Revista Espírita jan.1868 [Ep12] O Livro dos Espíritos - podcast episode cover

Revista Espírita jan.1868 [Ep12] O Livro dos Espíritos

Jun 09, 202518 minSeason 20Ep. 12
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Transcript

Olá, minha amiga, olá meu amigo, como é que vocês estão bem vindos a mais um episódio onde estudamos a revista espírita, mais especificamente do ano de 1858, e hoje nós finalizamos o número de janeiro ou o número 1 desta revista está bem, é e vamos falar sobre o que, o que, o que? O livro dos espíritos eu já falei na vez passada, mas é existiu uma primeira edição ainda não aumentada, né, de 500 e tantas perguntas. E aqui vai apresentar o livro

dos espíritos, né? Olha que interessante que é do ano anterior. Então vamos lá, sem demora para o texto de hoje a lá, o livro dos espíritos contém os princípios da doutrina espírita sobre a natureza dos seres do mundo incorpóreo. Suas manifestações, suas relações com os homens, as leis Morais, a vida presente, a vida

Futura e o porvir da humanidade. Kardec, sempre maravilhoso que ele ele tinha os resumos, ele IA ser campeão do x, do Twitter, enfim, seja o que não for, porque ele consegue resumir tudo em meia dúzia de palavra. Impressionante, resumiu o livro dos espíritos inteiro aqui, ó, escrito de acordo com o ditado e publicado por ordem dos espíritos superiores. Por por quem, quem, quem? Alan Kardec, vamos lá. Esta obra, como indica seu título, não é uma doutrina

pessoal. É o resultado do ensino direto dos próprios espíritos, sobre os mistérios do mundo, onde estaremos um dia e sobre todas as questões que interessam à humanidade. Eles nos dão, de algum modo, o código da vida ao nos traçarem a rota da Felicidade Futura, não sendo este livro o fruto de nossas ideias, visto que sobre muitos pontos importantes tínhamos uma maneira de ver bem diversa, nossa modéstia nada sofreria com os nossos elogios.

Preferimos, no entanto, deixar falar os que estão inteiramente dizer. Interessados por esta questão? Olha que interessante, né? Claro, ele não fazia, não fez o livro de espírito com uma doutrina pessoal eSIM 1 11. Curiosidade do próprio Kardec é que trouxe aí a ser construída toda a doutrina espírita. Na próxima página, o currie de Paris, de 11/07/1857, publicou sobre este livro o seguinte

artigo, a doutrina espírita. O editor, não sei falar, acaba de publicar uma obra de Veras notável, diríamos mesmo bastante curiosa. Mas há coisas que repelem toda a qualificação banal. Livro dos espíritos do senhor Allan Kardec é uma página nova do grande livro do infinito e estamos persuadidos de que o marcador assinalará essa página.

Ficaríamos desolado se pensassem que acabamos de fazer aqui um anúncio bibliográfico, se pudéssemos supor que assim fora quebraríamos nossa pena imediatamente. Não conhecemos absolutamente o autor, mas confessamos abertamente que ficaríamos felizes em conhecê lo aquele que escreveu a introdução que inicia o livro dos espíritos deve ter a alma aberta a todos os sentimentos Nobres, aliás, para que não se possa suspeitar. Nossa boa fé em nos acusar de

tomar partido. Diremos, com toda sinceridade, que jamais fizemos um estudo aprofundado das questões sobrenaturais, apenas se os fatos que se produziram nos causaram admiração, pelo menos jamais nos levaram a dar de ombros. Somos um pouco dessas pessoas que se chamam de sonhadores, porque não pensamos absolutamente como todo mundo. Há 20 léguas de Paris a noite

sob as grandes árvores. Quando não tínhamos em torno de nós, senam, choupanas esparsas, pensávamos naturalmente em qualquer coisa, menos na bolsa, no macadame dos bouleva. Bares ou nas corridas de lonchamps? Diversas vezes nos interrogamos isto muito tempo antes de ter ouvido falar em médiuns, o que haveria de passar no que se convencionou chamar o alto. Outrora chegamos mesmo a esboçar uma teoria sobre os mundos invisíveis, guardando a

