¶ Intro / Opening
When approaching an airport for landing in
¶ Queixas do Verão Português
Como é que é a maltinha daqui é a vossa Bumps? Bem-vindos a mais um episódio de Fuso. Como é que vocês estão? Estão bem? Estão bem? Estão suadinhos? Estão com orvalho no buço? Pá, duro. Eu tive esta semana de bafo na praia, mas nem na praia estava muito bem- tipo, não está. Não está. É muito suoras correr da prega das nalgas até ao tornozelo.
A pessoa ducha-se e derivado ao calor está cerca de 10 segundos depois, e depois meio com crianças e é sempre tenso. Ai, está-se a fogar, não está a fogar, ai. Não é? Muita sua dela bambuleante em cadeira de plástico, sabem? Aquela dança que fazíamos com as nalgas, é pá, não é? Tipo sabão molhado, que fica a fazer selos, selon, celos.
Epá, muita cesta de Lucas a lapado a mim, porque ele reparem, toda a gente pensa que está um calor de morte, deixa-me cá, não é? Largar a mão das pessoas, não, não. Não, não, ele não quer distância. Ele não quer distância, portanto, parecia que estava a dar cola um lombe picanha na grelha. Um lombe picanha, chispas, chispas acesas no meu colo.
Os dois à assar, sabem? No encontro de peixe, à sar, àsar. E ainda assim acham que o menino quer distancer. Eu não quero, não quero. Quer estar a respelhar mesmo à que eu, sempre, sempre. Caputa colas. É um. Agora, se eu continuo apaixonada, claro que sim, que eu nunca escolhi bem os homens. Eu nunca escolhi bem os homens. Sabe aquela Susana? Tu nunca escolhem bem os teus homens. Eu sou igual.
Nem os que escolho, portanto, para pernoitarem na minha cama, como aqueles que espilo, o verbo expelir, pulo pipi. Espilo. Eu espilo, tu espelas. Espilo. Há verbos que não se percebem bem na primeira pessoa, não é? Tipo, eu espilo? Com o verbo colorir, eu coloro. Não é? Há verbos que não fazem sentido. Fiquem com esta.
Mas agora sério, eu ontem fiquei com uma queimadura real na pele, tipo, sentei-me no assento do carro, o carro esteve ao solo o dia todo. Eu fiquei queimada malta, tive que ir buscar um fucking regador. Tive que regar o banco para me conseguir sentar. E mesmo assim, a água ficou a ferver no instante e não estava confortável. Pronto. Fim de queixo-me. Sobre o calor...
Adoro aquelas reportagens que eles fazem, se repararem. As reportagens que fazem sobre o calor são sempre aqueles repórteres que vão para a praia. O próprio repórter, coitado, desejava tarde, tronco numa, não pode, então está meio com uma camisa cheia de manchas. É fazer um coração de suor, um coração que começa nas mamas e vem-lhes agora ao umbigo, a fazer aquelas reportagens tristíssimas, meio de carcavelos, com pessoas atrás a dizer adeus, meio em plástico.
¶ Moda Praia e Desconforto Feminino
E depois, durante a narração da notícia, o que é que eles mostram? Pedras. Poidas. Epá, mas é que eles nem disfarçam, estou a ver. Sempre, fazem sempre assim. Então, quando são várias pedras seguidas, sabem, tipo quatro chavalas viradas para baixo com quatro pedras seguidas, que hoje em dia não sei se estão a par, mas já não interessa tapar o rabo na praia. Eu sei, pareça a minha mãe dizer isto, mas é verdade.
...já nu interessa o mistério, portanto, um fio dental tá ok. Não é a minha cena. Eu gosto, pronto, um bocadinho de mistério, não tá mal. Porque, tipo um fio, percebem? Um fio não é nada, então não vale a pena nada, então é nudismo. Agora, um fio, um fio que parece que uma pessoa tem sempre. Não, é coisa, cueca na gaveta. Pá, não sei, não entendo bem os fatos de banho. Eu não estou a saber navegar esta nova onda.
De fato bem, não estou. E continuo agora ainda por cima. Lá está com uma menina, não só mamocruticoidida está enxadita, que já nem consegue desbloquear o telemóvel com a sua cara, não estou a brincar. Não só estou enxadita de cara e de porreios, como de resto, pá, todos os meus biquíni não me servem neste momento. Porque entram para dentro da gaveta, tipo eu não estou confortável, e não é por mostrar muito rabo, é porque é desconfortável a sensação de pano enfiado na reguei-fe.
