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Saúde física, psíquica e espiritual da mulher [Ep12]

Feb 09, 20232 hr 4 minSeason 17Ep. 12
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Dentro da programação do "Mês da Mulher" do ECK, estaremos promovendo, no próximo dia 26 de março, uma Live com uma temática ESPECIALÍSSIMA. Estarão, juntas, TRÊS competentíssimas mulheres, em suas áreas de atuação e na ambiência espírita: ALCIONE MORENO, médica, ANA CLÁUDIA LAURINDO, cientista social, e ERCÍLIA ZILLI, psicóloga, para tratar do tema:  A mediação (estréia!) será de Claudia Jerônimo.  Vem, então, com a gente acompanhar o que essas fantásticas mulheres têm a nos dizer sobre o SER MULHER, em variados quadrantes, contribuindo para a valorização integral das Mulheres, Espíritos encarnados dentro da Lei do Progresso.

Transcript

Noite, amigos e CK anos e hoje estou eu aqui como mediadora. Eu não poderia fazer uma cara de desespero de jeito nenhum, mas muito feliz de poder participar de uma noite tão especial junto com vocês e com o Érico reis maravilhosas que estarão com a gente hoje. A nossa live de hoje é saúde física, psíquica e espiritual da mulher. Nesse mês especial, com mulheres maravilhosas e contamos com a participação de todos vocês. Bom. E hoje nós vamos trazer essas mulheres incríveis e vamos

começar com uma delas. Que eu tive a honra de conhecer hoje, mas já vi que é uma pessoa extremamente especial, Alcione Moreno. Olá, Alcione. Você precisa abrir o seu microfone pra gente. Começamos bem, né? Vamos lá, querida, vamos lá, Alcione, gene co, lojista e obstetra homeopata é formada em psicossomática, educadora e terapêutica sexual formada pela sociedade Brasileira de sexualidade humana e faculdade

de medicina do ABC. Aqui na minha Terra, olha que legal, instituidor e conselheira da fundação porta aberta, participa do gelpi do cedoc. E vice-presidente da cepa Brasil e responsável pela parceria e intercâmbio da cepa que bacana, Alcione fala mais um pouco de você pra gente. Bom, primeiro 11, boa noite a todos que estão nos assistindo. É uma honra estar aqui com vocês. Ter recebido o convite. Do ICK, tô muito feliz da gente

estar juntas. É assim lá, espírita e sempre estudei bastante o espiritismo e adoro a minha profissão. Quero partilhar com vocês que esse ano eu faço 40 anos de profissão, que eu amo, que eu adoro. Então, muito obrigada pelo convite e espero estar contento das expectativas. Muito obrigada há, temos certeza que vai ser muito bacana a nossa próxima convidada. Ela é a ercília zilli. Boa noite, Cláudia.

Boa noite a todos. Muito obrigada pelo convite, pela oportunidade de estar aqui muito bem a esse. Ele é psicóloga com especialização em gestão de entidades do terceiro setor, necessário mestrado em ciência da religião e doutor em ciência da religião. É de berço espírita, é palestrante e preside a associação Brasileira de psicólogos espíritas. Conta mais alguma coisa pra gente? Ercília? Pois é, eu também, como tive, é como você colocou, nasci em casa espírita.

E por muito tempo eu pensei que só existisse essa visão é me surpreendia muito com a questão de de outras abordagens. Então é. É sempre foi natural essa convivência com as questões é espirituais e quando eu entrei no campo da psicologia é também tive a Felicidade de perceber muitos pontos de convergência. Muitos pontos de união entre uma abordagem e outra. E tivemos também oportunidade de, junto com alguns colegas de fundar abrup, associação Brasileira de psicólogos espíritas.

Que é uma associação que tem aí, é também lutado muito no sentido de poder oferecer, é atendimento psicológico para pessoas de baixa renda. Temos um voluntariado fantástico, maravilhoso, pessoas extremamente dedicadas, então é nossa experiência. Vem daí. Muito obrigada, Cláudia, e trazerem toda a todos que estão aí conosco neste momento, com quem já tivemos até uma pequena prova. O prazer é todo nosso.

Muito obrigada. E agora a nossa terceira convidada, ela esteve aqui não faz muito tempo. Ela é a Ana Cláudia Laurindo. Bem-vinda, querida. Coisa boa, poder voltar e ser recebida assim, com esse carinho. Muito feliz de estar aqui novamente. Porém, com o orgulho de estar ladeada por mulheres tão especiais quanto estas que estão aqui hoje. Que coisa linda. Muito bem a Ana Cláudia. Ela é cientista social, mestre

em educação. Ela é escritora, com 7 livros publicados, pra professora e palestrante espírita. E tem mais uma coisinha que ela faz que é maravilhoso, está bem atrás dela, que são mandala, lindíssima. Ela é uma artista, também pensa que não olha só, fala um pouquinho mais de você pra gente, Ana. Olha, eu estou vivendo nessa jornada entre o espiritismo e a descoberta de Contatos Inter religiosos, um momento muito

singular. É percebendo o quanto o corpo foi aprisionado na ideia e o quanto a ideia ela pode libertar o corpo e ajudar o espírito que somos encarnado neste corpo a fluir melhor em benefício da vida própria e da vida coletiva. Como expressar isso em escrita e arte? É algo que eu ainda estou descobrindo. Muito. Muito bem. Então, há. É, é, aproveitem quem ainda não permitiu que o streaming hard reconheça o seu perfil, vai lá,

faça isso é muito bom. Sabemos quem é que está falando com a gente, apareceu o seu nome, não tem problema nenhum, pode colocar, não há vírus, é tranquilo, tá bom? Aí o Nelson colocou pra gente aí na tela. Bom, eu vou começar com uma pergunta, eu diria até um pouco pessoal, mas que eu acho que é importante para todas as mulheres. Sobre o empoderamento feminino. Então vocês são mulheres bem-sucedidas na área de vocês, vocês a jato, algum tempo, né? Mulheres lindas e maduras.

E como que foi esse percurso para vocês chegarem até aqui? Foi muito desafiador, turbulento, porque antigamente não se falava tanto do empoderamento feminino, é algo um pouco mais recente e hoje ainda há alguma descoberta a respeito, né? E como que a mulher que participa das atividades espíritas? Palestrantes, médiuns coordenadoras conseguem compartilhar, compatibilizar. A dupla jornada do trabalho e do lar com essa terceira, que é na instituição espírita, então

vamos unir tudo isso, né? O trabalho de vocês, como vocês chegaram até aqui e com e se unindo com o trabalho espírita? Como começar com você? Alcione? Então vamos lá, é. É. É um trabalho árduo, né, gente? É difícil, Claro, muitas oportunidades e muita, muita luta e acho que de todas, né? Então eu sempre quis fazer medicina. Desde pequenininha eu eu me lembro que eu brincava de bonecas. Eu punha assim nas cadeiras que

era a minha enfermaria. E só que o fim de uma família muito humilde, então é. É até que eu consegui. É, eu passei Na Na faculdade, então era um grande estresse. Fazer a faculdade? Não, não foi fácil, é? Eu escolhi ginecologista e, por incrível que pareça, eu sofri bastante preconceito sendo mulher é na ginecologia. Então eu imagino nas outras, nas outras especialidades. E é. E eu tenho 2 filhos.

Lindos. E a gente tem, tem, então é o que eu, eu moro em São Paulo. Vocês conhece quem conhece, né? São Paulo é uma cidade bastante grande, então eu tentei fazer algumas coisas que me ajudaram muito, né? Então o meu consultório era perto do hospital que eu trabalhava em minha casa também. Então pra eu falo que tudo era naquele quadrilátero, nunca a nunca abri mão de pegar meus filhos na escola que eu amava. Então você faz um esquema, né?

Aquele esquema assim, de horário é, você tem tinha 2 horas de almoço. Pega as crianças na escola, termina o almoço do almoço pra todo mundo. E aí saía de casa. Eu falei bom todo mundo, enquanto todo mundo trabalhando eles vão fazer a lição de casa. Eu ia pro consultório e a hora que voltava, enfim, e você vai fazendo conforme vai dando as prioridades, né? E. Mas uma coisa fantástica e passa tão rápido, os filhos crescem muito, muito rápido e aí a gente

vai se acertando. É, é difícil, mas eu adoro trabalhar com mulheres, porque eu acho que só mulheres conseguem essas façanhas de conseguir trabalhar, conseguir acertar sua casa, cuidar dos filhos. Você sabe o que tem na geladeira pra fazer de almoço? Só mulher consegue essas coisas. E eu acho fantástico. Eu gosto muito, identifico muito com essas guerreiras que somos todos nós. Muito bem, muito obrigada. E você, filha, pode falar um pouquinho sobre isso para a gente? Olha, é.

Eu também tenho 2 filhos. E 3 netos. E eu vou ser Franca com vocês. Eu nunca sofri nenhuma discriminação pelo fato de ser mulher, né? E sempre me senti muito à vontade nessa forma física. E com a plena consciência de que são espírito com este veículo de expressão. E eu digo assim, que se fosse para ter a salvação. Fazendo o que eu faço para ter a salvação, eu estaria perdida. Porque eu faço, porque eu gosto.

Né? Enquanto a gente esperava que ajusta aqui mais pra cá, mais pra lá ainda, olhando um pouco o WhatsApp é, recebi uma mensagem da norinha com uma foto do neto mais novo, que estava ajudando a terminar um bolo, um morango. Se ele acabou comendo os morangos da cobertura, né? Então é. Então assim é, é eu, eu, eu digo assim é puxado. Mas eu também não sei se é puxado por ser mulher. Eu. Eu me organizei muito para as coisas funcionarem.

E já tive que muitas vezes que já algumas vezes faltar em aniversário de neto, porque o compromisso estava marcado. Agendado com 1 ano de antecedência, então eu escolho um outro dia com Bidu e digo, olha, não estarei nesse dia, porque esse compromisso foi marcado com 1 ano de antecedência. Isso a festa foi decidida há 1 mês. Eu não tenho como, então eu deixo muito Claro para as pessoas ao meu hot redor, é o foco da minha vida. Eu amo a psicologia, amo a

doutrina espírita. É gosto de estudar, né? EE gosto de outras coisas, né? Por hobby. Né? Então, às vezes pra não ter uma coisa só intelectual, o tempo todo é, eu me dedico a outras atividades para relaxar, né? Então é eu brinco que eu sou mestre de obras, eu também. Eu gosto de alguma coisa ligada a, por exemplo, fazer um. Uma guirlanda não é porque isso tudo é, é o que eu digo é, eu nunca tive nenhum tipo de discriminação e seria injusta se eu dissesse isso.

Dê sempre. Fiquei muito a vontade também utilizando esta forma física, sei que ela é temporária. Aquela específica serve para essa existência, mas confesso que que me sinto à vontade nela. Muito bom. Muito obrigada, é. São opiniões diferentes, momentos diferentes, né? EE sempre importante porque sempre alguém vai se identificar, vai entender, vai se colocar ele num lugar muito bom. E você, Ana, o que que tem a dizer para a gente sobre isso?

