Oi gente, boa tarde, bom dia, boa noite, sejam todos bem-vindos à Lipe. Criado em 2017, o grupo espiritismo, com Kardec o nosso ECK, pouco a pouco evoluiu, assumiu novas atividades e diversificou sua atuação nas mídias sociais a partir do portal com kardec.net, tornou-se uma nítida e marcante janela para um espiritismo com características humanistas laicas, livres, pensadoras
progressistas e progressivas. Oportunizando uma visão distinta dos fundamentalismos religiosos e calcada na própria definição dada por Allan Kardec. Ao espiritismo, doutrina filosófica com base científicas e consequências Morais. Deste modo, por diversas iniciativas, tem alcançado aqueles que desejam conhecer a fundo o pensamento de Kardec e interpretar de modo mais coerente e lógico, racional o conteúdo de suas 32 obras aglutinando pessoas do Brasil e
do exterior. Sem necessariamente rivalizar ou disputar espaços com outros modos de ver em relação à doutrina espírita, OECK respeita as diversas formas de entendimento sobre o espiritismo, consequências da posição em que ocupam os espíritos na escala espírita e as nuances de perseguição e inteligência aplicada de cada um. Assim, OECK procura sempre dialogar com todos os segmentos espíritas para a construção e o engajamento em projetos de interesse comum.
Há 5 anos, uma semente foi lançada, frutificou e tem, como diria um rapaz chamado Jesus de Nazaré, o nosso amigo Magrão. E é assim que nós chamamos O Mestre, dado frutos a 100 por um. É o fórum do livre pensar espírita, do Ecko. Lipe, que chega em 2023 a sua quinta edição, um espaço para debates dialógica, contraditório e muito sentimento e sensibilidade, trazendo temas da atualidade planetária para a lente espiritual espírita.
Bom, seguimos no segundo dia do nosso Lipe com o tema ou humanismo espírita, temas sociais espíritas que receberá com muita Alegria e entusiasmo 2 personalidades que tem se destacado em debates nesta temática. Hoje nós teremos uma dupla de alês.
É, olha que importante. Alessandra Araújo de Alagoas, e Alexandre Júnior, de Pernambuco, com a costumeira moderação de Marcelo Henrique lá de Santa castarina e eu, Cláudia Jerônimo, muito feliz, estou aqui de São Paulo e passarei a palavra agora para o Marcelo para conduzir atividade e que todos aproveitem muito bem a nossa live. Beijo a todos. Até logo. Obrigado, Claudinha, pela apresentação, sempre emotiva, sempre calcada aí nessa personalidade sua que tanto
cativa. Aqueles que te conhecem estamos aqui, mas uma vez, sejam todos bem-vindos, esse Canas EE se canos para a segunda noite do quinto fórum do livre pensar espírita, ulipe uma promoção do grupo espiritismo com Kardec. Estamos muito felizes com a sua presença e participação através de comentários através de perguntas que vão ser tratadas na nossa reunião muito fraterna, muito alegre, muito simpática nesses que são os embalos, não de sábado à noite, mas de quinta
à noite, do ECK. Nessa programação especial hoje, então, nós vamos trabalhar conforme a Claudia já ressaltou, do. Tema principal desta segunda noite do Lipe, que é o humanismo espírita, as teorias sociais espíritas. Antes de chamar os nossos convidados, que já foram anunciados brevemente pela Cláudia, vamos falar um pouco sobre o humanismo.
Notas introdutórias, humanismo é assim, um movimento de ideias que possui 2 sentidos, não necessariamente oponentes entre si. O primeiro sentido compreende a Extrema valorização do ser humano, guardando estrita relação com a conceção antropocêntrica.
Que quer dizer isso? O homem no centro dos fatos, no centro das sociedades, no centro da sua própria existência físico, espiritual, das eras Moderna e contemporânea, que se opôs de forma flagrante a concepção teocêntrica que vivia na idade média e na idade antiga que tinha a divindade como
posição central. O segundo sentido da palavra humanismo remonta a uma época clássica da humanidade, com sede nos autores gregos e romanos desse período da antiguidade que foram responsáveis, sabemos nós, hoje, pelo desenvolvimento da filosofia, da literatura, da cultura ocidental, da chamada ciências humanas, uma época altamente promissora e que tempos depois influenciou nas cidades modernas e
contemporânea? Um número infinito de pensadores no chamado curso evolutivo do planeta para a segunda noite do quinto fórum do livre pensar espírita. Lipe, vamos convidar a nossa primeira debatedora. Alexandra Alessandra Araújo vem para cá. Olá, Marcelo, boa noite. Agradeço a oportunidade de aqui estar com vocês. Vou aguardar que você dê o encaminhamento a nossa noite de hoje.
Perfeito Alessandra Alessandra é de Maceió, capital do Alagoas, é professora, autora de conteúdos para o ensino a distância. OEAD é servidora pública aposentada, possuindo graduação em economia. Também é especialista em previdência social, em educação a distância e em dinâmica de grupo. Tem mestrado em políticas sociais e cidadania, com pesquisa na área da seguridade social, previdência e assistência social. É espírita que integra o movimento.
Movimento mundial das mulheres espíritas pelos direitos humanos e também atua no grupo ágora espírita. Fique sempre à vontade Alessandra, você já esteve numa outra oportunidade aqui na bancada do ECK? Seja muito bem-vinda e que nós possamos fazer uma noite de debates produtiva e bastante bem humorada como é a característica do nosso trabalho. Vamos chamar então o segundo debatedor. Oi, que é o Alexandre Júnior, che. Alexandre. Boa noite, boa noite a todas e todos. Prazer. Prazer poder.
Estar aqui? Pelo convite? Muito bem, o Alexandre é então de Recife, capital de Pernambuco, é pedagogo, é escritor dos livros, espiritismo, educação, gênero e sexualidade que nós já tivemos oportunidade de divulgar e debater no ECK, que é tem como subtítulo um diálogo com as questões sociais e do livro também por uma teoria espírita sobre gênero e sexualidades. Um diálogo decolonial é idealizador, fundador e coordenador do coletivo ágora, espírita e articulista.
Da central espírita de informação da Paraíba. Que é também um veículo parceiro do grupo espiritismo, com Kardec, do jornalista Carlos Barros. Lá da nossa Paraíba. Muito bem, vamos iniciar agradecendo aqueles que colaboraram na feitura, na elaboração junto conosco, das questões que vão. Ser tratadas no nosso debate de hoje são eles e elas. Eliana hadad, Jacira Silva, Márcio Saraiva, Maria Cristina rive e Nelson Santos. Vamos começar com uma questão
geral. Para que ambos possam dizer o que pensam acerca do humanismo, a palavra humanismo não aparece em nenhuma das 32 obras de Allan Kardec. Não obstante a palavra humanitário ou humanitária, que é um adjetivo decorrente do humanismo, aparecem variados em muitos trechos. Sua tradução para o nosso vernáculo, sua conceituação é. Pessoa, instituição ou movimento que se dedica a promover o bem-estar do homem e o avanço
das reformas sociais. O espiritismo, Alessandra e depois Alexandre. Tal qual o cunhou, Allan Kardec é humanista. Por quê? Em que consiste, então, a proposta humanista do espiritismo? Bom, Marcelo. Agradeço aí a deferência, né? De número, né? Alexandre é, agradeço ao grupo do SK, né?
A oportunidade de dar boa noite. As pessoas que estão nos assistindo e cumprimentar as pessoas que irão assistir na sequência, dizer de uma curiosidade, Marcelo, eu não lembro qual foi o ano, mas quando eu comecei a minha migração do espiritismo hegemônico para o espiritismo no campo progressista. Eu acompanhei uma gravação, não sei se foi ao vivo de um lip que vocês fizeram presencial e aí eu disse, puxa, que bacana. Eu queria tanto estar nesse encontro e hoje eu estou aqui, né?
Como convidada para dialogar um pouco não como especialista, né? Porque ser especialista? Kardec eu ainda tenho muito chão, né? Para caminhar, mas como uma pessoa que se propõe mais a aprender, né? Do que trazer algumas novidades, porque. O que nós dialogamos é sempre aquilo que já foi escrito, né? Aquilo que já foi tratado, então é a questão do humanismo. Ela tem algumas definições, algumas adjetivações que nós teríamos resgatar lá do livro do Eugenio Lara, né?
Esse livro que é muito interessante, que é o breve ensaio sobre o humanismo espírita. Então ele faz várias considerações sobre os vários tipos de humanismo. É, é como surgiu o humanismo, enfim, eu. Eu creio que haverá 11 momento e uma possibilidade de nós tratarmos sobre isso. Mas especificamente sobre o humanismo espírita, sim, o espiritismo, ele é humanista e ele é humanitário, né? Ele é. Ele advém das perspectivas.
Do formulador do espiritismo ou do humanismo espírita que foi considerado como por Eugênio Lara como professor rival? Alan Kardec. Nesta, nessa concepção específica do espiritismo, pode-se dizer sim, que o espiritismo, ele é humanista, porém com várias diferenciações de humanismo. Top do socialista do marxista, alguns compreendem que ele se aproxima do humanismo cristão. Já outros, mais do humanismo secular, como é o caso do Jaci
Regis, né? Então, assim, pelas próprias especificidades do espiritismo, né? Pela preocupação com o homem, né? Preocupação com o ambiente em que o homem vive com a preocupação com AO seu progresso, a sua evolução, as questões do cotidiano que envolvem essa dimensão, né? Do espiritismo, a questão da reencarnação, todos os princípios espíritas pode sim se dizer que o espiritismo é humanista, né? Então, é Allan Kardec. Teve influências de vários pensadores, né?
Que isto a gente pode conversar. Na sequência. E essas influências, além da vivência que ele teve durante seu período, né? De educação, com com pestalose, com influências de Rousseau. Tudo isso traz, né? Na vivência de Kardec, nos seus estudos, era um homem que falava várias línguas, era um homem que fazia traduções, tinha acesso às bibliotecas desses pensadores, então tudo isso influenciou essa perspectiva. Humanista e humanitária do espiritismo, todos esses princípios da Caridade, da
justiça. Real da Liberdade, né? Da fraternidade, tendo um homem como o centro, né? Dessa, dessa concepção, desse pensamento, sim. O espiritismo é nesse viés humanista, porém, mais à frente, ao final no livro do Eugênio Lara, ele vai trazer uma perspectiva, é. E ele diz que é um paradoxo, porque o humanismo, ele se concentra no homem como o centro e o espiritismo traz a perspectiva do conceito do interesistencial de Herculano pires. Né? Então, para além do do homem
como centro, há o espírito, né? Como centro, então seria um espiritismo humanista e, na perspectiva do Eugênio lar, ele traz ainda esse outro componente, que seria um humanismo da interexistência. Então acho que para iniciar eu queria trazer esta considerações. Essa questão, tu estás levantando, remontando a Herculano pires, ela será objeto de uma questão mais à frente. Foi um spoiler bem oportuno. Alexandre, o que que poderias complementar a respeito é eu. Vou. Eu penso que. A?
