Revista Espírita jan.1868 [Ep07]Evocações Particulares - podcast episode cover

Revista Espírita jan.1868 [Ep07]Evocações Particulares

May 22, 202519 minSeason 20Ep. 7
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Transcript

Olá minha amiga, olá meu amigo, como é que vocês estão bem vindos a mais um episódio onde estudamos a revista espírita do ano de 1858, mais especificamente a edição de janeiro, e hoje nós vamos estudar. As evocações particulares são 2, ou seja, são as psicografias, e tudo que aconteceu junto é nesse momento de psicografia. É bem interessante, então, sem demora, vamos para o texto. A primeira vocação, mãe, estou aqui, já vou dar um avizinho.

Eu não sei como é que o leitor virtual aqui vai ler esses 3 asteriscos. Por quê? Vocês vão ver que tem 3. A senhora Tim, Tim, Tim, que que significa significa que Kardec não divulgava o nome das pessoas, porque o que interessava eram os estudos e não os nomes dos médiuns ou os nomes dos espíritos. Quando os espíritos assim desejavam, ele deixava um nome que podia ser verdadeiro ou não. Isso tanto faz. O que interessa realmente é a mensagem.

Então, vamos lá. A senhora havia perdido alguns meses sua filha única de 14 anos, objeto de toda a sua ternura e muito digna de seu pesar pelas qualidades que dela prometiam fazer uma mulher perfeita, essa jovem havia sucumbido a uma longa e dolorosa doença.

Inconsolável com essa perda, dia a dia, a mãe via sua saúde alterar, se repetindo sem cessar que em breve iria reunir se a filha instruída da possibilidade de comunicar se com seres de alentúmulo, a senhora resolveu procurar numa conversa com a filha, um Alívio para a sua pena, uma senhora de seu. Conhecimento era médium, mas as 2 com pouca experiência para semelhantes evocações, sobretudo em circunstância assim tão solene, rogaram me que as assistisse. Éramos apenas 3, a mãe, a médium e eu.

Eis o resultado dessa primeira sessão. Olha que interessante, a mãe, em nome de Deus, todo poderoso espírito Júlia, né? O sobrenome, minha filha querido, querida, peço te que venha, se Deus o permitir. Aí a Júlia responde, mãe, estou aqui, a mãe disse. És tu mesmo, a minha filha que me respondes? Como posso saber que és tu? E Julia, responde, Lili era um pequeno apelido familiar dado a jovem em sua infância.

Não era conhecido nem da médium nem de mim, considerando se que há vários anos só chamavam pelo seu nome de Julia. A esse sinal, a identidade era evidente. Não podendo dominar a emoção, a mãe explode em soluços. Aí deixa eu só fazer um adendo, aqui, um parênteses, percebe quando a psicografia é séria, nem o médium sabia que ela tinha esse apelido. Então, por essas coisas é que o médium não poderia saber adivinhar nem no seu subconsciente, nem no seu inconsciente, né?

É por essas pequenas coisas que a gente vai pegando as verdades, né? E a Júlia, a filha, fala assim, mãe, porque te aflige, sou feliz, bem feliz, não sofro mais e te vejo sempre. Aí a mãe responde, mas eu não te vejo. Onde estás, Júlia? Diz, aqui ao teu lado, minha mão, sobre a senhora, a médium, para fazer lhe escrever o que te digo, vê a minha letra. A letra, de fato, era de sua filha.

E aí a mãe diz, dizes minha mão, tens então um corpo, e Júlia, não tenho mais aquele corpo que tanto me fazia sofrer, mas lhe guardo a aparência, não estás contente, porque eu não sofro mais e posso conversar contigo? A mãe diz. Se eu te visse, então reconhecer, te IA, Júlia, sim, sem dúvida, e já me viste muitas vezes em teus sonhos e a mãe de fato, já te revi em meus sonhos, mas pensei que fosse feito da

imaginação, uma lembrança. Aí Júlia responde a filha, né, não sou eu mesma que estou sempre contigo e procuro consolate fui eu que te inspirei a ideia de evocar, me tenho muitas coisas a te dizer, desconfia do senhor, tá, tá, tá? Ele não é sincero. Esse senhor, conhecido apenas da mãe e citado assim espontaneamente, era uma nova prova de identidade do espírito que se manifestava. A mãe que pode, pois, fazer contra mim.