Olha, é, nem dá pra falar muito porque iria ocupar um espaço maior que o devido é, eu diria que AA. Minha história, ela. Foi a escrita. Antes da encarnação para aguentar os trancos e ter fundamento. Para fala e escrita de um modo que possa contribuir. Para a libertação de alguns pensamentos de algumas formas de de entender essa vida. Porque? Um nascido na zona Canavieira de Alagoas. Numa família extremamente tradicional, católica, com todos os elementos do patriarcado em

pleno vigor. Que logo, muito cedo, mãe de 4 crianças e me tornei Academy. Química já mãe, dessas 4 crianças e tive que conciliar trabalho maternal. Cidade, casamento e vida social é vida de religiosidade, de trabalho, ativista, de militância política, então muitas coisas juntas me fizeram essa mulher que consegue entender mulheres. Com mais sensibilidade do que olhar de julgamento e que consegue estender até um pouco

dessa. Cara deste carinho AAA homens, porque nós estamos em um contexto social que nos rouba não somente a consciência da importância que nós temos, mas nos rouba mesmo. A vivência dessa importância. Então, AA minha vida misturou muitos elementos, nem todos foram lindos, nem todos podem ser romantizados, mas com certeza todos todos eles tiveram um direcionamento sociológico.

Para me tornar uma cientista social comprometida com a história do tempo em que vive, então compreendendo que como espíritos, nós também vivenciamos situações de dores e elas podem nos ajudar a chegar a entendimentos que nos felicitam. Eu não me tornei uma mulher amargurada, mas eu sou uma mulher. Vi veia poética bastante estendida sobre as coisas e consigo trazer isso para o meu olhar social. Com muita leveza eu agradeço

muito a vida por isso. Poxa, que bacana, então eu eu vou aproveitar que vocês falaram sobre estar mulher e tem uma pergunta aqui que fala assim, quando reencarnamos reencarnados como mulheres, vocês entendem que a maior sensibilidade permite aprendizados em experiências intelectuais e Morais? E aí que que você pensa sobre isso, Hercília? Então quando eu coloquei a questão da. Da forma física do veículo de

expressão. Mas reconhecendo que sou um espírito que com certeza já passei por experiências na forma física, masculina e outras na forma física, feminina e dentro de uma visão da psicologia integrando. O sensibilidades. Né? Integrando formas de ver é e acredito que isso em algum momento vai ter um resultado interessante, que é justamente é a integração de ânimo. Se Ânima a integração do do masculino feminino é de tal maneira que o espírito, né?

Porque uma face talvez seja uma facilidade em termos de aprendizado, 1 hora usa uma forma física, euros a outra, para que a gente possa é desempenhar determinados papéis e trabalhar essa questão da sensibilidade. Então eu quando digo que me sinto à vontade, é de maneira alguma é. Eu poderia dizer, olha, mas é fácil, tá? Né? É. São escolhas que, de maneira que a gente vai amadurecendo, nós precisamos fazer o tempo todo.

E eu sou filha, né? Porque minha mãe já está em outro plano, mas diz que mãe é sempre mãe. E ela sempre foi uma mulher muito forte. Uma mulher muito guerreira, né? Nos criou sozinha. Eu perdi meu pai muito cedo. E ela sempre deu conta do recado. E sempre nos ensinou a trabalhar AA. Temos um vínculo. É com a religiosidade? É, mas tinha dever de casa. Tinha que compartilhar tarefas, então assim, e não foi muito diferente. É tem o meu irmão e tem eu, né?

E nós foi muito bom assim, olha, cada um vai ter que colaborar de alguma forma, então eu acho que essa questão da integração é meta de evolução. Né? E como meta de evolução, eu tenho que olhar o que está ao meu redor hoje, né? E perceber essa sensibilidade. É, escuto muita gente. Né? É no consultório, eu, a gente, eu escuto pessoas há mais de 30 anos. E vejo que muitas vezes, mulheres são. Tem 1111 percepção.

Eu, 11 virilidade. Nós estamos falando de orientação, mas uma ação mais viril, no sentido psicológico da questão é, e alguns homens que têm uma sensibilidade mais ânimo, mais alma, né? E acredito que isso seja fruto dessa integração que o espírito vai trabalhando através das encarnações sucessivas. Então eu acho que a sensibilidade de hoje quer dizer esse papel de hoje. O papel de gestar o papel de amamentar. O aqui, pegar uma criança no colo, preparar uma comida, né?

É. Gostar de algumas coisas que, a rigor, são consideradas femininas, mas que poderiam ser desempenhadas por outras pessoas. Então eu acho que essa integração ela vai caminhando, ela vai nos acordando para outras possibilidades e 1 hora nós vamos integrar essas. Essas sensibilidades de masculino feminino, de ânimo, se Ânima dentro desse enfoque que eu tô colocando. Bacana. Alcione, é você até falou que sofreu um pouco por ser mulher na sua área, né? Uma área que vão que você atende

mulheres. Então essa sensibilidade feminina que nós trazemos nessa encarnação, morou homens, olha mulheres, mas nesse momento nós estamos mulheres. Você acha que isso também te auxiliou ou você acha que atrapalhou? Como que foi isso No No seu momento como profissional, exatamente dessa aí da área sexual também, inclusive que você trabalha e é tão sensível falar sobre isso. Já foi muito rótulo hoje, ainda bem, está um pouco mais aberto, né, então. É como. Como que essa sensibilidade te

trouxe para isso? Olha, é. Eu acho que essas dificuldades que apareceram serviram só para dar mais força para para que o é. Investisse naquilo que eu acreditava que eu gosto e que eu, que eu sempre perseverei para para conseguir, e eu tenho de de praxe assim, eu sempre e eu falo isso independente do que do do credo, de cada pessoa, daquilo que ela acredita. Eu, eu sempre digo o seguinte, eu não consigo, como médica, ver a pessoa só como seu físico. Só como seu corpo, então a

pessoa é corpo e alma. O corpo não vive separado e então a gente precisa e eu busco sempre esse equilíbrio. Eu falo no nossa busca, vai ser. É um equilíbrio na sua saúde física, psicológica, sociocultural, que é importantíssima e espiritual esse espiritual, até como um espiritualista. A pessoa não precisa ser espírita, mas ela cria em algo que seja transcendente e essa essa sensibilidade eu vejo como do ser humano. Então tem coisas que AA sociedade é se forja de uma

maneira, né? Desde o tempo que ó, né? Que homem não podia chorar, que isso está deixando de de existir. E nós também, como é mulheres, é como ele se lê, falou. Ela gosta de semestre de obra, hora, ela vai que se não é uma coisa impensada, né? É. Né? E hoje eu eu valorizo muito essas conquistas de autonomia que nós todos conseguimos e pro homem também nesse sentido, então eu acho que é um construir, sabe?

Juntos, todos, juntos e misturados, como se diz nessa busca desse equilíbrio físico, psicológico, sócio cultural que é muito importante. Nós não estamos sozinhos, não adianta só eu, é evoluir quem está ao meu lado. Mas junto, esse entorno vai junto e essa parte espiritual de transcendência que a gente, como espírito imortal, pode muito mais. EE tem um olhar muito diferenciado daquele que não entende dessa forma.

Então eu vejo essa sensibilidade como uma construção, um aprendizado que nós fazemos no nosso dia a dia. É pessoalmente e junto com as pessoas que estão conosco.

Muito bom, muito bacana. É a sua fala falando sobre AO momento de mestre de obras da Síria, me lembrou que quando eu era jovem e fui estudar para ser secretária, fui fazer secretariado No No colégio e quando eu falei pro meu pai que eu faria secretariado, eu falou, mas, filha, você está muito mais para motorista de caminhão do que para a secretária dele

travel. Me lembrou muito esse momento e a gente hoje eu dou muita risada, mas na época eu falei, nossa, será que eu não vou conseguir fazer isso, né? Mas é interessante como nós nos mostramos. É algo que veio comigo, né? Um pouco mais forte, um pouco mais ali, um pouco masculina, né? A gente tem que ir um pouco também, né? Bem piano posso, posso só falar mais uma coisa? Claro, pode, a gente é, é, é, você vê como as pessoas, né? É, vou dar um exemplo do meu pai.

Ele sempre ensinou que homem é podia chorar, e ele foi muito discriminado na família dele por ele. É uma pessoa muito sensível e ele chora mesmo, tranquilo, mas. Pela cultura dele naquele momento. Lugar de mulher era dentro de casa, não era para para trabalhar. E nunca permitiu que minha mãe trabalhasse, por exemplo, EE. Eu, eu sei, eu é. Eu ia fazer medicina de qualquer forma, eu ia estudar alguma coisa na área de de humanas, de biológicas, né?

Eu iria, eu iria fazer, então já começou 11 discussão e que é? E ele presenciou isso nessa luta para e me ajudou muito nessa luta para que a gente fizesse um cursinho, entrasse na faculdade. Não sei como eles conseguiram, é. Pagar a todas as coisas, né, que precisavam e então essa mescla, né? De sensibilidade, de um lado, mas tem a cultura de outro e isso tudo a gente vai é vai

construindo, né? Porque Pra Ele foi uma mudança muito radical também no sentido, olha, mulher, não era pra trabalhar, mas minha filha é médica, é uma coisa fantástica. Prática, né? 11 coisa maravilhosa, tudo que ele né, que eles, ele, minha, minha mãe puderam me ajudar. Então essa luta constante, essa, essa construção que eu acho que a gente é, vai fazendo, vai aprendendo com todas nós. O que é que é lindo, né? É um que pode ser duro, mas é é

que é bem, bem bacana. Muito bem, é isso mesmo, esse apoio. Às vezes, o desafio faz com que nós cresçamos muito mais, não é? E eu acho que é esse desafio que a Ana deve ver na, nesse convívio social com pessoas de diversas classes. Não é isso, Ana? Abre seu microfone, amiga. Eu penso na sensibilidade como um recurso que pode ser trazido pelo espírito de outras encarnações, mas que sozinha não vai dar conta. Nós precisamos de conhecimento. Nós precisamos de apoio, nós

precisamos de oportunidades. Então quando nós admitimos que temos uma sociedade que pune mulheres de uma maneira ostensiva, isso não se resume a casos isolados, mas de uma maneira direcionada através das estruturas das instituições. Das relações, então não existe mulher que não seja afetada pelo machismo. Não existe mulher que não seja em algum momento da sua história. É alcançada pelo modus operandi da estrutura machista da sociedade. Muitas de nós às vezes,

convivemos com isso. Não nos incomodamos, é muitas de nós. Tocamos a vida, algumas até se adaptam. Mas é sempre muito importante perceber que nós temos uma estrutura de poder e é de poder político, econômico, cultural e com capacidade de decisão. Determinando como espíritos, que encarnaram para ter uma vida de sucesso, de êxito, de aprendizado No No caráter evolutivo como nós, bem importamos em dizer.

Vidas completamente atrapalhadas, dificultadas jornadas que poderiam ser exitoso e que são cortadas por sentimentos de tristeza, perda, depressão, que não não necessitaria exatamente existir, porque o eu não acredito em um determinismo. É um determinismo. Eu iria dizer masoquista? Não, mas é o contrário. Sádico de Deus, um determinismo sádico da espiritualidade. E sob esse ponto de vista? Eu vejo inúmeras mulheres.

