Dia a todas as pessoas que estão conosco neste início de festa é o grupo espiritismo com Kardec o nosso ECKOECK foi criado em 2017. Pouco a pouco ele foi crescendo e crescendo. Ele assumiu novas atividades, diversificou sua atuação nas mídias nas redes sociais, no bate-papo. Com kardec.net.br?
O portal, ele tornou nítida, marcante, exuberante, abrindo uma janela para um espiritismo com características humanistas, humanistas, laicas, livre pensadoras progressistas e progressivas, oportunizando uma visão distinta, diferente. Dos fundamentalismos religiosos e calcada? Na própria definição dada pelo nosso querido Alan Kardec.
O espiritismo é uma ciência filosófica de consequências Morais. Como toda ciência filosófica ou ainda, e mesmo uma doutrina filosófica com base científica e de consequências Morais. Foram diversas as iniciativas que alcançam aquelas pessoas que querem conhecer a fundo o pensamento de verdade, que querem ler, estudar, debater. O pensamento original do nosso mestre. Trabalhando, a coerência. A longicidade? O racional o no conteúdo de suas magistrais obras, não mais nem
menos, são 32 obras. Esplendidamente. Escritas e deixadas para nós? OSK, ele abarca pessoas do Brasil e do mundo inteiro. Sem rivalizar nós não disputamos espaços com ninguém. Ao contrário, nós aceitamos os outros modos de ver. A maneira como cada pessoa consegue e percebe entende a doutrina espírita.
OECK trabalhou respeito porque sabe que nós somos espíritos em evolução e o nosso entendimento é hoje um e amanhã, através dos nossos debates, dos nossos diálogos, nós vamos construir um outro, pensar, uma nova maneira de entender. OSK dialoga com vários segmentos espíritas. Trabalhando uma construção, um engajamento nos projetos de interesse comum, mas. Meus queridos amigos e amigas. Há 5 anos, uma semente foi lançada.
Como diria O Mestre lionés, não O Mestre Jesus de Nazaré ou com o nosso querido colega Marcelo Henrique, diz o Magrão. Essa semente foi lançada e ela frutificou dando frutos maravilhosos, dando frutos a 100 por um. É o fórum do livre pensar espírita, do Ecko livre, que chega em 2023 à sua quinta edição. E isso é maravilhoso. Amigos e amigas. Isso é. Esplêndido, porque nós podemos trabalhar porque nós podemos crescer em conjuntos, porque nós não podemos esquecer que vivemos em sociedade.
O debate. Trabalhar o contraditório. Sempre com uma sensibilidade muito grande. O sentimento que nos move. É por essa doutrina e pela nossa transformação moral. Nós trabalhamos os temas de atualidade da atualidade planetária, sempre permeados pelo. Trabalho de Allan Kardec, abr abr. Abrimos hoje o nosso lip, com o tema qualificando a vida, debatendo o aborto, que receberá com muita Alegria e muito entusiasmo 2 especialistas na
matéria. A médica, nossa companheira, Alcione Moreira Moreno, e a advogada e juíza aposentada, a querida Jacira Silva, de São Paulo, com a costumeira moderação do nosso caro Marcelo Henrique, de Santa Catarina, eu sou Maria Cristina rive. Falo do Rio Grande do Sul, aqui do centro do Rio Grande do Sul, Santa Maria da boca do Monte.
E eu passo a palavra para o nosso queridíssimo Marcelo Henrique, que vai conduzir, como sempre, maravilhosamente bem a nossa atividade e que todos nós aproveitemos bem a nossa live, que nós possamos juntinhos, de mãos dadas, trabalhar, estudar e crescer, é contigo, querido Marcelo. Obrigado. Obrigado, Cris, pelas palavras, pela abertura oficial e solene do nosso quinto fórum do livro
pensar espírita. E esperamos você nas outras atividades dessa semana, de terça a sábado, sempre um tema instigante, provocante, mas trabalhado com muito bom senso, com muita sensibilidade, com muito carinho, dedicado a você, que quer pensar o espiritismo numa visão mais próxima possível, daquilo que Allan Kardec e os espíritos considerados superiores nos deram a 160 anos
aproximadamente. Bom, nós vamos hoje, como disse, a nossa crise v receber 2 queridíssimas companheiras de longa data que tem permeado conosco nas instituições de que participam. Este modo de entender o espiritismo de uma forma laica, livre, pensadora, humanista, progressista e progressiva, tal qual desejou O Mestre.
Trabalhar com esses temas e trabalhar com essa visão, por vezes, parece estar distanciado da forma como grande parte daqueles que se dizem espíritas costumam abordar essas temáticas e fazer as suas considerações. Não há problema nisso. Há espaço para o contraditório, para a dialógica e para a apresentação das opiniões, das visões das interpretações e que você, minha amiga e meu amigo tire as suas próprias
conclusões. Acate para si, para o seu viver, para o seu cotidiano, aquelas informações que você julgue mais importantes e mais próximas da sua forma de interpretar o outro a si mesmo, o mundo e tudo aquilo que nos cerca vamos antes de chamar as nossas convidadas, abrir com um trecho de um livro não-espirita é um livro jurídico chamado direito à vida e ao próprio corpo de. Autoria de António chaves e
publicada pela editora. Revista dos tribunais, eu trouxe esse trecho porque é uma visão humanista, é uma visão muito importante, fora do dogmatismo religioso. Para um autor que, embora defenda o não aborto na maioria das situações, tem uma visão apurada a respeito do problema de saúde pública e da diversidade da distinção entre os níveis sociais ao tratar. Dessa importância importante temática, diz ele. Estatísticas.
As estatísticas impressionantes de abortamentos envolvendo não só as mulheres como também os maridos ou amantes, e os médicos e as parteiras que os praticam, que aproveitam da circunstância muitas vezes para cobrarem altos salários pelos seus serviços, além da conivência da inteira sociedade pelo seu silêncio EE omissão. Complementa ele. A mais, porém, o crime, quando reconhecido, só se recai em elementos das classes menos favorecidas.
Os abastados, além de disporem de toda a sorte de preservativos e de abortivos, ainda recolhem-se aos hospitais e maternidades mais sofisticados, chegando mesmo a transformar o lance num acontecimento social. É com essas palavras que nós damos por aberta a nossa primeira noite do líquido. Quinto fórum do livro pensar espírito descecado, chamando as nossas convidadas. Primeiro, Alcione Moreno vem para cá, Alcione. Olá, boa noite a todos.
Muito obrigada pelo convite. É uma honra estar aqui no sistem, leapeak e muito obrigada para os amigos que estão nos assistindo, que nos dão forças que a gente já viu aí, muito obrigada. Sempre muito bom a gente poder estar junto, refletindo, principalmente nesse tema que é tão sensível a todos nós. Muito bem, Alcione, seja muito bem-vinda. A bancada mais simpática da internet brasileira, o zimbalos, que hoje não são os de sábado à noite, mas são os embalos de quarta à noite do SK.
Vamos apresentar Alcione, que é de São Paulo, capital Paulista. Médica ginecologista e obstetra, além de educadora e terapeuta sexual, é responsável pelo departamento de parcerias da cepa. Associação espírita Internacional é membro do centro de pesquisa e documentação espírita OCP DOC. Vice-presidenta da associação de delegados e amigos da cepa no Brasil, a cepa amigos.
E é membro do CP DOC, como já falamos, com participação em várias abordagens de trabalho submetidos ao grupo E também do grupo espírita livre pensador, o gelp e também conselheira da fundação horta aberta, que realiza um importante trabalho social na região de São Paulo. Feita a apresentação da nossa Alcione, cujo currículo dispensa comentários, vamos chamar a nossa outra debatedora. Jacira Silva se a banca e mulher. Eita Cascais. Cá estamos com muita Alegria. É uma honra imensa, Marcelo
participar aqui com vocês. É da abertura do quinto fórum do livre pensar espírita, promovido pelo ECK, que é mais um espaço de discussão de temáticas importantíssimas para nossa sociedade. Esse realmente é um espaço seleto, porque só traz a baila assuntos que realmente interessam ao ser humano, ou seja, aos espíritos, né, da humanidade. Seja na dimensão física ou fora dela. Então eu me sinto muito honrada
de estar aqui nesta noite. Quero agradecer imensamente a você a Maria Cristina, que fez a abertura, minha querida amiga de tantos anos, companheira de trabalho Alcione. E aos amigos também, queridos e companheiros que estão aí no suporte, o Manoel, o Nelson, a julinha, nossa querida. E, claro, fazer um agradecimento imenso a todos que se abalaram hoje, dedicaram um tempinho para estar aqui dando a honra para a gente de discutir esse tema. Qualificando a vida, discutindo
o aborto. Só queria fazer uma correçãozinha porque na abertura você disse que nós somos especialistas a Alcione talvez, né? Por conta da profissão e tudo mais, mas eu já não milito Na Na justiça há alguns anos EE, mas gosto desse tema. Me interesso estudo na medida das minhas possibilidades, mas não sou uma especialista, sou uma curiosa interessada e se está no meio espírita eu tenho interesse, porque eu adoro estar no meio espírito. Muito obrigada, viu?