Forma do movimento se. Desenvolveu no Brasil, ele foi foi muito degratia. Para uma perspectiva humanista. Nós investimos todo o nosso humanismo no trabalho especialista. E aí? A gente sofre um processo de retomatização que inviabiliza a produção desse discurso. Então a gente não pode dialogar para nós, o que seria um humanismo espírita?
Porque eu eu fico aí com que Alessandra estava falando, para que esse humanismo espírita, ele precisa partir do paradigma do espírito para ser humanismo espírita. E aí, em que momento a gente faz isso e porque assim a gente pode citar um exemplo ou outro de pesquisador independente. O grosso do conteúdo produzido pelos espíritos no Brasil não
tratam de humanismo. Então essa para mim é a grande dificuldade que a gente tem é poder, é é, veja como a gente tem dificuldade hoje de produzir uma discussão sobre gênero ou sobre raça, ou ser humanista no ponto, é de discutir as questões sociais e de ser parceiro dos movimentos sociais, por exemplo. Então, se a gente disser no centro espírita que a gente quer fechar uma parceria com OMSTA gente vai ser é colocado em em desobessão permanente, então. Porque a gente não consegue
fazer esse tipo de vinculação. Então esse processo de de de de o processo humanista, ele parte da minha concepção. Primeiro da da da presunção de que a gente está tratando com humano. Então, mas como é que a gente trata do humano, se a gente enxerga o humano apenas por um viés, que é Oo viés espiritual, quer dizer assim, o mundo verdadeiro? Então a gente faz de conta que está vivendo aqui, né? E dá a cesta básica, pão, sopa e
tal. Espera a desencarnar para viver na colônia espiritual, aí viver a verdadeira vida e a gente não discute as Humanidades. Então eu acho que essa conversa ela deve começar no sentido de redefinir o sujeito enquanto um sujeito histórica, cognitivo, afetivo. Emocional, intelectual. Cultural, político, social e espiritual, né? Aí, quando e quando a gente fizer isso aí a gente vai poder tratar de um humanismo que entenda as demandas. É da própria perspectiva
espírita. Se tu me permite, eu queria ler um trechinho, eu sei que hoje eu já li em outros espaços de Kardec, na revista espírita de 68. É quando ele diz assim, o espiritismo conduz precisamente, ao fim que se propõem todos os homens progressistas.
É, pois, impossível, que mesmo sem se conhecerem, eles não pensem da maneira da mesma maneira sobre certos pontos e que quando se conhecerem, não se dêem as mãos para caminhar juntos na mesma rota, ao encontro de seus inimigos comuns, os preconceitos sociais, a rotina, o fanatismo, a
intolerância e a ignorância. Se isso não é um pensamento humanista, eu não sei o que é um pensamento humanista, ou seja, o pensamento está em Kardec, mas a forma de vivenciálo na prática espírita se perdeu com o tempo e se perdeu no caminho. Isso é, pelo menos a leitura que eu faço. E é como eu começo a minha. A minha intervenção para não falar demais. Marcelo, você tá sem o áudio? Continua sem áudio? Agora.
Poço, estão me ouvindo? Quem achou é. É essa essa sua fala, Alexandre, ela, associada ao comentário da Alessandra Araújo, nos coloca num dilema clássico em relação ao espiritismo brasileiro ou ao espiritismo. Made in Brasil, exportado para os outros países que adotam a mesma configuração estabelecida na simbiose federação espírita brasileira, concelho espírita Internacional.
Se há, em termos de teoria e prática entre o espiritismo preconizado e trabalhado por Allan Kardec e o espiritismo, convertido em religião espiritualista na pátria do Cruzeiro. Então esse ponto é essencial para que a gente contextualize algumas das falas atuais, não é? É importante também salientar que a tua menção ao movimento dos trabalhadores sem Terra, assim como outros movimentos sociais. Fundamental para nós
percebermos. Que o espiritismo dialoga ou deve dialogar com todas as Correntes e convicções de pensamento e organismos sociais, independente da sua configuração ou ideologia, nós temos que nos alinhar em termos de objetivos em termos de alcance, em termos de movimentos sociais. Como eu costumo dizer em alguns momentos aqui no ECK, nós precisamos fazer espiritismo no extramuros da instituição espírita. Porque fazer do lado de direito
é muito fácil. Você está protegido pela egrégora, como eles dizem você está protegido pela edificação da casa espírita. E quem ali entra se submete necessariamente ao regimento da instituição associativa. Agora, quando você sai para fora e trabalha com esses movimentos, dialoga com esses movimentos, constrói iniciativas pequenas num bairro, num pedaço da cidade, até. Alcançar como nós vimos no debate de ontem.
Uns conselhos representativos sociais vigentes na união, nos estados, você consegue amplificar essa ideia de trabalho social, espírita ou de humanismo espírita, como é o nosso tema hoje? Tem uma outra questão que é derivada da primeira e aí começo pelo Alexandre e depois volto para Alessandra. Há uma ideia, conforme foi dito na introdução desse nosso trabalho de hoje, do humanismo
secular, né? O humanismo que começa com os gregos, começa com os romanos, renasce a partir do renascimento, sem redundância e se transforma em referência para os mundos ou para as eras Moderna e contemporânea. Existe, em paralelo a este humanismo secular que conversa com diversas filosofias e até mesmo religiões.
Nós temos. O humanismo cristão, que é aquele baseado nos dogmas seculares da igreja que de certa forma é reinterpretado é reproduzido no mainstream espírita, nacional e Internacional. Será que aquele humanismo originário não é mais adequado do que o humanismo cristão adotado pelos espíritas para sanar as próprias deficiências do espiritismo prático ou do meio espírita brasileiro? Olha, essa pergunta é a pergunta que vale 1000000 lá no programa do. Ela vale 1000000. Mas assim, cara, eu.
Eu fico pensando que a gente precisa essa pergunta. Ela não é respondida de forma completa, porque ela é fragmentada e fragmentável, porque primeiro, de que Jesus a gente está falando, porque se for o Jesus Cristo. Oo. Cristo, importado da igreja católica e psilítero e trabalhado pelo movimento espírita a partir de um processo de mitização esse aí o humanismo dele não funciona porque. O humanismo piegas, sectário, egoísta. Sabe, e que ele.
Ele não tem a proposta de produzir justiça social, porque ele defende um mundo onde AA reforma íntima essa, essa coisa que a gente vem divulgando. Aí há há um século. Ela tem, ela tem que resolver. O problema das pessoas e não política pública, então a gente não vai discutir política, então eu não consigo ver humanismo, seja ele secular ou cristão, que não parta do pressuposto de uma política social justa.
Igualitária então, quando a gente fala de Brasil essa, esse humanismo político, ele precisa ser ainda maior. A gente está falando de um dos países de maior desigualdade social do planeta, 94% do PIB está na mão de 6% da população e a gente fala de um sistema religioso que acredita que dá, põe sopa, vai resolver o problema das pessoas. Então a gente não vai produzir humanismo a partir do
assistencialismo. Perceba que faz mais de 100 anos que a gente doa a cesta básica e não matamos a fome. Ou seja, porque nós não vamos saciar a fome do povo brasileiro. Distribuindo cestas básicas em que pese que eu não sou contra eu trabalho especialista. Se há fome, a gente precisa ajudar de alguma maneira o que eu sou contra é você fazer daquilo ali um trampolim para uma colônia espiritual. Isso para mim não é humanismo, é
permuta, é troca, é barganha. Sabe quando a gente fala da produção de política pública, tem uma parte significativa dessa população espírita que é a favor desse tipo de trabalho, mas é contra a política pública de distribuição de renda. Então eu não sei que humanismo é esse que não consegue ver o outro como humano. Eu falo nos meus livros e principalmente no primeiro, que eu chamo de mendigo de estimação, que são os assistidos dentro do centro espírita, que
são tratados dessa maneira. Não é porque apenas você quer ajudar o sujeito a ter comida, é porque você entende que aquele ali é o caminho que você tem para encontrar o seu caminho. É, é, sabe, embora, embora pareça redundante, não é. Mas e isso para mim não funciona como humanismo, nem espírita, nem cristã, nem secular. Isso é uma forma. De troca de barganha o humanismo que Eu Acredito e aquele que primeiro entende o outro. E percebe o outro como humano?
Não existe humanismo ser humano, então. Acho que a gente deveria. Deve-se partir dessa dessa discussão. Alessandra. Marcelo é, eu penso que se faz necessário que. Conhecer, né? Em verdade, o que o humanismo no seu no seu conceito, na sua identidade inicial, né? Na sua interpretação Na Na, no termo o que é que quer dizer? Esse termo se faz necessário pra gente compreender o que a gente vai falar sobre humanismo, né? Porque caiu em lugar comum a
questão do humanismo, né? As empresas falam de humanismo, os departamento de recursos humanos. Se fala muito de humanismo, mas não se compreende o que é o humanismo. É uma corrente filosófica de onde ele surgiu, que movimentos foram necessários para se chegar a esse humanismo, né? Então, assim, movimento de ideias, movimento cultural, movimento histórico, movimento social e político, né? Que vem lá da antiguidade para ser movimento, pelo menos no século 19, né?
Ele, ele teve que se integrar a uma série de modificações. É a questão da ascensão da burguesia, a questão da do feudalismo por pré capitalismo, né? AAA questão da sociedades medievais, tudo isso é as revoluções que aconteceram de pensamento, enfim, a. Tradição espírita, né? No No mainstream espírita é não tem o hábito e o costume de ler e de estudar e de compreender do que se trata determinadas Correntes filosóficas. De compreender onde Kardec estava inserido.
Então, o humanismo, né? Na verdade, as raízes do humanismo, ela remonta das revoluções de ideias, movimentos, né, principalmente de homens que. Defenderam a centralidade do humano quando aquela defesa ela IA contra, né? 11 mainstream de pensamento, então assim. Dogmático, clerical, então você tirar o Divino do centro e trazer o homem à humanidade para o centro era algo que não se pensava naquela momento, né? Lá da da da, do, do início, do renascimento, por exemplo, na
Itália, né? Quando começaram a se trabalhar, essas alternâncias, né? De produções literárias. Enfim, toda essa mudança de pensamento O Mestre espírita não tem acesso a essas informações como muitos de nós no campo progressista não temos. É pra pra se falar de um humanismo espírita. É preciso compreender que o humanismo de Karl Marx ele influenciou, né? Pensadores, foi um humanismo ateu?
Foi. Mas foi humanismo que trouxe a importância do trabalho, a importância do homem econômico para situar a humanidade nessa perspectiva social também. Né? Então isso está entrelaçado, muito. Embora se discuta muito no espiritismo que Marx não tem nada a ver com a com a filosofia espírita. Mas Kardec também bebeu dessas Fontes. É quando se trata do espiritismo cristão. Há muita controvérsia nesse sentido do que Kardec traz de de de Jesus para o espiritismo, né?