E eu não percebo como é que aceitámos todas coletivamente esta merda. É a típica coisa de mulher, não é? Salta alta agulha. Sim, sim, porquê não? Depilar a laser com queimaduras de quarto grau na pele. Sim, sim, porque não. Estamos habituadas ao desconforto. Agora. É um dia de praia, queremos ir descansar, queremos mesmo ir com uma parte de baixo que seja pano dentro do cu, pano que entra para dentro das entrefolhas da vajeja.
É um bocadinho mais tecido, meu. Mais 3 centimes de cadeado, isto não é pedi muito. Eu não encontro isto, agora a sério, estive a tentar comprar biquinis e estou. Pois não se percebe bem pela fotografia. Pronto, a pessoa está na preguiça, não é? E agora ir numa loja, de repente, para quem está privada de Sonic, uns zero pauzinhos de bateria, de repente ir uma loja é tipo uma cena ercólica, eu quero sair.
Vou me arranjar, vou-me vestir para uma loja, provável aqui, nisto para um programa mate, tem garfo no olho. Porém, preciso porque não me serve nenhum. Só que depois agora penso assim: vou o quê? Vou comprar aonde? E depois a pessoa pensa: Ok, deixa cá ver o corte de inglês. O coro de inglês tem aqueles fatos bem XL de pessoa idosa. Sabem aquelas velhas que têm umas mamas que é tipo uma melancia cada mama.
Têm tanto isso como têm depois marcas brasileiras, género salinas ou uma merda que é, que é tipo Fiudental. E não dá para perceber o que é o quê? Entre um e outro, uma pessoa não sabe aplicada um rabo, porque uma pessoa está a ver o modelo, um rabo da modelo, mas o rabo da modelo não está bem à escala real, não é? Não há tipo aquela coisa de
Do projeto de arquitetura, tipo, é uma escala de um para dez. Não, não, não dá para saber. Estamos a olhar para uma fotografia de tamanho de fotografia, de thumbnail de loja online. Portanto, é sempre uma lotoria. E então, pá, comprei. Acho que vou ter que devolver, tenho quase certeza. Porque depois vai-me dar preguiça para devolver e vou ficar com o quê?
Com cuecas de biquínica entupidas que não servem para nada, que vou combinar de forma esquisita com outras partes de biquinik que para aqui tenho. Eu não sei viver, não sei navegar a vida agora. Então, esta semana
¶ Troia e a Comporta: Observações de Verão
Esta semana, não vou mentir, tive na praia e tive a molhar o pincel na gorella dos ricos. Não, estive em Troia, pronto, no fundo foi isto. Tive em Troia, Oaçá. Eu não sei se Troia é que é chique. Troia acho que não é tão chique como a comporta. mas pronto estive naqueles resorts super eco Super eco, é tão eco, é tão eco que é tudo em passadiça. Sabe? A pessoa tem farpas de madeira nos dedos todos, mas é tão eco, o planeta agradece. Com que tipo os dedos em gangrena o planeta agradece.
Deixando dizer-vos malta a Troia, eu não tinha frequentado muito, fui agora nestes 3, 4 dias, e é capaz de ter passado rapidamente e ter feito corta-mato para o meu top 5. de praias portuguesas, tipo é tão bonita aquela praia Só entrou agora, lá está, porque não tinha ido tantas vezes que tivesse entrado, mas
Eu não sei como é que é em agosto, provavelmente é insuportável. Nesta lista de top 5 está o quê? Está uma boa praia da falésia, praia dos tomates no Algarve, a minha praia de infância e é uma praia brutal. Que uma pessoa anda um bocado e arranja sempre espaço nuoreal tranquilão e tem as falézas atrás, de resto, cor de laranjas lindas. Praia do Pinheirinho é também está no meu top. Praia do Bris Largo, meu top, no fundo, aquela fileira de praias do Sudeste Alanjando, se considerarmos todas uma.
também está no meu top tipo Samoqueira, Alteirinhos, Almogravo, pá adoro todas, adoro 100% delas e agora então botei para lá a Praia de Troia que de facto Não há igual porque a água é linda, é uma fucking Caraíba, que é lindo, a areia é branca, é maravilhoso, e não chama tranquilíssimo nesta altura do ano, devo dizer, achei uma delícia.
