um propósito, tenta resistir, tenta transcender com tudo mais que essa pessoa tem. Falhou, cara, muito legal essa essa essa perspectiva não é original, já vi isso em alguns lugares, em alguns discos, mas foi feito muito de uma maneira
muito competente aqui, cara. Então pra se entender um pouquinho mais essa profundidade do art in Extreme situations. É esse disco aqui, ele não é uma playlist tal, ele é um roteiro de um filme assim, sabe? Ele é roteiro de um de um jogo narrativo, é como se o kojima tivesse fazendo um jogo e esse
fosse o roteiro do jogo, cara. Então o disco pode ser dirigido dividido em 3 atos, eu vou passar aqui pelo disco pra gente falar sobre esse tema, que eu acho que é um assunto interessante a gente falar sobre, é a narrativa desse disco, tá sonoramente é um disco muito competente, todos os elementos estão muito bem produzidos, nada é enfadonho, o vocal do Kleber Ramalho. É algo muito carismático, né?
Inclusive esperamos aqui o Cléber Ramalho pra gente conversar sobre não só sobre esse disco, sobre a carreira dele, cara, então, de qualquer maneira, vamos começar aqui. Então, o primeiro ato aqui com certeza é uma crise metafísica, né, e um prenúncio de algo que IA acontecer. Então o cenário abre aqui com um tribunal simbólico, uma tempestade se formando lá no Horizonte. A gente começa com silence of God, que é a música que abre o disco, né? Tá?
A gente tá num tribunal pós uma catástrofe. Os personagens são filhos esquecidos do de pactos quebrados e eles colocam Deus no banco dos réus. Cara, se ele é justo, por que que tem esse caos? A música revela um veredito duro, o silêncio Divino nos deixa por conta própria, nós somos os resultados das suas próprias escolhas. O tema do livre arbítrio aqui, arbítrio aqui serve como um gatilho filosófico para toda OA obra. Todo o disco que a gente vai
ouvir. Depois a gente tem o the gether in Storm, que é sobre a tempestade em si, né? O clima muda um pouco pra suspense, assim é um presságio. Então a gente vê ali nuvens carregadas de autoritarismo e ódio se formando narrativamente. É um momento em que a sociedade percebe que tem algo terrível que vai acontecer, mas ainda tá com o pé atrás, sabe? O álbum sai do plano abstrato e entra nessa urgência histórica, cara, e aí a gente vai pro ato
2, que é a queda no abismo. Quem começa com Gang voice of holow cost? E se e essa música tem 11 refrão que minha nossa cara com certeza é, é, é hino, tinha que ser escrito em Pedra no metal brasileiro. Esse refrão cara, é incrível, é incrível que refrão forte, cara, é um refrão assim que se o Halloween escrever esse refrão, eles fariam 7 discos baseado nesse refrão, sabe? Reciclando esse refrão eles fariam. E o Young voice of holokost traz isso, cara, né?
Então nesse nessa música a gente assume a perspectiva de uma jovem, né? Que é claramente 11 alusão a and Frank do seu confinamento, tá? Então o que acontece? Ela descobre que o papel tem mais paciência que as pessoas. É um núcleo dramático ali, uma tentativa desesperada de manter a humanidade através da escrita, enquanto o mundo lá fora tá. Algo desumano, cara, desumano assim a gente não IA entrar no mérito que que aconteceu nessa nesse momento, historicamente
falando, né? Mas é interessante porque ela começa a escrever para relatar o que está acontecendo ali, né? Depois a gente vai para OA Beautiful Ride, né? Que é um contraste necessário nesse disco. Em meio aos escombros, uma sobrevivente escolhe olhar para a vida como uma viagem bonita, é a prova de que a gratidão a beleza podem coexistir com a dor Extrema, cara a sua Felicidade. Ouvinte do heavy nauton tá muito mais relacionada.
Aos a sua perspectiva sobre a sua vida, do que as circunstâncias da sua vida, isso é uma realidade, e eu demorei quase 40 anos para aprender isso. A nossa Felicidade depende muito mais de como a gente olha para nossa vida do que de fato sobre as circunstâncias da nova, essa vida. Maluquice isso, né? E é uma coisa que Beautiful right traz para gente, né?
É a música mais clara, com certeza, ela é mais curta também, mas ela traz um. 111 contraste, que é muito importante ali pro que a gente tá falando nesse disco aqui, que era um contraste, é, tem que ter esse contraste, você tem que você tem que bater mais, tem que é seu praça, você tem que subir mais, tem que descer, você tem que trazer atenção, mas tem que trazer relaxamento também. E aí vem o relaxamento, que é o beater. Levementation, né, cara?
