Muito bom dia, boa tarde, boa noite, senhoras e senhores. Roberto Cury aqui mais uma vez com vocês para esse último episódio da sexta temporada. Milhares de plays, o Rapid do Spotify já deu um monte de notícia para a gente. Uma hora a gente vai postar lá para contar para todo mundo o que rolou. E aí, Dona Camila, como se sente ao final da sua primeira temporada como co-hosts?
Olá, estou muito feliz, muito legal, conheci muita gente bacana nessa temporada, vamos finalizar essa temporada também com uma convidada incrível, estou super animada, empolgada e curiosa, como sempre. E queria aproveitar para agradecer todo mundo que ouviu a gente nesse tempo, para todos os feedbacks, tudo. E para quem curtiu, pedir novamente para compartilhar com os amigos, para espalhar a nossa
notícia. os convidados, os papos super legais que a gente tem tido com profundidade, com verdadeiras aulas aqui. Pelo menos para mim, nessa temporada foi muito especial. Então, se alguém que ouviu e gostou, ajuda a gente a compartilhar também. Boa, muito bom. E, gente, Camila já deu um spoiler aí. Temos uma convidada maravilhosa hoje. Ela rema comigo. E aí, papo vai, papo vem. Fuxica Instagram daqui, fuxica Instagram dali.
E aí, você descobre que a pessoa é um fenômeno de marca, de estratégia, de ativismo, professora, cinquenta mil empresas. Assim, um currículo invejável. Vocês cliquem em LinkedIn, fuxica ela, Instagram e tudo mais. E aí, Babi? Seja muito bem-vinda. Sem esquecer que é carnavalesca, hein, gente? Olha, essa é a parte mais importante. É uma parte muito importante. Sem dúvida, essa é a parte mais importante. Obrigada pelo convite, gente. Estou muito feliz de bater esse
papo aqui com vocês. Gente, olha, estamos animados demais aqui, a gente vai falar de várias temáticas, vão ter várias polêmicas. E aí, Babi, a gente sempre pede nesse início, se apresenta um pouquinho, conta para a galera aí, um, dois minutinhos, de onde que vem, para onde que vai, dá um geral assim para o pessoal entender o tamanho desse carimbo aí. Bom, gente, vamos começar aqui, vocês vão perceber pelo sotaque, eu sou carioca também.
Sou cria do Morro de São João, na Zona Norte do Rio de Janeiro, lá do Engenho Novo. Hoje me considero uma criativista. Fui apelidada assim carinhosamente por alguns parceiros de trabalho e acabei adotando. Sou estrategista criativa há muitos anos, trabalho com internet. entregando já a idade, costumo brincar e falar, estou na internet desde a época do Orkut, fazendo estratégia para as marcas, e o pior é que é
verdade. Já passei por muitas agências, já fui cliente, e sempre montei operações de conteúdo, engajamento, estratégia, dentro dos lugares por onde passei, montei modelos de operação de conteúdo do Rock in Rio, do grupo Artplan, depois fui para a Fiat Chrysler, que agora chama Estelantes, o grupo, montei uma in-house híbrida lá chamada CRI, então toda a parte de conteúdo, narrativa, o que não era a propaganda, compra este carro por Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp. Rp.
Rp. Rp. Rp. Rp. eu pedi demissão um mês antes da pandemia começar. E aí eu tinha tirado uma licença, fiz uma viagem de cem dias pensando, tá bom, qual o futuro do CRI na época? Para onde a gente vai? E aí eu visitei mais de trinta empresas, eu rodei cem dias viajando, pesquisando novos modelos de comunicação que tivessem voltados para a construção de comunidades, que é um caminho que eu acredito.
Comecei minha carreira no jornalismo, eu fui parar na publicidade criando narrativa, ajudando a criar narrativa. E o digital é um bichinho, é uma ciência que você sempre precisou de todo mundo. Então, quando eu chego na agência de publicidade, eu fiquei meio assim, cara, peraí. Quem sou eu aqui nesse lugar? Quem é a criação só pode fazer a criação? Quem é a planejamento só pode fazer a planejamento? Mas é uma história só. Essa história vai passar por todo mundo.
Por que eu não vou falar com todo mundo? Então, eu sempre fui uma intraempreendedora dentro das agências e dos lugares por onde eu passei. E hoje eu empreendo à frente da Leme, que é um hub de conteúdo e criação voltado para a inovação dentro de negócios de comunicação. E a gente prioriza projetos de
impacto, de educação e de entretenimento. tendo essa linguagem da inovação, olhando para as ODSs como um caminho, olhando para esse lugar de construção de narrativa, de marcas, organizações, mas para esse momento que o mundo precisa. Então, eu virei todas as minhas fichas aí na pandemia para fazer o que eu fiz a vida toda.
Estão vinte anos de carreira esse ano para as marcas, mas voltado para... para as histórias boas, já que a gente vai interromper a vida das pessoas, que a gente pelo menos coloque o investimento das marcas nas pessoas certas, nas narrativas corretas e nos territórios que estão precisando também. Então hoje eu sou essa facilitadora, essa construtora de pontes que bota a criação a serviço de querer mudar um pouco a realidade do que a gente vive.
Acho que é isso. E toco no Carnaval, há mais de quinze anos, toco surdo, estou ali uma das produtoras, fundadoras da Orquestra Voadora, toco no Boitolo desde sempre, sou diretora do Fogo do Paixão, o Carnaval de Rua faz parte do que me constitui também, minha mãe do Carnaval, minha avó do Carnaval, costumo dizer que quem faz o Carnaval faz qualquer coisa, a gente tem um dia para aquele projeto dar certo, Então a gente, quem bota um bloco de cem mil pessoas de pé faz
qualquer coisa. Ai, que demais, tá vendo? Eu falei, eu interrompi pra dizer que o carnaval era importante, eu sabia, mas muito bacana a sua trajetória, seu histórico, né? Muito legal mesmo, super curiosa pra saber um pouquinho mais. Eu queria pedir pra você fazer uma audiodescrição sua, que a gente sempre começa também fazendo isso agora nessa temporada. Já vou largar uma pergunta para ela aqui, aí ela vem em audiodescrição e já cai direto para a pergunta. Pode ser? Então bora.
Vou fazer a minha rapidinho, então estou eu aqui de camisa branca, sexta-feira, um clássico, a barba de novo por fazer, uma hora eu vou resolver isso, meu fone gigantesco. pele branca, óculos de tartaruga e um caos da minha estante aqui ao fundo. E a pergunta, Babi, é a seguinte, a gente vai falar muito hoje de marcas conscientes que elas conectam muito mais, elas conectam de forma mais genuína com as pessoas de maneira geral.
E aqui no podcast Naturalmente Growth com o Rec, a gente fala muito de growth, de crescimento de marcas e para crescer sem propósito, sem impacto, sem consciência, me parece, por experiência que eu já tive, que o teto fica baixo. Você possivelmente já pegou N casos assim. Como que é esse processo de desconstrução desses conceitos para fazer essa transformação real e Dá para fazer, tem receita de bolo, é muito murro em ponta de faca.