cuidadosamente para nós. E ficamos muito felizes de reencontrá la quase por inteiro no livro do senhor Alan Kardec. Olha que interessante, parece que os espíritos. Estavam querendo se manifestar pra todo mundo, mas o Kardec é que teve a coragem, né? O homem da ciência, de botar cara a tapa e levar esse projeto adiante. Mas o autor já gostaria de conhecer o Kardec. Tá dizendo aí que tinha muita coisa, que concorda aí com o livro dos espíritos, com de autoria do Kardec e dos

espíritos? Continuando. Todos os deserdados da Terra, a todos os que caminham e caem regando com suas lágrimas o pó da estrada, diremos ler de livro dos espíritos, e isso vos tornará mais Fortes também aos felizes, aos que pelos caminhos só encontram os aplausos da multidão ou os sorrisos da Fortuna, diremos estudaio, ele vos tornará melhores. O corpo da obra, diz o senhor Alan Kardec, deve ser reivindicado inteiramente pelos espíritos que o ditaram. Está admiravelmente classificado

por perguntas e por respostas. Algumas vezes. Estas últimas são sublimes e. Isto não nos surpreende, mas não foi preciso um grande mérito a quem a soube provocar, desafiamos a rir os mais incrédulos quando lerem este livro, no silêncio e na solidão, todos honrarão o homem que lhe escreveu o prefácio. A doutrina se resume em 2 palavras, não façais aos outros o que não quereriais que vos

fizessem. Lamentamos que o senhor Allan Kardec não tenha acrescentado e fazei aos outros o que gostarias que vos fosse feito. O livro, aliás, o diz claramente, e a doutrina sem isto não estaria completa. Não basta não fazer o mal, é preciso também fazer o bem. Se apenas sois um homem de bem, não tereis cumprido ser uma metade do vosso dever, sois um ato imperceptível desta grande máquina que se chama mundo, onde nada deve ser inútil.

Sobretudo não nos diga que se pode ser útil sem fazer o bem ver nos e Amos forçados de vos replicar por 1 o volume. Lendo as admiráveis respostas dos espíritos na obra do senhor Kardec, dissemos a nós mesmos que haveria um Belo livro a escrever bem depressa reconhecemos que nos havíamos enganado. O livro já está escrito, apenas o estragaríamos se tentássemos completá lo. Sois homens de estudo e possuíza boa fé, que não pede senão para

se instruir. Lede, o livro primeiro sobre a doutrina espírita, estais colocado na classe dos que só se ocupam consigo mesmos e que, como se diz, fazem os seus pequenos negócios muito tranquilamente, nada vendo além dos próprios interesses. Lede, as leis Morais. A desgraça vos persegue com um furor, e a dúvida vos envolve por vezes, com seu abraço gelado. Estudai o livro terceiro esperanças e consolações todos vós que abriga as Nobres pensamentos no coração e que

acreditais no bem. Lende o livro do começo ao fim. Se alguém nele encontrasse matéria para a zombaria, nós os lamentaríamos. Sinceramente, escreve Jedi chalate. Entre as numerosas cartas que nos têm sido dirigidas agora, Kardec, falando desde a publicação de livro dos espíritos, apenas citaremos 2, porque, de certo modo, resume a impressão que este livro produziu e o fim essencialmente moral dos princípios que se

encerra. Então a gente vai ver aí 2 cartas que Kardec recebeu dentre todas, né? E esta publicação honrosa aí elogiando Kardec a seriedade do próprio livro, né? Essa daqui? Veio de Bordeaux em 25/04/1857, senhor. Submeter estes minha paciência a uma grande prova pela demora na publicação de um livro dos espíritos há tanto tempo anunciado. Felizmente, não perde por esperar, porquanto ele ultrapassa todas as ideias que eu havia feito de acordo com o prospeto impossível descrever o

efeito que me produziu. Assemelho me a um homem que saiu da obscuridade e parece que uma porta fechada até hoje acaba de ser subitamente aberta. Minhas ideias se ampliaram em algumas horas. Como a humanidade, todas as suas preocupações miseráveis, se me parecem mesquinhas e pueris ao lado desse fruto de que não duvidava, mas que para mim estava de tal forma obscurecido pelos preconceitos que o

imaginava a custo. Graças ao ensino dos espíritos, agora se apresenta sob uma forma definida, compreensível, maior, mais Bela e em Harmonia com a majestade do criador. Quem quer que leia esse livro meditando como eu encontrará tesouros inesgotáveis de consolações, pois que ele abarca todas as fases da existência e minha vida sofri perdas que me afetaram vivamente. Hoje não me causam nenhum pesar e toda a minha preocupação é empregar.

