Um grande amor só é bem grande se for triste [Ep72] - podcast episode cover

Um grande amor só é bem grande se for triste [Ep72]

May 11, 20251 hr 49 minSeason 17Ep. 72
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Episode description

Pois é a hora da sétima Live de 2025, neste 10 de maio, os "Embalos de Sábado à Noite", uma iniciativa do coletivo "Espiritismo COM Kardec - ECK". Estarão, com Marcelo Henrique (SC), que faz a moderação, Maria Cristina Rivé (RS) e Martha Novis (RJ), para tratarmos de um tema poético: "Um grande amor só é bem grande se for triste".Porque a Arte - desta vez musical e poética, porque remete à letra da canção de Tom Jobim e Vinícius de Moraes - "Eu não existo sem você" (1969) - é uma constante aqui no ECK, porque entendemos que ela integra a Espiritualidade e abre, ao Espírito, muitas perspectivas de autoconhecimento e progresso.Vez por outra, trazemos para nossa "bancada" temáticas relacionadas ao (bem) viver, para falar da realidade da vida material, com alegrias e tristezas, sucessos e fracassos, entusiasmos e decepções, assim como a infinidade de sentimentos que pertencem aos Espíritos em caminhada.Para introduzir o tema é necessário, fazemos algumas indagações:•⁠ ⁠Os "grandes amores" têm de ser, necessariamente, tristes?•⁠ ⁠O que simboliza a tristeza presente na poesia?•⁠ ⁠A poesia, assim como outros gêneros literários, podem descrever situações da vida, felizes ou tristes. Mas porque as histórias tristes têm mais "pegada"?•⁠ ⁠Se "viver sem ter amor não é viver", de que amor se fala?•⁠ ⁠Por que muitas pessoas seguem suas vidas, quase sempre, lamentando o que passou, como se só olhassem pra trás?•⁠ ⁠Considerando os relacionamentos humanos como decisões espirituais, é possível, como diz o título da canção, não (conseguir) existir (sobreviver) sem alguém?Eis as provocações que fazemos para Estes apontamentos dão a "largada" para o nosso evento sabatino, aguardando a SUA presença e participação nos debates, com comentários ou questionamento. Isto, EM TEMPO REAL, por meio do "chat" de nosso canal de transmissão no YouTube.

Transcript

Eu sei. E você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim. Eu sei. E você sabe que a distância não existe. Que todo grande amor. Só é bem grande se for triste. É isso, minha gente. Estamos aqui para mais um embalos de sábado à noite, nos domínios do grupo espiritismo, com Kardec. É este é o nosso encontro quinzenal ou pelo menos 2 vezes

por mês. Onde nós trabalhamos as temáticas mais importantes da atualidade, sejam elas espíritas ou não, mas que tenham interesse direto do espiritismo? Eu estou de chapéu hoje para homenagear o grande, o maioral, o mais importante cantor e compositor da música popular

brasileira, o maestro. Antônio Carlos Jobim, Tom Jobim, que junto com o inesquecível poetinha Vinícius de Moraes, compuseram a música que dá nome a nossa live de hoje, que se chama um grande amor, só é bem grande se for triste. Nós ficamos muito felizes com a sua presença desde já.

Pedimos para que você se inscreva no nosso canal, dê o seu like, o seu joinha, ajudando nos a multiplicar a difusão desse nosso trabalho pelo canal YouTube e as outras plataformas da internet que nos retransmitem neste trabalho. Ficamos muito felizes com a sua presença. Esperamos que você possa contribuir com a nossa live com esse debate. Através de comentários através de questionamentos que podem ser feitos no chat diretamente do canal YouTube, esperamos então a sua participação.

Sem mais delongas, vamos chamar as nossas 2 convidadas, as lindas pratas da casa do eck que fazem parte do nosso conselho de gestão. Vamos chamar Cris revê que toquem os tambores. Olha ela aí, bem-vinda, Cris. Obrigada, muito obrigada pelo convite, por estar aqui. É é muito bom, é muito agradável estar junto a vocês sempre, né? Essa noite a gente vai fazer esse debate, né? Tendo como pano de fundo a poesia desses 2 grandes.

Poetas musicais se é que a gente pode dizer isso do nosso Brasil, é com muita Alegria que nós estamos aqui nessa noite. Um abraço para todo mundo. É bem isso, Cris. Aliás, a poesia ou a arte em geral sempre faz a sua presença aqui nos canais do eck, porque nós, assim como os espíritos superiores, as inteligências invisíveis.

Que acompanharam de perto o projeto Kardec, o projeto espiritismo, ou para nós aqui hoje, o projeto espiritismo com Kardec. Porque não há espiritismo sem Kardec, apesar de muito que se faz por aí, no Brasil e no mundo, distante do nosso professor francês, a arte, como uma expressão da espiritualidade, tem sempre lugar. Vez e voz, nas suas mais distintas manifestações, nos nossos canais, nas nossas plataformas, no nosso espírito. Não é isso?

Então vamos chamar, sem mais delongas, a outra companheira que vai dividir conosco a nossa bancada hoje, que toquem os clarins para receber martanoves. Olá. Tudo bem, é sempre uma Alegria, né? Eu estou muito feliz de estar aqui hoje. É especialmente com a com a Cristina e com Marcelo. Eu digo sempre, todas as vezes que eles escrevem a 4 mãos eu fico assim, inebriada, né? Então estou muito feliz de e estou tendo a honra, né, de estar com eles 2 hoje aqui vai

ser do balaco. A honra é nossa Marta receber você e a Cris nesse nosso ambiente plural, nesse nosso ambiente que enquadra a perspectiva de nós debatermos ideias, fazermos a dialética e a dialógica propostas pelo professor francês na concepção do próprio espiritismo.

E dar essa dinâmica de atualidade ao conhecimento espírita, inclusive dentro da recomendação que ele fez no projeto 1868, de que nós ficássemos atentos às produções humano espirituais nas mais diversificadas áreas, não somente naquelas ciências biológicas, físicas ou de pesquisa de laboratório. Mas também nas ciências afetas a sensibilidade. Hoje nós vamos falar de sensibilidade o tempo todo. Espero que você, que está conosco, aprecie essa nossa proposta.

Eu sei que nem sempre a gente toca nesses temas relacionados a sensibilidade espiritual, mas vez por outra eles também tem lugar aqui no. Planejamento e na programação do ECK vamos começar como sempre faço, né? Dando aos nossos internautas, aos nossos vídeo, telespectadores, aqueles que estão ao vivo conosco e depois aqueles que vão assistir a gravação nas nossas plataformas perguntando quem é Chris rive? Quem é? Quem sou eu? Complicado a Cris River é, ela

está mulher nessa encarnação. Ela tem uma formação na licenciatura. Sou professora do estado do Rio Grande do Sul, onde encarnei ou reencarnei. Sou mulher feminista. Sou progressista. Trabalho incessantemente contra os preconceitos aos quais eu eu conheço muito bem. Trabalho contra o preconceito de gênero. Todas as formas de preconceito que a gente pode numerar me educo constantemente.

Para que não multiplique determinadas falas e determinados pensamentos que eu considero retrógrados, a Cris revê, no momento, sou eu e estou aqui junto aos colegas do ECK, para falar um pouco, né? Sobre Razão E Sensibilidade. Né? Mais ou menos isso, essa é a Cris, revê. Pois muito bem, muito bem, a Cris revê também é membro do conselho de gestão do eck e é articulista espírita, como a Marta bem posicionou na sua

primeira fala. E para mim é uma Alegria muito grande, uma honra dividir vários textos com a Cris. Misturando aí as nossas visões do mundo, sobretudo as percepções que essa vestimenta material nos permite, como mulher, ela e como homem e eu entrelaçando esses sentimentos, essas percepções e oferecendo ao nosso público cativo, no eck, a perspectiva de debatermos sem peias, como dizemos aqui no sul

do país. Sem melindres, sem prevenções, toda e qualquer temática, sobretudo as mais espinhosas que fazem parte desse cenário tão difícil nessa atualidade planetária, nesta encarnação, a mesma pergunta que eu fiz a Cris, faço a martinha, quem é martanovis? Bem, é, vou fazer. 64 primaveras. Agora no próximo mês que nem a Ju, né? Canceriana que nem a Ju é mãe de 3 filhos lindos, é? Sou trabalhadora do grupo espírita Francisco de Assis.

Aqui em Niterói é lugar em que a gente tá tentando é implementar, né? Aos pouquinhos, né? Como diz a minha amiga Telma, borboleta, né? Trabalho de formiguinha, né? Pra levar essas coisas que a gente aprende aqui no ESK é pra lá. E tô vivendo um momento na minha vida agora. Esplendoroso de mudança, de transformação. Enfim, é trabalhando, seguindo em frente.

É isso aí, muito bem. A Marta, então, também faz parte do conselho de gestão do ECKE, traz toda essa experiência, assim como a experiência da crise de vivência em casa espírita, como todos nós, para enriquecer ainda mais esse modelo futurístico de espiritismo que todos nós queremos. E que estamos construindo com a ajuda de vocês, com as percepções de vocês, com os comentários de vocês, com as sugestões de pauta que temos

recebido via site. Aliás, se você não conhece o nosso site, dá uma chegadinha lá. Www.com cardec.net.br, onde está toda a nossa listagem de portfólios disponíveis. Sobre as mais variadas temáticas e perspectivas, conheçam o nosso trabalho, ajude nos a divulgá lo. Vamos começar então o nosso debate. Eu vou fazer alternadamente, como sempre faço hora para Marta, hora para rever em primeiro lugar, e depois a mesma pergunta, extensiva a outra, que ficar é esperando nesse primeiro momento?

