VI LiPE: Por uma cultura de PAZ [Ep64] - podcast episode cover

VI LiPE: Por uma cultura de PAZ [Ep64]

Dec 21, 20241 hr 59 minSeason 17Ep. 64
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Episode description

Segundo dia do Fórum do Livre Pensar Espírita (LiPE), que em 2024 alcança a sua sexta edição. É o evento principal do coletivo COM Kardec, que administra as plataformas "Espiritismo COM Kardec (ECK)", como você já sabe e nos acompanha. ONDE: Nas plataformas ECK (listadas abaixo). QUANDO: 11/12 (quarta-feira), às 18h30. QUEM: Almir Laureano (PB) e Leopoldina Xavier (SP), coordenados por Marcelo Henrique (SC). O QUE: "Por uma cultura de paz". A participação do público é aberta, por meio de comentários e perguntas. Acesse as nossas plataformas (abaixo) e vem com a gente! Reforçando: quarta, dia 11 de dezembro às 18h30 Até lá, gente! * A transmissão é simultânea, no Facebook e no YouTube, nos canais: https://www.facebook.com/EspiritismoComKardec https://www.youtube.com/@EspiritismoComKardec https://www.twitch.tv/EspiritismoComKardec https://www.youtube.com/@EspiritismoCast https://www.youtube.com/@TvEspacoEspirita Após a live o vídeo fica disponível nos mesmos canais acima. E, também, em TODAS as plataformas de áudio (como Spotfy, Deezer, Amazon Music, Google Podcast, Apple Podcast, YouTube Music) para você ouvir em qualquer lugar! Não é fantástico? Acesse, Siga-nos, Compartilhe, Ajude-nos a divulgar!

Transcript

E aí Olá a você, tudo bem? Estamos de volta para mais um fórum do Livre Pensar Espírita, o LIPE, aqui no SK. É, já a sexta edição desse evento marcante que caracteriza a nossa trajetória de livre pensamento dialógica, dialética e, é claro, a tecidura da filosofia espírita, da doutrina dos Espíritos, envolvendo todos

os nossos debates. Estamos aqui sob a coordenação, a Direção de Arte e Efeitos Especiais de Evandro Oliveira e a Direção-Geral de Manuel Fernandes Neto para mais um LIPE, para mais um fórum, para mais uma live do SCK. Felizes com a sua presença. Então, bom dia, boa tarde, boa

noite, independente do horário. que você vai acessar esta gravação e, para você que está ao vivo conosco, às dezoito horas e trinta minutos, nessa terça-feira, dia dez de dezembro de dois mil e vinte e quatro, boa noite, muito feliz com a sua presença. Vamos tratar hoje, dentro da temática geral do LIPE, que é filosofia, mediunidade, saúde e paz, do primeiro dos quatro temas que encerram a programação oficial de dois mil e vinte e quatro do ECK.

A das lives, porque as outras atividades continuam mesmo no período de recesso, mesmo no período de festejos de final de ano e durante todo o ano de dois mil e vinte e cinco, como você já está acostumado. No início do ano, em janeiro, nós fazemos aquele nosso recesso para recarregar as baterias e as energias e para preparar toda a nossa programação, que envolve todas as mídias do ECK, que vai de janeiro até dezembro de dois

mil e vinte e cinco. Contamos com você, com a sua participação nos debates, com a sua participação nas publicações, ajudando a difundir, divulgando os nossos links e as nossas atividades, assim como as nossas plataformas. Vamos abrir a nossa live com um pensamento daquele que é considerado por nós o principal expoente da filosofia espírita no Brasil e um dos maiores do mundo, que é o professor José Herculano Pires, que é, aliás, patrono e mentor espiritual do nosso trabalho aqui no SCK.

Herculano, no livro Introdução à Filosofia Espírita, que foi publicado pela vez primeira em mil novecentos e oitenta e três, quatro anos após o desencarno do Herculano, pela editora Paideia, que foi a editora que ele fundou e é que até hoje, junto com a fundação José Herculano Pires e Maria Virgínia, mantém vivo o pensamento e a obra do professor, diz o seguinte, na atualidade, e isso ele está escrevendo, claro, próximo a desencarnar lá por setenta e oito.

As principais escolas filosóficas apresentam relações evidentes com a filosofia espírita. Estudaremos essas relações no livro e convém destacar logo o paralelismo da corrente filosófica característica do pensamento atual com o espiritismo. Paralelismo tanto mais evidente quando se apresenta no tempo e

no espaço. Contemporaneidade. no método de abordagem dos problemas filosóficos, o chamado enfoque ontológico existencial, e na procura da compreensão racional, humana e não teológica, da problemática da existência. Abrindo, então, com esse pensamento sui generis, peculiar do nosso professor, que sempre colocava o dedo na ferida, que sempre apresentava uma ideia... de debate, de dialógica, de dialética, de proposição para o presente e para o futuro, vamos

receber os nossos convidados. Que rufem os tambores, vamos receber Adolfo de Mendoza Jr. Vem cá, amigo. Estamos mutados. Olá, Marcelo. Olá, amigos do ECK. Para mim, é uma alegria enorme, é um prazer, é uma honra participar desse fórum. É o sexto fórum do Livre Pensar. E, para mim, é uma oportunidade de, com vocês, aprender bastante e contribuir um pouco também com esse estudo sobre a filosofia, sem filosofia, não há liberação. É isso aí. Certo.

O pessoal da técnica deu um cortezinho aqui para mim na fala do Adolfo, na parte final. Dá uma verificada para a gente, por gentileza. Quero agradecer também o pessoal que está na técnica hoje. Evandro, Cláudia, Júlia, Manuel, Nelson e Sardinha. Estamos com a equipe completa, Adolfo, para abrir os nossos fóruns, para abrir os nossos trabalhos. E é uma alegria muito grande ter você, creio que pela vez primeira, na nossa bancada.

É isso? O Adolfo já é um companheiro de longa data, de troca de ideias e de opiniões. Já publicamos artigos do Adolfo nas nossas plataformas. Então, seja muito bem-vindo e sinta-se em casa nesse seu debut aqui na bancada mais alegre, mais festiva, mais fraterna da internet espírita mundial. Vamos chamar aí, então, o nosso outro convidado. participante, outro convidado, isso já figurinha carimbada aqui no ECK, que toquem os clarins para recebermos então Marco Milani, vem pra cá Marco.

Olá Marcelo, olá Adolfo, amigos do ECK que estão nos bastidores aí, os nossos amigos que estão participando aí do chat também. Muito bem, é isso mesmo. Vamos reforçar aí a possibilidade de participação ao vivo de quem está nas diversas plataformas que estão transmitindo agora a nossa live. Podem fazer os seus comentários, podem fazer os seus questionamentos para nos ajudar a fazer esse nosso trabalho, essa nossa live da noite de hoje.

No início das nossas lives, sabe, eu mesmo apresentava os convidados. Aí, das últimas para cá, eu resolvi dar esse espaço aí para que o próprio convidado possa falar um pouquinho de si mesmo. Então, começando pelo Milani, que entrou depois, e depois indo para o Adolfo, Milani, quem é

você na fila do pão? Bom, para efeito prático, o que nos interessa aqui para o ECK, primeiro dizer que eu sou amigo do ECK, integrante há algum tempo já, não lembro quantos anos, mas já faz bastante tempo e venho acompanhando seis anos já, e venho acompanhando os trabalhos e para mim é uma grande alegria estar aqui e compartilhar com o nosso amigo Adolfo. E para efeito também de registro, atualmente eu Estou atuando no movimento espírita na

União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, onde lá eu atuo como diretor do Departamento de Doutrina, e também na UZI Regional de Campinas, onde eu tenho a tarefa de presidir a instituição neste momento.

Também atuo na Liga dos Pesquisadores do Espiritismo, a qual o Marcelo conhece bem também, o Adolfo também, o Adolfo já participou, inclusive, de alguns eventos lá, e outros amigos também do SCK já participaram, e tem sido uma tarefa desafiadora, porque a gente vai falar, inclusive hoje, vamos falar de filosofia, mas a Liga dos Pesquisadores reúne não só o pessoal da área de ciência, mas também de filosofia, então tem sido aí uma experiência muito rica nesse sentido.

E fora isso, a gente tem aí a oportunidade, eu e o Marcelo mesmo, escrevermos alguns artigos, de trocarmos algumas ideias, publicarmos, principalmente na parte de artigos em revistas específicas ou em publicações hoje na internet, pelo blog e o canal que eu administro, que é o Educador Espírita, que eu até dei uma boa noite aí no chat, para a gente também colocar aí como referência.

Muito bem, conhecido aí o nosso primeiro participante, o Marco, ressalvando que tanto a UZI, tanto a UZI Intermunicipal de Campinas, tanto o LIPE, a Liga de Historiadores e Pesquisadores Espíritas, assim como o blog Educador Espírita, são parceiros de primeira hora do ECK e nós temos desenvolvido, na medida do possível, trabalhos conjuntos, como o Marco bem salientou, e reproduzido uns e os outros trabalhos que são feitos individualmente, que merecem divulgação, merecem registro.

somos muito felizes em termos esses parceiros atuantes e trabalharmos nesse sentido. E aí, Adolfo, quem é Adolfo ou Adolfinho, como está aí no nome, de Mendonça, Junês? Esse Adolfinho aí é novo, eu não sabia. É porque meu pai, eu sou Adolfo, estou no movimento Espírita de Franca, sou de Franca. Meu pai, eu sou Adolfo, eu sou Adolfinho. No movimento Espírita, nós usamos esse carinhosamente, o Adolfinho aí, para não confundir

com meu pai. Então, aqui em Franca, eu atuo no Grupo Espírita Luz e Amor, do qual eu dirijo dois trabalhos, dois grupos de estudos. Um, às segundas-feiras, nós estudamos a Revista Espírita, com as demais obras de Kardec, é um estudo temático. Já tem um longo período que a gente faz esse estudo. E às terças-feiras, nós estamos estudando o livro A Obsessão, de Allan Kardec. Então, são dois grupos que nós participamos do Luz e Amor.

E também sou membro do Núcleo Agnello Morato, Núcleo de Pesquisadores Espíritas, que também faz um trabalho inspirado na LIPE, um trabalho de pesquisas, encontros, e também de publicação de trabalhos. O nosso Núcleo de Pesquisadores tem uma parceria com o Jornal de Estudos Espíritas, Então, nós fazemos os nossos encontros e depois os artigos são publicados lá no JEE. Então, esse é o nosso trabalho. E também sou historiador. Então, é isso daí.

Legal, essas duas iniciativas também, o Agnello Morato e o JEE, são também valorizados, divulgados nas nossas plataformas, de modo que qualquer iniciativa similar, que é feita por você, pelo grupo onde você participa, pela instituição que você conhece, pode entrar em contato conosco, através do Fale Conosco, do site do ECK, depois o pessoal coloca novamente aí, embora seja conhecido, está lá em cima, Espiritismo com Kardec, Qualquer uma das redes, você pode entrar

em contato com a gente, para que a gente firme também uma parceria e possa ajudar na difusão desses materiais de qualidade que são produzidos, felizmente, pelo movimento espírita, por uma parte dela, pelo menos, que é crítica, que é consciente e que tem esse papel de continuar a progressividade dos ensinos espíritas, como Allan Kardec nos enalteceu como necessário. Bom, vamos começar então. Começo pelo Adolfinho, perguntando pontualmente, já que

o nosso tema é esse. Adolfo, o que é para você filosofar? Bom, eu já começo respondendo a sua pergunta com uma provocação. O Espiritismo é uma ciência de observação? Eu começo com essa provocação. E aí eu vou fazer um caminho diferente, eu vou começar com a ciência para chegar na filosofia. E eu peguei um trecho do Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo XIX, a fé transporta montanhas, a fé cega, condição da fé inabalável, item seis e sete.