Muita muitos questionamentos, com o que que Kardec traz no evangelho? Segundo o espiritismo, com relação né ao cristianismo? Mas eu penso que o que Kardec quis trazer da experiência, da vivência que nós conhecemos do Jesus homem, né, foi a sua ética, foi a sua moral, né? Foi os ensinamentos que ele deixou para a humanidade, então. Penso que isso não se confunde com humanismo cristão. Kardec traz Jesus, traz as suas práticas, mas ele não abraça o
humanismo cristão. Porque eu eu penso nesse sentido, porque o humanismo cristão, ele vai defender o pecado, o céu, o inferno, né? Toda essa questão dogmática de ritos de Sacramento, tudo mais que não é a nossa vivência no espiritismo. Já o espiritismo secular, ele é laico. Né? Ele é anti-clerical e foi, pelo menos foi esse o entendimento
que eu tive. Foi disso que Kardec mais se aproximou, inclusive o já se Regis ele faz, eu trouxe até 11, fala dele que eu registrei aqui, que eu achei bastante interessante. Quando ele fala dessa afinidade. Do Kardec com deixa eu ver se eu encontro aqui com o humanismo secular? Ele disse que o humanismo kardecista ele se aproxima muito mais do secular, ao laico do que do cristão, porque ele é espiritualista por natureza, né? Então, por ser uma concepção antidogma, né?
É é Oo Divino, não está no centro de tudo por ser livre, pensador. Kardec se aproximou mais disso, então, o que é que diz Oo Justin Regis que eu anotei aqui? Ele diz o seguinte, o verdadeiro humanismo kardecista deverá ser um humanismo pós-cristão. Isento disso, que a gente já falou dessas amarras dogmáticas dessa linguagem religiosista, né? Que Herculano pires já criticava o religiosismo é dissociada do místico, mas buscando uma espiritualidade mais solidária, né?
Que mais se aproxime da laicidade? Não. A laicidade que a gente conhece hoje, que muito se confunde com o estado laico. Então, no meu entendimento. É necessário. Que O Mestre espírita? Compreenda o que quer dizer, humanismo. Faço uma leitura, entenda que existem vários tipos de humanismo que o humanismo espírita é um deles, mas que tudo isso se é converge, né?
Para que? Nós possamos perceber, e aí eu falo dessa um pouco dessa minha experiência no campo progressista que sem esse avanço no. Campo do estudo das análises, das reflexões, continuaremos. No espiritismo dogmático, que foi trazido embora o que foi trazido de Allan Kardec, da França, quando o espírito chegou ao Brasil, no Rio de Janeiro e foram os intelectuais franceses que recepcionaram, mas que ele não foi? Tão ampliado como foi com Teles de Menezes, na Bahia.
É, ficou essa herança daquela disputa entre Bezerra de Menezes, né? EEE, mais precisamente o torcer que optou pelo espiritismo religioso. Então essa herança eu vejo mais como uma decisão, né? Tomada no Brasil por aqueles que tomaram a frente. Do espiritismo brasileiro, mas, na minha compreensão, principalmente da leitura que eu fiz do Eugênio Lara, porque eu não sou um especialista em filosofia, nem sou socióloga.
Essa não é uma área que eu Domino, mas eu compreendo que o espiritismo secular mais se aproxima, mas que ou cristão, ou secular, né? Se os espiritas brasileiros não se apropriarem desse conhecimento, não haverá. A possibilidade de fazer essa virada de Chape. Pessoa 5. Esse. Ponto, me daria um minuto, Marcelo, bem rapidinho, claro, pode ser. É, eu fiquei provocado aí pelas falas pertinentes da Alessandra. É, mas assim eu acho que há uma
mistura também. Eu quero aproveitar isso que ela está falando para ratificar o que ela. Disse. Entre a questão do antropocentrismo e o humanismo, então as pessoas misturam conceitos porque elas não param para estudar conceitos e uma coisa que a Alessandra falou que eu acho muito importante. Nós. É. É. É, parece que é um pecado, sabe? Assim, fulano é intelectual, é como se fulano tivesse uma doença contagiosa, porque é, parece que é uma coisa ruim, né?
Nas tipo assim, tu faz o que não eu escrevo não, mas não trabalha, não, não. Eu sou professor, não trabalha não. Então Oo movimento espelho também herdou isso. Então é, é eu, eu sou de centro de periferia. Tenho 40 e eu tenho 50 de idade de 42, de movimento espírito e ouvia muito isso, né? Quando a gente mostrava que tinha algum conhecimento, aí o cara dizia assim, olha, cuidado com a vaidade.
Cuidado com a vaidade e a gente não discutia conceito porque sempre que chegava na discussão conceitual ou baixo, padrão vibratório, o cara estava idoso. Então como é que a gente vai produzir conhecimento se a gente não tiver coragem de enfrentar, saber esses desafios, porque é tudo muito eu. Eu penso dessa maneira que esses esses diálogos são novos, não é que são novos, por né é porque não foram feitos.
Então eu acho que essa coisa que ela colocou agora da gente poder conceitualizar e entender o que significa cada conceito e a relação que ele tem com a própria filosofia. É importante para a produção do conhecimento que a gente está tentando fazer. Bom, dentro de tudo isso que vocês acabaram de dizer eu sou. Eu sou forçado a dizer também
que. É impossível dialogar com Vaticano espírita em termos claros, abertos em termos dialógicos e dialécticos, porque eu digo isso, eu estive 17 anos no conselho federativo nacional e lá eu dialogava com os membros das federativas estaduais e com a diretoria da FEB. Era uma outra posição? Era, digamos assim, jogar o jogo
conforme as regras do jogo. Claro que aqui ou ali era possível inserir um pensamento autônomo, alternativo, progressista, mas com pouca reverberação, com pouco eco, porque há uma estrutura central, uma estrutura religiosa, uma estrutura hierárquica. Que estabelece princípios e regras que estabelece a forma como os temas são trabalhados e que não privilegia em nenhum momento o conhecimento originário da doutrina dos espíritos.
Esse ponto precisa ser salientado porque privilegiar o conhecimento originário da doutrina dos espíritos não significa citar excertos de uma outra obra de Allan Kardec, nunca num cartaz num banner ou num lançamento de alguma iniciativa. Um Congresso, um evento, um
programa, é uma. Nova forma de trabalhar com determinados segmentos dentro do meio espírita brasileiro significa contrapor a informação originária com a informação subsidiária secundária, produzida pelo espiritismo brasileiro e fundada nesse pensamento cristão que ambos destacaram, que é baseado em dogma, em verdade, indiscutível. Em preceitos que afrontam a lógica racional espírita, numa ideia de Jesus como espírito puro e um espírito puro.
Não reencarna, portanto, aproxima-se da ideia paralela à Kardec, de Jean-Baptiste rooseten e a sua obra. Clássica? E única, os 4 evangelhos de um ser a genere de um Jesus fluídico e como podemos estruturar um pensamento que se se embasa no humanismo secular que? Produz uma reforma institucional. Interna, para depois ir para a rua, conseguir dialogar e influir de uma maneira decisiva
nos movimentos sociais. Se nós ainda estamos aferrados a um pensamento hegemônico que é totalmente contrário à ideia que Kardec prelecionou um outro parêntese que precisa ser feito a amigos para dizer que o Jesus embora. Ao cunhado por Allan Kardec e muitas passagens das suas obras. Como Jesus Cristo não é o mesmo Jesus Cristo das igrejas cristãs, Kardec está dando apenas a adjetivação comum conhecida e se deixou seduzir muitas das vezes.
Porque Marcelo Kardec se deixou seduzir porque era um homem no espírito encarnado e tinha as suas idiossincrasias. Tinha as suas conformações. Tinha uma lógica de formação protestante. Tinha o convívio com muitos espíritas, que, como no Brasil, deixam de ser católicos, protestantes, batistas luteranos e se tornam espíritas, mas continuam com o elã, um vínculo das máximas Morais do cristianismo. E depois também precisamos destacar isso para enquadrar essa mudança qualitativa que o
humanismo espírita proporciona. Kardec se deixou envolver também por personalidades cristãs, padres, bispos, nomes de. Vultos do cristianismo que assinam comunicações, muitas delas de elevado teor moral, muitas delas de conhecimento espiritual amplo, mas ainda presas ao veso de interpretação. Dogmática da religião cristã. Vamos partir para essa relação que a Alessandra fez no início é referindo-se a Herculano pires. Diante desse contexto, nós tivemos.
Nós tivemos no espiritismo originário, como bem salienta o professor Herculano. Um. Um consenso 11 trabalho associado entre 2 Humanidades, assim diz o professor. Uma humanidade encarnada e uma humanidade desencarnada. Ou seja, foi o espiritismo quem deu voz aos desencarnados. Quem permitiu que eles fossem considerados na ideia? Material e espiritual do chamado princípio filosófico espírito, no entanto, nós temos no Brasil,
em especial. Um comportamento padrão, Alexandre de. Conversionismo e de proselitismo, como a sugerir que o espiritismo seria o futuro das religiões, como a sugerir que o espiritismo é uma religião avançada. É uma religião de Deus, como existem em algumas obras psicografadas, espíritas? Como assumir essa condição, que se expressa, por exemplo, na expressão Brasil coração do mundo?
Pátria do evangelho, como se o Brasil fosse superior aos outros países, numa projeção Futura e como se a espiritualidade destinasse uma única Terra, relembrando os dogmas cristãos de Roma, de da judeia que foram aos seus tempos, considerados os berços da civilização do futuro. Como então enquadrar isso? Essa proposta, que se qualifica como algo diferenciado, não ou
sendo? Com a necessidade de termos uma dialógica com outras expressões do pensamento humano e social, para que os espíritas possam contribuir efetivamente para as resoluções dos graves problemas da atualidade. Alexandre. Eu pensei que seria Alessandra. OOK é? Vamos lá, eu estava aqui pensando primeiro, a gente tem que. Eu. Eu parece 1111 redundância, mas assim, primeiro a gente precisa conhecer o nosso material de pesquisa, o nosso universo de pesquisa precisa conhecer
espiritismo. Acho que OEEEE eu quero até. Me inspirar no próprio Herculano, que dizia que o grande problema do espírito era do espírito brasileiro é que as pessoas não conhecem o espiritismo. Esse para mim é o é o é o ponto crucial. O segundo é em uma vez, conhecendo ser menos arrogante, porque EEOOOO os o movimento espírita brasileiro. Ele é muito arrogante. Ele acha que. Por si só? Ele dá conta de resolver todas as questões sociais e de responder a todas as perguntas,
e a gente aprende. Isso no espiritismo? Olhe o palestrante pode até não saber, mas o espiritismo responde a todas as perguntas. E o espírito tem nem nenhuma filosofia, responde Marcelo Alessandra. A todas as perguntas, qual é a filosofia que as quantas todas as perguntas pega a filosofia? Responder perguntas ou criar perguntas para que a gente sabe para que a sociedade em conjunto encontre as soluções das respostas.