Que é que aí nesse disco, desse momento agora da do disco, o luto bate forte, cara, é um quarto escuro, o personagem encara a culpa e a perda é um lamento. Público, uma captagem necessária, onde a dor precisa ser vocalizada para não consumir a alma. Muita gente, muitos discos falam sobre o luto, o papel do luto e como o luto é importante para essa gestão de crise, né?
Mas poucas bandas fazem isso com tanto carisma e a palavra que é carisma, como o perception na voz do Cléber Ramalho, cara, é a
gente. A gente não fala muito sobre o Cléber Ramalho, tem que falar mais sobre ele, cara, o vocal dele é. Cara, eu lembro que os acompanhamentos No No, No No Instagram, lembro quando tinha Instagram ainda muitos anos atrás, disse, cara, quando ele todo dia a gente fazia um estudo lá sobre cantando Angra, cantando Halloween, postava No No no Instagram, puta entender que esse cara saiu da dos estudos, né? E tinha que você tem que estudar mesmo.
Esse estudante não chega a mais nenhum pra chegar num disco como esse, pra chegar num beet levelentation, numa no carisma desse disco aqui, minha nossa, é impressionante, cara, é impressionante. Depois a gente é uma coisa mais forte, vamos bater um pouquinho. A gente está falando de descendent Worlds, onde a vítima passiva se torna gente, né? Um é, é, tem um regime de censura, censura, o ato de falar e escrever se torna a maior arma.
As palavras dissidentes, como a gente está falando nesse nessa música aqui, são a recusa em se render ao silêncio da opressão. Então aqui é uma, é uma música que bate de volta, tem uma clara, é, é influência aí de 111 thrash metal mais rápido mesmo assim, né? E é interessante como o Abel Ramalho consegue navegar por esses mundos aí consegue trazer
essa, essa versatilidade. A banda faz isso, mas o Cléber Camargo segura muito bem isso, cara, e ele tem organizações, música, ele não vai cantar apenas, ele dá uma, dá uma risada Malévola assim, sabe? É bem legal, é um disco, é uma música assim, que tem bastante conteúdo e, pô, mostra ali muito recurso do guitarrista, e aí a próxima música me pega de certeza, que começa no teclado, né, cara? Já estamos no auto 3, que é a resposta humana aqui, né?
Após o trauma, a busca por significado e a reconstrução. Então a gente começa com thirllayt, que é essa música que é a próxima música do disco, né? Nessa começa com o teclado com Band assim, bem interessante e fala sobre o que fala sobre assim os anos se passaram, né? As cicatrizes ficaram. É uma faixa que é uma montagem de de flashbacks, de constatação de que o trauma não some, mas nós aprendemos a caminhar
através, ou seja, thirllow out. Esse trauma, cara, muito legal, é a resiliência em sua forma muito pura aqui, né? Então eu consigo ver aqui, com certeza uma referência clara a xamã, né? É, é blindspell, lógico, é uma outra sonoridade, é uma outra pegada, mas começar com um tecladinho naquela pegada 11 teclado fora da caixa, construir uma atmosfera e falar sobre resiliência é blindspell. Eu vejo essa referência aqui com tudo lauto também, né, cara?
Depois nós vamos chegar com my way to sur 11. Jovem convocado para a guerra toma uma decisão radical, cara radical, ele não portará armas. Inspirado na história de Desmond dose, ele escolhe serviço, salvando vidas. Não tirando as vidas. É o conflito entre o dever cívico e a moralidade superior, cara. E cara, eu não conhecia a história do 10 mondosos. É muito interessante, cara. 10 mondosos foi um soldado americano que serviu na Segunda Guerra Mundial como médico de
combate, né? Ele era da igreja Adventista dos últimos dias, ele foi convocado e ele se recusou a portar arma por convicções religiosas, cara, mas ele insistiu em servir ao país dele nos Estados Unidos, né? Durante a Batalha de okinawa, em 45, o dos salvou 75 soldados feridos sob fogo intenso, cara. Pensa nisso, cara.
Fogo comendo e ele foi lá, pegou 75 soldados, os feridos, baixou um a um num Penhasco ali do rexal Red e foi lá EEEE prestou serviços médicos desses soldados, cara, isso rendeu a ele uma medalha de honra, tornando tornando se o primeiro objetor. De consciência, esse aqui é uma, é uma, é um protocolo do exército, você pode ser um objetor de consciência, Ah, você foi pra guerra, pega essa arma pra matar, não, eu sou objetor de consciência, minha região não permite e aí você faz outra coisa.