Bom, o nosso tema em homenagem ao maestro brasileiro Tom Jobim e ao poetinha Vinícius. Ele é baseado, como disse e como cantei no início um trecho na canção que os 2 fizeram, uma das músicas mais belas do cancioneiro da música popular brasileira, então, Cris rive. Qual é o teu conceito para grande amor? Que perguntinha, Hein, seu Marcelo? Grande amor sob o meu ponto de vista, né? O amor ele é algo que nós, através de inúmeras reencarnações, vamos aprendendo.

Se eu colocar o amor neste momento, né? Como pessoa encarnada, o grande, o amor é uma aspiração. Seria aquela criatura que está junto a mim, no caso, seria um homem e que eu tenho anseios para com essa pessoa. Então são 2 aspectos, acredito. Imensamente nas paixões humanas. Eu Acredito que um homem, uma mulher, devam se encontrar, ser feliz, né? Mas o grande amor, sob um aspecto mais espiritualizado, seria uma capacidade enorme que o espírito vai construindo através dos tempos.

Em relação a toda a criação, o grande amor é a nossa capacidade infinita, ou pelo menos até onde se sabe, enorme de conseguir observar a vida e amar, observar a vida, a criação e conseguir tocar se Por Ela. 2 aspectos, né? 2 ideias o grande amor da minha vida não pode, numa explicação mais espiritualizada, mais ampliada, ser somente alguém. Ele vai acomodar muitas criaturas e vai abarcar com o tempo toda a criação e nós, nesses espaços em que vivemos.

Aos poucos vamos aprendendo a amar, amar e libertar. Estar com a pessoa sem que essa pessoa pertença unicamente a nós. Assim, eu entendo um grande amor Oo nosso poetinha, o Tom Jobim, Vinícius de Moraes, várias criaturas. Neste momento, trabalhando a bossa nova, eles cantaram um amor de forma espetacular, o amor daquele que nós estamos vivendo na matéria, no nosso tempo, que são lindos, são profundos, trazem aquela aspiração de poder ter algo muito maior, muito mais extenso

e intenso. Que é amar uma pessoa, querer uma pessoa, estar com uma pessoa a distância. Não existe como ele fala nessa música, né? A gente trabalhando algo maior. O eu lírico diz eu te amo, por isso que por mais longe que tu estejas, eu estou aqui mentindo. E isso é poético e isso traz uma espiritualidade muito grande.

É assim que eu penso, meu amigo. Humano e tem o componente transcendente espiritualizado nessa tua resposta, vamos ver o que que a Marta nos agrega aí nessa pergunta, qual é o teu conceito? Marta para grande amor. Olha, Marcelo, eu confesso que você estava falando sobre isso aí. E eu tava me lembrando aqui, até corri pra lembrar, pra ver se era essa a questão mesmo. Fui na questão 893 do livro dos espíritos, e lá Kardec pergunta, qual é a mais meritória de todas as virtudes?

E lá os espíritos, né? Na, na, na resposta eles falam nessa questão. É da Caridade desinteressada, né? E da gente da gente afastar, né? Não ter interesse pessoal. Aí eu fiquei me perguntando, desde que você fez a pergunta pra pra rever, eu fiquei me perguntando o seguinte, será que num planeta onde a gente vive, né? Num planeta de provas e expiações, né? Esse planeta povoado por espíritos imperfeitos, de terceira ordem como nós? Nos 2 planos da vida, né? Será que a gente tem condição de

entender o que é amor, né? Mas amor é dessa forma, né, que AA River colocou, né? Essa questão de ser alguma coisa que transcende, né? Ela Foi pelo lado, é espiritual, né? Eu já pego mais, eu já vou mais pelo filosófico, né, e fico me. Perguntando, né, será? Será que eu tenho condições, né? De entender e até de responder essa pergunta que você acabou de me fazer, né? É, fiquei pensando, né, que a Cristiane também tocou nessa

questão, né? Eu acho que, enquanto espíritos imperfeitos que somos, a gente confunde muito amor com apego, né? E eu me sinto em condições, né? De responder o que é, né? É esse amor, é isso. Desculpe, na verdade é um processo de despertamento e por não dizer de progresso das criaturas, para chegar no entendimento da questão 893, que Kardec endereça. Aos espíritos ou às inteligências invisíveis, né?

E na resposta, como você bem tocou, existe a ideia do sacrifício, do interesse pessoal para o bem do próximo. Aí está textualmente, a frase é das inteligências invisíveis e nós ainda não conseguimos, como você bem colocou, chegar naquele nível que a revê, apontou de. Sair do seu universo particular e entender a nossa relação com o todo, com a criação inteira, né? Então é amar a planta que está perto de nós, não desmerecendo o Jardim, é do meio ambiente que nos rodeia e o esse bate muito

nessa tecla com a sua sessão. Espiritualidade e sustentabilidade, que eu convido você a explorar no nosso portal ao amor aos animais, lembrando aí a presença sublime de Francisco, ao qual o Francisco que se foi nos últimos dias homenageava como papa. E o amor desinteressado, aquele que exorbita da da, da esfera das relações, é humano, afetivas, né? Individuais do eu com o outro mais próximo, para alcançar aí uma totalidade que nós nem sempre estamos atentos e conseguimos materializar.

Isso tudo a gente vai falar na live de hoje, tem uma segunda questão, e agora eu vou começar com a Marta. É baseada na poesia em si. Nós ainda estamos no título da live e na letra da canção, né? É os 2. E acho que mais o Vinícius do que o tom, porque isso é o é o tom da poesia viníciusiana. Ele fala que o amor para ser grande e Belo, ele tem que ser triste. Qual é, então, o conceito que nós encontramos no espiritismo

para tristeza? E, em paralelo, quanto tempo dura uma tristeza para a alma, para o espírito encarnado? E quando essa tristeza termina? Ou pode ou não terminar. Marcelo, eu acho que tristeza ela tem a ver com o luto. Né? É que a gente vive quando é alguma coisa, se vai, quando um ciclo se fecha, né? Eu acho que a gente passa, né? Por vários ciclos, né? Por várias dessas dessas questões em que portas são fechadas, muitas vezes nós fechamos, né?

É o que não quer dizer que a gente não vai ficar triste, né? Outras vezes são circunstâncias adversas, né? É, portas se fecham, né? Mesmo sem que a gente, a gente muitas vezes nem entende o porquê, né? Então é, eu acho que é o luto, né, que se vive é é um trabalho, né, que a gente. Quando a gente é, é, perde o emprego. É quando um sonho de repente, né? Se tinha, não é concretizado. É quando é, são. São tantas. São tantas coisas, né, que a gente é que faz com que a gente

tenha, né? Esse sentimento de tristeza. Eu acho, Marcelo, que a tristeza é o luto, é um processo, né? E essa tristeza ela vai embora, na medida em que a gente sabe, né, EEA, doutrina espírita. Eu gosto sempre de dizer que ela é extremamente consoladora por isso, né? Por isso que a gente não precisa de autoajuda, né? Eu sou totalmente contra, né, essa questão da autoajuda.

Eu acho que quando a gente, na medida que a gente vai conhecendo a doutrina, que a gente vai estudando o escritismo, a gente vai entendendo, né, que esse luto, que a tristeza ela faz parte. Até porque se a gente analisar a nossa vida, eu lá no alto dos meus quase 64 anos, se eu fizer uma linha reta dessa vida, né, a gente vê, observa, né, que tem momentos de tristeza. E momentos de Felicidade. Então, a nossa vida, ela está sempre oscilando, né?

Porque não há tristeza que dure para sempre, mas também não tem Alegria que dure para sempre, né? Então faz parte, né. A gente sabe que essa tristeza muitas vezes está relacionada até com a prova, né, que a gente escolheu com o avanço que a gente precisa. Né? Alcançar nessa vida, então, é muitas vezes essas coisas que acontecem e que nos deixam de luto, que nos deixam extremamente. É entristecidos, né? Foi alguma coisa que nós mesmo, né? Em estado de erraticidade

escolhemos, né? Para nos colocarmos a prova do momento em que a gente entende isso e que a gente sabe, né? Porque não é nem crer, né? É? Eu gosto muito dessa questão do saber, né? Quando a gente sabe isso aí fica mais fácil, fica mais leve, fica menos pesado da gente atravessar, né? Esses momentos de crise que vez por outra acontecem no largo, né? Na, no, no nosso caminhar por essa vida terrena. Muito bom os apontamentos, né?

Já nos direcionaram aí pra muitos vértices que seguramente a Cris, na resposta dela, também vai explorar, né, Cris? Então eu pergunto, é baseado nisso, nesse introito que a que a Marta fez para a resposta a essa pergunta eu quero mergulhar um pouquinho mais nessa ideia do conceito espírita da tristeza, ou o conceito do espiritismo para a tristeza. Muito bem. Acho que a Marta foi muito feliz no que ela disse. E eu colocaria as emoções, né?