Então, recentemente eu fiz um estudo desse tema, E peguei lá no Evangelho, não por acaso, que a fé cega é aquela que é aceita sem questionamentos. Então, a fé cega é a que é aceita sem questionamentos. E isso, essa postura, ela entra em conflito com a evidência, com a razão e, principalmente, com a ciência. Então, quando é levada ao extremo, ela pode culminar em fanatismo, intolerância

religiosa e também idolatria. Bom, por que eu estou falando dessas coisas de fanatismo, intolerância e idolatria? Porque a ausência de reflexão e de análise crítica, isso pode desencadear comportamentos fanáticos, né? nos quais a pessoa se recusa a considerar outras perspectivas ou aqueles que pensam diferente. E isso pode levar até mesmo a

situações extremas de atitude. radicalismos né até mesmo marcas de agressividade a intolerância o fanatismo e etc né e por fim então que somente a fé fundamentada na verdade é duradoura pois ela não teme o avanço da ciência né E isso faz com que a gente possa estar chegando na filosofia. Porque, com base nesses estudos, a gente também faz o quê? Um exame da questão prática, das consequências que advêm desse trabalho. Então, isso também é filosofia.

Então, você estudar o Espiritismo, você também faz filosofia. Fazer filosofia, para mim, do ponto de vista espírita, passa por esse trabalho e tem que ser desenvolvido no centro, sobretudo nas reuniões de estudo, inclusive em reuniões mediúnicas. Porque nós não temos esse hábito de utilizar os espíritos nas reuniões de estudo. Nós temos no nosso movimento uma crença de que a reunião mediúnica é para fazer trabalho

de desobsessão. E eu estou trazendo aqui para esse debate que você fazer reunião, conversar com os espíritos, questionar os espíritos, dialogar com eles, isso é fazer filosofia também. Então, é isso. Eu passo agora a palavra para você aí para encaminhar com o Marcos. Não sei se eu respondi a

contento. Não só respondeu, como aqui a gente acredita em intuição, acredita na influência dos espíritos nos nossos pensamentos, disse o espírito para o barbudinho, o barrigudo francês, que é mais do que a gente imagina, que ele influi nos nossos pensamentos e nossos atos. O Adolfo, quando é a primeira vez, já está entrando em contato com essa nossa nomenclatura. O ECK chama Jesus de magrão, chama Kardec do marrentinho francês, o barrigudo, o barbudo, aquela coisa toda.

É que a gente tem intimidade com essa gente, sabe, Adolfo? Então, a gente trata um pouco jocosamente, mas com muito respeito a esses dois grandes pensadores da humanidade e que respaldam aí toda a nossa discussão. Já que você colocou alguma argamassa aí nos tijolos, vamos ver se o Milani pega lá a pá de pedreiro e dá uma mexida aí, dá uma organizada na coisa. E aí, Milani, o que é filosofar? Está mudo? Primeiro, o filosofar é ligar o microfone para poder expressar o pensamento.

Então, já comecei a filosofar aqui. Filosofar é um ato. Como Adolfo coloca aí, nós estamos exercendo alguma atividade. que no caso a palavra central aí da filosofia é a busca do conhecimento, da sabedoria, se for pegar a origem da palavra, é o amor à sabedoria que nós temos e toda vez que nós questionamos, que nós investigamos, que nós buscamos conhecer, saber, explicar alguma coisa de uma maneira sistemática, nós exercemos conhecimento. esse ato de filosofar.

E até é bom colocar essa questão inicial, muito providencialmente, porque tem gente que usa como sinônimo de filosofar devagar, sem ter objetivos, ou ficar pensando alto. As pessoas usam filosofar de maneira quase que irresponsável, ou sem muita pretensão de entender o significado. mas é muito distante do que boa parte acha, que filosofar é ficar só divagando. Não, é um estudo sistemático, é algo que você vai atrás de um conhecimento, mas tem regras também para se filosofar.

O filosofar não é aberto simplesmente, ah, estou pensando na vida, estou filosofando. O filosofar exige um caminho, um método racional para que você elabore, para que você argumente, para que você teça aquilo que vai fazer sentido e construa uma explicação que tenha solidez. E aí que vem o grande ponto que o Adolfo também levanta, né?

Quando nós trazemos isso para uma realidade onde nós buscamos conhecer e explicar os fatos, o porquê das coisas, nós simplesmente estamos contribuindo com perspectivas para algo que muitas vezes não vai ser explicado de maneira rápida, de maneira imediata, que é o tal do conhecimento imediato, que é o conhecimento superficial, perceptível numa primeira impressão, mas que não necessariamente expressa aquilo que é, aquilo que faz com que aquilo tenha uma explicação

lógica. Então, o filosofal é muito mais profundo, ele não para na superfície, ele vai nas causas. E para fazer isso, nós não podemos simplesmente achar que a opinião é suficiente para explicar. Não é. A opinião é importante, todo mundo tem direito a exercer e a pensar sobre isso. Mas a filosofia em si é algo que resiste às diferentes interpretações e mantém-se sólida para explicar alguma coisa. Se caiu diante de algum questionamento, é porque mostrou fragilidade.

Faz parte também do processo de amadurecimento, mas não pode ser a palavra final. Até essa ideia de pensamento e verdade... absoluta, ela tem as suas restrições, nós estamos aprofundando nesse conhecimento e no espiritismo a gente tem, sim, caminhos também para se filosofar. Não basta dizer eu sou espírita, estou filosofando conforme eu entendo. Isso não quer dizer que você esteja fazendo filosofia espírita.

O próprio Herculano Pires, que você citou muito bem aí, ele insere o pensamento espírita dentro do mundo filosófico porque ele segue regras para pensar. Ele simplesmente não pega opiniões dispersas e coloca ali como se fosse uma nova verdade. Ele segue regras do pensamento e coloca premissas espíritas para fazer parte dessas reflexões. Mas então... uma pincelada geral, a gente pode colocar assim. Muito bem.

Inclusive, para colocar também um pouquinho de tempero aqui do Sul, nessa nossa conversa paulista, nessa virada paulista, a gente vai colocar um pouquinho de tempero aqui catarinense. É importante a gente salientar todas essas premissas que vocês dois falaram, inclusive para tirar aquela ideia de que Kardec é pétreo, Kardec é definitivo, Kardec sabe tudo, Kardec falou

tudo. E não discutir filosoficamente também o que Kardec apresentou como a realidade histórica de um recorte conjuntural, claro, considerando as vidas sucessivas

do professor. considerando a envergadura ética, moral, filosófica, científica e como indivíduo imbuído de opções e de decisões naquela conjuntura europeia da segunda metade do século XIX, mas permitindo-nos também entrar em análises mais profundas, como Porque fé raciocinada, já que o conceito de fé... se distancia da razão, já que o conceito de fé mergulha na religiosidade íntima de cada um, que não precisa justificação científica, esquematização teórica, não precisa validação

de pesquisa. Ela é a crença do indivíduo, não quer dizer que ela seja certa nem seja errada.

O que o indivíduo pensa concebe para si todo o seu misticismo, que extravasa e ultrapassa a sua própria existência, todos os valores que ele cultua, então essa expressão que eu acredito ficaria melhor, embora também tenha aí uma pitada de filosofia, se Kardec ao invés de ter falado de fé religiosa tivesse falado, por exemplo, de crença religiosa, ou fé raciocinada ou crença raciocinada... talvez nos desse um pouquinho mais de sustentação dessa ideia.

Mas, no entanto, a maioria dos espíritas, Adolfo... defendem isso como se fosse realmente... um elemento pétreo da filosofia espírita. Kardec disse que é fé raciocinada... então todos os espíritas têm fé raciocinada. Não, não tem. Porque os indivíduos são humanos. Porque os indivíduos têm as suas próprias trajetórias... e que vão se afirmar aqui ou ali... posições, expressões que são livres, que a gente reserva esse direito inalienável de todos, mas que não tem nada, nem de fé,

nem de raciocínio. É um arremeto de conceitos que a

pessoa quer validar. Sabe que quando eu entrei no Espiritismo, isso era na década de oitenta, vocês, é claro, entraram no Espiritismo antes de mim, vamos deixar isso bem claro, Brincadeiras à parte, mas acho que nós somos mais ou menos contemporâneos desse momento aí da história planetária e da história do Brasil. Quando eu entrei no Espiritismo, tinha uma pessoa que me dizia o seguinte, Marcelo, a validação das ideias espíritas vai se dar pelo raciocínio.

E não pela imposição por estar escrito num livro, e não pela imposição de um dirigente, de um médium, de uma obra psicografada. Nem mesmo o que está na obra de Kardec, nós dizemos que são trinta e duas obras aqui no SCK, porque nós contamos e separamos milimetricamente tudo o que o codificador fez naqueles quase doze anos de produção. Nós atestamos isso, que não é porque está lá, está no livro dos médiuns, capítulo vinte e sete, item tal, não.

Nós precisamos validar aquilo dentro da ideia da progressividade dos ensinos espíritas e dentro da maturação das ideias, porque nós continuamos evoluindo. Não é a mesma coisa que pegar, o Marco é professor de economia, você é historiador, eu sou do direito e da administração.

Então, assim, vou pegar um livro que foi escrito em mil novecentos e vinte e e querer que ele permaneça íntegro, que as ideias que foram discutidas naquele momento, que foram pontuais, que foram inovadoras, que representaram o avanço científico e filosófico da época, permaneçam imutáveis até

hoje. Isso seria renegar a nossa posição na Terra. Isso seria dizer que nós temos que nos basear no que o outro escreveu, porque o outro era melhor do que nós, porque o outro foi pioneiro, e deixar isso como referência imutável do processo. Não é isso? O que você acha, Milani? é uma questão, ela não é tão simples, porque as pessoas tendem a deixar a resposta quase que superficial.

O que os Espíritos trouxeram, e a gente pode aí sim colocar como se fosse uma verdadeira inovação que o Espiritismo traz perante outras linhas de pensamento, é o método, é justamente o método para validar as informações que foram obtidas diante de um processo espiritual que nós vamos chamar de mediúnico, para

a obtenção dessas respostas. Mas o método do Espiritismo, e aí já está lá no próprio Evangelho segundo o Espiritismo, na introdução, que pouca gente lê a introdução do Evangelho, mas deveria, quando Kardec fala da autoridade da doutrina espírita, é o que vai diferenciar e validar as informações não pessoais. O próprio Kardec tinha opiniões. E, inclusive, ele colocava, não é porque eu tenho opinião que isso vai se caracterizar como ensino da doutrina espírita.

Até recentemente, acho que até compartilhei com o Marcel, eu escrevi um texto bastante simples sobre a teoria da geração espontânea, que no início do século XIX... Não só cientistas, mas era uma ideia relativamente aceita por muitos e o próprio Kardec tinha simpatia pela ideia da geração espontânea. Aí os espíritos, eles apontam em outro sentido e Kardec, veja a humildade intelectual e a nobreza de caráter de Kardec. Ele não pega a ideia dele, a opinião dele e sobrepõe a dos espíritos.

Não, é a dos espíritos que vai caracterizar o ensino dos espíritos. Então, quando a gente fala Kardec, a gente vai sempre colocar o ensino dos espíritos validados pelo método que nós vamos chamar de universalidade, mas todos eles sujeitos à reflexão, à aplicação, a trazer uma ponderação e não simplesmente interpretar como se fosse... Aí sim, fé cega, né? Temos que interpretar e saber aplicar. Mas o que os espíritos trouxeram, eles se referiam às

verdades universais. Quando nós trazemos elementos que nos servem para explicar... até não termos algo melhor, a realidade temporal, mas que sabe que é transitório, nós não podemos simplesmente achar, porque uma das coisas pode ser atualizada em termos de terminologia, em termos de conceito, então todo o conjunto da obra está tratada.

Não, as verdades, e a gente vai usar essa palavra, que são apresentadas, mas não são inquestionáveis... elas estão muito mais pautadas como produto do método do que opinativa, não é a opinião de Kardec. Então, o Kardec do século XIX, com as opiniões dele, ele era e foi o instrumento também para organizar essas informações. O que as pessoas estão questionando, e de maneira incorreta, ah, mas a ciência evoluiu. Ok, a ciência evoluiu para as

leis da matéria, perfeito. Só que para as leis espirituais, a ciência não evoluiu como a gente acha que vai substituir o que Kardec, ou no caso dos espíritos, colocaram. Então tem que só tomar o cuidado. O que nós estamos falando? Para entender as leis da matéria, certamente a gente tem uma visão hoje muito mais aprofundada. Ah, é sobre as leis espirituais?