Obrigado vocês todos. A gente agradece a presença das 2, né? É ressaltamos aí a modéstia da Jacira. Mas aqui estamos entre especialistas que pesquisam o tema, debatem o tema e estão muito interessados, numa visão diferente daquela do bem-estar espírita. Para a interpretação desse tema que volta a ocupar a pauta do nosso dia em 2023. Em 2024, porque a questão será pautada.
Em termos de modificação da legislação brasileira e nós precisamos de alguma forma dar o nosso testemunho, a nossa voz espírita, para qualificar o debate. E proporcionar que a escolha parlamentar, assim como os julgados que existem no Supremo Tribunal Federal a respeito da matéria, sejam os melhores para a nossa humanidade e especial
para os brasileiros. Muito bem, vamos lembrar a todos que nós estamos simultaneamente nos canais do YouTube do espiritismo com Kardec e da TV, espaço espírita do espiritismo, cast e do geo Rio Preto. E também no Facebook, na plataforma do grupo ECK. Depois, esse vídeo será reproduzido nessas plataformas de vídeo e também em todas as
plataformas de áudio. Como nós costumamos dizer, e assim, você pode multiplicar a divulgação do nosso trabalho, fazendo chegar a outros corações de consciências a importância desse debate, hoje muito bem Jacira, vamos começar com uma questão político e jurídica. A relação entre a origem da vida e o aborto. Ela está ligada ao entendimento sob o instante sobre quando a vida humana efetivamente se
inicia. Esse é um ponto fundamental para a gente tratar hoje e, a partir dessa compreensão, são estabelecidos os argumentos tanto de defesa quanto de oposição ao aborto, nos grupos que marcam a sua posição e dialogam, nem sempre afetivamente, nem sempre de um modo amistoso, mas marcam a sua posição no cenário brasileiro. Apesar de tantos avanços científicos. O debate continua e, mesmo no meio espírita, por certo ainda
se arrastará por muito tempo. Pergunto a você, qual o nível dos nossos representantes políticos, principalmente e jurídicos, sobre o tema aborto? Bem, Marcelo é, eu fiquei bastante surpresa por conta de uma pesquisa que eu fiz na jurisprudência do superior tribunal de justiça e também do Supremo Tribunal Federal. Por ocasião daquele debate que houve é impulsionado pela audiência pública que a ex-ministra rosa Weber promoveu. É na.
Arguição? De descobrimento de preceito fundamental, que pretendia discutir a descriminalização do aborto, está em curso essa. Então É Ela deu o seu voto, agora é essa ação muito rapidamente, ela versa sobre a declaração. De inconstitucionalidade de 2 artigos do nosso código penal, justamente os 2 que criminalizam a prática do aborto. É, inclusive, ela deu o seu voto pela descriminalização nessa pesquisa que fiz, eu fiquei bastante surpresa com o número de votos de ministros.
É extremamente humanistas, com uma visão avançada. Como a visão é realista. Que respeita os direitos humanos. É óbvio que tem muito entendimento também contrário, mas no nível. É jurídico. Me surpreendeu positivamente no nível. É no nível político, Marcelo, não dá pra dizer que os nossos representantes políticos não tenham compreensão. Eles são muito movidos por um interesse, né? Generalizado, de é se manterem no poder de se elegerem et cetera.
Então a gente se depara, às vezes com propostas. É absurdas, retrógradas, que nos levam a pensar se esse sujeitos estão vivendo no nosso tempo. Mas isso faz parte do embate político e, felizmente existem também aqueles que botam a cara para bater. E saem em defesa dos direitos humanos, eu penso. Que tratar da descriminalização do aborto é, acima de tudo, tratar do respeito aos direitos humanos, um tema que não é, infelizmente, compreendido e
aceito por uma grande. Parte da nossa população, por ignorância, por ser muito levada a essas pautas eleitoreiras, né? Muito. É presas fáceis dessas pautas e leitorias além do que tem a questão de costumes, né? Que infelizmente é mais. Está mais ligada às crenças, ao mundo das crenças. Um mundo de pouca racionalidade, muito fundamentalismo. E aí não tem espaço para discussão. Então eu penso que existe
amadurecimento. Jurídico político para avançar, porém, não acredito nessa possibilidade em curto espaço de tempo, porque nós tivemos a oportunidade infelizmente, de ver, né? Nesse? Nosso passado recente, como que é essas pautas de costumes voltam por provocação política e ganham força novamente, algo que, para nós parecia superado de repente. Toma conta outra vez da realidade cotidiana que é um penso que nós vamos ter que trabalhar um pouco mais para avançar nessas pautas. É?
Nós vivemos recentemente, como você disse, uma divisão fifty-fifty, ou seja, quase meio a meio entre uma. Forma progressista e uma forma ortodoxa reacionária de de governo e de políticas. Públicas, né? Então, essa situação realmente faz com que nós não tenhamos segurança alguma, nem pra um lado nem para o outro. Foi bom você ter pelo lado a questão da arguição de inconstitucionalidade para os 2 artigos do código penal, e nisso
vai alimentar o debate, né? Havendo uma modificação na legislação penal, aumentando o rigor em relação ao aborto, que é a posição de alguns parlamentares. Sobretudo ligados a conglomerados religiosos, sejam eles evangélicos e até católicos. Você terá essa situação novamente, sendo levada a judicialização no Supremo Tribunal Federal e provavelmente essa alteração será novamente arguida em termos de
inconstitucionalidade. Esse é um ponto bastante é, é interessante e pontual para nós colocarmos Alcione, vamos entrar um pouco na questão médica, biológica, espiritual, corporal, né? Nós sabemos que aquela ligação que se dá entre o espírito e o corpo do feto na barriga da. Mãe. De acordo com as obras fundamentais da doutrina espírita, é uma questão complexa e nada óbvia. É um processo, é um contínuo. Antes de tudo, é preciso situar e compreender que o espírito que
vai animar o corpo do feto. Ele existe de forma separada. Ele não está fundido totalmente ao corpo da Futura criança, portanto, ele está, a princípio, fora daquele corpo que está sendo biologicamente formado e que, em razão da inconsciência do espírito, ele não preside nenhum dos atos intra.
Uterinos como acontece com os atos da vida extrauter i. Se o feto não possui ainda uma alma propriamente dita, mas sim uma alma ou um espírito que lhe é destinado, uma vez que a encarnação está em processo de ocorrência. Como é que nós vamos entender e interpretar perante a lucidez da codificação coedesciana o processo de interrupção da gravidez e. Nesse aspecto, colocálo numa posição bastante diferente da conceituação de homicídio.
Precisamos separar a interrupção da gravidez ou o aborto da criminalização do homicídio, se é que teremos criminalização em relação ao aborto. E se não foi completado ainda esse processo de ligação entre espírito e corpo, só vai acontecer no nascimento, por que que muitos tratam a interrupção da gravidez como algo abjeto, já que na França, berço do espiritismo, não havia nem mesmo no século 19 essa objeção? Pois é, é pra gente refletir, né?
É? Primeiro, eu queria voltar um pouquinho na. Vocalizando, né? Kardec e a gente fica sempre questionando, né? Porque será? Tem várias. A gente tem várias possibilidades. Possibilidades e a gente nunca vai saber exatamente a verdade, mas é uma coisa que a gente precisa refletir. Por que será que Kardec mudou tanto a essa resposta? E na primeira edição do livro dos espíritos? Para a segunda edição do livro dos espíritos, que será que aconteceu para ele modificar tão tão?
Radicalmente, né? Mudou radicalmente a resposta uma coisa e aí, acho. Acho muito oportuno, desde. Kardec, quando ele vai? Encando, né? As perguntas que ele fala sobre o aborto. Que para mim muito lógica, né? Então, se o espírito é NES. Preço de de é desenvolvimento do corpo dessa criança, né? Do feto, ele vai se a chegando pouco a pouco, é. Só ele não tem todas as as sensações, não tem? Esse desenvolvimento nem espiritual, nem do corpo, porque o corpo também vai se desenvolvendo, vai se
aprimorando, né? Então, fica difícil a gente pensar, né? Porque é que as que as pessoas elas colocam aborto, a palavra aborto como homicídio e ficam só nessa forma de pensamento? Quando não é verdade, isso não é. O corpo está se desenvolvendo, é, não está totalmente formado, vai se construindo, se desenvolvendo ao ao longo desses a gente não fala há 9 meses, né? A ginecologista é obstetra, fala 40 semanas. A gente trata a gestação por semana.
A cada semana vai se desenvolvendo depois que se desenvolve, vai amadurecendo esses órgãos para poder ter uma. Condições de vida e hoje a medicina está extremamente adiantada, a gente consegue sobrevida de crianças muito baixo, peso, coisas impensadas até pouco tempo atrás. Isso nos grandes centros, né, de desenvolvimento médico. Ainda no Brasil, que tem uma diferença absurda, nem sempre é possível e é. Situações?
