Muito bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada, Senhoras e Senhores Roberto Cury aqui mais uma vez episódio 72 estamos aqui ó reta final, virando a esquina igual olha lá quem vem virando a esquina vem Diego com toda alegria festejando como que você está Camila, muito bom dia, boa tarde. Olá, está muito animada. Estou assim empolgada que Oo convidada de de Hoje desse episódio eu sou fã desde o primeiro minuto. Assim que eu conheci, eu conheci
numa viagem. Depois a gente vai poder falar mais os bastidores, mas eu sou muito fã, então desde a temporada passada eu queria trazê-lo e a gente conseguiu. Conciliar as agendas. Estou muito feliz que vamos falar com Alexandre Putin. Olá, seja muito bem-vindo. Não tenho nem roupa para essa apresentação. Primeiro que Eu Não tenho roupa para o frio, né? Para quem está NOS ouvindo, a gente está com 20° no Rio de Janeiro, que isso é sinônimo de neve.
É ainda não tenho nenhum lucro frio, nem rouba para estar aqui com vocês que honra. Muito obrigado. Estou muito feliz da gente conseguir bater esse papo. Estou muito animado e Bora que vamos. É Como Eu disse assim, sou fã porque Putin é assim, multifacetado, não sei nem como apresentar o direito, então vou deixar para ele. Vou só falar que o nosso Tema de Hoje é que posicionamento é sobre coragem. Não é só campanha e assim se tem uma coisa que esse cara é além
de lindo, é corajoso, então. Putin, por favor se apresente e também se você puder fazer a sua audiodescrição para quem está ouvindo a gente. Ah, então é muito importante. Obrigado, bom, eu sou eu. Sou um homem cisgênero, sou gay é, tenho a pele branca, tenho 1 m e 83 meu cabelo é castanho, claro, eu tenho barba no rosto, meu olho é castanho, eu estou vestindo 11 blusa de moletom rosa e estou no meu escritório que tem uma Parede branca e um abajur ligado a trás.
Bom. Não sei nem por onde começar. Eu eu sou jornalista, eu sou de Botucatu interior de São Paulo. É e, aos 20 anos, não mudei para São Paulo para estudar jornalismo, fiz jornalismo no Mackenzie e iniciei minha carreira fazendo a cobertura do de direitos humanos.
Então comecei como jornalista me justificando que é um portal jurídico focado em direitos humanos, então fiz muita cobertura do sistema prisional de de violação de direitos humanos e a pauta LGBT, que sempre esteve presente na minha vida. Obviamente, né? Depois do justificando. Eu fui eu trabalhei um tempo numa produtora de eventos culturais com foco em comunidade
LGBT. Depois eu fui pra carta capital, onde eu fiquei 4 anos e aí fui e lancei a primeira editoria de diversidade do Brasil. E aí, nessa editoria de diversidade a gente fez muita coisa legal. Assim a gente fez alguns documentários documentários sobre Mulheres lésbicas que jogam futebol de Várzea, documentário contando a história do bate-caelo das Drags,
documentário sobre. Líderes religiosos LGBTs, então Padre Gay, pastor Gay. Pastora travesti é a gente criou a coluna de saúde LGBT, primeira também do Brasil, focado com médicos LGBT, instalando só pra essa população. Depois do da carta capital, eu fui para o fundo positivo, que é um fundo de investimentos em ONGs LGBTSE de pessoas de venda com HIV em todo o Brasil, então no fundo eu fui diretor de comunicação por 4 anos e a gente capta recursos para distribuir
para as ONGs. E atualmente eu estou aí surfando na numa carreira solo, né? Com vários projetos, estou também na Macunaíma, que é uma agência de São Paulo que é focada em eventos e eventos sustentáveis. Eu estou fazendo um pós-graduação MBA em SG na USP. EE é isso, né? Produz conteúdo também para as minhas redes sociais. Sou uma pessoa vivendo com HIV, então essa é uma pauta muito, muito presente também NOS meus conteúdos.
Então eu sobre ser 11 pessoa LGBT no Brasil que nós temos, né, que é um país ultrapreconceituoso e isso a gente não sente muito no dia a dia aqui no Sudeste, mas a gente tem dados que o Brasil ainda é ultrapreconceituoso e também ser uma pessoa vivendo com HIV. Para lutando para acabar com esse estigma, né? Porque AOHIV é um é um vírus. Que ainda está muito associado àquela imagem dos anos 80 dos anos 90. E não é mais assim, né? Hoje veio com HIV, é sinônimo de qualidade de vida.
Se você faz o tratamento corretamente claro e é isso, estou aqui para falar sobre diversos assuntos sobre a vida profissional, pessoal e sobre coragem. É isso, né? Que você falou, você é uma pessoa que que faz parte de grupos minorizados na sociedade. Você precisa de muita coragem para enfrentar tudo que vem aí nesse mundão. Olha, eu disse, eu disse que ele é assim. É até difícil explicar tudo o que ele faz e o quanto ele é incrível.
Então assim é, se você ainda não segue o Putin nas redes sociais, principalmente no Instagram, recomendo muito porque tem muito conteúdo maravilhoso, muito conteúdo baseado em dados nas pesquisas dele e muita biscoitagem de altíssimo nível. Então sigam ele é incrível. EE defende muito isso, né? Que a gente é uma pessoa só, então assim o biscoito não está
influenciando. A qualidade dele como jornalista, como profissional e muito menos como pessoa e eu já tenho assim uma lista de perguntas porque tem muita coisa bacana pra gente falar nesse episódio é e a gente está agora que a gente está gravando em Junho, que é, né? Um mês do orgulho EE. Eu queria saber se você sente que as marcas e as empresas elas de facto ou verdadeiramente, estão preparadas para assumir um posicionamento político em
relação a isso. Ou se é assim muito no discurso e pouca coragem é que que você acha de disso, principalmente nesse mês. Eu Não sei se esse episódio irá ao ar em Junho ou um pouquinho depois, mas a gente está gravando em Junho, então é importante, né que isso? Esse assunto fica mais forte? Eu queria saber a sua opinião sobre isso. Olha, primeiro, eu queria falar sobre o biscoito, né? Eu acho que é a gente tem que
entender que muitas vezes. Se exige um comportamento muito conservador para estar associada a uma imagem de bom profissional. Né e isso é uma herança conservadora mesmo, então eu acho que a gente tem que se questionar o que a gente está esperando do do profissional. Assim é um bom trabalho ou é uma postura conservadora, muitas vezes mentirosa, né? Porque a pessoa tem uma vida que
ela gosta de sair. Gosta de, né, de de beber com os amigos de ir pra praia, mas ela, ela não pode postar, porque senão os chefes vão achar que ela é uma peça, um profissional a gente. Tem como mulher, eu entendo isso muito bem. Como LGBT também é. Tem uma pesquisa feita por um amigo, Thiago Coach, maravilhoso que ele fez um doutorado dele em cima dessa pesquisa, né?
E que? A conclusão dessa pesquisa foi que os LGBTs, eles não, eles não podiam mostrar a vida porque, por exemplo, uma viagem de um homem épico com a sua esposa pra uma praia onde os 2 possam fotos de biquíni. Com as filhas é considerado família.
É agora 2 homens gays, uma praia de sunga é considerado putaria, então isso já não é considerado família, então o que as pessoas elas se escondiam a vida delas, justamente por causa desse medo de de parecer, Sei Lá. Que isso afetava a profissão e isso, principalmente NOS grupos penalizados, né? Kremético, Você entende bem, Mulheres LGBTSA gente, tudo tudo que a gente faz. A gente tem que ficar provando O Tempo todo, que a gente é capaz. E se a gente posta uma foto de
de biquíni ou de sunga? A gente tem que ficar ali preocupado com a imagem que aquilo vai passar. Você não come hétero, está cagando para isso, né? É a gente vê aí vários homens héteros que postam é posam de sunga de cueca, Neymar Cauã Reymond nunca teve. Nunca tiveram. As suas profissões questionadas por conta disso, né? Então o biscoito, ele é também uma forma política ali da gente falar que a gente não aceita essa imposição conservadora. Agora, sobre o mês de orgulho e
as marcas, veja é, eu acho que. A gente tem que entender 2 pontos assim, né? É a gente está passando neste ano, especificamente um momento muito preocupante, porque muitas marcas nem no mês de orgulho, estão se posicionando mais. Isso veio por um resultado, né? De uma pressão do Trump nos Estados Unidos, que ali nas entrelinhas NOS bastidores, obviamente negociou execuções fiscais. Para essas empresas e essas empresas compraram esse discurso
em troca de isenção fiscal. Assim, sem pensar uma vez, não é? Foi muito rapidamente. Assim, o Trump assumiu automaticamente todo esse discurso de pró-diversidade. Caiu por Terra. Eu acho que isso mostra. É AO quanto? Esse esse posicionamento? Ele é superficial, né? Porque no mês de Junho a gente vai lá, troca o nosso, logo a gente faz aí uma doação para o Instituto, a gente apoia a parada, mas e o resto do ano? O que que a gente está fazendo,
né? E isso a gente tem que saber que é por conta de um fenômeno chamado Pink Money. Para quem está NOS ouvindo, pink Money é o dinheiro da Comunidade LGBTE. Por que que a gente fala a gente cita o pink Money porque pessoas LGBTs essa realidade vem mudando essa realidade. Ela vem mudando. Mas ainda pessoas LGBTs gastam mais dinheiro com com elas do que com filhos com família, porque até 57 anos atrás a gente
não podia adotar 10 anos atrás. A gente não podia casar, então a gente não podia formar família, né? A gente era proibido pelo Estado, por isso. Por isso que eu falo que daqui a uma geração eu acho que isso vai mudar, mas por enquanto é assim. Homens, gays, Mulheres, lésbicas, pessoas trans geralmente gastam o dinheiro que ganham consigo próprio, então o poder. De compra da comunidade LGBT é maior quando comparado com é a mesma realidade social de uma pessoa hétero.
