#71 | João Marcelo Ferraz: Dados, UX e AI: construindo serviços públicos que funcionam - podcast episode cover

#71 | João Marcelo Ferraz: Dados, UX e AI: construindo serviços públicos que funcionam

Jun 24, 20251 hr 14 minSeason 7Ep. 71
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Episode description

Nosso convidado da semana é João Marcelo Ferraz, Head de Produto e UX da Prefeitura do Rio.


Com uma trajetória que cruza tecnologia, pesquisa, comunicação e gestão pública, João tem liderado projetos que desafiam a burocracia e aproximam o poder público das reais necessidades do cidadão.


Neste episódio, falamos sobre:

• O que significa, de verdade, fazer produto no setor público;

• Como unir dados, UX e IA para gerar impacto social; • Por que não dá para aplicar “pensamento mágico” quando se fala em IA;

• A importância da escuta em campo e os aprendizados mais inesperados;

• A diferença entre ideia e processo na construção de soluções; • Como lidar com governança, política e privacidade em produtos de alto impacto; • E por que a antropologia deveria ser disciplina obrigatória para quem trabalha com produto.


Um papo profundo, técnico e humano com um dos nomes mais respeitados do ecossistema de inovação pública no Brasil.


Ouça agora e compartilhe com quem trabalha (ou quer trabalhar) com tecnologia para o bem comum.

Transcript

Muito bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada, boa ressaca para vocês que beberam ontem à noite. Não sei se isso aconteceu com alguém aqui presente nesse bloco maravilhoso de Carnaval e calma. Aí acho que eu errei. E aí, dona Camila, como é que você tá? Olá, estou ótima, pronta, pronta para esse episódio. Pronta para esse episódio, gente, é assim, vocês são ouvintes assíduos, aí já vão conhecendo as nossas vidas e

tudo mais. Estávamos falando aqui no Behind the Sines, que pô, nunca entrevistamos ninguém do Carnaval. Com certeza já entrevistamos pessoas do Carnaval e a gente lembrou da Babi. Então já fica aí o Recurry Interm, vocês ouviram no episódio da Babi Bono na temporada passada. E Hoje estamos com o feríssima de 2 m e meio, João Marcelo Ferraz. Que honra receber você aqui, meu caro, seja muito bem-vindo. Muito obrigado. É uma honra para mim também como ouvinte assíduo do do programa

de vocês. E como, como colega, como companheiro, também estou feliz de imaginar aqui junto. Ai que demais gente, vocês já devem ter percebido por esse sotaque maravilhoso que aqui aterriza, então vou pedir para ele primeiro, fazer a audiodescrição dele, que eu acho que é importante para Acessibilidade de todo mundo e depois contágio. Quem que é o João assim, de onde veio? Dá uns 2 minutinhos aí para a galera entender o tamanho da força do nosso convidado dessa

semana. Eita Bora. Vamos lá é, então eu sou eu, sou um rapaz grande, corpulento. Barbudo é geralmente eu tenho um moicano, mas faz uns tempo. Eu tô trabalhando tanto que Eu Não estou retocando então. Meu cabelo está crescidinho do lado cabelo castanho escuro. Eu diria Hoje pela falta de sol que o solzinho ele fica mais claro. É se um rapaz branco do Brasil. EE eu tenho um óculos redondinho também.

Acho que é isso. Sobre minha carreira, cara, vou resumir aqui rapidinho, mas como todo mundo da minha geração que trabalha com UX. É eu mudei de carreira porque ninguém da minha idade pensava em ser o ex. Quando era adolescente isso não existia certo, inclusive quando comecei a trabalhar, me chamavam de arquiteto de informação. Depois me chamaram de designer de interação, depois me chamaram de UX designer e às vezes me chamam de product designer também. Então essas coisas vão mudando.

Eu faço as mesmas coisas. Mas eu, eu sou formado em comunicação. Tenho especialização em design de interação e interface. Tem um mestrado em ciência da computação, então fui para as exatas de um mestrado e concluí o doutorado ano passado em comunicação, eu voltei para comunicação para escrever uma tese onde eu aglutinasse tudo o que eu aprendi com o design e com computação na minha área.

De origem, eu achava que era uma forma de eu contribuir legal para o lugar de onde eu vim academicamente assim, mas isso aí sempre foi um Side Quest mim. Eu Não me considero um cara acadêmico. Eu sou um cara que só que pô, Se Eu vou estudar em casa, poder estudar na universidade também acabei fazendo mestrado Dourado. Mas eu trabalho com UX, eu

trabalho com design, aí eu almoço. 20 e poucos anos eu trabalho com UX desde 2011. OK eu hiper foquei No No UXUI essas partes assim mesmo eu sou professor de cursos de UXUI na Alemanha e nos Estados Unidos na Alemanha. Eu dou aula no Carnier Foundry há 5 anos e pouco nos Estados Unidos. O dólar no design lab e há 4 anos EE meio mais ou menos EUXYI feigman avançado essas coisas assim, muito de aluno, experiência, massa também da

aula. E Hoje eu sou o head de UXE, produto da prefeitura do Rio de Janeiro. Não é que eu trabalho na prefeitura? Há 2 anos eu fiz um projeto que ficou conhecido em Recife, que é o conecta Recife foi o ex-designer, gestor de produto desse desse projeto, e aí isso foi o que acabou me trazendo aqui pro pro Rio de Janeiro. Acho que é isso foi o meu tempo. Ó foi muito bom, dava daria para fazer só um episódio de Figman, Né João? Varia.

Olha gente, eu estou muito feliz porque o João é um querido, já é um amigo há um tempo é se não é o primeiro, né que a gente lembrou do episódio da Bob Bono, certamente é o primeiro trompetista e além disso tudo o que ele falou, ele mantém o SHAPE em dia e toca muito bem. Então assim não sei nem que horas o João dorme, mas vamos. Vamos tentar descobrir aqui tenho muitas perguntas. E o Tema da nossa semana, Né? Acho que o Roberto não falou. Falou por alto, Né?

Que é dadas o ex EAI construindo serviços públicos que funcionam. Então assim, muita coisa para falar. Muita coisa legal é, estou animadíssima e estou muito feliz que o João Topou o nosso papo porque além disso tudo e de amigo, ele é um ouvinte, então ele tem referências e citações e ele dá feedback dos episódios. Eu adoro, a gente sempre consegue um tempinho para falar um pouco.

É sobre o groove com hack e eu fico muito feliz de ter assim um amigo que curte e que escuta e que comenta, eu adoro. E eu já vou começar lançando a pedrada aqui, João, que eu estou muito curioso que você falou caraca trabalhando, prefeitura. Eu fico pensando no tamanho do desafio disso. E você está liderando esse desafio? Mega complexo, né? De criar produto para o serviço Público, eu imagino. É. Possíveis burocracias EE entraves que você vai

encontrando pelo caminho. Como é que que está sendo essa história de transformar essa experiência do cidadão? Sem que a burocracia paralise a inovação, pelo contrário, né? Você está numa área e você está numa frente que está sendo incentivado a inovar. De burocratizar otimizar esses fluxos conta para gente, aí eu estou bem curioso com esse assunto. Maravilha. Eu diria primeiramente, antes de tudo, dizer que. A gente está liderando o time que eu faço parte está

liderando. A gente tem um time muito bom. Isso foi uma coisa assim, muito especial que está acontecendo aqui na prefeitura do Rio de Janeiro. Assim, realmente pessoal teve AA inteligência de puxar uma galera boa do mercado. É é difícil, mas a gente aos poucos foram é se formando um time, né? Eu Não fui o primeiro nisso aí. É, e aí eu fui chamado para coordenar essa parte de UE si produto.

Que enfim, acho que é um. Acho que bati o dinheiro da inteligência, mesmo da gestão de ter feito 11 time independente. Para desenvolver isso, porque a gente funciona muito. Como uma startup com a velocidade de startup, a gente entrega as coisas muito rápido, certo? Então, por exemplo, já teve um momento que houve uma necessidade da guarda Municipal para um aplicativo específico e tal que foi pedido para a gente na terça-feira, a gente entregou na sexta. Certo, aí você vai perguntar,

teve teste de usabilidade? Não, não teve nesse aí, não teve. Era uma questão específica. Depende do caso, então isso. Aí começa quebrando a ideia que tudo é muito lento, muito difícil, muito complicado e empoeirado, né? Não, essa é tão. Chocada terça para sexta, eu estou chocada. É exatamente. Então assim, às vezes rola isso. A gente tem um time muito competente, muito, muito engajado, sabe assim. Cara o time mais legal que eu já trabalhei na minha vida assim, certo?