O senhor tá, tá tá, Júlia, não te posso dizer isto me é proibido, apenas te advirto para desconfiares dele. E a mãe, você está entre os Anjos, Júlia, ó, ainda não sou não, sou bastante perfeita. A mãe, entretanto, eu não via nenhum defeito em ti eras boa, doce, amável e benevolente para com todos. Isso não basta. A Júlia diz para ti, mãe querida, eu não tinha nenhum defeito e eu acreditava, pois me dizias tantas vezes, mas agora vejo que me falta para ser perfeita.

A mãe pergunta, como adquirirás as qualidades que te faltam a Júlia e novas existências que serão cada vez mais felizes? E a mãe é na Terra que terás essas novas existências. A Júlia diz, não sei quanto a isso, a mãe, considerando que não havias feito mal durante tua vida, porque sofreste tanto. E a Júlia responde, prova, prova. Eu a suportei com paciência, por minha confiança em Deus. Sou muito feliz hoje por isso. Até breve, mãe querida, olha que

coisa mais linda, né? Isso é uma psicografia presenciada pelo Kardec. Só estava o Kardec, a médium e a mãe. Vamos continuar. Em presença de semelhantes fatos, quem ousaria falar do vazio do túmulo quando a vida Futura se nos revela assim tão palpável? Essa mãe, minada pelo desgosto, experimenta hoje uma Felicidade inefável em poder conversar com a filha. Não há mais separação entre elas. Suas Almas se confundem e se expandem no seio uma da outra pela permuta de seus

pensamentos. Olha que coisa mais linda do mundo, né? Mas tem ainda um restinho de texto aí, deste caso aqui, que é no mínimo emocionante, né? Apesar da discrição com que cercamos este relato, não nos permitiríamos publicá lo se a isto não estivéssemos formalmente autorizados, disse nos àquela mãe, possam todos quantos perderam seus afetos na Terra sentir a mesma Consolação que experimento, acrescentaremos somente uma palavra.

Aos que negam a existência dos espíritos bons, perguntamos como poderiam provar que o espírito dessa moça fosse um demônio alfazejo. É, pois é. Quem diz, né, que os mortos não voltam, quem volta é só o demônio, então demônio que vem, fala as coisas, tudo bonitinho e ainda previne a mãe para tomar cuidado com um sujeito, né? É? Pois é, vamos para a segunda psicografia é do nosso estudo de hoje, chamado uma conversão. Vocação seguinte não desperta menor interesse, embora sob um

outro ponto de vista. Um senhor que designaremos sobre o nome de jorges farmacêutico numa cidade do sul, havia perdido o pai há pouco tempo, objeto de toda a sua ternura e de uma profunda veneração, o pai do senhor Georges aliava a uma instrução muito vasta todas as qualidades que distinguem o homem de bem, embora professasse opiniões muito materialistas a esse respeito. O filho partilhava e até mesmo excedia as ideias do pai, duvidava de tudo, de Deus da

alma. Da vida Futura, o espiritismo não poderia reconhecer como verdadeiros tais pensamentos. Todavia, a leitura de um livro dos espíritos produziu nele uma certa reação, corroborada por uma entrevista direta que tivemos com ele. Se meu pai disse pudesse responder, me não duvidaria mais. Foi então que ocorreu a evocação que iremos relatar e na qual encontraremos mais de um ensinamento.

Que legal. Então, o filho que não acreditava em nada, o seu pai muito amado, desencarnou o filho chamado o senhor Georges. Ele não dá sobrenome, né? E só que não acreditava em nada disso. Só que disse, né? Começou a ler o livro dos espíritos e disse, bom, se meu pai pudesse me responder, eu não duvidaria mais. Então vou ver a evocação em nome do do todo poderoso. Peço, se manifeste o espírito de

meu pai, estás perto de mim? E a resposta é sim, porque não vos manifestaste diretamente a mim quanto tanto quando tanto nos amamos. E o pai responde mais tarde. O filho poderemos nos reencontrar um dia e o pai, sim, breve o filho haveremos de nos amar como nesta vida. E o pai, mais em que meio estás o filho pergunta, o pai diz, sou feliz. O filho pergunta, estás reencarnado ou errante? E o e o pai responde, errante