Então, conta para a gente como você chega e já leva essa pedrada para casa logo de primeira. Bora. Bom, gente, eu sou a Babi Bono. Acho que só minha mãe me chama de Bárbara hoje em dia. Eu sou uma mulher branca de pele morena. Tenho cabelos ondulados, longos. Uso um óculos de grau transparente, mas agora eu estou sem ele. Também estou de camiseta branca. Estou aqui junto na missão do Textor. E é isso. Bom, marcas conscientes, né? É o que a gente gostaria de ver
nesse mundo, na verdade. Eu acho que eu tenho falado muito sobre isso. A gente está vivendo um momento de mundo que as pessoas estão transferindo para as marcas, um lugar da responsabilidade. Da pandemia para cá, eu venho acompanhando alguns relatórios, e aí a pandemia jogou todo mundo exatamente para o universo que eu trabalhava há muitos anos,
que era o digital. Então, de repente, todo mundo se viu ali dentro, já trabalhava com isso, e desde então eu venho acompanhando muitas coisas comportamentais também nesse sentido. Em dois mil e vinte e dois, a palavra do ano foi permacrise, que é esse estágio constante de insegurança, de guerras voltando, de coisas acontecendo, questões econômicas no mundo todo, tarará. Nesse ano é inteligência artificial e agora vem o tal do brain hooch. Por que eu estou falando isso?
Se a gente não olha essa transição e não entende qual o contexto de mundo a gente está, é difícil a marca entender como é que ela pode trabalhar esse crescimento, com quem, para quem. Eu sempre falo que a gente precisa muito olhar para o momento que as pessoas estão passando. A gente vem de um momento de insegurança muito grande e parece que a galera esqueceu que a gente ainda está vivendo uma grande sequela da pandemia em uma série de aspectos. E a gente precisa criar para
essas pessoas. E aí, de lá para cá, e os estudos, desde o ano antes, vem apontando cada vez uma descrença maior das pessoas na mídia, nos governos. E elas começaram a transferir Esse lugar de onde eu descubro a verdade para as empresas, para as marcas. Então, elas esperam hoje que as marcas sejam o lugar onde elas estão escutando discursos verdadeiros. Onde está vindo a verdade. E isso é muito complexo, né? Se a gente pensa. Inclusive, esse é um estudo que
a Edelman faz todo ano. Todo ano, recomendo. Posso depois deixar com vocês para botarem aí na legenda. E o desse ano não foi diferente. A gente continua com esse índice altíssimo. E quando a gente está falando de Brasil, inclusive, dentro dessa desconfiança da mídia e das organizações institucionais, a gente tem um salto de mais de quase sessenta por cento da população que, inclusive, não quer nem saber da notícia, não quer nem ler.
Então, a gente tem um papel de responsabilidade gigantesco hoje que está transferido para essas marcas sobre como é que a gente pode, sim, A gente está no mundo capitalista, a marca precisa vender, a gente sabe disso. Mas está sendo transferido para ela também um papel de responsabilidade para aquela comunidade na qual ela está atuando, para quem é aquele produto, para quem é aquele serviço. Então, hoje tem uma responsabilização de toda a
cadeia. A gente, inclusive, tem conversado no mercado, que a gente sentiu que nos últimos dois anos a gente deu alguns passos para trás. Por quê? Porque, infelizmente, a publicidade, o marketing, ainda entende alguns movimentos culturais como moda, parece. Ah, Black Lives Matter, então agora vamos colocar as pessoas dentro das empresas. Colocar não é incluir. Tem uma grande diferença nessa
história. E aí você tem uma jornada para poder incluir as pessoas de fato, para poder incluir as mulheres, para poder incluir as pessoas PCD, para poder incluir as pessoas LGBT, para poder incluir as pessoas negras. Não basta colocar a gente dentro. Eu mesmo fui executiva de uma grande marca e parece que esses espaços não estão sedimentados para que a gente possa ocupar esses espaços. eu, enquanto uma liderança feminina, começo a ser fagocitada pela estrutura do que é essa liderança.
Então, eu fico pensando muito que o lugar de uma marca consciente hoje passa pelas pessoas, obviamente, que estão trabalhando para essa marca, mas por um entendimento sobre esse contexto cultural de qual a comunidade que essa marca está inserida. Tem como, e a gente tem uma série de pesquisas também que falam de resultados cavalares e muito mais expressivos, se você caminha de acordo com o que a
sua comunidade quer. Então, a gente tem falado muito hoje dessa diferença, de pensar em publicidade e pensar em conteúdo. A publicidade tem o papel dela, ela vai falar com todo mundo, ela vai pegar a tua mensagem... Até se a gente for na questão semântica da palavra, olhando as duas ali no dicionário, publicidade e conteúdo, quando a gente está falando do conteúdo, a gente está falando daquilo que está contido, do que eu sou constituído, do que eu faço
parte. Quando a gente está falando de publicidade, a gente está falando de algo que é para todo mundo saber. Eu tenho uma mensagem só e vou
espalhar para todo mundo. Quando a gente precisa falar de crescimento com propósito, de uma transformação real, a gente está falando muito de uma narrativa de lugar dessa marca, que precisa começar dentro de casa, que precisa começar pela cadeia dos seus fornecedores e como ela contrata, como ela trata os seus funcionários, para que isso seja uma... A primeira comunidade da marca são as pessoas que trabalham para a marca, são as pessoas que fazem parte Do ecossistema dessa
marca. E depois são as pessoas para as quais essa marca cria. Então precisa de uma atenção muito grande. A demanda do que é essa comunidade. Para botar a bola no chão. Vou dar um exemplo. Eu fiz uma consultoria para uma marca de moda feminina. Uma rede de varejo. Grande. Bem grande. E voltada para, eu odeio essa classificação, mas enfim, mulheres classe CDIR. Porque eu acho que hoje em dia essa classificação de classe social tem muitas outras
camadas. E aí as pessoas que estavam no lugar de tomadoras de decisão, nos cargos de liderança dentro dessa marca, não estavam conseguindo entender, no meio da pandemia, quem era a mulher que estava comprando naquela marca naquele momento. Que ela estava vindo... totalmente quebrada, desempregada, tirando, de repente, um dinheiro de colocar uma comida em casa para comprar uma blusinha para uma ocasião especial, porque, enfim, ainda assim a vaidade é uma das coisas fundamentais.
Que essa mulher está mais cristã, está mais evangélica, tem outras nuances. Então, às vezes, não adianta você vir com determinados produtos, personagens, campanhas, narrativas que não vão caber naquele momento para a vida dela que ela está precisando, na verdade, de ajuda. E quando a gente comparava alguns dados, a gente viu inclusive que eram as mulheres que estavam mais sendo agredidas durante a pandemia.
Então talvez o que ela estava precisando ver dessa marca era algum tipo de suporte, era um tipo de ajuda naquele momento, era um conteúdo que levantasse a autoestima dela, que jogasse ela para um outro lugar, que melhorasse a condição dela dentro do trabalho para ela conseguir uma vaga melhor, que ela vai estar vestida de um jeito X ou de um jeito Y, enfim. Então a gente entender esse momento pelo qual as pessoas estão passando é o que vai fazer essa marca crescer.