Então, e esse é um ponto. Outro ponto é uma vez conhecendo nós não teríamos medo de nos descaracterizarmos, porque se o espiritismo é isso, que que eles acabam pregoando. Essa Fortaleza toda com a ciência, não desmente, segundo muitos. Então porque esse medo tão grande de se descaracterizar? Se ele é isso mesmo, ele sobreviverá à ciência, ao tempo, e se ele não for realmente isso, ele não sobreviverá, porque nada nada sobrevive ao tempo, é o tempo. Ele se encarrega de ir colocando
as coisas em seu lugar. É assim que funciona e ele não vai deixar de fazer isso com o espiritismo, porque eu considero isso é importante. Porque a gente precisa entender. Que os espíritos que trazem suas comunicações e os grandes médiuns, eles não são critério de verdade e eles não falam em
nome do espiritismo. Então, enquanto eles houver essa ideia, existia essa ideia de que os grandes médios, os grandes espíritos, falam em nome da do espírito e criam um espiritismo paralelo ao espiritismo de Kardec, porque essa é a verdade. A gente vai encontrar em várias citações desses espíritos e desses métodos, coisas que vão de encontro a Kardec, que o povo que não estuda. Fica com os espíritos e não
conhece nem o que Kardec fala. Essa é a grande verdade, EEO outro ponto para mim que é crucial é quando isso vai chegar na ponta, digamos assim. Quando é que a gente vai conseguir transformar isso em política, em política, de aplicação social ou política social a partir de uma perspectiva filosófica, espírita e de um humanismo espírita? Quando a gente for, vai produzindo essas discussões e dela dessas discussões forem nascendo propostas pedagógicas.
Sabe que se possam colocar a partir de uma diagnose, os centros espíritas precisam ser aparelhados para que isso funcione. Sair de uma perspectiva heteronômma para uma perspectiva de construção de autonomia, sabe? É EE fazer com que os centros espíritas sejam centro da didiversidade cultural, social e política a partir de uma perspectiva pedagógica. Isso são todos, são todos. Eu acho que o meu livro novo, eu eu acabo falando muito sobre isso, porque para.
Poder a gente pensar numa teoria espírita sobre gênero, sexo. A gente precisa pensar o que é que existe dentro do espaço discutido, que não permite a construção dessa teoria. A dogmatização é é uma delas. A sacralização é outra coisa que inviabiliza. Qual é o diálogo que se produz na dogmatização? Alessandra, não há diálogo no processo dogmático, não é? E vejam só isso, é reverberado dentro da prática espírita, dentro do incêndio espírita,
porque é assim que funciona. Se você não concorda, você vai embora. É, é, não há diálogo, eu não. Eu não posso nem dizer assim, ó, mas eu não concordo e dizer o motivo da minha discorda, não. Você é tem 2 caminhos, ou concorda? Ou boa noite. Não precisa ficar aqui porque não funciona para quem discorda, então. EE para encerrar, para não ficar muito longo, a minha fala tem um processo dentro de tudo isso, dessa vivência da produção das autonomias e uma proposta
pedagógica que é a diagnose. Como é que funciona o diagnóstico? A diagnose é exatamente o contrário daquilo que é feito dentro do movimento espírita, né? Brasileiro, dentro espírita em brasileiro. Por quê? Porque a diagnose ela identifica os recursos humanos e, a partir disso, você monta a estrutura pedagógica, ou seja, um professor, e vocês são de sala de aula também.
Eu lhe passo, às vezes uma semana, 15 dias produzindo uma diagnóstico para ele saber que tipo de sala ele tem, qual é o nível da turma, que pontos ele precisa fortalecer? Que pontos ele não precisa isso às vezes muda até a perspectiva dele com relação ao currículo que ele precisa aplicar. É assim que funciona no espiritismo, não. É. É medicamente fechado. Eu quero fazer aqui porque eu sempre que falo nisso, eu nunca coloco para meu amigo Salomão que está aí, que o que fizeram
do esgh. É, é tudo o que eles precisavam para essa metodologia que tem como fim à reprodução do conteúdo. A gente precisa produzir conteúdo. Aí a pergunta é, como é que se produz conteúdo sem discordância? E para encerrar, é veja como pra mim, isso é uma coisa que fere muito. AAA. Estrutura, sabe da coisa. Quando a gente diz assim não, a gente não pode discordar, porque baixo padrão vibratório, o que que a gente diz com isso? Que nós somos imaturos?
Irracionais a ponto de ficar com raiva do coleguinha, porque ele não concorda com a gente. Isso é uma. Isso é uma, você assina a sua incompetência, a sua incapacidade de produzir um diálogo, porque as pessoas não conseguem discordar da ideia sem discordar da pessoa, porque eu posso discordar do Marcelo ou de Alessandro em qualquer ponto. Aqui o meu amor, o meu afeto, o meu carinho por eles, não vai
mudar por conta disso. Eu tenho certeza que o deles por mim também não porque faz parte do processo dialógico. A concordância e a discordância. Então eu acho que esses pontos. Precisam ser trabalhados e conjuntamente, eles funcionam no sentido de desdogmatizar o espiritismo e oferecer uma perspectiva mais cadaciana é EE que mais democrática e mais humanista. Com Marcelo primeiro lugar, Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, considera como um
desserviço, né, ao espiritismo? Eu penso sempre que isso é estrutural, né? Toda essa construção do espiritismo em solo brasileiro. Cujo livro que foi escrito lá na ditadura, na época de de Vargas, né, que que teve também essa pretensão? Eu vejo como um projeto, né?
Aquilo que eu falei no início da questão das escolhas, por isso que eu acho importante e necessário sempre historicizar contextualizar para que nós tenhamos a compreensão de que momentos isso aconteceu, o porquê que isso aconteceu, quem eram as pessoas envolvidas, então desde lá, a disputa da unificação do espiritismo. Na segunda gestão de Bezerra de Menezes, quando? Se definiu se optou, né?
Pelo crustanguismo crustanismo, como queira, ficou definido que o espiritismo brasileiro não permitiria a Liberdade de pensamento, né? A autonomia. Isso não seria possível. Isso que Alexandre está dizendo, o contraditório não vai ser possível que nós temos para dizer sobre o espírito espiritismo brasileiro. É isso. Terra do Cruzeiro, o Brasil vai salvar a humanidade. Inclusive, 11 pessoa que é da
área de história. Se pegar esse livro vai ver aberrações no final do livro se fala, eu estou falando especificamente do livro, porque ele retrata ele, enfatiza. Ele fortalece ele, promove é como é que eu posso dizer uma? Uma pauta, né? Que é. Legitima essa opção pelo espiritismo religioso dogmático e que existe a brasileiro. Então quando eu digo o quê? Brasil é o coração do mundo, é a pátria. Rogério, é é que no Brasil se plantou a árvore do Cruzeiro.
É o Brasil que vai se vir de exemplo para os demais. Isso empodera, não é? Nós somos espíritas e nós somos melhores do que as demais espiritualidades. As demais religiosidades. Ninguém vai nos contestar, tanto que é como você falou no início, Marcelo, o diálogo não é com esse machtre espírita. Ele fica. Ele é dificultado exatamente porque as pessoas não têm essa Liberdade de refletir, dizer não.
Concordo com isso. Eu discordo disso, que Kardec falou, tá certo, eu não vou simplesmente ler as obras de André Luiz Emmanuel e ter aquilo como verdade absoluta. Isso não é permitido, termina se transformando numa alienação pessoas. Pessoas alienadas, repetindo aqueles mesmos trechos dos livros psicografados, tendo os médios brasileiros como é, é exemplos de de pessoas magnânimas. Pessoas, como se diz, espíritos iluminados. Então, para mim, isso é um
projeto de poder. É um projeto para alienar massas não muito diferente do que se fez a igreja católica, né? Não muito diferente do que a gente já conhece na história do mundo, na história do Brasil. Então, pra mim isso é um projeto de poder, de calar as pessoas, tanto que os espíritas, que estão dialogando no campo progressista tentando trazer pautas femininas e feministas, com uma questão da descriminalização do aborto, como a questão da.
A sexualidade feminina, como a questão da comunidade LGBT, QIA mais questões sobre o ambiente. O planeta está morrendo? Nada disso se vê se houve no mainstream, espírita, porque associar essas questões sociais, essas questões do humano. Traz o espírita pro pé no chão, tira ele daquela aura do Divino, onde tudo que Deus quer né? Espere que Deus vai fazer por você, Deus é. É como é que diz?
Deus no comando, né todo tudo, Deus vai fazer por você, cruze os braços e agradeça então, quem se alinha com esse pensamento está bastante satisfeito. Está numa caixinha, né? Sem se permitir pensar, refletir EEE, romper com esses grilhões. Então, pra mim, isso é um projeto. É um projeto hegemônico de poder, ele está baseado como bem, escreveu o Nelson agora há pouco, em outras obras, né?
Nós tivemos um autor que foi presidente da federação espírita do Espírito Santo e depois se afastou desse mestre em espírita e escreveu um livro chamado conscientização espírita. Você já vem conhecer, já devem ter lido muitos dos companheiros que estão ao vivo conosco também, já acompanharam oi. É o jeito, Lacerda. Isso, gênio Lacerda da Silva, eu conheci o gênio. É em meados da década de 80, por correspondência. Ainda, né? Os mais novos não vão saber do que.
Nós estamos falando trocar cartas, né? Esperar uma semana para o correio trazer Boas Novas. Né? Tem até algumas músicas do cancioneiro da MPB que falam disso, né? Esperar por uma carta até o Chico Buarque trocava é correspondência com Francis hime naquele período duro dos anos de chumbo, né? Mas o que que eu estou dizendo?
O livro a caminho da luz, por exemplo, discografado pelo querido e doce Chico mais ditado AA regra de cabresto pelo padre Manuel da Nóbrega é uma afronta à história da humanidade. É uma validação de conceitos espúrios a respeito das leis que regem AA nossa vida enquanto espírito é totalmente contrário.
AA terceira parte do livro dos espíritos tá aqui na minha mão, na tradição do Herculano pires, que trata das leis Morais, das leis que se aplicam em todos os mundos, em todas as Vertentes, sejam elas encarnadas ou desencarnadas, né? Um outro livro, também horroroso, chama-se, chama-se o consolador, novamente assinado pelo padre.
E psicografado pelo doce Chico são obras que validam, por exemplo, a condição de subserviência da mulher que validam a opressão do trabalho que validam AAA luta pelo capital a qualquer preço que validam a meritocracia daqueles que podem, mais do que os outros, e não estabelece o princípio de isonomia, que é muito mais em relação ao princípio da igualdade. Nós já estamos nivelados pelas
leis divinas, né? Nós somos todos iguais, até certo ponto, a poesia da Constituição federal também diz, todos são iguais perante a lei, mas o que nós precisamos é de equidade é de isonomia, é de tratamento igual, mas respeitando-se a desigualdade dos diferentes e fazendo suprir essa condição de hipossuficiência para alcançar um patamar de nívelamento que possa lhe dar as mesmas
condições. Que o outro, mas aquinhoado mais inteligente, mais esperto, mais capaz perante as leis humanas, também é ter essa condição de equilíbrio. Meus amigos. Essa conversa vai longe a respeito das diferenças entre a proposta originária do espiritismo, que é conciliada com o humanismo e a proposta é da Caridade espírita que assumiu. É essa essa condição de protagonista e é entoada como um mantra, né? Aquele fora da Caridade não há salvação do evangelho, é interpretado de maneira
restritiva. A Caridade não está apenas no dado que lhe sobra. A Caridade é segundo Jesus de Nazaré, o óvulo da viúva, e é aquilo que nós podemos fazer além da mera disposição do mero gesto de dar o que para nós é supérfluo ou esteja sobrando. Aí nós temos uma pergunta do nosso colaborador que diz assim essa noção de Caridade assistencialista, essa noção de Caridade, que que estabelece regras, vou contar 11. Causo bem rapidinho.