É massa como a gente é entrosado e aí e tudo muito horizontal, né? Desde Sei Lá, eu sou Red, mas a gente é assim, tudo é muito horizontal. Isso é muito legal. É se você olhar todo mundo conversando na mesa, você não, você não consegue perceber a hierarquia. Saca eu acho isso fundamental, né? É, mas está sobre esse desafio? De criar produto no setor Público primeiro que. Existe burocracia e burocracia está aí é na realidade, então

assim não adianta chorar. É tentar entender EE ver as necessidades reais assim, tipo a às vezes a gente consegue. Reavaliar certas burocracias e pular certas etapas, certo? Aí a gente como gente de tecnologia, a gente aqui justamente para as vezes conseguir pular esse obstáculo

com tecnologia mesmo. Mas há outras burocracias que são importantes, que tem a ver com governança do dos produtos, porque tem coisas que a gente lança que mexe um pouco com a Secretaria de Saúde e um pouco com a de educação, com a Juventude, certo? Com a Secretaria de pessoa com Deficiência. E aí a gente tem que amarrar

isso tudo muito bem, né? Então, um dos trabalhos que eu tenho é. Alinhar as coisas com as secretarias também, então eu eu tenho um, eu tenho 11 papel, um pouquinho de marqueteiro dos nossos próprios produtos também, sabe? Chego lá com um slide bonito, faço aquela apresentação engajante. Certo aí OOO designer de comunicador fala alto também. Né exato exato exatamente e é. Esse e faz toda a diferença. Eu imagino, né, chegar com alguma coisa bonitinha.

Explicar não, claro, não é uma coisa que eu falo para o pessoal. É o seguinte, eu explico um pouquinho a ideia, mas eu quero mostrar a cara do produto. Mais rápido possível, então assim, eu explico um pouco. A ideia depois mostra a cara para e eu sempre falo assim, cara, eu estou ó isso aqui ainda é um protótipo isso aqui ainda é um teste conceitual tal, mas eu estou mostrando isso aqui pra gente sonhar junto e eu sempre falo, isso é pra gente.

Sonhar junto, Né? Então eu quero assim quando você estiver num tempo LIVRE e deitado na rede, olhando para cima e está lá uma ideia, sabe assim eu quero, eu quero entregar insumos para vocês pensarem com a gente, então eu sempre tento trazer. As secretarias para junto, né? Como Eu trabalhei muito tempo como consultor de outras empresas, então era sempre esse cara que caía que nem um

extraterrestre na empresa. Eu aprendi a lidar muito bem com as pessoas assim EE saber conectar os pontos, né? O profissionalmente também eu sempre me eu acho que sempre fui percebido como um designer que lida muito bem com o pessoal de negócios e lida muito bem com o pessoal de tecnologia. Certo, e às vezes tem uma umas briguinhas, às vezes entre design e tecnologia que nunca tive isso, certo?

Então isso aí. Não, não parece fácil, mas não é faz um papel de tradução, né tradutor ali dessas áreas, Né EEE pacificador. Exatamente e aí, mas a parada essa tipo eu falo pessoal. Eu sempre tento entrar na conversa para criar 111 Win Win Game, Né? 11 jogo aqui que todo mundo vai sair sorrindo e tal e quem perder alguma coisa que seja perder a justificada e que a pessoa entenda porquê. Né assim, acho que é meio isso.

Então tem essa questão de mediação EE assim, isso é fundamental para mim como consultor, porque vê só. Eu consegui trabalho em várias empresas porque eu estava sendo indicado por um desenvolvedor. Porque chega o cara da empresa e fala assim, estamos precisando de de de um cabra de um x aqui para fazer um negócio, vamos contratar um consultor, aí os

Designers tudo levanta a mão. Eu tenho um amigo para recomendar aí um desenvolvedor levanta e fala, eu também tenho um designer para recomendar, sabe? Já rolou momentos assim que eu aí o cara pega e fala assim espera aí eu quero conhecer o designer que eu o desenvolvedor está recomendando antes, não é porque já se sabe que tem essa ponte meio complicada entre essas esses 2 pólos. Então eu, eu já eu por comentários dos outros. Eu sei que eu fui percebido como uma pessoa que facilita muito

essa entrega. Essa comunicação entre a ideia e a e a produção, né? Bem, eu já eu tenho diversei um pouco aqui, mas acho que isso explica um pouco qual é a minha postura perante a burocracia, então assim a gente. Em termos de governança. A gente tem que fazer alinhamentos, a gente eu tento também transformar esses alinhamentos em rabiscos, em listagens, em Wid frames o mais rápido possível. Então assim, uma coisa que eu aprendi, eu era organizador do. Ai meu Deus.

Global Service Jam lá de Recife fiz 3 anos lá que é um evento lá da Holanda e uma coisa que eu aprendi com o pessoal lá da Holanda sobre isso é que tipo assim, designer, isso pode ser para todo mundo, tá? Mas enfim era um papo de Designers, né que o designer está aqui para materializar as coisas, certo? Então assim Se Eu boto 5 pessoas numa mesa? E digo para fazer o design de alguma coisa. Em 10 minutos depois, nada mudou

na mesa. As pessoas só falaram, então o design não houve se tiver pelo menos 2 post-it com a palavrinha escrita, ele já começou alguma coisa, então você tem que materializar, né? É que é tipo, aí eu tento trazer as pessoas que estão ao redor do projeto para esse lado também um pouco para eles se sentirem participando um pouco de de sabe. Então que é uma coisa que falo muito meus alunos quando eu estou, você tem que tirar as coisas da sua cabeça. Rabisque até você não estar

pensando em nada. Até se não tiver ideia nenhuma, rabisque escreva, faça a lista aponte setas aí, depois você vai olhar o que saiu de você que não está mais em você é uma outra coisa e você cria uma relação, uma relação dialógica com aquilo. Você olha aquilo e começa a pensar sobre aquilo que você jogou para fora. Aí mais coisas virão, né? Então eu tenho que trazer esse processo meio. Playfull né meu meio brincante mesmo um pouco pra. Pra isso e enfim EEEE eu acho

que o fundamental, né? Transformar todas as um grande desafio, transformar todas as reuniões burocráticas em momentos agradáveis. É aquelas aquelas, principalmente aquelas né, que poderiam ser um e-mail, transformar isso numa coisa legal e que todo mundo está engajado e participando. Não, não é tão tranquilo, né? É assim uma coisa que eu tenho que fazer antes de marcar uma reunião é que assim tem tem reunião que tem que estar.

Às vezes tem até um pouco de beija-mão ali, às vezes tem que ter está, mas o que eu tento fazer muitas vezes é tipo antes da reunião. Eu tenho uma listagem dos tópicos. Ainda na Mensagem aqui no e-mail ainda ou no WhatsApp? Que aí a gente todo mundo já chega. Preparado mesmo, né? Isso faz muita diferença. É, e aí você vê também, se tem algum tópico que realmente precisa de um diálogo, né?

Que eu PA algumas questões de diálogo é fundamental, é muito importante mesmo e tem certas coisas que eu quero tratar às vezes com uma pessoa, Sei Lá, um time muito importante da prefeitura, que tem um produto muito complicado, que a gente tá querendo integrar. Cara eu quero estar na mesa da Galera negociando e conversando, olhando o rosto deles. Eu preciso muito desse feedback físico deles, porque vai ser uma negociação complicada, tá? EE João, por falar nisso, como é

que faz essa? Como você consegue integrar todas essas áreas, essas secretarias, essas ideias? Para materializar algo que pode se antecipar as necessidades, né da população e de do do Usuário final, né? Do que você está construindo? E então Hoje em dia os produtos da gente são. Muito baseados em inteligência artificial, a gente tem muita coisa nova para sair agora final

desse semestre. É, acho que daqui para quando sair o episódio já vai ter uma coisa lançada, mas a gente tem um umas coisas bem robustas aí para a partir de Agosto. Que a gente está trabalhando muito com. Agentes verticais, né de inteligência artificial para diminuir a alucinação. A gente tem esses agentes que trabalham com coisinhas específicas e a gente tem um agente moderador que escolhe para qual agente vai mandar o processo decisório, certo? E é interesse nosso que isso

esteja na mão do cidadão. Né que que eles possam utilizar desse cérebro também, porque uma coisa importante que a gente está fazendo. É o que a gente está fazendo alguns anos. É primeiro o nosso time começou há 4 anos atrás. Um grande saneamento dos dados da prefeitura. E organizou um data Lake, certo, data Lake é uma estrutura que. Ele suga informações relevantes da prefeitura como um todo, centraliza num lugar.