Então ele se tornou o primeiro objetor de consciência a receber a mais alta consideração militar dos Estados Unidos, que é a medalha de honra. Cara, muito. Eu não conhecia essa história e eu achei muito legal essa história, e não é só uma história, não é só um fato histórico. O que eu acho estranho, cara, é que. Quando essa música, né, my weight to surf, que mais uma vez nem vou falar, uma música muito carismática que você quer escutar.
Você é um disco que você não quer parar de escutar, entendeu? Pelo menos que eu peguei esse disco do Santos tô 3 × 100 parar, porque é um disco muito carismático, sabe? Então, assim, o que eu acho que 3 antes que essa história é essa, a essa música aqui, com esse background histórico do Desmond doors, ecoa além das trincheiras históricas e dos asilos do século 19, ela nos confronta com a pergunta muito importante. Até que ponto revinalta?
Nós somos cúmplices do jogo cruel da nossa própria sociedade. A gente vive em um sistema que nos pressiona a competir, a silenciar, aceitar injustiça. Se é natural, normal, acontece. Mas, assim como dance, uma dose recusou por tarar, mas e van Gogh recusou pintar o que era comercialmente viável, por exemplo, músicos como o perception fizeram sua resistência através da arte de não se curvar cara. Eles poderiam ter feito um
caminho fácil. Vocês podiam estar tocando sertanejo aí, sertanejo, eles são músicos, cara, esses caras são músicos excepcionais. Eles poderão estar tendo uma banda aí tocando um sertanejo, tocando um samba, tocando um pagode. Não tem um problema com esses estilos, não tem problema com quem toca esse som, cada um, cada um, mas o perception são dissidentes sonoros que provam que a gente não precisa aceitar o script que nos foi dado.
Olha aí. Você ravinalta, não precisa aceitar o roteiro que foi dado pra você na sua vida, cara. A crueldade da sociedade só vence quando a gente para de criar, para de questionar, para de resistir. O perception ao transformar extremos em arte nos lembra render, se não é a única opção, olha que coisa incrível. E esse disco pegou muito no meu coração, cara, porque esse disco ressoa muito, a excelênciais ressoa muito.
Por que que eu faço heavy nota gente, eu trabalho, eu trabalho no mínimo 12 horas por dia, eu sou CLT, eu trabalho 8 horas, mas eu tenho muita coisa para fazer do trabalho assim, é uma, é uma posição de muita responsabilidade, tem muita coisa para entregar, sabe? Eu tenho 2 filhos, eu tenho minha esposa, eu tenho minha mãe que eu cuido aqui, é tenho responsabilidade da minha igreja, eu não tenho muito tempo, eu gravo um heavy nota 23 da manhã, cara, mas por quê?
Porque se eu não gravar um heavy nota eu, eu eu estou aceitando esse roteiro. E eu entro no modo automático e eu não vivo, eu só sobrevivo. Mas quando eu sento aqui, eu começo a escutar esse disco do perception art in extremis situations. E esse disco olha para mim e fala, meu, é isso, não precisa se render, cara. Existe um caminho. E a arte é o caminho que traz cor a esse mundo cinza, essa sociedade cinza que a gente vive e algo que cara, é engraçado porque.
Se vira e mexe eu mando um link lá pra um pra um amigo meu, o Nico de algum projeto meu 11 newsletter, um podcast pro amigo, um grande amigo meu, Alexandre Tolentino e ele fala cara, você não consegue né? Você não consegue ficar sem falar de metal metal da sua vida e é isso, é isso cara. Eu lembro a primeira vez que o the heavy metal e como isso mudou a minha vida e eu não tô falando Da Boca Pra Fora, mudou.
Eu tô hoje sentado aqui 2 da manhã falando pra pra pro meu microfone sobre esse assunto porque o metal mudou minha vida, cara. Ele não só impactou, ele mudou a minha vida, cara, o disco termina e a gente precisa terminar aqui, né? AI gente, com com lágrimas nos olhos, vamos pra última música aqui da story Night, que é o grande finalha aqui desse disco, né? É, a gente tá na mente labiríntica ali do Vincent van Gogh. A letra transita entre angústia
da doença mental, né? Então, por exemplo, de falar assim, é, é. 1111 parte da música fala why can't people except me I Am, por exemplo, né? E essa transcendência estética e ao olhar para o céu estrelado, o sofrimento se converte em beleza eterna. É assim transse de todo o álbum, mesmo na mente mais torturada, existe uma faísca capaz de criar
arte que toca a eternidade. E assim, os caras, eu, pelo que eu vi aqui, os caras são de Itapetininga e eu acho que eu consigo pegar o contato com Cleber. A Mali porque ele é amigo de amigo, meu cara, é preciso sentar, você trocar ideia sobre isso.