Existia uma instituição espírita em que eu fazia palestras aos sábados à tarde. Aqui na grande Florianópolis, em que as pessoas que iam receber a cesta básica ou os donativos tinham que ficar do lado de dentro do centro, com a porta fechada, assistindo a palestra inteira recebendo o passe, sem saber muitas das vezes, o que que se tratava aquilo para depois ser encaminhadas para uma salinha onde iam receber os donativos, né? É o cabresto é a Caridade por cabresto. Então baseado nisso, nesse
pequeno recorte. Certeza com a vivência espírita de vocês, devem ter outros recortes acerca da interpretação reducionista da Caridade. Essa noção não reforça a ideia de que cada ser de cada espírito encarnado esteja no lugar que merece? Eu, né? Primeiro que a desigualdade social não é obra de Deus, não é. É obra do homem, já disse. Já disseram os espíritos a partir de Allan Kardec. É, eu vejo da seguinte forma. Vem novamente essa questão da
alienação. Pelo fato do espírito, vou falar do espírita brasileiro, do campo hegemônico. Pelo fato de não se permitir. Nos ambientes espíritas do maestre, em espírita. Diálogos acerca das questões sociais das desigualdades sociais compreendeu os conceitos do que do que se fala em capitalismo. É exploração do homem pelo homem, é jornada de trabalho insinuantes, concentração de renda. Todas essas temáticas que envolvem o social, elas não são fomentadas nos ambientes espíritos.
Então fica aquela aquele entendimento de que você hoje vive, né? Precisando da Caridade material no centro espírita, porque você foi uma pessoa rica no passado, numa outra encarnação e você não soube se utilizar daqueles recursos. E agora você veio como uma pessoa muito pobre, né? Para pagar os erros da sua vida passada, quando as causas das aflições, elas não não são. Necessariamente, exclusivamente do passado. Né? Então pra mim passa muito.
Marcelo, pela questão da do do conhecimento, né, de possibilitar que as pessoas tenham acesso a essas informações. Volto a falar na questão de um, isso é um projeto de não se abrir as casas espíritas para esse tipo de dinâmica. De não possibilitar que a comunidade assistida seja um integrante da casa espírita, como um trabalhador espírito. Quem é assistido não é o que doa, então, existe aí um recorte de classe.
Existe aquela pessoa que doa o espírita de classe média branco, existe aquela pessoa assistida que na maioria das vezes é pobre, periférica e preta. Então, a partir do momento que o espírita ele não tiver compreensão da sua missão. Na transformação da sociedade de que não é doando somente aquele pão e aquela cesta que a desigualdade social vai deixar de existir, mas que isso é estrutural.
Quando ele, enquanto ele não perceber que essa ordem social capitalista ela não vai contemplar uma sociedade igual. Na Na questão da equidade, né? Nesse campo que eu falo, enquanto não, se não, não se permitir isso nos ambientes espíritas, até porque a maioria de nós, brasileiros, lê pouco, não se interessa pela instrução, não se interessa pela leitura, né? Então, se isso não é fomentado.
Isso não gera questionamentos. Isso não vai gerar indagações, por que que eu não consegui me manter nas casas espíritas aqui na minha cidade? Eu vim como todos vocês, de do movimento espírita espírita tradicional. Voltei em 2014, que antes disso eu tinha poucas inserções. Voltei em 2014 pro centro espiritas, mas a partir de 2016, com o golpe jurídico parlamentar da presidenta Dilma, quando se
começou a confundir, né? Pensamentos progressistas no campo da questão social, pensamentos de de inserção, de inclusão social nos ambientes espíritos. Isso foi rotulado como esquerdismo, como comunismo. Eu compreendi que ali não era o meu lugar, porque eu não pude. Eu não podia questionar nada daquilo, por isso que eu insisto que é sempre um projeto para manter o status quo.
Então, se nós não avançarmos nessa perspectiva de uma divulgação de uma cultura espírita, é é voltada para o social de que a nossa missão, enquanto espiritas é desconstruir essa sociedade injusta. Essa sociedade desigual é trabalhar para 11 ordem social que possibilite que as pessoas sejam incluídas, que as pessoas tenham pão, tenham comida, tenham casa, que as pessoas tenham acesso a emprego, que as pessoas tenham educação. Isso é libertador. E os movimentos sociais estão
fazendo isso. Veja o movimento espírita como um movimento social. Não vejo o espiritismo como uma religião. O espiritismo é um movimento de transformação da sociedade. E sem que isso seja fomentado nos ambientes espíritas, sem que as pessoas tinham Liberdade para expressar isso, construindo soluções com os assistidos e não para os assistidos, chamá Los para dialogar, construir com eles propostas de é como é que a gente chama?
Eu não gosto muito da palavra empoderar é. É propostas para que as pessoas se esqueci o termo agora. Se se tornem independentes, né? É, é. É a questão da renda, principalmente, isso não vai acontecer. Então penso que esse trabalho que o que OECK faz esse trabalho que os coletivos espíritas estão fazendo, fomentando esse diálogo, trazendo as questões sociais para a pauta. Isso é fundamental para desconstruir esse projeto que vem sendo legitimado pelo
espiritismo hegemônico. Eu não me canso de me indignar, eu não canso de me indignar quando eu percebo, na maioria das vezes, os centros de espiritas não. Como é que eu digo, não permite o convívio do assistido com quem doa pode observar, principalmente nos centros, nos centros maiores, nos centros de periferia. Você ainda vê numa reunião, é, é, eles chamam reunião pública doutrinária, você ainda vê a comunidade ali participando?
Mas nos centros mais de elite, a comunidade não chega nem junto naquele dia da reunião um pouco. Isso me incomoda muito. É, então precisamos realmente pensar nessa nova humanidade, porque com esses conceitos, com esse pensamento hegemônico. É sendo fomentado muito mais do que o pensamento progressista. Eu não vejo muito caminho para avançarmos. Essa perspectiva da mudança. Não sei se eu consegui Marcelo contemplar isso que você perguntou. Conseguiu sim, Alexandre. É eu.
Eu estava aqui, eu. Só vim bebendo. É? Cara, eu quero começar com uma frase. Que é pra mim o suprassumo da crueldade. Que é assim, uma das maiores provas que um sujeito. Pode passar, é a Riqueza. Saca, você está na miséria e escutar isso de um palestrante, espírito, isso é de uma crueldade. Então, se isso é fato, doa tudo que tu tem e segue-me, sabe, não
é fato. Como é que você diz que a maior prova no universo de tanta desgraça, de tanta miséria é a Riqueza no país que é maioritariamente pobre? Isso é a. Isso é a prova daquilo que Alessandra estava falando, que as coisas que eu venho trazendo nos livros, que é a ideia. Da política, da não política. Porque quando eu falo de política de escola sem partido, eu, eu estou fazendo política. Quando eu digo que centro espírita não é lugar para discutir política, eu estou
fazendo política, não é? Eu, então, o grande problema é aqui, a política. Eu criei um termo. Eu cunhei um termo no meu primeiro livro e falo dele. O segundo, que é movimento espírita brasileiro, hegemônico federativo, institucionalizado. Quando eu, quando a pessoa leu isso pra mim, Alexandre não é muito não.
Eu disse, tu acha? Eu não acho não, porque aí a gente Cunha todo o pensamento espírita, porque e contempla os espiritismo tradicionais, porque ainda há uma diferença dentro desse universo, porque há aqueles que ainda aceitam dialogar, há aqueles que não querem dialogar e há aqueles que acreditam mesmo. A gente só vai ter jeito quando todo mundo foi espírita, meu amor. Isso é fato, as pessoas acreditam nisso, porque elas acreditam cega e piamente que o espiritismo é a terceira
revelação prometida. Porque elas acreditam piamente em livros como o Brasil e coração do mundo, pátria do evangelho. Então isso é um fato contra fatos, não há argumentos e perceba, eles são extremamente hegemônico e extremamente majoritários. Porque se uma live da gente tiver 500 visualizações e a gente já acha bom uma live inteira, eles têm 150000 visualizações. Então não dá nem para comparar o universo que eles conseguem fecundar com aquilo que a gente faz. Dizem que AA população
brasileira é 3% de espírito. Os progressistas são 0,01%. Nós somos minoria, isso é um fato. Então quando eu escuto essa isso e quando eu percebo as pessoas falarem que não é para fazer política no centro espírita, eu cheguei no centro espírita, né pra? Me. Permita um parêntese, fui falar sobre meu livro. Achei estranho porque era um centro. É tendencialmente, é, é. Bolsonarista. Eu não IA dizer não, mas é, é, é, é a verdade. E eu, quando me convidaram, eu
disse, será que sou eu mesmo? Não erraram meu nome, eu digo, tá bom, eu vou, vou falar sobre meu livro. Espírito de uma educação, gênero e sexualidade. Quando eu cheguei lá, eu disse, eu vou aí, fui olhar OOO quadro, lá estava meu, já tinham mudado o título. Era espiritismo, educação, gênero e espiritualidade trocaram sexualidade por espiritualidade, né? Já trocaram? Eu fiquei calado. O presidente começou a conversar com o melhor xambinha cá.
Você. Olhe, nós nos orgulhamos de na pandemia, não termos fechado nossas portas. Eu amo. Nós só fechamos por poder de decreto. Porque sem isso nós funcionamos, não se faz mais espírita como antigamente. Perceba o discurso, aí eu para importar a história, porque ela é um pouco longa. Eu disse assim, então quer dizer que se você está assintomático, vem para o centro e transmite
para 10 pessoas, 3 desencarnam? Não tem nenhuma responsabilidade porque você estava aqui no centro com o pinto, com o seu papel, né? Isso é uma coisa, e a segunda coisa é quando eu fui pra porque tem a preparação da preparação, né? Você entra numa salinha aí faz a preparação, pra depois ir pra não sei pra que tanta preparação, mas é assim que funciona. Quando eu fui entrar, mudar o cara que IA me dirigir, o cara disse assim, você sabe, Alexandre, você já foi aqui.
