Revista Espírita jan.1868 [Ep09] Visões - podcast episode cover

Revista Espírita jan.1868 [Ep09] Visões

May 29, 20257 minSeason 20Ep. 9
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Transcript

Olá, minha amiga. Olá meu amigo, como é que vocês estão bem vindos a mais um episódio onde estudamos a revista espírita de 1858. Ainda estamos em janeiro, tem mais 3 episódios episódios à frente para concluirmos o mês de janeiro e hoje nós vamos ver um texto chamado visões. Aliás, vamos estudar um texto chamado visões, lê se no currier de Lyon. Na noite de 27 para 28/08/1857, um caso singular de visão intuitiva se passou em khuarus

nas circunstâncias seguintes. Há mais ou menos 3 meses, o casal b, honestos tecelões, movidos por um sentimento de louvável com zeração, acolheram em sua casa, na qualidade de doméstica, uma jovem atolimada que vivia nos arredores de borgoen domingo passado, entre 2 e 3 horas da madrugada, o casal b foi acordado em sobressalto pelos gritos lancinantes da empregada, que dormia no sótão vizinho ao seu quarto, acendendo

uma lâmpada. A senhora b subiu ao sótão e encontrou sua doméstica aqui, derretendo em lágrimas e numa exaltação de espírito difícil de. Prever. Torcia os braços, em horríveis convulsões, e chamava sua mãe, que dizia, acabara de ver morrer. Depois de consolar a jovem como melhor que foi possível, a senhora b.

Retornou ao seu quarto. Esse incidente estava quase esquecido quando ontem, terça-feira, no período da tarde, um carteiro dos Correios trouxe a senhora de uma carta do tutor da mocinha, informando a esta última que na noite de domingo para segunda-feira, entre 2 e 3 horas da madrugada, sua mãe havia morrido em consequência de uma queda que sofreu do alto de uma escada. Pobre, idiota.

Ontem partiu ontem mesmo de manhã para borgoin, acompanhada pelo senhor b, seu patrão, para receber a parte dos bens que lhe cabia na herança da mãe, cujo fim deplorável vira tão tristemente em sonho. Os fatos dessa natureza não são raros e muitas vezes teremos ocasião de nos referir àqueles cuja autenticidade não poderia ser contestada. Olha que interessante, então, uma menina que foi acolhida por um casal que a admitiu como doméstico e morando na sua casa.

De repente, numa madrugada, fica enlouquecida, é porque ela tava torcendo os braços em horríveis convulsões e chamava sua mãe, que dizia, acabara de ver morrer. E depois no outro dia, é realmente houve essa confirmação? Eu só peço desculpa aí, porque alguns PDFs aí vem com um ponto, mas o leitor, não sei porque, resolve não ter ponto. Então releve, tá, não tem muita pausa nesse negócio, mas continuando. É, os fatos dessas natureza não são raros, né?

Algumas vezes se produzem durante o sono, em estado de sonho. Ora, como sonhos nada mais são do que um estado de sonambulismo natural e incompleto, designaremos as visões que ocorrem nesse estado sobre o nome de visões sonambólicas para distingui las das que se dão em estado de vigília e que chamaremos visões pela dupla vista. Finalmente, chamaremos divisões estáticas, as que ocorrem no êxtase. Em geral, tem por objetivos seres e as coisas do mundo

incorpóreo. O fato seguinte pertence a uma segunda categoria. Então, assim é. O que acontece é que esta visão foi dada porque a menina era uma médium sonambúlica, né? Então ela estava tendo essa visão da morte da sua mãe. É pelo pela sua mediunidade sonambúlica. Vamos ver agora o fato, mais um fato narrado pelo Kardec. Armador, nosso conhecido residente em Paris, narrou nos há poucos dias o seguinte, no passado mês de abril, estando um pouco indisposto, fui passear

com meu sócio nas toulherias. Fazia um tempo magnífico, o Jardim estava cheio de gente. De repente a multidão desaparece aos meus olhos, já não sinto meu corpo. Sou como que transportado e vejo distintamente um navio entrando no Porto do avre. Reconheço por clemence que aguardávamos das antilhas, viu atracar ao cais, distinguindo claramente os mastros, as velas, os marinheiros e os mais minuciosos. Detalhes como se lá estivesse. Então disse ao meu companheiro, eis o clemence que chega,

receberemos notícia hoje mesmo. Sua travessia foi feliz. Voltando para casa, entregaram me um telegrama antes de eu ler. Eu disse, é o anúncio da chegada do Clemens, que entrou no abre às 3:00. Realmente o telegrama confirmava a entrada, na mesma hora em que eu o tinha visto das tolherias. Quando as visões têm por objeto seres do mundo, incorpóreo poder, se IA, aparentemente, com alguma razão, qualificar lá de alucinação, porque nada lhes pode demonstrar a exatidão.

Porém, nos 2 casos que acabamos de narrar, é a verdade mais palpável e mais positiva que se evidencia. Desafiamos todos os fisiologistas e todos os filósofos aqui nos expliquem pelos sistemas ordinários. Somente a doutrina espírita é capaz de fazê lo através do fenômeno da emancipação da alma que, escapando momentaneamente de seus tentáculos materiais, transporta se para além da esfera da atividade corporal. No primeiro caso é provável.

Alma da mãe veio procurar a filha para avisá la de sua morte, mas no segundo, o que é certo é que não foi um navio que veio encontrar o armador nas tulharias preciso, pois, tenha sido a alma deste que o foi procurar no árvore. Olha que interessante, né? E a gente começa a ter alguns algumas definições, né? Então a primeira é visão, né, que teve a visão sonambúlica. E essa outra, né, do navio que

chegava, é uma visão. Estática, uma visão de êxtase que inclusive muitos Santos da igreja católica relatam isso. E a própria igreja católica é admite, estes Santos, né? Estes médiuns terem estas visões de céu ou de inferno, enfim, que prova que o espírito realmente está emancipado do corpo. E isso existe, não independe se é espírita ou se não é espírita. É um fenômeno natural, mediúnico, humano. Beleza? Com isso, terminamos hoje.

No próximo episódio, vamos estudar o texto, o reconhecimento da existência dos espíritos e suas manifestações. Eu te espero, como sempre, obrigado pela sua presença e até a próxima tchau.

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