É e aí as outras? As secretarias podem ser reutilizar desse grande banco de dados que a gente tem. Isso aí foi fundamental para a gente começar a pensar os produtos que a gente pensa Hoje, porque antes os dados não. Os dados estavam separados entre as secretarias, isso não tinham integração que a gente fez esse trabalho de de integrar, né? Que eu acho que esse foi o primeiro passo. É e aí? A partir do.

A partir daí a gente começou AAA gente começou a desenvolver esses produtos, que tem muita ia para poder interpretar esses dados, reorganizar esses dados, pensar os outros esses dados. É para você ver cara. Essa gente tem 1111 portfólio muito grande de de produtos diferentes, né? Ele vem desde produto de. Software de predição climática, que é uma parceria que a gente tem com o Google. A gente usa o satélite da NASA também. O pessoal do Internet? Claro.

Lá que é quase matou todo mundo do Coração se teve culpa João. Não, não tive, não tive, não tive. Não, não tive, não sei, eu sei que. Não, isso aí foi o pessoal do do operacional. Não, isso é isso, é um só. Existe todo mundo que mora no Rio de Janeiro, né? Vai reconhecer isso pelo menos.

Não, não, não foi com a gente, não, gente, mas a gente tem esse esse software de proteção climática que o pessoal do inpa e do LNCC também são cientistas matemáticos ajudaram a gente a desenvolver os modelos matemáticos para interpretação de múltiplos dados que a gente tava usando pluviômetro, mas. Radar meteorológico, mais satélite e tal, então. Um Monte deidade, vindo um Monte de lugar diferente.

É a gente tem o chat bota. A prefeitura tem tem o que está funcionando Hoje. Ele é sabidinho, mas a gente vai lançar um super inteligente depois, né? Super inteligente é muito bom e. É é. Tem alguém com um sotaque desse e com palavras novas. É bom demais aqui no podcast. A gente está tão concentrada, né? Tipo o Sudeste, então eu fico muito. Feliz. Da. Gente. Abra ele já. Soltou ele como ele soltou o

cabra, eu já pensei nisso. Eu adorei eu adorei vai João foi mal é. Assim, eu estou com um sotaque recém-renovado, né? Porque eu cheguei de Recife, segunda-feira. Aí é danado mesmo. Mas aí a gente tem um cara com esse projeto muito legal. Eu vou chegar no final da resposta da questão do da trama. Assim a gente tem um. A gente desenvolveu o histórico clínico integrado aqui na prefeitura, na aqui na cidade do Rio de Janeiro. O que é isso, cara?

É um é um produto que ele aglutina todas as informações clínicas, todas as informações médicas do cidadão na esfera pública. Certo? Não se tinha isso antes. Assim, o hospital x tinha o seu histórico lá, certo? Mas agora se você. Pô qualquer pessoa de qualquer um pra você mudar de se você mudar de bairro e for para uma UPA nova e tal. Não sei o quê ele vai ter esses dados integrados.

Então, se você fala assim, tô com dor de cabeça e o médico escrever cabeça, vai aparecer os cargos de todas as vezes que foi citado cabeça em qualquer encontro que você teve com a rede pública, inclusive, Você pode ver o resultado do seu exame de ressonância magnética de 2017, dizendo assim, Ah, não tu fez uma ressonância aqui, não tinha nada. Sabe assim não. É isso é um impacto tremendo, né? É é tipo e tudo isso parte ali desse projeto que a gente tinha de anos antes de.

Integrar os dados? Primeiro, não adianta assim, isso foi fundamental, integrou-se os dados, saneou-se os dados. Daí a gente começou a integrar esses dados a produtos que que viram uma coisa, né? Ele começou a dar sentido a esses dados, transformando-os em em produtos, né? E a mesma coisa. AA Cívitas, que é um que é um é um produto meio famosinho, tá saiu até No No Google cloud no site do Google cloud.

Como exemplo, alguns produtos da gente saíram no site do Google cloud como exemplo de. De uso de bom uso do Germinai EEEE do e da forma como a gente usa o próprio histórias deles também. É faz um circo digital. Que você pode colocar placas de interesse? E ele fica rastreando a placa certo?

Aí pode fazer até por correlação, por exemplo, tipo eu vejo uma placa que está passando num lugar específico EE ele consegue, correlaciona com todas as outras placas que estão lá para tentar querer ver se tem um recorrência. Coisa assim, sabe? É enfim que a gente usa pra dar apoio ao Governo do Estado também em relação à questão de

segurança pública e tal, né? Mas aí assim todo esse momento, isso aí são produtos do ano passado até o ano passado que você pode ver que são produtos internos os meteorologistas. Para a segurança pública e pública é tudo coisa interna para os médicos e enfermeiros, né?

E agora esse ano a gente está nesse outro momento que é realmente se virar mais b to c nesse caso assim de to citson para o cidadão e. Entregar produtos na mão das pessoas a gente está nesse esforço de pegar toda essa massa, cuidados que a gente já tem e transformar em produtos utilizáveis para para as pessoas agora utilizar de forma fácil. Agora a questão é o seguinte, a gente não consegue pegar a prefeitura toda e transformar nessa coisa fácil?

De uma vez, certo? Então a gente optou por um processo aí, então já é uma decisão de gestão do produto é que é lançar um produto que ele é uma no começo ele vai ser 95%, um link tree bonito para os lugares que já se tem. Mais um pedacinho dele já vai ser uma coisa integrada e aos poucos a gente vai integrando essas coisas e vai tombando. Oo antigo, Né? A gente vai renovando. A nossa ideia de approach assim para essa esse novo momento da prefeitura. Cara, eu tenho um passeio danado

e você Se Eu me perdi, não é? Não, mas muito bacana, muita coisa muito, muito. Interessante e que eu acho que assim o Usuário não tem a menor ideia, né? De todo esse processo de quantos dados e como organizar esses dados e o que fazer com esses dados? É ou vou fugir protocolo aqui e já vou começar com um quadro que geralmente a gente estaca lá no meio, mas como nossa Queridíssima corox. Aqui, Camila fez aniversário ontem e ela ainda está meio ressaqueada, meio baleada.

Eu já quero botar ela na fogueira ao vivo. Então eu vou puxar o quadro que eu pergunte aos hosts. Eu pensei em algumas possibilidades. É, eu acho que eu vou puxar um pouco para a minha área de de UX assim que. A relação com um usuário é muito importante, Como Eu falei antes do produto que a gente não fez. Testes da bidaninada para coisa interna.

Mas se a gente sempre tenta fazer entrevistas, estar perto das pessoas e tal a gente se imune de dados quantitativos que a prefeitura tem sobrando para se informar e chegar junto das pessoas para entender. O que se passa realmente não é só perto do fenômeno que a gente entende melhor. E aí a minha pergunta, ela é mais? Sobre como é que a tua perspetiva?