Por enquanto tudo, não obstante, acho que depois fui dar um pulito à comporta, molhar o pincel na aguarela dos riques, que é, não sei, é pé, 10 minutos, malta e deixa-me dizer-vos. É antropologia. A comporta é antropologia, porque Não sei, os sítios dos ricos eu acho que não são para mim. Aquilo é um habitat que não é o meu, pronto, não é a minha tribo, mas é fascinante ir lá praticar people watching, porquê?
Que aquilo, pá, é meio estranho. Ainda tem casas de pescador, estão a ver, ainda têm nativos, nativos que lá estavam antes dos ricos escolherem alapar-se lá. Portanto, meio casas de pescador, meio merceiros sem indentição, mas depois a conviver em harmonia com quê? Com senhoras de alta sociedade. Forradas de túnicas, sabem? Para mim, eu acho que é o uniforme da Comporta, porque percebi, é túnica. Não podes ir para a Comporta.
Se não fos com uma túnica até aos pés de aquelas túnicas de padrão étnico que custam 500€ cada, é o uniforme da comporta. Eu nunca tinha ido à Comporta Show, tipo à vila, acho que já tinha ido à praia, mas nunca à vila. E é muito especial, é muita tiajoca, com aquela cara da meixa desidratada, sabem? Cara de quem reprimiu muitas emoções.
E depois já não havem tasquinhas, tipo, só há que agora há aqueles restaurantes meio borro chique, sabem, com macramé e estrelícias enormes e torradas de torradas de pão de massa mãe, estou a ver. Tudo boeda caro e meio estranho, não sei. Não quer dizer que as coisas depois não tenham bom aspecto e não sei o que, mas depois achei tudo caríssimo, porque com aquelas lojas de recuerdo de design carérrimas.
E depois as senhoras de pequecs com as suas túnicas acharem muito giro porque elas depois adoram brincar aos pobrezinhos. Elas vão comprar a fruta vão comprar a fruta à fregoneta da Tia Lourdes. E acham giríssimo porque é uma experiência super nativa. A Lourdes não tem dentição. E elas vão lá dizer, Lourdes, a Meloa, está dozinha. Pá, sabem, é tipo é como se fossem aqueles romances de Charles Dickens dos ricos e dos pobres, estereotipado ali, sabem.
Pá, a Lourdes só tem um dente, e diz: está, está, minha senhora. Elas são lá do quintal da minha nora. Está muito boa. É a Meloa, está muito boa. Tem aqui também a taranja, a toranja tem saído muito bem. E pronto, e estes tias locas lá compram a fruta e sentem que super miscigenadas estão a ver. Ai meu Deus, eu interajo imenso com os pobres. Vive-se assim, uma espécie de. De ambiente de colonização, não sei explicar. É estranho. Pois, muita família, muita família tipo...
40 e tais 50 casais de 40 e tais 50 com 4, 5 fixos, estou a ver, típico da betaria e uma e uma espécie. E uma aragem a casamento por arames, estão a ver, sabem aquele casamento tremido, tenso. Aquele casal de pais pá, que já não se olha nos olhos, sabem, que já não gostam da companhia do outro, já desistiram.
Os putos a fazerem pinos na piscina, pai, pai, olha aqui, pai, olha aqui eu, pai, olha eu a fazer não sei o quê, pai, olha eu a mergulhar, ó pai, veja aqui isso aqui, pai, o pai está a sacar, tipo o pai nem desviou olhar o telemóvel, tipo Martim. Giro, giro, Martins, giro, caguei, caguei para a paternidade, estou a ler as gordas do caderno de economia, tipo, caguei, tenho cinco filhos, como podia ter meio, tipo, eu não participo em nenhum.
Aragem é casamento tenso, não vos sei explicar. É tipo, aquelas famílias não gostam de estar em família, não gostam da companhia, umas das outras. Mas pá, mas depois compraram lá a casa, porque os amigos também compraram lá a casa, e então no fundo. Eles, no fundo, só querem que os filhos sejam amigos dos filhos dos amigos para eles não terem que participar, estão a ver? Para serem autossustentáveis socialmente. É o que eu sinto.
E claro que depois no meio disto havia pessoas normais também, mas poucas, não comporta, encontrei poucas. Em troi e encontrei bastante pessoas normais.
¶ Etiqueta Parental na Praia
E é engraçado também outra dinâmica que é qual é que é o manual de conduta? Sabem que o problema de ter putos, para além de. portanto, dos putos em si, que é um problema, que eles estão sempre lá, existem, este é um dos grandes desafios da maturidade, é que eles depois existem sempre. Mas outra cena é a interação das crianças.