Porque poderiam estar em uma situação diferenciada, não necessariamente dentro das estruturas que nós sociedade, observamos e consideramos como lugares de Vitória. Mas eu falo de vida, gente, nós temos mulheres que são proibidas de saírem de casa sozinha porque marido não permitem nem mesmo para fazer tratamento de saúde. Elas precisam ter alguém que as acompanhe. Nós ainda vivemos em um estado

de violência, é silenciado. Pela tradição, pelo costume, pelo hábito, pela ideia de família patriarcal, nuclear. Nós, enquanto corpos femininos, mentes femininas, nós enfrentamos sim, exercícios diários de sobrevivência em todas as áreas e como cientista social, eu afirmo que ter a ousadia de fazer análises políticas, de escrever politicamente e de me posicionar politicamente me custa muito. Me custa às vezes. Relações porque.

Porque o homem se sente incomodado de ver mulher pensando e falando e tomando decisões políticas? No sentido de. Em política social, porque eu não participo de partido político? Eu não tenho uma vivência política partidária, mas eu sou uma mulher política, onde quer que esteja desde o meu próprio lá ao centro espírita ou a um esbarrão na rua. Eu sou uma mulher política e percebo o quanto é. Nós não somos compreendidas, nós somos rechaçadas, nós não somos

aceitas. Quando nós saímos das bolhas convencionais. Muito bem, roof aqui, discurso gostoso de ouvir isso mesmo, não é da nossa força muito bom e vamos aproveitar que você falou das instituições, vamos falar das instituições espíritas, vocês acham que as instituições espíritas, elas estão preparadas para receber as mulheres com problemas espirituais, OK físicos EE, também psicológicos.

As pessoas lá estão preparadas para poder é orientá-los a procurar um profissional como vocês a procurar um alguém que possa auxiliar nesse sentido. Tanto dentro de doenças, dentro de problemas de depressão ou até com problemas de violência doméstica. Vocês acham isso que que você pensa sobre isso, Hercília? Olha, eu tenho uma experiência. Abra p, já tem mais de 20 anos, né? E eu vim de centro espírita, eu vim da federação espírita do estado de São Paulo. É, fiz toda a trajetória.

Dentro do movimento do da, da, da, da escala espírita. Embora tenha começado na minha cidade Natal, que é Bauru. Então, assim eu procuro ver as coisas. É. De uma forma, é. Serena. A minha profissão, de certa maneira. Me, de certa maneira, também me levou a encontrar um ponto de equilíbrio do diálogo, porque o processo terapêutico ele é um parto. É o tirar de dentro. Isso implica em estabelecer um vínculo. Confiança para pessoas se

colocar. Essa questão da da Ana que ela fala, da mulher que sofre violência, é evidente. Eu acho que tanto eu como Alcione é, já vimos isso muito de perto. Né? Mas a abordagem é outra, né? A abordagem não é você. A poderosa você pode, você vai, né? AA psicologia ela não pode induzir em nenhum campo. E ela não é salvacionista? Não é da mesma forma. A doutrina espírita também não é salvacionista.

Então a psicologia vai levar o processo terapêutico, vai levar a mulher ou homem, seja lá quem for, que que buscará ajuda? Naquele momento? Um casal. É aí a encontrar a sua própria força. A encontrar os seus próprios medos. A lidar com essas dificuldades. E esse é um processo. É que precisa ser um processo mais suave, porque muitas vezes nós estamos mexendo em feridas muito doidas. Inferidas muito, é. Muito grandes.

E vamos dizer mais muitas vezes, nós estamos tratando de feridas que estão se reapresentando nesta existência, nesta reencarnação. Então a abordagem é, pode ser de uma maneira, mas pode ser de outra e no meu trabalho eu fui colocando, né? Aprendendo essa maneira de como nós chegamos na intimidade, na dor do outro ou no potencial do outro, e trabalhamos como que roubando um pouquinho aí da nossa amiga um pouquinho como parteira das emoções, né?

Então eu acho que pra valer. É o centro espírita, ainda está se preparando? O centro espírita ainda busca me pede muitas palestras, até mesmo capacitação para entender determinados quadros que não tem obrigação nenhuma de nascer sabendo, mas de buscar o conhecimento. Então é nós já falamos de já fizemos trabalhos ainda fazia noções de psicologia no atendimento fraterno ou como lidar com algumas questões. É que a pessoa não, não, não tem

uma formação. Lembrando que na rotina espíritas, somos todos voluntários, então é. É também preciso olhar com Caridade, com amor para essas pessoas muitas vezes que dedicam o melhor que tem e que buscam o conhecimento. Nós precisamos levar o incentivo. Nós precisamos levar, é AO conhecimento de que nós somos portadores e o outro vai levar o seu próprio conhecimento. Quando foi anunciado, é quando Cláudia colocou que eu fiz uma. Uma pós em administração para

organizações do terceiro setor. É, eu entendi que isso realmente era uma necessidade minha no sentido da gestão da abrup aprendi muito. Eu era a única psicóloga, e a única é. Voluntária, né? Não? Após dentro de um de um curso da Getúlio Vargas. E as pessoas são novamente, você está, para que que está fazendo isso? Porque você quer buscar um emprego melhor? Não. Eu vou usar isso numa instituição como voluntária. E aquelas pessoas falavam assim, mas então você deve ser muito rica.

E eu dizia, bom, mas esse é apenas um valor que você está colocando o meu valor. Meu trabalho é um eu ganho dinheiro eu me mantenho através de um trabalho x isso aqui eu vou usar pro meu trabalho voluntário que tem uma força muito grande pra mim e levei esses conhecimentos. Escrevi um trabalho sobre isso, a fé como fator de motivação. Para o trabalho voluntário, juntamente com um colega que era altamente, é politizado, né? No sentido estrito da palavra,

né? Porque você pode ser política, viver é uma, é é político, né? Nós estamos assim EE, mas nós podemos atuar de diversas formas. Isso foi levado não só para nossa instituição, foi levado para outras instituições que buscaram esse tipo de conhecimento que eu pude fazer. O que eu pude fazer? Quer dizer, quando eu fui em busca, é de um mestrado de um doutorado, é, eu não fui em busca de uma vida acadêmica

propriamente dita. Eu fui em busca de ter conhecimentos que eu pudesse compartilhar com o movimento espírita para levar isso. Né? Então eu na realidade, não tinha uma pretensão de um título, de alguma coisa. Ele é decorrente, mas o meu objetivo era gerar uma produção que pudesse é agregar, principalmente no campo da psicologia. Então, gerou. Esse trabalho da gv, a fé como fator de motivação para o trabalho voluntário.

É uma pesquisa com as casas espíritas parceiras daquela época, com os voluntários daquela época. O meu mestrado gerou um livro que é o espírito em terapia, que Eduardo pra abrup pra fundação André Luiz. É EEO doutorado que não foi publicado ainda é, mas que também será doado para abrup, né? Como conciliar a postura, né? AA religiosidade, espiritualidade do psicólogo e a religiosidade espiritualidade do paciente, como é que lida com isso? Como é que se faz esse manejo, né?

E é Claro que esse está bem voltado a aos psicólogos e eles podem ser de qualquer religião ou nenhuma. Porque é esse manejo que está sendo tratado, que está sendo trabalhado ali. 1 hora que eu tiver um tempo eu vou ver se eu consigo é transformar isso numa linguagem mais palatável, porque a linguagem acadêmica no momento, ela é um pouco densa, é um pouco chata, então para quem é de fora, então transformar isso numa coisa mais fácil, né? Mas ele tem um, eu digo assim é

as casas espíritas. Nós nunca estamos prontos. Por que que as casas espíritas teriam que estar? Se nós estamos em constante construção, em constante processo. Não é? Então assim, agora, à medida que eu é. Adquira um conhecimento que eu fui buscar esse conhecimento imediatamente eu disponibilizo a quem quer que seja. Ele não é para mim, ele é para ser compartilhado, né?

Então, muitas vezes as pessoas, os centros, me pedem, aliás, me pedem sempre e eu conto para eles, né, que na verdade é um contato para eles e eles vão fazer isso é dentro das suas possibilidades. Né?

É isso. É, é interessante porque nós que trabalhamos no atendimento fraterno, eu trabalho e nós temos sempre que ter um cuidado, porque algumas pessoas que trabalham no atendimento fraterno acham que tudo é espiritual, não precisa do médico, não precisa do psicólogo, não precisa de nada, não é espiritual. Vamos lá passar na desobsessão, vamos fazer uma cirurgia espiritual. Pé, espera.

Não, nós precisamos encaminhar. Olha, você precisa de uma ajuda psicológica de uma ajuda médica, de uma ajuda social, né? EE nós precisamos ter essa sensibilidade de de de entender isso. E não acontece. Talvez esse seja um grande problema, não é isso, Alcione? Eu concordo com você, porque é fico muito feliz. Quando a ercília diz que ela promove é cursos para quem faz atendimento fraterno, porque isso é importantíssimo.

É, eu acho que acho há muito tempo não dá mais para o centro espírita fazer as coisas só porque as pessoas têm boas boa vontade. Isso é importante, mas a gente tem que ter o conhecimento, tem que ter uma pessoa que tá ali pra fazer o atendimento até, né? De muita responsabilidade, porque você está atendendo. É uma pessoa que vem com essas idéias de que tudo é espírito ou que vem muito fragilizada, então o. E esse primeiro atendimento?

Se quem está fazendo atendimento não está bem consigo mesmo, tá com alteração psicológicas, físicas, é difícil ele fazer 11 bom atendimento e isso tem que ser conversado. É casa espírita, tem que estar aberta a essa esse aprendizado, então não só da de psicológico para quem faz o atendimento fraterno, mas para fazer um bom encaminhamento. E a gente precisa tomar cuidado, porque. Ainda, muitos espíritas acabam seguindo. É o que o médium falou. O que é?

Então tu falou e isso não, a gente tem que continuar estudando, pesquisando, criticando, porque o espiritismo se constrói como nós como seres humanos. É 11 construção, então precisamos tomar cuidado, vê se é naquele centro espírita, não está, é. O tio que é promovendo o que sabe, mas assim como o machismo, então se é, será que a gente vê muitas diretoras na casa espírita ou a maioria das mulheres estão na assistência social? É, será? Como é o atendimento de pessoa trans?

É, pessoas homossexuais podem dar paz, porque eu já vi até isso. Não, não podem dar passe porque são desequilibradas, são do, enfim, qualquer outras coisas e. É muito temerário isso, então é muito importante que se faça um curso, realmente que se estude que procure se abrir para novos entendimentos. Espiritismo é uma doutrina progressista, uma doutrina humanista. Então a gente tem que que por esses ensinamentos em prática.

Excelente, e nós vamos falar sobre esse assunto daqui a pouco sobre os trans. E aí, Ana, o que que você fala pra gente sobre isso nessa parte social que você é tão ligado, você acha que as casas espíritas estão é preparadas para acolher sem precisar aprendê-las na religião? Eu Acredito que as casas, os centros espíritas, eles já têm o livro dos espíritos. Eles têm as orientações de Kardec, eles têm subsídio para não se tornarem mais um dos tentáculos do poder amansando pessoas.