Você pensando assim, nesse nesse pensamento em marketing e de growth, que às vezes é muito ligado aos números, embora trate com pessoas que são muito ligadas aos números, mas o que é que essas áreas poderiam aprender mais com uma proximidade maior com o usuário, com o pé no chão, com o ambiente, né? E assim, até porque eu eu conheço a área, vou trabalhar na grande área assim, mas especificamente. Numa área de me expertise, então, de repente tu pode até me mostrar alguns canos aí que eu

desconheço. Olha achei muito legal, porque isso é Tema da nossa semana de trabalho aqui na consultoria do grupo com Hacke eu e o Roberto, também do nosso histórico profissional. A gente defende muito pesquisa e aí a gente teve um cliente que a gente conversou sobre isso essa semana e eu gosto muito de pesquisa e de validar com o usuário final, porque nem sempre eu estou trabalhando. Para um produto que eu sou consumidora ou que eu entendo ou né? Alguma coisa assim ou muitas

vezes eu até sou consumidor. Eu tenho uma ideia ótima e aí quando eu vou validar? Ela não é, as pessoas não entendem tudo todo o meu racional ali no processo, mesmo de comunicação, né? O que eu planejei? E aí eu acho que sim. Quando você tem essa oportunidade de testar. Te abre muitas possibilidades e te dá muita informação valiosa, porque não adianta nada você ter um produto, uma ideia fantástica assim.

Ninguém entende se ninguém usa, se ele não serve e assim se você consegue fazer isso ao longo do processo, não é porque não adianta você lançar. E aí depois você descobrir que não funciona, porque aí é um retrabalho, não é? Então eu sempre tive assim desde o início da minha carreira. Eu acho que eu tive sorte de de trabalhar em lugares que gostavam, né? Que topavam.

É isso de validar ideias, então sempre trabalhei com pesquisa, sempre gostei, já conduzi algumas pesquisas e a grande maioria das vezes assim Eu Não estou lembrando de nenhuma que a minha ideia foi tipo ou que OA maioria concordou, sabe? Então é muito legal para você ver que cara você não é nada, sabe, você só acha ali, você tem uma, você começa com uma prepotência, né? De saber. Coisas e a pesquisou normalmente. Timóteo é que não é bem assim ou que não é 100% da forma que ser

achava. E aí eu acho que isso você tem um tempo, né? Que você precisa dedicar a pesquisa, tem metodologia, você tem que seguir algumas coisas que levam tempo e tem custo também, mas que são muito importantes para o longo prazo e para para a saúde do do. Do produto do serviço que você está lançando, né? Então acho esse Tema era é o nosso Tema da semana EE é uma coisa que é o longo da minha carreira.

Eu sempre defendi. A gente teve episódio, inclusive recém lançado com João Gonçalves maravilhoso que trabalhou comigo e com a Camila. E nesse episódio a gente fala da temática de pesquisa, principalmente da campanha das cabeças lá, campanha do bom negócio primeiro episódio, o primeiro comercial foi com a narcisa e quando caiu aquele roteiro para a gente foi tipo assim, meu Deus do céu, que desespero uma cabeça surgindo na hora que o casal desliga para ir

dormir. Isso é um filme de terror, isso vai dar errado e era o famoso, nem precisa levar para pesquisa, vai perder com certeza ganhou de lavada então. É muito bom quando a gente é desbancado das nossas certezas na pesquisa eu adoro. Esse exemplo é muito bom porque a gente testou as ideias antes e depois que elas foram ao ar também. Então a gente teve todo o processo de criação. Foi baseado em pesquisa com com

usuários. Foi muito bacana e acho que isso também é uma parte importante de explicar. O sucesso é antigo é lá de 2014, mas né? Foi a foi eleita a melhor campanha do ano por vários veículos e tal. E aí eu acho que assim pesquisa é super importante. Sim foi uma das coisas assim que eu aprendi. No começo do EU, mas eu aprendi.

A não me apegar minhas ideias? Eu sou muito desapegado às minhas ideias, tá ligado assim Se Eu Se Eu estou vendo os números e é outra coisa, Se Eu estou ou ou às vezes até também 11 time de experts e na Mesa às vezes tem tem 11 dado aqui uma coisa que que na argumentação você vê que você estava vendo de uma forma errada, estava vendo da melhor forma assim eu desapego logo assim eu sou eu, sou muito animado com o processo, eu falo isso muito, muito, muito com meus alunos

assim. Não se apaixone pelas suas ideias, se apaixone pelo seu, pelo processo. Se apaixone pela sua capacidade de se reinventar nas coisas, tá ligado e não de se apegar a uma coisa que você pensou semana passada e você está abraçado nela e o mundo está mudando. As coisas estão acontecendo, a gente assim, o time está se informando melhor, está dizendo para você que não é daquele jeito mais ou menos, né? Então acho que esse desapego é é

fundamental. Boa e tem alguma pedrada pra mim aí João ou ficou só nessa da Camila. Ah cara eu, eu eu tinha uma pergunta, mas eu acho que Camila no final ela ela deu o exemplo. Ela deu o exemplo que o Isaac. Chaves tá ótimo, tá tudo certo. Passou um pano pra mim seguimos. Muito bom, Hein? Escapou. Mas é assim. Você falou um ponto, João, muito importante assim e pra mim acho que tem que ser um lembrete diário sabe não se apaixone, sabe?

É uma coisa passional mesmo. A gente não se apaixonar pela ideia, porque é isso aí, a gente fica cego naquilo e não percebe que talvez não é a não seja a melhor ideia, não é a que funciona e aí e acho que isso tem uma coisa de startup, né que exige essa agilidade. Se você fica apaixonado e preso ali numa ideia nossa, você atrapalha o processo, né? Você atrapalha em todo o resto, então assim, isso aqui é grande.

Aspas. É é nessa, eu acho que tanto no mestrado quanto no doutorado, eu tive que aprender isso também a Duras-fenas de outra forma. Mas aí você começa com a hipótese lá. Depois você leva um xablau, você começa a estudar melhor e já viu que já viu que isso já foi resolvido. Isso já foi debatido, aí muda um pouco. Né é. Porque assim, a área acadêmica a galera também é na hora de deidade e a galera dá-lhe né? Assim na hora de criticar a revisão dos pares. É pesado.

Agora sem pena sem pena. É EE. João, é você puxando, né? Um pouco até dessa pergunta. É qual foi o Insight? Assim, você lembra de alguma coisa super inesperada que surgiu e que vocês aplicaram de uma de algo que vocês ouviram do usuário final na rua? Alguma pesquisa, alguma coisa assim? Teve algum insight que marcante que você pode compartilhar pra gente? Sim assim, mas sempre tem aquela coisa de você. O histórico clínico integrado mesmo a gente saber qual eram as informações.

A gente organizou a interface de um jeito. E aí depois, quando a gente se aproximou do pessoal, porque a gente tinha feito as entrevistas e fez AA 11 base de interface. No are framing mas depois a gente foi para campo para ver como o pessoal trabalhava. E aí, pela forma como ele trabalhava como a ordem das coisas, a gente via que a gente ia estar, data, trabalho, a gente ia aumentar. O Tempo de rolagem da pessoa no software pela forma que a gente

tinha diagramado. A tela, por exemplo, pela própria forma como os os profissionais procediam no atendimento certo. E Eu Não quero Oo médico subindo e descendo, por exemplo, isso é uma coisa muito simples, muito simples, mas assim na lógica da entrevista, fazia sentido na lógica da operação, mesmo não, não era daquele jeito. Muito simples que a gente fez e tal, mas eu acho que isso

ilustra um pouco, né? Ou meio, eu tenho coisas do tipo assim, pô, é às vezes internamente pra 11 órgão como a Comlurb. Eles têm um serviço chamado moção de entulho e bens inservíveis. Espera aí, irmão, eu vou jogar isso na cara do cidadão velho está ligado, então assim, se isso é internamente, beleza e tal, o Ticket para você pode chegar desse jeito, mas a forma de comunicar com o cidadão a gente tem que refinar isso, né? Então assim tem essas coisas, a gente olhar.

O cara está vendo o menu e não está entendendo o que que é isso aqui tá ligado, tem que saber fazer essa tradução, né? É mais uma coisa que uma história que eu acho. Legal Ah, eu acho que eu já tenho, eu acho que eu estou entrando isso ajusta já Oh pai então segura. É segura aí que eu já estou segurando segura para puxar

esse. E. Aí, João conta para gente, qual que é o seu momento, sai justa aquele que você fez uma cagada ou alguém do seu time ou você participou dessa cagada coletiva e corrigiu, não corrigiu. Como é que foi? Cara há assim. Tá eu acho que primeiramente. Um bom processo de UX bem feito. Ele faz com que essa ajusta não saia do lançamento. Não sai no lançamento, mas isso não quer dizer que você não passe vergonha internamente pro seu time, né?