Tipo, meio que estás na praia, a Clara não, porque a Clara é completamente um bicho do mato. Tipo, a Clara nunca vai ter com uma criança do nada, isso nunca acontece. Ela é tipo à prova de pedófilos, aquela criança não se dá a ninguém.
Porém, há crianças que não são assim, então que vêm ter com ela para brincar com ela, ela meio que caga para elas, mas pronto. Mas meio que se estamos na praia a fazer castelos e vem uma criança que de repente pumba-se a lapa, e uma pessoa olha à volta a ver onde é que vem aquela criança.
E depois às vezes aviste aos pais. E às vezes os pais, e bem, não se deslocam para mediar a interação. E eu não acho isso mal. O que é que eu acho mal? Quando meio que de repente estamos nós a tomar a conta daquela criança. Ninguém nos diz nada, mas de repente vem uma onda e uma pessoa não quer que uma criança do mundo se afogue à sua frente. E os pais já cagaram, porque pensam que está bem, está ali com aquela menina, e a menina está com a mãe, e meio que se desmarcam.
E isto irrita-me profundamente. Aconteceu-me. Estava na praia e de repente veio um puto. Que era o como é que ele se chamava? O Vasquinho. O Vasquinho, ela passou ao meu lado. Ele lá passou ao lado da Clara. Clara evidentemente não interagiu porque ela não gosta de gente, não gosta de humanos, gosta apenas de cães.
E de repente não sei bem onde é que estão os pais do vasquinho, e de repente o vasquinho está à minha responsabilidade. Ora, eu não pari o vasquinho, o vasquinho, eu nem sequer tenho afeto pelo Vasquinho. O facto dele ser criança e querido não me faz nada por mim, eu estou agastada com os meus já. Tipo, o afeto que eu tenho vai só para aqueles dois.
E de repente tenho um Vasco à minha responsabilidade, que nem sequer me está a contribuir com nada, porque não me traz nem paz, nem brinquedos novos, nem baldes. Não, não, está a usar-vos da Clara. O que gera uma tensão. Porque os putos são fucking territoriais. Não há para ser se ele não sei, muita vez no meu balde, é que eu consigo dar para tu lhapate. E eu, pá, já quero dar um biqueiro no céu da boca do Vasco e no céu da boca da Clara.
Tuve esta dinâmica ou não? Qual é que a modes operandi? Eu acho que a regra é muito simples. Pais do mundo é podem deixar os filhos à distância, mas ao mínimo sinal de tensão, se a chavou irem lá, se achavou irem lá e arremessarem a criança. Mas também, se calhar, não se demorarem na conversa. Porquê? Porque os filhos até podem gostar uns dos outros, mas porque é que nós adultos temos que conviver? Será necessário fazer amizades na praia quando uma pessoa só quer estar encaladinha e sossegada?
Já dei por mim, ah, o que é que nada é que ele tem? Ah, ele teve na natação, mas claro, e o pai só quer estar calado. Deixei-me em paz! Eu não quero fazer amizade! Só que depois, como sou uma pessoa semi, muito semi famosa, depois dá mau aspecto não ser uma pessoa afável. E então lá estou, eu de repente estou à conversa com pais de crianças que percebem.
E pronto, agora pareço uma diva. Não quer dizer que não gosto, às vezes gosto, mas não me apetece que o meu dia de praia seja passado com outras crianças. Eu não vou de férias só por causa das crianças, às vezes também vou por mim, não sei se estou a par, mas eu ainda existo. Muito apagadito, é uma luz que está tremida, é uma lâmpada daquelas de casa de banho de discoteca em Berlim, estou a ver? Aquela luz que já está mesmo a desistir, mas eu ainda está, eu ainda mereço, achei especial.
I think it's special but very interesting in terms of people watching and anthropology watching. Casamento extenso.
¶ Mosquitos e a Riqueza da Comporta
Ou seja, o que é que achei da vila? Os turistas achei um turista mais upper class, portanto, um francês civilizado. Que ele deve ser caro, porque pá, não há palavras para o carro. Tipo, eu comprei-me numa mercearia lá na Compound, caríssimo, tudo é caro. Tipo, fiquei, paguei 70€ por umas cápsulas de café e por não sei o quê. Sabem? Mas na vila vive-se um ambiente de verão, a praia é de facto incrível. Ui, estou-me a ligar. A praia de facto é incrível. Areia no pé. Mas senti que...