por pouco tempo. Filho pergunta, que sensação experimentaste quando deixaste vosso invólucro corporal? E o pai responde, perturbação. Filho continua perguntando, quanto tempo durou essa perturbação? E o pai responde, pai, espírito, né? Pouco para mim, bastante para ti. O filho continua, podeis avaliar a duração dessa perturbação conforme nossa maneira de contar. E o pai responde, 10 anos para ti. 10 minutos para mim e o

filho. Mas não se passou esse tempo todo desde que vos perdi, não há somente 4 meses. E o espírito responde, se estivesses em meu lugar, teria sentido este tempo. Isso é interessante, porque o tempo para o mundo espiritual é de outra maneira, né? Como é que a gente conta o tempo aqui, dia e noite, certo? O mundo espiritual, isso não existe, então, enfim.

O filho continua, acredita agora em um Deus justo e bom, e o pai responde, pai espírito, sim, continuo filho, acreditáveis nele quando estáveis na Terra. E o pai responde, eu tinha presciência, mas não acreditava nele em Deus, né? E o filho pergunta, Deus é todo poderoso? O pai responde, não me elevei até ele para avaliar sua força. Somente ele conhece os limites de seu poder, porque só ele é seu igual. O filho continua perguntando, ocupa se ele Deus né? Dos homens e o pai, sim, o filho

curioso pelo jeito, né? Seremos punidos ou recompensados conforme nossos atos e o espírito responde, se fazes o mal sofrer lhe ás as consequências. Continua perguntando, serei recompensado se fizer o bem? E o pai responde, avançarás na tua rota, o filho de novo, estou no caminho certo. E o pai responde, faz e o bem. E nele estarás, o filho continua bem tagarela, né? Acredito ser bom, mas estaria melhor se um dia, como

recompensa, vos encontrasse. E o pai responde, que esse pensamento te sustente e te encoragem. E o filho ainda pergunta, meu filho será bom como seu avô, ou seja, como o pai, né? E ele responde, desenvolve as suas virtudes, abafa seus vídeos. Vídeos, vícios, desenvolve suas virtudes, abafa seus vícios. Eu tô doidinho aí o filho continua, custo a crer que estamos nos comunicando. Tão maravilhoso me parece esse momento. E o pai responde, de onde provei

tua dúvida? E o filho de que partilhando vossas opiniões filosóficas foi levado a tudo. Atribuir a matéria e o pai? Que é culpa dele, né, digamos assim. Ensinamento dele, que tudo era material, o pai fala assim vezes de noite, o que vezes de dia que legal e o filho fala, estou, pois nas trevas, meu pai, e o pai responde sim, o filho continua que vê desde mais maravilhoso. O pai não entendeu a pergunta e

disse, explica, te melhor. O filho continua, reencontrastes, minha mãe, minha irmã e Ana, a boa Ana. O pai responde, eu as revi. O filho vede as quando quiser dizer. O pai responde, sim, gente, isso é poderoso. Todo mundo, todos nós que tivemos entes queridos que partiram, né? Que acalanto que a gente vai encontrar todos aqueles que já se foram, né? O filho continua, o filho perguntadeiro, achares penoso ou agradável, que me comunique

convosco. E o pai diz, para mim é uma Felicidade, se posso te conduzir ao bem. Meu filho continua voltando para casa. O que poderia fazer para comunicar me convosco que me faz tão feliz? Isso serviria para conduzir me melhor e me ajudaria a melhor educar os meus filhos. E o pai espírito responde cada vez que o impulso de conduzir ao bem sou eu serei eu a inspirar te olha só que lindo, não é só uma comunicação, é intensiva ou extensiva como essa, né?

Por intuição também. O filho continua, calo me com receio de importunar vos. E o pai disse, queres ainda? Fala o filho, visto que permitis dirigir. Vos ainda algumas perguntas de que afecção morrestes. O pai responde, minha prova havia alcançado o seu termo. Filho pergunta onde contra estes o abcesso pulmonar que se manifestou. E o pai, pouco importa. O corpo nada é o espírito é tudo. E o filho curioso continua, qual a natureza da doença que me desperta tão frequentemente à noite?