Eu disse, faz muito tempo, fiz um seminário há muito tempo atrás, ele disse, aqui não se fala em política. Outros aqui vocês não falam de vida. Porque falar de política é falar de vida, porque eu, eu, eu quis produzir essa esse discurso, peço desculpa por me alongar, mas a pergunta é. Todo lugar, esquece o espiritismo. Todo lugar onde não se discute a
realidade social concreta. Ele é produtor de alienação, não interessa se é o centro espírita, não interessa se é Oo centro social urbano, não interessa se é o partido de direita ou um partido de esquerda, lugar onde é regimento. Não se pessoas de convívio social onde você não para para discutir a realidade social
concreta. Qual é a realidade social concreta é aquela que a antropologia te mostra que a sociologia te mostra que os dados te mostram qual é a realidade concreta hoje do Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho é primeiro. Em assassinato de pessoas LGBTs, com ênfase nas pessoas também sexuais, a perspectiva de vida do brasileiro é de 7576 anos de uma pessoa trans é de 35. Se ela for preta, é de 32, é o quinto país de feminicídio no mundo. É o quarto país que mais mata
ativista ambiental. E é um dos países que mais se mata por arma de fogo no mundo. Essa é a realidade social concreta. Então a gente tem dados. Marcelo Alessandra para essa realidade social concreta. Então quando a gente não discute, é como se o espírita fosse a pá, sabe? Se fosse um apêndice da sociedade, ele não fosse ele não constituísse a própria sociedade, nós constituímos a sociedade, o espírita, né?
Talvez muitos vão ficar até chocados com o que eu vou dizer, mas o espírita tem CPF, título de eleitor. Ele vota, aperta a urninha lá e aperta OE, aperta o verdinho, ele vota e aí, vejam só porque isso é importante. Ah, porque é importante, porque nós elegemos 111 presidente progressista e um Congresso nazcista. Fruto, sabe de quê? Dessa alienação dogmatizada e da proibição das discussões que são o projeto de poder. Isso é fato que tem como objetivo a manutenção do status
quo. É só isso? Marcelo não é nada mais do que isso. Para encerrar minha fala, eu queria responder a Salomão, que que ele diz assim, Alexandre, não é melhor criar uma sigla para o para? Não? Eu não quis criar sigla e vou te dizer por quê, porque era para incomodar mesmo. As pessoas lerem, está lá por extensa. Ele que fique cansativo, mas para pessoas entenderem do que aquilo se trata e se eu fosse criar fila, aí não IA ficar tão, tão, tão patente como é quando
lê é é, eu acho que foi. Eu acho que até foi uma coisa que a Alessandra me disse, quando ela leu meu livro, ô Alexandre, porque tu não coloca a sigla, né? Tu me falou isso, acho que ela não falou isso e eu disse, não, não vou optar não, porque eu não Mato, mas entoxico deixa a galera ler e se sentir incomodado com o que está lendo, então é por isso que eu não cria siglas, sendo bem honesto, esse é o objetivo e não penso em criar, é pra gente falar por
extenso, porque a realidade. Ela não é minimizada, a dor não é minimizada e eu falo isso, sabe, Marcelo? Porque como um bom pedagogo, freiano, o que me move para estar aqui é a indignação, é a indignação com essas injustiças. Eu vi sempre espírito que o pessoal da sopa tinha que lavar o caldeirão para não ganhava. Tinha que fazer campanha do quilo, se não, não recebia. Eu vi isso.
Ninguém me contou, não. Ou você, eu vi foi uma mulher evangélica chegar pra mim e dizer assim, meu filho, venha cá, eu vim buscar a cesta básica, é a sopa, mas eu estou com muito medo. Eu digo o que é, se o pastor me ver aqui, ele me expulsa da igreja. Ela me disse isso, e quantas mães vão em busca daquele demitido porque estão precisando do mesmo daquilo e se submetem a essas agressões porque são agressão a intimidade do outro. Então, qual é a humanidade que existe?
Qual é o processo humanista que existe na opressão? Porque isso não deixa de ser uma opressão, então nenhum processo humanista se dá a partir da imposição. O espiritismo, ele não é impositivo. Ele é explanativo, ele te dá a possibilidade de perceber e de seguir ou não sabe, isso são coisas que a gente precisa
respeitar. Eu estava me lembrando aqui, sabe, Alessandra e Alexandre. De um, de uma ideia que foi exposada pelo nosso querido e saudoso Jaci Régis, que vocês citaram inicialmente, nosso jornalista e psicólogo erradicado em Santos, mas nascido aqui em Santa Catarina, na cidade de Itajaí. O Jaci, no início desse século. Lá pelo início dos anos 2000, propôs a um auditório a um
colegiado altamente qualificado. Que nós nos assumíssemos de uma maneira diferente, uma nomenclatura diferente, porque justamente por esses fatos que vocês acabaram de relatar, nós não nos identificamos nem com a teoria nem com a práxis do espiritismo religioso brasileiro. Não obstante, eu e vocês e aqueles que participam das nossas atividades do ECK termos muito. Muitos amigos que estão neste movimento religioso e na medida
do possível. Nos respeitarmos, dialogarmos e até mesmo nos abraçarmos quando encontramos em qualquer ambiente que não seja um ambiente progressista. Essa semana, inclusive, eu fui na farmácia, encontrei um longo, um velho amigo do chamado espiritismo religioso. Foi lá e dei um abraço forte, fraterno, afetuoso, porque foi uma pessoa que sempre me respeitou.
Mesmo eu tendo vários posicionamentos distantes daquele que era pregado na instituição, onde ele faz parte do corpo diretivo como vice-presidente. O Jaci que eu lembrei há pouco, propôs Alexandre e Alessandra, que nós nos identificássemos como doutrina kardecista. Porque nós não cabemos nesse balaio, que é o espiritismo brasileiro. Ah, tem diferenças, né?
O espiritismo, federado não federado, o espiritismo em São Paulo, por exemplo, tem 4, é grandes instituições congregadoras em muitos estados, como o Ceará. Nós temos uma federação espírita e uma união das sociedades espíritas. Então nós deveríamos nos
identificar. Com essa nomenclatura diferente, para que nós pudéssemos falar a mesma língua e não sermos confundidos, ou as pessoas não ficassem perplexas quando nós disséssemos alguma informação que não está nas obras da mídia, unidade brasileira que não está nas regras estabelecidas pela federação hierárquica e verticalmente.
Perdemos essa chance, perdemos essa oportunidade muito tempo depois, surgiram os coletivos espíritas, como ágora, como esse EK, que fazem um trabalho diferente, que propõem temas, discussões e atividades que são distintas dessa visão padrão de um espiritismo conversionista, salvacionista e que define como deva ser o comportamento dentro e fora das casas espíritas de parte. Indivíduos, essa é a maior
agressão. Identificar o espírita como aquele boneco que ocupa um determinado espaço bem definido e também que assume uma vestimenta físico, espiritual dentro de um determinado modelo padrão. Isso nos incomoda muitíssimo. Veja Alexandre e Alexandra, nós estamos aí com 1 hora e 20 já de live e nós estamos caminhando aí para a parte final. Do dos nossos debates, dizendo que efetivamente esse tema, com todos os outros que desfilam
aqui nos embalos do ECK. Não se esgota e nós teremos que reaviválo em uma outra oportunidade, dada a sua importância. Então agora eu vou fazer uma pergunta para 1 e 1 pergunta para outro diferente, mas se algum de vocês quiser complementar, dar um pitaco na resposta do outro, fique à vontade, porque aqui nós não somos hegemônicos, nós não somos institucionalizados, nós não temos nenhuma regra hierárquica verticalizada. Nós primamos pela dialógica e pela dialética, sempre podemos.
Acordava discordância é da ordem das ideias, é da ordem da lógica e até podemos dizer, é compatível com o nível de cada um na chamada escala espírita, que está em um livro dos espíritos que estão 100 e seguintes dessa obra sensacional inicial do espiritismo. Vamos fazer 2 perguntas sobre problemas sociais muito marcantes aqui, hoje em dia, no Brasil e em outras partes do mundo também. Porque faz parte da natureza provacional e expiacional do mundo em que nós nos encontramos.
Alexandre, vamos falar do desemprego, que é um. Fantasma na vida de todos nós, né? Sejamos nós vinculados a qualquer profissão, a qualquer área de atividade, ao segmento privado, ao segmento público, nós podemos nos ver em desemprego. Então eu te perguntaria a falta de emprego é uma prova individual ou uma prova coletiva? O bom é possível? Só fazer pergunta fácil, eu? Eu acho que é tão simples responder isso. Eu. Eu acho que a primeira. Coisa que a gente precisa fazer aqui.
Marcelo é. Alessandra, minhas amigas, meus amigos, é discutir. Como a gente vai falar de uma realidade social sem falar do capitalismo, do neoliberalismo? Eu. Eu vi é nas redes sociais pessoas fazerem trabalho pra defender a meritocracia e o capitalismo. Encontrar em Kardec eu não sei como é essa magia, essa sabe como é que eu chamo isso? É, é surreal, mas mas vai encontrar capitalismo Kardec e defender o livre comércio. Ai, meu amigo, falta ar porque é muito você. Não, não, não.
Coaduna, sabe? É a mesma coisa que você diz assim, amar é sem o teu Deus de todo o teu corpo, de toda a tua alma, do teu, de teu entendimento. Mas bandido bom é bandido morto num. Num, num dá pra você conjugar. Na mesma frase é a mesma coisa, então todos os problemas da sociedade EE é essa a minha, a minha indignação com essa, com esse conceito de reforma íntima, que, de tão íntimo, ele se transformou, egoísta, porque se eu conseguir minha reforma, eu não quero nem saber se
Alessandra conseguiu dar. Agora, Brás, quem problema é teu. Não estou nem a Lagoa, estou em Pernambuco. Vocês aí que resolvam aí ó, essa Brás que não tem nada a ver com isso. Não, eu não sei nem o que essa algema. Percebe porque não é problema teu, só é problema teu quando toca na tua ferida ou naqueles que estão próximos a você. Então todos os problemas sociais, ele parte do pressuposto da coletividade e nós vamos vivenciálos. Obviamente que de forma individual.
Isso aí é um fato, porque AO meu desemprego não vai ferir tua opulência. Do ponto de vista prático, né? Mas a gente precisa entender que para que exista um milionário. É necessário que existam muitos famintos. Então a gente pode falar aqui no que fala. É? Foucault, quando ele fala em corpos dóceis, a gente tem tem 11. Conceito importante que é de um cara que eu gosto muito, signo Bauman. Quando ele fala de lixo humano, porque o capitalismo é uma fábrica de moer pessoas de moer
vidas. Então quando não tem mais nada para moer, que ele transforme em lixo, aí o que é que ele faz? Ele muda, ACLT, dizendo às pessoas que está fazendo o bem para gerar emprego. E aí aquelas pessoas que iam se aposentar com 65, vão se aposentar com 78? Quanto a perspectiva de vida é de 75. Então Como Ele É espiritualista e defende essa política, ele vai trabalhar 2 encarnações, mas só tem direito a uma aposentadoria. Ele não vai ter direito a 2, não é?