Ou distribuindo determinismos para que as pessoas não percebam o que lhes acontece historicamente. Quais são as influências dos meios sociais, culturais, políticos, nas suas histórias? O que agravará as suas dores? Eu tenho um feito olhares analíticos, sem aquele, sem nenhuma preocupação de. Minimizar os efeitos, né? Dessas análises, porque nós já temos uma caminhada

significativa enquanto. Espiritas, mas nós temos aqui no Brasil um envolvimento religiosi sta que compromete a interpretação kardecista, e isso precisa ser dito, não é em nome de uma Caridade sempre distribuída sobre a efervescência das dores humanas, muitas causadas socialmente que nós vamos justificar. Nos centros espíritas continuarem sendo referências de reprodução de uma cultura tradicionalista que olha para os indivíduos com critérios de classe de casta, de nacionalidades, de

regionalismos, de sexualidade. E que assim, sem fazer essa análise, sem fazer essa crítica e sempre se conformando de ser bom, de estar fazendo Caridade, de estar servindo, vai espalhando determinismo e deixando a camada responsável pelo centro dentro de uma bolha de conforto, se sentindo gente salva a gente do bem, gente que dá porque tem e tem muito amor e tem muita Caridade. Mas é também necessário o exercício da razão, o exercício da razão crítica, um olhar mais

kardecista e Kardec kardecista, lá daquela prática de questionamento que Kardec faz dos determinismos sociais. Nós temos fun ções, Ed. Seguir o que Kardec começou, nós não podemos cair no religiosíssimo de deixar Kardec apenas como uma referência ao Fortuna.

Quando é oportuno. Aí nós referendamos Kardec dentro da nossa vivência, da nossa prática, mas no geral, no dia a dia, nós somos mais rele religiosi, stas e aqui no Brasil, com fortíssima influência das práticas de Chico Xavier. Das palestras de Divaldo Franco, das palestras de Haroldo Dutra e também das fake news de outros médios populares, então nós temos uma responsabilidade tão grande aqui nesse país por conta dessa mescla, dessa interferência do pensamento religioso ista, mas que é

alocado dentro de tradições classistas, tradições tradicionalíssimos. Vistas e é por isso que nós temos hoje o sentimento de vergonha alheia, viver o espiritismo brasileiro misturado entre apoiadores de nazifascismo. Então nós chegamos a esse ponto. E por que nós chegamos a esse ponto? Os centros, os seus dirigentes, os espíritas, é, sejam aqueles que fazem atendimento fraterno, os palestrantes, nós temos uma responsabilidade de questionar, por que nós chegamos a esse

ponto? Certamente nós vamos encontrar as respostas quando tivermos a coragem de olhar de frente. Muito bem, meninas, vou pode falar Alcione. É muito bem colocado, Ana e me fez lembrar uma frase do Alexandre Júnior, que ele diz que muitos espíritas tem o seu mendigo de estimação. Então a Caridade é é simplesmente um AA. Cesta básica ou aquela ajuda, mas não transforma essa pessoa é não ajuda ela, né?

A Claro. Cada um se se transforma, mas não dá embasamento para ela que o espiritismo ensina isso pra gente e o muitos templos espíritas não conseguem passar isso para as pessoas. Então fica aquela assistência social onde tem o seu mendigo de estimação e não EE. Não dá condições para essa pessoa. Tornar um cidadão se tornar com uns os direitos que ele tem e é, não são legítimos, legítima. Obrigada. Obrigada pela fala, porque é exatamente isso que a gente está

vendo, infelizmente. É uma fala muito verdadeira mesmo. EE todas as casas têm realmente o seu mendigo de estimação. E como mudar isso, né? As pessoas acham que praticando só a Caridade da cesta básica da da pessoa ter o que comer, OK? Já estou ganhando o meu meu espaço em nosso lar, né? Débora Nogueira, que está assistindo aí, referência na nossa peça de teatro. Mas a é. Não. Não pensam que você tem que ensinar algo, é trazer a pessoa como cidadão, né? Pra pessoa também ter.

Ela vai se sentir feliz, porque ela também vai conseguir contribuir para a sociedade e contribuir para a família e isso é muito importante. E a casa espírita precisa entender, mas não volta naquilo. É tudo espiritual, não. Se ela tá passando por isso porque precisa, ele escolheu passar por isso, né? E a evolução fica aonde? Como que nós vamos evoluir se eu escolhi ser assim? E aí, como é que fica? E aí Alcione entrou num assunto muito importante, falando das pessoas LGBT, que ia mais.

Nós temos uma página que a rede espírita contra LGBT fobia nós de vez em quando tentamos colocar alguma coisa lá. É muito difícil. Material confesso, eu e o Marcelo nós procuramos colocar bastante coisa, mas dentro das casas espíritas foi exatamente que Alcione falou que é muito difícil, tem pessoas que acham que eles não podem dar passe, fazer uma palestra. Dar aula. Né? Ter 11 trabalho ali, só no social eles até deixam, né? Mas tem coisas que não há. E como que EEO país o nosso país?

Ele está regredindo nesse momento, né? Infelizmente, um país que deveria ser laico está totalmente religioso e voltado para um lado preconceituoso. É o que nós vemos. Então como é que nós vamos conservar uma saúde física, espiritual, psíquica, de uma classe tão bacana que tem muito a nos ensinar que luta, que tá ali sempre? Quem se cuidam, se cuidam muito esses dias. Eu vi um vídeo da Nany People em que Ela Foi fazer uma série de exames e ligaram para ela do

laboratório, falou. Dona nenê tem um problema aqui. Como que a senhora vai fazer mamografia? EE também vai fazer um exame de próstata no mesmo dia. As pessoas não estão preparadas. Ela falou isso como piada, mas aconteceu realmente com ela. Então nós precisamos também conhecer o gênero, né? Pra poder auxiliá-los e dentro da casa espírita, isso é importante para poder fazer esse encaminhamento. Olha, você precisa disso.

Os jovens tem muito AA pesquisar também procuram a casa espírita para ajudá-los e muitas vezes deparam com preconceito. Então eu pergunto pra vocês, e de que forma a casa espírita poderia auxiliar esse grupo? E eu vou começar dessa vez pela Ana. Então, é. É, eu tenho um filho. Que ele mora, ele vive com outro rapaz. Ele é um jovem de 24 anos e ele vive com um companheiro. E assim. Nós conhecemos de perto. O que é exigido?

Do indivíduo, quando ele tem uma identidade homossexual assumida, ele é homossexual, vive com alguém do mesmo sexo e Eu Acredito que isso ainda tem um agravante mais significativa no caso da transexualidade. Se existe uma criação de uma ideia que abomina a homossexualidade. A transexualidade ela ainda carrega uma dificuldade maior de ser compreendida nas suas necessidades novas para esse público de ideia hétero normativa. Porque? O geral tem determinado a

atitude. É difícil o indivíduo, os indivíduos, se colocarem em diferentes. Quando o geral dá, a regra está no comando das coisas. Os centros espíritas, eles também são acossados por essas práticas culturais que desafiam o amor na prática. E o que é o amor? Na prática, o amor, na prática é, quando nós, dentro das nossas limitações, conseguimos ouvir mais o outro do que a nós mesmos.

E esse outro não é quem está em situação de privilégio em cargos ou posições de poder, mas aquele outro que está afetado em sua humanidade e tem a sua capacidade de expressão reduzida. É a sua capacidade de acesso comprometida. Então a casa espírita, talvez ela esteja ainda falando mais do que ouvindo. E quando houve, houve para reproduzir juízo de valor, coisas já antes cristalizadas. O dia a dia das pessoas. Porque tem a sua sexualidade posta em xeque.

Por um direito que as instituições e é, aí nós incluímos famílias. Pontos de religiões, espaço de coletividade que essas instituições, elas se deram o direito de fazer uma diferença no tratamento com essas pessoas. Ela. Tem um desafio de nos fazer olhar para nós mesmos. Quem somos? Que prática de amor nós exemplifica mozi, porque falar bonito nós aprendemos e nós aprendemos a reproduzir conceitos. Nós aprendemos, inclusive, a nos adaptar ao politicamente correto.

E como nós estamos vivendo no Brasil, uma época em que o politicamente correto, agora ele está inverso, o politicamente correto. Ele está associado as Ideas preconceituosas. Há um religioso ismo que tende a ser cada vez mais limpo das coisas do mundo e a vivência da sexualidade fora do padrão hétero normativo. Há muito, ela é condenados. Ela é perseguida e agora, no Brasil, nós vivemos um momento em que se permite mostrar estas fistula sem nenhum tipo de temor.

A casa espírita, ela também está mais desafiada, assim como Eu Acredito que todas todos os espaços de culto, de encontro, de reflexão, não somente religiosa, porque nós temos também que lembrar que é espiritismo, não é religião, embora. Muitos tenham prática religiosa e se sintam religiosos espíritas. É, eu acho que é muito importante deixar sempre esse lugar para cada espírito espírita, fazer a sua própria

definição. Espíritas não religiosos e espíritas religiosos, ambos dentro da sua Liberdade de escolha ou de afinidade? Porém, todos os lugares onde se lida com o público, com a diversidade, com a coletividade, tem o desafio do amor na prática, no convívio com os nossos irmãos e irmãs homossexuais e trans e toda aquela letra que o LGBT que aí mais traduz e que eu não dou

conta. Porque é muito grande, mas nós sabemos que existe e que está desafiando sim o nosso amor na prática, porém, percebam que coisa importante para a evolução do espírito de nós, nós espíritos, evoluímos. Nós estamos vivendo um momento em que a politica do amor é o caminho para essa evolução, enquanto que os fundamentalismos. Religiosi, sta.

Eles estão no nosso calo nosso tempo para nós, onde nós estamos precisando fazer estes trabalhos individuais e coletivos para que o amor seja a nossa essência e também a nossa vivência. Muito bem, muito obrigada. Aí nós atendemos sempre, né? Na Na parte de atendimento fraterno, muitos jovens que vêm nos procurar e principalmente, com a falta de entendimento da família e muitas famílias acham que o problema do do jovem ou da

jovem, né? Transexual, é um problema espiritual que não é uma coisa física e nem psicológica, e Na Na brasa e vocês têm algum trabalho ligado a isso que possa auxiliar a casa espírita, ercília? Nós temos feito as palestras, não é levado a oportunidade de. De falar sobre esses temas, né? É com 11 certa cautela. Qual é a cautela? A cautela é que é. Nós não somos de induzir, é bem o nosso campo é um pouco diferente. Se a pessoa vem com uma

determinada queixa. É a gente pergunta, o que que ela sente e o que que ela espera. É de um corpo diferente do que ela tem, o que que ela busca realmente. Né? Então acho que a partir dessas questões é que a gente vai trabalhar. E de alguma maneira, quando nos solicitam, nós levamos essas discussões, essa oportunidade, quando nos pedem, então o trabalho existe. Nós estamos agora terminando de programar um.