Então há um interesse das marcas de captar esse pink Money, sabe por isso que esse apoio vem. Não é de Graça, não é por por por boa vontade. É justamente porque sabe que tem um potencial ali de compra importante, né? Mas isso vem caindo que o Teo, que é muito preocupante. Mas o que eu penso assim para concluir o meu pensamento. Eu ainda acho que a maioria das empresas elas têm um posicionamento superficial que vem só no mês de Junho. O resto do ano é esquecida essa pauta.
Né mas eu ainda acho que esse pouco já é. É necessário, sabe? Porque para uma pessoa que vê ali uma Coca-Cola da vida por uma Apple ou 11 meta apoiando a Comunidade, eu acho que é um peso importante. Sabe, mas ao mesmo tempo eu vejo algumas empresas, por exemplo. Essa semana fiz uma reunião na L'Oréal.
É, eu cheguei lá, eu fui atendido na logo na entrada por uma tinha uma mulher com deficiência e uma mulher travesti na porta e eu entrei na L'Oréal e eu descobri ali conversando com os líderes que eles têm um incentivo de liderança negra, de liderança. A mulher de liderança LGBTE, que tem um programa dentro da empresa para acolher essas pessoas para fazer a ascensão de carreira dessas pessoas. Então, ao mesmo tempo que eu acho que a maioria é superficial. Tem empresas que, de facto,
levam isso a sério. E levar isso é sério. É lembrar que não é só em Junho que a gente precisa de apoio. A gente precisa de apoio, 365 dias por ano e esse apoio vem em abrindo vagas para essas pessoas que muitas vezes não tem tem porta fechada na maioria das empresas, na maioria do mercado. É fazendo um programa de acolhimento dentro da empresa por essa pessoa. É fazendo um plano de carreira para essa pessoa dentro da empresa. É isso que é de facto, 11 política.
Pensada nas pessoas LGBTs, mas Como Eu disse. Mesmo esse apoio vem em Junho. É importante. É importante porque a gente precisa de muita força, né? Viver num país onde se mata como a gente se mata pessoas LGBTs, basicamente é uma pessoa por dia. E não é que morre de Ah morrer de infarto não morre por ódio, morre por assassinato, ter um apoio de uma empresa é muito importante, mesmo que seja no mês de Junho, Eu Não sei porque se o meu raciocínio ficou claro. Não tem muito ainda que ser
feito. Eu concordo, né? E que já é alguma coisa, as empresas se posicionando, mas é isso né? Tem que além do discurso, é isso contratar pessoas diversas. Que que que? Pode causar uma transformação social de fato, né? Dá oportunidades EE fazer essa mudança que a gente espera, né? É? E também Carlos só pra completar é Oo pink Money. A gente precisa direcioná-lo.
Ele de forma inteligente, sabe? Então, se as empresas querem o nosso, o nosso potencial de compra, se elas querem que a gente consuma o produto delas, porque a gente é uma comunidade que consome muito, né? É a gente tem que saber direcioná-lo, então assim. Se a empresa está cortando o nosso Patrocínio. A gente precisa cortar ela também das nossas vidas, sabe? Eu acho que quando isso se tornar 11 movimento da da Comunidade LGBTA, gente consegue
muito mais força. Porque as empresas vão ver as as vendas caírem e vai falar, olha, a gente não pode abandonar isso, sabe? Tudo bem, está vindo pelo lucro, mas então Bora usar o lucro a nosso favor, né? Já que é o lucro que eles querem, eles só vão ter o lucro se eles apoiarem a nossa causa também. Eu acho que isso é um movimento que tem que ser feito dentro da própria Comunidade. Caramba muito bom. Vou puxar um gancho aqui. Putz, você falou dessa história
de putz? Chegou lá e aí viu uma pessoa com deficiência logo na receção, viu uma pessoa trans, mas acaba que encargos de liderança nas empresas é bem mais raro, né? Eu vi eu vivi isso numa outra empresa que eu trabalhei também, tipo, Ah, maior orgulho temos pessoas trans, mas assim é tudo analista Júnior. Eu vejo eu imagino que você é muito mais barreiras. Rosas né nessa história toda e às vezes barreiras bem escancaradas.
Como que você enfrentou isso ao longo da sua carreira e como que a gente consegue aos pouquinhos ir transformando não aos pouquinhos, né? Deveria ser bem mais rápido derrubar essas barreiras nas empresas e NOS lugares. Eu pergunto isso, porque muita gente que ouve a gente aqui, gerentes, diretores, diretoras de marketing e de outras áreas. Que possivelmente já passaram por essa mesma situação, então pode ter alguma dica muito valiosa sua.
É olha. Roberto eu na minha eu eu eu assim claro que eu, eu eu bebo de um privilégio muito grande,
né? Eu sou um homem, esse gênero branco vim de uma família de classe média, é consegui estudar porque as uma bolsa que eu ganhei no Mackenzie, então eu tenho eu bebo ali de vários privilégios que fizeram chegar aonde eu cheguei e eu sempre reconheço isso porque Se Eu não tivesse as características, provavelmente não teria chego, mas obviamente que a questão de eu ser um homem gay e mostrar, né? Que a gente tem que entender também assim, cara as pessoas é elas não estão ligando.
Se você não parece gay, o incômodo é o parecer assim, né? O incômodo é ser uma biceminada. O incômodo é é se comportar como mulher, porque tem muito AA base da homofobia, é a pura mesmo dinheiro, sabe? É tudo que remete AAAA mulher,
né? Olhando para um homem que que remete AA ideia de uma mulher, você perde valor, você perde até dentro da própria Comunidade, está dentro da própria Comunidade, tem isso assim, quanto mais a família você é. Menos é visibilidade, você tem menos desejo por você. Existe mais preconceito dentro dos próprios homens gays. Assim, é uma coisa horrorosa. Então Oo, fato de ser gay, a questão não é essa. A questão é mostrar que gay
aparecer que é gay, sabe? Então eu comecei a minha carreira fazendo cobertura política, jurídica, né? Então eu estava presente em em coletivas de imprensa de governo. Eu estava presente em. No Tribunal de Justiça de São Paulo. É em Brasília, que são ambientes onde nós nunca tivemos espaço, sabe? Então é eu, sofri muito. É justamente porque é isso assim. Tem uma coisa que é a homofobia. Disfarçada, né? Porque é claro, quando a gente fala homofobia, racismo,
machismo. A gente só pensa quando a pessoa apanha quando a pessoa é violentada. Mas existem outras várias microviolências que a gente passa, que só quem está na pele entende então? O fato de eu estar ali, né? Sendo um homem gay parecendo um homem gay cobrindo um assunto que sempre foi dominado por por homens héteros, causava 11 estranhamento, mas mais do que isso, é descredibilização. Sabe tipo assim, quantas e quantas e quantas vezes chegaram pra mim e falaram, você é da
editoria de moda? Eu disse, não sou da editora de política e ficaram tipo, sabe um espanto, porque eu tava ali e precisa de muita coragem para enfrentar isso. Mas mais do que coragem, eu encontrei pessoas ao longo da minha caminhada que compraram essa briga comigo. Você entende? E todos eles, homens héteros, brancos, por isso que eu digo assim, comunidade de LGBT não é? A força Comunidade de LB é extremamente importante, mas a gente não tiver aliados. A gente não consegue chegar lá.
Né a esse conceito do lugar de fala, que é extremamente necessário, ele tem que ser olhado com muito cuidado. Eu tenho um lugar de fala sendo sendo um homem gay, vivendo com HIV, mas isso não impede você. Roberto, Você, Você, Camila, de estarem aliados nessa luta. Sabe de brigarem por nós, então ao longo da minha trajetória eu só consegui chegar nesses lugares, porque eu tive pessoas que que eram foram aliados da causa e me colocaram lá dentro e compraram essa briga.
AAA, coluna de saúde LGBT foi algo inédito nesse país. Falar sobre chuca, falar sobre cuidados específico para a comunidade de Gay, que é sempre olhado como pornografia, como perversividade. Né o sexo gay é olhado como a saúde gay é olhar como perversidade. Eu só consegui porque eu tive um editor, homem, hétero, branco, que brigou dentro da revista para a gente conseguir colocar essa essa coluna no ar. Se Eu não teria, então a gente precisa desses aliados dentro das organizações, né?
