Que Espiritismo NÃO queremos? Que Espiritismo VAMOS construir? [Ep54] - podcast episode cover

Que Espiritismo NÃO queremos? Que Espiritismo VAMOS construir? [Ep54]

May 19, 20241 hr 45 min
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É hora de debater quem somos, o que estamos fazendo e o que precisamos fazer no contexto espírita. Em mais uma edição dos "Embalos de Sábado à Noite do ECK", recebemos o articulista espírita Claudio Bueno da Silva (SP), com a presença, nos debates, de Ricardo Sardinha (MG), sob a tradicional mediação de Marcelo Henrique (MH). O tema, então, é esse: Que Espiritismo NÃO queremos? Que Espiritismo VAMOS construir? Como pano de fundo do debate estará não só a diferença entre teoria e prática (considerando a primeira como o conteúdo do conjunto de 32 obras de Kardec e a segunda como as atividades costumeiras em instituições e grupos espíritas, a chamada práxis), assim como a introdução de novas "teses" decorrentes de obras mediúnicas (ou não) em comparação com a base doutrinário-filosófica originária, como também a própria prática em si, tanto em termos de mediunidade como de outras atividades que compõem a rotina das associações espíritas. Então, o primeiro questionamento, negativo, calcado no que "NÃO queremos" permitirá a crítica equilibrada e fundamentada acerca de muitas atividades que permeiam o dia a dia dos centros espíritas e congêneres, mas nada guardam de sintonia ou vinculação com a proposta contida na Filosofia Espírita. Já o segundo, enquadra a prospecção e o envolvimento dos "espíritas sensatos" que, discordantes com o "modus operandi" em geral das entidades espiritistas, projeta mudanças possíveis e viáveis e que levem à continunidade do método, da organização social e da análise dos temas de interesse humano, sob o viés espírita, sem interpolações e deturpações. Obviamente, é preciso salientar o respeito interpessoal em relação a qualquer pessoa que se interessa e passa a realizar atividades ou se vincula aos entes espíritas, na ênfase ao princípio de liberdade de pensamento e de expressão que a Doutrina consagra. Mas isto não significa que respeitar seja abonar, concordar ou fazer vista grossa em relação a muitas situações que, mesmo albergadas em ambientes ditos espíritas ou realizadas por pessoas que se acham vinculadas a atividades de divulgação do Espiritismo, acabam sendo percepções e opiniões pessoais e não devam ser vinculadas à proposta espírita. Mais uma vez, nosso objetivo, nas lives, é o de "não fechar questão", não emitir "verdades absolutas", sendo, do contrário, um espaço para tratar com seriedade todos os temas, buscando a ligação com a Filosofia Espírita, permitindo aos que assistem, naquele momento e aos que, depois, acessarem a gravação nos nossos canais, que formem e depois exerçam a sua genuína liberdade do pensamento e de convicção, retendo o que lhes parecer mais adequado ou melhor. Você já sabe que os seus comentários e eventuais questionamentos são enriquecedores da nossa atividade. Porque você nos ajuda a fazer esta live!

Transcript

O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é

o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é

o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é

o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é e aí pois muito bem sejam todos bem -vindos sejam todas bem -vindas a mais uma live do esse cá esses embalos de sábado à noite que já há um bom tempo vem motivando nós todos a pensar o espiritismo de outras

maneiras a entender o espiritismo de uma maneira mais inclusiva mais dialética e dialógica uma oportunidade para diversos pensadores espiritas ou não destilar em suas ideias sua simpatia sua perspectiva de diálogo construtivo aqui na bancada do esse cá como os muito felizes com a sua participação sua presença para os companheiros aí já estão passando pela nossa lousa se identificando é importante que você vincula

a sua participação ao link será colocado aqui embaixo para que nós possamos reconhecer você e dar os créditos os devidos créditos na participação efetiva na forma de comentário ou de questionamentos muito bem sem mais delongas dando boas -vindas a todos vamos abrir a nossa live de hoje cujo tema é que espiritismo não queremos e que espiritismo vamos construir com uma passagem contida na revista espírita review

espirit que foi o grande laboratório de Allan Kardec nessa conversação nesse intercâmbio com as inteligências invisíveis note que a revista espírita deve ser lida com a cuidar de com zelo doutrinário com interesse filosófico com a natureza de pesquisa científica espírita já que grande parte das informações que foram publicadas nos volumes de 1858 até abril de 1869 que foi o último publicado em vida por

Kardec ele morre em 31 de março mas deixa no prelo como era de seu costume para que saísse na primeira semana de abril o fascículo deste mês em 1869 muitas dessas informações não constam das chamadas obras fundamentais espiritas é porque Kardec colocava ali no cadinho científico da revista espírita para que elas as afirmações pudessem ser ou não confirmadas dentro do seu critério que era o controle e o

consenso universal entre os espíritos mas num dos fascículos especificamente em junho de 1863 tomar uma linha para ver se a garganta aguenta porque esfriou bastante rapaz e aqui no sul do país e nós já estamos aí no inverno brasileiro então na revista espírita de junho de 1863 de uma ediceração curiosamente linkada com o nosso tema de hoje chamada o futuro do espiritismo um filósofo de outro mundo

assim escreve pelo futuro que te mostro para o espiritismo pode julgar da influência que ele exercerá sobre as massas como estáis organizados moralmente falando que zestes uma boa estatística das vossas qualidades e dos vossos defeitos os homens levianos e neutros povo a boa parte da terra e isso não mudou muito depois de quase 165 anos dessa crônica contida aí na revista espírita os benevolentes constituem

maioria é duvidoso entre os neutros isto é entre os que estão com um pé na balança do bem e o outro na balança do mal muitos podem meter os dois nos pratos da benevolência que é a primeira etapa que constitui e que conduz rapidamente a níveis mais avançados feito essa abertura vamos chamar o nosso convidado da noite que é o querido Claudio Bueno da Silva seja bem -vindo a bancada que rupe o

estandore ou que toquem os clarins muito legal eu agradeço a oportunidade de participar com vocês desse trabalho aí muito bom bacana que nós já nos conhecemos virtualmente a um bom tempo participamos aí de algumas tarefas comuns nos reencontramos nesse grande universo que é o facebook e aí resolvemos fazer esse convite que você aceitou amavemente para estar conosco e pelo qual agradecemos o Claudio é

profissional da área contábil e administrativa hoje está aposentado é casado tem três filhos e quatro netos que beleza há décadas o Claudio é articulista na imprensa espírita tem vários livros publicados todos de cunha espiritualista espírita é nascido em São Paulo reside na cidade de Osasco no mesmo estado ou de desenvolveu intensa atividade espírita desde 1978 um pouquinho depois de mim

sabe Claudio porque a minha iniciação no espiritismo se deu em dezembro de 1981 sabe aquela música do flamengo em dezembro de 81 essa é minha história junto ao espiritismo desde dezembro de 81 o Claudio ainda colabora no movimento espírita pelas redes sociais pela internet muito bem Claudio nós claro vamos fazer aqui um bate bola na mesa redonda e vamos aí incluir o outro participante convidado da noite que

integra o conselho de gestão do esse cá que é o nosso querido Ricardo Sardinha a banque se Sardinha maravilha boa noite boa noite Marcelo boa noite Claudio boa noite que amigos do chá esquecer o tambor ligado obrigado aqui estamos nós para mais uma live muito feliz a companhia de vocês e que ela possa ser muito proveitosa né sabe Claudio o Ricardo Sardinha é seu companheiro aí né ele também é aposentado as

partes aí então desse segmento importante diria até quase que majoritário dentro do espiritismo do piniquim já que a grande maioria das instituições espiritas presenciais e também as virtuais são caracterizadas por espiritos digamos aí na boa idade né na melhor idade a terceira idade na longevidade e outras idades o Ricardo Sardinha é músico é coordenador junto com o Iván do Oliva da parte

musical do esse caja fizemos boas é empreitadas nessa área é membro também do conselho de gestão do nosso grupo sabe nós não temos uma estrutura verticalizado nós adotamos uma estrutura horizontal onde todos têm o mesmo papel a mesma importância alguns que nos sigam em coordenações específicas mas todas as vezes que nós vamos conversar debater e decidir nós procuramos entender e definir as

coisas por consenso sem nenhuma verticalização e hierárquica o modelo aliás que foi trazido pela primeira vez para o movimento espírita pelo saudoso gélio la sérda da Silva que foi presidente da federação espírita do estado do espírito santo e que ao escrever o livro com cientização espírita propôs não uma federação mas uma confederação espírita brasileira abolindo aí essa estrutura de uma diretoria