Então, não. Aí nós estamos falando de outra abordagem, de outra conotação, e a validação de novas informações, elas dependem de não ficarem opiniões. E nas ciências, Marcelo e Adolfo sabem disso também, nós temos grupos de investigadores, de pesquisadores, sobre o mesmo objeto, mas com ideias contrárias. Todos eles são cientistas. Todos eles são cientistas. Um produz dizendo A, o outro produz dizendo B, sobre o mesmo

objeto. E alguém vai falar assim, não, a ciência diz A. Aí o outro diz, não, a ciência diz B. Tem perspectivas, que podem ser evoluídas sobre o mesmo objeto. Então, é um desafio bastante grande falar de ciência. Na parte de filosofia, aí sim, a gente também trabalha essa questão de grupos com interpretações que podem ser conflitantes, mas não é por isso que a gente vai decretar a palavra final de uma ou de

outra. Adolfo, Aproveitando esse mote que o Milani trouxe agora, essa bola que ficou pingando aí na pequena área para o Estevam botar para dentro, de carrinho e tal, eu diria a você, você está num evento, acabou de falar nele, que é um ENLIP, que o Marco também participa e que a gente já teve a oportunidade de examinar trabalho e participar como ouvinte em dois deles, Você tem a perspectiva, e eu já vi, apresentarem trabalhos de ótica filosófica aparentemente

contraditórios, abordando temáticas espíritas. Você não acha que nós deveríamos estar muito mais próximos da academia científica profissional propriamente dita, e trabalhando com esse desfile de tese sem a necessidade de dizer que a tese A, filosoficamente, é melhor do que a B, ou que a A é correta e a B é incorreta? Marcelo, o Marco falou de algo que é muito importante. A ciência se desenvolveu, se desenvolve. Ela não está estacionada. E o espiritismo ficou estacionado.

Então, esse é um problema nosso, e aí eu faço uma autocrítica. Por quê? Kardec fez todo um trabalho de pesquisa que nos dias de hoje, não estou dizendo reproduzir como ele fazia, não é isso. Mas nem isso nós fazemos, com exceção de alguns grupos de pesquisa. Então, o que nós precisamos, nós espíritas? Retomar o quê? O desenvolvimento da ciência espírita. porque nós ficamos no campo do estudo.

E o que é pior, alguns grupos estudam mais a obra de Francisco Canto Xavier, que eu tenho o maior carinho, o maior amor por ele, adoro o Chico, isso fica bem claro, não tem nada contra ele, no meu contrário, amo ele de paixão, mas alguns grupos se ocupam mais em estudar a obra do Chico Xavier do que propriamente a obra de Allan Kardec. E o que nós observamos, e vou falar da Revista Espírita, vou fazer uma propaganda aqui da Revista Espírita em especial, mas não é só a revista, que

fique bem claro, mas é uma obra, gente, que não é conhecida, do movimento espírita. Então, nós partimos, às vezes, os nossos estudos só das obras de Kardec. Nós fizemos um estudo, faz pouco tempo, no nosso grupo. Então, eu falei assim, numa das reuniões de formação de médios, eu estava falando sobre possessão, que existe a possessão absoluta, ainda que por pouco tempo. Aí uma companheira do centro, ela divergiu, falou, não, mas está no livro dos médios, e é assim que nós ensinamos aqui no

Coen. porque está lá, e de fato está no livro dos médios, e está no livro dos espíritos, e está na revista Espírita de cinquenta e oito, e está no livro que é o Espiritismo, olha quantas obras, falando assim, não existe possessão. Mas Kardec era pesquisador, ele fazia trabalhos.

Então, examinando os processos de Morzini, e posteriormente o caso da menina Júlia, Ele faz uma revisão na revista, no próprio artigo, um dos artigos da menina Júlia, dizendo assim, olha, eu pensava que não existe, mas com base nos estudos, com base nas evidências, no que nos mostraram, nós chegamos à conclusão que sim, ainda que por pouco tempo, existe a possessão

absoluta. E depois, para não ficar só na Revista Espírita, porque tem aquele debate, a Revista Espírita não é obra fundamental, é só o Pentateuco. Isso a gente traz do judaísmo, essa ideia de Pentateuco. Mas não, está lá no livro A Gênese, para não ter nenhuma discussão. Kardec falando, não existe a possessão absoluta. Então, veja, o próprio Kardec, no período da codificação, estou dando um exemplo específico, o caso da possessão. Ele tinha uma opinião no início.

E, no final, ele mudou a opinião dele. Com base em quê? Em pesquisa. Com base em observação. Algo que nós não fazemos. Então, essa é a maior autocrítica que eu faço ao movimento espírita. Esse medo de evocar espírito, de entrevistar espírito. Olha, gente, nós temos um instrumento de trabalho. Então, por exemplo, os biólogos, eles usam o microscópio. Aqueles que estudam os astros, eles usam o telescópio. O nosso instrumento chama-se mediunidade. Nós temos que usar mediunidade.

Nós temos que criar um espaço na nossa rede mediúnica de estudo. Um espaço na rede mediúnica para entrevistar os espíritos, para fazer perguntas sobre dúvidas dos nossos estudos. E um dos temas mais fascinantes e pouco estudado por nós é o perispírito. Tão importante. Talvez um dos conceitos mais importantes espíritas é o conceito de perispírito. E o conceito de Kardec de perispírito é único. Não existe outro.

Então, quando vem um outro autor trazendo alguma coisa diferente sobre perispírito, daquilo que nós encontramos em Kardec... em todas as suas obras, principalmente na Revista Espírita, a gente não pode abrir mão das pesquisas de Kardec para falar a partir de agora é o que esse companheiro está dizendo aqui. E tem grupos que fazem isso. Eles pegam, por exemplo, em André Luiz, um trecho, quando ele vai defender a ideia de que o perispírito fica...

Aliás, é memória, é o atributo do perispírito. Com todo o respeito que eu tenho a André Luiz, que é um espírito que eu gosto muito, tem muitas coisas interessantes na sua obra, mas quando ele vem dizer que a memória é perispírito, atributo perispírito, não é o que Kardec diz. E quando eu falo que não é o que Kardec diz, não é o que as pesquisas que Kardec fez, elas não apontam nesse sentido. A memória é atributo do ser, é do espírito. ou do encarnado, da

alma. E aí a pessoa, não, mas está aqui em André Luiz, que o Espiritismo é uma ciência, então agora eu vou pegar essa informação de André Luiz e não funciona assim. Não estou dizendo que a informação de André Luiz está errada, ela até pode, amanhã ou depois, vir a ser confirmada, mas precisa passar por todo um trabalho, como o Marco disse agora há pouco.

Qual que é o critério? da concordância do ensino dos Espíritos. Então, enquanto um Espírito traz uma informação, ou alguns Espíritos trazem uma informação, eu tenho que ter um certo cuidado, até chegar no momento da concordância. E o que nós não fazemos? Nós pegamos o livro, fazemos a leitura, começamos a fazer palestras daquela informação e não questionamos os nossos pensamentos. os nossos coordenadores espirituais. Escuta, mas essa informação aqui, como é que é isso daqui?

Mas Allan Kardec fala tal coisa. E aqui? Então, nós precisamos começar a fazer isso. A confrontar. Parece que o Espírita tem medo do confronto. Ele tem medo do contraditório. E não é assim. Isso faz parte da ciência espírita. Não sei se eu saí muito fora da linha aí. Aqui ninguém sai da linha, ninguém está em cima da linha, até porque se nós ficarmos em cima da linha, vem o trem e pega a gente. Então a gente entra na linha, sai da linha e vamos enliando e

desenliando o novelo. Minha gente... Vamos voltar para o tema principal. Essas conversações aí são todas pertinentes, todas elas mostram que a contextura da ideia da filosofia espírita é muito mais do que as pessoas pensam inicialmente e que ela tem que ter essa conexão com todos os outros, entre aspas, ramos em que o espiritismo se interrelaciona, se associa, tangencia, né? essa discussão de temas da mais

variada espécie. Eu até coloquei jocosamente no chat, Adolfo, quando você falou do microscópio e do telescópio, nós temos o nosso, que é o mediscópio. O mediscópio é para medir a mediunidade, é para ver o alcance, é para ver qual é o resultado que a gente obtém da mediunidade, para comparar esse resultado quando estivéssemos

aqui em um laboratório. Olha lá o laboratório que você citou de Kardec, que era a revista de estudos psicológicos o jornal de estudos psicológicos, a nossa Review Spirit. Isso falta no movimento. Justamente você decantar, você permitir que o mediscópio esteja ali verificando com precisão aquilo que está sendo apresentado, seja pelos encarnados, seja pelos desencarnados. É disso que é feito o processo espírita. Mas o nosso tema é sem filosofia

não há libertação. Então a pergunta que eu faço, primeiro para você, depois para o Milano, é o seguinte. De que ou de quem precisamos estar libertos? Muito boa pergunta. Do fanatismo, do preconceito, da intolerância. Nós, espíritas, o Marco também falou um pouco sobre isso, nós, espíritas, nós temos uma doutrina que tem princípios fundamentais. Então, nós precisamos estudar mais desses princípios E defender mais esses princípios do que defender as nossas

opiniões. Hoje o movimento espírita virou o quê? Partidário. Então tem grupos que defendem o quê? Posições político-partidárias. Não tem nenhum problema você participar de um grupo que defende posições político-partidárias. Não tem nenhum problema. Eu me posiciono em rede social, eu falo as coisas que eu acredito. O meu problema é o Milani também faz isso, você também faz. E são direitos do cidadão. Mas isso é uma coisa. Outra coisa é o movimento

espírita. Porque o espiritismo não está preso ao mundo temporal. Ele trata de questões que vão além do mundo temporal. O espiritismo não se choca com a ciência. Porque a ciência vai até um ponto. É onde para a ciência, é quando começam as pesquisas do espiritismo. Ou seja, o nosso objeto de estudo não é o mesmo que o da ciência. O objeto da ciência é o homem, é a sociedade, é o meio ambiente, são os três reinos, são os planetas. E o nosso objeto de estudo são

os espíritos, é o mundo espiritual. é a relação do mundo espiritual com as nossas vidas. A relação do mundo espiritual com as nossas vidas. Então, nós temos que libertar de nós mesmos em busca desses estudos e desses valores. Então, tem um tema que é muito sensível a nós, muito sensível mesmo, e eu gosto de trazer algumas provocações. Então, eu vou tecer alguns comentários, por exemplo, sobre um personagem do século XIX, que é muito importante, que é o Karl

Marx e o marxismo. Então, eu vejo muitos espíritas dizendo o seguinte, olha, o marxismo não é ciência. E falando até comentários opostos sobre Karl Marx. Você não precisa gostar do Karl Marx, você não precisa concordar com ele. Na academia, todo mundo concorda com o pensamento de Karl Marx? Não, não. Mas dizer que ele não é um personagem importante da academia do século XIX, ele é estudado até os dias de hoje na área de história, na geografia, na sociologia, no serviço

social, por exemplo. Então, existem cursos, seminários, congressos falando sobre o pensamento de Karl Marx. Então, o espírita pode até não gostar do Karl Marx, da teoria do Karl Marx, que é um direito dele, não tem nenhum problema. mas negar desse personagem a sua importância para a academia, para o século XIX, considerando que o espiritismo é uma ciência e acompanha o pensamento científico, para você ter uma

ideia. Até os espíritos superiores respeitam o trabalho de Marx. Então, no livro Dias Gloriosos, do espírito Joana de Ângeles, psicografia do Givaldo Franco, diz Joana, abre aspas, O pensamento de homens e mulheres audaciosos, como Allan Kardec, Charles Darwin, Karl Marx, Sigmund Freud, Marie Curie e Albert Einstein, produziu uma revolução de tal porte dos conceitos e costumes das criaturas, que até hoje tentam adaptar-se ao novo mundo por

eles descoberto. Até os espíritos superiores reconhecem a importância do pesquisador, Por que o Espírita não vai considerar a importância dele? Por exemplo, tem que concordar, não é isso? Também não estou fazendo nenhum debate aqui político-partidário, não é isso? Estou falando de um pensador no século XIX, um dos principais pensadores que mudou os rumos, por exemplo, da história, criando o seu materialismo histórico-dialético. Materialismo. Está um sistema perfeito? Não.