E não só lutando para abrir esse espaço, mas também entendendo que muitas vezes essas pessoas LGBT, principalmente a comunidade de trans, vem de lugar de ultra vulnerabilidade. Onde não tem acesso a nada, então, como que você vai pedir para uma pessoa transquistar naquela vaga que pode subir para ela falar inglês, se ela não consegue nem pagar o Aluguel
direito, entende? Então são essas oportunidades que a gente precisa lutar para abrir dentro da empresa, então cursos para essas pessoas é cursos internos para essas pessoas, sabe EE, essas pessoas são muito capazes. Eu olha, eu tenho uma história muito boa. Quando eu trabalhava nessa na cuco, que é essa essa agência de
de eventos culturais? A gente abria vagas para pessoas da casa, um que é uma casa em São Paulo, onde acolhe LGBTs em situação de vulnerabilidade que foram expulsos de casa e tal. Aí teve uma que era a Bianca. Ela se interessou muito pelo trabalho com eventos, né? E a gente abriu dentro da cuc ali um momento de de. Especialização dela a gente chamou ela para um curso dentro da cuco e ela fez esse curso que
a gente. Concedeu para ela ensinar a mexer no PowerPoint no Excel, como montar uma planilha, como montar um orçamento? Como fazer n coisas que esse esse mercado pede, né? Mercado de eventos? Ela frequentou se dedicou aí depois Ela Foi pro Senac, fez um curso, fez o outro curso, começou a fazer inglês. Hoje ela é gerente de uma agência. Sabe e era uma pessoa. Situação de rua, foi expulsa de casa, foi pra prostituição, é começou a trabalhar na porta dos
nossos eventos e Hoje gerente. Então assim, se ela não tivesse, se a gente não tivesse aberto esse curso interno para ela. Sabe explicando coisas básicas, ela não teria chegado onde ela chegou, então muitas vezes as pessoas falam assim, ai é, eu vou abrir vaga para as pessoas trans, mas tem que ter pós-doutorado, mestrado, falar inglês.
Você vai achar. Mas por que não abrir vagas para pessoas trans e dentro dessa empresa, construir um pano de carreira para essas pessoas apoiando cursos, pós-graduação, graduação, curso de inglês, sabe? É necessário entender. A realidade dessas pessoas ao longo da vida sabe? Mais de 90% das pessoas trans estão em prostituição porque querem não. Porque não existe outra opção. A gente está mudando a passos lentos, mas estamos mudando, mas é isso mais uma vez.
Para concluir, a gente precisa de aliados dentro das empresas. Se a gente não tiver aliados dentro da empresa, a gente não consegue sozinho. Então, quem está NOS ouvindo e está nesse lugar de de privilégio, seja um aliado, você pode sim ser um aliado. E quando a gente fala de lugar de fala, a gente não está excluindo você. A gente só está dizendo para você que você tem que ouvir a gente para tirar nossas conclusões, mas a luta, a luta é coletiva. Muito bom e adorei essa história
muito legal, né? Assim, EE muito bom que você tenha acesso a muitos exemplos assim EEE que podem mudar e que e que assim falou direto com os nossos ouvintes. Então assim, quem é gerente diretor, quem já está consciente do poder de uma equipe diversa, né? Pensar nisso e pensar em dar. Oportunidades não só abrir vagas, né também. É muito bom, eu queria já puxar um quadro. Roberto é acho que esse é um bom
momento assim. Não deixa de ser um case que ele trouxe, mas eu quero puxar outro quadro agora, então? Queria puxar um quadro que é preferido aqui dos nossos ouvintes, que é o momento, Saia Justa ai amor. A gente está falando de muita coisa bacana e eu sei que você tem muita coisa bacana, mas agora eu queria trazer. Queria que você contasse uma coisa assim que deu errado que já estava tudo no planejamento, toda a expectativa que ia funcionar chegou na hora, deu tudo errado.
E como você reverteu? Ele é muito legal esse quadro porque a gente fala, né? Com leveza depois que passa o problema, mas ele serve pra gente aprender também não repetir o mesmo erro. Então eu também curto muito. Queria que você contasse pra gente. Olha, tem tem muitas histórias, né? Tem muitas coisas assim, mas tem um específico que queria muito contar que eu acho que eu nunca contei isso. Que é o seguinte exclusividade, adorei. Eu trabalhei uma época na jovem Pan 1 ano.
É, e aí a gente fazia plantão, Né? A gente fazia plantão, eu era da da parte de política. Só que acho que o Camila vai entender bem que o seu trabalho em redação, Eu Não sei se você já trabalhou em redação, Roberto. Eu nunca trabalhei em redação, sou jornalista, mas trabalhei do lado da redação. Ah. Sim, trabalhei do lado do lado. Bom, mas você deve saber que assim é jornalista. A gente fala que a gente fala de tudo e de nada.
Ao mesmo tempo, a gente entende de tudo, de nada ao mesmo tempo, justamente porque em plantão amor te colocam para cobrir tudo, né? Galera de política, mas estava num plantão. De final de semana ia ter um jogo de Palmeiras e Corinthians. E eu sou um completo tapado para futebol. Eu quando me pergunto ao meu time eu falo que eu sou corinthiano porque minha avó é corintiana roxa. Se Eu não fosse corintiana, ela ia me enveredar a família, mas Eu Não entendo nada, não
acompanho nada. Eu sou aquele que assisto a Copa do Mundo sem entender. Eu ia falar um palavrão nenhuma e. E só comemoro quando tem gol que eu sei que A Bola entrou na rede, aí estava eu no plantão quando o meu editor me escalou para cobrir a final. Do Corinthians com o Palmeiras. Adorei já já estou preparado para o que vem. Aí eu fiquei desesperada. Eu falei assim, tenho certeza que você vai fazer isso, que eu vou fazer isso. Não é moleza e tal é só dar o
resultado do jogo. Você não precisa porque a rádio comenta, Né? A gente era repercutir no site, só assim a gente tem alguns alguns cortes da rádio que você só precisa ali postar no site. O resultado e depois nas redes sociais. E aí fiquei eu lá estilo jogo, entendendo nada e escrevendo o que eu estava vendo, né? O que eu estava ouvindo na rádio e a hora de colocar AO
resultado. Eu chamei a torcida do Corinthians com o nome da torcida do Palmeiras e chamei a torcida do Palmeiras com o torcida do Corinthians, isso no resultado final e era uma final de um campeonato. Não lembro qual campeonato. Onde né? A maior rivalidade do Corinthians? Palmeiras estava todo mundo ali mega, e aí acho que foi o Palmeiras. Senhor, e aí eu chamei a torcida deles AO nome da torcida do Corinthians, que foi uma
confusão. Eu postei a matéria, tuitei aí Do Nada, virou uma confusão galera ligando na rádio, Xingando tudo pra Entope do Twitter. Foi um caos um completo de causa assim é o. Primeiro trens em topics, pô. Eu já entrei em 2 tópicos assim, né? Sem sem ser eu, mas eu causo completo causo assim, claro tirar do ar. Mas tiraram print. Isso rodou por muito tempo assim, né? E aí é a pergunta, é Como Eu resolvi isso? Não resolvi porque eu fui demitido. Gente que Loucura, mas você foi
demitido por causa disso? Dá que erro? Não, né? Eu já estava muito feliz assim, a jovem PAN. É foi um lugar onde nada batia, né? Não sei o que eu fui fazer lá é, nem sei porque eles me contrataram na verdade, mas é já estava muito feliz. Eu já não concordava com muita coisa lá de dentro. Então assim, quando a demissão vem, vem por vários motivos, mas o assim o ápice.
Foi isso obviamente, né? Mas enfim a vida eu queria falar que assim foi a melhor coisa que me aconteceu porque era um trabalho muito ruim, onde eu sofria muito, sofria 7, sofria tudo que vocês possam imaginar lá dentro. É foi um trabalho horrível. Eu Não me demitia por conta. Da da questão do salário ter que pagar conta, né? A gente sempre fica preso. Só que daí fui demitido e caí e acabei indo para cá da capital e fui muito feliz na minha
carreira. Então a gente às vezes a gente tem que a gente precisa de um chacoalhão da vida para sair daquele lugar que a gente não está feliz, sabe? Então foi errando o nome das torcidas do Palmeiras com o Corinthians, que eu fui demitido e que minha vida deu 111 360 muito positivo assim. Mas esse esse dia específico assim, eu nunca mais vou esquecer. Eu com medo de sair da rádio e apanhar a torcida do Corinthians. Nossa, mas eu amo Saia Justa que é isso? E é isso, pega uma reviravolta
muito boa para sua vida, né? E normalmente é assim, só que fica marcado Para Sempre, né? A gente nunca mais esquece. Pra sempre cara pra sempre, mas é isso assim Hoje. Hoje eu sempre. Terapia, né tempos de essa época. Eu tinha 24 anos, Hoje eu tenho 33, então para se passaram muitos anos, a gente vai amadurecendo profissionalmente. A gente vai amadurecendo
pessoalmente. Então Hoje, quando se encerra um ciclo, seja eu pedindo demissão ou a empresa me permitindo eu, eu eu levo muito bom com olha um momento, um momento bom de Recomeçar assim, sabe? É já não é algo que não tem. Claro que eu estou falando de um lugar de que eu sou ali, que eu tenho condição de me manter financeiramente porque a gente está no trabalho para pagar a conta, né? É, mas eu vejo muito como um momento de poder se Recomeçar
assim, sabe recomeços. Eu enxergo assim Hoje, mas na época fiquei mal demais, assim fui demitido. Não, não sabia o que fazer. 2 meses depois de eu estava trabalhando de novo assim, aí conta uma coisa que me me puxou muito mais para cima que eu fui muito mais feliz.
Que consegui fazer as coisas que eu que eu acreditava que eu gostava, então foi um momento bom, mas desesperador quando aconteceu, acho que só um jornalista que já passou por uma situação dessa de dar um erro como este, assim é uma barrigada. Como a gente chama, sabe a sensação de desespero que é quando você descobre que você foi a única barrigada que eu dei. Graças a Deus, mas justificável, né?