É ouvir a comunidade que vai fazer a marca crescer. E aí dá pra gente começar a falar de transformação, sabe? Eita, caramba, hein? O caminho é árduo, mas foi aula aqui, hein? Gostei, gostei bastante. Vou pegar um gancho desse assunto que você falou aí de dados e tudo mais. Saiu uma pesquisa, a última vez que eu vi essa pesquisa era de dois mil e vinte, tá? Eu não sei se tem uma recente da McKinsey que falava sobre a importância de times diversos nas empresas e o quanto que isso
gerava mais resultado. E assim, a gente teve um co-host, foi nosso co-fundador aqui do Growth Com Rec, o Isaac, um beijo para ele. Cara, negro, nordestino, favelado, hoje em dia ele está em um outro nível de status social, classe social, etc. Porque ele realmente teve muita oportunidade nesse caminho, mas não é o que a gente vê, é o que você falou ali recentemente, ainda agora. A gente coloca as pessoas, mas a gente efetivamente não inclui.
Você usa esses dados, essas pesquisas a favor para gerar mais impacto nas pessoas, nas empresas, nesses tomadores de decisão? Porque tem hora que eu olho e falo assim, cara, talvez esse Faria Leimer não entendeu, mas talvez se eu mostrar para ele que vai dar resultado e aí talvez a coisa venha por um outro caminho, faz sentido ou eu estou sendo muito capitalista aqui na história?
Não, uso e tenho usado bastante, porque acho que a gente precisa entender e tomar pé do país que a gente está. Então, assim, por exemplo, quando a gente junta todas as favelas do Brasil, a gente tem o terceiro maior estado brasileiro, em termos de geração de renda. A gente está falando de duzentos bilhões de impacto na economia desse país. A gente está falando do terceiro, que seria, perderia só para São Paulo, basicamente,
assim. o Brasil é uma grande favela, isso não é uma coisa ruim isso não tem que ser visto como uma coisa pejorativa pelo contrário, é dali que está saindo tudo que a gente tem exportado de cultura contra cultura, comportamento porque que a Lacoste resolve fazer a casa lá como que a Kenner cresceu nos últimos anos e está incomodando até a Mavaianas então assim, tem algo acontecendo a partir do momento que a tecnologia chega em determinados territórios que não
chegava Então a gente tem uma mudança a cavalar nos últimos anos de construção de narrativa de marca mesmo. Porque você precisa estar mais atento a quem está construindo essa narrativa. As pessoas confiam oitenta por cento mais no influenciador de favela do que numa celebridade. Então, tem uma lógica, tem uma inversão de poder, assim, quando a gente começa, eu, você, cada um, cada indivíduo é influenciador daquele pedacinho que constitui.
E aí, às vezes, eu, que tenho lá meus, sei lá, cinco meus seguidores... posso falar alguma coisa, mas o meu poder de engajamento pode ser maior do que alguém que tem milhares de seguidores. Porque é sobre o ser genuíno. Que isso, estou ouvindo o Roberto falar, estou ouvindo a Camila falar. A Camila me recomendou isso. Se ela me recomendou, faz sentido para mim.
Então, quando a internet chega, quando o celular, a rede social chega com força, principalmente numa juventude periférica, suburbana, quilombola, ribeirinha indígena, a gente tem os indígenas hoje construindo as melhores narrativas de engajamento e construção de comunidade, é referência toda vez que eu preciso pesquisar linguagem, de estratégia de engajamento, eu olho os perfis de TikTok de vários indígenas, porque a galera sabe como fazer, eu olho os perfis de
articulação, de mobilização tem mais de vinte e sete aldeias no mesmo perfil porque eles sabem como fazer uma mobilização de narrativa de engajamento Por que a gente que trabalha com marca também não pode olhar para isso? Então, eu acho fundamental a gente trazer e olhar para esse...
Eu tenho falado muito sobre quase um letramento social que a gente precisa fazer para os grandes centros urbanos, para mostrar que, na verdade, o que a gente entende como centro não é centro, que a periferia é o centro. A gente precisa olhar para esse lugar de centro expandido.
E isso não é sobre segmento, nicho, E a minha batalha nesse letramento social com o mercado, com a Berrilho, com a Barra da Tijuca, com a Faria Lima, e hoje eu sou uma mulher que tem uma passabilidade nesses lugares, porque mesmo vindo de uma favela, eu sou uma mulher branca, então as pessoas ainda me escutam mais do que escutariam outras colegas
minhas. Então eu sei que eu tenho essa passabilidade e eu uso esse lugar hoje exatamente para falar, ó, isso não é moda, isso não é segmentação, isso não é um
target específico. Quando eu faço os sprints, que são processos de aceleração criativa, que a gente junta todo mundo na mesma mesa, os criativos, os especialistas, os makers, os influenciadores, a marca, a agência, a marca chegou para investir uma vez em uma parceria com o Meta, e o Meta oferecia isso para os clientes deles que quisessem falar mais com, por exemplo, periferias e subúrbios.
Quando a gente chegava na solução, a marca falava assim, nossa, mas isso é a minha marca, isso serve para tudo que eu faço. Eu falava, é, porque isso é Brasil. E aí a gente precisa exatamente compreender que a criação, e eu falo isso, as boas ideias não estão vindo de uma sala de criação de uma dupla que está sentada dentro de uma agência. O papel da criação mudou, precisa mudar dentro desse contexto de hoje.
A criação vira muito mais uma curadora de todas as iniciativas criativas que estão ao redor dessa marca, porque você tem que criar com um cara que é, sei lá, ativista, você tem que criar com a pessoa que está falando sobre aquilo que é lá não sei de onde, você tem que criar com um coletivo XPTO, com uma comunidade e tal. Esse é o papel do criador, você também é um grande articulador de todas essas ideias que estão na mesa. E aí, se a galera não entende esses dados, fica difícil demais.
E eu acho que ainda não entendem, porque ainda pensam como modismo. Ah, diversidade é moda, agora tá fora de moda. Eu falei assim, pô, parece que a Faria Lima descobriu a favela tem dois anos, aí a favela fica na moda dois anos, aí acaba. A ano que vem é o ano do clima no Brasil, então vamos falar de clima. Mas e o resto? O clima vai passar pela periferia, que vai passar pela diversidade, que tudo isso está conectado o tempo todo. Não é a moda.
E aí eu que estou muitos anos dentro dessa indústria, sou uma fã, adoro o meu trabalho e tal, mas sou uma crítica também a
essa cabeça do flight. essa cabeça do flight de mídia do que é pontual a gente não está nesse momento, a gente está no momento de precisar construir coisas e aí, enfim e aí a gente vai precisar de três horas de podcast para poder desenrolar esse fio aqui porque não vai dar Muito legal, você falou muitas coisas legais, eu lembrei, a gente teve um episódio aqui com a Maria Laura, que ela falou muito sobre influência e relevância, e que eu acho que conecta muito com o que você
disse também, esse papo de influenciadores é um assunto que eu gosto muito também, né? Na verdade, todo esse episódio hoje tem muitos assuntos que conectam com o que eu sempre trabalhei e tal. Mas eu acho que é passar um pouco do discurso de, tipo, todo mundo está fazendo algo, eu vou fazer também, né? Então, quando você leva esses dados para as empresas e... E quando você falou também que você é um entendimento seu no mundo, no Brasil.