Mas qual o sistema econômico que é perfeito? Mas o ponto aqui não é qual o sistema que é perfeito ou qual que é melhor, não é isso. é de um personagem do século XIX que é importante e que merece o respeito dos espíritas. Porque o espiritismo é uma ciência, acompanha a ciência. Então tem esse registro que eu gostaria de estar fazendo também. Aí eu passo a palavra para o Marco. Vamos lá, Marco.

Posso só comentar... É interessante isso que o Adolfo traz, porque vai denotar o seguinte, nós temos diferentes ideias, nós temos diferentes perspectivas, a humanidade cresce assim. Mas mesmo na época quase que contemporânea, o próprio Léon Denis, quando ele escreveu Socialismo e Espiritismo, ele deplorou Marx, ele foi contra Marx, ele atacou Marx. Na verdade, ele deixava, ele

partia de uma proposta... humanista e ele achava que Marx era o contrário pela visão materialista e pela atitude que ele incentivava inclusive os conflitos enfim tá lá no livro socialismo e espiritismo né mas essas ideias esses confrontos de ideias eles fazem parte para gente refletir para gente pensar mas o principal é que nós escutamos as ideias e não que

nós critiquemos as pessoas. Acho que isso o Adolfo também, todo mundo aqui vai concordar, e que é o que falta para que nós tenhamos um ambiente adequado para efeito de crescimento.

Quando nós temos ideias divergentes, ótimo, vamos discutir as ideias, vamos discutir os fundamentos, os princípios, as perspectivas, Mas as ideias, a partir do momento em que nós estereotipamos alguém e nós estigmatizamos alguém por pensar deste jeito, ou daquela maneira nós não contribuímos para verdadeira filosofia a filosofia ela parte dessa ideia desse princípio de busca da do conhecimento e da verdade e a partir do instante em que reconhece-se a superioridade de

uma ideia frente a outra abandona-se a antiga e abraça-se a nova. É o que Kardec disse pelo dinamismo do Espiritismo. Se provarem que o Espiritismo está errado, a gente abandona o que está fazendo e abraça o novo, mas tem que provar. E não ficar com paixões envolvidas nessa questão. Então, seria compatível filosofar, que foi a primeira questão, com paixões? ela torna-se incompatível quando a gente abandona o bom senso e a razão e o respeito. Não importa se a outra pessoa

pensa diferente. É direito dela, como Adolfo disse. A gente tem que discutir as ideias. Se a gente vai criticar, discutir e estigmatizar alguém, a gente está indo contra a filosofia na sua essência e agora trazendo para o espiritismo, contra a prática essencial da caridade que a gente teria para um crescer perante o outro, respeitando o outro. A gente pode ter divergências, mas a gente tem que respeitar o outro.

E é isso que falta quando grupos se articulam para, literalmente, eu vou usar a palavra da moda, cancelar reputações ou fazer coisas para abafar, para calar, para não deixar alguém se expressar. Tem medo das ideias, então vamos calar quem está falando. Então esse é o grande ponto da filosofia. É dar espaço para diferentes posições e para que nós consigamos conversar racionalmente, com respeito. Ah, é difícil e tal.

Esse é o nosso desafio. O que a gente não pode é ficar na bolha, falando só para quem pensa igual e criticando quem pensa diferente e não estar aberto para o verdadeiro

diálogo. Eu fico muito feliz e, como diria uma das minhas referências no jornalismo, o comunicador Jô Soares, eu estou recebendo aqui dois filósofos espíritas, na exata acepção da palavra, que pensam o espiritismo de maneira aberta, de maneira conjugada, que não praticam a anulação de teorias ou de pensadores só porque eles não são... compatíveis com o modo individual de ver as coisas ou de entender o mundo ou de entender determinada ciência.

Em relação ao pensador Karl Marx, eu tenho uma ideia muito clara de que ele foi um dos maiores pensadores do século XIX. Ele se coloca ao mesmo lado de Allan Kardec, ele se coloca ao mesmo lado de Albert Einstein, imaginando que nós já estamos saindo do XIX e entrando no XX, porque são criaturas que ajudaram a alavancar a sociedade, alavancar o pensamento humano a partir das suas próprias ideias. Nenhum deles é terminal, nenhum

deles é definitivo. E o problema no movimento espírita também parece ser, além de enviesar para cá ou para lá, o Adolfo falou há pouco, nós também no SK temos um carinho... imutável por Francisco Cano Xavier, que eu tive a oportunidade de conhecer presencialmente em duas oportunidades. Um carinho que não se afasta em nenhum momento pela importância, pela magnitude do seu trabalho na divulgação do pensamento, na popularização.

Quando Kardec, lá na sua obra, fala que nós deveríamos, que os Espíritas deveriam se preocupar com os meios de popularizar o Espiritismo, o maior popularizador do Espiritismo em solo brasileiro Foi Francisco Cano Xavier. Ele chegou às massas. Ah, mas ele não chegou com aquele rigor filosófico, acadêmico, científico? Ah, ele misturou as crenças pessoais com as ideias espíritas? Sim, cara pálida, isso é da...

do modus operandi humano. O Marcelo, o Adolfo, o Marco vão emprestar as suas realizações, as suas participações, aos seus artigos, aos seus trabalhos, também nesse viés pessoal.

Nós não temos neutralidade, assim como... Nós que estamos na ciência, né, Marco, né, Adolfo, dizemos, não existe neutralidade científica, porque nenhum pesquisador é neutro, nenhum pesquisador hermeticamente se coloca numa campânua, numa proteção, e aí ele diz, não, eu vou observar os fatos com isenção, eu vou observar as situações com o distanciamento necessário, Não é possível fazer isso, porque nós temos uma história, uma trajetória, uma formação.

Nós espíritas ainda dizemos uma bagagem espiritual que faz com que nós pensamos para cá ou para lá. E, de repente, também, dentro dessa ideia do livre pensar, nós revemos os nossos passos. Até ali eu acreditava nisso, depois alguma coisa em mim, ou no que eu li, ou no trabalho que eu participei, ou na vivência que eu tive, ou no trabalho científico-acadêmico, eu despertei para um outro viés e

vou defender aquilo. O que não pode é, em nome de qualquer ideologia, nós dizemos, não, isso aí não é Kardec, isso aí não é Espiritismo, isso aí ninguém assevera, ou pensador A, B ou C, tem que ser execrado, tem que ser cancelado, porque ele não faz parte do meu modo de pensar, da minha ideologia sobre o que eu devo ser o espiritismo. A propósito, Marco e Adolfo, eu estou escrevendo um livro que fala sobre a lei do trabalho. aproximando a teoria marxista com a teoria kardesiana.

Eu estou aceitando esse desafio, justamente para produzir um material que não seja uma tábula rasa, não seja verdade absoluta, mas suscite as pessoas a pensarem que, em matéria material, em matéria espiritual, há ideias consonantes, há ideias que patrocinam um projeto futuro de humanidade. E é nisso que o Espiritismo trabalha. Agora, eu não vou dizer jamais que Kardec é melhor do que Marx, ou que Marx é melhor do que Kardec.

Eu vou aproveitar o que tem de bom em Kardec, o que tem de bom em Marx, e projetar o que nós devemos fazer para que a realidade espiritual e a realidade material, que não é comunista, nem nunca foi, que planeja um socialismo, não um socialismo utópico, não um socialismo materialista, não um socialismo do materialismo dialético, mas um socialismo que possa ser construído e que dê importância, como disse aquele magrão, a cada um segundo as suas obras, que não afaste de

pronto nem aquela categoria de pensadores, ou de trabalhadores, ou de realizadores, só porque eu, Marcelo, não concordo com a teoria A, com a teoria B, com a teoria C. Avançar nisso também é um processo de maturação que nós vamos nos submetendo. Mas a fala de vocês é perfeita. No sentido de dizer que eu não tenho direito de apregoar, de colocar um guiso, colocar uma coleira, dizendo que esse aqui é espiritismo, aquele ali não é espiritismo. Por que é? Por que não é?

Por que não pode ser? Será que o que ele diz, o que ele pensa, não tem um viés de verdade? Você falou agora sobre as obras de André Luiz, né?

É... Adolfo, nós costumamos separar dentro da obra de André Luiz aquilo que me parece ou nos parece ser verossímil, aquilo que nos parece ser complemento, ainda que experimental, daquilo que consta de muitas das afirmações na obra de Kardec, e aquilo que são, digamos, devaneios, são visões parciais, são visões de um espírito ainda em nível de perturbação, como muitos de nós vamos estar quando

desencarnarmos. As pessoas acham que ter tempo de doutrina espírita, ter conhecimento das leis espirituais, das questões doutrinais, vai nos fazer assim, despertei no mundo espiritual, sei tudo o que vou fazer, estou na minha condição plena das faculdades e agora vou aqui desfilar nos ambientes espirituais, que nada mais são do que os ambientes materiais onde nós estamos, só que com outra roupagem, na grande maioria das vezes, achando que

sabe tudo, que pode fazer tudo e que nada lhe será vedado. Devagar com a carruagem, devagar com o andor, porque o santo é de barro. Vamos em frente, meus amigos. Eu queria perguntar para ambos algo que nos parece ser pontual quando a gente fala da ideia de filosofia no Espiritismo.

Quais seriam, Adolfo, as características filosóficas de Kardec, do trabalho de Kardec, que são encontradas na atualidade espírita, ainda que não sejam por todos, em todos os grupos, em todas as discussões, em todos os textos, mas quais as características que você conseguiria, depois do Marco também, enxergar como, ó, estamos repetindo Kardec ou estamos melhorando Kardec nessa característica da sua filosofia originária? Bom, é...

Eu não vou falar da filosofia de Kardec, mas eu vou falar de algo que eu considero que é muito importante, que é a respeito também do trabalho dele. Então, por exemplo, eu tenho um artigo publicado no JIE, que também foi depois traduzido e publicado na Revista Espírita, que é sobre Allan Kardec, a ciência e o racismo. Então, nesse artigo, no final, eu pego e chego a um ponto. Porque quando eu escrevi esse artigo, a minha ideia é a seguinte. Eu quero saber se Kardec era racista ou não.

Porque se eu descobrir que ele é racista, eu vou falar, ele é racista e não tem nenhum problema. Mas estava me incomodando essa coisa. Essas críticas que eram feitas a Kardec. E eu escrevi num momento que não tinha esse calor do racismo aqui no Brasil. Agora recente. Não, meu artigo anterior. Então, eu chego à seguinte conclusão. Não, Allan Kardec não era racista. Porque o racismo é um comportamento. Ele era racialista. Porque era um homem no seu tempo.

E no seu tempo, acreditava-se na academia... da existência de várias raças. Raça branca, raça amarela, raça negra. E acreditava-se também, do ponto de vista científico e filosófico, que a raça branca era superior às outras. E a raça negra, na escala, em último lugar... E isso, alguns governos utilizaram do racialismo para justificar a exploração que foi feita a povos que viviam no continente africano e no continente asiático. Bom, por que nós estamos falando

isso? Porque o texto chega à conclusão, e lá tem um texto do livro que é o Espiritismo, Kardec fala assim, do chinês. Ele fala assim, o chinês está falando do corpo biológico. Não está falando do ser. Está falando do corpo biológico, que evoluiu. Chegou num ponto de evolução superior à sua raça. Então, esse chinês vai reencarnar numa raça superior. Está lá escrito em Kardec. Aí nós falamos, nós comentamos. Nesse ponto aqui, hoje, Kardec é ultrapassado. Por quê? Porque não existe raças.