Que realmente não. Não são desenvolvido esse corpo e esse espírito também é. Tem essa possibilidade de escolha durante todo esse esse processo. Então é uma é uma. Eu penso essa reflexão não dá para ser como nada, né? Dá para ser linear ou isso ou aquilo. Não vejo dessa forma. Não vejo Oo ser humano. É de uma forma única, né? Vejo ele sempre integrado não só na parte física, psicológica, sociocultural, ambiental, espiritual. Pra mim, são tudo junto e misturado, situações que se
completam. Acredito que muito, não só nessa parte de desenvolvimento físico. E é. É espiritual que esse espírito vai estar chegando aos poucos até a seu, o seu nascimento, e concordo plenamente com você da gente mudando essa nomenclatura pra interrupção de uma gestação. É, esse é um dos pontos mais polêmicos, não só no meio espírita, como no meio jurídico legal e processual.
A jacília vai corroborar essa ideia porque quando você tipo, fica de uma forma, o crime, você dá a ele uma maior ou menor substância, maior ou menor valor, um maior ou menor tratamento jurídico. Se você trata a existência provisória, a existência Futura. Né?
Tanto que nos no direito nós chamamos nascituro, aquele que tem uma expectativa de direito, aquele que precisa ser protegido em alguns aspectos, mas aquele que não é ainda o tipo penal, o sujeito passivo do crime de homicídio em outra parte do código penal. Então fazer essa distinção é essencial para também desmistificar o tema perante a opinião pública, onde as pessoas acabam dizendo, Ah, uma mulher que a bota comete o mi m homicídio?
Não, não comete. O tipo penal do homicídio é diferente do tipo penal da do aborto ou da interrupção, seja ela legal ou clandestina. Nós vamos ainda trabalhar sobre isso hoje da. Gestação. Vamos continuar. Qual se uni? Porque eu tenho uma pergunta sobre o SUS. A Alcione é médica, vinculada ao sistema único de saúde, certo? Na realidade, Leda, eu não sou há muitos anos que não. Eu acabo sendo é, eu trabalhei. Um tempo da minha vida, mas a atualmente só No No meu consultório mesmo.
Perfeito, então vamos. Vamos enfocar um pouco a questão do SUS, né? Ontem, no dia 12 de dezembro, saiu uma matéria no Estadão. Não sei. Se foi? Desculpa. O fundador da Microsoft. O Bill Gates teceu enormes elogios ao sistema único de saúde do Brasil, dizendo, inclusive que esse sistema deve servir de base para o sistema de saúde. Guardadas as devidas proporções dos países mais adiantados e dos outros países.
Semelhantes ao Brasil ou até mesmo aqueles que estão na periferia hoje da condição econômica Internacional, porque ele é 11 programa, um projeto, um plano, um sistema que deu certo, né? Ele começa em 1980, passa pela Constituição cidadã de 1988 e chega à lei orgânica do sistema único de saúde em 1990. Ou seja, o Brasil vem experimentando grandes avanços. Pronto. Em conteste disso foi a atuação dos durante a epidemia, a
pandemia de COVID. 9, onde nós poderíamos ter tido um número ainda maior, duplicado triplicado de milhares de mortes se não fosse a atuação diligente do governo e dos profissionais ligados ao sistema único de saúde? Quando fala o governo, não estou falando no termo político, mas no termo organizacional, administrativo. O governo federal, o governo, os governos estaduais e os governos
municipais integrados ao sul. Nesse sentido, Alcione, diante da competência já demonstrada e atestada dos profissionais e do sistema único de saúde no Brasil? Podemos dizer que o nosso país está preparado para um eventual descriminalização do aborto e, mais ainda, para a instrumentalização da sua execução nos hospitais públicos vinculados ao SUS e nos hospitais privados que atendem
conveniados ao SUS. Diante desse novo Marco legal, garantindo a sobrevivência sem sequelas físicas e com menor impacto de sequelas Morais para as mulheres. Olha, é Marcelo. O SUS é a melhor coisa que nós temos dentro da saúde. Ele é maravilhoso, maravilhoso e infelizmente, por uma conotação política, ele é sempre sucateado, sempre sucateado, em prol de da do, de convênios
médicos. Que para nós profissionais e para nós que usamos, utilizamos o convênio é, é muita, muitas vezes nós fomos acometidos assim, com baixa remuneração e sem condições de atendimento. É. É, eu acabo tendo convénio médico meu receio sempre é ter que precisar. Precisar de uma UTI, precisar de uma quimioterapia, não, não conseguiria pagar. Isso então, uso agora pelo sucateamento do SUS. Nós não temos uma essa, uma medicina tão. Eficaz para todos, né? Agora, o sistema SUS é lindo, é
maravilhoso. Eu sou defensora em conteste do SUS. E estamos muito preparados, muito preparados, porque na há uma incidência. De cada 100 grávidas, 30 abortarão espontaneamente é uma incidência muito alta na medicina. EEA gente tem que. Tem que fazer um ato cirúrgico, uma a gente chama de coretagem, tem várias técnicas, as mudou muito a técnicas de em dia. Existem técnicas muito mais. Protetoras desse útero? Para uma Futura gestação.
Não tenho a menor dúvida. O SUS está extremamente bem porque veja os médicos que trabalham nos hospitais do SUS são os mesmos que trabalham nos hospitais de ponta. Vou falar da cidade de São Paulo que eu me orgulho muito da tecnologia dos da rede hospitalar, do que a gente tem, o que chega de novo na maioria das vezes, chega por São Paulo e nós temos total condições para isso. Se faz isso. Normalmente, Oo grande problema é que, graças a esse sucateamento político que
existe, são filas imensas. Você não tem material para trabalhar, você tudo é muito demorado, tudo. É muita gente, você não dá conta e infelizmente porque se é pelas vias normais, se a gente conseguisse é zerar essa fila de espera. Se a gente conseguisse que os o governo como um todo, né, olhasse. Mais a saúde, então. Não tem, nós não teríamos necessidade nenhuma, que é meu sonho de consumo, de ter
convênio médico. Todo mundo tem direito ao SUS e SUS é muito bom, não é melhor por conta dessas dificuldades e materiais, mas Oo sistema é maravilhoso. Estamos sim muito preparados para para atender essa demanda. Agora, uma pergunta para ambas, porque envolve tanto a questão da saúde quanto a questão da lei ou da juridicidade. Quem? Criminalizar nós temos um
sistema. Processual um sistema legal processual que coloca na posição principal, embora não se tenha há muito tempo condenações de mulheres que abortaram criminalmente a nível de cumprirem. Penas é que seriam sentenciadas, né? Provavelmente pelo tribunal do júri. Nesta concepção, aí é do direito brasileiro. Qual é o papel, então, de um homem no caso de um aborto
provocado? É claro que a nossa legislação brasileira é bastante avançada nessa temática, apesar de ser originária de da década de 30, né? Mas ela é avançada ao incluir algumas criminalizações adjetivas ou referenciais, como, por exemplo, o crime de enduzamento ao aborto, o crime de auxílio ou facilitação ao cometimento do aborto. Mas o que podemos dizer nesse
segmento? Já cira e depois Alcione, a respeito de uma questão que é essencial, sobretudo a partir do início desse milênio, com a evolução dos sistemas. Jurídicos de todo o mundo, em especial do Brasil, que se chama alienação parental ou o abandono da mulher gestante. Como é que nós podemos evoluir para?
Criminalizar ou responsabilizar? Eu gosto muito mais da palavra responsabilizar seja de maneira criminal, de maneira cível, de maneira é de atenção, é subjetiva e substantiva a gestante ou a mulher que abortou no pós-aborto, como é que nós podemos incluir o cidadão espírito encarnado em corpo masculino, nessa questão do avô? Bom, Marcelo, eu inicio é pedindo licença para falar, só uma palavrinha sobre a questão anterior, eu gostaria de dizer que nunca foi defesa da vida.
Eu afirmo isso perempitoriamente. Não se trata de defesa da vida. Trata-se, isso sim, de uma questão de saúde pública, para a qual a nossa sociedade não quer olhar. Então esse é o meu ponto de vista, né? Já que nós estamos falando aí de atendimento na saúde e et cetera, e aí, a propósito dessa, teríamos muito que falar sobre isso, porque passa pela questão da igualdade, que agora você me dá a oportunidade de falar com essa pergunta, mas passa pela questão da Liberdade, né, da?
Da da possibilidade de a mulher tomar uma decisão que envolve o seu corpo, passa por muitas questões que a sociedade não gostaria de enfrentar. Não quer debater? Não, não. Não quer colocar na mesa? Vamos lá. Quem vai ser criminalizado? Eu vou pedir licença para ler muito rapidamente um trechinho de uma matéria que saiu num blog da escritora e roteirista Giovanna madalosso no domingo, no blog da folha de São Paulo e publicado no jornal na segunda-feira.
No dia 11 de dezembro, é AO título do artigo dela, é o filho que eu não tive. Aí ela conta a história da decisão que ela teve que tomar aos 17 anos, quando estava na iminência de ingressar na universidade. E se viu grávida e sozinha, sem apoio nenhum, decidiu junto com o namorado abortado. Então ela conta toda a história da vida, o que aconteceu logo depois, esse namorado foi fazer outra coisa para outro lugar do mundo e ela também ingressou na faculdade, conta. Como foi a sua vida?