A cada 2 encarnações, ou 31 aposentadoria. E o cara acredita nessa falácia. Isso é o que mais dói, sabe? Oo que mais dói em mim é você defender argumentos falaciosos. Sem nenhum tipo, sabe, de contraponto, que seja pelo menos coerente com a realidade. E é isso que eu falei. A gente não disputa a realidade social. A gente produz alienação. Então qual é a alienação que é produzida? É de acreditar em tudo aquilo
que a mídia fala. Isso é uma alienação que coloca e eu defendo no livro novo, eu trago um conceito da judique Butler, que também focou, acaba tratando de alguma forma, que é o conceito de solidariedade social. O Freire também fala nesse conceito? Sartre fala um pouquinho o conceito de solidariedade
social. Para mim ele é muito mais justo do que essa Caridade assistencialista que a gente se especializou nela e quero deixar evidente que eu não sou contra o conceito de Caridade. Eu sou contra a forma que Ela Foi. Modificada e trabalhada dentro do movimento espírita brasileiro, percebe o espírito em brasileiro. Ele, ele, ele muda o conceito para adequar o conceito a ele. Ele não se muda para o conceito.
Isso é uma coisa. Sabe, é legislar em causa própria, então a Caridade assistencialista não me contempla e eu digo a vocês que eu vi muito mais espiritualidade em Butler quando ela fala de solidariedade social, mesmo ela sendo niilista. Ateia do que em muita, mas muito, muito, muita literatura mediúnica, o que é de uma é, é de uma ideia de Caridade individualista. Egoísta. Sabe e não coletiva, e não
social. Aí pra encerrar essa, essa, essa pergunta é, eu penso assim, qual é o processo de humanismo que se dá a partir do indivíduo sozinho? Qual é o processo pedagógico que se dá a partir do indivíduo sozinho? Como é que a gente cresce trancado numa sala? O mito da caverna é um mito, não é uma verdade, é um mito. Percebe? Então a gente não cresce isolado numa caverna, a gente precisa ver as sombras. A gente precisa ver a luz. A gente precisa ver o aí. A gente precisa amadurecer.
Marcelo, se você chegasse pra mim agora, disse Alexandre. Já aconteceu comigo, em várias Lives, as pessoas, elas chegam, eu não concordo com você, o que massa me dá a possibilidade de perceber uma outro caminho que eu não tinha e qual o problema disso? Então a pergunta é, como é que a gente vai produzir? É? Algum tipo de pensamento social, sem discussão, sem dialética, sem a produção. Uma coisa que me assusta e eu comentei isso com Alessandro um dia.
É que, por exemplo, pra gente falar sobre certos temas a partir do espiritismo é difícil, porque porque nem nomenclatura às vezes a gente tem, a gente não tem conceito definido a partir da gente mesmo para poder falar sobre aquilo, a gente tem que criar neologistas para poder dizer aquilo que a gente pensa. A partir dessa perspectiva de troca de partilha com as ciências humanas, porque a gente parou no tempo. A prova que a gente parou no tempo é 1866.
Primeira é primeiro artigo, a mulher tem alma. Kardec diz, assim, que a igualdade de direitos entre os homens e a mulher deveria ser uma ação natural do homem do ser humano, né, que entende a solidariedade. Mas ele diz que como isso é fato e o homem é egoísta, ele faz o que ele faz. A utilização da força do fato quanto sobre o fraco, e ele oprime a mulher. É assim que Kardec diz lá, ou seja, para o século 19.
Para 1866, o pensamento vanguardista, eu quero fazer só uma pergunta, o que é que a gente fez desse pensamento? Em que ponto a gente utilizou ele como uma perspectiva de vanguarda? Quando foi que nós aprofundamos o direito da mulher? Quando foi que uma mulher foi presidente da FEB? Não é, não foi e não vai ser nem tão cedo porque a estrutura não permite que seja. Então, quando eu vejo pessoas, mulheres como Isabel Guimarães, Ana Claudia laringo, Alessandra Buarque.
Né? Pessoas que têm coisas para falar, sabe, e que, que e que precisam desse espaço que está sendo dado para que a gente possa trazer a mulher para o centro da discussão, porque eu estou falando disso. Porque a gente? Precisa da palavra que você estava procurando. Alessandra era protagonismo. A palavra que você estava procurando. Não é fazer espiritismo para a Juventude, mas com a Juventude não é fazer espiritismo para a mulher, mas cônjuge, mulheres
sabe, né? A gente não precisa que eu não preciso falar pra por Alessandra, ela tem boca é articulada, é superinteligente. Ela nem fala, mas não é assim que a gente vê. E por. Quis falar disso. Porque para falar de desemprego. A gente tem falado, mãe. Solo no Brasil é essa? A gente tem que falar de mãe, solo, a gente tem que falar de
feminicídio. Tem, tem várias conversas que vem antes da da, dessa questão do desemprego, mas que para mim são a mesma coisa, porque para mim o desemprego é só 11111. Provocação para a gente falar de todas as questões sociais que invalidam a humanização das pessoas e desumanizam as pessoas, coisificam as pessoas e o centro espírita coisifica também senha, um passe, senha, 2 passe sem a um não tem nome, não. Meu nome é Alexandre Júnior.
Eu não sou feia, não devia ser, não queria ser representado por um número. Eu quero ser representado pelo meu nome, ganhar minha identidade e a gente coisifica as pessoas também. Isso é só um exemplo simples de. É, acho que eu acabei me estendendo demais. Peço perdão por isso. É isso? É também a questão de você ter tanto na esfera pública quanto na esfera privada. Semana retrasada sairam números
sobre isso no governo federal. Mulheres que fazem as mesmas atividades que homens e que recebem remuneração inferior ou que não recebem determinadas, é gratificações. Determinados chefias não ascendem nas suas organizações pelo fato de serem mulheres. Há exceções, sim. O número de mulheres ocupando cargos importantes na esfera privada e na esfera pública tem aumentado, sim, mas ainda vivemos uma situação de profunda desigualdade.
E ele citado por você, Bauman, toca nessas questões também nessa obra e é importante que nós, escrita, saímos do nosso casulo para conhecer também o que filósofos, o que sociólogos, o que pensadores, cientistas sociais falam que são muito, muito similares à proposta espírita contida nas obras de Allan Kardec. Alexandra, assim como eu, tratei de desemprego para o Alexandre, vou te trazer um outro tema. Facilzinho, como o Alexandre disse, né? Que aqui tudo é fácil, tudo é simples.
Nascer em um país desenvolvido num país rico, num país que está no centro do do mundo, né? Países de primeiro mundo é ou não uma questão de merecimento espiritual? Bem fácil, né, Alexandre? Já foi mais fácil do que a sua essa. Agora eu parei. Não sei, merecimento eu eu penso o seguinte, eu penso, e o que a gente vem aprendendo, né? Com espiritismo, é a questão do progresso, né? Você progride.
Encarnado e na erraticidade. Então, a partir do que você é, acumula de memória, das vivências que você passa. Vai definir os lugares onde você vai existir. Eu penso que esteja dessa forma, uma vez que não há o determinismo, anão ser o determinismo natural. Não é que nós todos estamos sujeitos AA, as leis naturais EE causa efeito no sentido de que todo todo o efeito tem uma causa. Vamos lá pensar nos países
desenvolvidos. Se eu, se eu encarnar, por exemplo, no na nata do Império dos Estados Unidos, eu não terei saúde pública. Porque nos Estados Unidos a saúde não é pública, você precisa pagar Por Ela. Diferentemente do Brasil, onde nós temos um sistema único de saúde, então, nesse campo, esse país evoluído, ele não irá me proporcionar o atendimento básico de saúde que eu irei necessitar. Se eu encarnar, por exemplo, na Dinamarca, na Noruega, eu terei, em função das políticas, né?
De estado naqueles países, acesso à saúde pública e educação de primeira qualidade. Aí eu pergunto, por que que eu, Alessandra seria mais especial que Alexandre? No campo das oportunidades, para. É encarnar na Dinamarca e Alexandre no Brasil. Eu penso que é. É oportunidade de crescimento e de evolução e de progresso para cada um. Eu não vejo como. É merecimento, não. Eu vejo como uma Conquista. Do ser é que se propõe. A crescer, a estudar a. Vencer as suas limitações, Bush.
Buscar aquilo que ele não conhece, fomentar o desenvolvimento do coletivo. Agir no campo é do social, favorecendo a transformação da sociedade, transformando as estruturas sociais. Então, eu penso que é mais uma Conquista do que o merecimento. O meu caminhar nessa encarnação, e outra, ele vai me proporcionar. Ele vai me permitir conquistas. Proporcionais a mim. Inserção. Na missão para que eu vi pela
qual eu vi aqui desenvolver. Então eu penso muito mais, não No No meritocracia, né, mas que as oportunidades elas sejam. É, estejam disponíveis a todos e a todas e a todos, para que eu possa desenvolver o potencial que eu trago aqui dentro de mim. E a partir disso, conquistar e desenvolver minhas habilidades e minhas é. Especificidades, enfim, eu não acho que seja merecimento no sentido da concessão.
Merecimento. Ele pode ser visto Na Na no sentido da Conquista, porque eu não acredito muito nesse termo concessão na minha, na minha compreensão de vida, é o que se tem, é conquistado e não concedido. Então, se eu for analisar que seria um merecimento, para mim é encarnar na Noruega, onde e ou na Dinamarca, né? Onde o índice desenvolvimento humano é bem alto ou ou em carnar na Índia, aí seria uma concessão por algum privilégio.
Né? Por algo que eu que eu seja merecedor, diferente do outro, que deveria ter as mesmas possibilidades e oportunidades. Então não no mérito, na questão do merecimento por concessão, não. Talvez na questão do merecimento pela pela Conquista minha junto ao coletivo, aí sim, poderia ser nesse sentido, mas não no sentido da concessão. Essa não é a pergunta fácil não,
viu Marcelo? Fica aí, é, é, é, eu gostaria de destacar essa coisa da concessão e da Conquista, porque o ser humano tem muito aquilo de que tudo o que nós temos foi concedido. Os direitos trabalhistas no Brasil foram concedidos pelo Vargas, né? Getúlio Vargas foi muito bonzinho e concedeu os direitos trabalhistas. Aí vem um outro muito bonzinho,
concede. O direito à proteção social da Constituição de 88, e nós sabemos que foi uma correlação de forças que alguns precisaram avançar, outros tiveram que recuar. Isso foi um pacto. Social, enfim, eu sou eu sou um pouco destoante dessa coisa da concessão. Tudo pra mim é fruto de luta, seja a luta pessoal, seja luta coletiva, seja disponibilidade para desconstruir. É estruturas que engessam, que matam, que oprimem, estão na minha caminhada.
Eu aprendi que não existem concessões, mas conquistas, então. Encarnar num país desenvolvido, que não seja esse desenvolvido do imperialismo estadunidense, porque aí eu seria expulsa do hospital, como aconteceu com uma senhora que foi jogada, né? No chão, lá o relento, porque não tinha dinheiro para pagar a despesa hospitalar. Eu não vejo não como merecimento no sentido da concessão. Talvez eu tenha sido repetitiva, mas é mais para. Para reforçar essa questão da concessão e da Conquista.
Você só. Primeiro, que é primeiro que não existe pergunta do de 1000000, como Alexandre disse, também não existe resposta absolutamente certa, porque nós não estamos a Rai em nenhum problema de auditório que concede aí essas benesses e esses prêmios já. Estamos. Já IA pedir o meu, ó, eu já IA pedir o meu.