Hoje não se pode mais falar do chinês, que evoluiu na sua raça, aí ele vai encarnar numa raça superior. Porque a raça branca não é superior ao chinês, não é superior ao negro. Mas na época de Kardec era, não é hoje. Então, quando nós, nos dias de hoje, nós chegamos a esse ponto, olha, a ciência está atualizando com essa vista de Kardec. Esse trabalho nós fazemos. Eu vejo algumas pesquisas, também no campo do mesmerismo, que já na época de Kardec, magnetismo animal era o termo

ultrapassado. Mas tem... oradores espíritas que pegam alguns livros de Kardec e aparece a palavra magnetismo animal e continuam usando o termo magnetismo animal como se houvesse o magnetismo, coisa que não existe. Então, já existem trabalhos hoje, pesquisas espíritas falando sobre esse assunto. Já existem publicações, muito embora o próprio Kardec, lá no vocabulário espírita, no vocábulo magnetismo, ele mesmo fala, esse vocábulo aqui, ele não é apropriado. Mas ele utilizou porque na

época... Ainda hoje nós falamos negro. Preto, porque não tem raça negra. Mas até os dias de hoje nós ainda falamos o negro. Porque é da nossa época. Mas daqui a um século, não será mais necessário usar o termo negro. As pessoas não precisam falar mais. Nos dias de hoje está tudo certo. Porque as coisas evoluem com o tempo. Então o que eu vejo são algumas pesquisas... que vão mostrando que, num ponto ou outro, o pensamento de Kardec foi

atualizado pelo ciência. Agora, o que falta nos livros de Kardec, eu sei que tem uma nota da FEB, lá nos livros que são editados pela FEB, lá no final, que eles pegam e falam da questão da lei, da mudança, com relação à questão das raças e também do racismo. Mas o ideal seria que, para cada pergunta, onde aparecem evidências de que aquilo está ultrapassado, é necessário que tenha o quê? Uma nota. Porque ninguém pode mudar o texto do autor, só ele. Então, o texto de Kardec é

aquele... Ninguém pode mudar o texto de Kardec. Nós não podemos reeditar os livros de Kardec. Tem até uma polêmica em torno dos livros dele, a esse respeito. Então, nós não podemos fazer isso. Mas podemos colocar uma nota... em algumas perguntas, em alguns itens, em alguns capítulos bem específicos. Olha, esse termo hoje não está atualizado, porque de acordo com a ciência, e aí vem a explicação.

Então, acho que isso, aos poucos, está começando a ser feito nos dias de hoje, por alguns pesquisadores. Mas é algo muito tímido, e como nós não fazemos o nosso trabalho, como o Marco já disse agora há pouco, então esse

trabalho está atrasado. nós temos que fazer mais isso quer dizer, os biólogos na sua área naquilo de atualização que houve deles fazerem algumas notas assim como os sociólogos os físicos os historiadores, etc então eu acho que esse caminho já houve um começo mas ainda temos muito a avançar nesse sentido E aí, Marco? Quais são as características da filosofia de Kardec que a gente consegue enxergar hoje? A filosofia é perene, é universal.

As pessoas acham que em poucos séculos nós já estamos num grau de amadurecimento suficiente para entender e superar aquilo que os espíritos eventualmente nos ofereceram. E Kardec teve o trabalho de organizar e apresentar de uma maneira extremamente profunda e que nós estamos engatinhando ainda hoje. para conhecer. Eu, particularmente, acho que nós vamos demorar alguns séculos ainda a entender o Espiritismo na sua plenitude. A gente está engatinhando.

Como dizia Herculano Pires, nós somos quase que aprendizes dentro desse processo. Mas eu queria só destacar, isso que o Adolfo traz é relevante, um dos problemas que nós temos por não entender Kardec e achar que ele estava, de alguma maneira, datado, É o anacronismo. O que é o anacronismo? É olhar o passado com as lentes de hoje. Então, a pessoa pega conceitos e

interpretações correntes hoje... transporta para os escritos de dois séculos atrás e fala assim, nossa, que absurdo isso que está escrito, mas sem entender o contexto, o significado, a palavra lá tinha uma outra conotação e isso faz com que as pessoas comecem a E é de uma maneira muito poeril isso, de achar que Kardec está ultrapassado. Não está. Nós é que, aquele que acha que Kardec está ultrapassado é porque não entendeu.

E quando eu falo Kardec, eu estou falando do ensino dos espíritos, não a opinião Kardec, o conceito de espíritos. O problema central das palavras é esse, o Adolfo traz muito bem, eu assisti a apresentação do Adolfo, ele apresentou na Liga, esse trabalho. Eu estava lá. Gostei bastante. Veja que as palavras têm conotações que, na época de Kardec, quando ele fala raça, ele não está falando de cor. Ele não fala de cor.

Tanto é que ele tem um artigo na Revista Espírita, de abril de sessenta e um, que ele deixa claríssimo. E olha a palavra forte. Ele não era de usar essas palavras. Olha a palavra forte que ele usa. Estúpidos preconceitos... de raça, de cor que se tinha lá na revista Abril de sessenta e um ele usa esta palavra estúpidos preconceitos de cor porque ele sabia do processo evolutivo e que a cor não representa absolutamente nada em termos de mais ou menos evoluído.

Só que quem vai ler os textos de Kardec acha que a raça que ele está falando é uma raça atrelada especificamente à cor. Quando ele se refere à raça, por diversas vezes... E não era só ele, Adolfo disse bem, era uma palavra que era usada correntemente pela própria ciência para significar grau evolutivo de civilização, inclusive. Então, quando se fala raças mais adiantadas e mais atrasadas, não eram cores mais adiantadas e mais atrasadas, eram grupos,

eram sociedades tecnologicamente mais avançadas. culturalmente e hábitos com mais desenvolvimento e menos desenvolvimento em termos de harmonia, de respeito e por aí vai. Falar que canibais são tão avançados quanto europeus da época... tem que tomar cuidado com o que a gente está falando. Ah, não, são todos bem evoluídos. Não são. Em termos de hábitos e tecnologia e outras coisas, tinha diferença brutal. Mas as pessoas confundem e misturam tudo.

E aí dá essas confusões de não entender o significado e sair por aí dizendo que Kardec era racista e essas outras coisas. Uma das situações mais interessantes que a gente pode ter é fazer esse exercício. retroagir, voltar ao tempo que foram escritos, qualquer coisa, não só na época de Kardec. Isso se chama exegese. Você volta no tempo para entender o contexto cultural que aquilo foi produzido. Esse é o papel do historiador. O Adolfo é historiador e sabe

muito bem disso. Não dá para você pegar algo do passado e interpretar com as lentes de hoje. Mas a gente tem que aplicar hoje. E aí vem o grande ponto. Como que nós vamos aplicar o conhecimento que nós temos hoje? De maneira prática, se esse conhecimento não nos tornar melhores em termos morais, éticos, de respeito ao próximo, de comportamento equilibrado, tem alguma coisa errada aí que a pessoa está fazendo.

Então, não adianta ela falar que sabe muito, que está trabalhando com a ciência, se ela não está se melhorando individualmente nesse comportamento. O grande objetivo do Espiritismo é esse, É melhorar a pessoa, é transformá-la em termos de algo egoísta e orgulhoso e violência implícita para alguém com equilíbrio, alguém capaz de se respeitar e respeitar ao próximo, com o conhecimento que nós temos. É isso que vai fazer, esse que é o sinal da aplicação correta da

filosofia espírita. e não ficar se digladiando por aí, dizendo que eu tenho os conceitos, eu tenho a verdade, mas não se melhora como pessoa. Então, não adianta nada entrar em discussões se não se melhorar, que é a aplicabilidade daquilo que nós temos na filosofia.

Me permitir, Marcelo e Adolfo, só porque o tema é interessante, recentemente a gente está tendo, sim, um contato maior com os meios acadêmicos, que a gente vai chamar de ciência, a produção de elementos, de textos e de compartilhamento de ideias sob a ótica espírita ou sobre o espiritismo, ainda que com um formato acadêmico. E a própria Liga tem essa função, o grupo do Adolfo, o Morato, em Franca, tem essa

finalidade também. E, recentemente, eu e um colega, o Lucas Berlanza, Nós escrevemos um texto, porque muita gente dizia que Kardec foi influenciado pelas ideias da época. Kardec foi influenciado, sendo

que eram os espíritos. E muita gente dizia que Kardec tinha sido influenciado pelos socialistas utópicos da época, entre eles o Fourier. O Fourier era um personagem da época, ele é citado, inclusive, na revista Espírita, E algumas pessoas achavam que Kardec, ou o Espiritismo de forma geral, tinha sido influenciado pelas ideias do Fourier. Então, o que nós fizemos? Do Charles Fourier, né?

Nós levantamos as ideias do Fourier, os princípios filosóficos do Fourierismo, que estavam em voga lá na França, os princípios filosóficos do Espiritismo e comparamos para verificar se tinha semelhança ou não sobre aquilo que estava sendo feito. Eu até posso colocar aqui no chat, acho que isso eu consigo, peraí. Depois vocês veem aí se foi. Porque nós temos essa necessidade de trabalhar as ideias, mas não imputar lá para trás que alguém foi influenciado por outro.

Então, o Espiritismo é produto das ideias em voga da época, sendo que os Espíritos trazem elementos que são muito além do que uma restrita Paris do século XIX. trabalham com questões existenciais desde a época da antiguidade. Quem somos, de onde viemos, para onde iremos, não é uma questão limitada para a França. É uma questão do homem. E os Espíritos tratam dessa questão que é quase que atemporal em termos de restrição de século. Eu achei, vou colocar aqui no chat.

Não sei se vai. Não, acho que não vai. Eu vou colocar... Se for link, o YouTube bloqueia. Eu coloquei no chat privado, depois se vocês conseguirem, vocês põem lá. É um artigo que faz com que nós tenhamos as ideias espíritas sendo apresentadas para um ambiente não espírita, de forma geral, que é o ambiente acadêmico, mas tratado com método.

E é isso que muita gente acha que deveria acontecer, mas ao contrário, que o espiritismo deveria abrir a porta da academia com os dois pés, quebrando as trancas ali para impor as verdades espíritas que estão nos romances espíritas. Isso é um absurdo. Isso é um absurdo. E romance espírita não é fonte doutrinária para você colocar e apresentar isso para a discussão científica. Você pode trazer como elemento de estudo.

Aí, ok. Mas não para falar que é uma verdade que representa os princípios espíritas, porque esses estão em Kardec. Então, a dificuldade que as pessoas têm de entender o diálogo necessário em todos os ambientes é justamente qual é a fonte que nós estamos usando e se essa fonte foi validada metodologicamente para assim ser reconhecida dentro do meio espírita e fora do meio

espírita. Opinião de romance mediúnico, isso pode ser interessante, pode ser útil para estudo, mas não é fonte doutrinária que a gente possa se servir para colocar como um princípio espírita. Marco, posso jogar um pouquinho de farinha aí no ventilador? Porque na minha área, na história... Nós trabalhamos com a história

da ficção para a nossa história. Então, um dos principais autores da antiguidade é o Mero, que escreveu duas obras, que são as principais obras da história de Roma Antiga, que é Elida, perdão, da Grécia, que é Elida e Odisseia. E são obras de ficção. E elas são leituras fantásticas, tanto a Eliana como a Odisseia. Acredito que vocês leram durante o período estudantil, porque, pelo menos na época que eu estudava, era matéria obrigatória no ensino médio.

Então, a gente tinha que ler esses livros. Eu, inclusive, quando lecionava, trabalhava com os meus alunos com adaptação. não era a obra do original, mas eu tive o privilégio de ler o original, sofri bastante, porque não é leitura fácil, mas é fantástico. Em outras palavras, o romance, ele também pode, a partir do romance, você também pode

produzir ciência. não estou assim discordando que você falou de forma alguma um trabalho científico é uma coisa romance é outra coisa, mas nós também não podemos desconsiderar a importância do romance agora ele tem que ser o que? o ponto de partida, não pode ser você pega o romance que está escrito ali porque a gente tem que diferenciar o romance aquilo que é esqueci o nome do termo agora, leitura poética não, uma coisa assim Licença poética. Obrigado, obrigado.

Licença poética, isso mesmo. A gente tem que diferenciar o que é licença poética do que pode ser aproveitado para a partir de você produzir o conhecimento. Então, nós não descartamos totalmente os romances, a ficção. Para nós, isso também é importante. Mas sem desconsiderar a sua fala, porque um texto de Kardec é uma coisa e o romance é outra.