E o pai sabelo as mais tarde? E o filho? Considero grave a minha ficção, que queria viver ainda para os meus filhos. E o pai responde, ela não é o coração do homem, é uma máquina de vida, deixa a natureza agir e o filho, o visto que estás presente aqui. Sobre que forma nos apresentais, o pai diz, sob a aparência de minha forma corpórea. E o filho continua, estás em um local determinado, o pai responde sim atrás de hermance a médium, né? E o filho podereis tornar vos

visível a nós e o pai, para quê? Terias medo o filho continua essa entrevista longa verde nos todos aqui reunidos, o pai sim e o filho pergunta, tendes uma opinião de cada um de nós e o pai, sim, ora, gente, já não precisava ter morrido para ter uma opinião, né? Vamos combinar. O filho continua perguntando, poderias dizer nos alguma coisa e o pai, em que sentido me fazes essa pergunta? Tá começando ficar chato essas perguntas do filho, né?

O filho do ponto de vista moral e o pai responde de outra vez, por hoje, é bastante gente. Ele ele fez uma entrevista, entrevista com meu pai de vírgula, de defunto, né? Podia se chamar um filmes. O efeito produzido no senhor Jorge por essa comunicação foi imenso. Uma luz inteiramente nova já parecia clarear, lizar as ideias. Uma sessão que houve no dia seguinte, na casa da senhora Rogério sonâmbula, terminou por dissipar as poucas dúvidas que lhe restavam.

Pelo amor de Deus, tinha dúvida ainda, Hein? Olha, isso é que é duvidar. Eis um resumo da carta que, a respeito, nos escreveu. Então, o filho escreveu esta carta de uma segunda psicografia com uma outra medium, né? Essa senhora entrou espontaneamente em detalhes comigo, tão precisos, com respeito a meu pai, minha mãe, meus filhos, minha saúde, escreveu todas as circunstâncias de minha vida com tal precisão, relembrando mesmo certos fatos que a longo tempo se me haviam apagado da memória.

Numa palavra, deu me provas tão patentes dessa faculdade maravilhosa da qual são dotados os sonano bulos lúcidos que a reação das ideias foi completa em mim neste momento na evocação. Meu pai havia revelado sua presença na sessão sonambúlica. Eu era a bendizer, testemunha ocular da vida extracorpórea da vida da alma. Olha que legal o este filho, né? Foi convencido não por um médium só, mas por 2 médiuns. Em 2 momentos é que ele vai receber outra comunicação e ainda mais.

É intensa que essa, mas vamos terminar a leitura. Para descrever com tanta minúcia e exatidão, e há 2 centenas de léguas de distância o que de mim somente era conhecido, era preciso ver hora, uma vez que isso não era possível com os olhos do corpo. Haveria, portanto, um laço misterioso, invisível, que ligava a sonâmbula as pessoas e as coisas ausentes e que ela jamais tinha visto. Havia, pois, algo fora da matéria.

O que poderia ser esse algo serão aquilo que se chama alma, o ser inteligente, do qual o corpo é apenas um invólucro mascujação. Se estende muito além de nossa esfera de ação. Hoje, não somente o senhor Jorge deixou de ser materialista, como é um dos mais fervorosos e zelosos adeptos do espiritismo, o que o faz duplamente feliz, pela confiança que o futuro agora lhe inspira e pelo prazer que experimenta em praticar o bem. Essa evocação, bem simples à primeira vista, não é menos

notável em muitos aspectos. O caráter do senhor jorges pai reflete se nas respostas Breves e sentenciosas que estavam em seus hábitos falava pouco, jamais dizia uma palavra inútil, não é mais um cético que fala. Reconhece seu erro, seu espírito é mais livre, mais clarividente, retratando a unidade e o poder de Deus por estas admiráveis palavras, só ele é seu igual aquele que em vida referia tudo. A matéria diz, agora o corpo nada é, o espírito é tudo. E esta outra frase, sublime, vez

à noite, o que vez de dia? Para o observador atento, tudo tem uma importância, e é assim que a cada passo encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos espíritos. Que bonito, né? E aí nós vamos ter na revista espírita muitas, muitas dessas destas testemunhas, né? De psicografias que Kardec viu ou ficou sabendo e assinou

embaixo como verdadeiras, né? Então tem muita coisa legal para a gente estudar, tá bom por hoje, é só no próximo episódio nós vamos estudar o texto os médiuns julgados. Como sempre eu te espero. Obrigado pela sua presença e a gente se encontra no próximo. Tchau.

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