Eu quero sentar no bar EE, tomar alguma coisa olhando para eles e conversando sobre isso, porque gente, é desculpa se esse episódio vai ficar muito longo, mas há 30 dias que vai tá ABR tem hoje e tem mais amanhã e acabou a nossa pré temporada, isso aqui vai ficar registrado aqui, tá pessoal? Eu já falei assim primeiro as vezes, uma das uma das metal mudou minha vida e eu tenho revinalta basicamente por 2
motivos, primeiro porque. Eu toquei, eu toquei heavy metal a vida inteira com meus amigos e pra mim heavy metal é um amigo que me abraça e me deixa ser quem eu sou. É, então isso é o heavy metal, mas eu consigo descrever o meu som Oo as ideias quando escutam um disco, essas ideias, eu consigo colocar essas ideias em palavras por causa de uma professora que eu tive, tá? Então assim eu lembro que eu comecei Oo metal o. O Evil cast, meu primeiro
podcast ser de metal, né? Evil cast, depois metal On On one, depois OOOO, metal mantra e agora o heavy nauter. Eu comecei o meu primeiro podcast de real cast porque eu escutava um disco de metal, minha cabeça explodia com milhões de ideias como a gente eu estou trazendo aqui. E aí eu IA tomar um banho e aí eu eu ficava, é, é no banho, falando sobre o disco sozinho, e minha esposa entrou, você é maluco, fica falando essas coisas sozinho aí.
E aí eu comecei. Falar o que eu falaria no banho sobre esses discos que eu escutei, mas coloquei o microfone na minha frente gravando tudo aquilo. E aí nasceu OOO metal, o envolquece na época. Mas de qualquer maneira, de qualquer maneira, gente, eu tive essa professora, Rosana mudou minha vida. Eu eu preciso conversar com ela, porque eu não sei que que fim deu. Eu não preciso de lá sentar com ela, conversar com ela. E ela me ensinou que arte é muito mais do que uma imagem numa tela.
Imagem numa tela é parte da arte, mas arte é muito mais que isso, tá? Então, por exemplo, ela me ensinou que o artista, ele faz parte de um movimento sempre. E esse movimento sempre é em contraposição ao movimento anterior. O artista indignado por essência e a sua arte contradiz quem veio antes. Olha que incrível, cara, mas EE eu lembro que minha, a minha, a minha matéria prioridade encontrava na escola era artes,
por causa dela e era isso, cara. Então pensa assim, vamos pensar No No gótico assim, eu não vou falar não quero falar sobre todos os períodos artísticos aqui, tá, mas só pra gente entender aqui vamos pensar no gótico, vamos pensar no gótico, o que que é o gótico? O gótico ali é 111 movimento artístico muito é, é teocentrista, ou seja, eles eles focam muito em. O centro do universo é Deus, então vamos construir aqui uma catedral com arquitetura gótica.
Então as linhas são retas porque Deus é reto, as linhas são longas porque Deus é eterno, e todas as linhas dessa catedral vão apontar pro céu, porque é lá que a gente tem que olhar. Então a gente entra numa catedral, catedral gótica, a gente tem um sentimento, a gente, a gente é meio que a gente recebe um soco no estômago. E a gente e o nosso olho instintivamente começa a olhar para cima, cara, é maluco, é maluco isso.
Mas é verdade, porque quem fez essa arquitetura gótica participava de um movimento artístico que o objetivo dele era isso, fazer as pessoas olhem para o alto, porque é um porque é 11. Movimento é teocentrista, lógico, vamos podia falar muito mais sobre isso, vamos para o próximo momento, coloca aí 5060 anos, 100 anos na frente. A gente tem o surgimento lá na queda da Bastilha. Na França, lógico, é, tem outras. Não foi só ali que começou, mas vamos falar sobre ali, sobre
aquele momento, né? Tem a queda da Bastilha. A gente tem um movimento iluminista, um movimento onde as pessoas param de olhar para Deus e começam a olhar para dentro de si mesmas, começam a encontrar soluções dentro de si mesmos, encontrar solução através da ciência que a gente cria aqui da nossa sociedade. Não é mais o iluminismo francês, não é mais. O movimento terrocentrista agora é um movimento antropocentista, onde o homem é o centro do universo. Olha que maravilha.