Então assim eu tenho. Eu tenho um o exemplo principal, achei nem tão divertido não, tá, mas. OA gente estava No No César, estava lá em Recife e aí a gente Sei Lá dormir 2012. Normalmente eu só viu quando tem nada de divertido. É só depois para os outros e para a gente que está vivendo. Não tem nada de. Divertido é que acho que para quem ouvir não vai ser tão não vai parecer tão traumático, não, mas a gente. É porque você está ancorando no da vivi no episódio da vivi.

Né? Justa essa história desse. Programa eu estava falando mais cedo que eu tive arrepio ouvindo meu Deus. Mas assim. É o cara aí vamos lá, né? Desapegar de ideia também a gente vai chegar nesse ponto, mas eu. Eu demorei um tempinho para largar. O Se Eu for para tá então assim grosseiramente Se Eu for para escolher entre o Belo e o funcional vão funcionar, tá? É assim é. Eu sou contratado para isso. Essa é minha postura profissional, né?

Houve uma época que eu ainda estava um pouco ligado ao estilizado, ao ao Belo e talvez produtos que não me coubessem, então. É, eu lembro que a gente fez. Uma biblioteca de ícones maravilhosas, com um produto que ia crescer muito. Durante a construção do MVP, aí veio que é erro de ordem de coisas também que a gente tava pirando em fazer ícone de coisa que ia ser lançado dali a um ano. Tipo assim, não precisava, né? Aí podia ter aí podia ter feito só os 4 ícones que ia sair no

MVPE fazendo os outros. Depois não a gente gastou um tempo nisso dizendo para o Chefe estamos trabalhando, a gente estava perdendo tempo, na verdade. Está trabalhando errado. É, e aí está, estava lá nossos ícones bonitos e tal No No protótipo do MVMVP, não acho que a gente botou uns 8 ícones, mas a gente fez uns 35, tá uns 30 pessoas. Aí todo mundo no escritório achando bonito a galera assim, falou meu irmão. A galera vai pirar. Quando olhar isso fica foda

demais do caralho. Falei porra isso aí isso aí. Meu Deus ai gente se. Emocionaram, se emocionaram. Caralho meu não muito, muito. Bem, né? Os ícones estavam lá, estava tudo dado. A gente sabia que o ícone era golaço. A nossa tecnologia, que já era um golzão. Agora vamos fazer teste de de de usabilidade para ver a funcionalidade do Aplicativo, Né? Bora? Bora pronto? Nenhum usuário conseguiu entender nossos ícones direito. 00 pessoas. No nível do tipo é invalidar o

teste, responde. E validar o teste de usabilidade. Porque os ícones estavam atrapalhando o próprio procedimento. Não, não deu pra checar. Se o fluxo das páginas estava bom. Porque a galera não tava entendendo os ícones direito. Travava NOS ícones, não conseguia nem. Pagar e cara a galera já não entendia aí aí pra gente pra assim, tipo assim, tentar testar a galera ainda falava, não tá bom pra isso aí que você tá

querendo? É aquele botão ali, mas esse já tá interferindo demais no teste de habilidade aí meu irmão. Perdeu um dia, a gente teve que refazer o negócio todo assim back to basic back to basic assim e é foi bem. Eu me lembro que no dia eu me senti bem derrotado. Mas aprendeu um Monte, né? Aprendi um Monte é assim a cara do meu chefe olhando para mim foi. É foi de deceção. Mas eu entendi.

Assim, eu entendo que ele aprendeu algo também que ela é tipo assim era pra ter parado esses Boy era pra eu ter parado esses meninos antes, não é? Não era pra ter ele deixou também, né? Ele deixou, mas estava eu lá menino olhando Pra Ele eita. Tá tá bonito né valia um. Quadro pena no Pavão, né? Botando um Monte de pena nova no Pavão. É exatamente. Caraca adorei. Ai ai muito bom gostei gostei desse site justa que é um site justa que não foi pro ar, mas

que trouxe conhecimento. João me conta o seguinte, a gente falou um pouquinho de AI no início aqui do do episódio e uma temática que volta sempre é sobre ética, né? Nesse assunto de AI. Porque acaba que a gente vive numa sociedade totalmente desigual e a gente fica replicando isso e muitas vezes a gente vê os algoritmos e as EAS replicando isso constantemente. É como qual que é a sua Visão

para tentar. Diminuir, reduzir ou evoluir esse assunto é num cenário tão complexo aí de AE IAS desiguais que a gente está vendo evoluindo aí pelo caminho. Massa ficar primeiramente, eu acho que deveria haver mais transparência antes de tudo, né? Porque a gente não tem muita noção. Eu, eu sei que é em termos de LLM é de até certo nível. É difícil ter certas transparências que a gente não consegue. É é difícil você entender o core de um LLM, né? Porque elas são auto geradas também, né?

Então não sei se já viram Como É Que É, mas assim a parada é que o ser humano não vai fazer daquele jeito, tá ligado, é muito difícil de compreender como estrutura algoritmica mesmo, né? Que é aí que NOS traz uma camada de incerteza também porque o input output com LLM é uma coisa muito. É muito perto do mágico, inclusive, né que é uma crítica que eu tenho. Como as pessoas estão tendo um raciocínio mágico sobre LLM também esquecer do que é que ela é realmente e achar que sabe

assim. Chegar para LME fala assim atue como um investidor de Wall Street com 30 anos de experiência. Por que 30 anos? Por que não 1000 anos? Certo, sabe assim por que não? Tipo assim você entra numa numa parada que é da poesis. Na verdade, o pessoal tá tendo uma interpretação poética da tecnologia. E não a interpretação da práxis. Vamos dizer assim, não é a interpretação mais prática de de

Como Ela É neutra. Tá então assim, em termos de arquitetura de produtos, é fundamental ter uma camada. De de vamos dizer vigilância desse outro. Preocupação que a gente tem, então assim a gente com a prefeitura, a gente tem que. Como está falando a gente dos agentes verticais, não é? Então na ponta vai ter algum agente que vai verificar certas questões que a gente sabe que não pode sair do como output da prefeitura, né? Vai tentar filtrar isso, mas como sociedade, como um todo.

Assim, eu pessoalmente a gente que a gente tem que se defender bastante do do. Do. Da forma como as coisas estão sendo levadas agora assim, principalmente com com redes sociais. E há se retroalimentando, né? Que você vê que Hoje em dia rede social é ir alimentando? E há e tal as coisas acabam ficando sem sem. Consistência Eu Acredito que eu, como produtor de de produtos tecnológicos, eu tenho e qualquer empresa devia ter a obrigação de.

Não só pensar a construção de de a para resolver o problema entre aspas, mas tem que ter uma verificação e a responsabilização em relação a esse output, mas a gente como sociedade, a gente deveria exigir mais transparência das empresas. E eu acho que o Governo deveria ser mais incisivo nisso. Está, por exemplo, tem todo um movimento. Que eu acho interessantíssimo.

De. Fazer com que as empresas estão conversando também antiga, mas eu acho que é pouco falada de em vez de, por exemplo, os perfis dos usuários brasileiros que estão no Facebook. Por exemplo, existe Facebook, não é Facebook? Instagram, eles estão. No data warehouse fora já nos Estados Unidos, na Finlândia, seja onde for que eles deveriam estar aqui. Certo tipo assim, haver um controle pelo hardware também, que é o que daria um pouco mais de segurança para a gente.

Então assim tem essa esse movimento de pensar. Não tem 11. Como é ter 11? 11 infraestrutura local. Que essas empresas vão utilizar, mas é do Brasil. Eu, eu sou meio Estado forte, tá? É, então eu acho que isso ajudaria a gente como sociedade também, porque fica mais fácil fazer um monitoramento disso, né? E fica mais fácil fazer com que as empresas respeitem as leis do local também, então. Muita coisa pode mudar. Polêmico demais isso aí tem muitas.

Tem desdobramento na isso tudo. É assim, eu posso estar falando umas coisas assim que enfim, numa conversa com a cerveja mais tempo a gente pode. É trabalhar melhor, mas eu acho que no mínimo, se a solução não é essa que eu falei, eu acho que tem que ter algo nessa direção de alguma forma. Né é porque isso tem tem tem aquela pesquisa. Eu acho que o Roberto estava querendo meio que tocar nesse ponto. Também teve essa pesquisa. Aí tem uns uns 8 anos, já eu acho.