central e permitindo que todos tivessem o mesmo peso em termos de votos e de voto nas atividades infelizmente isso não foi levado a efeito a nível nacional em estadual e a grande a imensa maioria dos mais de seis mil sete mil centros espírita espalhados por todo o país e adotam essa estrutura verticalizada e centrada numa diretoria que tem um presidente como sempre sendo aquele que dá a última palavra e que a

sardinha também é atuou no rame informático e tem aí uma larga experiência nesse setor e tem contribuído também com esse cá nesta área junto com os demais companheiros para que nós estejamos cada vez mais aptos a nos comunicarmos pelas redes sociais feito esse entróito vamos começar aí com a nossa conversa lembramos a você que você pode participar da nossa live ao vivo mediante comentários e questionamentos

sua participação sempre nos é muito bem vinda claro vamos começar com o básico né com feijãozinho com arroz aquilo que as pessoas querem ouvir de você sobre o seu conceito pessoal seu conceito aí já com quase cinco décadas de atividade espírita o que é o espiritismo para você olha é essa pergunta aparentemente ela é simples né e mas não é bem assim o espiritismo pra mim é um complexo de conhecimento né

ele tem essa abrangência que a gente tem discutido sempre e que o Kardec propôs que é aquela coisa do do da ciência filosofia e moral é e que no brasil é ganhou uma conotação é ciência filosofia e religião que é o famoso tripé de Emmanuel e e que os brasileiros em si eles levaram muito na minha opinião muito a sério essa essa questão né e transformaram o espiritismo o espiritismo fizeram

espiritismo a moda da casa o brasileiro construiu um um um um um praticamente um novo espiritismo né e pra mim o espiritismo ele é revolucionário porque se ele sempre existiu conforme o Kardec colocou ele precisava ser estruturado organizado sistematizado foi exatamente isso que se propôs fazer né e na minha concepção humilde ele o fez muito bem e outra coisa de forma muito clara muito concreto e muito objetiva

uma coisa que me surpreende na na nos livros de Kardec na obra de Kardec é a simplicidade eu já ouvi de muitas pessoas e isso eu ouvia com alguma frequência nos e e e e e e num e numerar veis anos que nós participamos de feira de livros as coisas pessoas dizendo que o espiritismo é difícil né e mas esse argumento nem sempre é usado com relação por exemplo às obras de Emmanuel né e recentemente

mesmo estava conversando com uma pessoa sobre aqueles clássicos quatro cinco livrinhos lá de Emmanuel né fonte viva e e e aqueles outros lá sobre a a a a a a forma linguagem que o que o que o Emmanuel usava e usou naqueles naqueles livros e e as pessoas que não tem ao mínimo preparo assim cultural algum discernimento intelectual leem aquilo e não entendem nada essa é o meu entendimento né elas ficam

boiando e tanto são livros super indicados que fazem o dia a dia das pessoas com essa coisa do culto do evangelho anular e enfim e quando você vai pra Allan Kardec você vê quase que o oposto é a simplicidade é a clareza é a naturalidade então eu discordo um pouco daqueles que dizem que o espiritismo é difícil nem a Gênesis que é o chamado livro mais científico digamos assim de Kardec ele é complicado a revista

espírita então é fácil né é uma coisa meio que a temática cotidiana da época na França enfim então eu acho que é um complexo de conhecimentos que veio pra chacoalhar realmente despertar a humanidade de uma coisa que vem se arrastando a milênios e que precisava vir à tona então eu vejo independente de achar que é terceira revelação ou não mas eu entendo que o espiritismo é fundamental para o

entendimento do ser humano no mundo sabe é eu particularmente não sei como seria a minha vida minha trajetória com a qual graças a Deus eu estou muito feliz eu não sei como ela seria se eu não tivesse tido contato com a doutrina lá pelos anos de bio 977 78 talvez ela tivesse ido por um outro caminho que eu não sei qual fosse de qualquer forma eu entendo espiritismo como uma coisa muito séria

né e é onde a gente vê o amor de Deus e a e os cuidados da espiritualidade superior altamente qualificada como é o caso do Kardec por exemplo e de trazer conforto consoro esclarecimento norteamento para que a gente saia desse planeta confuso de incompreensão para um planeta para uma vida mais amena mais fraterna né então espiritismo tem muita importância muito bem vamos botar o sardim aí nessa

jogada e para que ele possa fazer alguns comentários acerca dessa tua explanação é sobre o que é o espiritismo bom é existem pessoas hoje né que já defendem a ideia de que assim como nós tínhamos cristianismo hoje talvez nós tenhamos espiritismo com esse plural né ou seja o espiritismo sendo considerado das mais diversas maneiras cada um com seu com a sua referência é de qualquer forma eu estava aqui

pensando nessa questão dessa coisa é simplicidade e complexidade eu entendo que uma pessoa que tem um conhecimento dos princípios básicos do espiritismo é que assimilha a ideia de que não existe a morte de que a gente permanece vivo de que nós reencarnamos né por diversas vezes no processo de evolução de que existe uma justiça divina nossa volta de que existem bons espiritos a nossa volta nos ajudando o tempo

todo né como também existe atrapalhando né tendo só esses conceitos você já tem material para para ajustar muita coisa na sua vida em termo de consolação e em termo de moralização agora o quanto você se aprofunde sim aí você vai encontrar um oceano de de de conhecimento que você tem que estar em constante estudo né e o constante aprendizado para crescer cada vez mais mas então ele pode ser simples e eu

acho que é interessante uma vez é lembrei de uma até determinado espírito de uma freira né muito conhecida que quando você ou o leu que ela escreve você tem que pegar um dicionário e eu me lembro que alguém uma vez falou isso para o médium que normalmente escreve por ela e ele disse eu não vou baixar o meu o meu nível vamos dizer assim né para que os outros por causa dos outros né vocês que levantem o de

vocês aquele nome desceu bem e o cardeque conseguia ser perfeito na forma de estruturar o seu raciocínio e ao mesmo tempo extremamente acessível o que alguns falam do cardeque que ele era difícil é porque as traduções e foram feitas na época principalmente esguinão ribeiro então usava muita mesócleis né usava muita voz passiva isso dava um carácter como se o cardeque estivesse escrito daquela

forma mas eu essa semana estava conversando com algumas pessoas sobre a vida estudantil como faz diferença um bom professor sobre determinada disciplina na nossa vida né então eu detestava química até que eu tive um professor de química que era um máximo ele me fez gostar que nunca passou por isso né um cara que me fez gostar de matemática me fez gostar de história e o vejo o cardeque como esse professor

sabe que sabe simplificar o raciocínio e o cardeque e o cardeque que ele fez gostar de matemática me fez gostar de raciocínio e ser profundo ao mesmo tempo câmbio muito bom muito bom olha só vou fazer uma pequena costura entre essas participações tão ricas de vocês como eu sou um homem de comunicação Claudio desde 1985 quando eu tive a primeira oportunidade de fazer estágio em rádio e trabalhar em periódicos

espiritas e não espíritas depois fez o curso de jornalismo nós temos uma premissa que é seguida risca no esse cá e isso não significa como disse o sardinha parafraseando o tribuno que nós tenhamos que baixar sarrafo diminuir o nível não é isso comunicação só se efetua só se efetiva quando a mensagem é entendida pelo nosso interlocutor isso não significa que a gente vai pegar cada artigo que vai

ser publicado por exemplo no portal secar no portal com o cardeque que é o nosso veículo principal que a gente vai colocar um asterisco uma nota de roda a pé explicando cada uma das palavras novas porque cada um de nós passamos pela igreja pela escola formal que é uma instituição de educação normal e aprendemos que a primeira referência para o progresso intelectual é a partir da do aparecimento

de novas palavras novos termos buscar os significados nós três somos educados numa época em que dicionário era um livro desta grossura deste tamanho e que a gente ou tinha em casa ou tinha na escola hoje um clique você chega em diversos em dezenas e significados da mesma palavra nós não podemos hoje diminuir o nível no sentido de que as pessoas não corram atrás não vão tentar se informar

adequadamente a respeito quando eu fiz a primeira pergunta assim bem genérico e que a gente não se lembra de uma coisa que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente

não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não

sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe que a gente não sabe Mando da estrutura da Doutrina Espírita ciência, filosofia e religião aqui em cima como apontando para o progresso infinito, para o céu, para Deus. Isso

não é espiritivo. Isso não está em nenhum tópico, em nenhuma frase do codificador e tampouco está em nenhuma frase cunhada dos Espíritos reproduzida fielmente por Kardec quando coloca as mensagens

assinadas, ou quando ele, Kardec, interpreta. Até mesmo, Claudio, pra você que não tem a ambiência diária do ESCK, mas acompanha o nosso trabalho de perto, sabemos disso, nós consideramos que Kardec é o verdadeiro autor intelectual das 32 obras que formam a chamada codificação espírita. Ele tem proeminência em relação às inteligências encarnadas. A obra espírita é do homem do professor francês chamado Rivaille, que depois assumiu