Nós estamos encarnados. A dor no corpo é algo presente em todos os dias da nossa vida dentro da dor do corpo. Nessa emoção nós temos a tristeza, né? A tristeza que nos leva a 2 ambiências, a 2 perspectivas, a tristeza de muitas vezes não sabermos o que nos toca e a tristeza que nos toca. Quando vemos algo, nos deparamos com algo e não podemos resolver. Digo assim, nós como espíritos

imortais. Nós temos nos nas, na nossa trajetória evolutiva, muitas emoções, emoções corporais, o corpo expondo muitas coisas, o corpo sujeito a muitas vicissitudes, e essas vicissitudes se refletiriam no espírito quando o espírito se depara. Né? Quando o ser humano se depara com as dores alheias ou com as suas próprias dores, a fome, a miséria, o abandono, o abandono não só de pessoas, como também

de de de animais, né? Oo descaso com o nosso planeta, nós, nós podemos entrar em profundo estado de tristeza. E essa tristeza pode nos dar algo muito maior. Que é a empatia. Nós começamos a perceber nas pessoas as dores pelas quais elas passam. Nesta trajetória evolutiva. Eles estão num processo e nós também. Nós precisamos despertar e, neste caso, a dor do corpo. Ela pode trazer ao espírito um sentido de. Humanidade o espiritismo é humanitário. Ou melhor, ele é humanista, né?

Ele enxerga as pessoas como elas realmente são. Ou deveria enxergar as pessoas como elas são, não como elas estão. Como disse, nós nessa encarnação, somos mulher, mas nós somos espíritos em evolução. E nós estamos numa corrente, num ELO muito grande, trabalhando para o conjunto também a tristeza dentro de uma perspectiva espírita. Acredito que seja esse processo humano de nós de nos fazer e de fazer emergir em nós a Caridade desinteressada da qual a Marta falou, EOEOEO Marcelo também.

É saber que nós temos compromisso com o social. Não simplesmente deixar que a tristeza somente nos atinja e nós não consigamos reagir e tomar atitudes que farão de todo um grupo A melhoria. Acredito que tristeza seja

também um processo. Se a dor é necessária para o nosso corpo, para o nosso despertamento, para que nós percebamos que nós não podemos manter a mão no fogo ou uma dor, seja ela qual for a tristeza, ela é um sentimento que pode avivar as nossas capacidades espirituais de discernir aquilo que nós precisamos fazer. Para a melhoria do conjunto? É assim que penso, meus amigos. Muito bem.

E essas 2 é respostas. Esses 2 contornos que Marta e Cris deram ao sentido da resposta estão bem relacionados à ideia de conhecimento do espírito acerca da dinâmica das leis divinas. Quando Kardec, de uma forma capciosa, pergunta a Agostinho, que estava ali representado na sessão mediúnica, onde estaria o conhecimento das leis divinas? Agostinho, de uma forma muito direta, sem rodeios, coloca que elas estão. Na consciência do espírito.

E essa consciência, ela vai se alargando a medida que as experiências vão se avolumando e que os sentimentos, as sensações, as percepções de cada um de nós em relação às situações existenciais fazem desenvolver sentimentos. E a tristeza é um deles. E por isso. Uma leitura mais adequada da filosofia espírita não nos leva à inibição forçada dos sentimentos, entre os quais está

a tristeza. Precisamos vivenciá la, precisamos perpassá la. Precisamos estar diante dela e reagir da melhor maneira possível, como nós consigamos. Para sair do estado de tristeza momentânea. Para um estado de Alegria também momentânea. Aliás, lembrando o próprio Jobim e outra música, ele diz,

tristeza não tem fim. Felicidade sim, demonstrando aí um pouco de melancolia, que é o estado ao qual nós não podemos nos aferrar enquanto espírito, porque se nós nos tornamos pessoas melancólicas, nós vamos carregar essa tristeza como um fardo, como algo que nos puxa sempre para baixo, uma âncora. Do ponto de vista espiritual, temos uma pergunta ao pedir para produção colocar na lousa do nosso Wilson Custódio.

Alô, Custódio? Seja bem-vindo, ele pergunta assim, Cris e Marta, será que a tristeza, quando não negada, mais acolhida em profundidade, pode se tornar uma espécie de oração silenciosa da alma? Conduzindo nos a uma espiritualidade mais autêntica, Chris River. Pois é, eu eu vejo de 2 formas. Né? Eu acho que nós precisamos viver as nossas dores Morais, né? Nós não podemos negar que nós sofremos, que nós temos dissabores. Que nós temos perdas.

Perdas de amigos, de parentes, de pais, de filhos, perdas de emprego, distanciamento de locais onde se viveu. Eu acho que a gente precisa enxergar essa dor, essa tristeza. E nós precisamos colocar isso a nosso favor, né? Negar. Certos sentimentos que nós temos é muito danoso para nós. Ele poderá mais tarde ser cobrado de nós por nós mesmos, porque nós não enfrentamos determinadas coisas. Acredito que a gente precisa, né? Como o jerim disse, ao final do dia, a gente se recolhe ao nosso

quarto. E nós vamos ver onde está, o que estava durante esse dia, o que houve nesse dia, o que que nós precisamos melhorar, o que a gente precisa aprender com tantas, tantas vicissitudes e tantas alegrias que nós recebemos num dia. Isso é fato, né? AA quando a gente se recolhe e a gente entende vários dissabores que acontecem conosco. Nós estamos sim fazendo uma

oração silenciosa. Nós estamos fazendo uma oração recolhidos ao nosso quarto, tentando tirar daquelas daqueles, daquelas atitudes, daqueles do, do, do a ocorrência, né? Daqueles fatos diários. Algo que vai nos ajudar a melhorar isso é, é é inegável. Só que nós temos também o fato de, como disse o Marcelo, de determinadas dores que as pessoas se negam a viver. E nós precisamos vivenciar determinadas dores. Mas a gente não pode fazer da nossa vida uma carroça cheia de

dores. Que as dores e as incompletudes que nós temos, eles nos darão uma vida melhor. Acredito que não seja este o caso. São coisas diferentes, sim. Nós temos provas de áreas, é inegável. Nós vivemos num mundo de provas e de expiações. O que? A comida, a bebida, a casa. Ela é conquistada com muito suor. Ela é conquistada com muitas dificuldades para muitas pessoas.

Só que a gente não pode minimizar dizendo que essas pessoas estão nesse, nessa, nesse sofrimento, porque elas estão vão estão construindo um Reino nos céus. Isso Eu Acredito que não possa ocorrer. A tristeza, a melancolia, ela, ela é 111 suporte para nós. Ela é uma proposta de entendimento, mas a gente não pode minorar que muita dor, dor física, gente, ela também. Ela ocorre devido a nossa insensatez, né?

A elas ocorrem porque eu tenho muito e eu não dou a parte do outro de uma forma filosófica, mente falando. A espiritualidade autêntica é complexa. É complexo dizer isso. Eu acho que a espiritualidade, a espiritualização humana, ela está sendo construída com os nossos dissabores, com os nossos acertos, com as nossas conquistas, com as nossas vitórias. E dentro de tudo isso existem as emoções que também vão nos ajudar nesta Conquista. Acredito que seja assim, meu

querido amigo. Martinha, vamos lá? Veja que o Custódio de uma forma bem capciosa, ele fala da ideia de que nós não podemos ou não devemos negar a tristeza, mas acolher a tristeza. Dizem os psicólogos, né? Que eu estava me lembrando disso aqui agora, né? É que todas as vezes que alguma coisa acontece, né? Que normalmente AA. Nossa primeira atitude, né? É a negação, né? Aí vem a raiva e aí então é que entra a tristeza. Né? E aí é, eu acho que o Custódio é falou bem, né?

Fez, fez esse questionamento que foi assim, muito importante é, eu acho sim, né, que a gente precisa, né? É viver essa tristeza, né? Viver o luto, como eu já tinha falado, né? É aceitar essa essa tristeza. Agora é. Eu penso também que o fato, né, da gente tá vivendo é essa tristeza momentânea. Não pode fazer, né? Como bem disse a Cristina, né, que a gente se sinta paralisado. Esses dias eu escutei, eu tava tentando lembrar onde, mas não, não consigo, né?

Não consegui lembrar de onde eu ouvi, mas eu gostei muito da diferença entre Esperança e otimismo, né? Otimismo o otimista é aquele que fala, não, tudo vai dar certo, ok não. Vamos, vamos, vamos sim, Deus salva, né? O vamos é Deus vai resolver, né? Ou então vamos fazer tudo vai se resolver. E o esperançoso é diferente, né, porque ele transforma, né? É aquilo que ele diz em ação, então ele não fica parado. Então da mesma forma, né, eu acho que a tristeza.