Que o pessoal treinou nos Estados Unidos, né? Com com resultados de julgamentos, aí ele aprendeu com o passado e na hora, quando ele ia julgar de novo ele, ele condenava muito mais pretos do que brancos, por exemplo, né? Mas assim é vale entender também que tais são isso é uma forma muito, muito básica de usar. IA também, né? Os Caras estão fazendo um teste, também os Caras estavam fazendo

uma pesquisa, né? A gente já sabe que não dá para ser nesse sentido, mas quando a gente vai nas minúcias, outras injustiças 1000 vão estar rolando. Então acho que é fundamental que a gente, como sociedade, a gente seja atento às empresas como entes sociais também sejam mais transparentes e é importante que o Estado também use mais inteligência e se atualize mais para entender como lidar com.

Essas questões, não é? João tem assunto e repertório aqui para muita coisa e aí eu já quero puxar mais um quadro, então Roberta puxa aí. Assim, gente, quem quiser é, a gente vai tocar aí. Eu Não sei qual é a data, mas em algum momento de Julho quem quiser ver a gente tocando. Faz esse. Público vai ter o baile do do minterra na quarta. Quem quiser ver nós 3 lindos tocando juntos. Mas a gente está falando aqui para quem não é do Mickey, mas tem uma sequência que é, não é?

Olha para o céu, Meu Amor. Lembro mulher e pagode russo pagode. Russo. Pagode rosa essa sequência dessas 3 aí é para suar a testa mesmo. É para quem gosta mesmo, mas vamos lá, João, quero saber as suas indicações do isso não é um publipost é. E aí você pode escolher se você quer indicar filme, livro, série, bloco de Carnaval, música é com você. Tá tenho 4 acabei de ter 5 é a primeira é gente. Toque um instrumento aprende a tocar instrumento e tocar com os amigos.

Cara, isso é muito gostoso. Isso é é perfeito. 3 pessoas aqui reafirmando, assinando em. Baixo. Vale demais, demorei para entrar na seita depois que eu entrei, não saio mais. Legal eu eu acordo toda quinta-feira alegre, independente da quinta que eu tiver. É independe de quão pesado será essa minha quinta no trabalho? Eu acordo feliz porque mais tarde eu vou estar tocando com meus amigos, cara, isso é tudo demais. Isso é dica para a vida, tá

gente? Bora lá é agora as dicas que eu anotei mesmo para quem quiser um pouquinho mais de falar de UXE, tal tem vários livros bons, mas tem um livro que eu sou muito apaixonado, que é um livro fino. É um livro de 2012, 2013 e meio antigo, mas as coisas não mudaram tanto, não está? Que se chama UX for Lean startups de Laura Klein, uma grande autora, grande designer. O que eu acho massa desse livro

é que não é UX no vácuo. Tem muito livro que é tipo assim, o que é o ex e como é a forma mais linda e perfeita de fazer o ex do mundo platônico? O que eu gosto dela é tipo EOX for Lean startups. Eu trabalho numa startup. Essa startup usa o método leand e gestão de projetos. Eu sou em x designer nela e agora como é que eu? Como é que eu entrego aqui? Como É Que É o meu processo junto e como é que eu faço minha entrega de delivery de de Entregáveis, Né? Assim como é que eu faço o meu

UX nesse contexto? Que é o contexto rápido do do Lean startup, Né? É, então, acho esse esse livro lindo é, inclusive, tem uma situação que eu acho muito bonita. É no primeiro segundo capítulo, quando ela fala de. Pesquisa eu falo muito meus alunos e é quando você decide se você quer começar uma pesquisa do quântico qualho ou do qualho por quanti. Porque no Quanti você vê um comportamento de massa e depois você vai para o qualy? Para entender as razões, o

reasoning disso, né? E Como Eu falo, mostramos quando a gente está em pesquisa qualitativa, a gente quer 2 coisas, descrições e narrativas. É isso, é só isso. Quando a gente vai para outro caminho é quando eu vou do qualitativo no quantitativo. Aí no qualitativo, eu estou muito perto do fenômeno e eu criei eu crio micro hipóteses para aquela razão, e aí eu uso quantitativo para ver se aquelas micro hipóteses tem escala. Numa amostra maior, né?

Enfim, é um livro que eu acho lindasso, não falo só de pesquisa, tá? Falo do processo do dióxido Monteiro. É, eu vou falar de outro livro. Outra autora também chamada Janet Murray, ela é professora de ou foi professora. É que esse livro eu li aí ó esse livro eu li em 2011. Ela era professora do MIT as cadeiras de teoria literária, mas ela tem background de tecnologia. E aí ela pensava muito, é? Narrativas interativas. Certo, e ela escreveu um puta livro chamado Hamlet no Rolo Dek.

Para quem não saca Star Trek? Jorrada nas estrelas, né? Eu Não saco não, tá gente, eu nunca vi um episódio. Eu conheci o Termolo Declin no livro, mas para quem conhece o olodeck é um, é uma sala, é uma sala barra, equipamento que tem lá e você entra nesse lugar e você. Conta um ambiente que você quer quase um jogo que sendo que você

vive nele, né? Então você fala, tipo, Ah, eu quero estar numa floresta com a cachoeira e vai ter uns centavos aqui e eu sou um ogro, Sei Lá e tá e você cria essas coisas, enfim, e ela parte desse experimento. Esse livro é um livro para Você pensar, tá? Não é um livro para é um livro Conceitual para bagunçar tuas ideias, não é? Você vai sair desse livro, Ai aprendi esse framework para usar, não, não vai ser isso não. Mas ela faz assim está? Como pensar Hamlet no Olodek.

Certo, então ela vai. Ela vai tanto da da parte da literatura pesada, a parte da tecnologia de uma forma muito bonita. Que ela vai falar do? De o que significa realmente ser participativo? Do lado do ser humano, o que significa realmente ser procedural? Né ligado aos procedimentos da parte da da da máquina, né? O que é tentar pensar? De uma forma modular numa estrutura enciclopédica. Assim é um livro lindo. É um livro lindo. Acho que ele ele ele traz poesia para o pensamento tecnológico.

Vamos dizer assim. É gostoso de ler. Está aí, eu tenho mais um ponto que é. A antropologia como uma área do conhecimento, antropologia como um todo tá, mas pô, João aí tu me lasca, então tudo bem tem um podcast chamado é tudo culpa da cultura. Certo é eu. Amo eu amo a. Gente ama nosso segundo podcast preferido, Hein? É não, esse podcast é muito bom. Eu comecei a ter, eu comecei a ler sobre antropologia no Mestrado, está em ciência da computação. O meu orientador, o cientista da

computação. Ele lia antropologia bastante. E ele falava cara para entender o usuário é antropologia e psicologia cognitiva. E ele me deu um livro pra Eu ler, e aí que começou no meu doutorado. Eu trouxe muitos antropólogos também pra dialogar comigo na minha tese, né? Então assim, o tudo é culpa da cultura. É massa, porque todo episódio o Michel coforado, ele traz um outro antropólogo.

Para conversar sobre a pesquisa desse antropólogo e sempre de uma forma muito POP, muito ligeira, não é maçante, então acho muito legal. Esse é o Produtinho para vocês ouvirem gente, mas assim, dando um passo para trás, eu acho que antropologia como um todo. Eu já eu citei 2 Mulheres antes de eu citar outra, agora, Margaret mid, por exemplo, que é uma grande antropóloga. Que eles vão te dar o ferramental para entender as pessoas no contexto da cultura

delas, né? Porque aqui tem aquela Máxima de antropologia, não é você. Estranhar o que lhe é familiar? E familiarizar-se em que é estranho, né? E eu acho isso. Muito legal de se ter como aí você prático também. Muito bom de se ter como ferramental, conceitual na sua cabeça. Se você está tratando com pessoas. Né, eu acho uma chave, a antropologia é a chave da

cultura. Então Se Eu acho uma chave muito boa para pensar pessoas aí agora tem um último ponto, é isso aqui é uma ferramenta, mesmo que é uma iazinha de do WhatsApp chamada dola Eye. Não sei se vocês já usaram. Eu gerencio muito da minha agenda nesse dólar ia. Então tipo eu posso escrever às vezes alguém do escritório faz João, dá pra gente conversar sobre esse assunto.