o codinome de Kardec. Então essa premissa é essencial pra que a gente, respeitando quem entende o Espiritismo como uma religião, tenha a liberdade também de apresentar algo diferente e de viver isso

diariamente de uma forma diferente. Feitas essas considerações que não são conclusivas pelo contrário, são planos e meios de chegarmos a outras indagações e que cada um forme, como sempre dizemos, a sua própria convicção sobre os fatos e sobre as ideias, vamos à segunda pergunta. Claudio, você, como li na sua pequena biografia de início, é um articulista espírita e um articulista espírita de

mão cheia. Você tem presença em vários periódicos, os seus textos são muito bem conceituados, muito claros, muito concisos, exatamente nessa ideia que você patrocinou na resposta à primeira questão de que o Espiritismo é uma coisa simples. Por quê? Porque Kardec disse, cabalmente, em um dos seus primeiros manifestos a respeito do Espiritismo, que o Espiritismo destinava a tornar natural o que antes

era sobrenatural. Isso é essencial para a nossa compreensão. Você que escreve para muitos periódicos, em especial um que nós convivemos muito tempo juntos, que é a revista virtual ou consolador do interior do Paraná, do nosso querido Astolfo Olegário, você sabe que para publicar, é preciso adequar -se às linhas ou regras editoriais do periódico. Então o povo quer saber, olha aqui para a lente da verdade, Claudio, responde,

já teve rejeitados alguns artigos seus? Houve o feedback do periódico, do site, do blog, dizendo por que o artigo não estava sendo, naquele momento, aceito, se a resposta então for negativa, eu vou fazer outra pergunta em cima, tá bom? Então fique à vontade para dizer, já teve algum artigo rejeitado e já lideram o feedback do porquê da rejeição? Já tive sim, viu, Marcelo? Já

tive artigos que ficaram meses sem sair, né? E eu não tive o feedback, eu não tive, a coisa ficou nebulosa, né? E isso me fez depois de algumas, e não foi só em um período, foi em mais de um, porque eu sempre tive o espírito um tanto crítico, essa coisa acompanha a gente desde jovem e ela vai amadurecendo com o tempo, você vai sabendo melhor colocar as palavras, explicar as ideias. Agora, alguns periódicos davam

aquela bloqueada. Então, o que que eu fiz? O que que eu fiz? Eu analisei, qual é o meu compromisso? Vamos dizer assim, como um comunicador. O que que eu estou fazendo? O porquê que eu escrevo? Para chegar às pessoas, para trazer a elas aquilo que eu penso, aquilo que eu estudei, que eu aprendi.

Então, o que que eu fiz? Eu comecei a contemporar, não propriamente a essência das ideias, mas eu comecei a mudar um pouco a estratégia, alterar a linguagem, não ir muito a fundo em certas questões, colocar artigos um pouco mais energicos, e em seguida, dois ou três, mais a menos, sabe? E eu comecei a entender melhor a linguagem editorialística desses jornais, para que eu pudesse não perder esse

espaço e continuar trabalhando. Então, uma das características que eu tenho, o Marcelo, o Ricardo, é exatamente essa, falar simples, ser objetivo, e ainda mais agora, nos tempos que a gente vive, você pode observar, os meus textos têm diminuído de tamanho de extensão, e eu procuro pegar um tema ou dois específicos, incluí -los ali e preenchê -los, moldá -los com outras questões que possam contribuir, mas a

essência fica ali e eu vou ter diversando, vamos dizer assim. Então, eu vou usar esse recurso de simplicidade, eu trabalho condicionário, uma vez eu até falei isso com você, se não me engano, eu uso o dicionário virtual, e quando eu vejo que uma palavra, ela está um pouco forçada, um pouco, o pessoal não vai entender isso aqui, eu vou achar um sinônimo, e eu estou me dando bem com isso, graças

a Deus, eu acho que está bem encaixado. Então, essa é a proposta, sabe? Que eu acho que os espíritas, eu entendo que há momentos em que as pessoas precisam mostrar o que elas aprenderam, cada um tem o seu nível, cada um tem os seus recursos, mas quanto mais a gente falar simples, quanto mais a gente chegar às pessoas, melhor. Antes de nós entrar no ar, o Nelson estava falando uma

coisa relacionada à educação do brasileiro. Nós sabemos qual é a educação do brasileiro, qual é o nível da educação, isso não é julgar ninguém, é constatar, é uma constatação que a gente faz, então baseado nisso, nós temos que dar uma certa maneira. Ninguém é intelectual, mas não vamos também subir demais o sarrafo, como foi citado aí, para que as pessoas consiga compreender a gente, trocar figurinha com a gente. Muito

bem. Exatamente esse é o ponto central da nossa conversa. Por quê? Porque conforme foi dito pelo Ricardo na questão anterior, nós temos muitos espiritismos. E eu ouzo até dizer, sabe, Ricardo, que isso não é uma realidade nossa brasileira ou da

contemporaneidade. E aí vamos relembrar que lá nas duas primeiras décadas do século XX, quando o espiritismo estava buscando se alicerçar no Brasil, trazido ainda na forma das obras em francês e alguns literatos, de pessoas que viajavam para a Europa, que liam francês, estavam tentando aos poucos introduzir o espiritismo no Brasil. Já nesse momento nós temos um recorte entre os científicos

e os místicos. E os místicos ganham, a proeminência, fundam o embrião da Febre, federação espírita brasileira, e dominam, dominaram o século XX inteiro e continuam dominando, já na terceira década do século XXI, essa primazia, esse tratamento de um espiritismo divinista, de um espiritismo místico, de um espiritismo revelacional. Confecional.

Muito obrigado. E um espiritismo tratado não no sentido filosófico de terceira revelação, como foi dito por vocês, mas no sentido dogmático. Só existe o espiritismo. Fora do espiritismo não há salvação. Todos terão que se converter a

gerdades espiritas. Ora, meus amigos, uma religião que não é sequer 3 % da população brasileira pode se arvorar na condição de única revelação divina para a humanidade, na forma de terceira revelação, complementando Moisés e Jesus, complementando um antigo e um novo testamento, acordem, espíritas, despertem da letargia, despertem da

arrogância. O espiritismo não é isso. O espiritismo é uma proposta, uma revelação de Deus e não a única, nem a mais sábia, nem a definitiva, já que não existe nada de definitivo em termos de lei

do progresso. Então, Ricardo, colocando essa ideia aí dentro da resposta que o Claudio nos deu, sobre o feedback, falta feedback, falta honestidade, falta dialógica no movimento espírita hoje, para que as pessoas digam, olha, eu não gosto do que você diz, eu não gosto do que você escreve, eu não gosto da tua live, mas não é por gostar ou desgostar, é porque ela não se alinha a essa, aquela, ou aquela

premissa que eu entendo como presente no espiritismo. Você não acha que é isso,

Ricardo? É, eu venho pensando assim, quando você vai entrar no debate, ou numa discussão, e nenhum dos dois está disposto em algum momento a dizer, você tem razão, a dizer, oê mesmo, eu estava errado, ainda bem, se você não leva essa consideração a essa hipótese, vão ser dois surdos conversando, vão ser dois surdos gritando, então quando não existe alguém que esteja aberto a repensar algumas coisas, a

não ter medo de tocar em alguns baús ali sagrados, não abrir esses baús e questionar esses baús, fica complicado, fica bem complicado de você acessá -los, e normalmente, quando você toca determinados pontos, determinadas crenças estabelecidas, e você questiona aquelas crenças, por exemplo, agora mesmo, Marcelo falou um negócio que deu a terceira revelação, que é um ponto que é a Kardec, não é nem