Que o subtexto social da vila e da Comporta não é de felicidade, não é de leveza, cheira há dinheiro, ostenta-se muito. Muita túnica, cara, muito sapatinho de pele de pizza, muito relógio, muito lenço obscoço, mas não há uma descontração. Que sequer, evidentemente, acho eu no verão. Portanto, zero a minha tribo, zero, tipo, não sair de lá a pensar, o que eu dava, não, jamais, pá, por muito dinheiro que tive, podia cagar dinheiro que não, pronto, não é um bom ambiente.
Isto, obviamente, estou a dar-vos o meu conhecimento adquirido ao longo de três dias, em junho. Isto não quer dizer nada, estou a tirar estas teorias todas do cu. E depois, pá, claro, aspecto mais importante, eu não sei. Como é que aquela gente sobrevive às melgas? Tipo, não sei. Aquilo não é brincadeira.
Aquilo bate tudo os quefusco, malta, e levantam-se bilhões de melgas. São bilhões. Sabem aquela coisa quando se vê uma bola de mosquitos todos juntos? É não são bolas, é o ar todo assim, beijado. Tipo, eu não sei, mas não é todo a dia aquilo. Acho que acaba agora o despediente no arrojal e as meninas dizem que o noitar não é cedo, vêm para a vila para com cedo vingança.
Malta, eu não sei, eu não sei se os ricos são à prova de mosquito. Se calhar são as túnicas, é para isso, mas basta dizer que eu com este corpício. Que não sei também. Que falta de humildade minha para ter ido de calções. Que estupidez com 40 graus e de calções. Errado. Errado! Devia ter ido com aqueles fotinhos de apicultor. Ou então, lá está, com a tuna étnica. Ei, a tuna? A túnica.
Então, não sei, eu estive ao ar, no final da tarde eu estive ao ar exposto 5 minutos, e o 5 foi tipo Last of Us. Eu fiquei logo automaticamente com 8 picadas. Já nervosi, eu à noite, eu sou moça para acordar, se eu ouço um de noite, eu abro a luz e não me volto a deitar até matar a Melga.
Não consigo, tipo, e então ali foi as minhas piores inimigas numa saraivada de agulhadas no espaço de minuto e meio, que eu malta sério, eu parecia um trapo, eu parecia um trapo numa máquina Singer das antigas estão a ver. Claro, e é evidente que a vossa boom nunca é normal, ficaram logo automaticamente babas do tamanho das meloas da Lourdes. Estão a ver? Eu fico tipo com buracos de solite ao contrário. Estão a ver côncavo, faz uns babões.
Que pronto, o que me faz concluir que eu sou alérgica à riqueza, malta, eu sou alérgica à riqueza, porque as picadas no algarvo em mim não me fazem nada, tipo em Estói. Se me picarem em Estói, em olhão, nada, não acontece nada, fico uma borbolita, coço duas vezes e já está. Ninguém vê nisto. Nada, estas seguían matando, iam morrendo destas picadas. E depois nervosíssimo porque crianças, então, o pobre do Lucas, pá coitado bebê, não é? Forrada algodão, aquela pelinha de bebê, imaculada e virgem.
Já foi forrada algodão, tipo com essa indicação, porque eu pensei, é melhor forrá-lo o algodão do menino, mesmo assim, uma pega de mamelga, infiltra-se no bódio do gajo. Pois aquilo também ficou, sabe? Infeta logo. Eu acho que é porque ele também tem cara de pessoa do povo, tal como eu. Eu acho que as melgas não picam os ricos. Acho que é a única razão para eles comprarem todos casas lá, porque aquilo não tem ou não há qualidade de vida.
Não há qualidade de vida, tipo. E eu acho que as melgas veem que a cara dele não se afigura como um potencial rico. Ele tem cara do povo. Já a Clara, não, já a Clara tem, não é? Manda um piveta a raça ariana, porque ela tem a Clara tem cara de pessoa avastada, minha filha loira. Olho azul, pele muito branca, ela eu acho que a Mélga deve achar que ela é nativa da Comporta, percebem? Então por isso não se mete.
Ela, apesar de ser minha dependente e eu ter a estar de Chica da Silva, ela passa bem por rica e o meu esposo também, pá, meu esposo safa-se sempre das melgas, é incrível. E eu acho que não é porque eu tenho sangue doce, eu acho que ele tem sangue azul. Ele tem sangue azul na teoria. Ele não sendo rico, parece, sabem a leitura que se faz dele é essa: apesar dele ser um banalíssimo pobre no papel, portanto, na declaração de rendimentos, uma pessoa banal como às outras, mas depois tem cara.