Colaborador. Quinta-feira, 3 da tarde tá não sei o quê aí eu escrevo, pode eu pego essa Mensagem já encaminho pra Dola, aí a Dola joga no meu Google calendário, que legal certinho e ela pega a Mensagem que a pessoa escreveu Ajeita como um título não é só um repeteco tem um ai ai legal ali, sabe? Eu mando, posso mandar áudio também? Ou, por exemplo, os eventos que vão ter agora na praia que vai ter Jorge Aragão, os Garotinho e não sei o que não vai ter 4 shows agora na praia, né?

2 esse final de semana e 2 no próximo. Eu peguei a foto do Instagram e mandei pro dollyai. Ela leu a foto e marcou os 4 eventos separados no meu calendário. Sábado, Domingo, Sábado, Domingo, né? Então eu sou se olhar meu Google calendário é, você vai ter arrepios.

Porque é muita coisa, eu boto minha vida toda lá e tudo coloridinho e é coisa pra cacete é e aí história e aí me ajuda muito AA fazer isso de uma forma rápida também, porque às vezes eu estou a prefeitura correndo entre a reunião e outra uma pessoa me para no corredor para falar uma coisa e tal e eu e abri o Google calendário ali naquele momento. É é meio complicado e Se Eu não fizer, eu esqueço. Aí eu já mando um áudio rapidinho para dola e vai estar lá no meu. No meu calendário, minha

vendinha, né? Famoso usar a inteligência artificial a favor, né, pô? Tá na hora demais. Ó a dica maravilhosa. A gente pede 3. Ele vem com 5 dicas incríveis muito. Longe a gente que lute depois pra escolher as 3 pro pro Instagram e pro LinkedIn, né Camilo Ô João? Antes da gente ir pro último quadro, que é o meu case que eu estou muito curioso para saber o que que é que você vai trazer, que tem muitas possibilidades. Eu imagino, eu queria entender

com você. Se você pudesse redesenhar Hoje uma experiência pública do zero, qualquer ela que fosse. Qual que seria por antes que você começaria. Qual o processo que você ia fazer conta aí. Pergunta de milhões é assim? Ai é porque assim tem a do sonho. E Tema mais viável. A gente quer a do sonho, a gente quer, a gente quer mo um shot. Cara para mim é do sonho seria? Repensar o transporte Público. Nas grandes cidades, tá? É cruzando dados cara é assim eu

sou. Tem um pessoal que é muito tipo, ai minha privacidade eu entendo, tá, mas eu sou um pouquinho mais da outra escola. Eu sou mais do tipo assim, mais transparência mesmo para tudo EE enfim é vamos, vamos se ver todo mundo pelado e aí ninguém Vai Ficar com vergonha. Então assim. Tem um, eu acho que a gente deveria fazer com que a experiência de usar. Soluções coletivas fosse melhor do que usar soluções individuais do transporte, né? Então assim é mais ônibus, mais

metrô, menos carro, né? Carro é um pedaço de ferro muito grande. Na maioria das vezes tem uma pessoa só, ocupa muito espaço, esquenta a rua. Para quem está passando de bicicleta para quem está andando, né? Assim é uma coisa despropositada. É, se você pensar a longo prazo, eu entendo que é a maior solução que tem para muita, para a vida de muita gente, né? Mais.

Eu Acredito que. É assim, tens diversando e novo como é assim, não é num evento que eu estava de Smart City, a galera estava falando um Monte de tecnologia, tecnologia, tecnologia e tecnologia é sempre essas coisas digital EEE AI não sei o quê e a gente fala no transporte Público e eu falei que tipo? As melhores soluções de transporte Público é que tenham sido inventados, que era metrô, ônibus e bicicleta. Já existia, já existia sim, né? O problema. É de outra natureza.

Mas aí eu eu diria que a gente teria deveria pensar. Mas é coletivamente o trânsito e eu acho que a tecnologia podia ajudar muito isso, certo? Mas assim é. Eu Acredito que soluções como o Google Maps ou o Waze eles ainda são focados. Por mais que tem algum dado. De comunicação entre outra pessoa e outra ali de você marcar aqui tem 111 acidente aqui ali. Eu acho que a perspetiva desses produtos ainda é muito

individualizante. Certo, então eu eu num futuro pensando como o Estado como a prefeitura, eu tentaria ao máximo fazer com que eu conseguisse cruzar os dados. Dos agentes que estão se movimentando na cidade. É, mas para conseguir isso, a gente você tem que dar um gostinho de uma entrega de valor, né? Assim é isso é o acho que é Oo. O desafio também, mas você imaginar que tipo ainda mais Se Eu pensar em selfdriving car,

né? Esses carros automáticos aí no futuro, que teve talvez a gente não precise de semáforo, né? Não sei se pensar daqui a 50 anos está vendo semáforo, porque se todos os carros estão se entendendo de cada um está no momento. Se o meu carro, ele tem acesso a todos os carros no raio de 50 M 100 m. É é é sabe exatamente sua localização e a intenção de cada

um desses carros, né? Isso já seria 11 coisa, mas aí eu insisto, eu acho que a solução mesmo a gente já tem, é é ônibus, é metrô e é bicicleta para a maioria dos casos, não é? Eu acho que também uma coisa que eu tenho que pensar muito é que eu sei. Que eu ganho mais grana Se Eu convencer a galera a fazer um aplicativo comigo, tá? Mas eu tento pensar um pouco antes para para ver se é realmente necessário, porque às vezes a solução não é isso.

Saca. Muito bacana Karen muito muito maneira EEEO que eu acho muito legal também disso que a gente está conversando e muito do seu trabalho. João aqui pode ser aplicado em várias cidades, né? Não só a gente está falando muito, né? Aqui prefeitura do Rio, que é o seu momento, né? Atual, mas muitas outras soluções é isso é ajustar o que já existe, o que funciona e que poderia ser escalável para

outras, né? Eu sei que já existe muita coisa, mas eu acho que é bacana pensar que cada vez mais as cidades podem aprender com outras, principalmente essa lógica aí, né? Da SMART Cities e tal. Para otimizar, né? O processo e para implementar coisas boas para todo mundo, né? Não só ali, concentrado numa região muito, muito. Bacana é eu sim, com certeza assim a gente ainda a gente troca muito com a prefeitura de Recife. É uma prefeitura parceira, tem outras prefeituras, chegam junto também.

E eu diria uma coisa, tem algumas prefeituras que assim, independente de independente de partido chegar junto e quer trocar ideia. Ao mesmo tempo que às vezes tem contas decepcionantes que tem outras prefeituras ou governo ou

que. É, eles não te ajudam de forma alguma, mesmo quando é uma coisa muito simples, você tem certa dificuldade de conseguir um dado que era fácil e aí fica difícil coisa assim, tá bem e para além do âmbito do Brasil, por exemplo, o meu, o meu chefe, agora ele pô, tá lá na Estônia. A Estônia tem um case muito legal de governo digital, né? Então ele foi pra lá passar uma semana lá.

Pra a gente já estudou muito o Governo da História daqui, mas às vezes é bom estar lá também, então ele foi pra lá. Cripto muito forte. Isaac fala muito também da história. Vale voltar lá atrás. Sei Lá qual que é o número do episódio. Vou Catar aqui o episódio do Isaac. Ele fala muito também da história. Iá não, esse movimento da História para essa digitalização de várias coisas é é é já tem uns anos. Não é que eu diria que já é um? Não é nenhuma iniciativa assim.