Você como pessoa. E que eu acho que, no fim das contas, a gente está sempre vendendo uma ideia, um produto para uma pessoa. Então, você entender onde está e conseguir falar e ter uma narrativa direta pra essa pessoa, passa a fazer muito mais sentido do que só surtar na onda de, já que todo mundo fala de diversidade, vou falar aqui seis meses disso, né? Depois vou mudar. É muito bacana. Eu queria já puxar um quadro. Então, Roberto, puxa aí a sua caixa, o saxofone.
Camila, acho que dá para puxar um dois em um, botar a Bárbara num dois em um de quatro. O que você acha? Vamos, vamos. Eu estou curiosa. Então, eu quero saber sobre o meu case. O seu filho de trabalho, o seu case de orgulho para você compartilhar com a gente. E queria já puxar também um outro que é o oposto desse, mais ou menos, que todo mundo adora, que é o momento saia justa. Alguma coisa que saiu muito diferente do planejado, que você esperava que ia ser um sucesso e
não foi esse sucesso todo. Algo que deu errado e como você contornou. Então, assim, a gente já vai puxar dois quadros em um. Nossa, gente. Vamos lá. Meu cave. Meu cave. Poderia falar de alguns, assim. Mas engraçado... É bom, mãe que tem muitos filhos, dá essa dúvida. Escolhe o preferido. Acho que Rock in Rio pra mim é um case. Acho que ter montado na época, né? A gente não falava nem videomaker, a gente falava web host. Então ter montado toda essa
operação de conteúdo dos maiores festivais do mundo. foi uma coisa que mexeu muito com a minha carreira, eu testei muita coisa, inaugurei todas as redes sociais do Rock in Rio, inaugurei todas as parcerias com Facebook, Twitter, Snapchat, Instagram, era um momento de virada na internet, foi super
legal. O dicionário de gêneros em dois mil e dezesseis, pra mim, eu guardo com muito carinho, porque eu acho que é uma conversa que ainda precisa muito ser semeada, e lá em dois mil e dezesseis a gente tava falando sobre isso. E eu tenho uma irmã que é LGBT e, enfim, isso pra mim pegou bastante até o momento aí de eleição. Minha irmã foi super ameaçada na cidade que ela morava, então ter feito esse projeto me trouxe muitos aprendizados.
Na própria Fiat também, na Jeep, tem um case do meu coração, que foi de uma série que a gente fez, um brand entertainment que a gente fez junto com o Projeto Tamar. Mas se eu pudesse dizer, assim, o meu case, eu acho que é juntar as pessoas, sabe? Eu acho que as pessoas se amarram no que eu faço, porque pela forma como eu faço. Eu tenho uma coisa que eu... Eu junto pessoas diferentes para
criar coisas. E eu acho que o meu dedo legal na vida profissional está exatamente em juntar as pessoas certas na hora certa para construir as histórias que eu gostaria de ver. Que eu acho que a gente precisa ver. Então... Eu acho que esses cases só foram possíveis porque eu tive, nesses momentos, pessoas muito bacanas, assim, nos times pelos quais a gente desenhou esses projetos, sabe? E o que deu errado? Caraca, um monte de coisa deu errado também. Mas teve um que me traumatizou.
Era um lançamento... Caraca, eu levei pra terapia esse. Foi horrível. Foi um negócio assim... A gente ia fazer o lançamento de um carro, né, da Fiat, e teve uma reunião com a liderança toda da América Latina, foi, imagina, trezentas pessoas, mas todos eram líderes, eram diretores e gerentes. Eu tinha feito uma apresentação porque a gente ia fazer uma ação de PR digital para lançar esse carro.
E a gente tinha pego um meme, não sei se vocês já viram, mas o Uno Mille com Escada, sabe, o Uno Mille com Escadinha? Ele é um fenômeno na internet. Se você jogar no YouTube, ele virou já ícone de videogame, de carro de videogame. Ele é... Tem um monte de vídeo dele desatolando o carro quatro por quatro. Ele é um fenômeno. Uno, milho e coscadinha. Então, a gente entendeu essa conversa.
O time pegou essa conversa e falou, pô, vamos lançar uma conversa nova, um carro novo, tecnologia, um novo momento da Fiat, pegando uma coisa que é o coração, que a galera adora, usando uma conversa para fazer isso acontecer. E a gente falou, pô, vamos fazer a primeira corrida de Uno Mille com escadinha no teto. E vamos soltar isso. E aí a gente foi filmar, fez um vídeo divertidíssimo, engraçado, com pilotos de verdade, no autódromo.
E aí a cada um no milho que saía, entrava um carro da nova frota, da empresa, com uma letra para decifrar qual seria o nome do novo carro que ia ser lançado. Uma ideia muito legal, etc. E aí me pediram para apresentar essa ideia nessa reunião de liderança. O meu chefe tinha visto o material, estava tudo bem. Estou apresentando. Achei que estava tudo certo. De repente, eu vejo uns olhares terríveis para mim. Todo mundo pegando o celular e se mandando mensagem.
E alguém chega do meu lado e fala, para, para, para. Sai, não sei o que está acontecendo. Então, corta. Você acabou com a campanha de lançamento. Acabou de vazar o nome do carro. Você mostrou o nome do carro. Não podia mostrar o nome do carro. Já está na imprensa inteira.
Eu... eu desfalecendo, assim, quase que minha pressão caiu, eu falei assim, ué, mas a gente tá numa reunião de líderes, vocês apresentaram coisas muito mais difíceis aqui hoje, eu apresentei o nome de um carro, vocês apresentaram números, né, coisas e tal, como que vazou pra indústria automotiva o nome do carro antes, ai, furou a ação, e no dia seguinte ia sair a ação, dessa que eu tô falando pra vocês, o vídeo, tarará, acabou, já era, acabou com a ação, aí eu, enfim, Foi uma grande...
Pra mim, naquele momento, foi uma grande vergonha, mas, assim, pessoas tinham falado que eu podia fazer aquela apresentação, tinham visto aquela apresentação. Eu me senti numa pegadinha do Sérgio Malandro, de mau gosto. Fui super criticada, julgada, tarararará, mas eu falei assim, cara, eu vou botar a ação de pé pra vocês verem que essa conversa tá numa bolha e que a ação é exatamente pra gente furar essa bolha. Não, já era. Você estragou tudo. É que...
Fizemos, lançamos no dia seguinte e foi um sucesso a ação. Me deu muitos traumas essa história, porque parecia um erro quase do estagiário, né? Digamos assim, como que a executiva de marca entregou e furou uma ação de lançamento e tal, não sei o quê. E aí eu tive que ficar me trabalhando nisso, porque assim... Um erro desse nunca é um erro de uma pessoa. Você tinha uma equipe envolvida. Pessoas viram aquilo que ia ser apresentado.
E aí eu acho que tem um lugar das corporações, principalmente dessas grandes corporações, de se aparcerar coletivamente na hora que dá merda também. Na hora que não... Poxa, não era pra ter sido bem assim. Caramba, deixa um passar. Como é que a gente pode refazer agora? Então, eu acredito em outros jeitos de liderar. E esse episódio me ensinou muito sobre tudo que eu não queria ser. Tudo que fizeram comigo era tudo que eu não queria ser.