Ela não pode ser, é vivida, né? De uma forma passiva, né? Eu acho que ela tem a Na Na medida em que a gente vai vivendo esse luto. E como também eu já havia dito, né, é um processo. Eu acho que na medida em que essas coisas vão acontecendo, né, em que a vida vai passando e aí o tempo é uma coisa fantástica, né? Como eu gosto do tempo, né? Porque o tempo realmente, né. Ele faz ele, ele nos ajuda, né? Aí processando isso aí. Agora depende se a gente vai fazer desse tempo um aliado ou

um inimigo, né? E a gente faz dele um aliado na medida em que a gente procura não perder, né? Ou não abrir mão. Da tal da Esperança, né? Esperança de que a gente possa crescer, Esperança de que a gente possa se transformar. Esperança de que a gente possa, né? Como disse AA Cristina também. E eu sempre gosto, né? Quando ela envereda por essas questões. É sociais, né? Com essa questão. Da gente olhar pro todo, né? E quando a gente olha pro todo, é importante, né?

Que a gente faça isso de maneira empática, né? Quer dizer, eu não posso. É por causa da minha tristeza, porque eu estou triste agora, né? Eu esquecer. De todo um trabalho, de todas as pessoas, né, que tem diversos problemas e diversos sofrimentos e que eu poderia estar levando a esses corações e Esperança também através do meu exemplo. A gente não pode esquecer do outro, né? Então é Wilson, eu acho que sim.

Eu acho que é muito importante. Aliás, eu não diria nem que é importante, eu diria que é crucial. A gente aceitar, né? Não, eu estou triste. Eu perdi alguma coisa. Alguém né, que eu gostaria muito que estivesse aqui, não está? Mas agora lembrando, meu pai, é a vida que segue e a vida tem que seguir. Legal essa ideia aí do Deus pode é a crença.

Muitas das vezes é sensorial que as pessoas têm porque está associada à forma de fé que elas têm, de que alguém vai prover, que alguém vai resolver as questões da humanidade ou as nossas questões íntimas pessoais. Né? Ou seja, a gente sempre terceiriza essa potencialidade da resolução dos problemas pessoais, conjunturais, sociais, etcetera.

E o Walter pinto fez um comentário que eu vou trazer para nossa conversa, produção, por gentileza, coloque Na Na tela em que ele fala, é da que a tristeza se liga muito na falta de fé. Aí, Walter, nós temos que contextualizar como Marta e Cris tocaram há pouco. Que fé é essa? Em que, em que essa fé se baseia, né? Porque se for aquela fé incutida pelas religiões em geral, baseada na crença cega, no temor, na dependência. Do plano espiritual.

E aí eu alcanço todas as religiões cristãs e algumas religiões do Oriente, que se baseiam nessa ideia limitante de uma dependência de algo superior ou de alguém que vai fazer por nós e pela humanidade as transformações. Vamos estar muito tristes com isso, porque não vamos conseguir ver. Que aquilo que a nossa fé produz está acontecendo na prática. Não é isso, Marta e Cris?

Essa ideia de que se a religião que me promete algumas mudanças, algumas benfeitorias ou benesses, uma transformação da realidade, na prática não acontece, a nossa fé desmorona. Pois é por isso que eu falei, né? É dessa questão, né, que eu gosto de dizer que eu sei, né? Quer dizer, a gente vai, na verdade, pela lógica, né? É aquilo que Kardec falou. Então, a doutrina. Estudando a doutrina espírita, eu entendi. Né, que isso que eu estou passando agora pode ter sido

alguma coisa escolhida por mim. Não a situação em si, né? Mas que seja uma situação que esteja de alguma forma ligada à prova que eu escolhi quando em estado de erraticidade. Então essa é a lógica. Agora, eu acho muito perigoso, né? Realmente, quando a gente é, coloca. Isso, né, é e deusando, né? Essa foi exatamente o que o Marcelo falou, né, essa questão da fé, né, quer dizer, não é o fato de eu não crer em Deus, o

fato de eu achar. Então, quer dizer, na verdade eu tenho que ser aquele otimista, né? Eu tenho que estar sempre dizendo não, entrega das Jesus está no Leme lembrei, gente, essa frase, né, Jesus está no Leme, né, Deus proverá. Ele sabe de tudo aquilo que a gente precisa. Tudo bem, vamos fazer prece, vamos pedir, né? Aos espíritos superiores, com

certeza. Agora ficar esperando que as coisas aconteçam, né, e achar que tudo vai dar certo, porque eu tenho fé. Aí não é por aí que eu penso, não é nisso que Eu Acredito, mas respeito, sem dúvida nenhuma, quem pensa de uma forma diferente. E você, Cris? Essa falta de fé ou essa fé demais? E aí eu me lembro daquele filme jocoso, né? Aquele título daquela comédia fé

demais não cheira bem, né? É, nos limita realmente nesse processo de conhecimento acerca da tristeza, da Felicidade, dos sentimentos, das coisas espirituais. Pois é, eu dou um abraço, mando um abraço pro Valter, nosso amigo querido. Eu eu penso assim, AA nossa tristeza, ela, ela, ela pode existir independentemente da fé que a gente tem ou não. Né? Eu Acredito que quando a gente tem a fé que nos leva a entender os desígnios divinos, as coisas mudam um pouco, mas a gente não

consegue, por exemplo. Não ficar triste quando a gente vê um animal jogado na rua, abandonado. E eu sei que Deus existe e que cabe a mim também acolher esse animal. Porque ele, ele, ele, ele, ele necessita de mim. Eu já falei algumas vezes aqui e nós já escrevemos isso. Marcelo, nós, metaforicamente falando, somos as mãos de Deus. As leis, elas existem e nós estamos imersos na criação. E esta criação ela se desenvolve, ela progride pela força das coisas.

Inexoravelmente falando, né? Mas ela precisa das mãos que trabalham, do do intelecto que observe. O ambiente e procure soluções. Deus é fiel ora, quem deve ser fiel sou eu, não Deus, porque Deus é, né? A fé ela me ajuda a lidar com esses sentimentos que nós temos, com as dores do corpo que se refletem como sentimentos, como como as dores da alma. Alguém já disse isso? Não me lembro quem. As dores que estão na alma de a gente enxergar as pessoas. E lá vou eu, Marta, me enveredar

pelas questões sociais. Elas quando a gente enxerga as dores do mundo, a fé nos ajuda a entender muitas coisas. Claro que sim. Ela nos ajuda no nosso dia a dia, a levantar todas as manhãs. Porque levantar pela manhã é doloroso, a gente levanta e a gente tem que sair. A gente tem que começar o dia e enfrentar várias coisas, né? Ela nos ajuda, ela nos ampara nos momentos de de de Extrema aflição, nós pedimos, Deus me ajuda e a gente vai, né?

Mas a tristeza ela nos acompanha, a gente consegue lidar com ela. Né? Mas a fé, ela precisa ser racional, ela precisa ser fruto de um entendimento que muitas vezes, nós, espíritas, não temos. O movimento espírita é uma prova disso, infelizmente. Sem querer falar mal de ninguém, né? O movimento espírita ela ele nos dá assim, ó, aprende o que tu precisa simplesmente para

aprender. Eu tenho que aprender por uma causa, uma causa muito maior, que é o social, que é a sociedade, que são as pessoas que vivem comigo, porque eu estou triste. Eu não nego a minha tristeza. Né? Porque eu preciso vivenciá la, mas eu sei que eu não estou só porque eu procuro ter o entendimento de que há uma inteligência muito maior. Que nos ampara e que nos ajuda. E essa inteligência? Ela nos dá o suporte pra nos, pra nos, pra nossa, pra nossa

caminhada. Eu Acredito que seja mais ou menos assim, meus queridos. Essa onipresença divina que você acabou de mencionar, ela não pode nos levar. Dentro da ideia da fes, h uma dependência disso, porque se nós nos tornarmos dependentes disso, vamos angariar um outro rol de tristezas para carregar nos ombros nessa trajetória. Ou seja, claro que essa benevolência divina, né? Esse amor Divino está expresso no conjunto das leis.

Mas quando nós pessoalizamos a questão imaginando que não, Deus vai mandar um espírito para nos socorrer, Deus vai nos mandar uma situação para nos reverter essa dificuldade, aí nós vamos mergulhar cegamente nesta fé que não modifica o nosso estado psíquico e, portanto, vamos experimentar um rol ainda maior de tristezas acerca disso. Vão pedir pra produção colocar a questão número 4, vamos lembrar do Magrão, o Magrão teria dito que a Felicidade não é deste mundo, né?

Várias vezes ele menciona isso, segundo os 4 evangelistas canônicos registraram em um novo testamento e o espiritismo utiliza essa expressão. E o evangelho segundo o espiritismo? Ou seja, válida que essa frase, num determinado contexto, tinha uma validade pedagógica. Dona Cris, e aí a gente puxa pra tua sardinha, então eu pergunto se o Magrão disse isso, olha, fica. Atento, fica esperto como a gente diz aí no Rio. Marta, esperto porque a Felicidade não é desse mundo,

mora. Então isso significa a necessidade de ser triste, Cris. A gente precisa entender assim, penso eu, né? A Felicidade é um estado do espírito. Né? A Alegria e a tristeza são emoções do corpo, do do ser encarnado, né? E o que que o que que acontece? A Felicidade é uma Conquista como o amor, que é algo muito maior, como a gente disse lá no começo. E a gente vai aprendendo como é o amor. A Felicidade é algo que o espírito vai incorporando. Através das suas várias reencarnações.