Utilmente o tempo e minhas faculdades para acelerar meu progresso, porque para mim agora o bem tem uma finalidade e compreendo que uma vida inútil. É uma vida de egoísta que não nos permite avançar na vida Futura. Se todos os homens que pensam como vós e eu, e os encontrareis muito assim espero para a honra da humanidade pudessem se entender, reunir se e agir de com um acordo de que força não disporiam para apressar essa Regeneração que nos é anunciada.

Quando for a Paris, terei a honra de vos ver, se não for abusar de vosso tempo, pedir vos aí algumas explicações sobre certas passagens e alguns conselhos sobre a aplicação das leis Morais a certas circunstâncias, que missão pessoais receber até lá. Eu vos peço, senhor, a expressão de todo o meu reconhecimento, porque me proporcionaste um grande bem ao apontar me a rota da única Felicidade real neste mundo e além disso, quem sabe em um lugar melhor no outro?

Vosso, todo devotado de Kardec. Lógico que escondia, né? Capitão reformado? Kardec, sempre que podia, escondia AA identidade das pessoas, porque ele não queria nem se gambar, se fala. Nem se gabar é, e muito menos é colocar as pessoas em risco, como as médiuns ou os médiuns. Enfim, e também se não tinha importância o nome do espírito comunicante, porque o que afinal importa até hoje para nós todos

é a mensagem, e não o autor. Porque você tem aí um bilhão de mensagens de Cleópatra e de e na verdade, né? Eu poderia escrever uma mensagem se eu tivesse do lado de lá e falar que eu era que leópatra. E isso não faria a menor diferença para o espiritismo. Vamos lá, segunda carta que ele recebeu de Lyon, de 4/07/1857, senhor, não sei como vos exprimir todo meu reconhecimento pela publicação de um livro dos espíritos que sinto depois de o ler. Como é consolador para nossa pobre humanidade?

O que nos fizeste saber? Minha parte, confesso, vos que estou mais forte e mais corajoso para suportar as penas e os aborrecimentos ligados à minha pobre existência. Compartilho com vários de meus amigos das convicções que aurei na leitura de vossa obra. Todos estão muito felizes agora, compreendem as desigualdades das posições sociais e já não murmuram contra a providência. A certeza de um futuro mais feliz, caso se comportem bem, os consola e encoraja. Gostaria de vos ser útil, senhor.

Sou um simples filho do povo que obteve certa posição com o seu trabalho, mas a quem falta instrução? Por ter sido obrigado a trabalhar desde menino. Entretanto, sempre amei muito a Deus e fiz tudo quanto pude para ser útil aos semelhantes. É por isso que procuro tudo que possa ajudar na Felicidade de meus irmãos. Vamos nos reunir vários adeptos que estavam dispersos. Envidaremos todos os esforços para você secundar, levantastes a Bandeira. Cabe a nós seguir.

Vos contamos com o vosso apoio e vossos conselhos. Ele termina, sou o senhor cioso vos chamar de confrade. Voz todo devotado. CE de novo, Kardec não vai expor as pessoas. Pessoas, né? Muito legal nessas 2 cartas aí é estimulando o Kardec aqui levou muita pancada, né? Muita pancada, muita pancada por causa do livro dos espíritos e muita perseguição, mas também muito encorajamento. Vamos continuar.

Muitas vezes já nos dirigiram perguntas sobre a maneira, porque foram obtidas as comunicações que são objeto de o livro dos espíritos. Resumimos aqui com muito prazer as respostas que temos dado a esse respeito, pois que isso nos ensejará a ocasião de cumprir um dever de gratidão para com as pessoas que de boa vontade nos prestaram seu concurso.

Como explicamos, as comunicações por bancadas ou tiptologia são muito lentas e bastante incompletas para um trabalho alentado, por isso jamais utilizamos esse recurso. Tudo foi obtido através da escrita e por intermédio. De vários médiuns psicógrafos. Olha que interessante testemunho do próprio Kardec, ele não usou pancadas e tiptologia. Ele se utilizou para escrever o livro dos espíritos, apenas de médiuns psicógrafos, ou seja, os que escreviam, né?