Novamente, um trabalho em sexualidade deverá demorar aí algum tempo, mas assim é se existe o preconceito e ele existe, nós não podemos negar. Nós também não podemos induzir, nós temos que respeitar esse processo, fazer com que a pessoa vá em busca daquilo que ela considera importante. E por que que ela considera importante? Então, é a casa espírita. Eu não posso negar o valor da

casa espírita. Que nós vamos encontrar lá, pessoas, na sua grande maioria, até recentemente, pessoas que dedicavam a sua aposentadoria, né? É é que estavam lá com uma outra cultura, com outro momento, elevando o seu entendimento de época. É de época cultural a gradativamente, nós todos estamos aprendendo juntos e compartilhando esses ensinamentos, esses conhecimentos.

Então nós é, é quando nós desenvolvemos esse trabalho, nós deixamos totalmente à vontade para que as pessoas se coloquem. Para para que se coloque, inclusive com as suas dificuldades de lidar. Né? Com as questões da da orientação sexual. Né? Então a parte pessoalmente, orientação, a gente respeita, não tem, não tem discussão.

Mas nós temos que começar realmente, e eu acho que a Ana Cláudia colocou um ponto quando ela fala do amor, não é só sexualidade que está em jogo, é a oportunidade de se vivenciar a própria afetividade. O amor ainda, nós estamos muito distantes de saber o significado de um amor maior. Ainda estamos aprendendo. Eu não posso amar o outro além da minha própria autoestima, além daquilo que eu consigo amar em mim mesma. Eu só posso gostar do outro o tanto que eu consigo gostar de mim.

Esse que é o ponto e isso envolve autoconhecimento. Eu acho que se fala assim de sexualidade, ela tá aí. Né? Mas eu preciso entender que ela precisa estar associada a um processo de autoconhecimento, de auto realização, de escolha, de direcionamento, do que fazer com isso e de entender que ninguém vai me dar ou não o direito de viver e de amar. Sou eu que tenho que viver isso.

Né? Eu é que tenho que aprender a me posicionar e a valorizar as minhas emoções, o que eu sinto e como eu vou viver isso se chega um homossexual para mim, chega um pessoas, é maravilhosas, sensíveis, que trazem aí uma dificuldade, pais que já me procuraram no passado dizendo, olha, eu tenho um filho de 1415 anos que diz que é homossexual. Que que você pode fazer por isso? Eu digo assim, e o que é que você pretende que eu faça?

Que eu diga para ele que não pode, que eu faço um trabalho ali pra ver se isso não vai pra frente. Né? E aí conversasse com esse pai com essa mãe. E ele vai começar a olhar para o seu filho de uma outra maneira. E esse jovem, né? Muitas vezes esse jovem de 1415 anos. Que que você vai ser qual profissão que você vai ter?

Aí eu não sei ainda, então nós vamos deixar a questão da sexualidade no campo do seu autoconhecimento e das suas possibilidades, porque homossexualidade não é escolhida, não é opção, é condição. É o que eu sou, eu não sou. Não pega? Né? E aí, você vê aquele jovem de 1415 anos? Se descobrindo e se fortalecendo e trabalham paralelo com os pais e depois de 1012 anos, se encontra o pai numa palestra, me puxa num cantinho e fala, olha. Queria te contar uma coisa. Eu digo, poxa, deve ser o

segredo das o, né? Em k, psicólogo adora ouvir, né? Então eu digo que foi hoje eu faço palestra sobre homossexualidade, hoje eu ajudo pessoas através daquele trabalho. E eu digo. Que bacana que. Você pode utilizar de alguma forma e virar a página porque deixou de ser a minha questão, a minha foi a minha. Já tinha sido feita.

Né? E às vezes esse rapaz voltam, essa moça voltam depois de 10 anos e dizem assim, bom, eu queria começar a falar, porque agora, meu namorado, a minha namorada e pá, pá, pá, pá, eu, calma, eu te vejo a 15 anos, o que que aconteceu nesse tempo? Você não é só a sua sexualidade, você é uma pessoa. Como é que tem sido a sua vida amorosa? Mais do que o seu desejo? Para onde te leva o teu desejo? Mas onde te leva também no teu

amor? Então veja, quando você chega e coloca essas questões na casa espírita. Muitos ficam, impacta 12, outros querem aprofundar as questões, outros pedem novas rodas de conversa, novas discussões. Mas nós estamos vivendo um mundo de transformação e não é na pancada. Não é na pancada, é no autoconhecimento. É na livre escolha. Líder arbítrio é uma. É um termo muito utilizado, mas ele árbitro é relativo. Lívia Vitor e o que que é? É o juiz que entra em campo e ele sabe qual é o papel do

jogador, o dele próprio, né? Da torcida que invade o campo. Nós temos livre, escolha é menos, é um pouco menos, é entre isso e aquilo. Qual é OA minha vontade, não o meu desejo, mas a minha vontade, porque a vontade ela traz autoconhecimento e ela traz também a autoestima. É onde eu escolho o que é melhor para mim. E quantas vezes? Eu atendi. Pessoas de terceira idade, 6570 anos. Que dizem, olha. É, eu tenho desejo por outros homens, por exemplo, no caso de um homem.

E me conta, só que eu sou casado, tenho filhos. E eu pergunto, depois de escutar várias vezes essa pessoa. Eu digo assim, o que é que você quer fazer com isso? Porque você fez outras escolhas. E muitas vezes a escolha sabe qual é? Eu vou continuar tendo minhas fantasias. Porque essas escolhas que eu fiz são importantes para mim. Eu também desejo minha mulher, eu gosto da minha família, eu amo meus filhos, eu não quero

perder isso. E não consigo, nessa altura da minha vida, tomar outras decisões. Então eu escolho porque pra mim é melhor continuar assim, uma decisão dele. Eu não sou salvacionista. A decisão é dele para a vida dele. É uma escolha dele? Quantos espíritas já vieram falar? Eu sou assim porque eu fui molhar na vida passada. E a nível assim bom. E aí que que você vai fazer com isso? Porque sou escolha, né? Trans?

AA sensibilidade porque é muito. É muito reducionista quando a gente fala, é de sensibilidade masculina e feminina, reduzida corpos. Né? Então me incomoda um pouco essa questão da sensibilidade ser atribuída a mulher. Quantos homens sensíveis? Quantos homens sensíveis e quantas mulheres que são verdadeiros tratores? Eu não sei se é o senhor, é um tratorzinho. O Ana. Quando eu brinquei que eu sou mestre de obras, é porque eu tô com obra e boa. Eu não entendo.

Eu não tenho a força física, mas eu digo, e se a gente fizesse tal coisa? Olha o degrau dessa altura, é mais confortável. Eu vou. É. É, é isso também transforma. Não impede que eu capriche no batom pink. Está como estou vendo aqui, né? Mas assim é, nós não podemos restringir a sensibilidade a um corpo utilizado momentaneamente. É Claro que essa sensibilidade é Claro que os hormônios, é Claro. Né, com a mulher, né? Alcione, qual mulher não ficou louca? Na TPM?

Isso é porque é porque aquele corpo funciona, aquela bomba de hormônios é assim. Qual mulher que não se sentiu é com a com questões relacionadas? Mas aí a menopausa. Né? Então, veja, nós estamos acumulando via corpos utilizados, e se utilizarmos bem com segurança, com confiança, eu vou fazer a transformação porque ao meu redor a coisa já está acontecendo, eu é que vou me permitir ser uma mulher frágil ou uma mulher forte. Embora reconheça que muitas não têm a mesma oportunidade, a

mesma consciência. Então por elas nós vamos dizer. Que a pode, que pode ser diferente. Quando. Quando uma mulher apanha do marido, ela apanha, porque ela gosta. A se ela apanha, porque ela gosta, porque ela tem medo de alguma coisa. Porque ela se submeteu porque não tem dinheiro para se manter. Talvez nunca tenha ouvido falar a palavra empoderamento. Essa não é uma questão dela. Essa é uma questão nossa. Nossa, de levar para ela de alguma forma, que pode ser diferente.

Mas num universo, num momento em que ela não vê saída. Porque. Porque ela vem de uma outra condição, ela vem com uma outra história e eu preciso ouvir a história que essa pessoa traz, que história ela representa para que ela possa em algum momento. Vencer o seu próprio medo através do autoconhecimento, ir em busca. De enfrentar a vida, porque eu não posso enfrentar Por Ela o que eu posso é mostrar que tem outros jeitos e que dentro dela, além do medo. Tem uma grande força.

Na esquema vai ter que escolher. Essa Batalha dela, a minha é mostrar. Talvez da Ana Cláudia é criar um grupo, um coletivo, talvez Alcione, de uma outra maneira. Eu estou falando de onde eu venho. Né? Que não é um lugar pacífico. Não é um lugar pacífico. Eu sempre digo você, minhas plantas de consultório e falassem. Elas diriam coisas que até Deus dúvida. Então, assim. É tem fatores culturais que precisam ser mudados. O trabalho é contínuo.

I. Não adianta eu querer forçar uma mulher a enfrentar uma situação e dizer para ela que pura e simplesmente que ela tem direito, ela precisa vencer o medo e se convencer disso e criar uma forma de suprir aquilo que a contém. Aquilo que a submeteu, né? Acho que é um pouco, estou falando demais aqui.

De forma alguma você estão me ouvindo bem agora que eu tive que colocar o fone de ouvido, não acione, você vai falar assim com certeza, porque eu até brinquei falando da nany dessa diferença hoje em dia, inclusive na eu vi, isso é bacana. Eu eu achei interessante porque faz com que a gente pense hoje em dia exatamente como que é o trabalho médico nesse sentido, porque para vocês também é algo que vocês acham que vocês também

estão aprendendo, não é mesmo? Certo, certamente, mas eu queria é pegando o gancho da Hercílio. Eu acho que é a Hercília mostrou muito bem essa parte ecológica, né? Do ser. Eu queria insistir um pouco na parte sociocultural. Porque se por um lado é cada pessoa tem que se descobrir e só ela pode fazer Por Ela mesmo, é, a gente não pode admitir, não pode meu critério. A gente não pode admitir. Porque, sendo a sobrevida do dos

brasileiros, né e brasileiras? 70. Em 5 anos, mais ou menos que a população LGBT q ia mais seja 30. A gente não não pode permitir que se essa mulher que a Hercília falou que consegue perceber é que aquilo é uma violência. Não dar meios para ela, para ela conseguir sair daquilo. Então essa parte social é muito importante, porque se ela percebe, ela sofre violência. Ela não pode estar naquele espaço. O que que nós, como sociedade, oferecemos para essa mulher, para ela sair ou como ercília

explicou, deu um exemplo, né? Ela não tem condições econômicas, por exemplo, para se manter e por isso é nós. É Ela vai ficar apanhando do marido porque ela não tem. Quando fez o que nós, como sociedade, podemos fazer para minimizar isso? A desigualdade social está cada vez maior e não é. Nós não podemos simplesmente esperar é eu. Eu Acredito nisso, né? Que é essa essa população que vai morrer com 35 anos, que não tem condições de trabalho, que é descriminada que muitas vezes

vai para a prostituição? Vamos, vamos, porque é isso a de eterno. Vamos ficar esperando? Então tem algumas coisas na parte sociocultural. Eu acho que a gente, como a sociedade deve atuar. Que nós precisamos. Nós não podemos, a meu ver, ficar simplesmente assistindo isso sem dar um mínimo de base para essas pessoas poderem é. Melhorar, sair dessa situação, se assim elas o desejarem, o quê? Mas é, elas precisam ter uma base para irem adiante.