Ser triste ou ser alegre são fatores são, são, nem não são nem opções, mas são fatos do nosso dia a dia. Hoje eu acordei triste, com vontade de chorar, tá? Mas algo aconteceu. E que eu me senti alegre. A Felicidade. Acredito que o Magrão do Marcelo estava dizendo, né? Tenha dito que a Felicidade plena, né? Como o amor pleno não é desse

mundo. Mas isso não quer dizer que nós não tenhamos por por estarmos encarnados, momentos de tristeza e momentos de Alegria. Quem não fica alegre ao ver o nascer do sol, ao se deparar com o barulho do mar, ao conversar com amigos? E quem não fica triste quando vê uma pessoa partindo? Por mais que nós saibamos que as pessoas vão e vem, a gente fica. Triste com esses espaços vazios, mas a gente sabe que Alegria virá, porque amanhã é outro dia.

Não foi a daquele filme que eu nunca lembro o nome, que eu acho fabuloso, que agora eu me esqueci, pra variar, que ela diz amanhã vai ser outro dia. E neste outro dia, novas tristezas, novos desafios acontecerão, mas também muitas alegrias. Como a gente já disse anteriormente, a tristeza pode ser 11 degrau para nos abrir os olhos de que é necessário trabalhar com as mãos para ajudar as pessoas. Para neste mundo fazer a revolução, a revolução das ideias e dos ideais que nós

precisamos ter. É necessário que a gente mude pra que a gente seja mais alegre. Não que a gente tenha aquela positividade tóxica do estudo. Está bom que tudo está bem, que a gente tem que pensar no bem, que a gente tem que ser alegre. Porque a gente não é sempre assim, mas a gente terá momentos de tristeza, momentos de Alegria. E esses momentos nos dão sabe o suporte pra que a gente possa viver cada dia mais e melhor. Era isso, meus queridos. E aí, Marta?

É dentro dessa, dessa contextualização, que a. A crise acabou de fazer, né? É explicitando que o Magrão teria dito em relação ao contexto da nossa materialidade. E aí nós temos que entender também o que que ele quis dizer com o mundo, já que o espiritismo patrocina a ideia de que há muitas casas, há muitas Moradas na casa do pai, melhor dizendo. E que, portanto. O mundo de hoje não será o mundo de amanhã, então qual a necessidade de ser triste? Marcelo, eu vou pela linha da

Cristina, né? Não É Ela não falou com essas palavras, mas eu acho que é a mesma coisa, né? Tem uma diferença entre ser triste e estar triste, né? São momentos, né, que a gente passa. Eu, eu, eu já falei, né, a vida. Ela, ela é de altos e baixos, então eu tô muito feliz agora, mas daqui a pouco você vai

passar, né? Alguma coisa vai acontecer e aí depois de novo, né, a gente volta a ficar alegre, são momentos, agora eu trago de novo, né, essa questão de Felicidade, né, como também ela falou, né, é, e quando ela falou não quis interromper a fala dela, né? Quando ela falou que. Como não ficar triste se um se a gente vê um animal, né? Sendo é como é que se diz alguém fazendo alguma se ele tiver desprezado, né? Aí eu me lembrei, eu IA falar na hora, mas não queria atrapalhar,

né? Quem não fica triste quando a gente vê um jovem queimando uma pessoa em situação de rua, né? É, enfim. É, mas aí eu trago, né? Pra esse conceito de novo, né? De de Felicidade, né? E se a gente tá de novo num mundo de provas, a gente já saiu lá do primitivo. Olha que beleza, a gente já conseguiu, tá no de provas e expiações, mas depois a gente ainda vai pra um de Regeneração em que a gente sabe. Que o mal diminui, mas ele continua existindo.

Aí a gente vai para o outro mundo, uma outra categoria de mundo, que é o mundo feliz, né? Mas lá também ainda existe o mal, né? Só que esse mal vai diminuindo, né? Até que a gente chegue então no tal do mundo celeste ou Divino, né? E ali a gente então vai entender a diferença disso que a gente acha que é amor. É disso que a gente pensa, né, que a gente chama de amor e que na verdade nada mais é do que

apego. Eu fiquei me lembrando esses dias, quando eu até quando eu estava estudando, lendo, né, sobre sobre esse tema, vendo uns exemplos, né? Eu fiquei, eu fiquei pensando até num exemplo muito atual, né? Eu fiquei pensando assim, é em quando a gente tem 11. Pensei num filho, né? Um filho. Aí de repente, meu filho está muito doente. Mas eu tô lá na fila do SUS, né? E aí é, eu conheço, né?

Alguém que faz aquela movimentação lá, né, que tem aquela fila, né, o sisregue, né. Então a pessoa que mexe naquilo lá, aí eu me aproveito. Né? Eu, enquanto mãe, é lógico, eu amo meu filho. Eu, eu quero que meu filho fique bom, então o que que eu faço aí eu vou ir através do meu conhecimento com alguém lá de dentro. Eu peço suplico e acabo conseguindo passar o meu filho na frente de tantos outros que também estavam na fila. E aí a grande questão é, né?

Isso é amor. Eu fiquei me perguntando, isso é amor ou é apego, né? Porque esse amor de que Jesus falava, né? E que Cris contou muito bem aí numa numa outra questão, é esse amor universal, né? Esse amor a todos. Quem é que garante, né? Que eu salvei meu filho, mas que o que estava que estava ali para ser operado naquele momento, acabou por desencarnar, porque eu. Achando que por amor ao meu filho eu estava salvando aquilo ali, né?

Então, amor ou apego? Eu acho que a gente só vai entender essa questão realmente quando a gente é sair, né? Desse mundo aqui, em que a gente está de provas e expiações. E a gente, depois de milênios, né, conseguir chegar lá no tal do mundo é Divino ou celeste? Então, Marcelo, a gente é, não, tem que ser. Triste, não, eu acho que a gente está. A gente fica em alguns momentos devido ao nosso adiantamento, né? A gente vive momento de tristeza e momentos de Alegria.

E esses momentos são aqueles que vão fazer com que a gente aprenda, né? A viver, né? AAA dançar. Nesses 2 espaços, né? De tristeza e de Alegria como um equilíbrio, pra que a gente um dia consiga então viver essa Felicidade plena, é isso? Muito bem, olha só, é, tem uma contribuição aporte muito interessante da Isa guerreiro. Pedir para colocar na lousa exatamente sobre essa ideia, né? Que é patente na interpretação espírita da daquilo que se atribui a Jesus, né?

Nós sabemos que entre o que Jesus falou, fez e era e o que está consignado naquilo que foi. Tido como oficial pela igreja, pela cristandade. Há uma distância maior ou menor que é interpretativa. Mas aí já tá colocando, né, que é a forma de se dirigir ao povo. Por parábolas e essa ideia da

Felicidade não é deste mundo. É uma parábola, ou seja, é uma ideia que carece de ressignificação de reinterpretação, dependendo do estágio e dependendo do momento temporal em que cada um esteja vivenciando. Mostra ela, né? A Isa que essa Felicidade é claro, uma emoção, né? Há pouco, a Marta até colocou.

Né? É a diferença entre a Alegria e Felicidade. Acho que foi a Marta ou foi a Cris ou as 2, enfim, EE esse estado de alma, que é algo sublime e talvez tenha sido essa a menção é de uma Felicidade Absoluta por parte do Magrão, né? Ainda pode ser visualizada em pequenos instantes de conforto, em pequenos instantes de. É Alegria, em pequenos instantes de prazer que nós experimentamos nas fugidias situações do dia a dia, né? Aquela plenitude, aquela é

absoluta. Nós ainda não temos condições nem de vivenciar, nem de entender muito bem. É isso mesmo que a gente tá pensando, pedir para colocar a questão número 3, por favor? Existem é diferenças entre o que é a filosofia espírita e aquilo que os espiritas dizem, interpretando situações e realidades. É o que a gente costuma dizer. Espiritismo é a filosofia, é o

conhecimento que está albergado. A priori, no contexto das 32 obras de Allan Kardec, como nós sempre frisamos aqui no e secar, não deixando nenhuma linha do que Kardec escreveu de fora, né? E outra é a vivência espírita ou a vivência dos espiritas, que tem muito a ver com o sentido interpretativo de cada um, conforme o seu padrão espiritual, o seu padrão de progresso. Vai aplicar as diversas situações da vida física e da vida espiritual.

Então, nesse sentido, de que há esse viés interpretativo, não parece que os espíritas, em geral, gostam de sofrimento e gostam de tristeza? Marta. Sim, eu acho que a gente foi doutrinado pra isso, né? E aí vem. É a importância, né? Da religião pra que isso acontecesse, né? Nós aprendemos a é grande parte de nós viemos de onde do catolicismo, né? E lá, o que que acontece não se você está sofrendo, né? Olha, você tem que sofrer pra

você é evoluir. O sofrimento faz parte da evolução, gente, eu escutei isso a minha vida inteira, né, primeiro. É no catolicismo e depois dentro do espiritismo, né? Então é com certeza. Mas eu acho que isso foi alguma coisa que foi colocada pra nós.

Eu, eu, eu, eu vou dizer sempre. Não me canso de repetir que quando eu entrei no espiritismo, 1982, eu recebi o livro dos espíritos, o evangelho segundo o espiritismo e todas as obras de André Luiz. Então é, foi assim que eu aprendi e foi assim que a grande maioria de todos nós aprendemos. É graças a pandemia, né? Graças a esses grupos, né? AA, um grupo como o eck, por exemplo, né? Bendita Telma, vou morrer falando nisso que me convidou para cá é que a gente começou a abrir, né?