Manoel, não é nem nenhum desses, está lá, coloca lá o espiritismo como o consolador prometido, e aí quando a gente vai, desculpem, eu não concordo com Kardec nesse ponto, eu prefiro nem falar assim, Kardec está errado, eu me permito dizer, eu não concordo com ele, exatamente pelos motivos que Marcelo expôs, porque é uma coisa que a gente conversa muito internamente, e aí vai ter gente que vai, sabe, dar

uma brigada com você, quem é você para discordar o Kardec, se você discorda em alguma coisa que está no livro do Chico, olha, nesse livro aqui tem situações que não batem, conquistam a doutrina espírita, são colidem, são coisas contraditórias, quem é você para falar do Chico ou do Divaldo, vai ter a obra que ele teve, vai ver quantas crianças que ele cuida, e aí a pessoa vai no adiômino, ela não refuta

o argumento, ela não diz, independentes o que ele faz de caridade, ou não faz, é uma questão entre ele e Deus, não é um problema meu, não estou a escutar isso, então é porque dó, eu já passei por isso, eu já tive que enfrentar, e acho que muitos de nós também, determinadas coisas que eu assumia como verdade absoluta, e no início, no início eu resisti bastante, resisti porque era o medo de algum de negócio novo,

quando você começa a se permitir, questionar tudo que você hoje assume como verdade, isso é extremamente libertador, extremamente. Então, o que você acha que é importante? Esse é um ponto também muito importante, eu não sei se eu te cortei, Ricardo, desculpa. Não, não. Tá bom. Esse é um ponto também muito importante, Ricardo Sardinha, Claudio Bueno e Marcelo Henrique são espíritas,

ponto. Ricardo, Claudio e Marcelo falarão sempre o que o Espiritismo disse, o que o Espiritismo entende, o que o Espiritismo apresenta, e a liberdade de pensamento e convicção dos três, onde é que fica? Aí nós temos o universo diário

das instituições espírita. João das Colgues vai ser o palestrante da semana, ele sobe a tribuna, fala a finça alguns tópicos, algumas respostas, as perguntas feitas por Kardec, alguns trechos do Evangelho, do céu e inferno, da Gênesis, do livro dos médios, do livro dos espíritos, e lá no meio, João das Colgues larga uma dizendo, o Espiritismo aceita ou não aceita isso

ou aquilo, a visão espírita de tal coisa é essa. Isso é muito complicado no dia a dia, porque o indivíduo, as suas convicções, as suas ideias, e vou prisar a palavra que vou usar agora, as suas opiniões, não são a estrutura filosófica científica do Espiritismo,

mas não podemos tocar pedras nisso. A pessoa tem o direito de ter opiniões, o que ela não pode é fazer como o nosso tribuno, colocar ideias dele como se fossem ideias espíritas, e aí elas passam a ser verdade dogmática, verdade absoluta.

E aqui nós estamos fazendo críticas apenas a eles, estamos fazendo críticas a nós também, porque cada um de nós já foi assim, no intuito de converter os outros para o Espiritismo, naquele momento em que ainda não entendíamos como entendemos hoje muitas das questões, nós agimos dessa maneira, nós nos tornamos autoridades cabais em Espiritismo e nenhum de nós tem essa condição, e não

deve ter essa pretensão. Passaram alguns comentários, alguns questionamentos, eu não cheguei a ler e também não estão aqui isso. Então tem a pergunta da Luiz, obrigado a nossa produção. Vou já dirigir a pergunta primeiro para o Ricardo, depois para o Cláudio. Por que as pessoas, diz a Luís Amedeiros, não se aprofundam nos estudos, se estão interessadas no tema e aceitam qualquer obra como verdade, se abstando de

realmente se maravilhar com a verdade. Espírito Ricardo. Muito boa pergunta, Luisa, muito boa pergunta. Bom, aí temos algumas, na verdade são algumas perguntas, algumas questões aí dentro, eu vou do fim para eu começo aqui. Por que as pessoas aceitam qualquer obra como verdade?

Porque nós, desde que começamos no Espiritismo, principalmente quem vai crescendo, como eu e o Marcelo e o Claudo também, desde jovens, a gente é meio que moldado a entender que o que vem dos Espíritos, se o nome do médium for famoso, o Espírito escreve também for famoso, e se for, isso eu já ouvi muito, chancelado pela instituição, principalmente a FEBE, é necessariamente uma verdade.

Então, você passa, eu costumo dizer o seguinte, falar de uma coisa chamada régua da questão de FE, daqui para baixo é FE, o cara falou, eu acredito, não sei porquê, mas se ele falou, eu acredito. Então, quando você começa a ser mais questionador, você vai subindo essa régua, ou seja, chegar no ponto de ser que isso é uma questão

de fé é muito complicado. Mas nós fomos criados assim, fomos criados assim porque a gente já tem uma estrutura histórica, religiosa, católica principalmente, de aceitar as coisas dessa forma, de não se estimular a discussão, essa dia, o debate, a troca de ideias. Então, em geral, as pessoas acabam aceitando. Não se aprofundar nos estudos, é porque em geral, o pessoal estuda pouco mesmo.

As pessoas gostam de liar um romance, gostam de coisas que, muitas pessoas, não estão interessadas em conhecer o Espiritismo

profundamente. Elas vão no centro, assistam a palestras, tomam o passe, pegam o livro agradável de ler, aí vai pegar lá um romance histórico da época de Jesus, olha, eles choram, como já aconteceu comigo, muitas vezes, alguns, vejo ali, várias vezes, maravilhado, entendendo que aquilo era história mesmo, não questionando, será que isso aconteceu mesmo ou é o Espírito que está dizendo aqui? A gente nunca se permitiu

fazer essa pergunta. Uma vez que a gente faça, a

gente vai começar a incomodar. A gente está no centro, você tem um estudo sistematizado, aquelas apostilas, e todo mundo está concordando com tudo, quando começa a aparecer um cara de pergunta, e ele fala, pera aí, mas isso aqui, e coloca um raciocínio, ele começa a ser visto como chato, como alguém pertinente, alguém que está trazendo perturbação para o ambiente, logo, logo, alguém

vai receber uma comunicação espiritual, dizendo que nós temos que manter o nosso ambiente equilibrado, que aqui não é lugar para questionamentos, ou críticas, e sim para estudo e análise, quantas vezes a gente já não viu isso. E aí vai se desistimulando as pessoas a estudar. Eu sempre que tenho oportunidade, eu não escrevo, mas eu faço muita palestra por aí, qualquer assunto que tenha de levar

a Kardec para as pessoas. Então eu uso muito, por exemplo, o princípio antispírito, o Espiritismo, na sua expressão mais simples, que são as explicações desses princípios de uma forma que

chegam para as pessoas. As pessoas saiam dali com algum conceito, sabe, não precisa saber o endereço a de Moro o Kardec, mas precisa entender melhor o processo da justiça divina, da reencarnação, da comunicação entre os Espíritos, e como os Espíritos interate conosco, como deve ser o nosso

comportamento para saber lidar com isso. Então eu acho que, não sei se eu respondi, essa é a pergunta, Luísas, Marcelo. Vamos ver o que o Claudio tinha a dizer a respeito da pergunta da Luísa. O Sardinha já destrinchou bem a questão. Eu diria que eu volto a insistir na questão da preparação cultural do

brasileiro. Dificulta demais isso. Quando a pessoa diz que Kardec é difícil, ela está dizendo que não tem capacidade intelectual para entender isso. E é natural e a gente até entende, né? Analisando o histórico do nosso desenvolvimento do nosso país. Agora, eu acho uma coisa interessante também. A influência que médiums, dirigentes e instituições coordenadoras exercem sobre o Espírito, fizeram também

com que as verdades viessem prontas. Então as pessoas ouviram falar que tal livro é isso ou aquilo, elas absorvem aquilo e saem repetindo. Então eu vejo muito isso no movimento Espírito. Ou seja, as coisas vinham muito prontas de modo que bastava a nós só reproduzí -las, em artigo, reproduzí -las na tribuna, junto a vizinho, junto a parente e

assim por diante. Eu entendo que a doutrina espírita, o movimento espírita, deverá passar por um processo de reconstrução. Eu acho que isso vai implicar no enxugamento de algumas tarefas que o sete Espírita tem desenvolvido. E

outras deverão ser incluídas. Enquanto no meu entendimento, não se abrirem salas dentro do centro espírita para dialogar, conversar, trocar ideias, debater sobre questões importantes da vida social humana, nós vamos continuar entendendo o

Espiritismo nesse enfoque que ele tem aí. Tem uma declaração do Herculano Pires no livro Hora do Testemunho, e ele tratando da questão de cultura espírita, ele diz o seguinte, enganam -se os que desejam adquirir cultura espírita pura, aquela coisa essência da pureza doutrinária. Hoje diz ele, mais do que nunca, o Espiritismo em todos os seus aspectos está ligado à chamada cultura

geral. A finalidade do Espiritismo não é criar um mundo isolado dentro do mundo, mas integrar -se num mundo para transformá -lo. É o que eu entendo, discutir as coisas, exatamente como Kardec fazia na revista Espírita. Kardec trazia os assuntos do mundo para discutir, trabalhar e depois eventualmente publicar na revista, e hoje é um manancial fantástico, e dificilmente nós fazemos

isso. A maioria do teor, a grande parte do teor do que a gente ouve no Centro Espírito, e de que a gente vê nos livros espíritos e muitos deles, é o teor evangélico realmente. As palestras doutrinárias feitas nos Centros Espíritos, e logo em seguida o passe, são todas, ou a grande maioria, de teor doutrinário. Então,

essa questão é assim. Eu vejo que tem muita coisa pronta, e os Espíritos precisam começar a construir as ideias próprias, juntamente com o mundo, com as ideias do mundo, para se chegar à compreensão da doutrina, no que ela tem de real e de verdadeira.