Ela, se perceberem ver que é uma dificuldade e sem a mínima estrutura para poder sair disso, fica muito complicado também. Eu só queria complementar o Alcione e se me permite, Cláudia toda permissão. O que que acontece quando eu falo? É de mudança. Eu não estou num lugar confortável. Por esse simplesmente. Quando eu dei, me dei conta que eu não conseguia atender mais pessoas gratuitamente, porque eu abrup trabalha com pessoas de baixa renda.

Nós criamos uma instituição. Buscamos pessoas com pensamentos parecidos. E até antes da pandemia em São Paulo, nós atendíamos em mais de 100, 50000 consultas gratuitas por ano. Em São Paulo, fora em outras unidades. Então isso é levar essa reflexão e. É levar aspas esse empoderamento e se houver alguma coisa em termos de urgência? Nós temos um atendimento psicológico, o apoio psicológico, de urgência. 4 ou 5 seções na hora do desespero na hora da da urgência? Entrou a pandemia?

Nós criamos o projeto acolher. As pessoas estavam numa depressão imensa. As pessoas estavam com muito medo. Então nós nos unimos e. Fomos atrás de atender online, de segurar a instituição que não tinha então condições praticamente financeiras de se manter. Todos nós somos voluntários. E fomos atrás de um. Como é que compra? Como é que funciona, como é que atende?

Qual é a regra do CRP, como é que funciona, faz pra gente funcionar direito, então não é fácil, não é um lugar de conforto, de esperar que o outro chegue, não. A gente tem trabalho ali para essa população. A população de baixa renda. Nós estamos falando do conforto de uma pessoa e só que. Apanhar não é privilégio, aspas, esse privilégio irônico que eu estou usando, né? Da mulher pobre, a mulher rica também apanha.

Não é? Então, esse esse processo e às vezes ela tem dinheiro, mas ela tem uma co dependência que a impede de tomar uma outra atitude e ela precisa se dar conta disso. Nós tivemos por muito tempo e ainda temos em posto um posto de saúde, a terapia comunitária. Mas será que é pior? Comunitário é uma Maravilha. Nós tivemos que parar a formação.

Que nós éramos pólo formador da BRA t. Como porque a regra dos RP, as do conselho federal de psicologia batia com 11, regra básica, que é o sigilo da co terapia comunitária que eram rodas fantásticas que ainda existe um posto de saúde parceiro da bratz. Onde elas vão? Cantam. Oferecem o ombro. É, é, compartilham experiências. Né? Então, assim, o trabalho é árduo, mas eu tenho que escolher de uma, como é que eu funciono?

Eu funciono assim. Eu vou atrás de montar uma equipe 11 instituição, chamar minhas meus amigos, minhas, minhas amigas, os colegas psicólogos, pedir médico. Alcione, seja vai ser convidada a propósito do próximo curso, pode ter certeza, nós estamos procurando uma ginecologista e nós já encontramos. Você vai receber o convite. Eu só preciso depois que a Cláudia me passa seu contato e nós vamos levando isso aberto a quem?

Ao público que tem interesse, outras são exclusivamente para psicólogos, porque são questões, é mais técnicas, a gente não assim, não é um lugar tranquilo, porque às vezes vira um, mas é isso aí. Não é isso que eu me refiro. É atitudes que a gente, né? A partir do momento que foi diagnosticado como é essa, essas dificuldades? A ação foi criar. Esse é essa entidade, é isso que eu me refiro. A gente não pode simplesmente ouvir, é EE não tomar uma atitude exato exatamente isso é

que eu me refiro. É, parabéns. Acho que todas nós podemos trabalhar muito. Eu estou à disposição da é da associação, eu eu tenho muito trabalho em termos de. Em termos voluntários, que eu gosto muito e é, e de atendimento. Como médico, eu estou à disposição.

Pode contar comigo, tá? Ó e é, convido a todos que estão nos ouvindo a refletir nisso, sabe porque os problemas estão postos, tem o os problemas individuais e tem OA dificuldade de acesso a essa melhoria social e isso nós temos o dever de de. Ajudar, porque nós estamos vendo. Estamos é conversando, discutindo sobre isso, entendendo o problema e temos como fazer juntas é essas saídas, essas tentativas de caminho para essas pessoas.

Exatamente isso eu entendi que eu me, que eu me referia e não, já passou do tempo da gente entender, não é realmente é isso e ponto. Não vamos arregaçar as mangas. E temos trabalhos há muito trabalho AA fazer. É, é interessante, né? Eu conheço um rapaz, menino nasceu menino, mas ele é uma menina trans. E quando ele se assumiu para a família, a mãe até tá tentando, levou ele para fazer uma ela, né? Porque ele prefere que seja chamado ela e ele se vê como

ela. Para que passe numa junta médica, numa junta psicológica, e isso é muito importante. Porém, AA pessoa que ia dar carga de hormônios para ele, uma coisa delicada é com seu tempo. Aí só Alcione pode falar muito melhor é a ansiedade de de, de, de demonstrar essa esse gênero feminino que ela tem. Ele está aumentando o valor OA quantidade de hormônios e isso é muito prejudicial, porque precisa se mostrar porque por tanto tempo guardado.

Mas os pais acham que é realmente um problema espiritual e quando eu fui procurada, foi exatamente para isso. Não precisa ajudar porque é um problema espiritual, não pode ser meu filho, não pode ser isso. Não quer enxergar além? EE ele mesmo falou, né?

Poxa, se eu tivesse escolha, eu não ia escolher ser assim, porque eu sei o que que eu estou causando pra vocês e pra mim, e é isso que nós precisamos ter esse olhar, tanto na parte profissional como de vocês como nós, como sociedade e como trabalhadores da casa espírita, não é e isso deve prejudicar muito, né? Alcione, essa bomba de hormônios? É são.

São situações muito complexas e eu, eu não sei trabalhar e não quero trabalhar sozinha, isolada, são, são nós temos que trabalhar de uma forma multidisciplinar. Eu não vivo sem psicólogo, não vivo sem, é fisioterapeuta. Temos todos que trabalhar juntos. É muito importante ver o paciente como um todo.

Então, a. Não é o que a gente vê nos nossos trabalhos, é que as crianças, por volta dos 2 anos, elas já é. Já se estabelecem na nas crianças trans como do outro sexo, a partir de 2 anos, elas já começam a dar bastante demonstração disso. Então junto EEOE aqui no Brasil é muito pouco essa. Esse atendimento, esse acolhimento de multidisciplinary, as pessoas ficam passando de profissional

para profissional. Tem profissionais extremamente preconceituosos que não conseguem atender as pacientes, infelizmente, ou os pacientes. É de todas as áreas, porque tem as suas dificuldades, não trabalham, não vão atrás de perceber que aquilo é. Não está, não está bom, não é bom Pra Ele, não é bom para o seu paciente e é muito difícil você ter grupos de profissionais focados na transexualidade.

São pouquíssimos centros que agente de atendimento que a gente tem acesso, então são pessoas com a famílias que têm muito sofrimento porque sofrem a criança, sofrem os pais, a família e vão passando de médico, psicólogo e uma série de coisas. Querem um atendimento mágico. Que, num toque de mágica, tudo volte ao normal, porque o normal é ser hétero, é ser branco, é ser classe média para cima.

Isso é taxado como a normalidade é. É. São situações complexas que a gente tem que juntos e é crescendo, aprendendo. Enfim, é no último Congresso presencial de ginecologia EE obstetra. Polícia. Que a gente fez pela sociedade de São Paulo, que é uma sociedade muito grande, né? Os os congressos de ginecologia

são assim, 8000 ginecologistas. Foi a primeira vez em 2009, foi a primeira vez que tiveram aulas sobre o atendimento de pessoas trans. Já foi um sucesso, consegui que que fizessem as aulas para trás, a plateia, pouquíssimos médicos, pouquíssimos médicos não conseguem. Tem as suas dificuldades. Já foi assim, com sexualidade, ainda persiste a dificuldade do médico de entender a sua própria

sexualidade. Eu vejo sexualidade como com bastante ampla e se igual a organização mundial de saúde de chamá-la de saúde sexual, porque não é simplesmente um genital, é tudo em volta, tudo ao seu redor já é muito difícil para profissionais. Aí é todo um trabalho. Trabalho com educadores, com professores para se entenderem, para conseguir passar para os seus alunos, para conseguirem, para os profissionais, para passarem para os seus pacientes.

Já é complicado. Trans é, é, estamos engatinhando, engatinhando ainda nesse atendimento. E muito, e. E muita gente preconceituosa, muita gente preconceituosa. Enfim, pelo menos aqui a gente está conseguindo conversar. Espero que tenha bastante gente ouvindo que esteja junto conosco pra pra esse crescimento, tanto pessoal individual como do nosso grupo, do nosso entorno. É muito importante e juntos, né, gente? Trabalho interdisciplinar, é. É muitíssimo importante eu

andar, diria mais, sabe? É um interdisciplinar e um transdisciplinar que a gente tenha mais a gente. Rua mínimo era ainda, a gente tem que buscar essa transdisciplinaridade. É, e é. É importante esse interdisciplinar, inclusive envolvendo a família toda, né? Não só o paciente em si, mas é. É um caso que todo todo. Todos que estão ao redor né? Para que ele tenha também esse acolhimento dentro do lar e dentro da casa espírita, né? É, e dentro da do do.

Se dentro da própria medicina existe o preconceito, como que nós vamos lidar com isso, né? Então, é um trabalho que tem que de formiguinha e começar realmente lá na educação primária mesmo, não é isso? Tanto é importante que pra gente notar que nós temos os nossos preconceitos, que nós não somos perfeitos e que pelo menos a gente tente visualizar os nossos preconceitos para trabalhar nisso.