Pô pegar uma pessoa de política que não entende porra nenhuma de futebol e colocar pra cobrir um jogo que que as pessoas esperavam assim que eu fosse fazer uma grande análise, sabia nem novos técnicos. As redações querendo cortar custo e é isso botar uma pessoa para cobrir tudo. Vanessa, Né? Hum caramba que louco e na pandemia pública de saúde também.
Mas aí saúde eu gostei muito. Por falar em saúde, vou vou trazer um Tema aqui complexo, mas que você fala com uma leveza incrível assim a gente ficou a Camila, já te conhece longa data, mas eu fiquei des fuxicando ali nas redes sociais Hoje cedo e tem um vídeo muito impactante que você fala sobre OHIV, eu tenho uma história pesada, triste pessoal, não é o meu primo faleceu em 2017 porque? Tinha vergonha. E aí não fez os exames, não buscou, não se cuidou em 6 meses, ele foi embora, foi
assim. Uma perda muito grande assim era como se fosse um irmão para mim. E você fala dessa questão de prevenção, de cuidado com a saúde, com uma leveza, com uma coragem com 11 naturalidade, como sair desse desses estigmas como falar sem se falar cheio de dedos como como que você se transformou para ser esse comunicador, para trazer temas tão complexos que até outro dia eu trouxe um exemplo real?
Aqui é, as pessoas tinham muita vergonha e Hoje em dia algumas ainda tem com tanta empatia com tanta humanidade. Teve algum trigger que fez você se transformar nesse comunicador? Dessa forma, foi vendo as pessoas super medrosas de tratar desses assuntos, conta um pouquinho mais para a gente sobre como que você alia essa questão de saúde e comunicação. Putz pergunta de milhões foi mal, Hein? É, pois é, estou aqui pensando Como Eu vou resumir isso, não é? A gente Vai Ficar aqui 2 horas
falando. Cara, olha só OOHIV. Ele, eu descobri o meu diagnóstico em 2018. Eu sempre fiz é exames, né? Sempre porque eu acho que se a gente tá falando de uma realidade de São Paulo, viu a gente tem que entender que é uma realidade que não é do Brasil, né? Então a realidade de São Paulo Rio é um pouco diferente. A gente tem muito acesso à informação e muito acesso à à à testagem, né? Aqui no Rio tem uma kombi que fica rodando pela cidade fazendo testagem. São Paulo várias ações e tal,
então sempre fiz AA testagem. E eu descobri num exame de rotina assim bem no comecinho. Justamente eu descobri no comecinho porque eu fazia esses exames, né? E foi um choque muito grande e quando eu descobri essa que eu vivia, que eu estava com com HIV. Na hora, primeira coisa que me veio na cabeça foi Cazuza, Renato Russo, Fred Mercury. Assim são essas as referências que a gente tem no HIV ainda até Hoje, né?
Que foram pessoas que foram vítimas do vírus, mas foram pessoas muito corajosas de assumir que estavam com o vírus porque na época havia uma resistência. A se pesquisar sobre HIV porque você tinha uma ideia que era um era uma doença de gay, um vírus gay, um castigo de Deus. Então por que que ia gastar milhões de dinheiro pesquisando
sobre esse vírus, né? Então foram pessoas muito corajosas, que é emprestaram a sua imagem, sim, imagem final para a luta assim foram essenciais para que Hoje a gente está esteja onde a gente está. Mas AAAA imagem que nós temos ainda é isso, então foi desesperador para mim. Foi horrível. Fiquei mal, acho que ia morrer e tal e aí comecei o tratamento escondido de todo mundo, né? Ninguém sabia e é minha vida. Não mudou nada. Né, muito pelo contrário, minha vida melhorou assim.
Quando eu falo isso, as pessoas ficam um pouco chocadas porque parece que eu estou fazendo uma pega um HIV para sua vida. Melhorar. Claro que não, né? Eu tomo remédio todos os dias. Eu preciso ir no pro médico a cada 6 meses, Se Eu parar de Tomar o remédio eu morro, então assim não. Ninguém quer ter esse vírus, né? Mas o que eu achei que ia acontecer não aconteceu eu, eu. Comecei a Tomar os remédios. São 22 pílulas que eu toco por dia. Não tive efeito colateral
nenhum. 6 meses depois, eu estava indetetável, ou seja. Não tem mais o vírus no meu corpo, Eu Não transmito mais o vírus pra ninguém, porque eu sou detetável. E eu passei a cuidar mais da minha saúde, né? Comecei a me cuidar mais, comecei a olhar para minha saúde com com carinho, a minha vida melhorou. E o que que significa está indetetável. O tratamento está tão evoluído que Hoje o remédio consegue matar o vírus que está presente no seu corpo.
Mas, por que que a gente não tem uma cura porque esse vírus ele se esconde dentro dentro de células glóbulos brancos da célula em volta de uma camada de gordura? Em algum lugar do corpo onde o remédio não consegue encontrá-lo e ele fica dentro dessa célula paradinha envolto dessa cápsula de gordura. Ele fica parado ali. Ele não se multiplica, ele não ataca o sistema, o sistema
imunológico, mas verifica ali. A grande o grande desafio da ciência é achar esse vírus para matá-lo, porque matando esse vírus que está escondido dentro dessa célula, a gente tem a cura, porque Se Eu paro de Tomar o remédio. O vírus sai e se multiplica de novo. Então essa semana, agora a gente teve uma grande notícia que na Austrália conseguiram achar esse vírus através de uma de uma de experimento, AMMMA. Então aí temos uma Esperança aí, claro, nossos 10 anos de pesquisa, né?
Teve aí uma coisa boa, então Eu Não transmito mais o vírus, Né? As pessoas precisam entender isso. Quem está em tratamento indetetável há mais de 6 meses não transmite fazer de jeito nenhum e as poucas poucas experimento na ciência tem um resultado de 0%, sempre é 00 0,00001. Todas as pesquisas foram mais de 100 feitas em todo o mundo. O resultado é zero. Pessoas querem dizer que está árbitro, está em tratamento 0% de chance de transmitir não é 0,0001, é zero, então é minha
vida melhorou, né? Porque eu comecei a cuidar mais da minha saúde. É passei a fazer um check-up geral a cada 6 meses que a gente precisa fazer check-up geralzão assim e Tomar esse medicamento todos os dias. Aí se passaram 5 anos. Eu escondia isso de todo mundo que eu morria de vergonha. E aí eu respondendo sua pergunta, Roberto, como que a gente acaba com o estigma?
Saindo do armário, né? Porque lá atrás é Cazuza, Renato Russo, Fred Mercury. Eles foram corajosos de sair do armário, mas naquele momento, pra pra pra potencializar a pesquisa sobre OHIV, né? Mas Hoje a gente precisa sair, precisa ter a coragem de sair desse armário para acabar justamente com esse estigma que foi criado lá atrás. Então, a minha ideia é, foi sair desse armário primeiro para mostrar para a sociedade que viveu que eu quero IV Hoje não é
sinônimo de morte. Muito pelo contrário, é sinônimo de vida. Não é tipo uma vida normal. Camila, sabe? Saio, Bebo, faço, faço, é faço exercício, faço é academia, faço trilha, viajo. Tudo que uma pessoa que não vive com AHB faz. Então mostrar que Hoje essa realidade que a gente não transmite mais, mas mais do que isso, Roberto incentivar pessoas como o seu primo, que tem medo de testar, que tem medo de pegadores, porque acho que vai morrer e as pessoas não fazem o
que falar. Ah, Eu Não vou, não vou descobrir, não descobri isso. É Se Eu vou fazer, eu vou descobrir, vou morrer, não bobagem, muito pelo contrário, fazer o teto. Pode fazer o que aconteceu comigo? Descobri no início, não tive um sintoma, não peguei AIDS, não, nada, nada, nada, nada por quê? Porque eu peguei logo no começo, então a minha ideia foi justamente essa, mas precisa de muita coragem.
Humberto para eu te falar a coisa que eu mais recebo Hoje de rate na Internet é por conta disso. Pessoas me chamando de criminoso, pessoas dizendo que eu devia ser preso porque eu tive um vídeo que eu digo que eu disse, eu fiquei 6 anos vivendo no HVE, nunca contei para as pessoas. Que eu transava que eu tinha VIV, porque primeiro eu nunca coloquei elas em risco. Mais uma vez, pessoas que vivem com HIV está indetectável há mais de 6 meses, não transmite, é um fato.
De facto 0%. Eu nunca coloquei ninguém em risco. Agora tem uma lei no Brasil que garante anonimato de pessoas viverem no HIV. Então, além de Eu Não colocar pessoa em risco, eu tenho uma lei que garante que Eu Não preciso contar. Eu Não preciso contar para quem Eu Não quero em lugar nenhum, nem no trabalho nem na minha casa, nem NOS planos de saúde, nem para nada. O nosso anonimato é garantido em
lei. E quando acontece a informação, as pessoas ficaram revoltadas justamente porque elas não aceitam o fato de que uma pessoa que vive com HIV ela está em tratamento. Isso é importante. Está em tratamento, ela não transmite mais o vírus, então as pessoas me chamam de criminoso. As pessoas falam que eu devia ser preso. Semana passada, criaram um perfil fake e começaram a espalhar nesse perfil fake que eu estava transmitindo HIV para as pessoas propositalmente.