Nós mesmos, nós mesmo, que a deck tá falando com ele, tá? Preparamos as perguntas e coordenamos o conjunto da obra. As respostas são textualmente as que foram dadas pelos espíritos. A maior parte delas foi escrito sobre as nossas vistas. Algumas foram tomadas das comunicações que nos foram enviadas por correspondentes ou que recolhemos para o estudo. Em toda a parte. Onde estivemos a esse efeito, os espíritos parecem multiplicar os nossos olhos.

Os motivos de observação. Então, a maior parte das respostas das perguntas que Kardec fez, então, assim, metade do livro dele. Toda a genialidade de perguntar o que se perguntou foi de Kardec, portanto, ele é o autor da doutrina espírita. Ele não é um codificador, porque não vem código nenhum, é. Não entendo de onde vem esse negócio ainda, mas enfim, é. Ele é o autor e grande responsável, mais inteligente de todos e que fazia. É essas perguntas para os espíritos que psicografavam as

respostas a maior parte. Escritas sob as vistas dele e também de comunicações que foram enviadas por correspondentes. E aí ele pegou essas respostas e sintetizou as suas de acordo com a sua lógica, né? Todo. E daí resultou o livro dos espíritos e depois todas as obras da doutrina que foram escritas do mesmo jeito. Os primeiros médiuns que concorreram para o nosso trabalho foram as senhoritas b, cuja boa vontade jamais nos

faltou. Este livro foi escrito quase por inteiro, por seu intermédio e na presença de numeroso auditório que assistia sessões e nelas tomava parte com o mais vivo interesse. Mais tarde, os espíritos recomendaram a sua completa revisão em conversas particulares para fazer em todas as adições e correções que julgaram necessárias. Essa parte essencial do trabalho foi feita com o concurso da senhorita jafet, 11, que se

prestou com a maior boa vontade. E o mais completo desinteresse a todas as exigências dos espíritos, pois eram eles que marcavam os dias e as horas para as suas lições. O desinteresse não seria que o mérito particular, visto que os espíritos reprovam todo o tráfico, que se possa fazer de

sua presença? A senhorita jafet, que é também sonambulo notável, tinha seu tempo utilmente empregado, mas compreendeu igualmente que dele poderia fazer um emprego proveitoso, consagrando se a propagação da doutrina quanto a nós temos declarado desde o princípio e nos apraz reafirmara que jamais pensamos em fazer de o livro dos espi. Objeto de especulação, devendo sua renda ser aplicada às coisas

de utilidade geral. Por isso seremos sempre reconhecidos aos que se associarem de coração e por amor do bem, a obra que nos estamos consagrando. Allan. Kardec, Ah, que lindo, gente. Então a senhorita jafet foi convocada porque os primeiros médiuns é, foram as senhoritas b, né? Ele não fala sobre nome nem o nome. E que teve muito boa vontade. E que o livro primeiro, né? A primeira edição foi escrita quase inteira, por seu intermédio e na presença de numeroso auditório.

Você sabia disso? Eu não sabia. Olha que interessante. E mais tarde, a pedido dos próprios espíritos, essas respostas foram aprimoradas e corrigidas no que precisamos ser corrigidas com o concurso, ou seja, com o trabalho da médium jafet, a senhorita jafet, que morava na rua tinquetônica, 14. Né? E assim foi feito o livro dos espíritos, que não tinha outro objetivo, né? De nem de especulação, nem de de zombar nada. E que a sua renda devia ser aplicada as coisas de utilidade geral.

Ou seja, Kardec também nunca, jamais se beneficiou do livro dos espíritos ou da renda de qualquer livro que fosse para. O próprio proveito. Ele trabalhava e muito, né? Especialmente para o espiritismo, mas ele nunca recebeu absolutamente nada. Beleza, e com isso, encerramos o mês de janeiro. Só falta agora uns 550 meses para gente concluir o trabalho todo. Mas eu estou muito feliz. Me conta aí, se você está gostando, é no próximo episódio, claro, nós vamos começar.

O número 2 da revista, né? No primeiro ano, fevereiro de 1858, com o texto diferentes ordens de espíritos. Ué, isso você estudou comigo? Você sabe que isso já tá lá na no livro de espíritos, né? É como você sabe, a revista espírita é um grande laboratório para a. Aprimoramento e escrita de novas obras. Então a gente tá vendo, a história seria escrita e como foi escrita. Muito legal, né? Obrigado pela sua presença e eu te encontro no próximo episódio. Tchau.

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