Nós temos que também resgatar, agradeço a Luís pela pergunta, muito interessante e muito afeta o que nós estamos discutindo, mas nós temos que ponderar um elemento essencial na compreensão do que é, do que se tornou, e do que

deveria ser o Espiritismo entre nós. A Federação Espírita Brasileira, como condutora do processo Espírita Brasileiro, como organizadora, não só, no ponto de vista de estrutura federativa, presente em todos os estados da Federação, e distribuindo materiais e livros que foram formatando o nível de entendimento acerca do Espiritismo, há um componente, um fio condutor, que não pode ser esquecido por nós, esse fio condutor

chama -se Evangelização. Evangelização quer dizer doutrinação ou catequização, na acepção da palavra. E é claro que nós estamos falando de doutrina dos Espíritos, e isso não quer dizer que nós estejamos doutrinando os outros para serem Espíritos, receberam a nuance, o detalhe filosófico

no processo. Quando falo Evangelização, não se trata apenas da campanha nacional, permanente de Evangelização Espírita, Infanto -Juvenil, que eu e o Ricardo integramos na década de 80, a campanha de 1979, quando trabalhamos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, às vezes juntando os polos, porque eram estados parceiros nessa questão do estudo do trabalho, com adultos e jovens e adolescentes, mas

também na música, na arte, em geral. A campanha se chama Campanha Permanente de Evangelização, mas a Evangelização não estava apenas direcionada a esse público, ela é dirigida a todo o público espírita, tanto que o livro mais vendido, mais lido, mais conhecido de Allan Kardec, é o imitação do Evangelho Serínio Espírita, e depois virou o Evangelho

Segundo o Espírito. Isso molda, isso ditam o comportamento das pessoas, isso transfere para o Espiritismo a mesma condição existente nas demais religiões, exceto os que se tornam pastores, padres, ministrantes religiosos, não é o nome daquele celebrante católico que pode casar, e atua dentro da igreja?

Diácono. Isso, diácono. Excetuando -se essas pessoas, aquelas que estudam teologia, aquelas que estudam ciência da religião, aquelas que se aprofundam nos livros de formação, de formatação da religião, o público geral das igrejas e tempos, sejam elas, católicas, protestantes, é Nelpente Costais, é um público de Ovelha, que tem apenas este

gestual. Sim, eu creio, eu acredito. E isso foi transladado para o Espiritismo, onde as pessoas entram no centro espírita para serem consoladas, para receberem uma mensagem de luz, de paz, de conforto, de amor, e não estão sendo preparadas para isso que o Claudio falou. Um ambiente dialógico, dialético, e de troca de experiências e de debate.

De debate não quer dizer dissenção, confronto, tornarem -se inimigos, inimigos capitais, porque eu penso diferente do outro, eu vou torná -lo meu inimigo, ele vai tornar -se meu inimigo. Esse ponto precisa ser sempre levado em consideração. E aí eu emendo a terceira pergunta, exatamente sobre isso nós temos ortodoxias várias e heterodoxias no meio espírita brasileiro,

Claudio. E essas ortodoxias me levam a dois caminhos, duas realidades que eu gostaria que você nos trouxesse, as suas impressões e depois eu

vou explicar também a respeito disso. Existe uma ortodoxia relacionada à doutrina dos espíritos, e é aquela que eu falei na contribuição da minha intervenção anterior, que é considerar o Espiritismo futuro das religiões, considerar o Espiritismo como a única terceira revelação da lei de Deus, considerar o Espiritismo como a verdade mais próxima, se é que assim podemos dizer, da verdade

definitiva. Ou seja, o Espiritismo estaria num degrau acima de quaisquer outras religiões, ou filosofias. Essa é a primeira ortodoxia que leva consequentemente ao do do Matígio. A segunda, é que nós somos também ortodoxos por considerarmos que Kardec teria dito tudo que era possível no seu tempo e que só determinadas personalidades reconhecidas pelo meio, pela ambiência espírita, teriam condições de trazer ideias novas.

Exemplo, Chico Xavier e os seus dois maiores expoentes, o padre Manuel da Nóbrica e o médico Faustino Esposel, reconhecidamente nos seus apelidos Emmanuel e André Luiz. Aí a minha pergunta é a seguinte, Claudio, que introito, que introdução fui longe. Mas a pergunta é a seguinte, existem dogmas no Espiritismo e dogmas entre as instituições que formam

o meio espírita brasileiro? Marcelo, eu peço que você me permita mais ou menos dentro dessa questão dos dogmas, dos procedimentos, dos hábitos e costumes que foram introjetados dentro do movimento. Eu peço permissão para ler aqui uma publicação, uma reportagem que foi feita na revista Seraphina, uma publicação do grupo Folha de São Paulo, em janeiro de 2014. Portanto,

10 anos, está certo? Logo ali. O título Turismo Espiritual. Essa reportagem afirma que, a Terra de Chico Xavier, o Beraba, quer investir no potencial do mito e vai lançar memorial, hotel e até cartão de crédito inspirados no célebre médium. A reportagem de Seraphina sai de São Paulo, abri aspas com a caravana, caminheiros do Evangelho. Fecha

aspas com destino à meca do Espiritismo. Participando da sua primeira experiência no turismo religioso, os repórteres dizem que o Beraba, onde Chico fez a sua reputação como médium, abri aspas estaria prestes a virar uma espécie de aparecida dos Espíritos. Fecha aspas. Antes da partida para Minas Gerais, os organizadores da caravana orientam. Abri aspas. Nada de bebida alcoólica. Essa é uma viagem religiosa.

Fecha aspas. Logo na entrada da casa em que Chico viveu, diz a repórter, estão expostos à venda bustos do médium e gorrinhos como os que ele usava e muitos livros. Para os Espíritos que quiserem, há na chamada Casa de Sopa Adolfo Fritz, um atendimento espiritual e água fluidificada. Há a Casa Museu do Médium e em construção o memorial Chico Xavier, que terá um hotel próprio, o nosso lar, com 142 quartos para dar

mais conforto ao turista espiritual. Avisa o presidente do Instituto Chico Xavier, que pretende lançar um cartão de crédito do médium com parte da mensalidade revertida para instituições de caridade. Estou finalizando aqui. O ponto alto da excursão dessa caravana que se dirige lá à prauberaba é o ritual da psicografia, diz a repórter da revista Seraphina. Pessoas chegam a esperar de 8 a 12 horas na expectativa de

receber uma mensagem. Do outro lado. Muitos após as psicografias beijam as mãos do médium, que em seguida inicia a venda e autógrafos do seu último livro, o curioso título de Meu Filho nasceu no além, que aborda o afeto, o amor e o sexo entre os Espíritos finaliza a reportagem. Agora,

brevemente, entro eu aqui. Não tenho informação se este projeto dos Espíritos uberabenses se concretizou integralmente, mas a reportagem da revista Seraphina, de grande circulação na época, descreve bem o que pensa e como age boa parte dos Espíritos brasileiros, que se deslocam em grandes caravanas de muitos pontos do país, em direção à cidade mineira, para reverenciar a memória daquele que muitos

consideram como o Santo dos Espíritos. Essa reportagem serve também para termos uma ideia de como muitos lá fora enxergam os Espíritos, e por consequência, o Espiritismo. Eu pergunto Sardinho, eu pergunto Marcelo, o que tem a ver tudo isso com a doutrina de Allan Kardec? Ou seja, Sardinho, devolveu para ti a batata quente, descasca e come. Eu

digo isso às vezes de forma até repetitiva. Eu estou ficando hoje em dia mais compreensivo, menos incendiário, vamos dizer assim, na forma de lidar com essas coisas. A gente tem esse atavismo católico, isso é um fato. Eu costumo dizer o seguinte, quando nós éramos católicos, seja nessa encarnação, ou encarnações passadas, existia uma coisa muito forte que era o medo do inferno. Isso é um negócio impregnado na

gente. Quando a gente, em algum momento, resolveu, muita gente faz isso, sair daqui e ir para cá, ou seja, se tornar espírita, bate esse medinho, se eu estiver errado, vou para o inferno, é o que ele faz, ele pega um monte de coisa que estava aqui desse lado, bota na mala e traz para cá. E