Sabe, é uma coisa horrorosa. O que eu venho passando coisa horrorosa, mas que eu sabia e que se a gente não tem coragem, a gente não acaba com esse estigma, sabe? Então acho que lá atrás, quando eu me assumi gay com 13 anos, fui expulso de casa, fui expulso da escola, fui expulso da Igreja, foi muito horrível. Né feliz a sociedade que não tem heróis momento horrível. Mas, eu acho que me preparou para esse segundo momento que está sendo agora, sabe?
Mas que está sendo essencial. Se você soubesse um tanto de Mensagem que eu recebo de pessoa, obrigado, eu comecei a eu comecei AA, me é a fazer o teste brigado e comecei a Tomar PrEP, que é um medicamento que tem no SUS de Graça que previne para HIV. Obrigado, eu tive uma relação desprotegida ou fui abusada e fui Tomar Pepe que é você. A PrEP não se toma antes. A Pepe, você toma depois é como se fosse um anticoncecional e a pílula no dia seguinte. Tudo isso disponível no SUS de Graça.
Se você tiver uma relação, você pode procurar até 72 horas o SUS Tomar esse medicamento que vai bloquear a entrada do vírus do seu sangue. Então assim, isso tem sido muito maravilhoso, mas o rate o rate vem e a gente precisa de encoraja para enfrentar. É porque não é fácil. Não é fácil de se construir o estigma, mas na história a gente se a gente não tivesse pessoas com coragem, a gente não teria
mudado muita coisa. Então é é enfrentando aí esses leões, principalmente na Internet, que é uma Terra meio sem lei, que eu é. Comunico isso pra concluir. Eu acho que a saúde é a gente tem que tirar um pouco o academicismo da saúde, da política também de todos os lugares, né? Eu acho que A Rede Social é um lugar muito bom e muito perigoso, muito bom, porque a gente pode dialogar com pessoas que a gente não conseguir dialogar e muito perigoso, porque pode vir aí informações
muito falsas, né? Então eu acho que o melhor maneira de se comunicar. Falar de saúde é falando de uma forma leve, descontraída, que é Como Eu faço HV. É transformando um assunto super Tabu, né? Super teórico em algo gostoso de assistir interessante, né? Usando a minha própria experiência, minha própria vida. Isso tem dado muito certo. Eu acho que é uma maneira muito importante assim da gente é tirar o academicismo da da pauta de saúde para conseguir chegar até as pessoas, entendeu?
É é você tem muita coragem, né? E eu fico assim. Estou muito orgulhosa de ter amigos. A gente se de ser sua amiga, a gente começou amizade, né? Espero que ela escute a gente com a Elisa falando uma coisa que é muito engraçada assim, muito legal, meu primeiro amigo verificado e realmente assim é meu primeiro amigo verificado e que cresce fazendo um conteúdo muito bacana e tudo isso que você está falando, né? Assim horrível esse hate, eu vejo, eu acompanho. Mas pô o quanto você influencia
a pessoas, né? AA mudar em comportamento AA terem um cuidado a aprender. E a buscarem e sabe sai desse discurso raso da tia do WhatsApp. Você como jornalista, você não fala, é isso, você trouxe dados aqui Na Na a gente está tendo essa conversa de maneira leve, mas você está falando coisas muito sérias, muito profundas da sua vida e da vida de muita gente, né? EE Você está trazendo dados? Então assim, o seu conteúdo ele é muito embasado e isso é muito importante.
Outra coisa que você falou aí também super importante. A gente vive um momento que as pessoas têm acesso ao tratamento, à prevenção e o tratamento no SUS de Graça. E você é um grande exemplo disso, né? Então você não falou agora, mas você fala muito no seu conteúdo que você não tem plano de saúde que você. Cuida é da sua saúde como um todo é, né? Desde do do pé machucado, é até OHIV pelo SUS. Então isso é muito bacana assim da gente relembrar aqui EE, né?
Não posso deixar de falar que eu fico muito orgulhosa de ser sua amiga e de acompanhar de pertinho. A sua vida EEE realmente assim, né? As pessoas, você usa a sua influência muito para para para essa transformação, mas as pessoas se acham no direito de criticar e de julgar. Um discurso muito raso, né? Isso, criando um perfil fake, espalhando uma notícia e o quanto isso impacta, né? Não pode deixar tudo. Tudo que você falou da sua história, né?
Assim até isso, aos 13 anos, você tem uma atitude muito corajosa. Como isso impacta, né? É EE quem você é e você seguir com essa coragem. Eu acho assim muito, muito bom, porque faz muita diferença na vida de muita gente. Faz na minha e eu sei que faz de muita gente. Ai, você é maravilhosa. Você sabe que eu te amo, né? É esse tipo de coragem mesmo todo mundo, né? Para enfrentar esse mundão aí, mas a gente não vai conseguir mudar nada. Se a gente não tiver contagem, então.
É um leão por dia, né? Leão? Não vou. Falar e. Por parte não rinoceronte descobriu que o rinoceronte é mais é mais violento que o leão. Então agora eu fico falando, tem que matar um rinoceronte por dia, gente? Rinoceronte é brabo viu, mas o que mais mata é o hipopótamo. Ah entendi. Ótimo, você acha que ele é fofinho, que ele é bonitinho? É isso no filme e tal e. Ele, eu vou te falar que eu fiquei. Chocada e que eu descobri essa informação e falaram, o
hipopótamo é o que mais mata. Eu falei hipopótamo aquela coisinha fofa comendo melancia. Eu descobri isso num safari é eles falam lá isso, tipo NOS países que têm safari, né? na África todo mundo sabe gente que não chega essa informação aqui e o leão é um precioso, tá? Eu vou logo falando que essa história de rei da selva para mim foi uma deceção. Eu só via as Leoas. Caçando, treinando os filhotes. Uma coisa assim, né? Só só a natureza expondo o que
eu já sabia ali na minha casa. Ai Ai e falando em coragem, Putin tem 11 quadro nosso aqui que a gente se coloca numa situação corajosa que a gente se compromete a não editar e os nossos convidados e convidados fazem a pergunta que eles quiserem para mim, para a Camila, para os 2, para um só,
fica à vontade, então? Eu tenho uma pergunta para cada um de vocês, acho que para Você, Roberto é um pouco mais polêmica, então vou começar com a Camila, que é mais leve, quer dizer, leve não, mas é mais tranquila de responder, é, eu queria. A gente está falando muito sobre carreira, né? Aqui nesse papo sobre. É como se tornar uma empresa mais acolhedora e aumentar a diversidade e uma coisa que eu vejo assim pouco se fala. Ainda é sobre mães no mercado de trabalho e eu nunca é um vício
de você. Eu queria muito ouvir como foi para você ser mãe e como é ser mãe no mercado de trabalho e quais. Qual é o maior desafio? Para isso. Olha amei a pergunta é um assunto que eu sempre puxo aqui, não é? E tem a minha história, não tem como mudar EE tem um impacto muito grande assim, né? Eu tive a sorte de quando eu engravidei. Eu estava numa empresa que tem um apoio muito grande para as mães.
É é uma empresa americana e mesmo nos Estados Unidos ela é menos pior do que as outras, oferecendo uma licença maternidade, um pouquinho maior aqui no Brasil. Eu tive o privilégio de ter 6 meses e tive. Uma líder muito boa nesse período, então ela não é mãe, mas ela apoia muito, me apoiou muito. E ela teve 3 grávidas na equipe em sequência. Tinham muitas Mulheres na equipe dela e a Geórgia Barcelos já foi
entrevistada aqui. Sempre falo dela porque eu sou também muito fã e assim é. Isso foi fundamental. Eu tive uma licença maternidade tranquila. Eu acho que diferente de algumas amigas, eu já estava doida para voltar para sair um pouco do mundo, só mãe que isso é uma dificuldade das Mulheres, não é? Você se vê ali muito resumida a só uma função. Então para mim foi bom voltar. Claro que é super difícil deixar o seu bebêzinho. Cuidado de alguém. Ou no meu caso, eu deixei na
creche. Era difícil, é difícil manter a amamentação depois que você volta, tem muitos desafios EE assim, né? Nasce a mãe nasce uma culpa EE você está sempre tendo que lidar com isso e eu acho que vem um pouco nesse papo que a gente falou mais cedo, né? É acho que os grupos minoritários, a gente sempre tem que se provar mais e apesar de Mulheres não serem tão. Não, não somos a minoria, mas somos tratado como um grupo, né? Diminuído é ainda no mercado de trabalho.
A gente tem que se provar mais, então, né? Você está com a cabeça lá no seu bebezinho, mas você tem que estar no trabalho ligado. Você não pode errar, você não sabe, então é uma pressão muito grande junto com a culpa materna é. Eu acho que eu tive a sorte de ter pessoas que me apoiaram nesse momento da minha vida, tinha uma rede de apoio e isso é muito importante e eu sei que muitas empresas não fazem isso. E todos os momentos que eu tive
em papel de liderança. Eu tentei fazer isso do que foi feito comigo assim, então. Tentei defendeu com unhas e dentes as mães. Eu sei o quanto é difícil e eu gostaria de ter essa mentalidade antes de ter virado mãe. Mas na verdade não foi assim. Eu precisei virar mãe para entender algumas coisas, aquele papo bem de mãe, né? Quando você for mãe, Você vai entender para mim, realmente aconteceu. Eu ouvia isso da minha mãe e até
Hoje é um desafio. EE né, a gente tem que passar por perguntas que os homens não passam, o que é que você vai fazer com o seu filho? É, eu tenho uma viagem de trabalho essa semana, eu tenho quem cuidar do meu filho. O pai dele é um pai presente, mas é isso. A minha preocupação me acompanha, né? E aí assim ele agora tem 6 anos, mas eu acho que quando ele tiver 30 eu vou continuar preocupada, mas as coisas vão mudando.