E no fim, ela diz o seguinte, embora. Um embrião seja feito por 2, eu vou ler, porque tem muito a ver com a sua pergunta. Jamais serão divididos por 2. Os desdobramentos de sua existência é na barriga da mulher que vão rebentar as estrias e os enjoos. Se tiver o filho, só ela se desligará por 4 meses do trabalho. Em geral, são os sonhos dela que antes serão protelados ou deixados de lado. É Ela que irá ouvir. Toma que o filho é teu e aí ela
abre um parêntesis. Há 11000000 de mães solo no Brasil. E em caso de aborto ou complicação na gravidez, só ela viverá o risco de morte. Então aí a gente já começa encarando a questão da igualdade. De 2 para fazer esse embrião, mas. A consequência na hora da consequência, os pratos da balança ficam desnivelados. E aí ela conclui, se é sobre o corpo da mulher que quase tudo recai. É a partir do corpo da mulher que devemos pensar a questão do aborto.
As Brasileiras nunca deixaram de abortar, mesmo sendo proibido até algumas mulheres que se colocam publicamente contra o aborto uma. Em cada 7 mulheres já abordou no Brasil. Essa discussão, portanto. Diz respeito à saúde pública, sobre em que condições serão feitas essas interrupções. Então, Marcelo é só pra encerrar, eu li também hoje uma matéria interessante que conta a história de uma moça que, também, numa situação muito diversa, muito pressionada pelo homem, tomou um abortivo que
ele. É encontrou para para ela. Mas é bom mencionar aqui. Alcione pode confirmar para nós que o Brasil tem o é um dos países que tem a lei mais rigorosa contra a venda de abortivos, que só se conseguem hospitais, então, sempre se consegue clandestinamente e ela no hospital teve, teve complicações por conta da de ingerir. Essa medicação estava muito mal quando foi abordada por policiais, porque a médica. Sem nenhum sensibilidade, primeiros.
A polícia, e além de ela ter sido pressionada pelos policiais a confessar e ela diz, eu confessei, óbvio, primeiro porque eu realmente tinha tomado e segundo, porque eu estava num estado que eu faria qualquer coisa para alguém me socorrer.
E ainda foi pressionada a delatar a pessoa que contribuiu que encontrou a pílula para ela e graças a felizmente, graças a Deus. Para quem gosta dessa expressão, graças AAA mínima evolução que a gente já atingiu no nosso sistema judiciário, nós temos súmula do STJ recente deste ano que proíbe o médico de. Sear é o paciente. A polícia, então é uma. É uma decisão judicial muito importante para nós, porque a gente vem de uma época infeliz, de um lapso infeliz na nossa história.
Em que os médicos foram quase que obrigados a denunciar, né? Não sei se a se atendia aí a sua questão, mas vamos jogar para o debate. É eu. Eu vou me atrever. É um atrevimento, mas eu vou fazer. Nós da saúde. É, somos. Deveríamos ser completamente diferente de vocês, da justiça. Então eu falo que é um atrevimento, porque eu estou em minoria, mas é. É assim, vamos pensar uma coisa é, a gente está aqui hoje, conversando, tomando água. Quem está em casa pode estar
tomando um café, uma cerveja. Batendo um papo com amigos, é sobre a interrupção da gravidez. Outra coisa muito, e aí você pode aqui dar sua ideia, ser contra ser a favor. O quê? Outra coisa extremamente diferente é você estar na situação, então não é possível que a gente seja tão insensível, então ela não. Mas eu sou contra ou isso ou aquilo. Você não está naquela situação como eu digo sempre, são várias coisas em conjunto, não é para nós julgarmos.
Então é, é claro que eu respeito muito o trabalho de vocês, mas nós, como profissional da saúde, nós temos que ajudar a palavra obstetrícia, quer dizer estar ao lado, pra você estar ao lado da sua paciente, não para você fazer um julgamento. Infelizmente, cada ser humano tem as suas dificuldades. Eu já vi muito médico, não, não consegui atender, não consegui
deixar. A paciente é EE, não era o hospital do SUS, não era era hospital, é é privado da rede privada e chegando EEAA pessoa chegou no estado lamentável e o plantonista falou, não, essa deixa aí, vamos cuidar dos outros. Essa deixa que foi o que ela escolheu, aonde, aonde pode acontecer uma coisa dessa? Adolescente adolescente é 11, alto nível de alto grau de incidência de gravidez, gravidez não desejada.
Elas estão sempre sozinhas, são elas que abandonam a escola, abandonam o trabalho, é são, são discriminadas EE. Você não vê o namorado muito difícil, muito difícil e ainda recebe uma culpa, que foi ela que é. É caridosa, ela que ela que saiu, ela que pôs uma roupa, que que é que levantou o maior desejo, né? Ela é a culpada, ela não é vítima, ela é a culpada, então não, não dá pra nos dias de hoje a gente simplesmente tomar nosso cafezinho e tem, não, eu não. É um crime mesmo.
Como é um crime. Você não sabe o que está acontecendo com aquela pessoa. Já ouvi tanta história. Já vi tanta coisa na minha vida que é é leviano, leviano, a gente simplesmente é de uma forma como eu disse, né, sou contra ou sou a favor? Sem levar todo esse entorno para a nossa, a nossa. Decisão.
A mulher está, sim, a grande maioria das vezes sozinha é as famílias, a família do namorado, a maioria das vezes diz que a moça que é culpada, que levou o filho para o para o mau caminho não inverso, EEEA sociedade, endossa, endossa isso aí, quando o menino fala eu já, eu já sou pai, que coisa bacana. Quando a menina diz que é mãe pronto, é assim como o os. Os adjetivos são completamente diferentes, então eu acho muito essencial, sabe? Essa discussão porque são
situações do dia a dia. Quem é que é criminalizada? É a. É o pobre, é o negro, é, é homem, homem trans, enfim. Marginalizados. São várias, várias, vários itens que a gente tem que pensar e refletir. Não dá para dar uma resposta de bate pronto. Sem nos aprofundarmos nessas questões. Essa estigmatização da mulher é muito complicada, né? Ela é sempre uma pauta depreciativa, sempre um problema social, e vem de uma sociedade patriarcal e passa a geração por geração, independente do nível
de conhecimento, de estudo, né? Da escolaridade do indivíduo, ele continua pactuando com essa ideia de estigmatização da mulher curioso, sabe? Alcione, esse depoimento teu em relação ao médico da rede privada de saúde. Porque ele esqueceu completamente O Juramento de Hipócrates, né? Assim como muitos juristas esquecem, o de gesto EE esquecem também a lei das 12 tábuas no exercício das suas profissões afetas AA justiça.
Porque os princípios bioéticos contidos no Juramento de de Hipócrates, como o da Beneficência da não maleficência da autonomia da justiça, são completamente rasgados e esquecidos como se na? Tivesse fundamento ou importância? Né? Então como como entender alguém que pratica uma profissão e nega, essencialmente, AO fundamento dessa profissão? E a natureza é geradora, é da da importante função do médico ou do jurista dentro da nossa sociedade. É uma completa, é inversão de valores.
Vou fazer também uma ou outra pergunta para as 2, começando pela Alcione e terminando com a jacília, porque o nosso companheiro médico espírita Sérgio thisen, que vocês devem conhecer lá do Rio de Janeiro. Filho de um dos ex-presidentes da federação espírita brasileira, o Francisco thisen, ele me encaminhou hoje dados da worldmiters, né? De primeiro de janeiro até ontem, que regista o cometimento de 42,5 milhões de abortos no mundo.
Nesse período, é só nesse período aí de em torno de 11 meses, 11 meses e meio do ano de 2023. Se nós considerarmos que o número de instituições é hospitalares, muitas das vezes omitem algumas situações, sobretudo aquelas relacionadas as chamadas clínicas clandestinas que existem no Brasil e praticamente todo o mundo. Esses números seriam ainda mais alarmantes. Então é uma questão de saúde pública nacional e mundial. 42 e meio. Milhões de abortos cometidos em 2023.
É estarrecedor, né? Porque em grande parte dessas situações nós temos esses problemas que trabalhamos até agora. É alienação parental a responsabilização exclusiva da mãe, o estigmatismo da mulher gestante, et cetera, et cetera, et cetera. Vocês acham que rediscutir o aborto no atual cenário brasileiro, diante da perspectiva de talvez? 111, maior abrandamento das atuais prescrições jurídico, legais ou até mesmo a legalização no futuro breve do
da interrupção da gravidez irá. Contribuir para a redução desses números oficiais e não oficiais. A? Gente, começar a responder eu gostaria de lembrar. Que eu sou amplamente a favor, eu sei que todos, mas eu gostaria de deixar registrado, porque eu sou amplamente a favor dos métodos anticoncepcionais as. Adoro as métodos anticoncepcionais, eles estão é em todos os os centros de atendimento de centros de saúde. Hoje é camisinha, você acha em qualquer lugar que você passar
público você tem acesso. Então eu sou amplamente a favor de métodos anticoncepcionais muito bom. Quando a gente fala de criminalizar Oo abortamento é que começa o problema, né? Porque é é crime uma mulher nessas condições todas que a gente sabe. EE aí como vocês falaram, vai penalizar sempre a. A os desfavorecidos, e. O grande problema é que. Essa mulher sozinha, desesperada. Situações é indescritíveis de todos os sentidos, ela faz qualquer coisa. Ela faz qualquer coisa para
sair. Dessa situação, e. Claro que assim, menos favorecidas é que vão morrer mais. Morri muita mulher, muita mulher. Então? E são coisas assim que a gente e que a gente já sabe, é, por exemplo, a mãe está em em risco de vida por causa daquele abortamento. Até lhe discutem os juristas de novo gente, mas até que a justiça é. Permita que a gente faça uma interrupção de gravidez. É um longo processo. Aquela gravidez vai se adiantando? Essa mãe vai piorando.