É uma coisa madura, já que se tem lá, não é? E João, acho que você já deu aqui um pequeno spoiler, mas assim pra gente penalizar o nosso papo que com certeza a gente conseguiria aqui ficar muito tempo conversando. Muita coisa bacana, mesmo com o impacto na vida de um Monte de gente. E eu fico muito feliz, Né? De ver assim um amigo meu trabalhando numa coisa que tem um impacto na vida de muita gente. É muito de orgulho mesmo. Eu queria puxar o nosso último

quadro desse episódio. Tá eu já falei de muita coisa que eu fiz agora no Rio, eu vou falar de outra coisa, então. É, eu vou falar do que me trouxe para o Rio. Que que foi o conecta Recife, Né? Foi a minha primeira inserção no. Na esfera pública assim Eu Não sou concursado, né? Eu sou um cargo. É comissionado a prefeitura, então é. E Ah, eu também presto consultoria, tá gente. Então assim, quem estiver precisando é só falar comigo. Minha consultoria não está fechada. Tá então ainda?

Funciona adoro, adoro jabá. Estão super liberados aqui. É são porque às vezes o pessoal acha, Ah, junta na prefeitura não, pô, pega o projeto também. Pô, vamos conversar. Faz o quê de meia-noite às 6 faz nada, pô. É, pois é. Tirando a quinta-feira que eu toco o resto aí está está LIVRE. Aí. Oo como era a história, sim, 40 Recife é o seguinte. A gente fez. Isso aí 2020 para 2022. Recife tinha o mesmo problema que tem No No Rio. Hoje tem quase qualquer prefeitura, né?

As informações e os serviços estão tudo pulverizado em vários cantos. Cada. Cada Secretaria tinha suas próprias interfaces e tal e isso criava uma confusão muito grande, porque no final. O cidadão vê a prefeitura como um todo. Certo, e aí isso isso eu estou falando conecta em Recife. Mas em paralelo, vocês podem pensar no que a gente está pensando no Rio de Janeiro também, que é isso que a gente

está querendo resolver. Então, cara, a gente queria apresentar uma interface única, onde o cara pudesse chegar lá e resolver esses problemas, então assim na mesma interface, o cara. Marca 11111 consulta médica e paga OIPTU tá ligado. No mesmo canto essa era a ideia. E aí a gente pô começou fazendo um. A gente já tinha um levantamento. A Secretaria de transformação digital já tinha o seu levantamento muito grande de serviços da prefeitura.

A gente escolheu 97 serviços para integrar. 97 e que é um pequeno pedaço, está? Porque é interesse é porque se a gente escolheu Oo os serviços. 97 esse é um pequeno pedaço, já me deu um arrepio. É gigante, não é porque assim tem. Tem uma coisa interessante, pô, aí eu já vou transgiversear de novo, mas assim você pegar o mulher ponto Rio, que é um site que a gente fez para ajudar Mulheres em situação de violência que a gente lançou em

Março desse ano. Tiago NOS primeiros 5 dias foi 10000 visitas, um pouquinho mais de 10000 visitas. Os primeiros 45 dias assim. E vários produtos que a gente lança tem uma, existe uma demanda nas cidades que você lança uma coisa e o boca a boca é muito rápido e as pessoas começam a usar. É muito diferente de da perspetiva que eu tinha com o startup, por exemplo, tem que conseguir tração e o começo é difícil que só e no começo do sabe o nome de todo mundo que está usando porque só tem 12

pessoas usando. O na prefeitura a pega escala muito rápido. Tá é então bem, a gente já tinha os números, escolheu 97 serviços para integração. Porque 97 porque a gente ia pegar até. Serviços que que tinha, pelo menos a não é, atendiam até 5%. Do da população alvo. Aí tipo população alvo não era a população toda, porque o pessoal classe a classe B mal usa o serviço da prefeitura tirando OIPTU, essas coisas, certo? Então a gente é uma população alvo que era na verdade, com

ACDEE. E aí se a tendência até 5% dessas pessoas a gente ia integrar e aí isso dava 97 aí tem um grande overlap, né? Tem pessoas que usava usavam 15 desses 97 serviços, então enfim. É, e aí a gente fez uma grande pesquisa de análise de de similares, né?

A Estônia entrou no meio. O Gov ukei é como é Helsinque Chicago eu acompanho inclusive a prefeitura de Chicago até Hoje desde 2020, quando eu fiz essa pesquisa, eu vi tudo que eles faziam, eles estavam começando a fazer um design sistem na época, em 2020. E aí, quando eu vi isso, eu fiz cara, vamos fazer um design sistema para Recife também, inclusive a gente fez chama La Ursa. Design sistema da prefeitura do em Recife que a gente fez junto

com esse projeto. E aí assim a gente conseguiu fazer um UX bem bonitinho, fez entrevistas, viu as necessidades das pessoas. E no final a gente entregou um aplicativo 1 e 1 site mobile Desktop, sendo que com carinho de aplicativo a gente inspirou muito No No no design recém-lançado da Air BNB. Na época que o site mobile tinha a mesma cara do Aplicativo Mobile.

Por causa do do APP, né? Então a gente fez isso também o nosso site quando ia no mobile, ele abria com nave barra embaixo bonitinho que nem o aplicativo e tal. É e assim esse produto que a gente lançou ainda durante a pandemia, ele foi fundamental para os cidadãos conseguirem marcar vacina da COVID e acompanhar suas vacinas. Se se foi das primeiras integrações, foi a integração que o sistema do de vacinação, né que aí foi? Popularizou muito o produto, tipo estava na boca do do

pessoal da televisão. Né, você ia ver lá ATVE estava lá, gente usa conecta, Recife e tal você fez, acabou virando a propaganda do do produto também porque estava todo mundo utilizando ele no durante a pandemia, né? É enfim, conecta está lá Hoje, a versão que está já está um pouquinho diferente do que do que eu. Eu entreguei, né? O produto cresce e tal amadurece. Mas foi por causa dele que eu vim para cá quando eu cheguei aqui no na prefeitura do Rio.

É a galera falava muito de Recife como um case assim como a cidade está fazendo muita coisa digital legal, então eu já cheguei também com a moralzinha porque eu cheguei como o cara que era do conectar Recife, né? Então eu tenho muito carinho por esse projeto que foi da minha cidade e que acabou me trazendo para a prefeitura dessa outra cidade que eu amo também, que é o Rio de Janeiro, então tem um caminho especial para esse

projeto. Adorei. Aula. Pô bom demais galera como esperado, o rapaz aqui ó baixinho pequenininho, depois vocês procurem foto lá para vocês ver o tamanho da peça deu uma aula aqui para a gente. Não à toa, né? Tem mestrado, tem doutorado, tem 50 instrumentos na história, um Monte de. Instrumento muito a seguirem no LinkedIn, Hein? João Marcelo Ferraz. João Marcelo Ferraz e aí camela o. Que é que? Você acha desse episódio? Eu adorei muito bom, muito bom mesmo uma aula mesmo, amassou.

Como o Roberto gosta de dizer. Amassou, senhor João Marcelo muitíssimo, obrigado por esse papo. A gente adorou. Tenho certeza que os nossos ouvintes também conta pra gente que que você achou, como é que foi ficar sentado nessa cadeira de entrevistado aí do outro lado? Foi um prazer muito grande. Eu espero que Eu Não tenha sido muito disperso ou desorganizado. Se Eu fui ouvintes, aí eu peço perdão, tá? Mas assim foi tudo com muito carinho EE.

Senti muito bem, né? É bom você também tentar. Fazer sentido da sua própria trajetória, porque às vezes você está só seguindo e às vezes não tem tempo para refletir sobre algumas coisas. Ainda mais assim estamos na companhia de vocês, que são pessoas muito queridas, então é muito bom também estar olhando para essa telinha aqui e está vendo vocês 2 bonitinho aí do outro lado. Ah o cabra é bom demais. Muito bom, João, obrigada. Obrigada por ter topado. Obrigada por ser nosso ouvinte e

tantos feedbacks. Um feliz de ter você aqui conosco é. Isso foi maravilhoso, caríssimos e caríssimas ouvintes sigam o grupo com hack lá no LinkedIn. No Instagram sigam o João lá no LinkedIn também. Quem for do Rio aparece lá no arraial do Ministério final de Julho. Não sei qual que é a data. Daqui a pouco a gente divulga ou não. Não sei, né, porque a gente não quer misturar ou quer ou já misturou. Então é isso beijo no Coração até o episódio próximo que eu já não lembro.

Quem é que a gente vai gravar? Mas estou muito animado porque a gente só tem feras nessa temporada um beijo no Coração, fui, valeu. Valeu.

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