E então assim, quando você tem apoio, facilita, mas não é fácil EE muitas vezes você trabalhar sem dormir porque né assim privação de sono é uma coisa muito real na maternidade. Principalmente no início e para quem não sabe assim, é técnica de tortura, né? Privação do sono, então, assim você não dormiu e você tem que performar e te cobrarem uma performance igual. É muito injusto. Mas eu desejo assim força para as Mulheres aguentarem e
buscarem apoio. Eu sei que não é é tão fácil, nem sempre a gente consegue dividir tarefas com o pai da criança. Nem sempre o pai da criança, né assume isso. Então assim, Eu Não. Eu Não tenho a resposta à fórmula mágica. Eu tenho a minha experiência que foi muito difícil e que é, mas eu tive apoio, então. E acho que só queria comentar 2 coisas que é primeiro que eu acho muito bizarro, Né? A gente tratar a questão de um pai presente como algo nossa,
que incrível, né? Acho que isso me incomoda de um tanto. Porque é é realmente de fato comparado com o geralzão do Brasil, isso a gente pegando dados é incrível, mas que merda que isso se torne uma qualidade, não uma obrigação, né? É, eu costumo dizer que ser um pai incrível é muito fácil, né? Difícil é ser uma mãe incrível. Assim, né? Porque o pai você fazer um roupinho? Você já é mais do que a grande
maioria, né? EE eu sei que você tem uma mãe incrível EE que você sabe o que é que é ter uma mãe, né incrível, então. É e como é difícil para ser uma mãe incrível como você tem que fazer muitas coisas. Né e só para concluir eu eu sempre bato com essa tecla quando eu vou palestrar em empresas e tal que não adianta, a gente precisa de aliados, Como Eu disse. Bate nessa tecla, mas não adianta, só sabe quem sente na
pele. Isso tem que ser uma regra universal, porque só sabe o que é ficar sem dormir por conta do seu filho ou trabalhando pensando no seu filho, quem é mãe ou quem é pai, sabe? É só sabe a dor da homofobia, aquelas que eu falei entre linhas, quem vive, quem sabe uma vez eu estava na Carta capital e a gente estava fazendo 11 reunião de pauta bem no mês de Junho, EE era o primeiro ano do Governo Bolsonaro e o Governo Bolsonaro sempre foi. Assim bem claramente é uma forma, não é?
E eles a pauta deles ia ser o Dallagnol nossa. Assim eu era o único gay da Sala, 20 pessoas. Eu levantei e falei, gente, é sério mesmo que no mês orgulho a maior baladeira LGBT do mundo acontecendo num governo sobre um governo que declaradamente é uma fábrica, a pauta vai ser Dallagnol. E aí eles ficaram tipo nossa, é verdade e eu uso isso como Dezembro, porque só só só percebeu a importância de ter aquela capa e porque? Alguém levantou a mão? Porque tinha alguém ali que é
gay e falou caralho porra, sabe? E muitas vezes eu sou uma pessoa branca que nunca morei na periferia. Só sabe a importância de descobrir algo que aconteceu na periferia que mora na periferia, sabe isso? Eu estou falando de jornalismo, mas isso é de uma forma geral, sabe ter 111 diretora, uma CEO mulher, mãe, ela vai olhar para você e vai vai entender porque ela passou por isso.
Sabe então a gente precisa, claro, de de pessoas aliadas de mas a gente precisa levar essa galera pra pra liderança, sabe? LGBTs, negros, Mulheres, mães, porque só assim a gente vai conseguir ter uma empatia de fato, porque se não, não adianta, a pessoa pode até tentar, mas em algum momento ela vai achar que aquilo é desnecessário. Camila não dormiu bem à noite porque ficou com o filho doente e eu quero que Camila entregue o relatório Hoje, sabe?
Essas pequenas coisas, essa pessoa não vai ter empatia porque ela nunca passou por isso. Ela não sabe o que é a empatia. A gente só tem de fato quando a gente vive na pele. Concordo sim EE me empolguei demais na resposta porque é um assunto né? Que mexe muito comigo EE que é muito real isso que você está falando. E esse parêntese que eu ia fazer
você que gostou dessa resposta. Camila tem o episódio inteiro da Camila lá na distante terceira temporada, episódio 26 com a Camila e falamos disso na quarta temporada, também com Ariana Maia, Mãe de 3 essa daí. Foi guerreira 3 vezes pelo amor de Deus. Agora chegou sua vez Roberto Curry. Você não está suando na testa? Aqui não vai me escatar. Você é um homem como que você classifica a sua sexualidade? Eu sou um homem hétero pelo julgamento das minhas melhores amigas.
Eu sou um homem hétero. Ótimo, eu queria saber de você qual é uma característica sua de homem hétero que você queria perder ou está tentando perder ou não tem nenhuma.
Cara eu eu já fui. Assim é, vai ser horrível isso que eu vou falar Tapuc, você me julga, mas o que eu já tive de gente que eu comecei a trocar uma ideia e aumentar um flerte a pessoa ih achei que você era gay aí outro dia eu contei isso pra Carol, que a amiga é muito, muito amiga, minha e da e da Camila. Ela falou assim, achei isso um baita elogio mantém isso aí pra sua vida, né? Porque os héteros são uma tragédia, então eu entre aspas. Sofro um pouquinho do contrário, né?
Do tipo assim ué. Que você era gay, porque sempre tive muitas amizades femininas desde o início, porque eu sempre fui muito ruim de futebol. E aí a pessoa que é ruim de futebol, ela não joga bola. Ela fica sentada, trocando ideia com quem com quem não está jogando, quem que não estava jogando as meninas. Então sempre troquei muita ideia
com as meninas. Eu tinha um primo que era cresceu igual o irmão gay desde o início assim muito claro, então acabou que eu fui pegando algumas características, algumas questões específicas aí, então não tem nenhuma característica Hoje que eu olho. Falo nossa, preciso jogar isso fora. Com certeza minha amiga, que é amiga de anos, vai apontar um dedo para mim aqui eu vou passar
essa pergunta para ela. Mas eu olhava isso no início de uma forma ruim, está e aí, sendo muito sincero aqui com a audiência com você, eu olhava e falava, caraca, que merda eu hétero aqui querendo chegar Na Na mulher EE está está me achando gay que bosta isso? E aí eu tive essa reflexão recente do tipo assim, Ah, tudo bem ué eu, eu já vejo com bons olhos algo que. Até Sei Lá, 10 anos atrás eu considerava meu Deus, imagina se isso vaza para o meu grupo de amigos, que eu chego nas Mulheres.
As Mulheres acham que eu sou gay, que merda, que situação é essa que eu estou vivendo? Então não sei se respondi sua pergunta, Camila, você tem algum dedo para apontar para mim? Aí porque a nossa relação de amizade é sincera. Não, não, não vou apontar, mas é acho que isso também demonstra uma certa mudança, não é antigamente você ser apontado como um menino que não joga futebol EE que é gay.
Era uma ofensa muito grande. É né e Hoje acho que isso já foi mais relativizado e entendido EE até visto talvez como um elogio. O Putin também conhece a Carol. Então acho que isso é 11 mudança que a gente está vendo aí. E eu acho que perguntei isso porque eu acho que é homens, não falam muito sobre isso, não é? Homens não falam sobre a gente fala sobre o machismo, a gente fala sobre sobre OOO lugar do do Homem. Eu Não digo nem ao metro porque tem um Monte de homem e é assim
também, tá Oo homem. O homem heteronormativo que não é heterossexual que eu quem muito gay é heteronormativo também, que é essa ideia do macho alfa que passa pela violência, né? Então a gente fala pouco sobre isso, sobre as nossas próprias características, né? Sobre coisas que a gente precisa e eu como alenguei, estou super incluído, incluído nisso, a gente precisa olhar e falar,
será que é assim mesmo? A gente ponta no outro a gente reconhece no outro, então a gente não reconhece na gente, né? E aí você pega dado? E eu também sou muito massacrado quando eu falo sobre isso, mas é importante falar, a gente pega dados de suicídio, por exemplo, é tipo 7080 por cento maior entre homens, depressão 7080 por
cento maior entre homens. Porque essa ideia machista patriarcal é ter normativa, atinge todo mundo, inclusive o homem que tem que ficar provando a masculinidade que tem que ficar, tem que ser muito bem-sucedido na carreira, tem que ser forte, tem que ser pauzuro, tem que mandar bem, tem que gozar com 50 vezes, sabe isso aí? É uma pressão em cima dos homens que torna eles violento, torna.