Então, se a gente olha lá para Monet, para renoir, para Monet, para rij e muitos outros artistas do do impressionismo é francês e do impressionismo em geral. É a gente, olha que eles vão. Vão sempre trazer 1111 arte, uma imagem pesadamente dependente de luz. Luz. Então, o impressionismo é luz, porque o impressionismo é um movimento que está dentro do iluminismo francês, que se contrapõe ao gótico. Gótico é escuro, né? Gótico faz você olhar para cima.
O iluminismo francês, o que também traz o. Oo impressionismo ele é claro, ele é luz, ele é sol e faz você olhar ao redor, porque ele é antropocitista. É uma maluquice isso. Então, por exemplo, Monet senta na frente de um senta num num quarto de hotel, olha esse quarto de hotel, ele olha pela janela, tem uma catedral e ele faz 141414 quadros em 1 dia, e nesses 14 quadros todos eles são diferentes. Se é a mesma imagem, mas todos os quadros são diferentes, porque a luz que incide na
catedral muda durante o dia. Então ele fala, olha como a luz faz a gente perceber as coisas diferentes, olha que movimento maravilhoso, cara. Então o movimento que fazem canquados lindos, né, mas que tem como objetivo isso, mostrar. Olha a luz como a luz que a gente recebe é o suficiente, não precisa de Deus, não precisa olhar para cima. Aqui a gente já tem tudo que a gente precisa. Isso é o movimento impressionista em contraposição
ao gótico, você entende? Que um artista faz parte de um movimento, ele é designado por natureza e a sua arte tem o objetivo de provar o que que veio antes dele. Tá errado, só que tem algo que é interessante, ricet, van Gogh é expressionista, ele não é impressionista, ele é expressionista, então ele faz parte de ele ou Oo Eduardo guch, por exemplo, muitos outros, eles não olham para um movimento.
Eles não olham para o. Eles até são antropocentistas, mas eles não se importam tanto em antropocentrismo ou ou ou teocentrismo. Eles não olham para a luz do lado de fora. Eles olham para os como eles não se importam tanto com a sociedade, eles se importam mais com o indivíduo. E eles se importam de registrar na imagem deles, não o que eles estão vendo do olho para fora, mas eles colocam no na, nas telas deles o que eles estão sentindo. Do olho para dentro, eles criam
expressionismo. Então, quando a gente vai ver uma pintura de van Gogh, se você olha de longe, beleza, você vai ver ali a pintura, você vai entender o que tá acontecendo. Mas se você chega perto, você vai ver que AAO relevo da tela, da tinta na tela é enorme. Usa muita tinta pra fazer um quadro, por que isso? Porque tá com raiva e ele passa umas pinceladas violentas na tela ali, porque ele não consegue se considerar. Ele tem algo dentro dele que não
deixa ele ser feliz nunca. Olha que maluquice, cara, olha que maluquice, cara. Então, quando o perception me traz como exemplo de Arte 1 expressionismo de van Gogh, isso pra mim é é a cereja do bolo, é o final desse. Nesse momento é Absolut heavy metal, cara, e é isso, gente. Essa é a história, esse é OOO as as, os altos e baixos desse disco que é essa montanha-russa que nos faz viajar por esse momento tão emocionante aqui, tão emocional. Cara, é assim, precisava terminar aqui, né?
Esse episódio de alguma maneira. E no fim, o perception prova que a pressão refina a arte. De um anexo secreto, Amsterdã? As trincheiras de aquinawa, passando por um estúdio isolado aqui em São Paulo. Na mensagem, é a mesma, cara, o espírito humano é teimoso, ele recusa o silêncio, ele recusa violência em cima de tudo, ele recusa a escuridão. Cara, muito legal, muito bom. Que experiência ter passado isso aqui com vocês e ficamos por aqui com nosso episódio hoje.
Do 30 dias de metal BR no heavy now está a nossa nova especial está se preparando para levantar mais uma vez. Muito obrigado por nessa jornada pelo universo heavy metal e nos vamos amanhã para o nosso último episódio do 30 dias de metal BR. Log finalizado próxima missão programada de segunda a sexta às 6 da manhã, siga o heavy Malta para sua dose diária de heavy metal até a próxima transmissão no heavy Malta.