Eu falo que quem me ajudou muito a me abrir nesse sentido foi a minha filha com os amigos homossexuais dela, né? Ela é heterossexual, mas ela. Ela se dá muito bem com os homossexuais. Eles são muito amigos, então você aprender e respeitar você imagina de chegar pessoas pra você falar assim, a sua filha anda muito como sexuais, ela também é, né? Logo logo ela vai semana com uma namorada, eu que apareça. Ela tem que estar feliz e ponto, não é verdade? Ela fala aí, mãe, isso não vai

acontecer. Infelizmente. Eu não tenho desejo por meninas, mas sim, se tivesse. Eu falei, eu ia ganhar uma filha, mais uma não é? E isso é um aprendizado. O preconceito também é algo que nós temos que aprender, AAA, lidar com isso e a trabalhar em todas as áreas, seja na médica, seja na psicológica, seja na, na sociológica tudo, esses ângulos. Eu não é meninas. Acho que ela vai longe. Eu tenho uma coisa que ela quer

falar que a gente está. Muito mal educada, não deixando a nossa amiga falar, não deixa ela, deixa ela aí. Olha, é. Eu olho para o preconceito com muito menos condescendência, é. Então eu olho para o preconceito, tentando compreender a função dele dentro da estrutura de poder. A quem ele serve? Para que serve? Porque é mantido, então, em alguns aspectos, eu acho que nós precisamos sair da da narrativa da formiguinha, sabe? Eu creio que tem situações que

elas perdem humanidade. É um caso de lesa humanidade. Nós continuarmos é convivendo com profissionais da medicina. Que é aderem a um modelo de corpo e de gente a quem eles querem ou se abrem para fazer tratamento. Nós somos assim, extremamente legais, mas eles não têm sido conosco. Eles não têm sido com a sociedade. No geral, eu creio que há uma distopia. Quando nós temos médicos que assumem publicamente seus preconceitos e, a partir disso,

comprometem a vida de milhares. Eu creio que o Brasil e vamos puxar para a associação de médicos espíritas. Nós temos que superar o estado da formiguinha. Nós temos que demonstrar o nosso repúdio. Já chegamos a pontos assim de vergonha alheia com documentos, cartas abertas assinadas por esses médicos com posicionamentos de la a humanidade.

E é preciso gente ter posição, é preciso assumir, falar, mostrar, sabe, porque, enquanto nós ficarmos refletindo e sempre dando essa margem, que tempo para pessoas privilegiadas, para pessoas que se movimentam seguindo uma linha de classe para pessoas que estão aí mantendo suas bolhas de conforto tão e tão intocada, tão lá no alto, não. É, deixa a chave falar para que elas se envergonhem desse tipo de posicionamento, para que seja vergonhoso um médico espírita

assinar um documento. Que com uma posição que fere AA humanidade. Como no caso, por exemplo, daquela menina do estupro. Que a associação de médicos espíritas só via o pecado do aborto e não via mais nada, não via a idade a condição crime, a violência, tudo o que estava embutido ali. Então os médicos brasileiros, eles estão, infelizmente, entre a camada de profissionais que tenha envergonhado a nossa nação, com seus posicionamentos

políticos assumidos. Nós temos médicos anti vacinais, gente, nós temos médicos anticiência. O indivíduo deveria ser expulso da sua condição de médico, sendo ando ciência, porque eu, como professora, se eu for dizer em público que eu sou anti educação, ninguém mais vai me aceitar como professora. Mas um médico pode ser anti vacina, um médico pode ser anti ciência. Então assim chega de condescendência com estes crimes ideológicos cometido por indivíduos que se encontram.

Privilegiados dentro de posições de poder na nossa sociedade ou em qualquer sociedade, a as vezes assim eu fico olhando pra Cruz de Jesus. E o espiritismo que nós vivenciamos. Ele tem uma abertura a uma identificação cristã muito intensa, mas não com a Cruz, não na hora da Cruz. Aí a gente não quer conversa não, porque a Cruz expunha cara, sabe, mostra o rosto da gente.

Diante desses grupos de espíritas privilegiados, que estão aí ocupando espaços na sociedade, sendo aplaudidos, fazendo congressos e sendo conhecido por milhares. Então. Como é que nós vamos condenar a prática desses espiritas? Não, nós vamos sempre tirar por menos, porque eles são, eles são super estás, eles são celebridades, eles são os escolhidos, os iluminados, e nós

somos os omissos. Nós somos aqueles que nos acostumamos a passar pano para quem está no poder, para quem está nas gerências, para quem está conduzindo desde as casas a um país. Que está condenando sua população a morte, infelizmente. Eu concordo plenamente com você, Anne, morro de vergonha, você está coberta de razão. É aquele vergonha alheia, vergonha da da e tem um. Antigamente, se eu chamava de colegas, né? O colega falou isso, colega, falou, nunca mais.

Eu chamei ninguém de colega. Falei, olha, é seu médico, você veio aqui a minha minha opinião é essa, você veio pegar uma segunda opinião é essa, enfim, porque é uma vergonha mesmo. Você tem toda a razão. Mas de você, nós não temos vergonha, viu? Ao senhor, muito pelo contrário, nós temos orgulho de ser sua amiga. Ai olha gente, mas depois da fala da Ana, dá vontade de sumir. Você tem vontade assim, de de se esconder porque é a pura realidade, é a pura realidade.

Ana, muito obrigada, viu pela sua fala. E como falaram, né? Por levantar bandeiras, é isso mesmo. Exatamente. Bom. Eu queria puxar a sardinha um pouco pro meu lado agora. E eu queria que vocês falassem um pouco do momento da mulher madura, né? Da menopausa, dos hormônios, da sexualidade. A partir dos 50 anos, que muda muito com a gente, não é mudar a nossa relação com o nosso corpo, muda a parte psicológica. A gente tem algumas coisas realmente que mexem com a gente.

E aí eu queria que vocês falassem um pouquinho e aí eu vou começar pela Hercília que ela já fez uma carinha. Agora eu vou falar o quê? Não, eu tava aqui pensando que você fosse chamar Alcione, que é médica, ginecologista. Ela vai falar depois, mas, OK, é o que que eu queria, eu. Eu, na verdade, eu tinha com coisas para falar do do outro tema, mas, enfim, vamos aqui. Pode falar, não pode falar. Depois você me, você responde sobre isso. É na realidade assim é. Né?

AA gente, não é que nós é o psicólogo, é um bicho chato. Não é o psicólogo pergunta, porque? Insiste, tá, então só queria dizer uma coisa assim é. Uma coisa é você criar. Para o respeito, para a diversidade. A outra coisa é não ouvir muito o que essa história de vida, né? E contar que certa vez eu recebi um casal que eu não trabalho mais com criança há muitos anos. É, não foi um contato via abrup, foi na minha prática clínica

profissional. E este casal vem me perguntado uma garota de 11 anos, filho, filha deles. Que passar tava, tinha uns 2 ou 3 anos, talvez ela estava se declarando, é trans. Cortou o cabelo, mudou a roupa, eles já estavam sabendo lidar, né? Com isso, e Ela Foi. A criança foi levada a um local que eu não vou identificar agora.

Que depois de uma entrevista é conseguiu detectar que sim, ela era diagnosticado, mas não é dias, não é diagnosticar porque não é doença, mas enfim, é o que que ela era realmente trans. E eu falei, bom, e vocês são me contando o fim da história, quem é essa? Quem essa criança, né? E aí começaram a me contar a história dessa criança. Essa história era nova e que ela havia começado a se declarar trans após ter sofrido muito bullying das amigas. Por 2 ou 3 anos, portanto, de outras crianças.

E a partir daí começou essa história de de dela se declarar trans. E eu falei, olha, é, eu teria um pouco de cautela no sentido de encaminhar essa garota logo para o bloqueio hormonal. É escutaria melhor. O efeito desse bullying. Que a levou a dizer, eu não sou igual a vocês. Né? Por isso que eu disse, psicólogo é chato, ele vai perguntar. Essa história, né? E falei, eu não vou trabalhar com a filha de vocês, porque não trabalho mais nessa faixa

etária. Mas se vocês, vocês decidem se querem que ela continue, já comecem nessa nesse processo, né? De bloqueio hormonal de redesignação, essa coisa toda. Ou se vocês vão? É buscar aí 11 terapia para ela, para que ela possa baixar a ansiedade. Não é algo para se definir com base na ansiedade, mas com serenidade, porque as coisas serviram. É são sempre muito difíceis. Não é uma pose, um posicionamento fácil. Com 11 anos, ela pode estar com fantasias e que vai ser fácil e

não vai ser. Então eu acho que minha posição é essa, é investigar melhor essa questão que ela está colocando e o efeito desse desse movimento que houve na vida dela. EE de fato. Eles levaram essa garota para uma terapia. E ela falou muito sobre como ela. É, é que estava machucada com essas coisas, a raiva dela. E não chegou a uma definição de ser uma garota trans, de ser um menino trans, não era?

Então acho que são algumas coisas que a gente precisa é não se deixar levar pela ansiedade e a mãe dela falava, eu não quero que a minha filha sofreu. Eu não quero que minha filha sofra e eu digo, ela já está sofrendo e ela vai continuar sofrendo. Então você não tem o poder de fazer a sua filha não sofrer. Ela vai ter que em algum momento, ter que tomar uma decisão madura. E outra coisa, né? É até Cláudia falou da

Felicidade, né? É, é muito interessante quando a gente busca a Felicidade nas relações. Olha, a psicóloga é chata de novo. A gente não busca a Felicidade, ninguém tem a capacidade de nos dizer feliz. Nós buscamos realização. Nós buscamos. É estar bem. Com a nossa nosso posicionamento com aquilo que nós podemos ser. Então, muitas vezes, as pessoas se submetem a um processo de transformações e cirurgias. E depois, no encontrão. A Felicidade, porque ela era utópica.

Né? Então, assim, é baixar um pouco a questão da ansiedade. É o posicionamento tem que ser mais Maduro. Tem que ser mais Claro. E não vai levar a uma Felicidade? A Felicidade é algo que se constrói, cada um a partir de si próprio. Então ela vai encontrar. Realização. Satisfação de se adequar conforme a sua própria vontade. De acordo com as suas possibilidades. Não é? E saber o que é que ela espera receber e viver com um corpo que é considerado incompatível? E que nunca será um corpo

totalmente funcional. Alcione sabe disso, então emocional, ele tem que estar junto. Né? Então nós temos a questão da orientação, essa que foi colocada às vezes com 2 anos. A criança já sabe já se posicionar dessa maneira. A questão então da orientação, isso não está em discussão, né? A questão do trauma. Tá? Muitas, muitos jovens tem um pai violento que bate na mãe e ele fala, eu não quero ser esse homem.

Eu não quero ser assim. Só que muitas vezes acaba se identificando com a mãe que apanha e vai buscar relacionamentos com o próprio sexo, com pessoas do meu sexo para sofrer, para apanhar. Não é? É, e tem muito a questão do comportamento também adaptativo. Nós temos nos presídios. Que as pessoas se adequa muitas vezes aquela possibilidade de sexo, então não é um leque, poderíamos falar sobre isso aqui, né? Mas eu preciso saber o que que a pessoa.

Sabe de si própria. Qual é, o que que ela está buscando? E o que que ela atribui a uma nova postura? E aí sim, ela vai fazer uma escolha possível. A escolha possível não é uma escolha utópica. Não é e passando para a questão da Cláudia aqui da questão da da. Da da sexualidade, né? Que as pessoas mais velhas. Veja, é de novo, né? A sexualidade ela é muito mais, ela é muito mais do que um orgasmo e uma ejaculação muita, muito mais. Né?

É, tem que ser muito mais. Tem que promover um encontro. Tem que haver um encontro, uma nutrição mútua. Tem que trazer Alegria. Não é? Então eu penso o seguinte, nós, por conta da própria cultura, o idoso tem vergonha de falar que tem desejo. Mas olha para quem estiver nos ouvindo, aí vou contar um segredinho. Tem, sim. Tem desejo, sim. Pode haver uma diminui ção por conta da questão hormonal, mas aí vai lá na Alcione.