É a cara, sabem, não é nada que ele não é nem por ostentar, nem por se vestir de maneira alguma especial. Nunca percebi isto nele, mas ele é como se fosse um espião pobre infiltrado nos ricos, tipo, é o porte, é a cara, não sei. Ele é um pobre que se identifica como rico, não entende bem. Com oito babas, é a meme do povo com oito babas infectadas, e vou ficar com marcas.
¶ A Geração Beta-Caroteno e o Sol
Depois, mais fauna, não sei se isto está a ser interessante, mas esta análise antropológica no fundo é o que eu tenho para vos contar, porque a minha vida não foi assim tão interessante. Foi um bocado a férias de família e lá está, eu, ao contrário de outras, gosto da companhia deles, não sempre, mas gosto da companhia deles. Portanto, foi modo criançada. E então pratiquei muito este people watching muita adolescente.
Aquela adolescente jangada com a vida que revira muito os olhos, muita adolescente a tostar ao sol. E eu acho fascinante pensar, ai, proteto o celular. Ridículo. Alguma vez? Tipo, alguma vez? Aos 19 anos? 19 anos, aquelas moças só usam antirrugas, não sei se estão a par. Que seria usar um creme mineral, tipo piretes, piretes para o cancro de pele. Estas moças, não sei, eu não entendo. Elas não são uma espécie de torreiras do melanoma. Estão a ver? Eu juro que vi isto. Elas, ao meio-dia.
Apareciam na praia. Portanto, até lá, num horário bom, nem pensar. Apareciam na praia ao meio-dia, punham Taylor Swift a dar alto no telemóvel, estendiam a toalha ao sol e ficavam na tocha. At the party, they don't do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it like they do it
Que só se levantavam depois para dar um mergulho para às 16h30. Portanto, entre a meio-dia e as 16h ficavam a rolar de 30 a 30 minutos e depois total imobilidade. Malta, nunca vi nada assim. Isto é um feito de monta. Uma pessoa a aguentar aquele calor é tipo um Iron Man. Aquilo é um Iron Man da imobilidade. Perante uma condição atmosférica agreste. Isto chegou aos 40 graus. Portanto, eu estive a pensar, e esta espécie de adolescente eu dei o nome de, e acho que vocês vão gostar, beta-caroteno.
Temos as agrobetas, temos as betas religiosas, depois temos as betas caroteno. Estupida. Que são betas que apresentam em junho um bronze de final de setembro. É fascinante, que são betas que ficam morenas à sombra, morenas ao sol. E claro que fui, porque é por isso que agora tenho um bolso de melasma. É bem feito, é bem feito, bomba. Acho que há umidade, não é? Acho que há umidade.
Em que começamos de repente do nada. É um dia, há um dia em que nós nos preocupamos com a pele. É tipo um antes e depois. Até lá cagámos melanoma e depois, um dia, acordamos e dizemos, meu Deus, câncoro! E começamos a pôr fator 50, não há uma transição suave, não é? Tipo, ou caguei, quer ficar morena, ou fator 50 da cabeça aos pés porque canam. Não sei qual é o dia em que isto acontece, mas sei que é ali já arroxar os trinta.
¶ Guarda Partilhada de Amigos Pós-Divórcio
Bom, ai, pá, já vamos aqui. Mas eu queria só agora partilhar um último tema convosco que é um seguinte. É um debate que tenho aqui há muito tempo a falar convosco e que vou deixar à vossa consideração, que é Eu ando a perder alguns amigos para o divórcio. Pronto, já sabemos, é sete em dez, as pessoas casam-se, as pessoas separam-se. Pelo menos 7 casais sim, três sobrevivem e dois deles jantam.
O que é que estamos aqui a falar? Eu. Pessoas que chegam à minha vida, vocês também devem ter isto, pessoas que chegaram à minha vida por intermédio de casamentos com amigas ou amigos meus prévios. E por conseguinte se tornaram amigos em segunda mão, porque convívio frequente, afeto, etc, etc. E antiguidade, portanto, às vezes são casamentos que duram, sei lá, 8 anos e portanto são pessoas que fazem parte da nossa vida há 8 anos.