Olha eu. Já eu quero contar uma situação que eu vivi, 11 moça que foi legalizada. A interrupção da gravidez tinha. 33 filhos, mas o que eu quero lembrar é uma bem pequenininha da devia ter uns 45 anos. A gente estava pondo essa mãe na no centro cirúrgico e essa criança chorando, segurando a minha a minha roupa, falou, tia, você vai devolver minha mãe viva, você vai devolver. Eu preciso da minha mãe, tia me é uma situação de um estresse e sabe? E até que a gente consiga
resolver isso. É muito simplório, sabe? Nos dias de hoje simplesmente dizer não, eu sou contra você, não sabe o que está acontecendo. E aquela mulher realmente estava estava morrendo, morrendo. Se a gente não interrompesse aquela aquela gestação, ela estava ficando cega. É um horror, um caso horrível EE. EE ainda vão vão ficar? Não, mas será que não dá gente? O que que sabe? Vamos ter um pouco. De de sensibilidade, de empatia, de amor, de generosidade. E não. Não vamos ser levianos com
coisas tão, tão complexas. É Eu Acredito, Marcelo, que vá diminuir muito a mortalidade das. Mulheres, porque gente. Vocês leem 11 livro e veem jornais, mas eu vejo isso. Mulher que se coloca uma agulha agulha de tricô. Para ver se consegue tirar, rompe o útero, você tem. É uma hemorragia brutal. Essa mulher morre na sua cara. São casos muito graves.
São situações desesperadoras, com muitas crianças, com muita gente envolvida para a gente ficar como eu, disse, tomando um cafezinho e falando não, isso é um crime, ela está começando um homicídio é, vamos respirar fundo. E vi que é. São vários fatores envolvidos que. Realmente tem que voltar. Voz a essa mulher, ela tem direito a escolha, todo o ser humano tem direito a escolha, um bem mais precioso é o que a gente pode escolher e não é justo.
Não é justo que a mulher. A mulher, porque ela tem condições financeiras, porque ela tem condições familiares, ela. Lá é sobreviva e aconteça normalmente isso de uma que já passa por tantas tantas discriminações. Tanta desigualdades. Ainda é pela sua própria vida. Pague essa injustiça social. Jacira. Bom, é amigos, antes de tudo, eu eu, como Alcione, quero fazer uma introdução aqui para dizer. Que eu e Eu Acredito que todos aqui somos contra o aborto.
Ninguém aqui está divulgando a defesa do aborto. Absolutamente essa decisão é da pessoa. Eu, quando engravidei, fiz a opção por não abortar por ter. A filha que tive, numa circunstância que talvez fosse levada ao aborto, eu optei por ter essa essa criança. Outra mulher como a Alcione, colocou bem. Passando por circunstâncias inimagináveis. Pode optar por não ter esse problema. É dela. É uma decisão dela. Então nós não estamos advogando a defesa.
A defesa do aborto, eu particularmente estou advogando, sim. A defesa da vida e vou justificar porque eu estou fazendo isso quando eu advogo. A descriminalização do aborto imaginem essa mulher que Alcione trouxe o caso caso aqui? Pratique o aborto sobrevive e depois vai ser mandada para a cadeia. Olha que coisa interessante. Estava à beira da morte, né? Teve que interromper a gravidez, mas depois que ela se curar, aí ela vai para a cadeia porque é um crime abortado.
E se ela decidiu abortar, ela precisa ir para a cadeia. Isso é completamente incoerente. Pararadoxal e não significa. Defesa da vida, como eu já registrei antes. Então, o que eu advogo e defendo é a Liberdade da mulher, o direito de a mulher decidir se ela quer ou não levar adiante essa gravidez, mas, acima de tudo, direito da mulher de tendo praticado um aborto, não ser levada à prisão. Por isso, é isso que eu estou defendendo aqui.
A descriminalização do aborto. A pergunta do Marcelo é se esse debate pode ajudar a diminuir esse número alarmante de aborto que temos. Eu respondo que sim, entendo que sim, mas não é uma opinião qualquer da jacida, é uma opinião embasada em pesquisas científicas, porque eu estudei, eu busquei no Google escolar. É. É artigos académicos respeitabilíssimos que dizem o seguinte, em. Todos os países do mundo.
Que descriminalizaram o aborto? Houve acentuado declínio de mortes maternas por aborto e mortes maternas em geral sem. Aumentar o número de abortos. Isso não é defesa da vida. Não aumentamos o número do de abortos. E diminuímos o número de morte, porque o número de morte está relacionado a condição social. Tem que se fazer esse recorte, aliás, para discutir essa de suposta defesa da vida. Nós temos que fazer um recorte político, social, cultural, educacional, filosófico e religioso.
Porquê? Contra fatos não existem argumentos. Esse é um jargão jurídico, não há. Não há argumento que derrube um fato concreto e as estatísticas científicas revelam. Que é? Há dados concretos que comprovam que a criminalização do aborto no Brasil. Fazem as mulheres recorrerem a métodos não recomendados pela Organização Mundial da Saúde. E muitas vezes levam as mulheres a praticarem abortos sem assistência médica.
Sem a mínima assistência adequada, vão para o SUS a grande maioria quando tem agravamento da saúde do estado de saúde por conta da tentativa. Feita insegura. De praticar o aborto? Essas tentativas provocam hemorragias, provocam infecções e provocam mortes. É por isso que as pesquisas científicas mostram que a descriminalização do aborto leva a uma diminuição espantosa do número de mortes, porque as pessoas passam a praticar o aborto que já iam praticado de qualquer forma, porque as
mulheres praticam o aborto. Mas o fazem por uma forma segura agora. Se nós somos contrários ao aborto, o que é que a gente é? Sugere, então. Tem várias outras possibilidades. Alcione falou dos métodos anticonceptivos que muitas pessoas sequer conhecem, não conhecem todos os métodos anticonceptivos, educação sexual nas escolas, porque as meninas engravidam tão cedo, elas passam por educação sexual?
Elas recebem educação sexual, então nós temos que pensar em construir uma sociedade mais digna. Construir uma sociedade mais respeitosa, que leve em consideração o ser humano, a pessoa. Aí a gente fica aqui brigando, não é tomando um cafezinho. Desculpa Alcione, é contrapor a essa sua posição. Não é fumando um cafezinho de boa que as pessoas falam contra o aborto, as pessoas brigam. Brigam porque estão é, é cegas. Quando nós somos capazes de ignorar fatos, eu disse contra
fatos, não é argumento. Acontece que muitas vezes, diante de fatos concretos levados por posições negacionistas, nós mantemos a nossa posição em nome de uma suposta pausa que defende a vida e, et cetera e tal. É, mas defender a vida, por exemplo, é olhar para as crianças que nascem indesejadas. E tenho uma vida desgraçada. Defesa da vida é olhar crianças abandonadas. Defesa da vida é cuidar dessas mães que morrem na tentativa de sobreviver àquele episódio triste da vida e acabou
morrendo, deixando órfãos. Isso é defesa da vida. Mas em nome de uma suposta defesa da vida, a gente é criminaliza uma mulher que aborda, às vezes, nas primeiras semanas. Ignorando um contingente imenso de vida que nós sacrificamos com essa posição política, com essa posição fundamentalista que não leva em consideração o ser humano, então a nossa pauta não é possível espírita que estude o livro dos espíritos, que conheça ou que estude o evangelho segundo o espiritismo, onde passo.
A parábola? Da mulher, estava. Para ser apedrejada, porque era supostamente uma prostituta. Cadê os cristãos evangélicos que não leem essa passagem? Jesus teria chegado para ela depois e de e perguntado, mulher, ninguém te condenou, pois eu também não te condeno, vá em paz. Porque é que os cristãos estão apegados ao evangélico? Ao evangelho tem essa saga de condenar, mandar para a prisão uma mulher que num momento de desespero fez um aborto, então. Não é nenhuma questão de
religião, não é? É um fundamentalismo cego. Quando a gente perde o discernimento, quando a gente perde a capacidade. De enfrentar racionalmente fatos concretos. Não, não é possível, é? Dar cabo AA discussão não é possível dar uma contribuição à sociedade? Não é possível manter um nível de discussão satisfatório na sociedade. É preciso também situar os diferentes debates que acontecem no loco social, né? É tem a questão levantada pela Alcione do bate-papo do chá das 5 ou do cafezinho?