E, infelizmente, no movimento espírita, por falta de leitura, de estudo, que é uma tradição do povo brasileiro, também não é só do brasileiro, porque o brasileiro tem mania de estereótipo de vira-lata, não é só do brasileiro, não. Essa coisa de você se debruçar para poder encontrar e diferenciar o que é licença poética do que realmente, a partir dele, você pode produzir o conhecimento científico.

Por exemplo, tem uma obra, que eu gosto dessa obra, e que tem muitos ensinamentos, e que hoje se tornou uma obra polêmica no movimento espírita, porque é um livro que foi muito mal aplicado nos seus estudos, que é o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho. Eu, como historiador, encontrei vários erros históricos nesse livro.

Mas muitos erros históricos. Mas, no momento em que o autor espiritual, Humberto Campos, ele fala dos diálogos de Jesus a respeito da evolução do planeta e do Brasil, são diálogos fantásticos e que servem. Eu não vou dizer que servem como para produzir o conhecimento histórico, não digo isso.

Mas são informações importantes e relevantes para nós, em termos de conhecimento, de cultura, quer dizer, não é um livro para você falar assim, vamos rasgar e jogar, não serve para nada, ele serve sim, mas infelizmente, como é que nós, leitores espíritas, o que nós fazemos? que é uma herança do povo hebreu. Não, nós somos o povo eleito. O Brasil é o coração do mundo, a pátria do evangelho. Quer dizer, não entenderam a mensagem do livro. Essa não era a mensagem do livro.

Mas, ao mesmo tempo, é uma coisa que eu fico triste, porque a gente não pode pegar esse livro e jogar no lixo. Não serve para nada. Porque ele tem uma importância nesses diálogos de Jesus, as instruções de Jesus. Eu fiz um trabalho sobre essas instruções. É muito interessante. Quer dizer, o que eu estou querendo dizer com isso? Que é uma obra importante, que é um romance. Mas, por outro lado, na maneira como ele foi entendido pelo movimento espírita, ele foi

entendido de maneira errada. Então, por isso que muitos companheiros, muitos amigos meus, até vocês aqui, eu sei do pensamento do Marco, que tem o pensamento de dizer que na hora isso não serve. Mas do jeito que é entendido, não serve mesmo. Mas, por outro lado, o livro tem uma importância por ser um romance. Infelizmente, são as contradições do nosso meio. É. Engraçado e, ao mesmo tempo, pontual como os temas se entranham uns nos outros.

Nós estávamos falando do anacronismo, que foi descrito na fala do Adolfo, em querer que a contextura atual se aplique a uma obra escrita há Não precisamos ficar puxando só a brasa para a nossa sardinha, não, falando dos livros de Allan Kardec. Nós já podemos relembrar aqui toda a violência cultural, toda a violência literária, toda a violência autoral, e aí estou falando da minha especialidade, que é direito autoral, sobre a obra de Monteiro Lobato,

construída num universo das primeiras décadas do século XX... e cuja exigência também, por força judicial e ministerial, foi de adequar a obra clássica. Eu, por exemplo, estudei a obra de Monteiro Lombardo quando eu

tinha dez anos de idade. Ela foi relevante não pelo teor, aplicado à época que eu estudei ou aplicado à época de hoje, sobre como deve ser o comportamento individual e coletivo na sociedade, mas por retratar objetivamente em sendo uma obra ficcional, com alguns contornos de realidade e outros de fantasia, como qualquer outra, para representar uma

atmosfera vivida naquele momento. senão nós vamos adotar uma política permanente de patrulhamento, de modo que o artigo que o Marco escreveu em dois mil e vinte e três já não está mais em evidência, houve situações de progresso, seja na filosofia, na ciência ou na própria experimentação espírita, Aí eu vou ter que fazer uma nota de rodapé no artigo do Marco, dizendo que isso que o Marco pensou é equivocado, é tacanho, é atrasado, porque a visão científica dominante hoje é esta

ou aquela. Então, nós não vamos fazer mais nada. Vamos pegar a obra de quem escreveu e vamos nos debruçar sobre ela, dizendo assim, olha, esse está errado, esse está errado, esse está errado, esse não presta, esse joga no lixo. E aí vamos fazer o quê com o conhecimento humano que é um elemento de conjugação

sucessiva. O que pensamos hoje é consequência do que foi pensado no século passado, no século precedente, até o início da civilização humana, como um processo de maturação das ideias, de maturação dos indivíduos e, para nós espíritas, de maturação e de progresso dos espíritos em si. Então, Adolfo, quando você fala dos romances, nós no SCK temos um cuidado especialíssimo com os romances. Lê-lo como preconiza a boa técnica literária, dizendo que o romance é uma obra de ficção.

E para você que é apaixonado pelo livro Nosso Lar e que acredita piamente que tudo está lá, é complementar tudo. Eu não estou dizendo algumas partes. Tudo é complementar e é uma... é um progresso do conceito espírita, saiba que a federação que publicou o original na década de quarenta, escreveu como subtítulo, e ninguém encontra mais, porque da segunda edição em diante isso foi retirado, Romance Espiritualista. Nosso Lar, embaixo, Romance Espiritualista.

Quem me mostrou isso foi o professor Carlos de Brito, em Bassaí, porque na biblioteca do pai dele, Carlos, em Bassaí, tinha a primeira edição do Nosso Lar, e lá constava. Então nós vamos pegar um romance espiritualista, que tem todo um arcabouço de ficção, que é uma leitura baseada na crença pessoal, e aí você poderá dizer, sim, um artigo que você escreve, Marcelo, também se baseia nas suas convicções, ou nas suas

crenças, logicamente. Mas aí eu pegar o conceito de romance espiritual, o conceito do conteúdo da obra e dizer que todo ele é filosofia, todo ele é principiológico, todo ele é ciência espírita, a distância é como daqui até a última galáxia conhecida no universo. Não podemos tratar assim.

E todas as vezes que nós mexemos no original, sem ser com esse intuito de puxa uma nota de rodapé naquela página e diz este é o pensamento conjuntural, social, coletivo, científico, filosófico vigente na época em que a obra foi escrita. As atuais circunstâncias indicam que este conceito está ultrapassado por isso, isso, aquilo, hoje. as leis preservam isso, aquilo, outro. A ciência encontrou essa explicação contrária ao que está... Pronto! O que eu não posso é pegar a

obra e recortá-la. E vai lembrar o meu amigo... que está conosco ao vivo nessa live, e aquele que vai ver a live depois na gravação, que se você pegar somente o livro Brasilar da Doutrina dos Espíritos, você tem trinta e oito tradutores diferentes. Numa mesma editora você pode ter

até cinco tradutores diferentes. E recentemente, há cerca de menos de dez anos, a editora que mais vende as obras de Kardec no Brasil, que eu não preciso dar um nome nem um sobrenome, você sabe, eu não vou fazer aqui merchandising gratuito para ninguém, esta reviu as suas traduções anteriores e fez uma atualização, poderia dizer eujocosamente, rejuvenescida, trazendo para a linguagem popular dos dias de hoje.

E aí, meu amigo, se você pegar essa tradução e pegar a que nós utilizamos aqui no ECT, que é a da LAC, do professor Herculano Pires, você vai perceber que não houve rejuvenescimento nenhum. Houve alteração do pensamento de Allan Kardec. Houve adulteração do conteúdo para conformar esse conteúdo a determinadas ideologias vigentes dentro e fora do movimento

espírita. E mais ainda, nós ainda nos debatemos nos problemas originários lá na França, que o SK continua sendo, assim como Marco Milani, assim como Adolfo, naquilo que ele entende, naquilo que ele já percebeu, que há mudanças significativas entre edições que foram publicadas na França e cujas traduções nem todas vieram para o Brasil. E que a tradução que visejou aqui é a tradução de obras que não passaram pelo crivo total de Allan Kardec.

Ou, como nós costumamos dizer, e você sabe disso, foram adulteradas. Porque o pensamento não é o pensamento de Allan Kardec. É o pensamento de sei lá quem, porque não tem autoria. Nem se vai atrás dessa autoria do ponto de vista jurídico, histórico, documental. Mas é importante comparar. É importante exercer o seu direito de livre pensar e de livre comparar. E não se guiar pela posição de A, de B, de C, do ECK, da Liga, do Educador Espírita, da Federação, de quem quer que

seja. Tome você mesmo as resoluções. Esse é o grande processo filosófico espírita ao qual nós não estamos acostumados a praticar. Gente, nós estamos aí com... uma hora e vinte e cinco de live e vamos dar andamento aqui em algumas outras questões que precisam ser vistas. Eu vou dizer de antemão, e o nosso público sabe disso, que o script não vai ser seguido. Não tem condições em uma hora e meia, mais ou menos, trabalharmos tudo o que a gente planejou.

Portanto, os dois já sabem também, estão aqui convidados para uma segunda revival, uma segunda edição desse tema que certamente vai trazer esse público qualificado que está conosco hoje. Vocês falaram de espiritismo na academia, o espiritismo nas principais revistas e publicações laicas, leigas, embora especializadas, que não estão diante do conhecimento pleno do espiritismo.

É você pegar, por exemplo, uma revista de administração e publicar um texto sobre o modelo administrativo de Allan Kardec. é você pegar um livro de física, uma revista de física, e comparar algumas teorias filosóficas atuais, em termos de filosofia da ciência, dentro da física, e alguns conceitos que estão presentes, por exemplo, em A Gênese, obra característica desse ramo científico que Kardec abordou.

Isso é uma coisa. Outra é você tentar validar, através de periódicos espíritas, desculpe, periódicos científicos ou acadêmicos, determinadas teorias espíritas. E aí, o Marco sabe disso, o Adolfo também, e eu, vai depender do conselho editorial, vai depender dos examinadores em exame cego, blind review, para verificar se foram cumpridos os pressupostos de publicação no período. Não vai entrar no mérito se é a teoria A, teoria B, sobre espiritualidade, sobre espiritismo, sobre mediunidade.

Então, o que eu estou dizendo? Unless a fair... científico, acadêmico, que permite, cumpridas aqueles requisitos, cumpridas aquelas premissas, o artigo ser publicado. E ser publicado não significa... que a ciência está validando

qualquer conhecimento espírita. Isso precisa estar patente, porque senão o indivíduo vai dizer assim, como eu vi durante muitos anos no Conselho Federativo Nacional, olha, uma revista científica da Noruega está aqui publicando um artigo validando a glândula pineal que foi tratada pela obra de André Luiz. Ei, cara pálida, não está validando nada. Até porque em ciência não existe validação absoluta. Apresenta um experimento.

Apresenta uma tese. Daqui a pouco vai aparecer uma contratese, um contra-experimento. E aquilo que foi validado semana passada, essa semana pode não ser validado mais. E as pessoas não entendem isso. E aí ficam dizendo aquela bobagem que é a ciência está validando os princípios espíritas Que ciência é a cara pálida? A ciência material tem como objeto a materialidade. A ciência espírita tem como objeto a espiritualidade. Esses objetos não se encontram

em nenhum lugar do caminho. E Kardec, quando define a ciência e a filosofia espírita, diz que todas as ciências têm um método, todas as ciências têm um objetivo, todas as ciências têm um objeto e cada uma trabalha com o que melhor entende como

ciência. Então, perguntando para vocês... a respeito disso nos últimos anos e a pergunta sete produção nós vimos um relativo interesse por temáticas de pesquisa o Marco acabou de trazer um artigo publicado deixa eu puxar aqui na revista Horizonte, da PUC de Minas, que é uma instituição conceituadíssima no nosso meio, no meio acadêmico, no meio científico, em várias áreas, credenciada, valorada por conceitos CAPES, etc. Mas esse interesse pelas

pesquisas relativas ao espiritismo não quer dizer a validação das teorias espíritas. Estou reforçando o que disse há pouco. Mas um grande e significativo número de artigos e trabalhos acadêmicos acaba se situando apenas no segmento religioso. Inclusive, com mais ênfase, em programas de pós-lato e estrito senso, especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado, em ciências da religião.