Prémio. Promover um debate Franco, iniciar ou continuar o debate sem nunca fechar questão, porque precisamos sempre deixar as questões abertas para que nessa diversidade uma peça se junte a outra e nós possamos, com essa visão plural, compreendermos melhor os temas, entendemos melhor as situações, evoluirmos o nosso pensar e fazermos o
pensar do outro também. Evoluir como você falou agora, Alessandra, eu sou obrigado AA chamar atenção para isso, porque durante o primeiro semestre desse ano, lá no doutorado, nós estudamos as teorias econômicas e aí tudo, tudo mesmo nesse mundo, desde que o mundo é mundo, se baseia em luta de
classes. Isso precisa ser enaltecido sempre e o velho Marx, nesse sentido, tinha muita razão porque tudo se resolve, tudo se consolida, tudo se transforma por meio de uma revolução que não quer dizer ser uma. Revolução de armas, uma revolução de guerra. Uma revolução de violência, mas uma revolução na transformação da visão que muitos têm a respeito das coisas como elas funcionam dando um outro padrão de entendimento e fazendo a roda
do progresso sempre girar. Meus amigos, nós estamos chegando ao final de mais uma live do ECKA segunda noite do nosso quinto fórum do livre pensar, espital Lipe. E aí, né, com? Ainda há pouco te pediram Alexandre, uma sigla para essa tua conceituação do nosso médico. Que também é uma sigla, né? Movimento espírita brasileiro meb é ampliando aí essa, essa conceituação à base de uma sigla.
Devemos lembrar que os movimentos sociais, os movimentos associativos e o próprio movimento espírita. Como filho disso é pródigo na sopa de letrinhas, né? Tem sigla para tudo. OSK tem sigla. O lip tem sigla, né? E nós vamos trabalhando assim, mas sempre no sentido de esclarecer. Quando é possível colocar uma sigla para favorecer a
compreensão? Ótimo, mas no seu caso, na sua definição mais ampla do mebi do movimento espírita brasileiro, é crucial colocar os pingos nos IS, identificar cada uma das categorias existentes nesse cenário e nesse contexto, para que tudo seja explicado com base na razão, na lógica, mas sem perder jamais a ternura. Alexandre espaço aí para tuas considerações finais antes que a gente encerre depois Alessandro. Esse. Quero agradecer aí pelo convite e pela confiança, pela parceria. Eu acho que.
Esse k é é um espaço democrático, é onde eu gosto de estar nos lugares onde a gente se sente à vontade para poder falar, não é isso é importante. Quer deixar aqui também? Quem tiver interesse nos meus livros, eles. Estão na Amazon. E também basta me procurar aí nas redes sociais e me achar, porque nesse caso, eu sou da editora, entendeu? É, é, é tudo, é tudo conosco mesmo. E eu não. Assim, as os convites que eu tive de editora era para 2 casos, para. Mudar a essência.
Dos livros eu não quis. Eu não topei essa parada não de doar os direitos autorais para o pessoal fazer esse o que quisessem da obra. Eu. Eu acho que eu sou um filho, um pai que a ainda quer o espírito debaixo das asas. Aí não topei não nessa parada. Por isso que eu faço assim, de forma independente, pelo menos até hoje. Então, gratidão. Vida longa ao ao esse k vida longa olipe vida longa a toda toda iniciativa que tenha como objetivo a discussão.
Debate, né? Na no, no sentido de de produzir conteúdo e de respeito à diversidade, isso é imperativo. E imperioso, e para mim é. São coisas que não se negocia, a democracia e, em certos pontos, ela é inegociável. O direito à vida é inegociável? Sabe a é o direito da mulher, é uma coisa inegociável, o direito da população LGBT é inegociável. O direito das pessoas pretas são inegociáveis. A gente não, não é nesse ponto. A gente precisa realmente
radicalizar. Então não há nenhum conceito espiritual ou espiritualista que atenue o direito do outro à vida ou direito de viver com dignidade, sabe? Então, isso é uma coisa que para a gente não negocia. E eu vivo em função dessa indignação, né? Sabia, respeitosa. Mas com toda a desigualdade, com toda injustiça social, é por isso que a gente está aqui e é por isso que a gente trabalha. Gratidão é a palavra de ordem. Para mim é uma honra dividir esse espaço.
Com dona Alessandra? Araújo, né? Ele é potente, de muito conteúdo, não é sempre trazendo as coisas de forma pertinente e para mim é uma honra estar por aqui, gratidão e até uma próxima oportunidade. Boa noite a todas. Obrigado a Marcelo. Obrigada, Ricardo Nelson, Cláudia, Julia. Todas essas pessoas que estão aí fazendo o trabalho do SK acontecer. Interessante que, como eu disse no início, eu me vi assistindo Lipe, eu não me lembro que ano
foi. Foi 2018 presencial e hoje estou aqui, então quero agradecer muito a vocês o convite, a confiança, principalmente, né, em trazer pessoas para falar de temas tão complexos, né? Tão tão necessitados de estudo e de pesquisa. Quero dizer que para mim é é muito. Gratificante, porque, como vocês bem sabem, e Alexandre sempre destaca. As mulheres, elas não têm o espaço. Devido adequado, aberto as pautas femininas e feministas, elas ainda têm, elas ainda são apagadas, invisibilizadas.
Então, convidar uma mulher, né? Para debater com Alexandre, né, que tem mais anos de vivência espírita do que de idade? Marcelo, que também tem uma experiência assim que é, é um professor, né? São mestres para mim, eu estou aprendendo as. As vezes eu digo assim, mas eu vou dar a minha cara a tapa no meio desse pessoal. Sabe tanto de tanta coisa, e eu estou tão no início, mas eu vou, porque o espaço feminino ele é tão pequeno, é tão curto, tão
pouco que a gente termina, né? Como diz a história, dando a cara para bater, então eu agradeço muito a confiança, a oportunidade e a possibilidade de estar aqui participando desse evento tão caro para o para OECK, né? Então, muito obrigado pelo convite, Alexandre parceirão, né, a gente? Dialoga, sempre trabalha junto,
então muito obrigada ao SKE. Todas as pautas que Alexandre falou, aí eu assino embaixo, então vamos juntos e juntas e juntos fazer essa transformação das estruturas sociais, dessa ordem social capitalista, buscando uma sociedade que se ame, uma sociedade fraterna, solidária e que isso seja fomentado nos ambientes espíritas. Boa noite e até uma próxima. Só 11 detalhe que não pode passar desapercebido, né Alexandre?
A Alessandra tem tanto ou mais tempo de espiritismo como nós, porque ela já era espírita antes de ser espírita efetivamente e porque ela já era progressista como nós, ocupando espaços ainda reacionários, tradicionais conservadores, porque isso não se forja de 1 dia para o outro. Isso não se encontra numa prateleira de supermercado. E isso não é algo que desperta num momento específico. É uma sucessão de dias de noites de muita reflexão e de muita ação. Então, para nós, 2 CK é uma honra.
Nós acompanhamos o ágora, nós nos identificamos com ágora, nós acompanhamos o ovnesp, nos identificamos com o ovnesp e com todas as outras iniciativas, mesmo aquelas ressaltadas pelo Alexandre no início e que têm. Mais um debate acirrado no campo político ou No No campo ideológico do convencionismo. Do que efetivamente uma proposta social aglutinadora, mas mesmo assim, nós temos material, nós temos espaço e nós temos a oportunidade de dialogar. Onde fecharem?
Ao a ponte do diálogo nós não poderemos atravessar, mas onde ela estiver disponível do ECK para os outros e dos outros para OECK, nós vamos estar sempre abertos, inclusive com menstra espírita. Já trouxemos aqui representantes do menstream espírita para trabalhar radiallet que é a dialógica naquilo que é possível, onde não é possível conciliar que cada um fique com a sua consciência como sentença e que cada um faça o melhor que esteja ao seu alcance.
Em nome do Ecko, agradecimento a Alessandra Araújo ou. A Alessandra Buarque, como está na sua? Marcação ao Alexandre Júnior, pela carinhosa aceitação do nosso convite, pelo brilhantismo das vossas participações na noite de hoje, peço que aguardem um pouquinho lá na sala do chá que nós vamos partir para o encerramento de mais esse evento
festivo no ECK. Obrigado. Pois bem, gente, estamos chegando à segunda noite do quinto fórum do livro pensar espírita e já estamos convidando está passando aí no nosso banner para a terceira noite, que será
amanhã. Um tema também importante, um tema que não alcança apenas quem trabalha com arte espírita ou trabalha com música espírita, mas atende a todos nós, porque a música é um veículo de sensibilidade, um veículo de comunicação, um veículo de ideologia no sentido positivo da palavra e que precisa do nosso compromisso de aproveitar todas as Vertentes. Existentes na comunicação espírita para alcançarmos mais consciências e mais corações.
Tenho certeza que vocês que nos acompanham vão gostar da abordagem porque traremos 2 especialistas de músicas espírita. Para debater essa temática tão importante, vamos encerrar com a fala do nosso codificador em um livro dos médiuns. Capítulo 29, onde Kardec trata das reuniões e das sociedades espíritas no item 350, o codificador, assim expressou, se o espiritismo, conforme foi anunciado, tem que determinar a transformação da humanidade.
Claro que é esse efeito. Ele só poderá produzir melhorando as massas, o que se verificará gradualmente, pouco a pouco, em consequência do aperfeiçoamento dos indivíduos que importa a nós crer na existência dos espíritos, se essa crença não faz aquele que a tem se torne melhor, mais benigno e indulgente para com os seus semelhantes? Mais humilde e paciente na adversidade, que serve ao
avarento ser espírita. Se continua avarento ao orgulhoso, se conserva cheio de si ao invejoso, se permanece dominado pela inveja. Assim poderiam todos os homens acreditar nas manifestações dos espíritos e a humanidade que daria, ainda estacionária essa estrada pela qual temos procurado, com esforço, fazer que o espiritismo enverede a Bandeira que defraudamos bem alto é a do espiritismo
humanitário. Em torno da qual já temos a aventura de ver em todas as partes do Globo, congregados tantos homens por empreenderem e compreenderem que aí está a âncora da salvação, não a salvação religiosa, mas a salvação da transformação individual e coletiva, a salvaguarda da ordem pública, o sinal de uma Nova Era para a humanidade e o codificador. Assim termina, convidamos, pois todos os espíritas e todas as sociedades espíritas a colocar.
E colaborar nessa grande obra que de um extremo ao outro do mundo se estendam fraternalmente as mãos e eis que terão colhido e recolhido o mal e intensificáveis malhas assim. Encerramos mais esse lip mais a segunda noite de atividades de debates, convidando você para estar connosco amanhã, na terceira noite do quinto fórum do livro pensar espírita e se
puder. Divulgue essa live nos seus grupos, nos seus conglomerados espíritas, as instituições em que você participa, para que as sementinhas possam ser plantadas e elas produzirão frutos a 100 por um. Como disse o inesquecível homem de Nazaré, um abraço, uma excelente noite para todos e que nós possamos estar juntos em outras oportunidades aqui no espiritismo com Kardec. Tchau.