E eu não queria fazer ninguém jamais se sentir tão humilhada como eu senti aquele dia. Mas aí a resposta veio no resultado e depois ficou tudo bem. Mas pra mim ficou horrível. Foi a história que o Vinícius trouxe. O Vinícius trouxe uma história dessa de quando ele era estagiário. Então essa conexão que a Babi fez é tipo, caraca, óbvio que ela não ia errar isso de bobeira, né?
Traumas. Não, é, e o trauma é muito difícil de superar, porque no fim você teve um ótimo resultado, né, mas ficou tão marcada essa culpa, né, assim, mas acho que me pegou muito no que você falou também, tipo, eu aprendi como eu não quero ser, como eu não quero fazer, né, e assim, acho que principalmente esse caminho da liderança, né, conforme você vai evoluindo na sua carreira e assumindo mais responsabilidades, isso foi muito importante pra mim ter
lidado com pessoas que eu aprendi que eu não queria fazer o mesmo que elas então isso também é uma forma da gente aprender um pouco na dor mas faz parte terapia tá aí pra ajudar isso aí Exatamente. Eu tenho mais uma pergunta também. Eu tenho várias, na verdade, mas eu queria dizer que a gente adora esses papos que a gente consegue abrir muitas abas e ir para vários assuntos e com profundidade e um conteúdo mais denso.
E aí, a gente, agora, não é tão de agora, mas toda parte de inteligência artificial e todo o desenvolvimento E aí, principalmente para essa parte de conteúdo, tem muita coisa que está ficando mais padronizada, né? É muito bom a inteligência artificial para muitas coisas,
mas também muito perigosa, né? E aí, eu queria saber se você sente isso também, que está indo para um caminho de padronização para algumas coisas, para alguns conteúdos, e como que a gente pode fugir desse caminho, se você concordar com o que eu acredito, né? Acho que o Roberto também. É, eu acho que assim, é um caminho meio sem volta, né? Essa história da inteligência artificial é um novo capítulo, a gente vai ter que começar a lidar com esse novo capítulo.
Eu sempre falo muito sobre quem tá usando, como a gente tá usando, pra que a gente tá usando, em quais contextos. Ainda tem uma... De novo, acho que falta um letramento digital em muitos aspectos. Tem uma discrepância de quem já tem os acessos, os entendimentos e de como a gente está criando e podendo testar, inclusive. Eu trabalho hoje com uma galera, uma juventude incrível que está super, que usa chat EPT para várias coisas.
Eu acho que a gente vai chegando num momento também de liderança, de gestores, e aí a gente tem esse choque cultural e geracional que tem rolado entre as gerações, super alongado agora também por conta dessa história da tecnologia, mas que é fundamental a gente ensinar os times, a gente precisa fazer mais perguntas, ser melhor em fazer perguntas, as respostas já estão dadas, é como se fosse mais ou menos isso. Mas para não ficar todo mundo igual, que perguntas diferentes
a gente pode fazer? E aí eu acho que tem um desafio que vem da educação básica. Eu tenho amigos que hoje têm filhos ali na fase dos doze, quatorze. E a garotada está com uma dificuldade de interpretação de texto. A nossa atenção está em vinte e sete segundos. A gente não consegue mais... Aí vem todas as plataformas e ficam pedindo para a gente criar conteúdo de cinco segundos, de quinze segundos, cada vez mais fragmentado, cada vez mais rápido e cada vez com mais
volume. Em que momento a gente consegue realmente se aprofundar nos conteúdos, parar, ler algo mais denso, assistir algo mais denso. Então, isso vai esbarrar na indústria criativa totalmente quando chega essa galera no mercado de trabalho e esbarra totalmente na gente também, que precisa trabalhar junto e que precisa criar soluções. A ferramenta vai estar ali entre todos nós.
Mas as perguntas que a gente vai fazer vão passar também por esse lugar de entendimento de mundo, de interpretação, de contextos, de referências, que a gente precisa estar olhando para fora da bolha do algoritmo que nos cerca. E aí eu falo que é o fora dessa bolha do algoritmo estendido
mesmo, na vida. né? Eu trabalhei muito com marca de classe C a vida toda, e aí tinha gente na minha equipe, uma vez, a gente entendendo uma marca de beleza que nunca tinha aberto uma caixinha de tinta de cabelo em casa. Eu falei, amor, a gente vai pra Nova Iguaçu, a gente vai de trem, vai abrir essa caixa, vamos comprar, tem que saber o que é isso, porque senão você não vai conseguir trazer essa
conversa nunca pra jogo. Tem inteligência artificial que vai ajudar, se você não tem repertório cultural. Então, eu acho que a gente vai se... Vai enriquecer o que quer que seja e as ferramentas estão aí para ajudar se a gente estimular que as pessoas continuem tendo um repertório cultural, de vida, social, para que as coisas fiquem... Fiquem de pé e de um jeito um pouco mais proprietário. Todo mundo que já trabalhou comigo diretamente ouviu. Você já testou o produto?
Você já experimentou? Não dá para você falar sobre algo que você não testou. E às vezes você não é o público-alvo perfeito para aquele produto. Mas você tem que experimentar. Você tem que entender minimamente. Você pode até falar. O que é o carro? Ele vai te responder. Mas não é a mesma coisa. e sentir, ver como é que é, e ver o cheiro, o couro do banco, e por aí vai.
É, eu sou, assim, muito cabeça dura, que, assim, jamais a inteligência artificial, na minha cabeça, vai substituir, sabe, um toque humano, porque eu volto a falar, né, assim, são pessoas falando com pessoas, sabe, eu acho que ele vai facilitar, vai tornar o processo mais rápido. Até o que você falou dessa galera mais jovem, tipo, eu trabalho muito tempo com mídias sociais. Nossa, eles criam um vídeo incrível editado, assim, em dois
segundos no celular, né? Da mesma forma que o vídeo vai durar dois segundos, eles fazem em dois segundos. E aí eu fico, tipo, nossa, eu preciso do meu laptop aqui, do meu mouse, sabe? Pra construir qualquer coisa, minimamente. E aí eu acho que rola esse
choque, né? e eu acho que é muito bem-vindo eu acho que entra ali no bolso da diversidade trabalhar com pessoas diferentes então é muito bom a gente aprender com eles mas eu acho que também tem algumas coisas que a gente precisa de um tempo, de experimentar eu falo que tempo é posto por exemplo, a Genial realmente eles fazem o vídeo muito rápido mas qual história está sendo contada nesse vídeo?
você tem a ferramenta, o vídeo vai nascer vai ser parido assim e eu acho isso massa E aí é onde a gente vai plugar com eles. Ajudando exatamente na nuance da história. Porque a história não é só sobre montar o vídeo e editá-lo rápido. A gente vai precisar cada vez mais. E a galera está fazendo. E eu acho gênio. Trabalho com uma gente que faz
cobertura de conteúdo real-time. Mas aí eu sugiro até um outro episódio só pra gente falar sobre essa parte, que eu tenho um projeto de letramento digital que chama Internet das Pessoas, e aí eu acho que a gente tem que falar muito sobre isso, porque a gente precisa, e eu acho que letramento digital também é uma responsabilidade das marcas nesse mundo de hoje, sabe? Sim, com certeza. Ó, a sétima temporada vem aí, hein? Tem spoilers.