Perguntaria a você, Marco. Estar nesse segmento, ciência da religião, não seria prejudicial à filosofia espírita? É um ponto interessante, Marcelo. Eu não lembro, acho que foi o Enlip de dois mil e oito, já faz tempo. Foi no dois mil e oito. O que eu fiz? Eu fiz um trabalho que eu apresentei, eu fiz um levantamento de todas as teses e dissertações que tratavam da temática espírita, usando algumas palavras-chave bem específicas.

Espiritismo, Allan Kardec, doutrina espírita, e tentando não colocar nesse meio termos que são comuns a outras práticas não espíritas, vamos chamar assim. E, na ocasião, as dissertações e teses levantadas foram agrupadas por área, onde elas foram publicadas. E a área que mais teve publicação foi justamente ciências da religião. Depois nós tivemos antropologia como segunda. Enfim, ela vai caindo. E não surpreende as áreas de ciências exatas.

Não tinha nenhuma. Então, trabalhava a questão nas chamadas ciências humanas ou sociais. e depois ia descendo, teve uma social aplicada, e depois não tinha nenhuma de exata. Na área de saúde tinha bastante, mas não tinha nenhuma na área de exatas, que seriam aquelas que poderiam explorar o fenômeno em si da mediunidade.

Então, cada área tem uma abordagem específica, e ciências da religião... ela tem nesse contexto de produção chamada científica, cujo objeto seja ou o próprio espiritismo como conjunto, como filosofia, ou como práticas, ou como características culturais que sejam, ela é, sim, objeto dessas práticas. Então, ciência da religião é compreensível dentro dessa abordagem, mas tem outras áreas que também são, que tratam o espiritismo com as suas, com seus métodos e com a sua abordagem.

Por que que eu entendo que muitas passagens que nós temos, por sermos uma filosofia, nada mais natural de que ciência da religião, que também trabalha com a questão filosófica, ela se interessa por essa particularidade, tá? Mas eu concordo com a posição do Marcelo, não é porque publicou numa revista, ou porque defendeu uma tese ou uma dissertação sobre alguma temática espírita, ou qualquer outra coisa, que vai se fazer uma propaganda, como infelizmente fizeram.

Teve um autor, já faz mais de dez anos, eu acho, ele publicou uma dissertação, depois a tese dele também foi assim, foi da Unesp, Ele estava verificando na área de saúde os efeitos da imposição de mãos sobre o sistema imunológico. No caso da dissertação, foi sobre camundongos. E na tese dele, ele fez a mesma coisa, só que daí já com humanos e pessoas idosas, para ver se o sistema imunológico melhorava.

E... Muita gente, na ocasião, ele defendeu a dissertação, foi aprovado, e aí as manchetes que começaram a circular nos meios espíritas, em geral, era a ciência comprovou o passe espírita. Não tem nada a ver em termos de propósito. Ele fez um experimento com a imposição de mãos, e ele usou a técnica do reiki, fazendo... aplicações com grupos de controle. Ele seguiu todo o método para

validar isso e foi aprovado. Teve, sim, uma melhoria no sistema imunológico dos camundongos, tal, tal, tal. Ok. Aí vem os mais afoitos e um tanto... eu não sei qual palavra a gente poderia usar, mas irresponsável no sentido de coerência, chamar isso de que a ciência estava comprovando o passo espírita. Tem uma distância enorme entre você apresentar algo e ser reconhecido como válido pelo método que foi aplicado, do que você caracterizar aquilo que as pessoas gostariam, muitos

gostariam que acontecesse. O espiritismo foi aceito, reconhecido pela ciência de maneira unânime, completamente diferente às propostas. Mas é um desafio isso que você fala, Marcelo, e até mais. Por isso que o esforço que a gente tem feito pela Liga, pelo grupo do Adolfo, pela própria UZI, pela assessoria de ciência e pesquisa, a gente tem procurado colocar a proposta do método para avaliação, para estudo, para reflexão, como algo importante para deixar de

idolatrar médiums e espíritos. Porque as pessoas idolatram médium e espírito. Nossa, o médium tal falou isso, então passa a ser verdade. Nossa, o espírito tal falou isso, então passa a ser verdade. Isso não é ciência, isso não é filosofia. Não importa o espírito, não importa o médium. Não importa quem seja. Nossa, vai discordar do espírito tal? Kardec fazia isso toda hora. Ele discordava. Lá no final do livro dos médiums, tem inclusive uma passagem que são as mensagens apócrifas.

Vejam lá quem assina. Ele fala, não, não é. Ele discordava. Então, não é o nome, não é essa idolatria que, infelizmente, tem raízes históricas no Brasil que passaram a quase criar devotos de espíritos e de médicos.

Nós não... precisamos nem devemos nós temos que amadurecer o movimento espírita tirar essa idolatria presente que infelizmente isso não é o espiritismo são pessoas no movimento espírita que são idosos o espiritismo nunca valorizou isso mas essas pessoas vindas de outras religiões e outras propostas de fé cega passam a transportar isso como uma prática para o espiritismo quando não deveria ser Adolfo, antes de eu passar a palavra para ti para essa questão aí da

pergunta, eu só quero materializar isso que o Milani acabou de colocar. Nós tivemos agora, nessa live, dois comentários do companheiro Marco, também teu xará, num dos nossos canais, que é o Espiritismo Cast, que também transmite ao vivo essa live, Dizendo mais ou menos isso. Como que vocês estão indo contra o livro do espírito tal se esse livro foi supervisionado, digamos, por Emmanuel? Dizer que o livro de Humberto de Campos cometeu erros históricos

é complicado. Emmanuel, como revisor dos livros psicografados, também não sabia da história. Então, aí você está dando a carteirada. Está dizendo assim, não, não, espera aí. Se é Emmanuel, então está sob... Acima de qualquer suspeita, a gente valida tudo, a gente entende tudo como verdade absoluta, e aí nós estamos nos comportando exatamente como uma religião e não uma ciência filosófica. Estamos querendo atribuir um grau de superioridade a

espíritos que não o têm. O Sardinha acabou de lembrar Kardec e refuta uma comunicação escrita e assinada por Lázaro, por entender que aquilo não era compatível com a principiologia espírita. E aí vem o mote principal da nossa pergunta. Se nós tratamos o Espiritismo como religião, o que acontece conosco? Nós vamos validar o Espiritismo com base em fundamentos religiosos. Então, qual é o fundamento religioso principal? É o argumento de autoridade, é o

dogma, é a verdade indiscutível. Então, seja João, seja Pedro, seja Moisés, seja Maria, seja Ana, seja Júlia, esses vão ter... artefato de autoridade e, portanto, ninguém pode contestá-los. Se nós partirmos sob essa premissa, então esquecemos que o Espiritismo tem qualquer compromisso com a questão científica, com a questão filosófica e fiquemos apenas com uma das pernas do tripé de Emmanuel, que é a perna religiosa.

E isso é interessante porque todo mundo desse movimento religioso ortodoxo, desse movimento tradicional, majoritário do espiritismo, fala do tripé de Emmanuel como se Kardec tivesse dito isso. Primeiro, não disse. O conceito de espiritismo é filosofia, espiritualismo, mas com bases científicas e consequências morais. Podemos até discutir que não deveria ter colocado morais, deveria ter colocado consequências sociais,

consequências éticas. consequências de progresso, mas tudo bem, ele usou consequências morais, vamos dar a licença poética de Kardec falar isso. Onde é que está a religião? Onde é que Kardec afigura o conceito de religião?

Ele diz exatamente o contrário, ele fala em religião filosófica, e aí as pessoas se pegam nisso como se estivessem presas no pincel, já tirou a escada, já tirou a casa, já tirou tudo, a pessoa está pendurada no pincel lá, acreditando que Kardec falou de religião do ponto de vista como as pessoas entendem a religião. E a religiosidade está distante

disso. Porque a religiosidade, como eu disse na abertura dessa live, é um elemento de crença pessoal, é no que você acredita, no que você vivencia, e não tem que exteriorizar, não merece ser exteriorizado, não merece ser cultuado, nem estabelecido como verdade imutável para que todos sigam da mesma forma. O nosso Afonso deu uma fugidinha aí, deve ter caído a internet dele. Mas eu continuo nessa toada, Marco.

Essa prevalência da necessidade de confirmação do Espiritismo por vias científicas, não, Marco, eu não esqueci de lembrar, eu li o teu comentário, de se refletir, por quê? Porque nós temos que dar validação, porque Emmanuel é que referenta as obras... Ou porque a teoria que está contida no livro, independente de revisão de Emmanuel ou de qualquer outro espírito encarnado ou desencarnado, seja

o argumento de autoridade. A reflexão individual de cada um é que é o argumento de verdade pessoal. E mesmo assim não será argumento de verdade espírita. Deixemos bem claro. Essa ideia de que tem que ter alguém dizendo que é espiritismo ou não é espiritismo não pertence nem à lógica de Kardec. Kardec jamais... Olha o que Kardec diz nas obras, não é, Marco? Ele diz assim, o Espiritismo não é matéria de convicção, não é

matéria de crença pessoal. O Espiritismo é... um despertar paulatino as pessoas não precisam acreditar em todos os princípios do espiritismo à primeira vista para se tornarem espíritas ele vai maturar suas ideias sobre o que é a reencarnação sobre a existência de uma fonte primária que é o Deus ou qualquer outro nome que se dê a isso a questão da reencarnação a questão da pluralidade dos mundos a questão da lei de progresso ou do livre-arbítrio Podemos aqui

listar centenas de elementos principiológicos espíritas, mas ninguém está obrigado, como nas religiões, a aceitar isso de maneira obrigatória, engolir. boca adentro, essas informações. Agora que o Adolfo voltou, fizemos o nosso comercial, vamos voltar agora para a temática principal. O Jota Silvestre e o Flávio Cavalcante disseram nossos comerciais, por favor. Mas o Adolfo vai voltar com tudo

para dizer. Essa fixação do espírita em ter essa confirmação pela ciência espírita, não parece completamente contrária à ideia de filosofia? Ou seja, darmos essa ênfase para uma visão dogmática, religiosa, não atrapalha a nossa ideia de sermos uma filosofia? No caso, a filosofia espírita? Marcelo, é o seguinte. Eu penso que essa porta que a ciência das religiões nos oferece É o começo para a entrada do Espiritismo na

academia. Agora, nós vivemos um momento onde o nosso objeto de estudo, o Espiritismo, é diferente do objeto de estudo da ciência. Então, enquanto o Espírita estiver imaginando que ele vai conseguir colocar na academia a ideia de que ela precisa estudar o nosso objeto de estudo, a coisa não vai acontecer, a coisa não vai andar. A academia... Quando nós estudamos Kardec, ele vai falando muito sobre a importância da ciência um dia reconhecer o elemento espiritual.

E que um dia a ciência vai se alinhar com o espiritismo em benefício da própria ciência, em benefício da própria sociedade. Mas isso não é para esse momento histórico. Isso não é para esse momento histórico. Mas, ao mesmo tempo, Aos poucos, o espiritismo vai sendo introduzido na academia. Isso, para nós, é bom, é importante. Aí você me pergunta, mas é perigoso por esse caminho? Eu não considero perigoso.

Mas, por outro lado, eventos como esse, esse debate que nós estamos fazendo aqui hoje, são extremamente importantes. Fóruns desse tipo. Porque nós precisamos, de alguma maneira... estimular o movimento espírita, incentivar, enfim, para que o movimento espírita possa estudar os princípios

fundamentais do espiritismo. Porque quando eu fico examinando, nos congressos espíritas, a temática, e às vezes, viu, Marco, fazendo uma autocrítica, porque nós somos useanos, e eu posso falar com muita tranquilidade, porque eu sou desde casa, até mesmo os congressos da UZI, né? ou os congressos federativos. Quer dizer, não há uma inserção dessa temática nesses congressos.

Então, é muito diferente quando a gente pega, por exemplo, a temática da Liga, dos eventos da Liga, dos congressos da Liga.

