Revista Espírita jan.1868 [Ep03] Diferentes Modos de Comunicação - podcast episode cover

Revista Espírita jan.1868 [Ep03] Diferentes Modos de Comunicação

May 08, 202514 minSeason 20Ep. 3
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Transcript

Olá minha amiga, olá meu amigo, como é que vocês estão bem vindos a mais um episódio onde estudamos a revista espírita do ano de 1858 e hoje nós vamos é estudar o tema, diferentes modos de comunicação. Então, sem demora, enquanto a musiquinha vai rolando, a gente vai estudando. Vamos lá. As comunicações inteligentes entre os espíritos e os homens podem ocorrer por meio de sinais, pela escrita e pela palavra.

Os sinais consistem no movimento significativo de certos objetos e, mais frequentemente, nos ruídos ou golpes desferidos. Quando os fenômenos comportam um sentido, não deixam dúvida quanto a intervenção de uma inteligência oculta, porquanto se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter

uma causa. Inteligente sob a influência de certas pessoas designadas pelo nome de médiuns e algumas vezes espontaneamente, um objeto qualquer pode executar movimentos convencionados, bater um número determinado de golpes e transmitir assim respostas pelo sim e pelo não ou pela designação das letras do alfabeto. Certamente nós vamos encontrar isso na no livro dos médiuns,

né? Falando sobre a como são os diferentes modos de comunicação dos espíritos, que podem ser por palavras, podem ser faladas, podem ser é apenas por batidas ou por indicação das letras do alfabeto. Vamos continuar aí? Os golpes também podem ser ouvidos sem nenhum movimento aparente, sem causa ostensiva, quer na superfície, quer nos próprios tecidos dos corpos inertes, em uma parede, numa Pedra, em um móvel ou em outro objeto qualquer, de todos esses objetos, por serem os mais

cômodos. Pela mobilidade e facilidade com que nos colocamos, a sua volta às mesas são os mais frequentemente utilizados, daí a designação do fenômeno, em geral pelas expressões bastante triviais de mesas falantes e de dança das mesas, expressões que convém banir. Primeiro porque se prestam ao ridículo, depois porque podem induzir em erro, fazendo crer neste particular, que elas tenham uma influência especial a este modo de comunicação.

Daremos o nome de tematologia espírita, expressão que dá uma perfeita ideia e compreende todas as variedades de comunicações por meio de sinais, movimentos dos corpos ou pancadas. Um de nossos correspondentes chegou mesmo a propor nos que se designasse, especialmente este último meio, o das pancadas, pela palavra tipitologia. O segundo modo de comunicação é a escrita designá lo emos sobre

o nome de psicografia. Igualmente empregado por um correspondente para se comunicarem pela escrita, os espíritos empregam como intermediários certas pessoas dotadas da faculdade de escrever sobre a influência da força oculta que as dirige e que obedecem a um poder evidentemente fora de seu controle, já que não podem parar nem prosseguir à vontade e, no mais das vezes, não têm consciência do que escrevem. Sua mão é agitada por um movimento involuntário quase febril.

Tomam o lápis, malgrado seu, e o deixam do mesmo modo. Nem a vontade nem o desejo podem fazê la prosseguir, caso não o deva fazer, é a psicografia direta. Então, vamos lá, primeiro meio, né? De diferentes modos de comunicação. É o que ele chamou de semmatologia espírita, ou seja, a comunicação por sinais e dentro destes sinais. As pancadas ganharam um nome também, que foi a tiptologia, tá? É o primeiro meio de comunicação. Já o segundo é a psicografia.

E começa com a psicografia direta, né? Que é aquela que o espírito toma conta do braço e da mão do médium. Portanto, ele é que está no comando. Muitas vezes o médium nem sabe o que está sendo escrito, a maioria das vezes com a psicografia direta, tá, vamos continuar. A escrita é obtida também. Além da psicografia direta, desse jeito de que o espírito toma conta do braço da mão e escreve, o médium pode estar conversando e o espírito está

psicografando. Além disso, a escrita obtida também pela só imposição das mãos sobre objetos expostos de modo conveniente e munido de um lápis ou qualquer outro instrumento apropriado a escrever. Geralmente, os objetos mais empregados são as pranchetas ou as sextas. Dispostas convenientemente para este efeito, a força oculta que age sobre a pessoa transmite se ao objeto se torna assim, um apêndice da mão, imprimindo lhe o movimento necessário para traçar os caracteres.

Aí essa psicografia indireta que não é feito pela mão do médium, né? Seja com conhecimento ou sem conhecimento, aí entra em outra, em outra classificação é a indireta que se usava no começo, colocando uma cestinha com lápis na ponta. E essa cestinha era movimentada e IA. É fazendo as escritas dessa maneira, então psicografia indireta, continuando. As comunicações transmitidas pela psicografia são mais ou menos extensas conforme o grau da faculdade mediadora.

Alguns não obtém senão palavras. Em outros, a faculdade se desenvolve pelo exercício, escreve em frases completas e frequentemente dissertações desenvolvidas sobre assuntos propostos ou tratados espontaneamente pelo. Dos espíritos sem que se lhes tenha feito qualquer pergunta. Às vezes a escrita é clara e ilegível, em outras, só decifrável por quem a escreveu e que a lê, por uma espécie de intuição ou dupla vista sob a mão da mesma pessoa.

A escrita muda, em geral de maneira completa, com a inteligência oculta que se manifesta, e o mesmo tipo de letra se reproduz cada vez que a mesma inteligência se manifesta. Esse fato, entretanto. Nada tem de absoluto. Os espíritos transmitem, por vezes, certas comunicações escritas sem intermediário direto. Os caracteres, neste caso, são traçados espontaneamente por um poder extrahumano visível ou invisível.