vai se sentir mais confortável. Por exemplo, quando eu vi agora, em maio, recebi um convite para fazer uma palestra, estamos entrando no mês de Maria, tem que suter ver o Espiritismo, convidando para fazer palestra. E as palestras eram sobre as mulheres do Evangelho, eu falei, desculpa, mas isso não é minha praia, eu gosto de falar sobre o Espiritismo. Se quiser que eu vá falar alguma, fala sobre outra

coisa. Eu não sei que eu vá falar sobre Maria Madalena para dizer que ela não era prostituta e nunca foi. Mas aí vai arrumar polêmica. Mas é isso, nós ainda temos essas coisas. E se tornam também dois viés, essa nossa necessidade de ter uma referência, a quem a gente possa santificar, no caso no Brasil nós escolhemos o Chico para isso, e também essa interesse econômica, porque isso aí você movimenta uma

economia. Então cada vez mais o Espiritismo vem se tornando um grande negócio. Os cinemas tem entrado cheios, livros e mais livros. Se você entra numa livraria hoje e vai ver a parte espírita, já fiz essa experiência, eu uso numa palestra, tirei fotos, umas oito prateleiras com livros se dizendo espíritas, somente meia prateleira, eram livros de Allan Kardec. Então não se estimula mais a procurar se conhecer a

essência do Espiritismo. O pessoal está muito preocupado em lançar toda hora livros novos, lançar coisas novas para vender. Agora o que eles fazem? Não, mas é para obra. Para obra é lógico que isso não é problema meu, é cada um com a sua consciência. Mas que o Espiritismo se tornou um filão, aqui no Brasil está se tornando um filão bastante interessante para isso estar. E isso atrai quem está interessado nessa grama.

Marcelo e Sardinha me permitam só mais um minutinho. Desse texto que nós lemos aqui, que é uma coisa real, incontestável, nós podemos tirar, absorver alguns itens do Espiritismo que nós não queremos mais, que nós precisamos erradicar ou transformar imediatamente. Independentemente se o processo é de médio, longo prazo e tal. Mas veja, nós falamos aqui de turismo religioso, aparecida,

meca, Jerusalém. Nós estamos copiando e trazendo para o nosso movimento coisas que não são dele. Sacralização de um lugar, a colina sagrada, monte sagrada e tal. Então turismo religioso, exploração comercial da imagem do médium e de oradores, como disse o Sardinha aí. Cútuo ao médium, aquela veneração, aquele sentimento de infalibilidade. Quando se falava em Chico, Chico, eu sou primeiro a dizer que eu adoro Chico, que

fique bem claro. Mas o sentimento de infalibilidade do Chico é um problema. Ritualização da mediunidade, o rito da psicografia, com forte envolvimento emocional e logo em seguida o que que vinha? A venda dos livros. Outra coisa, a construção do mito, fantasias, projeções em torno de homens e espíritos. Hoje nós temos espíritos, são mitos realmente, médiums,

que são mitos. Então olha quanta coisa a gente tirou daquele texto que não foi um espírito que escreveu, foi gente de fora que viu a coisa como está, turismo espiritual. Isso não é crítica, como bem disse o Sardinha, não é crítica, mas é uma exposição para que a gente possa refletir. Bom, a partezinha só. Vai lá Ricardo. Vai ter gente confundindo o Viagem Espírita 1862 com esse turismo. Ah, mas tem uma diferença. A

viagem, tira. Tem uma diferença brutal. Que não falta viagem, no outro sentido. Aquilo lá era um serviço a favor da causa espírita, da causa humanitária. Uma obra riquíssima, né? É, aqui em Rio de Janeiro. Eu estou sempre consultando, lendo, estudando, já escrevi sobre ele. Aquele livro é precioso demais. Aquele livro, para quem quiser entender a caridade, a caridade que Kardec e os Espíritos entendiam, lê

aquele livro, aquilo é fantástico, né? Vai encontrar. Bom, juntando esses retalhos aí, fazendo uma colchinha, eu queria dizer algumas coisas. Primeiro, está aí o memorial Chico Xavier, para quem quiser conhecer o que foi citado na reportagem da revista Seraphina, que está lá, em

Vento e Popa, né? Não acredito que esse memorial, Claudio e Ricardo, tenha os objetos, ou grande parte dos objetos pessoais do Chico, porque eu estava participando regularmente do Conselho Federativo Nacional da FEBE, no início da década passada, por 2010,

foi o Centenario do Chico, né? Então deve ter sido em 2009, quando a diretoria da FEBE, num Conselho Federativo Nacional, trouxe o Euripidesigino, que é o filho adotivo do Chico, e ficou responsável, desde a condição mais grave de doença do Médio Mineiro, até o Stardis Incarno e depois do Chico, como o responsável para o regado

do Chico. E o presidente da FEBE, na época, trouxe o Euripides e ele, de uma distância tolente, assinaram o enfermo do Comprimento, e o Euripides perdia o acervo, que estava com ele, para a liberação do resto de construções memorials para os Cicabianos. Então o acervo do Cicabianos, que está apresentado na loja, no direito fiscal, ele não

contém a todos os documentos. Na época, inclusive, o Faldi Ricardo, ele estava passado para apresentar algumas vezes, que não era de que o senhor se fosse. Fizerem uma estápia de Cicabianos real, e colocaram o Cicabianos, e ele foi contado na Esquivaninha da Candelobesta, o outro, que é um de lá, como se estivesse congregando.

Acabou, e na boca, e na frente, o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o

que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o

que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o

que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o

que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é oque é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é

o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é nós estamos com as pessoas aí, com a influência das pessoas entre os dois anos dos estados.

Com Cláudio, eu procurei aqui rapidamente e não encontrei o tal hotel nosso com 142 apartamentos, como foi dito na reportagem da educa Ceraplina, e as que nós rescepcionamos, aquela massa transgosa dos inscritos, dos inscritos meio -círita, interesse para nós pular, minha gente, não tem para vocês, não tem para vocês terem para nós pular para

ter o hotel nosso. Mas eu encontrei um berava e aí pode interessar para ele fazer fotos internautas e apertadores. Geriátrico, o nosso lar. Tem que ter um berava. Então, aquele que está interessado pode me referar. Geriátrico, o nosso lar. Marcelo, o seu áudio está... O áudio sumiu. O seu áudio estava ruim, já estava ruim, foi piorando, parece que estava embaixo d 'água e aí morreu de vez.

Não sei se... Marcelo vai sair voltar ali, é melhor, às vezes um vai e volta resolve, né? Mas viu o Ricardo? Você ter... Você ter respeito, você ter reverência, né? Reconhecimento ao médium, xíquio, xaviérgo, tudo o que ele fez, isso aí é até necessário que nós façamos, né? Agora você cair para o lado da idolatria, do endeusamento, já é um pouco diferente e não faz bem o papel do espírito, minimamente informado, né? É

assim que você faz, né? Porque essa... Você não se permitiu questionar a obra, né? Você fazia uma análise crítica da obra. É. A princípio, todo conjunto da obra, do xíquio, ninguém escreve, né? 300, 400 livros, do nada. Então é uma coisa respeitável, agora precisa ser garimpada, na verdade. É, mas quantidade não é necessário, não, porque há muita repetição também, né? Muitos livros que o xico psicografou tiveram conotação

mais ou menos comercial, apenas, né? E tal, então tem esses lados também, que não são tão graves, mas que podem ser conversados, podem ser discutidos, né? O Marcelo... Voltei! Voltei, como está meu ódio? Melhorou. Tá bom, vamos em frente, então. Quer falar, Ricardo? Eu só ia fazer um comentário rápido. Eu vi um comentário, eu vou até permitir colocar na tela aqui, do Wilson