Quando a gente pega aqui do ECK... ou lá do grupo Aguinaldo Morato. Quer dizer, são temas que nós desenvolvemos, que nós acreditamos e que inserem o espiritismo, de certa forma, eu não diria na academia, mas que inserem um estudo com metodologia, com você se preocupar com os objetivos, de você fazer uma pesquisa bibliográfica, quer dizer, de fazer um trabalho científico. Não necessariamente para a academia, Porque eu entendo que

não é para esse momento. Vai chegar um dia que nós vamos conseguir discutir o elemento espiritual na academia. Mas não é para agora. Então, nesse momento, a academia vai continuar estudando a partir do seu referencial teórico. A temática espírita. E não vai ser como nós gostaríamos. Agora, quando o Marco fala assim, na área de exatas não tinha um trabalho. Isso quando ele fez a pesquisa dele em dois mil e oito. Eu estava naquele ELIP, eu lembro da pesquisa que o Marco

fez. Achei muito interessante, inclusive, naquela época. Agora, como que isso vai mudar? Quando nós começarmos nos nossos congressos, nos nossos encontros, nos nossos estudos, a trazer essa temática que nós já fazemos em espaços como esse fórum, como os encontros da ELIP, como os artigos que são publicados no JEE. Então, nós temos que incentivar o movimento espírita a consumir a nossa produção. Essa que é a verdade.

Porque o que não pode acontecer, e a impressão que eu tenho, é que hoje nós fazemos o que a academia faz. A academia não conversa com a sociedade. E nós, nos nossos fóruns, nos nossos eventos, não conversamos com o movimento espírita. Então, nós temos que fazer interlocução. O Marco falou de algo que é muito importante e que eu concordo e que me incomoda muito, porque hoje nós estamos vivendo uma polêmica em torno das chamadas cartas consoladoras.

E eu não quero aqui entrar no mérito, até porque se eu entrar no mérito, eu corro o risco de ser bombardeado no chat. Por quê? Porque virou uma coisa, uma discussão, que você vê uma idolatria, mas... de uma certa forma, no movimento espírita, muito preocupante. Então, quando você vê alguns pesquisadores sérios que pegam o trabalho de um determinado médium, ou de um médium, que vai falando, olha aqui, essas informações aqui, você encontra em rede social, você encontra em arquivos.

E a pessoa está mostrando isso de uma maneira didática. Não há no movimento espírita uma preocupação para se estudar isso. Não no sentido de querer provar que a médium é charlatã ou que é médium sério. Não é nesse sentido. É porque é da prática espírita esse tipo de pesquisa, esse tipo de estudo. Então, quando nós falamos em estudar esse tipo de fato ou de fenômeno, nós não estamos querendo dizer que o trabalho do médium não é bom. Não é nesse sentido. É porque essa é a prática espírita.

Só que o movimento espírita ainda não entendeu isso. Então, ele caminha muito mais, por isso que eu trouxe o texto do Evangelho, ele caminha muito mais para o dogmatismo, para o fanatismo, para a idolatria, do que a um trabalho de livres pensadores. Então, nós temos uma responsabilidade muito grande nesses fóruns, nos nossos artigos, nos nossos encontros, nas nossas palestras, de trazer

esse debate para o movimento espírita. porque é dessa maneira, é você trazendo, e inclusive para quando tiver reunião da UZI, por exemplo, não só da UZI, das federativas, da gente propor esses temas, de propor esses encontros, para que a federativa também venha a estudar o perispírito, a mediunidade, a reencarnação, que são temas que tratam de princípios fundamentais do espiritismo e que nós precisamos

estudar cada um na sua área. Para que, quando o Marco voltar daqui a algum tempo a fazer uma nova pesquisa, ele fale, agora nós encontramos em todas as áreas pesquisas de temática espírita. Não está circunscrita essa área ou aquela. Eu vejo mais ou menos por aí. Sem dúvida alguma. Isso é filosofar a luz do espiritismo. E isso é ser espírita, porque nenhum espírita deve fechar os olhos em relação a qualquer ideia, nem qualquer subscritor das ideias.

Exercer justamente a crítica, a crítica fundamentada, a crítica ética, a crítica que se consubstancia na própria prática, na própria metodologia de Kardec. Quando nós, em qualquer circunstância, nos afastamos disso, nós nos tornamos meros crentes. Ou, como Kardec falou, máquinas de crer. Nós não somos máquinas de crer. Nós somos seres que raciocinamos. E podemos crer a partir do raciocínio. Mas não é obrigatório crer para ser espírita ou para trabalhar as questões espirituais e

espíritas em nós mesmos. Gente, nós estamos partindo para o encerramento, são aí quase uma hora e cinquenta de live, quero agradecer imensamente ao aceite de ambos, ao convite de participar da abertura desse nosso sexto fórum do Livro e Pensar Espírita, o LIP, um evento que assim como o ENLIP, que é o o evento oficial da Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas já vai se cristalizando, se consubstanciando e apresentando propostas de atualização no

sentido de práticas, no sentido de vivências, no sentido de teorias, no sentido de exercício do raciocínio lógico, filosófico, científico, sistemático sobre a produção espírita, seja a de Kardec, seja a contemporânea posterior a dele. Então, quero deixar aí o espaço final para as considerações finais de ambos, começando pelo nosso Adolfo de Mendonça Júnior. Uma honra ter participado dessa

mesa, dessa live, desse estudo. Eu acompanho o ECK há muitos anos, há mais de seis anos, e vocês fazem um trabalho fantástico. Então, é... uma oportunidade de ouro. Muito feliz, um abraço para todos, para o Marco, querido amigo, Marcelo, para os demais companheiros do SCK, e que possamos continuar com esses espaços, trazendo esse debate, essa discussão acerca da temática espírita. Um grande abraço a todos. Bom, o Marcelo caiu, mas é minha vez agora.

Vamos aproveitar, Adolfo. Vamos mudar tudo aqui. Queria dizer que a honra é minha, Adolfo, de estar aqui com você também, junto com o pessoal do ECK, com o Marcelo. Agora ele está tentando voltar. Olha lá, renasceu. Reencarnei. Reencarnou. A gente estava aqui já fazendo planos para mudar as coisas aqui. Vai lá, tudo livre aqui. Eu estava agradecendo, Marcelo. O primeiro convite que você fez, a presença do Adolfo, meu amigo, já há vários anos mesmo.

Para mim é uma grande alegria compartilhar esses momentos com ele. Aos amigos do ECK que estão nos bastidores. Não vou falar o nome todo, senão eu sempre vou esquecer alguém e vai ficar falando. E aos amigos que estão participando aqui conosco também no chat. Vai ficar gravado, então depois a gente pode assistir para rever aí os momentos. E eu queria... Minhas palavras finais. Kardec nunca teve receio do debate. Ele só debatia quando ele achava útil.

Mas quando ele debatia, ele debatia mesmo. E ele não desrespeitava as pessoas. Ele sempre partia para as ideias. E ele não tinha medo... de colocar nada à avaliação, à

prova. Tanto é que a gente está falando de livros, no catálogo racional para se fundar uma biblioteca espírita, que foi uma das últimas obras dele para efeito de divulgação, ele relaciona ali para aquele que quer estudar, para o estudante, para quem quer estudar, ele também vai estudar a temática espiritualista de forma geral, ou seja, ele não fugia de livros. Mas não era para qualquer um o

que ele estava dizendo. Ele não estava falando, você que está chegando agora no Espiritismo, leia tudo isso. Não. Para os espíritas, a obra, ele separava em grupos, o grupo de obras fundamentais eram as obras que nós vamos chamar de básicas ou fundamentais mesmo, que são as obras que nós conhecemos, que são os princípios espíritas. E as demais obras, ele relacionava, porque de alguma maneira exercitava o pensamento, filosofava, né?

Exercitava o pensamento e podia compartilhar e confrontar com os próprios princípios espíritas. Tanto é que ele relacionou nessas obras ditas secundárias, né? Para estudo, romances, ou seja, ele não jogou fora nenhum.

Ele não jogou fora nenhum. ele até colocava ressalva ele punha ressalva mas ele colocou ali E ele também colocou obras de contraditores, porque o espírita tem que aprender a pensar racionalmente para contra-argumentar, para refletir, para crescer, porque às vezes o contraditor está apontando alguma coisa ali que merece atenção e tem que ser devidamente observada, analisada e saber como responder.

Não podemos fugir disso, mas a gente não pode procurar com a ideia de agressividade, de violência, de querer destruir. Não é esse o objetivo. Aí vem a filosofia, é crescer. Então, como mensagem, minhas palavras derradeiras aqui, é isso. Filosofia é um crescimento

contínuo para nós termos a satisfação de conhecer. de termos aquilo que vai, a chamada sabedoria, que vai nos alimentar daquilo que nós efetivamente precisamos e aplicar isso de maneira sábia, de maneira prudente para as nossas vidas. Senão não adianta nada filosofar. A gente só vai filosofar para aplicar para a nossa melhoria e para contribuir com o ambiente. Isso é filosofar de maneira correta, como Sócrates fazia. Mas não fazer algo de maneira

egoísta. Vou buscar o conhecimento para que eu saiba e compartilhar só com a bolha. Vamos compartilhar com todos, ainda que as pessoas não entendam e nos critiquem. Porque é o que acontece com o próprio SK. Às vezes as pessoas não entendem o que nós estamos falando, acham um absurdo, porque isso vai contra as convicções delas, e acham que nós estamos perturbando ou incomodando. Mas filosofia é incômoda. Não tem jeito. A gente tem que buscar esse

conhecimento. Fica aqui o meu abraço a todos, que possamos nos encontrar em novas oportunidades. Com certeza. Agradecemos a vocês. Pedi para vocês esperarem um pouquinho lá na sala do chat, que a gente vai partir para o encerramento dessa live de hoje. Então, minha gente, estamos aí com o comentário do Wilson Custódio, encerrando mais uma live e abrindo oficialmente o sexto fórum do Livre Pensar Espírita, o LIPE, nessa edição de dois mil e vinte e quatro, abrindo com chave de ouro.

recebendo aqui duas personalidades muito importantes, muito dinâmicas, muito fraternas, dentro desse espírito que foi dito agora no encerramento pelos dois. Debateremos, discutiremos, mas não disputaremos. É o que disse Kardec, ao seu tempo equivale para nós. Nós não estamos no ECK estabelecendo um único caminho a seguir. Nós não nos pretendemos disputar primazia, autoridade, domínio com ninguém, nem pessoas, nem instituições. Nós queremos apresentar ideias.

E você que nos ouve, você que nos assiste, você que nos lê, torne as suas próprias convicções. Avalie, sopeze, analise cada frase, cada afirmação, cada texto, cada documento e tire o melhor para o seu viver. É assim que nós fazemos todos os dias. E não temos também nenhuma pretensão de dizer que o que

pensamos hoje é definitivo. Se houver uma contraprova, se houver uma ideia melhor, se houver uma argumentação mais convincente, podes ter certeza que o SK irá voltar lá atrás em uma afirmação que foi feita, em um texto que foi publicado, em uma live que foi produzida e dizer este é o nosso pensamento lá atrás, porque o mundo progride, como os coletivos progridem e os indivíduos progridem. Progredir é a lei espiritual que nos alcança a todos.

Ficamos imensamente felizes da sua participação ao vivo, assim como igualmente ficaremos felizes em ver que você depois vai acessar esse conteúdo, vai fazer comentários no nosso canal do YouTube, vai reproduzir, divulgando mesmo para os seus conhecidos, para os seus amigos, para os grupos e centros espíritas em que você participa. assim dinamizamos cada vez mais

essa atuação. Estamos chegando aí à marca de duas horas de duração da nossa live, com o nosso agradecimento a todos, ao pessoal da técnica que esteve conosco, a nossa equipe grande que hoje esteve aqui, Evandro, Cláudia, Júlia, Manuel, Nelson, Sardinha, a todos vocês que estiveram conosco, ao Adolfo e ao Marco Milani, que dividiram honrosamente essa bancada comigo hoje, o nosso agradecimento Nosso abraço, nosso beijo e até amanhã com a próxima live por

uma cultura de paz, aqui, onze de dezembro, às dezoito e trinta, no mesmo bate-canal do canal do SCK. Tchau, gente. Obrigado.

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