Tem a questão dos debates. Mais acirrados que ocorrem em praça pública que ocorrem na frente do parlamento ou em sessões do parlamento federal. Mas tem debates muito qualificados, como os citados por você, Jacira, no ambiente
acadêmico, né? Nós que estamos no ambiente acadêmico é sabemos da excelência dos debates que são fundamentados na ciência e não na religião dogmática e deixamos aqui também espaço para registrar que a cepa associação espírita Internacional, durante 5 anos teve assento no conselho nacional de saúde. Junto com ACNBB, conferência nacional dos bispos do Brasil, representando o segmento das filosofias religiosas presentes em território brasileiro e nesses 5 anos em que participamos, eu, né?
Venton Vargas e Sandra Régis alternando as reuniões do conselho federativo. Conselho nacional de saúde, melhor dizendo, em alguns momentos, a pauta do aborto surgiu e os debates, apesar da presença de religiosos, apesar da presença de alguns fundamentalistas, se deu sempre em alto nível no sentido de qualificar a discussão.
No sentido de preservar a saúde integral da mulher gestante e de tomar deliberações conforme os casos fossem apresentados, ou seja, não fechar questão nem no sim, nem no não, e avaliar no contexto jurídico, clínico, psicológico. Este evento da interrupção da gravidez, tornando menos penoso
aos envolvidos. A tônica dos debates num órgão de representação popular, o que nos dá uma Esperança para determinados segmentos da sociedade que, organizados, possam fazer 11 debate de espíritos, da mera argumentação religiosa fundamentalista, alcançando aí quem sabe, avanços significativos. Me permita dizer, Marcelo, que vocês estavam num espaço privilegiado de discussão.
Né? Que o governo da época permitia, né, que é um conselho que traz a sociedade civil para a discussão das pautas que nos interessa, né? Atualmente eu eu integro o conselho estadual de assistência social e percebo que são órgãos, colegiados, qualificados, então eu imagino a importância das discussões que vocês faziam lá. Me lembro perfeitamente de você alternando com a. Sandra, Régis e o neve. Com essa representação foi muito importante para nós. Muito bem lembrado.
É por isso a gente sempre incentiva aqui no SEK que os espíritas de organizações de instituições espíritas da cidade onde vivem da cidade, onde tem uma instituição espírita do estado e mesmo nacionalmente, participem desses conselhos. E representação popular porque são, geralmente é pouco concorridos, né? Basta você credenciar sua instituição junto ao município onde você está, onde junto ao
estado onde você reside. E participar é das eleições e, mesmo informalmente até das reuniões com direito a voz, mas não com direito a voto, por não ser um conselheiro, ou então se credenciando como tal. Gente, vamos tratar é com puxando AOA brasa para a nossa sardinha é, vamos falar um pouquinho do movimento do meio espírita brasileiro, como gostava de dizer o professor Herculano pires. A federativa nacional lançou em 2001 este livro. Livro com selo FEB. O que dizem os espíritos sobre o
aborto? A primeira impressão, o título pode nos remeter a ideia de espíritos propriamente ditos, os desencarnados, por meio das psicografias que desde Allan Kardec e notadamente nos séculos 20 e 21 em curso, trabalharam com orientações espirituais, né? No mainstream espírita, tem muito essa expressão. Orientação espiritual, orientação de espírito dito superior. Na verdade, nem sempre são espíritos superiores.
São espíritos que ainda conservam a materialidade formal, a materialidade existencial que tinham durante a Terra, porque a morte não transforma ninguém em sábio, nem em espírito evoluído. Então neste livro existem, além de informações de entidades desencarnadas por meio de médio. Manifestações de espíritos encarnados, que publicaram textos e mesmo artigos na revista reformador.
Mas eu quero chamar atenção de vocês e colocar isso na pauta, porque a maioria dos espíritos desencarnados que assinam mensagens neste livro são os espíritos tradicionalmente reconhecidos como sumidades espirituais na chamada mediunidade à brasileira. Como gosta de dizer a Sandra Jaqueline stole, uma pesquisadora da mediunidade no Brasil. Então, nós temos espíritos do quilate de Emanuel, de André Luiz e Bezerra de Menezes, irmão XE Joana de Ângela e Manuel Filomena de Miranda.
Você que nos assiste presencialmente ou vai acessar o vídeo depois, já deve ter visto na instituição que você participa mensagens de. Por esses espíritos, como se fossem. Quase mantas, né? Quase orientações seguras e infalíveis. Bom, nós sabemos que não. Nós sabemos que muitas afirmações desses espíritos são contestáveis, inclusive se colocadas lado a lado com a chamada pudificação espírita, ou seja, as 32 obras de Allan Kardec que foram legadas no
século 19 à humanidade, assim. Nós temos uma imensa gama de espíritas no Brasil e mundo afora mundo afora, que ficam esperando ansiosamente pelas orientações espirituais do como proceder. Como se os desencarnados tivessem mais autoridade de falar de temas de encarnados, né? Temas que fazem parte do nosso cotidiano de espírito na carne. Então, é lógico que Oo aborto ou a interrupção da gravidez é um tema ético, mas que pertence à dimensão física e não a dimensão espiritual.
Por que que qualquer espírito desencarnado teria autoridade para falar do abortamento ou da interrupção de gravidez? Não deveríamos? Já cira e Alcione assumirmos? Nós a condição de protagonista. Nesse cenário e nessa temática, ao invés de esperar pelos desencarnados, mormente os que estão vinculados, grande parte dos nomes que eu citei, a chamada ética católica, que que vocês acham? Quem começa? Portanto, pode ser bom. Eu vou dizer, Marcelo, que. À parte, o fato de que.
As pesquisas e os estudos sérios sobre mediunidade. Vem revelando cada vez mais. Que é muito rara. Uma comunicação mediúnica, sem a participação do médium. A parte esse detalhe, né? É, eu gosto muito de lembrar que nós somos espíritos terráqueos e portanto, nós estamos. Alternando a condição de encarnados e de desencarnados. Não vejo condição de esperarmos que espíritos iluminados superiores venham através de comunicação, nos dizer que devemos fazer sobre qualquer tema, não só esse.
É nessa coleção livre pensar espiritismo para o século 21. O meu marido escreveu um livro sobre reencarnação. Ele bate muito ali na questão do protagonismo que nós temos na nossa existência, não poderia ser diferente, né? Nós estamos aqui para fazer acontecer. É nosso papel, estudar, trabalhar, descobrir, avançar. Ademais, lá na questão 132 do livro dos espíritos, segunda parte está escrito que. Uma das.
Uma das um dos objetivos da encarnação é a gente fazer a parte que nos cabe na obra da criação. Então não precisa ter clareza melhor que essa. Então não acho que esse tema deva ser delegado aos espíritos desencarnados. Nós temos que. Contar sim, com um concurso de bons espíritos, espíritos, amigos que nos inspirem, nos animem a fazer aquilo que nos cabe fazer. Ao trabalho, que é nosso, isso sim, mas não esperar por espírito aquilo que a nossa tarefa fazia. É assim que eu resumo a minha
visão aí a essa sua pergunta. Olha. Eu gostaria de gostaria de de. Licença e contar um pouco da minha experiência de vida. Eu nasci em lar espírita, frequentei a infância espírita, Juventude, espírita, enfim, eu até hoje, no espírito e. É, e a Jacira também. Ela está fazendo sinal, né? E eu sempre quis fazer medicina, sempre. E é esse foi meu sonho, então. Eu devorei as obras de André Luís.
Adorava, IA fazer medicina, tinha aqueles livros como tu, em turnos, um médico, eu, eu. Li assim de fio a. Pavio. E eu tive a sorte. A sorte, ou AA graça da surpresa de. De? Foi várias vezes presidente do centro e que dava aula para a gente na infância e na Juventude. O senhor Éden Dutra do nascimento, que como ele dava aula na infância. Naquela época a gente chamava de tio e aí ficou o tio Éden. E eu, já naquela época é, eu já falava para ele, mas tio Éder,
não. Não estou concordando com isso aqui e eles sempre me me estimulou. Estimulava. Todos falaram que bom, não é para concordar. É, é questionar mesmo, questione o que você quiser é para questionar. Questione André Luiz, questione Kardec, questione sempre porque se você tiver errada, eles não vão ficar triste como você, porque você questionou, e se você tiver certa, você dá uma. É uma contribuição para o pensamento, para, para a gente evoluir para a gente se aprimorar, enfim.
Aí eu entrei na faculdade, continuava nem estudando. Espiritismo já na faculdade, eu revenii as obras de André Luiz. E aí, muito por muitas vezes, horrorizado. No sentido nesse sentido de interrupção de gravidez. O que André Luiz julga e condena as mulheres que interrompem a gravidez? Eu diria até cruel, porque o espiritismo é libertário. Oo espiritismo nos faz serem de sermos pessoas melhores. E evoluímos, crescemos, desenvolvemos. E procuramos, né?