Para muitos de nós ainda é muito difícil. Eu falei para vocês. Lá no grupo espírita a gente faz um trabalho de formiguinha, né, porque AA religião, né? A grande maioria dos espíritas no Brasil são religiosos e a gente sabe disso, né? Então fica muito difícil de desconstruir isso, né? E isso vai de pessoa pra pessoa. Eu acho que não é má vontade, porque tem pessoas que são excelentes, são bom caráter, são pessoas do bem. Né, essa chave ainda não virou, ainda não consegue entender, né?

É isso que o eck, né? Tanto professa, né, e que a gente se alinha é com esses ensinamentos, com essa visão progressista, né? Então é, a gente aprendeu isso aí, né? E eu acho que vai demorar um pouco ainda pra que a gente consiga fazer. Como que através, né? Oo Henri, esse dia falou para mim, Marta, é lá da do aqui do ACK também, né? Ele disse para mim, AI, às vezes eu fico tão desanimado, né?

Mas é, é, é porque realmente, né, a gente fala alguma coisa e olha o tanto Marcelo sabe disso, né? Vai lá, eles fazem artigos brilhantes, escrevem maravilhosamente bem. Aí você lê aquilo lá, fala, nossa, que coisa linda. Daqui a pouco é uma enxurrada de gente, né? Contestando, brigando, chamando de louco, entendeu? Então é muito complicado. Isso é realmente um trabalho de conscientização.

E o que é mais difícil, né? É a gente ter paciência pra esperar o momento de cada um. Essa paciência a gente costuma. Ter nem sempre por aqui no eck, mas a gente tem se tornado mais dialogal com essas Vertentes, né? Até porque é somente assim, através do diálogo, que a gente vai fazendo o trabalho de formiguinha, de lançando as ideias ou. Lembrando de novo o Magrão. O trabalho de semeador vai lançando uma sementinha aqui,

outra ali. Muitas vão cair entre rochedos, muitas vão ser comidas pelos pássaros, mas volta e 61 ou outra viceja e vira aí uma plantinha que vai virar uma árvore e essa árvore vai semeando também através dos frutos, essas ideias, digamos, diferentes, que não são tão diferentes assim. Porque a essência é a mesma forma é que tem algumas variantes, mas Cris, Marcelo, só um minuto é. Eu eu louvo, né? E admiro vocês que conseguem, né? Eu muitas vezes, né. E como sou chamado a atenção por

causa disso, né? Exatamente porque AA diretora de doutrina, agora lá do do geta, ela até brinca comigo, né? Que ela fala para mim assim, Marta, ela. Queria fazer um negócio, por exemplo. Agora ela falou assim, não, eu chamei fulano, porque você, eu, eu gosto muito das suas ideias, eu gosto, mas você já entra chutando a porta, né? Então eu queria muito não chutar a porta, né? Mas às vezes é difícil, Marcelo,

é difícil. Era isso que eu queria falar, é aquele rapaz, OM. H ele também já foi mais assim, chutador de porta, né? Mas hoje ele está mais mais ponderado. Eu acho que a convivência é o chão de orelha. Que o velho Herculano? Me dá de vez em quando, mas a gente tem semeando, tem construído aí algumas pontes interessantes e o caminho me parece ser esse. Mas voltando à pergunta, Cris, né? Pode colocar na lousa de novo, produção, por gentileza, né? É porque os espíritos, então,

parecem, né? Vamos, vamos dar uma. Uma polida aí Na Na pergunta, porque não parece que os espiritas parecem gostar de sofrimento e de tristeza, Cris? Pois é, é. Nós, espíritas, ou os espíritas gostam ou gostamos de sofrimento, se nós? Pensarmos. Na filosofia do Kardec, né? Filosofia espírita. A gente vai ver que o sofrimento, a tristeza, as emoções, elas fazem parte, né? Da nossa vida. Mas nós observamos. Nós podemos observar 2 coisas, o espírita.

Ele. Faz do sofrimento a ele pode fazer, vamos dizer assim, ele pode fazer do sofrimento a mola mestra para o seu, o seu desenvolvimento, certo? Gostar, sofrer. Nós sofremos, gente, isso não tem. O problema é quando nós estamos sofrendo. E o Marcelo chega para mim ou a Marta chega para mim e diz, Cris suporta esse. Sofrimento com. Coragem, porque isso vai ter que fazer mais. Forte. Isso vai ter. Vai ter que fazer com que numa próxima existência, as coisas sejam melhores.

Isso, sob o meu ponto de vista, é danoso por 2 aspectos. Primeiro, porque isso pode não ser verdade. Em segundo, porque eu estou fazendo uma apologia a uma dor que a. Gente, não precisa. Necessariamente ter. É preciso a gente entender assim, ó eu? Não. Pelo menos sob o meu ponto de vista. Eu não posso negar meu sofrimento diário quando eu observo muitas coisas, mas eu não estou aqui. Para o sofrimento. O sofrimento é algo que tem que pode me impulsionar. E o que que nós observamos na

casa espírita, a as as? A nossa. A nossa mola propulsora, né? Se transformou no velho, numa num num numa, numa leitura rançosa do evangelho, uma leitura em que diz uma é leitura religiosa que diz que nós estamos encarnados simplesmente porque nós temos que alcançar algumas faculdades que ainda não temos. E isso nos causa muita dor e muito dissabor, acho horrível. Acho. Terrível.

Ao mesmo tempo em que existe consolações dentro da casa espírita que nos dizem simplesmente, e isso vai ser pra te melhorar. Tu precisa ser forte, tu precisa ser corajosa. Tu tu sabes que que essa separação é momentânea, que a pessoa vive. Ou que a pessoa está num outro plano? Isso para mim é algo muito infeliz, porque. Eu estou num momento. De dificuldades. Eu estou consequentemente triste, eu estou sofrendo e eu preciso dizer. Isso para alguém?

E eu me dirijo a uma casa espírita e as pessoas lá dizem para mim que isso aí faz parte da minha vida, que vai ser assim, que eu escolhi esse de sabor. Sendo que eu não consigo um emprego porque eu não tenho qualificação. Eu não consegui estudar porque eu não quis estudar porque eu fui fraca. Eu fui eu. Eu não me esforcei o suficiente para estudar e hoje eu não consigo emprego. Mas isso na vida eterna será modificado. Isso, eu acho, de uma insensatez e de uma insensibilidade

terrível. Sim, eu não consigo. Emprego, porque eu não consegui. Estudar porque eu tinha que cuidar dos meus irmãos mais novos porque meu. Pai e minha mãe não puderam, não tinham. Dinheiro pra me dar, pra me pra que eu estudasse, pra que eu crescesse, porque eu aprendesse a ler, pra que eu aprendesse a interpretar e por isso, hoje eu estou. Sofrendo eu estou. Sofrendo porque eu estou numa vida de privações, eu não tenho casa, eu não tenho emprego, eu

não tenho. Porque eu escolhi dentro de um mundo de provas e expiações, como está o planeta Terra que está sendo devastado por políticas neoliberais? E me desculpa falar. Isso, mas é uma verdade as pessoas que encarnam aqui. Provavelmente terão. Dificuldades e elas sofrerão, não necessariamente por escolha delas, mas porque o ambiente terrestre assim proporciona.

E nós chegarmos numa casa espírita para ouvirmos que nós somos culpados pelo sofrimento, eu acho que nós nós estamos prestando um desserviço, o sofrimento. A tristeza fazem. Parte sim, das nossas vidas, mas nós não podemos normalizar determinados sofrimentos e determinadas situações. Que. Poderiam ser? Amenizadas, né? Numa sociedade organizada, segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome. E não fui eu que disse isso, mas eu concordo com essa situação, né?

A dor e o sofrimento. Elas estão pulando na nossa sociedade e só não enxerga quem não quer e cabe a mim. Como pessoa? Tentar diminuir essa desigualdade e não dizer para essas pessoas que o sofrimento é o sofrimento, né? Que eu, eu? Não tenho tal coisa porque eu não fiz tal coisa numa outra vida. Ou que simplesmente a perda que eu sofri. A pessoa está num lugar melhor, eu perdi ou eu me separei dela e eu estou sofrendo por isso?

Seja a pessoa meu filho, meu pai, minha mãe, meus irmãos ou um amigo querido, um marido, então nós temos que saber que a filosofia espírita. É extremamente. Consoladora que nós estamos no mundo de provas e de expiações, mas nós não estamos. Aqui por. Vontade divina nós não estamos aqui nesta situação por vontade divina. Nós estamos aqui. Porque nós? Estamos construindo esse mundo assim e me desculpe, selmê. Coloquei mais do que devia. Aqui nós não vamos desculpar. Nada, né, Marta?