Ora, qual é, é que eu não sei mesmo, qual é a fucking conduta quando sucede um divórcio destes? Estou-me a borrifar para o casal. É aborrecido, está a sofrer. Sou todo ouvidos para não ser. Mas porém, agora é só meramente egoísta à reflexão de eu quero saber como é que a gente faz, como é que a gente opera, no que toca, à guarda partilhada dos amigos, porque ninguém fala disto. Toda a gente fala só, ai o casal, estão a sofrer muito, caguei, eu também estou a perder uma pessoa.
Eu também estou a sofrer. Nós também somos obrigados a dividir a tutela da amizade e isto é muito difícil. Ninguém fala de. Não há regras oficiais, malta. Cheguei à conclusão disto porque estou a passar por isto neste momento. É muito complexo. Porquê? Porque eu acho que em teoria nós devemos ficar sempre com a amizade original, não é? E então, se for família, estamos lixadas que temos que cagar para os amigos que vieram para o rastro, por família é família, e nos escolhe, e pronto, e Xus.
Mas, se for uma amizade, qual é a regra? Devemos ficar com a amizade original e não com a amizade de segunda mão? Mas então, e se essa amizade de segunda mão depois se tornou numa amizade original? Tramado. Tramado, malta. É difícil navegar isto. Eu acho que não sei se concordam comigo, eu acho que isto depende de várias coisas. Primeiras, depende. Se deu cocó no casal ou não. Por exemplo, se houve pares de cornos, há aqui um fator de moral a ter em.
Tipo, se houve pares de cornos na amizade de segunda mão, é evidente que nós infelizmente vamos ter que vilanizar. O corno vamos ter que vilanizar o corno. Temos que ser automaticamente por razões morais, temos que ser time encornado porque eram os nossos amigos originais, ou não? Que sim. Às vezes aborrece, às vezes aborrece, porque depois continuamos a gostar da pessoa, nós continuamos a gostar do corno, muitas vezes, tipo, ele não nos pôs os cornos a nós.
However, it is not correct to maintain contact, right? Às vezes, meio em segredo continuamos com saudades. Quer dizer, se foi um corno tipo sinistro, pá, piretos para ele, não é? Ou para ela. Se foi má pessoa, a questão é esta: acho que o julgamento é esta. Se foi má pessoa, acho que temos a obrigação de ter me encornado até ao fim. Mas se foi tipo uma coisa que nós conseguimos pôr em perspectiva e se cá foi só um deslize, sabem?
una persona de repente podría ser súper comprensible con una cosa que nunca aceptaría para sí propia, ¿no es? No sé, se calhar fue tipo una noche... É complexo, é complexo. Agora pergunto: isso foi a nossa amizade original a pular a cerca? Pois é, complexo. Complexo, complexo, complexo.
O que é que eu acho? Aí tem que entrar vários fatores de ponderação, nomeadamente entra uma espécie de copo de usador de amizade, que é. A nossa amizade original, vamos avaliar, é incondicional, é daquelas BFF zadas fortes, é daquelas tipo que estou contigo até ao fim? Ou é uma coisa mais termidota, ou é uma coisa que é só antiga. É depois também há isto, há amizades que não são assim tão boas, são só muito antigas, e por serem muito antigas se confunde com solidez, estão a ver ou não.
Depois temos que avaliar a amizade em segunda mão, tornou-se original, tipo, ficou muito forte. E as duas na balança, como é que ficam? E se tivermos que pôr na ponderação 300 gramas de De condenação moral porque houve um par de cornes, foi repetido o par de cornes, foi grave, foi não sei o quê. Estão a ver isto e é tudo uma miselânea. No fundo, nós temos também que. Nós temos que perceber o que é que é uma coisa muito delicada moralmente.
E atenção, isto é muito importante, se nem sempre a amizade funciona por antiguidade, por exemplo, eu tenho lá uma grande amiga que chegou por intermédio de namoro com um grande amigo meu. Porém, ela agora está ao mesmo nível que ele. Igualdade total. A fim do patriarcado. Ela é tão amiga quanto ele. Portanto, eu já lhes mandei uma mensagem a dizer, amiguinhos, só de favor.
Toca de focarem juntos, estou-me que a gás é tóxico, mas toca ficarem juntos porque não me deem esse trabalho agora de ter que escolher a vossa guarda. Não quero passar por isso. Portanto, toca de focarem juntos, trabalhe na vossa relação, não quero saber. Eu fico com os vossos filhos às vezes para vocês irem.