Sente violento, sabe? Então, o machismo atinge a todos atinge e. Aí não fala de sentimento eu Hoje as minhas conversas profundas. Outro dia eu fui listar quem são as pessoas que eu tenho conversas profundas e tal. Tenho um amigo homem que eu tenho conversas profundas. Todas as outras pessoas são Mulheres porque os homens terapia, então nem se fala, né não. Fazem não tem rede de apoio, né não tem. É muito bizarro assim. Então o mundo. O mundo masculino é incluindo
Ethos e gays. Ele precisa. Se se desconstruir nesse sentido, assim sabe por emoção para fora conversar, entender que você, como você mesmo entendeu, você não precisa chegar naquela imagem do Homem do do Homem de ferro, sabe do, do, do super-Herói que a gente foi criado. Você não precisa ser um Homem-Aranha. Você não precisa ser um Capitão
América para você ser homem. Existem várias maneiras de serem homens e acho que a gente precisa bater nessa tecla assim, sabe, está tudo bem você ser mais sensível, tudo bem, você ser mais. Acolhedor afeminado ou né? Assim ou até mesmo se você não é, mas assim é se abre mais se se se se exponha mais assim seus sentimentos, procura uma rede de apoio importante. Cara é a discussão do machismo. Passa também por essa desconstrução do que é ser
homem, sabe? E acho que a gente não fala sobre isso, então eu queria te provocar para a gente falar para os nossos ouvintes homens, olhem. Você é uma pergunta para todo mundo refletir, né? E Mulheres também é esse esse comportamento machista e que. Né que a gente está falando aqui precisa ser revisto por todo mundo, né? Sim. Olha, eu quero aproveitar e já puxar outro quadro aqui porque eu quero saber das suas dicas e também é um quadro que eu adoro
que é o isso não é um publipost. Gente, olha só eu quero começar a indicação com o livro que eu estou lendo, que foi indicado pelo meu terapeuta, mas tem sido assim mais do que uma terapia. Tem sido uma reflexão da vida mesmo. Ele chama a morte. É um dia que vale a pena viver. Ele é escrito pela Ana Cláudia Quintana Arantes. Ela é uma médica. Que ela cuida do geriatra, que ela é especialista em cuidados paliativos na USP e a Ana ela é também uma filósofa. Ela é uma médica filósofa.
Assim, olha que que Loucura, né? E nesse livro ela conta um pouco da trajetória, trabalhando mais de 15 anos com cuidados paliativos, né? Ou seja, de pessoas que vão morrer não têm mais o que fazer, mas ela traz uma reflexão da vida. Eu acho fantástico porque ela diz o seguinte, Oo Panorama geral do livro é o seguinte, a morte ela vai acontecer um dia e ela é um dia que a gente fica adiando, né? A gente não fala sobre isso.
E ela relata que quando as pessoas descobrem que vão morrer, elas passam a olhar a vida para um outro olhar. Então, quando a gente tem um, a gente acha que a gente não tem um prazo definido, né? Eu estou fazendo planos aqui de 5 anos, quando a gente tem um prazo, vão morrer daqui 1 mês,
daqui 2 meses. A gente passa a olhar a vida com outros olhos e a gente passa a querer fazer aquilo que a gente quer fazer a se declarar para as pessoas, porque a gente está sabe que o nosso tempo está acabando e a reflexão dela é justamente porque é que a gente não faz isso em vida, porque que a gente não pega mortes e torna ela maleada. Se Hoje for meu último dia na Terra, está sendo um dia maneiro, sabe? Eu estou me preocupando com o que a minha colega de trabalho falou de mim.
Se Hoje fosse no último dia eu ia dar. Moral para essa pessoa, sabe? E isso eu estou falando que é. É uma reflexão muito interessante de trazer a morte para o nosso lado e como aliada que vem mudando muitas percepções minhas assim sabe de coisas que eu importava e dizia, se for meu último, porque a gente pode mulher a qualquer momento, né? Posso sair na rua e morrer. Se Eu morresse amanhã e realmente me importar com isso e é um livro delicioso de ler. Ela escreve muito bem, ela faz
casos reais. Que a gente passa a olhar a vida com outro, com outros olhos utilizando a morte, é muito, muito interessante. A morte é um dia que vale a pena viver de Ana Cláudia Quintana Arantes. Deixa eu ver que mais ai tem uma outra indicação para vocês que estão me assistindo. Eu é assisti ontem, na verdade, um filme que. Espera aí, ô, Camila, você vai me ajudar nessa palavra, porque eu tenho um pouco de dificuldade. Mountain Red, tá certo? Fala montanha, sim, Mountain Red.
É, acho que sim, Mountain Red. Mountain Red tenho dificuldade para pronunciar essa palavra. Mountain Red é um filme que está no Max. E ele conta de uma forma muito interessante o encontro de 4 bilionários que são donos de big techs. E eles vão passar um final de semana Na Na montanha, na casa de montanha de um deles e durante essa estadia, 11 das redes sociais de um desses Caras, ela começa a permitir usar IA para fazer vídeos ultra realistas e ele permite fake news.
Muito parecido com o momento que a gente está vivendo. E aí começa um caos no mundo que começa aí, começam a fazer vídeos, por exemplo, de imigrantes, comendo criancinhas e a galera acredita naquilo e começa a perseguir emigrantes. E aí? O mundo entra num caos e eu achei esse filme brilhante, porque assim são 4 idiotas.
E você cita e fala, cara, não é possível que essa pessoa seja um bilionário, só que são 4 idiotas com poder absoluto no mundo, porque eles têm dinheiro, bilhões e eles têm um poder das redes sociais na mão deles. Então eles começam a definir o futuro do mundo. De uma Tranquilidade numa
idiotice que eu achei brilhante. Você termina um filme falando assim, cara, o duro que essas pessoas são reais, esses Caras que são donos dessas caradas são uns idiotas e a gente está na mão desses Caras. O Elon Musk, o idiota morta comandando todos os satélites do mundo, sabe? Então assim, é um filme muito, muito, muito, muito interessante que. Adorei Adorei eu quero mais uma. Tem mais uma dica aí que é para a gente são. 3 tenho.
Essa série eu vou indicar é uma série que eu tinha muito tempo, mas que eu amo e que faz um. Compilado de tudo que a gente conversou aqui, ela se chama pose, ela está, Se Eu não me engano também no Max. Ela conta a história do bolo que são as casas de dança que surgiram em Nova Iorque NOS anos 80. Porque as travestis pessoas as LGBTs eram expulso de casas e eles mesmo que construíam as casas dele, né? A casa deles então tinha várias casas e dentro da periferia de Nova Iorque.
Nesses nesses clubes tinha Oo. A disputa de borrow, que está voltando Hoje em dia né muito forte, só que é muito interessante porque conta sobre ser uma pessoa trans, ser um LGBT, viver com HIV, viver com HIV não, né? Morrer de HIV naquela época, sua HIV está muito presente na série. É uma série linda e que traduz muito o que rolou e o que ainda rola assim. Então quem é da Comunidade tem que assistir, pouse obrigatoriedade e quem é da Comunidade?
Convido para assistir para entender um pouco o universo assim sabe e é muito legal que traz a história do Balroom, que está voltando com tudo. E que é um movimento cultural muito importante. Adorei já quero, já quero assistir um filme isso e o livro já estava na minha vistinha porque eu vi a sua indicação desde o início. Muito. Bom é o livro está na minha lista. Já vem indicaram isso. Há um tempão EE agora eu vou ter que pular ele na fila porque pô,
e já veio. Aí escolher respira também eu recebi. Acho que uns 5 livros aqui está. Ele estava no quinto pulei e não me arrependo. Pô muito bom putz meu caro antes da gente ir para o último. Último quadro aqui que eu também estou muito curioso para saber, acho que vai ser difícil. Não é saber escolher uma só. Eu tenho uma pergunta difícil para você, eu passei assim por 0,001 do que você passou uma vez?
Que eu recebi um hate num post que eu estava convidando uma pessoa, pessoas para se candidatarem para uma vaga aqui no podcast que é voluntário, né? Com o podcast a gente não ganha nada. A gente devolve é networking, aprendizado, et cetera e tal, mas a gente rejeita patrocínios porque a gente não quer ficar com o rabo preso com ninguém.
Então todo mundo que está aqui no podcast de alguma forma está trabalhando de Graça. Recebi um rate horroroso e aí fiquei, tipo, cara, como que eu respondo, respondo, não respondo, Apago, apago o post inteiro. E você com a sua audiência gigantesca? Com a galera que bebeu achocolatado de manhã ou outras situações você recebeu? É um hate grande aí nas suas últimas postagens, como que você lida com isso?
É tanto no lado marqueteiro da coisa de responder, apagar, ocultar como que você faz e no lado ser humano assim terapia cabeça mente como que você fica com essa história? Eu já comi tinha minha primeira Como Eu falei cobrindo direito humano, não é? E depois eu comecei como era um portal jurídico. Eu fiz a cobertura da Lava jato na época. Então naquela época eu. Eu eu já. É recebíamos, comecei a referir muito, hate assim, bem no início da da cobertura de Internet,
assim sabe? E. Então, no começo eu ficava um pouco um pouco mais chocado, assim, um pouco mais tocado, mas Hoje em dia te juro por Deus, eu cago para que as pessoas falam pra mim cago assim estou cagando, muito pelo contrário, ela comente mesmo aumente meu engajamento, entendeu? Estou cagando para vocês.