Desenvolver a alteridade, a equidade e a gente não. Não vê isso em muitas obras, desses espiritos que Oo Marcelo citou. E, lamentavelmente, essas pessoas falam em nome do muitas pessoas, né? De gnome, falam em nome do espiritismo? Muito diferente do que Kardec nos orienta. Eu acho que Kardec, extremamente lúcido quando fala da interrupção da da gravidez e com assim como eu contei o exemplo daquele médico que não fez o geramento de Hipócrates.
Muitos espíritas também não leram Kardec, EEE falam em nome do espiritismo, que é uma pena. Porque o espiritismo não é para ser dogmático, é para ser refletido. Nós somos livres, nós somos pessoas é pensantes, então é muito, muito feliz, sabe? De a gente poder estar junto refletindo essa. Essa complexidade desse assunto e infelizmente, No No espiritismo nós temos também pessoas que. Que são dogmáticas, que são, é. Tem uma interpretação muito diferente de.
Do que o espiritismo livre e pensador nos orienta. E é curioso, né? Falar de André Luís porque André Luís, segundo informações mediúnicas, teria sido médico no início do século 20. No estado do Rio de Janeiro. E aí a fábula do movimento espírita cunhou André Luiz como sendo, ou Carlos Chagas ou Oswaldo Cruz, né, pra dar assim aquela autoridade. Paulo Chagas foi um cientista que descobriu, por exemplo, a doença de Chagas reconhecido no
internacionalmente, né? E foi um dos primeiros cientistas brasileiros a trabalhar o combate para a erradicação dessa doença que ceifava. Muitas pessoas na época Oswaldo Cruz, também cientista, estudou as chamadas doenças tropicais, sendo contribuído para a erradicação da febre amarela e da varíola, né? Mas, em paralelo a isso, e muito próximo da personalidade que o espírito demonstra na sua atividade mediúnica com o Valdo Vieira e com Francisco cano Xavier.
E uma investigação do nosso Luciano dos Anjos também um espírita conhecido aí do estado do Rio de Janeiro. Ele teria sido não essas 2 personalidades magnânicas, mas um médico muito, muito simples, sem nenhum reconhecimento chamado Faustino esposel, cuja maior notoriedade dele foi ter sido presidente do clube de regatas do Flamengo. Do que ser um médico importante do seu. Então é preciso conceituar isso. É preciso debater isso. É preciso contextualizar isso, né?
Assim como Emanuel, foi o padre Emanuel da Nóbrega, que teve um papel muito importante. Vamos dizer assim, muito difícil, né? De uma ética contestável por ter participado do processo de colonização de escravização de índios e negros. No Brasil, então vamos colocar os pingos nos IS. Vamos referenciar essas pessoas como talvez alguns conhecedores de certas matérias, mas nenhum deles com estatura espiritual pra ser aquilatado com as personalidades que assinam as obras de Allan Kardec, né?
A please, como gostam de dizer os espíritas do mainstream, a pléiade de espíritos que assina a codificação é imensamente mais evoluída do que estes espíritos que. Praticamente. Tiveram paternidade sobre o chamado espiritismo brasileiro. Nós estamos chegando às 8:00 e vamos nos preparar para o encerramento.
Claro que muitas das questões não foram sequer debatidas, o que vai nos deixar a oportunidade desde já, fica o convite do esse k para que Alcione, Jacira retornem numa numa segunda versão dessa nossa abordagem dessa temática importantíssima para nós. Espíritas e não espíritas. Vamos fazer uma pergunta mais, é contextual, né? É. A relação entre corpo e espírito novamente. Se o feto é sabidamente outro espírito distinto do espírito que.
Vai lhe servir de mãe, né? Vai lhe servir de casulo nesses primeiros momentos de regresso da entidade individual espiritual ao mundo físico. De quem é o corpo que abriga esse espírito que vai vir? Senhor deputado, assim pode. O Marcelo acho que seria legal a gente lembrar uma pergunta de um livro dos espíritos que as pessoas. Não se recordam de de analisar, é? Deixa-me ver se eu me lembro que pergunta, eu acho que é. A pergunta 346. Exatamente. Exatamente, é. O é que faz o espírito.
Se o corpo que ele escolheu morre antes de nascer antes de acontecer o nascimento. E a resposta de uma simplicidade, mas ao mesmo tempo, de uma abrangência impressionante, a resposta é, escolhe outro. O que acontece com o espírito se o corpo morre antes do nascimento, escolhe outro. Nós temos que pensar como espíritas. É a vida por uma visão um pouco mais ampla do que essa caixinha que enfiaram a gente dentro que diz que você veio aqui para pagar as dívidas do passado.
E se você não se comportar rigorosamente bem, você vai ter que pagar na vida Futura. E tudo que você faça fora de um código que alguém disse que é a lei, porque, veja, nós temos é pensando a vida. É livremente, então nós temos construindo novos conceitos, novos preceitos, novos códigos de conduta, como é que nós vamos saber o que é certo ou errado? Não existe certo ou errado. Existe tentativa? De melhores construções de construções mais edificantes.
É isso que existe. E aí tem uma outra pergunta interessante, também que. Consequências tem para o espírito o aborto. E as pessoas falam tanto de abortos espíritas, principalmente os espíritas mais conservadores religiosos apegados à. Pautas conservadoras. Não leem essa pergunta e essa resposta lá no livro dos espíritos. Que consequências tem para o espírito o aborto? Resposta é uma existência nulificada. Não aconteceu nada. O espírito vai ter que escolher
outro corpo e não ouve. Não chegou a existir uma existência, por isso ela é nula. É simples de compreender. Se a gente olhar a vida numa dinâmica maior, né? De Liberdade, de construção, de eternidade e não ficar dentro dessa caixinha fechada. Então eu espero ter contribuído. Aí é nessa pergunta com a invocação dessas 2 questões de o livro dos espíritos. Eu queria fazer, eu queria fazer um contraponto, né? A gente está falando de
interrupção de gravidez. E no contraponto, assim, muitos casais é. Desejam filhos e vão procurar hoje em dia a reprodução humana. E aí a gente em laboratório. A gente junta lá espermatozóide, óvulo, e vai se desenvolvendo. É um que a gente chama de préembrião e. Esse pré-embrião. Você congela, deixa muitos anos congelado, dependendo do casal, outros casais. Por exemplo, né? Eu tinha um casal que eles
tiveram. Fizeram insemina, fizeram congelamento, mas tiveram trigêmeos, então não descartaram os outros, né? Esses outros a gente pode fazer pesquisas de célula, esses outros para embrião. A gente pode fazer pesquisas de células-tronco. A gente pode simplesmente descartar e. E corpo? Vou é, fica lá congelado. Anos. Será que o espírito vai ficar do lado da geladeira ali, esperando ver se vai ficar?
Vai vingar, né? Como a gente diz não, eu acho que são situações que estão acontecendo a um fato. E a gente é se, se você quiser ficar presa, não. Mas tem um espírito ali, OK? Mas eu acho difícil. Enfim, é um outro contraponto, sabe? Pra gente não colocar tudo tão na caixinha, essas coisas estão acontecendo, é um fato. Eu nem vocês viram todos. Um embrião que ficou 27 anos congelado, enfim, é.
São situações que a gente. Dá pra gente abrir um pouco os nossos pensamentos e ver que as coisas são interseccionadas. Elas estão todas juntas. Não dá para ficar só num ponto ou noutro. Não, não é uma coisa linear. Deu, definitivamente não acredito mais nisso. Muito bem, nós estamos chegando aí às 8 e 7 e vamos preparar para o encerramento dessa muito produtiva live com visões muito complementares e ao mesmo tempo intigantes para você que está nos acompanhando refletir a respeito.
Nós não temos no movimento laico, progressista, humanista e livre pensador nenhuma intenção de dizer verdades absolutas. Nós não temos nenhuma intenção de colonizar a sua mente, o seu pensamento. Nós apresentamos fatos, como disse Jacira. Nós apresentamos argumentos escudados na prática, como disse Alcione, e damos oportunidade para que você tome as deliberações para a sua vida, para a vida dos seus familiares, das pessoas mais chegadas e que você possa refletir mesmo a respeito.
Nós não somos espiritismo. Uma religião dogmática onde alguém estabelece. Regras, estabelece conceitos e não há possibilidade de debate e diálogos. Muito pelo contrário, se assim formos, se assim fôssemos, estaríamos rejeitando os princípios e a forma de trabalhar do mestre Allan Kardec, que sempre abriu respeitosamente a oportunidade para o debate, o debate construtivo, o debate fundado em ideias, sem qualquer alusão a idiossincrasias. É a estigmatização de pessoas em
razão da sua origem. Classe social, sexo é nível de formação, muito pelo contrário, somos espíritos imortais e vimos progredindo desde a nossa geração inicial até O Presente dia. Vamos deixar aí o espaço, então, para as nossas convidadas muito queridas, a quem OECK agradece por mais essa participação brilhante que abre o nosso quinto lip com chave de ouro e que nos permite assim sempre
trazê-las. Para esse espaço e debater livremente esse outros temas à luz do ensinamento espiritual espírita Alcione tua oportunidade. Para o seu encerramento? Eu queria. Eu queria agradecer. Duplamente não só como espírita, mas principalmente como ginecologista. Como obstetra. Esse é meu dia a dia e é muito bom a gente poder conversar, dividir e refletir. Muito obrigada pela oportunidade, pelo convite. Muito obrigada quem está nos assistindo.