E acho que quando a gente diz marca, também não esquecendo que influenciador é uma marca, né? As pessoas às vezes agem de forma leviana, indicando qualquer coisa, a gente vê muito por aí, e ela também é uma marca, né? Então, assim, acho super importante isso. Se a gente entrar na seara dos tigrinhos aqui, estamos ferrados. Ô, Babi, a gente fica sempre muito atento aqui no episódio pras aspas, né?
É sempre muito um dilema. Qual que é uma aspa específica que você vai falar durante essa uma hora e que a gente vai colocar? E tem uma que eu anotei aqui que foi maravilhosa, que é nenhuma inteligência artificial vai ajudar se você não tiver repertório cultural. E, cara, é muito isso. Eu acho que repertório é pra vida, né? E falando em repertório, eu vou puxar mais um quadro, que é o Isso Não É Um Public Post. E aí, se você quiser fazer um jabá, também tá liberado, tá?
Fica super à vontade. E aí você vai trazer três indicações do coração. Pode ser livro, pode ser série, filme, gente pra seguir, paper, artigo, notícias, sei lá. Um samba muito bom amanhã, que possivelmente Camila vai, você
também. então vou puxar uma bateria vergonhosa aqui de quem tem meses de caixa na frente de uma pessoa que tem anos de surdo e bora pra isso não é um public post da Bárbara vai que é tua Babi, três indicações do coração nossa, difícil que eu tenho um monte gente, mas assim já que a gente tá falando que ano que vem é o ano do clima no Brasil, a gente tem a Copa de Belém e as marcas precisam estar atentas a isso eu sugiro três amores
maravilhosos, pessoas jovens, ativistas, negociadores pelo clima, que acho que vale super a pena a galera acompanhar. Carolina.zzz ou Capitu. A Carol, ela fala muito sobre infâncias, ela é uma jovem negociadora pelo clima, ela fala sobre muito esse papel da educação para a gente conseguir
resolver as questões climáticas. Marcelo Oliveira, que fala de cultura e clima, a cultura como meio e caminho para a gente poder resolver as questões climáticas, e ela também participa de um projeto que é muito legal, que é o Clima de Mudança, que envolve essa conversa do clima dentro de territórios periféricos, então acho que é super importante.
Marcelo Rocha, acho que o arroba dele é nós, Marcelo Rocha, que também é um ativista climático, um jovem super focado em festivais, também em entretenimento, está como conselheiro de organizações globais, tipo o Pacto Global da ONU, já fez trabalhos para a Converse, é uma galera que acho que vale a pena ficar de olho. Tem alguns perfis que eu gosto, que eu acabo consumindo, que são perfis de conteúdo também meio para fora da minha bolha. Eu gosto dos perfis de podcast.
A Rádio Novelo sempre tem alguma coisa legal. O Café da Manhã faz parte da minha rotina ali, rapidinho, para saber o que está acontecendo. Vou fazer o Jabado falando de propósito, que é meu podcast, junto com o Júlio de Sá, que é um projeto de edutainment do Senac Rio, junto com a Band News, para a gente conseguir falar sobre criatividade e educação aí pra uma galera geração Z, mas a gente passa por várias pautas. O que mais? Livro? Ah, eu tenho três. Vou dar três.
Não vou dar livro cabeçudo, não. Acho que a gente está precisando de outras coisas. Então, já que a gente está falando de sextouro, eu vou começar por um de funk, que é maravilhoso, que chama Cai de Boca no Meu Botetão, da Tamires Coutinho, que é uma tese de doutorado sobre como o funk pode ser uma porta de empoderamento feminino. E o livro é sensacional porque ele Tudo que a gente falou aqui. Cultura, comportamento, música e como que as marcas podem chegar
junto dessa história. Então, procurem Tamires também. Sigam Tamires. É... Estamos em tempos que precisamos falar de amor. Então, Bell Hooks, maravilhosa. Acho que tudo sobre amor deveria ser uma bíblia em todas as escolas, em todas as casas, para a gente entender a nossa relação capitalista com esse sentimento. É muito impactante. Essas relações tão líquidas. E aí, todos do Bauman também, acho que vale a pena a gente olhar. E eu fecharia com um rio de
esperança, que para mim é a terra dá, a terra quer. de Antônio Bispo. Eu acho que tudo que a gente está falando aqui, tem uma frase dele que eu gosto muito, que é sobre... Eu não lembro exatamente, mas é sobre como se um rio, quando encontra outro rio, não é sobre ele brigar, mas é sobre a confluência dessas águas, é sobre a confluência desses pensamentos.
E eu acho que a gente precisa estar no momento de trazer essa confluência de muitas frentes, ideias, e urgências para a mesa, porque aí a gente vira uma coisa maior e mais forte, e não uma coisa menor e mais rasa. Então, recomendo muito A Terra Dá, A Terra Quer também, de Antônio Bispo. E o Ginga, que é o meu projeto de... É um projeto que eu sou voluntária, Ginga UF. É um projeto de racismo, contra o racismo. Eu fugi a palavra, peraí. Religiões de matriz africana.
Eu comendo muito ginga. Ginga Ufi, que é um projeto de pesquisadoras contra o racismo em relação às religiões de matriz africana. A gente faz um trabalho de levar para a academia e cientificamente pesquisar todas as questões que estão relacionadas a como que isso impacta e tem impactado o Brasil. Então, a gente está falando de colégios que não conseguem mais dar aula, colégios que estão dentro de áreas de milícias evangélicas, que não conseguem mais dar aula de história, por
exemplo. Ao mesmo tempo, a gente está falando de terreiros que são centros de robótica, de turismo, enfim, é um projeto incrível, que ganhou o Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos, e é uma pauta urgente, porque não é sobre religião, mas é sobre existência, saberes tradicionais, história, história do Brasil, história de quem
somos, e por aí vai. Então, ginga UF. caramba, falei um monte gente, adorei, essa arte desse não public post da Babi vai ser tipo assim, um grande mosaico maravilhoso tem que ouvir pra pegar todas as outras dicas gente, o Ginga é maravilhoso eu fiquei um tempão navegando por aquele Instagram lá, muitos dados, muito material maravilhoso, assim, tipo, cara, eu sou da religião também, de matriz africana, então eu sei que a gente sofre muito preconceito e a forma como está
sendo tratado lá, muito bem embasada, muito bem estruturada, a linguagem, a apresentação, os dados, eu fiquei impressionado. E chuva de recomendações, hein, dona Camila? Você tem mais coisa aí pra perguntar pra Babi que você me manda? adorei, não, adorei as recomendações anotei tudo, eu quero seguir tudo e assim, quem ouvir vai ganhar isso aí de presente um monte de recomendação boa a gente pede três, veio uma chuva, adorei eu queria puxar mais um quadro Qual quadro você vai puxar?