Porque nós não nos sentimos ofendidos, né? Em todo esse contexto, é necessário. Essa simplificação, esse simplismo que muitas das vezes é, toma conta da ambiência espírita, onde nós tentamos explicar o inexplicável através de fórmulas caquéticas, defasadas e totalmente desassociadas dos princípios da filosofia espírita, acaba nos tornando. Uma massa de manobra desta fé cega que também é vigente nos ambientes espiritas. E é isso que a gente sempre

enaltece aqui no e secar. O espiritismo fala da fé raciocinada, mas nem todos os espiritas a exercitam, nem todos os espiritas, ao falarem e ao escreverem acerca do espiritismo, manifestam essa sensatez. Essa sensibilidade, essa empatia para com o indivíduo, o outro e aquilo que ele esteja perpassando. O Wilson Custódio, inclusive, fez um comentário aí a respeito do trabalho assistencial espírita, que vale a pena colocar nessa nossa roda de conversa, né?

Diz ele que o grupo sai para entregar alimentos nas campanhas dos desabrigados. Agora nós estamos caminhando para o inverno, né? Aquelas noites de madrugadas muito frias, levando alimento, levando cobertores, levando agasalhos. E aí os circunstantes, os nossos queridos amigos do trabalho espírita, se admiram, né? Nossa, não tem ninguém na rua. Pois é, gente. Não é motivo para nós nos exasperarmos, nos

surpreendermos. Significa nesse contexto, entendo eu, que as pessoas estão sendo atendidas não, muitas das vezes pelos espíritas e muitas situações por grupos assistenciais que nem Bandeira religiosa possuem. E não estão ali para catequizar consciências e corações, estão ali para o serviço empático de assistência ao outro. Isso precisa também estar na baila das nossas discussões para

não entendermos que. Estamos nós numa posição superior àqueles que são os necessitados da matéria, os necessitados da carne, os necessitados das coisas materiais, onde o bem. Opera, não é? Necessário alarde. Esse é um princípio que nós temos que ter sempre em evidência. Vamos caminhar um pouquinho mais, né? Temos a questão número 7 para ponderar. O que dizer? Acho que eu começo contigo

agora, né? Cris o. Que dizer de certas pessoas que, ao verem a Felicidade dos outros, se entristecem e invejam aquilo que os outros são ou aquilo do que os outros têm? Barbaridade? Que pergunta, Hein Marcela? É. Que mundo nós? Vivemos, né, num planeta de provas e de expiações, e nós estamos aqui para trabalhar as nossas más. Inclinações. É muito complexo. Dizer assim? Eu não tenho inveja de ninguém, eu não gostaria de ser o que a pessoa é e deter o que a pessoa tem.

Porque muitas vezes a gente não se dá conta da caminhada da pessoa, eu invejo a. AA Marta. Porque tá morando lá no Rio de Janeiro e tem um sotaque bacaníssimo. E eu tô morta de inveja dela, tá? Mas eu não. Sei das dores da. Marta, porque quando a gente olha. Alguém. A gente, em geral, olha o que está no externo. A gente não sabe as dores pelas quais as a Marta passou, a gente não. Sabe o caminho? Cheio de pedras que a Marta trilhou e que esse sorriso.

No rosto da Marta? Essa Alegria, essa exuberância, tá? Foi uma Conquista dela também, muito sofrida, né? O que eu digo dessas? Pessoas nas quais na. Qual nas quais eu me incluo. É que a gente precisa olhar para nós, né? E saber. Que a gente precisa domar. Determinadas inclinações, a inclinação do que de enxergar o outro e achar que o outro, tudo que o outro aconteceu com o outro, foi mais fácil. Ou seja, minimizar, né? Os problemas. Pelos quais o outro.

Passou porque a grama do vizinho é sempre mais verde, né? Os filhos do vizinho são maravilhosos, né? Mas eles são tão doloridos quanto os meus na proporção deles, porque AOA trilha é do outro. E a dor pelas quais ele e pelas quais ele passou também ninguém sabe. As. Necessidades de cada um, né? Tem? Uma música, né, Marcelo? Um poema? Que diz, ninguém sabe a delícia de ser ou de ter o que é. É isso, né? Ninguém sabe.

E por isso, muitas vezes, na nossa insensatez, a gente gostaria de estar na pele do outro. Mas o outro tem outra caminhada, já tá dizendo aí? O outro tem outras perspectivas, tem outros afazeres. Eu, Ah, tá ali, ó. O nosso músico maravilhoso, sabe a dor e a delícia de ser o que é. É verdade, né? Só podia ser um Caetano que tem escrito isso, né? Sabedor. Conhecedor da língua. Portuguesa, né?

Nós. Precisamos. Entender que sim, nós temos essas paixões, nós temos que aceitar essa, essas paixões, mas nós temos que trabalhar para que elas se extingam pouco a pouco, sem culpa, sem pressa, mas ter o entendimento de que a pessoa está nessa situação porque ela trilhou determinadas coisas. E eu preciso entender isso. Eu passo por dores, a Marta também passa. Mas eu quero ser como a Marta, porque eu não consigo. Entender. Que os outros também sofrem.

Acho que é mais ou menos isso. Marcelo, e aí, martinha? Como lidar, então, com a? Inveja que gera a tristeza. Complicado, né, Marcelo? Complicado, mas eu vou muito por. Essa linha aí que a. Que a Maria Cristina falou, sabe, eu costumo sempre falar isso, né? A gente às vezes olha pra uma pessoa, né? A gente às vezes olha, a gente acaba não valorizando, né? Às vezes é tão difícil pra gente

conseguir determinada coisa, né? Só só a gente mesmo pra saber o que nos levou até AA conseguir aquela coisa que é tão pequena. Mas a gente está sempre querendo aquilo que o outro tem. Aí a gente acaba por não valorizar aquilo, né? As nossas conquistas. E eu concordo com a Cristina, né? Muitas vezes por detrás de uma pessoa ark milionária, né? Pode estar ali um coração destroçado, né? E quando ela fala que a gente não sabe o que vai dentro do coração do outro, é perfeito,

né? Agora, Marcelo, isso é muito complicado, porque na verdade, o que fazer, né? É, na verdade, quem? Tem que saber. Que precisa não fazer. É quem faz, né? É, não tem como, né? Eu simplesmente, primeiro que muitas vezes a gente não sabe, né? Então é, é aquela prece que a gente faz. É de manhã, é é aquele pedido que a gente faz, né, pro nosso anjo guardião, tá ali ao nosso lado, nos intuindo, né? Mas é como como lidar com isso, né?

Muitas vezes a gente não sabe, né, e se a gente sabe, não sei, de repente agora até me ocorreu isso, né? É, mas não sei também, né, porque seria uma exposição, né, a gente acabar é mostrando pro outro, né, que. Nós não somos só Alegria, né? A gente costuma ver, eu digo sempre isso, né, que a gente no Facebook, é lógico que a gente nas mídias, né, a gente não quer mostrar, não quer se mostrar triste, né? A gente quer sempre mostrar a melhor foto é a gente quer eternizar algum momento.

Foi importante pra gente, né? Dificilmente a gente coloca lá alguma coisa dividindo uma dor, né, No No ambiente assim de mídia social. É talvez, né? Se a gente conseguisse, é, não sei se expor menos, né? É porque por detrás daquela família, né, às vezes tem aquela família linda, né? Parece assim um comercial de Margarida de margarina. Aí você vai ver quantas vezes acontece isso, gente, eu falo, né? Às vezes você olha uma família e tem casamentos que são

perfeitos, aí de repente. Quando aquilo ali termina, ficam todos assim, ué, mas como como era tudo tão perfeito? Então não era, né? Então eu acho que talvez uma menor exposição. Marcelo mais Presse, né? E o próprio, né? Entender que ele não deve querer aquilo que ele é do que é do outro, né, que ele precisa sim, valorizar as suas conquistas, eu acho que é essa é minha contribuição. E pensar também. Que é um pacote. Completo, né? Meu amigo, meu amigo, minha amiga.

Você tá desejando a vida do outro. Você tá desejando o que o outro aparenta ser, porque a gente nunca vai saber se é o que a pessoa é ou o que ela aparenta ser, de qualquer maneira, em sendo a pessoa. Assim é o pacote completo, com os bons e os maus momentos, com os sucessos e os fracassos. Com os amores e os olhos, com as dificuldades e as facilidades e o processo como um todo. Você nunca vai conhecer minha gente. Nós estamos passando de 1 hora e meia de live.

Vamos encaminhar a última pergunta, mais leve, mais tranquila. Não que as outras não tenham sido, né? Mas para puxar para o nosso patrono. Né pro nosso grande Allan Kardec e a sua missão de como sacerdote druida reencarnado como vítima da inquisição, também reencarnado como Jean Russ. E agora, como Alan Kardec e o professor rivail na questão 938

do livro dos espíritos. Olha aí, você que está conosco ao vivo ou que vai assistir esse vídeo depois, dá uma olhadinha no que diz a questão 938 e, é claro, com a resposta dada. Pelas inteligências? Invisíveis ao professor francês. Kardec, em seguida, comenta a pergunta 938, dizendo assim, a natureza deu ao homem a necessidade de amar e ser amado, vou repetir, a natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado, né? Uma ida e uma vinda. Um dos maiores. Gozos.

Que é? Concedido na Terra ao homem é o de encontrar corações com quem o seu simpatize. Mas como nem tudo são flores, aí vem o tópico da nossa pergunta, desse gozo, dessa Alegria que é proporcionada por encontrar corações que simpatizem com o seu está. Excluído o egoísta, ou seja, o egoísta não experimenta essa Felicidade, esse gozo, esse prazer de encontrar criaturas sintonizadas com seu pensamento disso isso vou perguntar, quem é egoísta não consegue amar? Marta.