Passar um fim de semana a praticarem o coito para se lembrarem de como é, pá, mas não acabem, não acabem. E muito menos não acabem à batata de um tribunal. Ui! Quando medo tribunal, polémico, polémico, polémico, polémico. Quando medo tribunal, me sou obrigada a escolher. É obrigada a escolher quando dá merda assim a sério, uma pessoa tem que escolher, pá, agora escolhe como, não é? Coisas que são as regras. Qual é o manual de conduta?
Uma pessoa depois, se há batatada, uma pessoa pode ligar à pessoa que perdemos? Tipo, há batatada e nós dizemos, ok, temos que ser time original, time amizade mais sólida que muitas vezes é original. No entanto, ainda apreciamos a pessoa, é porque nós não nos passámos a dar mal com essa pessoa- tipo, a relação é que falhou, a nossa relação com eles não. Portanto, qual é a regra? Podemos ligar à pessoa que perdemos, podemos convidá-la para programas independentes.
Tenso. Tenso. Porquê? Quando a pessoa manda mensagem e sente-se o quê? Atrair. É uma espécie de aferro. É uma espécie de passar a ter uma aferro de amizade, é o que eu sinto. É como se estivéssemos a trair a nossa afiliação original, não sei. Não é? O que é que vocês acham? Eu estou aqui a chafordar na maioneta, estou a pensar em voz alta. Agora, e se de repente uma pessoa combina alguma coisa com a pessoa em segunda mão? Temos que informar a pessoa original?
Temos que pedir autorização. Não, claro que não, isso é ridículo. Não faz sentido entre adultos. Porém, estou a perceber, não é? Não sei, não sei. Mas eu acho que estou com convicta que imagina, as amizades são raras, malta. Boas amizades são raras, tipo, e agora, lá para a relação deles por a dentro, a nossa também tem dico o Catar. Não, fodam-se, não.
Não faz sentido. Mas também não sabem como é que é. Não tenho soluções. Não tenho estudos para vos dar uma solução. Agora, nota-se um pouco que estou a perder pessoas, não nota? Claro que estou a malti vocês também, 7 em 10, é impossível. E agora é uma pessoa esbanja afeto, e depois o que é que faz com ele? É que fica assim uma espécie de depois nós também não podemos falar.
É pantanoso. Agora pergunto-vos: gostava que vocês me dessem a vossa perspectiva. Qual é o vosso manual de conduta? Qual é a vossa regra? Acho que podem deixar nos comentários, faz favor. Se calhar no Spotify para centralizar e devíamos chegar, acho eu, a um entendimento coletivo, porque isto de ser cada um a decidir cansa imenso. Portanto, deixem a vossa perspetiva, ou então façam like na perspetiva que acharem melhor que lá virem, porque acho que é importante.
πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ, πιόρ Ou seja, se nosparássemos amanhã, não sei se eles não preferiam a ele. Isto inerva. Eu fico territorial, eu apeteço-me lamejar-lhes para cima, como fazem os quem.
Não sei, sinto que será que eu devia sobrená-los de alguma maneira? Eu reparei, eu sou super boa amiga, portanto até fico ofendida porque eu já não tenho mais ferramentas para sobornar. Eu sou uma amiga do caracas, eu sou boa, ouvinte. Eu dou jantais na minha casa, eu cozinho um risoto, eu fico até ao fim da festa, eu não tenho mau vinho, eu sou boa companhia.
Eu não levanto ondas, eu, se duas ou três amigas minhas me pedirem para enterrar um corpo com elas, eu vou. No questions asked, eu guardo segredo até morrer, percebem, portanto. Eu sou semifamosa, eu às vezes arranjo bilhetes para a live, portanto, não sei. Ai, faz aqui um vídeo para o casamento da minha amiga Tatiana. Eu faço. Portanto, se isto não é suficiente enquanto amizade, eu não me gostava de perceber.
O que encante cego é este que o meu namorado exerce sobre estas pessoas, porque não sei. Agora vou-vos dizer o que é que acho. Acho que é aquela carinha de rico dele. As pessoas olham para ele e veem rico. Mas não é! Mas não é! Portanto, olhem, fiquem com esta malta, fiquem com esta reflexão. Obrigada por ouvirem, espero que estejam bem, abriguem-se do calor, ponham um protetor, porque cancro, vocês já estão nessa idade, é evidente, não tenho ninguém com menos de 15 anos a ouvir-me.
E obrigada por ouvir, até para a semana e beijo!