A gente foi, foi vendo os comentários que muito. Muito sérios, né? Que contribuiu muito para, para, para os nossos pensamentos. Muito obrigado por ter vocês terem participado e. E muito bom sabermos que a gente pode tratar de temas tão complexos de forma tão a. Amorosa no sentido de discussão no sentido de refleção. Isso é muito importante. Muito obrigada e parabéns. Vida longa e seca que que venham aqui fora. Obrigado, Alcione, nós temos aí em torno de 25 anos de
convivência. Em vários eventos, em várias jornadas, em vários, em em várias instituições espíritas, e sempre destacamos a tua paixão, no bom sentido da expressão, pela medicina, pela ginecologia, pela obsettrícia e o amor que te dedicas às tuas pacientes e ao trato dessas questões. Então, não foi por outra razão que a coordenação geral e os participantes do conselho de gestão lê, escolheram para abrilhantar essa primeira. Noite do Lipe.
Esperamos contar com a tua simpatia, com a tua forma simples, mas ao mesmo tempo profunda de tratar os temas, outras oportunidades, pedir pra te aguardar um pouquinho lá na sala do chá. Nunca tem chá presencial, mas tem um chá fluídico que a gente divide com os nossos amigos. Daqui a pouco a gente vai fazer o encerramento. Muito obrigado, você ja siga, é. Você. Bom, Marcelo, eu não poderia. É dizer as minhas palavras finais aqui, sem. Propor a todos nós, espíritas.
Interessados em realmente enfrentar os problemas que nos circundam. É pensarmos em 2 questões que eu considero fundamentais para enfrentar este tema da discriminalização do aborto, que são o racismo estrutural. E o machismo estrutural, não. Temos tempo para discutir isso aqui agora, mas eu queria deixar essa sementinha para nós refletirmos, porque tem um impacto imenso sobre essa questão do aborto. Apenas para justificar o que eu
estou dizendo. Quase metade das mulheres que morreram após internações registradas. Em decorrência da tentativa insegura de aborto. São pretas ou pardas. E o. Uma em cada 10 é branca. Embora os nossos registos. Estejam cheios de lacunas, é possível. É possível fazer esse recorte e essas questões, então, ganham um significado muito grande. Tem uma antropóloga chamada Débora Diniz, que foi uma das autoras da pesquisa nacional do aborto. Ela diz o seguinte, a
criminalização. Amplifica o estigma. E o estigma potencializa os maus tratos na rede de saúde. Potencializa o abandono EEE. Não contribui para prevenir o aborto. Aí ela diz, como é que nós podemos prevenir o aborto, já que uma em cada 31 em cada 3 mulheres brasileiras já fizeram o aborto mais de uma vez? Então ela faz algumas sugestões. A descriminalização é uma
alternativa? As. Permitir acesso à informação, permitir diálogos com as mulheres, fazer acolhimento, disponibilizar serviço de saúde adequado, serviço psicossocial e et cetera. Então, com essas palavras da Débora Diniz eu encerro agradecendo imensamente por essa oportunidade. Por esse bate-papo, OA gostosura que é estar aqui entre amigos, né? Conversando, dialogando, como disse Alcione, respeitosamente, mas tendo como pano de fundo o
espiritismo, que é 11. 11, prática que nos uni, nos move. Nós todos aqui somos movidos pelo espírito e o espiritismo tem potencial para não para contribuir. É uma filosofia gigantesca que pode. Alavancar uma sociedade melhor, então, muitíssimo obrigado, especialmente as pessoas que nos assistem, que vieram aqui nos apoiar e dar aqui é essa. Contribuição fantástica com comentários com as carinhas aí animando aqui a gente para continuar sempre essa luta, muito obrigado, obrigado pelo
carinho, pela recepção. Obrigado Alcione, por compartilhar aqui. Da mesma forma como Alcione, nós também te conhecemos há cerca de 25 anos e compactuamos com a tua paixão pelo direito e a forma de unir. Elementos jurídicos, éticos e espíritas, porque nós precisamos qualificar esse debate com a contribuição que o espiritismo dá nesta, em muitas outras áreas. Por isso também o nosso conselho de gestão, a coordenação desse quinto fórum do livro pensar e espírito.
Escolheu você para dividir a bancada comigo e com Alcione para a gente ter um debate de altíssimo nível e sempre com a intenção prospectiva de fazer as pessoas pensarem muito obrigado em nome do SCK Jacira e que a gente volte brevemente a dividir a bancada mais festiva, mais carinhosa da internet brasileira. Muito bem, eu quero agradecer inicialmente a você que esteve conosco. Todo esse tempo da live são 1 hora e 45 minutos de duração.
Essa live nós estamos procurando nos concentrar na questão do tempo, afinal de contas é dia útil. Nós estamos em época de trabalho, embora o final de ano, e é reservar um tempo de quase 2 horas para estar connosco, prestigiando, participando, colaborando desse debate. É algo que merece sempre registro. Gostaríamos de pedir a você que depois divulgue o link da nossa gravação para estar disponível no canal do ECK no YouTube.
Wwwyoutube.com, barra c barra espiritismo com Kardec para que outras pessoas possam também criticar construtivamente o nosso trabalho que possam a pôr comentários que possam ampliar o escopo desse debate que é fundamental.
Queria agradecer ainda de modo especial, a Alessandra Araújo, ao Gerson e a mim, ao Marcelo Teixeira, ao Márcio Saraiva, ao Sérgio thyssen, ao Sidney Batista e ao Wilson Custódio, que junto da Maria Cristina Ribeiro nos sugeriram temáticas, abordagens, questionamentos que foram de uma certa forma aproveitados nessa primeira edição do time do tema, qualificando. Vida e debatendo o aborto aqui no quinto, Lipe fórum do livro pensar espírita, está aí na
tela. Nosso convite para o encontro de amanhã, dia 14, onde traremos 2 pensadores importantes dessa corrente, livre, pensadora e laica do espiritismo, Alessandra Araújo e Alexandre Júnior, para trabalhar com a gente o tema o humanismo espírita, os temas sociais espíritas, com apresentação da nossa Claude Jerónimo. Também vou agradecer. Àqueles que estiveram no
backstage? A própria Cláudia, Jerônimo, a Julia Schultz, o Manoel Fernandes neto, a Maria Cristina Ribeiro, e o Nelson Santos, que contribuíram nessa turma que faz ATV que você vê, mas que você não vê quem está por detrás das câmeras. Nos bastidores, vamos encerrar com um pequeno trecho contido no prefácio do livro o céu inferno, de Allan Kardec. Mas não neste livro, nesta
edição. Porque nós dissecar participamos da redescoberta do livro autêntico, escrito por Allan Kardec, para você ter uma notícia, todas as edições conhecidas, ou quase todas do céu, inferno, não tem o prefácio de Allan Kardec, que essa edição da fiel resgatou para recompor a história do movimento espírito. Pois bem, no prefácio desta obra importantíssima que você deve ler e reler o codificação, assim
o codificador assim escreve. As ideias prematuras abortam, porque não se está Maduro para compreendêlas e ainda não se faz a sentir a necessidade de uma mudança de posição. Hoje é para todos. Evidente isso em 1865, que se manifestam um imenso movimento de opinião, uma formidável reação se opera no sentido progressivo contra o espírito estacionário ou retrógrado da rotina. Os satisfeitos da véspera, no sentido progressivo, são os
impacientes do dia seguinte. A humanidade está em trabalho de parto. Saído da adolescência, este espírito está como um jovem, e há qualquer coisa no ar, uma força irresistível que o impele para frente. Este melhor ainda está no vazio. Nós o buscamos, todos trabalham nisso, do crente. Ao incrédulo, do operário ao
cientista. O universo é um vasto canteiro, uns destroem, outros reconstroem, cada um talha uma Pedra para o novo edifício, do qual só o grande arquiteto possui o plano definitivo e cuja economia só será compreendida quando suas formas começarem a se desenhar acima da superfície do Sol. Foi esse momento que a soberana sabedoria escolheu para o advento do espiritismo, com essas palavras esclarecedoras e reconfortantes de Allan Kardec,
nós queremos dizer que é muito possível que esse movimento de opinião possa se tornar ainda mais evidente que. Aquele, aquela satisfação da véspera se transforma numa insatisfação e numa impaciência no dia seguinte. Onde nós buscamos construir e reconstruir o universo espírita? Obrigado pela sua presença, pela sua audiência, pela sua participação em comentários ou questionamentos. E fica o convite para estarem conosco amanhã.
Na continuação do quinto fórum do livre pensar espírita, com o tema que está aí na tela, na lousa, para que você possa estar connosco. Muito obrigado, um abraço e até amanhã. Tchau.