É o último, né, Camila? Isso, pergunte aos hosts. Queria saber se você tem alguma pergunta para a gente, uma só para o Roberto, uma para mim, uma para os dois. Você fica à vontade. Agora é a sua vez de fazer pergunta. Ou nenhuma. É, também. Agora é o seu momento de escolher. Bom, vocês falaram com um monte de gente muito bacana. Esse é o último episódio da
temporada. Qual a lição que vocês tiraram das conversas de como que a gente pode crescer aí, ajudar as marcas a crescerem em dois mil e cinco, a partir das conversas que vocês tiveram por aqui? Uau, que pergunta difícil, assim. Realmente, assim, uma das mais difíceis, eu acho, que surgiram aqui. Eu vou tentar começar. Roberto, fica à vontade para pensar. Me vinguei agora, principalmente do host de podcast. É, viu? É. É assim mesmo.
A ideia desse quadro é essa. A gente falou com pessoas de perfis muito diferentes. Foi muito legal também que a gente pôde trazer vários amigos e que a gente conhece com mais detalhe também o trabalho que eles fazem. Eu acho que cada um na sua área tem uma contribuição para a gente aprender também e colocar em prática. Aprender com isso e ser um profissional melhor. Mas eu acho que a gente falou muito sobre inteligência
artificial e como usá-la melhor. E eu acho isso assim, de como facilitar o nosso trabalho do dia a dia sem esquecer desse toque pessoal que é importante. Então, o que a gente falou aqui hoje também. Acho que esse papel das marcas de sair um pouco do que todo mundo quer ver e daquele textão preso na parede, o quadro preso na parede, para colocar em
prática, foi uma coisa que... Não é tão novidade, mas acho que a gente pode aprofundar nessa temporada em alguns episódios de... trazer dados para confirmar isso, sobre diversidade, sobre você conseguir falar bem com o público e além da sua expectativa. Às vezes eu acho que isso aqui vai funcionar melhor e aí a gente, através de dados e pesquisa, colocar em prática e o que a gente falou hoje também, de entender o nosso papel no mundo e o e as bandeiras que a gente vai levantar.
Eu acho que está num momento que as marcas não podem ficar mais em cima do muro, não devem, porque eu acho que o consumidor exige uma postura, uma decisão. E isso, às vezes, tem conflitos. Você escolher alguma coisa, você está abrindo mão de outras, mas eu acho que a gente está nesse momento que as marcas precisam se posicionar. Então, acho que a gente falou isso em vários episódios e a gente conversou com muita gente corajosa que tem tentado, sabe, através de dados conseguir
colocar isso em prática. Acho que foi isso. O que você acha, Roberto? Cara, arrasou, Camila. Fiquei tentando fazer uma retrospectiva aqui de todos os episódios e eu juntei em três tópicos, tá? E aí você me disse se faz sentido, se conecta. eu acho que a gente falou muito sobre humanidade.
Puts, o gestor que eu quero ser, a pessoa que eu quero ser, quem eu não quero ser, um se importar de verdade com as pessoas, um se importar de verdade se aquele produto é bom, se aquele serviço é bom, se tem impacto, se não tem impacto. Então, humanidade é uma coisa que... Uma humanidade genuína é uma coisa que permeou vários dos episódios. O segundo assunto, que a gente sempre fala muito, mas acaba que às vezes é uma coisa muito
etérea, que é a estratégia. E aí a gente passou estrategistas, então tem Babi, tem Vinícius, passou um monte de estrategista aqui, legal. mas uma estratégia de verdade, embasada. Putz, eu entendo o meu público, eu tenho dados, eu fui lá, eu fiz pesquisa de campo, eu vivi. E aí, putz, beleza, eu me importo de verdade com as pessoas e eu tenho uma estratégia que embasa todo o meu marketing, toda a minha estrutura, meu produto, minha tecnologia, logística. A gente recebeu o cara de
logística aqui e por aí vai. E o terceiro, que eu acho que é muito sobre... meio piegas essa frase, vou tentar adaptar, mas entender o novo, se adaptar ao novo. Então, teve gente que falou sobre o conflito geracional que a gente já está tendo. Nós já somos os tios que não têm essa habilidade de editar um vídeo no celular, igual a galera
de vinte e poucos. Putz, tem AI que está vindo aí... atropelando um monte de gente tem uma falta de estudo ou uma necessidade de estudo cara, leitura quantas páginas você consegue ler de um livro sem pegar no celular e inevitavelmente a gente falou muito de método também qual que é a metodologia que eu vou usar tem um framework que não tem Então, eu juntaria entre humanidade esse se abrir para entender esse novo e estratégia de verdade.
O que você acha, Camila? E, Babi, eu respondi ou eu sabonetei? Me conta. Foi um ótimo resumo. Achei que foi um bom resumo da temporada mesmo. Também. Então, já que foi um bom resumo da temporada, eu fico triste quando acontece isso no final de episódio, tá, gente? A gente tinha um monte de pergunta e não vai dar.
A gente vai fazer a última porque é o tempo aqui, a gente é embasado nos dados, uma hora já é um bom tempo pra galera ficar ouvindo a gente aqui, eu adoro, mas quando passa muito a gente começa a ver o drop ali, então a gente segura essa onda. E aí, Babi, eu vou sortear na roleta aqui E eu acho que eu vou pra essa... Ai, ai, ai. Tô tentando não falar tanto agora, pra dar tempo pra galera terminar de lavar a louça. Não, isso aí não.
Cara, eu vou numa que a gente tem uma relação pessoal com esse assunto, tá? A gente, eu digo a gente mercado, né? A famosa entidade mercado. A gente fala muito de diversidade e, naturalmente, o primeiro pensamento são pessoas negras ou pessoas LGBTQIA+, ou periféricas e tudo mais. a gente rema com a galera da Canoa Blind, que foram campeões recentemente, e é um público, é um perfil PCD, e esse perfil PCD a minha visão, tá?
Eles só são incluídos por lei ou porque precisa e eu vejo muito marginalizados e é uma potência bizarra em N sentidos, pelo menos a minha visão sobre isso. E eu queria saber, cara, a gente ainda não lida de forma natural, por que esse grupo, e aí com muitas aspas chamando de grupo, está tão distante dos outros? Me dá a sua opinião aí, sincerona, Nessa. Ah, é. A Equipe Blind é composta a cem por cento por pessoas. No caso lá, são todas PCDs. Noventa por cento são pessoas cegas.
Eles são campeões do PAN de canoagem desse ano. Representaram o Brasil, inclusive. Incrível. E, assim, no podcast que eu faço, no Falando de Propósito, a gente recebeu já várias pessoas PCDs. Inclusive... Eu uma vez virei para o cliente e falei, ah, eu estou querendo trazer um convidado que ele tem uma deficiência que é uma deficiência neurolinguística. Então a gente está falando de um podcast que precisa ser escutado pelas outras pessoas.
Ele vai falar com mais dificuldade, ele vai falar mais devagar, ele vai falar de outra forma. A gente vai ter que adaptar mais ele a gênero que ele faz. E aí eu acho que isso esbarra lá no começo da nossa conversa, que a gente estava falando sobre co-criar com a comunidade. As pessoas PCDs fazem parte desse país. Os dados somente são gigantes. Então, a gente precisa começar a entender. como que a gente vai trazer a galera. E não só trazer, mas incluir de fato.