Ela dá uma ajustada nisso e a pessoa volta a funcionar direito com uma lubrificação adequada, né? Com, enfim, ela dá uma arrumada na sua, no seu equipamento fisi. Isso dá para ajeitar. O difícil é o filho saber que a mãe de 70 anos está lá no quarto, o pai provavelmente tomando. É. Um remédio para disfunção erétil? Né? E que estão lá, felizes da vida ali, usufruindo do prazer daquele momento. Porque. Porque existe ainda essa questão

da cultura. Então, a primeira pessoa que precisa, Claro, precisamos falar sobre isso, mas. Menopausa é uma outra bomba. Mulher é uma bomba de hormônio, é um troço complicadíssima e sobe calor e dar calor, né? E fica ressecada, tem sente feia muitas vezes, porque o corpo muda. Existe uma flacidez que não estava no programa quando foi feito o casamento? O contrato lá, né? E se a gente pensar que a união ela é um contrato de corpos? Nós partimos de uma premissa equivocada. Né?

É? É um contrato de crescimento conjunto. De afeto? De apoio? De lidar? Com as dificuldades que vão surgir a qualquer momento, ele não tem vida fácil para ninguém. Então acho que hoje nós temos recursos da medicina que podem facilitar. Nós temos aí muita gente, nós estamos aqui falando sobre o tema. Tem umas pessoas que têm dificuldades concretas de um relacionamento, é físico, sexual em determinados moldes, mas que poderiam funcionar de outro jeito. Né?

O que a pessoa precisa ter cabeça para lidar com isso? E buscar ajuda. Né? E porque a premissa é a seguinte, quando você tem 70? É sempre da sexual? E aí a pessoa fica com vergonha de dizer não, eu tenho sim. Não é aquelas coisas, mas tem. Né? O nós conseguimos nos adequar, então tem uma reflexão super positiva, super importante a ser feita, mas de novo nunca dissociando a sexualidade da afetividade, porque ela que vai dar o tom do encontro, ela que

vai dar a realização. Porque o prazer, o prazer sexual, ele pode ser obtido de diversas formas. Mas eu tenho que ter cabeça para encontrar a minha forma. A forma possível não é? Então acho que.

Não quero me estender mais lojinha, não, eu posso aproveitar que você está linda aí na tela e porque a gente está chegando no final da live gente, já vamos fazer 2 horas, você não quer assim deixar uma mensagem e uma despedida e lá para nossa salinha do chá, que tal aproveitar essa sua fala gostosa de uma psicóloga muito chata, mas que falou coisas que a gente precisava ouvir e para nos ensinar também a ter disciplina para ajudar o outro a ir com calma?

Vamos lá. Veja, é o que que eu quero deixar em primeiro lugar. Minha gratidão a vocês pela oportunidade. Conviver com a Ana Cláudia e decidi na me ligar para falar das coisas. Acho que ela dá um tom bacana. Alcione, que a gente até já fez um trabalho juntas, ela lembrou aqui na virada espiritual. É, e que a gente possa continuar trabalhando, levando cada uma do seu jeito, cada uma com a sua formação, com a sua experiência. É o grãozinho das da da contribuição, se é que a gente

conseguiu. Mas assim é sem ansiedade. Mas com continuidade. Né? É sabendo o seu papel no mundo. EE esse papel no mundo? Deveria ser o papel de todos, que seria um papel de transformação, de crescimento e de evolução. Mas nós vamos fazer. É, de acordo com as nossas possibilidades. A gente brinca aqui dá nó em pingo dágua. Eu não sei. Imagino que vocês também, mas eu trabalho 1213-1415 horas por dia. E trabalho? Com Alegria, porque para mim, a minha vida faz sentido.

E não se vive uma vida sem significado. Então, qualquer uma de nós na sua área, na sua forma de atuar. Vai tentar levar isso? Não só, né pra nós que já estamos discutindo essas questões, mas levar para o outro a busca de uma vida. Com significado? Né? E eu vou citar aqui é um livro que eu ganhei uma vez uma cliente, minha irmã judia, que é o livro de um rabino, ou rebe. Eles se assina o rebe e ele foi considerado por um ramo do judaísmo. Como é o Messias? Ele sim, o Messias e o rebe.

Ele escreveu um livro chamado rumo a uma vida significativa. Que é uma preciosidade. Ele fala muito de casamento, de união, mas ali tem coisas muito interessantes, muito interessantes que eu uso nas minhas palestras e uma das coisas é uma jovem que chega para ele falando do casamento com toda empolgação, porque rebe e isso é aquilo sobre o casamento, ele diz assim. Você está com a cabeça cheia de fantasias. Menos. Menos. Tem uma tarefa muito grande.

Que é a construção de relacionamentos saudáveis. E o relacionamento só será saudável porque ele é reflexo de pessoas saudáveis ou não. Então, o reflexo. É saudável, é um relacionamento saudável. Ele é reflexo de pessoas saudáveis. E aí que nós voltamos ao tema a saúde física, psíquica e espiritual da mulher. Essa é a nossa busca. Essa é a nossa busca e essa busca. Quando a gente consegue um pouquinho, a gente conta.

Quando a gente consegue mais um pouquinho, a gente conta mais um pouquinho e a gente vai compartilhando a vida, porque todos nós estamos no mesmo bar. Em busca desse crescimento e dessa integração. Corpos são momentâneos. Espírito, são eternos. Um grande beijo pra vocês. Muito obrigada. Que sejam, todos aí é abençoador de alguma forma. Fiquem com Deus. Obrigada por todo esse carinho. Vai lá pra nossa sala do chá que a gente vai lá. Beijo. Alcione. Ai adorar, tá que dom que passou

tão rápido? Eu queria só dar um palpitezinho na sua pergunta que você falou para as pessoas, né? Mais experientes, enfim, o que eu tenho visto muito, muito, muito no consultório, eu pergunto assim, aí a pessoa vem com essa queixa que você falou e eu pergunto, é a gente vai conversando? E eu pergunto assim, olha, o que que você fazia quando você namorava? Que vocês gostavam? E aí é pai. Eu adorava ir no cinema ou tomar um sorvete ou qualquer coisa.

E aí eu pergunto, há quanto tempo você não faz isso com seu marido? E aí ela tá um assusta porque ela vê que faz muito tempo. Então uma dica boa, assim voltem a namorar, não deixa a vida te engolir. Passou, viva. Você volte a namorar, volte você a se arrumar, ter aquele prazer para sair com com o seu parceiro, com o seu companheiro. Isso ajuda muito na sexualidade, lembrando sexualidade como um todo. E agradecer muitíssimo, muitíssimo convite eu amei.

Ta com vocês? Assim a gente aprende muito. A gente troca muito. Eu amo vocês, Ana, você precisa vir para São Paulo. Eu já falei que nós vamos lá pra pra Lagoas para tomar um balde de café, de como foi feito outro dia vocês vão vim aqui em São Paulo para a gente fazer alguma coisa, porque vocês são demais, meninas, vocês são demais. Então agradecer profundamente. AAO espiritismo com Kardec pela. Pela honra do convite, e eu queria terminar.

Deixando uma Cora Coralina para vocês que eu amo. E que ela diz o seguinte. Mais ou menos assim, né? É, eu não posso por dias na minha vida, mas posso pôr vida nos meus dias. Então, para todas nós, vamos colocar vida nos nossos dias. Um beijo no coração de cada um que está me assistindo. Muito obrigada pela. Pelas é escritas que a gente viu passar por aqui, vocês são todas muito queridas, todos muito queridos. É todos muito, muito querido. Um beijo grande para todas.

Muitíssimo obrigada. Ai, obrigada você por participar por estar junto com a gente. Nós amamos te conhecer melhor, vem para as redes sociais. Alcione, acho que vou fazer uma campanha. Venha para trás, Alcione, olha você que queremos. Eu não tenho nem ZAP, eu sei. Um beijo para todos. Brigada, não pra nossa sardinha ajustar, viu? Aninha. Eu fico impressionada. Com a força? E uma narrativa bem construída pode ter. E ao mesmo tempo eu convido na é todos nós, assim a pensar.

Como existem discursos que nos desconectamos da realidade, porque eles têm 11 conteúdo de deal, aquilo que nós almejamos. Por exemplo, o discurso da pessoa saudável, o discurso da vida saudável e nós estamos em um país doente. Então, nós estamos em um país doente, não somente. Porque existe a pandemia, mas nós estamos em um país doente, porque o dinheiro que Era Para Ser investido na saúde pública, ele foi congelado por 20 anos no governo Temer.

E depois, no governo do presidente Bolsonaro, cortes e mais cortes e mais cortes no dinheiro da saúde. E cortes nos dinheiro de todas as áreas que corroboramos para a saúde do cidadão brasileiro. E agora eu me coloco como mulher Brasileira de 50 anos. Nós, em grande parte, mãe, solos. Em grande parte. É mulheres casadas que estão aqui tocando a vida, alimentação da família. Nós estamos num momento de desemprego altíssimo no nosso país e desemprego planejado, tá,

gente? Não foi a espiritualidade, não foi o carro não foi nada. É um pacote econômico que gera a crise econômica, que desemprega. Então tudo isso vem pra onde? Pra vida real, além das narrativa? Vem para a vida, para concretude, o indivíduo que está lidando com um desafio imenso para sobreviver. A última coisa que ele vai lembrar é que eu tenho um corpo e que esse corpo ele tem desejo sexual. Ele tem direito a realização sexual.

Ele precisa dessa realização, então vocês percebam como o encaminhamento político de um país afeta a vida de todos nós. Até na cama. E percebendo, não é Oo quanto nós ainda temos tabus para falar das coisas da vida real. Eu deixo para vocês uma frase do meu livro Deus e política em vez do amor, porque no Brasil ela é a seguinte, nunca foi pecado. Sempre foi por isso. Nos tiram um, o gosto nos tiram o desejo, nos tiram o prazer, mas nós precisamos nos salvar.

Nós precisamos manter a capacidade. Razoável de saúde mental para protegermos os outros aspectos dessa nossa vida que é social, cultural, relacional e sexual e espiritual. Desse modo, eu agradeço imensamente pela oportunidade. Eu beijo. Todos vocês que compartilham que que assistem, que falam também os que ficam em silêncio, o que Eu Acredito em energia sem conexão em vibrações é afinidades, mas acima de tudo, Eu Acredito na nossa força de sobrevivência.

Nós vamos sobreviver e quiçá em 2023, nessa mesma data, nós possamos estar falando de linhas históricas diferenciadas, porque nós merecemos gozar e ser feliz. Beijo, vai lá para nossa salinha do chá. Muito obrigada. Então, gente, nós chegamos ao fim de mais uma live.

Eu também me reinventei, estou aqui apresentando muito bom aprender nesse momento, ter a oportunidade de passar também um pouquinho das minhas experiências de um dessas mulheres maravilhosas num tema incrível, e agradecer todos vocês por estarem aqui, que sejam sempre acolhidos no nosso canal e que possamos tentar juntos muito, muito, muito, muito obrigada. E um beijo no coração de cada um e até a próxima.

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