Custórios sobre os jovens. Eu mesmo, uma vez, eu fiz uma postagem no Facebook, alguma coisa com relação a políticos, né? E aí vem uma amiga minha, que é uma jovem de boa cidade, tal, e comentou assim, você não deve se preocupar porque já está mais do que o provado, mais do que provado, que o Brasil é o coração do mundo, a pátria do Evangelho. Então, as coisas que estão aqui é porque tem que acontecer,

para não, uma jovem, né? Eu pergunto, como assim está mais do que provado? O que você entende por que está mais do que provado? Então, você vê, é a aumentaridade que está, porque um espírito diz, se o médium é conhecido, logo, está mais do que provado, né? Como isso é perigoso. Pronto, termina o comentário. Essa questão, ela acaba permeando todos nós, porque nós somos embevecidos por essas

mensagens ufanistas, né? Eu e o Ricardo, durante muito tempo, acreditamos nisso. Acreditamos que o Espiritismo era a terceira revelação, que o Brasil era o país do futuro, o coração do mundo, o Pátria do Evangelho, que o Brasil iria futuramente, parece que nós estamos vendo isso acontecer agora,

né? Com catástrofes climáticas e guerras, o nosso país, por estar numa posição grande parte do nosso território, a salvo de terremotos, maremotos, etc., teria condições de albergar aqui os Espíritos de Escol que sairiam dos outros países e viriam, compor o Brasil do terceiro milênio, o plano

regenerado, aqui no nosso sóloto Pinitim. E esse discurso, meus amigos, tanto os que estão na bancada comigo, quanto os que estão nos acompanhando ao vivo, ele é um discurso forte e cativante. Se você estava acostumado a ideias religiosas, na aceita, na religião, que você fazia parte antes de conhecer o Espiritismo, você fica a cavaleiro, você fica a caráter, você fica tranquilamente envolvido com

essa retórica. E isso impregna em nós de uma maneira tão forte que nós passamos a repetir isso para os outros. E aí o risco dos embates é sério, é muito sério. Primeiro, porque apenas um terço da população mundial reconhece e reconhece Jesus e Nazaré. Então aí nós já temos um obstáculo sério. Ah, o Brasil é um dos maiores países cristãos do mundo, e

blá blá blá. Mas mesmo assim, meu amigo, minha amiga, aqui no Brasil tem muita gente não cristã, tem muita gente não religiosa, e tem muita gente que partilha de ideologias religiosas totalmente distantes do cristianismo. Temos aí hinduistas, budistas, zoroatristas, temos aí membros de igrejas ou de ideologias, até mesmo ancestrais, que são vertentes aí da religião

grega, da religião judaica. Enfim, nós devemos modular o nosso discurso e é que nós queremos dialogar com todas essas pessoas. E em segundo lugar, dizer que o Espiritismo é a religião do futuro e que o Brasil é o coração do mundo, nós criamos um outro problema gel político, porque todos os países têm suas virtudes e seus defeitos. Todos os países têm as suas condições favoráveis e

desfavoráveis. E por que o Brasil estaria ocupando uma posição de destaque nesse contexto, tanto que diz a lenda espírita, Claudio, que o Ismael teria chamado... Elio, Elio, Eliel. Teria chamado Jesus para dizer assim, ó, aquele ali é o país, não, é o mundo que você governa e aquilo ali é a sede do teu futuro

reino. Então, assim, é uma utopia mística e mística, que destula completamente da proposta trazida por Allan Kardec pelos Espíritos de Superiores. O Marcelo... Desculpas, desculpas aos nossos tentadores, os internautas pelo problema que eu tive no áudio, acho que já foi resolvido. Diga, Claudio. Marcelo, deixa eu fazer um breve encaixe no que você falou

muito corretamente. A gente é obrigado, né, a minha geração, logo em seguida de vocês, são um pouco mais novos, provavelmente, o que acontece? Nós temos que ser realistas. A minha formação doutrinária, nossa formação doutrinária, foi feita em cima desse Espiritismo o que está aí, é o que nós tínhamos. E nós lutamos pelas causas sociais, pelas causas espirituais, achando realmente que o Espiritismo era a terceira revelação e

admitamos que seja e essa coisa toda. Mas recentemente, em vista inclusive de uma série de coisas que estão ocorrendo no Brasil e no mundo, nós estamos sendo obrigados a rever conceitos, inclusive em relação ao trabalho de Kardec. Não há os princípios, mas as coisas que preencheram a sua obra. Então, eu acho oportuno nessa sua observação de não desprezar o que foi construído até

aqui. Existe aquela personagem famosa, respeitadíssima, não só no movimento espírita, que é o Bezerra de Menezes. A gente vai negligenciar a participação dele no movimento? Não, mas é inegável também a sua participação no início do processo lá atrás, que acabou desvirtuando o rumo, desviando o rumo da doutrina do que Kardec

propôs. Com todo o amor, com todo o idealismo e a sinceridade do Dr. Bezerra, e a sua envergadura moral, etc. Mas com tudo aquilo, a gente tem que entender e contextualizar. Ele foi um dos companheiros espiritas que, de uma forma ou de outra, colaboraram

para que a coisa fosse se desenvolvendo. Eu tenho um material que eu preparei, que talvez não seja, não dê tempo para falar, mas oportunamente, se for o caso, a gente pode abordar, que é as revelações que o Wilson Garcia fez. Aquilo

é uma coisa gravíssima, seríssima. A gente vem sendo alertado por muitos colegas, muitos companheiros ao longo do tempo, já se reages, esse que você citou logo no início da nossa live do Gélio Lacerda. Importantíssimo aquele livro, mas o Wilson Garcia lançou pela EME no ano de 2020 o livro, ponto final, o reencontro do

Espiritismo com Allan Kardec. Ali ele revela um outro livrinho que veio lá das fontes febianas, ou antes das fontes febianas, e que desencadeou todo esse processo de expansão do rostanghismo, pelo menos da ideologia rostanghista, no

movimento espírita, direta ou indirectamente. Então, o movimento espírita está impregnado dessas ideias que vieram de lá, do grupo saião, do grupo Espírita Fraternidade, e depois esse pessoal foi para a FEB e levou junto à Doutrina o Modus Operandi deles, pensarem, e o que acontecia nas reuniões desse grupo saião, com todo respeito às pessoas que ali participaram, inclusive Bittencourt Sampaio, com

todo respeito, mas é uma coisa para ser conversada, para ser estudada e debatida, a origem de tudo isso, independentemente de se deixar a parte do aculturamento do brasileiro, da religiosidade católica do brasileiro, que também confluiu para esse estado

de coisas. Cal, de duas questões. Primeiro, nós vamos trazer você, com a sua essência fraterna, para um segundo tempo dessa live, porque muitas questões em razão do tempo, nós estamos com uma hora e vinte e dois de live, nós temos procurado ficar em torno de uma hora e meia, uma hora e quarenta no máximo, então muitas questões vão ficar para um revival, um segundo tempo, e esperamos que você aceite

carinhosamente o nosso convite, no outro oportunidade. E a segunda questão, ela está afeta a esse ponto que você levanta e do distanciamento em relação a Kardec, a partir do senhor Adolfo, as dofas, bezerra de meneses, cavalcante, político brasileiro, e depois dirigente da Federação Espírita Brasileira, mas não podemos deixar de lado aquilo que Kardec conceituou já seu

tempo como sismas. Por quê? Porque Kardec era muito inteligente, um homem vivido, um homem de ciência, de filosofia, um homem, essa semana, inclusive, nós apresentamos no ambiente acadêmico, no trabalho em que demonstrava, nós estamos estudando chefia e liderança nas organizações, mas nos apresentamos Kardec como chef e lider do movimento filosófico nascente, que depois se consolidou e se expandiu por todo mundo,

embora, claro, para ressalvar de sermos muito pequenos em termos de configuração de mundo, de adeptos reais da doutrina dos espíritos. Mas mesmo assim, devemos lembrar que Kardec conviveu com o

fogo amigo o tempo todo. Havia muitos membros da sociedade parisiense de estudos espírita, o primeiro centro espírita do mundo, a SPE, muitos dissidentes, muitas pessoas que gostariam de ver o Espiritismo como uma proposta estrutural, clerical de religião. Muitas pessoas que adotaram a partir do lançamento da obra Peste, Atenção no Subtito, A Revelação da Revelação, os quatro

evangelhos de J. B. Rostang. Kardec dialogou com este senhor, Kardec fez a crítica muito respeitosa, muito anpaçã acerca do conteúdo da obra, declarou prementemente que se tratava de uma obra concebida a partir da ideia de um Espírito utilizando apenas um médium, logo não estaria conforme as balisas da validação pelos pares, como nós chanamos na academia científica hoje, porque era a ideia tão

somente de um Espírito. E quando Kardec desencarnou, já bastante doente, a ponto de ter suspendido oficialmente os trabalhos que estava fazendo de revisão das suas duas e mais maduras obras, O Céu e Inferno, ou A Justiça Segundo o Espiritismo, e as gênese, os milagres e as predições Segundo o Espiritismo, teve o conteúdo dessas duas obras adulterado no próprio ano do seu desencarre, com publicações

póstumas não oficiais, não seguindo os parâmetros da legislação francesa, e essas obras, meus queridos amigos, o ECK tem se postado na Defesa do Legado de Kardec, essas obras são tidas como oficiais pela maioria dos