E tem um monte de gente fazendo um trabalho sério nesse sentido. Tem alguns documentários também que saíram esse ano. Poxa, eu queria lembrar o nome agora para trazer para vocês, mas se der para colocar na legenda, eu faço questão de a gente colocar depois. que tem séries, peças de teatro, documentários de Netflix, tem uma série de coisas que estão
acontecendo. Agora vai ter uma série na Globoplay. Aliás, recomendo que vocês sigam muito o Pedro França, que é uma pessoa que fala muito sobre esse assunto. Eu acho que vale a pena seguir. Então, assim, tem um monte de gente séria falando sobre isso, então acho que vale a pena começar seguindo, entendendo, acompanhando, abrindo a sua bolha do algoritmo na tecnologia e na vida. Eu acho que essa que é a grande questão. E a gente está aberto a realmente criar e cocriar com as pessoas.
Tem diretores de cinema incríveis, que são pessoas PTDs, e que você só vai ter que ter um jeito de trabalhar com a pessoa diferente. Está tudo certo. Por que é diferente? Só porque não está na nossa rotina, porque não está no nosso cotidiano. Mas acho que incluir é obrigação de todos nós. Então, eu acho que tem um monte de gente incrível que só está precisando de uma oportunidade para entrar no mercado. E tá na hora da gente escancarar essas portas aí e aí a gente tem
que se adaptar. Não eles que precisam se adaptar, né? Mas acho que a gente precisa se adaptar pra gente poder fazer a coisa acontecer de fato. Acho que esse é o passo. Gente, quando vem, assim, eu já tive o prazer de contratar algumas pessoas PCDs na minha vida e é mágico, assim, porque as oportunidades são escassas, as pessoas não são valorizadas, então quando você abre essa porta, a pessoa vem, tipo assim, chutando tudo, ela vem
amassando. Todas as minhas experiências com pessoas PCDs foram sempre muito maravilhosas, as pessoas... são gratas pela oportunidade que é dada e buscam muito conhecimento e querem evoluir na carreira. Cara, que legal, eu gostei bastante aí da sua fala, Babi. E aí, Camila, vamos nos encaminhando para o final desse último episódio da sexta temporada, como você se sente? Eu estou já saudosa. Foi tão legal. Foi muito bom mesmo. Eu queria complementar uma coisa dessa última fala da Babi
também. Porque eu acho que é muito bacana. Volta esse papo da gente aprender também. E eu acho que a gente tem que adaptar para conseguir ter oportunidades mais... justas e a gente ainda tem muitas falas capacitistas e carregadas de preconceito, né? Então, quando a gente tem esse contato mais diverso, acho que a gente aprende muito, assim. Essa semana eu participei de um evento que a pessoa, assim, teve uma fala que eu fiquei, assim, e ninguém mais percebeu, sabe?
E aí eu falei... Como que pode, né? A gente não pode... É normalizar isso, assim. E era uma fala da apresentadora do evento, sabe? Então... Volta no papo lá do letramento, né? Sim, assim... A minha mãe... Falta muito ainda. A minha mãe tem uma deficiência visual. Minha mãe só tem uma vista, né? Ela é considerada uma pessoa monocular, assim. Aí as pessoas esquecem. Aí, às vezes, ela fala... Eu não consigo ver. Eu não consigo ver esse cardápio.
Eu não consigo enxergar isso. Eu não consigo... Se ela tiver sem uma lente X, ela bate nas coisas. Até eu esqueço, às vezes, que convivo com ela e sei como é que é. Mas, às vezes, as pessoas falam, nossa, a pessoa está causando um restaurante. Não, é porque você precisa dar um acesso igual para todo mundo. Ela não vai conseguir enxergar. Enfim, eu acho que a gente precisa estar mais atento a essas questões, sem dúvida.
É, e eu acho que quando a gente tem um caso, assim, mais próximo, né, a gente começa a olhar para isso, porque é isso, uma coisa que deveria ser simples, tipo, acessar um cardápio, né, é dificultado, sabe? E pequenas adaptações facilitam para todo mundo, porque é isso, se a letra for maior, para uma pessoa sem a deficiência não vai impactar em absolutamente nada, né?
A gente fala mais por áudio, então ela é agente de viagens, às vezes ela tem que explicar para os clientes dela que às vezes ela vai trocar mais áudio, porque ela vai ter uma comunicação mais rápida do que se ela tiver que escrever. E aí as pessoas falam, nossa, eu odeio áudio. Mas a gente está trabalhando com uma pessoa que para ela isso é uma ferramenta que é uma ferramenta importante. Então, enfim. Ah, e agora o WhatsApp já lançou a ferramenta lá de transcrição de áudio.
Ainda está meio capenga, mas assim. Graças a Deus. É, facilita muito. Mas, assim, queria te agradecer, adorei te conhecer, Babi, é bom que a gente, assim, ainda vai se cruzar, a gente vai poder ter conversas, né, aprofundar ainda mais, porque isso aqui, né, foi pouco tempo, realmente. Muito obrigada pelo seu tempo, por tudo que você falou aqui com a gente, muito bacana mesmo,
fiquei muito feliz. Estou saudosa já com esse fim de temporada, mas queria agradecer todo mundo que ouviu a gente, todo mundo que indicou para os amigos. E agradecer principalmente para o Roberto, que me fez esse convite. Agradecer a Ana também, que é parceirona aqui nessa temporada com a gente. Hoje ela não está nessa gravação, mas esteve em quase
todas as outras. muito feliz com essa oportunidade mesmo e animada que eu sei que a próxima vai ser boa, a gente já está pensando muitas ideias fervilhando aqui, então a gente vai preparar uma próxima temporada com o mesmo ou mais carinho e atenção do que foi nessa, por isso que é super importante os feedbacks, eu sei que a gente ainda tem um monte de coisa para melhorar, mas a gente faz com carinho e empolgação para que seja legal e para que a gente consiga
compartilhar conhecimentos e histórias de pessoas tão interessantes. Então, eu estou muito feliz. Obrigada, gente. Gente, olha a Camila. Caraca! Obrigada pelo convite. Foi um prazer. Adoro trocar ideias e adoro trocar ideias com pessoas que estão na mesma sintonia de querer fazer desse mercado um lugar melhor pra gente viver,
né? Eu adoro o que eu faço, então se eu puder fazer de um jeito que faça sentido, pra mim tá ótimo, adorei o papo, só chamar que eu volto, a gente se encontra na Canoa, nos blocos, não pode mais falar de óbvio, porque agora essa coisa acabou com o meu job. Qualquer dia desse eu vou lá na Canoa, eu tô prometendo e tô preguiçosa, mas qualquer dia desse eu vou lá ver vocês. Bora, bora com a gente que vale a pena. Obrigada, gente. Cara, Babi, valeu demais. Foi maravilhoso esse episódio.
Camila, você arrasou nessa temporada, tá? Já tô aqui, ó, esquentando os tambores aqui pra sétima. Já vamos falar disso. Queridos e queridas ouvintes, muito obrigado por se manterem fiéis depois de, sei lá, quatro, cinco anos de podcast. Já nem lembro quanto tempo vocês continuam mandando mensagem, continuam compartilhando, mandando feedbacks, pedindo ajustes. Vambora, estamos sempre aprendendo, sempre evoluindo. Valeu demais. Até dois mil e vinte e cinco.
Beijo no coração. Valeu, Babi. Valeu, Camila. Beijo, tchau. Valeu. Beijo.