Claro que assim eu tento diferenciar qualquer rede e de que é uma pessoa que não sabe o que está ficando, porque muitas vezes essa a gente consegue capturar de volta, então principalmente quando eu tenho uma HIV, eu vejo que tem muitas pessoas que têm dúvidas legítimas e aí eu tenho todo o cuidado do mundo para responder Jesus, recebi uma Mensagem de uma menina falando que ela se preocupava com o meu conteúdo e porque tinha muitos homens héteros que tiravam a camisinha
e eu disse para ela. Uma coisa é uma coisa, outra coisa, outra coisa, tirar a camisinha é crime. Independente da situação, isso é importante a gente falar, mas a pessoa que ficou querendo tem o direito de contar e a gente não vai reforçar o estigma para proteger. É pessoas que vão passar por um crime, que isso que é uma coisa
diferente. Não importa essa pessoa que tem que vai ver ou não tirou a camisinha é crime, então eu tive muito cuidado de falar com ela e tal, mas o hate mesmo Eu Não estou cagando assim, não tirando o sono, não leva terapia, não, nada zero. Mesmo que a hora que as pessoas falam assim uma vez eu, eu já eu li um livro da. Como que é o nome dela, gente, ela fala sobre vulnerabilidade. Vocês sabem o nome? Dela a coragem de ser vulnerável, não. É outro nome, também muito bom
ou de ser. Imperfeito. Isso. É coragem de ser imperfeito, não é? Esqueci o nome dela? É Jane Brown, Jenny Brown. Eu acho que esse estilo péssimo do português, que parece uma alta ajuda tosco, mas é muito interessante porque ela também é pesquisadora e tal EE pesquisou sobre. Vulnerabilidade EE ela fala assim, cara, quem está jogando é. Tomate em você tá sujando, tá ali no campo de batalha, se não tá no campo de batalha, foda-se. Eu Não quero a opinião dessa
pessoa. Eu quero a opinião de quem está no campo de batalha, entendeu? Então assim, eu levo muito na boa, porque eu vejo aquelas pessoas estão ali comentando porque elas querem atacar o ódio mesmo, sabe e não vai me atingir. Eu nunca bloqueei ninguém. Nunca eu falo, fique aí consuma meu conteúdo. Quer comentar, comenta. Vai aumentar meu engajamento. A única vez que eu bloqueei foi recentemente que eu fui pra Botucatu. Gravei um vídeo com a minha mãe.
Ela falando sobre crep que uma é começou a Tomar PrEP, olha que Loucura uma mulher de 56 anos, hétero, começou a construir meus vídeos e começou a Tomar PrEP. O cara é solteira, ela trans e Mulheres transam quando tem 50 anos é e eu fiz um vídeo dela contando, né? E o vídeo bombou e aí tinha um, tinha um cara que comentava em todos os meus pontos, todos metendo o pau em mim. Aí ele comentou sobre a minha mãe, que é uma mulher linda. Conta essa velha caída sobre a
aparência da mãe típico, né? Ah, eu bloqueei ele porque tratou da minha mãe, não sobre mim. Aí é uma história, né? Aí eu bloqueei. Ele foi a única pessoa que eu bloqueei na vida, o resto nem aí comentem mesmo, entendeu? Engajam aumenta engajamento, o Instagram é entrega, Bora lá, mas é isso, eu diferencio hate de desinformação a desinformação eu tento acolher e entendeu fazer 11 trabalho legal o Rage caguei. Adorei adorei ou vamos para o último, vamos lá isso aí.
É dica para outros influenciadores, mas vai lá, vamos para o último quadro. Bora lá putz o último quadro é o meu case. Meu case. Nesse quadro você vai contar para gente algum projeto que você tocou que você toca que você está executando, que você tem orgulho assim, ser o bebezinho que você pega no Colo e fala assim, caramba, eu que fiz, Hein? Passei a noite em claro, mas valeu a pena. Conta aí Putin, o que que você conta de bom para a gente?
Qual que é o case do Coração? Gente, olha só. Eu, eu tenho um projeto que eu fiz ano passado, que foi muito impactante na minha vida. Bom, Como Eu disse para vocês, trabalhavam no fundo positivo e a gente fez um projeto em parceria com a Johnson de construir uma cartilha. Um livreto não é um livretinho assim, com 8 capítulos focado em saúde para as pessoas viverem com HIV. Então, nesse folheto foi um projeto que eu desenhei. Eu queria trazer nesse livreto, não é?
Eu queria trazer informações relevantes. Para as pessoas irem para alguém, ver como elas melhorarem a saúde dela. Mas de uma linguagem legal gostosa, entendeu? Então foi um desafio muito grande fazer aquilo que eu falei lá No No meio do Podcast falar de saúde de uma maneira interessante, sabe? Hoje, as pessoas já leem um pouco lê sobre saúde. Ainda foi um grande desafio. Eu passei um ano entrevistando. Médicos foram mais de 24 médicos entrevistados em um psicólogo.
É falando sobre saúde assim, né? Então, saúde mental, uso de droga, uso de álcool é qualidade do sono rins porque tem alguns medicamentos que atendiam rins fígado. Tudo ali que que poderia acontecer no tratamento e como melhorar aquela qualidade na saúde mental? Eu passei um ano escrevendo esse material. A gente imprimiu mais de 100000 exemplares e a gente distribui em toda a região do Brasil. Porque o fundo positivo, ele atende todas as regiões do Brasil, né?
Isso é uma quando a gente abre um edital. Isso é 11 obritoriedade. Todas as regiões do Brasil tem que ser atendidas. Então a gente mandou para as nossas organizações que apoiamos. São mais de 500 e elas entregaram na NOS postos de saúde. E o lançamento desse material foi no dia um de Dezembro agora e foi no dia que eu gravei um vídeo contando, publicizando que eu vivia com a gravidez. Então foi um dia muito especial, porque eu saí do armário.
Contei para o mundo que eu vivia com a gravidez. Nem a minha família sabia. Todo mundo ficou sabendo por esse vídeo. No mesmo dia em que eu fiz o lançamento no MASP dentro do MASP, desse material que eu passei um ano escrevendo e que a maioria só te falar. Então você vai te chorar de lembrar que foi distribuído em todo o Brasil. E aí os relatos das pessoas lá no Sertão, lá No No Oiapoque, lá no o relato das pessoas recebendo esse material e dizendo assim, Ai adorei.
Ou seja, pessoas que não têm acesso. À informação que a gente fica preso ao algoritmo que tem esse ponto também. A gente tem que voltar a falar como driblar o algoritmo, porque Se Eu faço um conteúdo para A Rede Social, fico muito dependente do algoritmo. A gente driblou fazendo o que imprimindo um projeto caríssimo, claro, né? Porque imprime tudo que impressa caro, mas que a gente consiga com a propriedade. Johnson driblar o algoritmo e chegar até as pessoas assim,
sabe? Então esse foi eu tenho orgulho gigantesco que o meu nome está rodando o Brasil todo nesse momento, através das mais de 100000 panfletos, é livretos. E que as pessoas estão me lendo, mas me lendo, indicando como elas terem uma saúde plena, vivendo com o vírus e, claro, eu estou ali falando, né? Entrevistando os médicos são 24 profissionais de saúde que emprestam seus conhecimentos. Os mais especialistas que existem.
Com esse com esse material e quem está ouvindo e não tem esse material e quer acessar esse conteúdo, é só digitar WW ponto positivo, ponto go org ponto BR, você vai enxergar lá e você vai ver. É vivendo, vivendo com a saúde das pessoas, vivendo com HIV, aí você clica, tem tudo lá. Que maravilhoso é realmente esse case, é incrível mesmo muito bom. Eu é assim, né? O Alexandre Putin é incrível, eu adorei, a gente poderia falar
mais umas 3 horas aqui. Você sabe aí agora eu acho que a gente precisa encerrar esse episódio. Eu estou muito feliz e as próximas horas a gente tem que marcar um encontro com calma. Se pode conhecer Roberto pessoalmente, um barzinho, uma coisinha. Entre nós, mas eu amei. O que é que você achou, Roberto? Cara foi incrível no NOS bastidores.
Aqui gente e a Camila a gente fica falando, Ah, puxa essa pergunta Kelly e tal no meio do caminho a gente falou assim, foda-se O Tempo, porque geralmente a gente tenta travar em 1 hora, Né? E aí dessa vez a gente falou, Ah, foda-se, vai passar e vai passar e vão embora. Deu vontade de fazer mais um Monte de pergunta em algum momento até abrir uma cerveja e ficar trocando essa ideia aqui já passou de meio-dia, já pode. E aí Senhor Alexandre Putin, o
que que você achou? Como é que foi esse esse papo aqui, essa Loucura? Gente, eu vou falar que assim eu tenho um grande problema disso. Assim as quando eu eu tenho uma palestra para dar uma empresa para 2000 pessoas semana que vem e eu tenho só 1 hora assim, Eu Estou Aqui me torturando como que eu vou fazer isso? Eu falo, falo como é falo para mais, mas eu adorei, foi incrível.
Eu espero que esse podcast atinja as pessoas que as pessoas possam ouvir sobre diversidade, sobre saúde, sobreviver com Hive, que as pessoas possam se tornar aliados dessas causas, que são várias, não só minha não, né das Mulheres, dos negros, das pessoas minorizadas mesmo, né que não são minorias, mas são. Então eu adorei poder falar, vocês são incríveis, ótimos, apresentadores, adorei o barulhinho da guitarra, guitarra não do sax.
Acho que vocês já estão preparados para fazer uma banda só de beatbox, igual aquelas freiras lá que viraram vieram. Eu acho, adorei muito. Obrigada pelo convite vida longa ao programa de vocês que possa ser assim ter muito mais conteúdo interessante para a gente aprender para a gente evoluir como ser humano. Muito obrigada mesmo. Eu tenho certeza quem ouviu até aqui valeu muito a pena uma super aula. É EE é, isso é uma grande inspiração de coragem pra pra qualquer área da nossa vida.
É então eu estou muito feliz com esse episódio. Muito obrigada. Eu, que agradeço gente, ó um beijo grande para vocês, viu? Valeu Alexandre Puti valeu Camila Eisengarti Galera Ficamos por Aqui sigam Alexandre lá nas redes sociais sigam a gente também beijo no Coração até o próximo episódio.