Como é útil que cada coisa tem um nome, a fim de nos podermos entender, daremos a esse modo de comunicação escrito de espírito grafia para distingui la de psicografia ou escrita obtida por um médium. A diferença entre esses 2 vocábulos é fácil de aprender, na psicografia, a alma do médium desempenha necessariamente um certo papel, pelo menos como intermediário, ao passo que na espíritografia é o espírito que age diretamente por si mesmo. Vamos lá, então é mais uma

coisa, né? Sobre a psicografia, é às vezes, é claro, ilegível, às vezes a pessoa. Que psicografou é que vai conseguir ler por uma intuição? É. E esta caligrafia pode não ter nada a ver com a caligrafia do médium. É, pode ser uma outra caligrafia que pode ser comprovada como do espírito ou não que ele fala assim. Esse fato, entretanto, nada tem de absoluto e tem uma terceiro método que foi chamado de espiritografia. Que é quando as palavras aparecem sem interferência

mediúnica. Ou seja, não precisa de um médium para fazer isso. Claro que a gente sabe que é pode acontecer, né? Essa espíritografia devido a médiuns de efeito físico, tá, mas é bem mais difícil, como por exemplo, teve muitos casos de. Desses, dessas escritas aparecerem num papel prensado entre 2 pedras e de repente aparecem as escritas ali dentro, sem intervenção de absolutamente ninguém, tá, então nós temos aí a psicografia e a espíritografia e aí vem falar sobre esse terceiro método.

É que eu achei que fosse espíritografia, mas enfim, é chama palavra que interessante. Vamos ver. O terceiro modo de comunicação é a palavra. Certas pessoas sofrem nos órgãos vocais a influência de um poder oculto que se faz sentir na mão. Daqueles que escrevem, transmitem pela palavra o que outras transmitem pela escrita,

as comunicações verbais. Como as escritas ocorrem algumas vezes sem intermediário corpóreo palavras e frases podem ressoar aos nossos ouvidos ou em nosso cérebro sem causa física aparente. Os espíritos podem igualmente aparecer nos em sonho ou em estado de vigília e dirigir nos a palavra para nos dar avisos ou instruções para seguir o mesmo sistema de nomenclatura que adotamos para as comunicações escritas. Deveríamos?

Mar a palavra transmitida pelo médium de psicologia e a originada diretamente do espírito de espíritologia. Porém, a palavra psicologia já tem uma aceção conhecida e não a podemos distorcer designaremos, pois todas as comunicações verbais sob o nome de espíritologia a. As primeiras pelas palavras espíritologia mediata e as segundas pelas de espíritologia direta. Dos diferentes modos de comunicação, a sematologia é o mais incompleto, é muito lento e não se presta senão com

dificuldade. Há desenvolvimentos de uma certa extensão. Os espíritos superiores dela não se servem voluntariamente, seja por causa da lentidão, seja porque as respostas por sim e por não são incompletas e sujeitas a ele. Para o ensino, preferem os meios mais rápidos, a escrita e a palavra. Com efeito, a escrita e a palavra são os meios mais completos para a transmissão do pensamento dos espíritos, quer pela precisão das respostas, quer pela extensão dos

desenvolvimentos que comportam. A escrita tem a vantagem de deixar traços materiais e de ser um dos meios mais adequados para combater a dúvida. De resto, não se é livre para escolher os espíritos. Comunicam se pelos meios que julgam apropriados, isso depende das aptidões. Muito interessante, né? Então o terceiro meio agora que eu entendi, lembrando, tá que eu estudo junto com você, EE, vou

descobrindo junto as coisas. Eu não preparo nada absolutamente antes para que a gente possa ter esse benefício da dúvida aí, e como eu tive agora, então ó. Os diferentes modos de comunicação são, primeiro semmatologia, né? E que a comunicação por meio de sinais sim ou não pancadas ou até pancadas, combinando letras do alfabeto. As pancadas receberam o nome de tiptologia. O segundo meio de comunicação é a psicografia, que pode ser direta ou indireta, né?

A direta, quando usa o medium é. E indireta. Quando é, ela aparece escrita, por exemplo, e temos a terceira. É a terceira. Onde é que eu escrevi isso? Espíritologia mediata ou direta, que é quando o medium fala, né? E aí ele conclui dizendo que. A escrita e a palavra são os meios mais completos, mas especialmente a escrita tem vantagem porque deixam rastros materiais que podem ser comprovados depois. Já a palavra naquela época não, né? Porque não existia gravador.

Essas coisas de tecnologia. Hoje pode se dizer que é equivalente, porque você pode gravar o medium falando e depois você pode transcrever isso, você pode continuar, pode compartilhar, enfim. Mas são esses 3 meios, né? Os é sinais, a psicografia e a mediunidade vocal falada, né? Então são essas 3, esses 3 tipos de é modos de comunicação que os espíritos se utilizam. Beleza, por hoje é só no próximo episódio nós vamos é ler. É estudar respostas 12 espíritos

a algumas perguntas. É muito interessante que a gente vai ver que Kardec mistura um pouco de tudo na revista espírita. Como ele deu um spoiler na introdução e a gente tá vendo que ele vai migrando, né? Primeiro a gente é se instrui com algumas coisas, depois a gente vê casos, aí a gente vê comunicações espíritas. Enfim, é, é bem legal, bem gostoso. Eu te espero, como sempre, muito obrigado pelo seu carinho, pela sua presença e até o próximo episódio. Tchau.

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