Marcelo, a gente vai voltar para. Aquela questão, né? Eu acho que a gente não tem essa capacidade. Depende de que amor você tá falando, né? Desse amor como entendia Jesus. Eu acho complicado, Marcelo, a gente conseguir, porque a gente tá, a gente tá sempre é querendo, na verdade, satisfazer. Né, é igual a história da mãe, né? Será que realmente ela queria,

né? O que que era mais importante era é por que que aquilo era tão importante, não era porque Pra Ela ela queria, era o filho vivo, né? Então é EE, se aquilo ali tivesse, né? Tem até uma agora, até me lembrei de uma história lá do céu, inferno é do pai, do recruta, né, quando ele tira. Ele, ele, ele se mata, né, porque é na Itália, né? Naquela época não podia, é o filho, né?

Sendo o é filho único, ele ir pra guerra, então quando o filho dele ou quando o filho desse homem foi chamado pra guerra, o que que ele faz? Ele se mata, né? E aí depois, né? Teve uma série de desdobramentos, mas o que o que eu achei mais interessante, né? Na Na. Nas evocações e depois naquilo, né? Nas nas conclusões de Kardec e naquilo que Santo Agostinho fala, porque ele também se posiciona sobre esse caso, né? É exatamente isso, né?

E se quem é que garante primeiro, né, é porque o pai diz que ele estava livrando o filho de morrer. Mas aí Santo Agostinho pergunta, mas quem é que garante que ele IA morrer? E outra coisa. Quem é que garante que a prova dele não estava ligada a isso, né? Quem sabe se não for o pedido, se aquela guerra não seria alguma coisa que faria com que ele crescesse? Então eu acho, Marcelo, que a gente e nesse agente eu me coloco, tá? Eu acho que a gente é mistura muito essa questão de amor com

apego, entendeu? Eu acho que a gente, na verdade. É muito difícil, né? A gente é se desvincular desse interesse pessoal que a gente tem. Então o que que eu vou dizer? Egoísta todos nós somos, né? Só que alguém traz numa quantidade maior, é a revés. De repente já conseguiu, né, ser menos egoísta do que eu, mas de repente eu já consigo ser menos, sei lá, maledicente do que ela, então assim. Nós estamos todos na mesma estrada, né? A gente tá todo mundo caminhando. A gente na verdade quer

melhorar, né? Agora realmente é. Eu não vejo como, né? A gente aqui num planeta de provas e fiações, né? Com a evolução que a gente tem hoje, a gente entender, né, esse sentido de de amor. Marcelo, eu acho muito difícil esse amor. E sua totalidade, esse amor que Jesus pregava? Eu acho que não. Acho que a gente não não entende isso. E o. Egoísmo parece que dificulta um pouco. Isso não é Cris bastante. Bastante. Eu acho que a busca pelo amor é a essência da vida, nós somos

seres. Ainda muito imperfeitos. E nós estamos caminhando para a perfeição relativa. Estamos no mundo de provas. E de. Expiações, né? E 2 grandes? Chagas da. Humanidade são o egoísmo e o orgulho. Bom, acredito que assim como o amor. Essa busca pelo amor. É uma construção. É um entendimento. Nós conseguirmos extirpar o egoísmo também é um processo a medida que nós. Vamos entendendo? Né? Nós vamos internalizando o que é o amor? Nós vamos retirando.

De nós? Metaforicamente falando, partículas do egoísmo e do orgulho também. Nós somos seres. Gregários. Nós precisamos? Das. Criaturas da criação para viver o nosso crescimento. Intelecto moral necessita, faz, é, é, é, é, é preciso. Que nós tenhamos. Pessoas. Ao nosso redor. Que a criação seja algo presente na nossa vida. Mas muitas vezes. A gente? Se. Quer se sobrepor? A tudo isso porque nós temos ainda entranhados em nós, muito egoísta, Eu Acredito que a.

Melhor casa, o melhor. Carro, o melhor, emprego o melhor, tudo é para mim e para aqueles a quem pretensamente eu denomino de meus isso. É um orgulho. Exacerbado. E às vezes? Talvez não seja. Esse o processo, como bem chamou a Marta, com aquele artigo da revista espírita amar é processo. Retirar de nós o egoísmo e o orgulho também. Eu acho que é mais ou menos isso, colegas. É um processo, é um contexto, é um aprendizado e é isso que a gente faz toda live todo o.

Embalo de sábado. À noite, proporcionando a todos nós que estamos aqui na bancada e você que está aí nos acompanhando pelo vídeo, ferramentas, instrumentos. Orientações, explicações e mais do que tudo. Isso junto. Novos questionamentos que impulsionem a cada um de nós para as nossas buscas. Nós ficamos muito felizes com a sua presença entre nós, com a sua participação na forma das perguntas e dos comentários que nos encaminhou pelo chat e esperamos, vê Los?

Em. Outras oportunidades aqui na nossa live, nosso espaço de debate de dialógica e diarética. Vamos então deixar que a Marta e depois a Cris se despeçam do nosso público para encaminharmos o nosso encerramento. Marta, as suas palavras finais, Ah, eu queria. Agradecer. Né? Por por essa oportunidade, né? É, foi assim, uma coisa preciosa, né? Muito bom, muito bom mesmo a gente poder falar, né, sobre esse assunto.

E eu queria terminar, Marcelo, com, vou trazer um poema de alguém que eu não sei se o nome é Benedito Benedita, não sei. Foi um poema que veio pra mim assim. É e eu achei interessante ele ter vindo justamente quando a gente fala de amor e de apego. E o nome do autor é Bené Lins. Não sei se é Benedita Benedito, mas diz assim, o amor e o apego. O raio clareia, seduz, ilumina, mostra o caminho a percorrer, mas o olhar para ele cega. A visão na trilha é o que

devemos ter. O amor é raio, luz, Diamantina. Por essência do viver, quem olha para ele se apega na ilusão do Arco-Íris que se vê. Amar é verbo intransitivo apegar se é possessivo, o amor é transparente, inteligente, sente. O apego é para carente, usa a mente, mente. O amor está além da razão, é essência. O apego está na emoção, é, é desculpe. É. Aparência. O amor é verso, é a verdade. O apego inverso é saudade. O apego se vai chorando, enquanto o amor sempre vem sorrindo.

Quem ama é amante, quem se apega é amador. O amor é transbordante e o apego traz a dor. Apegar, se é ter algum amar é ser um gratidão por essa oportunidade. Gratidão. Martinha, por mais uma. Estada conosco aqui na nossa bancada. Peço a você que aguarde um pouquinho lá na sala do chá, que daqui a pouco a gente vai fazer o encerramento. Cris, a palavra é sua depois desse poema, né? O que que a gente? Diz, realmente, queridos nossa, o nosso muito obrigada por

estarmos aqui nessa noite. Com vocês tendo a paciência de nos ouvir, é preciso que a gente. Saiba já que a. Marta falou num poema que na literatura, o amor era triste, Ana karenina, Romeu e Julieta, Doutor Jivago, eram amores sofridos, amores doloridos. E nós, na nossa vida, o que nós queremos mesmo é sermos. Alegres e não sermos triste. Um grande abraço pra todo mundo e mais uma vez, muito obrigada. Até breve é isso.

Aí, Cris, até breve que a gente. Possa ter você, assim como a Marta, em outras andanças, em outras lidas, em outros debates. E amanhã a Cláudia está lembrando aí, né? O dia do amor na Terra, dia de quem cuida, ensina. E algumas vezes dá a luz então agradecendo a Cris pela presença entre nós, pedindo para ela aguardar um pouquinho lá na sala do Chape, o nosso encerramento, nós vamos dedicando esta live de

hoje. A todas as mães, as mães biológicas, as mães espirituais, as mães de sentimento, as nossas mães que já se foram da Terra e aquelas que estão ao nosso de redor, fazendo com que nós reflitamos cada vez mais da importância dessa missão materna entre nós, com sofrimento e com Alegria, com tristeza. E com júbilo, essas 2 faces da moeda, muito bem, vamos partir. Para o nosso encerramento.

Dessa live lembrando mais uma vez o nosso poetinha na voz de Tom Jobim, que interpretamos por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer. Que todos os caminhos me encaminham pra você. É isso aí, gente. Estamos encerrando mais um embalos de sábado à noite aqui no eck. Fique de olho na nossa programação para saber qual a próxima live que estará sendo tratada e trazida aqui no nosso canal das Lives no YouTube, dentro da programação do espiritismo, com Kardec.

OE seca. Agradecemos a sua presença, a sua simpatia, a sua contribuição na forma de questões e de comentários e esperamos que você possa nos ajudar disseminando esse conhecimento, encaminhando o link dessa live para os seus amigos, seus companheiros de casa espírita, aquelas pessoas que você quer bem. Porque essas interpretações vão

ajudar, com certeza. Como ajudam a nós a entender melhor a vida, as nossas relações e o porquê da tristeza em alguns momentos, assim como o significado da Alegria em outros. Muito obrigado. Um beijo, um abraço, um excelente domingo, um grande Dia das Mães para todos. Tchau, gente.

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