Espíritos brasileiros e do mundo inteiro. Então, estejamos nós prontos para rever os nossos procedimentos, a nossa sistemática, porque grande parte do que está na teoria, na filosofia e na estrutura enquanto ciência e observação do Espiritismo foi completamente deixado de lado, foi completamente envolvido por um comportamento atávico de religião, de dogma e de verdade indiscutível. Vamos

fazer a nossa última questão, Claudio? Já então, deixando aberta a possibilidade de você participar conosco em uma outra oportunidade. Nós trabalhamos um pouco sobre a primeira parte do duplo

título da nossa live de hoje. E o Espírito de Juno, nao tem um problema, e foram feitas esse teorismo de gresões, tuas e de jardim, alguns apontamentos meus, a contribuição dos participantes ao vivo, sobre essas detorpações, essas divagações, esses distanciamentos entre o que se faz em nome do Espiritismo e o que o Espiritismo realmente é. Pense então que faltaria o cidadão, o articulista

espírita Claudio Gueno e depois o debatedor também, membro do Espiritismo brasileiro, do ECK, dizerem o que primeiro Claudio e depois Sardinha estão fazendo, estão construindo ou se vinculam a quais construções consideradas adequadas em termos de Espiritismo. Resumindo, quando nós perguntamos que Espiritismo vamos construir, o que Claudio e Ricardo estão construindo nesse respeito? Começa

comigo. Casualmente eu li no Facebook hoje uma frase que eu vou aplicá -la aqui. Tentar adquirir experiência, apenas com teoria, é como tentar matar a fome apenas lendo o cardápio. Eu concordo plenamente. A teoria é importante, mas ela precisa ser seguida da coisa concreta. E eu preparei aqui um trabalho que a gente pode explorar, se você permitir, numa próxima live. Eu preparei um trabalho onde fui buscar o modelo do

Espiritismo que queremos. Ele, em parte, concretamente e teoricamente, já foi trazido, já foi mostrado. Sabe? Embora individualmente. E a nossa proposta aqui e daqui para frente é fazer com que nós coletivamente cheguemos a um mínimo denominador para trazer essa luz ao Espiritismo. Então, vocês vão de convir comigo.

Se vocês lerem as biografias, colegas, de Anália Franco, atenção para essa mulher, um Espírito de alta envergadura, Anália Franco, Carbar Chutel, Eurípedes Barcanufu, Batuíra, leiam a obra de Batuíra, Eduardo Carvalho, Herculano Pires, Jorge Rizine, vejam o que esse homem fez no

movimento. Leão Denis, isso a maioria dos brasileiros, mas Leão Denis, o Alasileal Valentim Rodrigues, é outra personalidade que precisa ser observada, está saindo até agora um livro sobre ele. E o próprio Kardec, que precisa ser falado sempre. Se você ler o que esses homens fizeram pela doutrina, vocês vão observar que eles atuaram em

praticamente todas as áreas. Eu selecionei aqui para encerrar educação e instrução, jornalismo, causas e direitos sociais, caridade no seu amplo espectro, a escritura de livros, é escritor, política, inclusive a partidária, radialismo, TV, polêmica, defesa da doutrina, empreendedorismo, atividade artística, teatro, ideias socialistas,

sentimento de amor ao próximo. Eu selecionei todos esses assuntos, essas temáticas e observei que todos esses elementos que eu falei e outros tampos que eu não inclui estão enquadrados nessa relação enorme de amor, de dedicação, de aculturamento, etc. Um caso ou outro que foge a esse esquema. Políticos desses todos, apenas o Caervário Barça -Nulfo que foram a fundo e outros tantos que participaram também em Espíritas da

Política Nacional. Mas para vocês terem uma ideia de como a coisa, de certa forma, ela já está pronta. Nós precisamos recuperar esses elementos que eles deixaram e ir acrescentando o desenvolvimento da nossa cultura, tanto a cultura geral quanto a cultura espírita, acrescentarem. A soma disso vai trazendo fortalecimento ao

Espiritismo, ao movimento e vai mudando a sua cara. Eu pretendo, se você me permitir, explorar um pouquinho mais esses assuntos numa outra

oportunidade. Com certeza, Claudio, nós agradecemos, em nome do ESCK, a sua participação, a sua simpatia acima de tudo a sua serenidade em abordar esse tema que é espinhoso, porque é um tema interna -córpolis, é um tema que fala de nós, das nossas posturas, dos nossos posicionamentos, dos nossos atavismos e dos nossos problemas, sobretudo problemas de não conseguir materializar as boas

intenções. E aí eu lembro aquela resposta dada pelos Espíritos Zacardé que, quando ele pergunta por que o mal ainda é tão evidente e passados aí um pouco mais de 160 anos, o mal continua tendo maior evidência e penetração na sociedade, tanto quanto na época de Kardec, e os Espíritos se responderam cabalmente, pontualmente, porque os bons são omissos, porque os mal são audaciosos, instigantes, mas quando os bons quiserem,

eles preponderam. Mas essa é a ideia presente nesse nosso diálogo. Agradecemos o nome do ESCK, a tua presença, a tua participação. Dimos a você que aguarde um pouquinho lá na nossa sala do chá para que a gente depois faça um encerramento. Passamos a palavra também para o Ricardo para responder essa

questão. O que você está fazendo, aqui em Movimentos você está se vinculando para termos aí o Espiritismo que vamos construindo passo a passo, Ricardo. Bom, antes de entrar efetivamente nessa questão, eu gostaria só de incluir três nomes nessa lista do que o Cláudio colocou, que é Julinho do Amorim, que a gente não pode esquecer, Carlos Embaçaí e Hermínio Miranda. Não

tem outros, mas esses me vieram a mente aqui. Bom, eu acho que a primeira coisa que a gente vai precisar ter é a consciência de que esse trabalho é um trabalho de formiguinha. Então, hoje existe um movimento espírita hegemônico com uma força de divulgação, de capilaridade. Então, por exemplo, quando a gente faz uma live aqui da 50, 40 pessoas, a gente fica todo feliz. Você pega uma live de um figurão desse, é 100 mil,

200 mil, escrevendo a menha ali nos comentários. A menha, você vai ver os comentários, se você extraízo, sai nada, de contribuição, de raciocínio. Então, a gente tem que saber o seguinte, o nosso trabalho é um trabalho de formiguinha mesmo. A gente vai ter que ter

paciência. Eu, a minha área de atuação mais, fora a questão artística, de cantar por aí e tal, nas músicas que eu canto, eu sempre procuro levar alguma coisa, e nas palestras que eu faço, respeitando sempre o ambiente que me recebe, isso é importante. Mas levar carteiré para as pessoas, e tentar fazer com que as pessoas percebam que o Espiritismo não é complicado, que o

Espiritismo pode ser aplicado na sua vida. Para que cada vez que eu estou ali falando com as pessoas, o que eu falei, as pessoas saiam dali pensando,

repensando coisas. E uma coisa muito importante que eu percebo, que faz bem a gente, quando a gente tem essa exposição, seja nas redes sociais, seja na tribuna, vamos dizer assim, você precisa cuidar muito do que você fala nesses outros ambientes, porque as pessoas te observam o seu posicionamento. Então, por exemplo, se eu estou ali fazendo palestras, não é que eu tenha que ser

hipócrita, diferente. Mas se eu vou lá para o meu Facebook, faço postagem, estou com raiva do técnico da seleção, escrevo um monte de palavrão, um monte de coisa, ou sou extremamente desrespeitoso com quem fala comigo, eu crio uma dicotomia entre o que está sendo dito por mim lá e o que eu sou na vida real. E as pessoas vão se pautar muito no que elas vêm do nosso comportamento na vida

real. Eu costumo brincar, já disse algumas vezes, que você vai ver se você é um bom Espírito, quando você ouve a mesma pergunta com intonações diferentes. Ou seja, a pessoa vira para você e fala, você é Espírito, porque ela vai estar falando isso? Por conta da sua postura, ética, sua postura diante da vida, diante das coisas

que te acontecem. Mas aí você sai na rua com uma camisa, com uma foto do Kardec aqui, do Chico Xavier nas costas, quinto encontro de evangelizadores, não sei de onde, e está ali destratando o porteiro, furando a fila, ficando com o troco, e o que a pessoa vai perguntar, você é Espírito. É acho que essa é a grande diferença, é acho que esse impacto que a gente vai causar vai ser em cada

pessoa que tiver a nossa volta. E também, claro, quando tem um alcance público, por exemplo, o grupo como o ESK já tem quase 13 mil participantes, você já começa a ter uma oportunidade maior de levar essas ideias, de fazer com que o Espiritismo seja aplicado à atualidade e às questões reais da nossa vida. Não levar o Espiritismo para um negócio a parte, num mundo de algodão doce, rosa, como se não existisse uma

realidade assim, enfrentada. Então é isso. Candel. Muito bom, Ricardo. Antes que você saia para a sala do chão, onde o Claudio já está, eu faço também o mesmo exercício que você está fazendo, e gostaria de incluir Manuel Porteiro e Cosme Marinho como expoentes necessários de validação do Espiritismo para esse terceiro mileno, para esse momento que nós estamos vivendo, de nítidas transformações sociais, políticas, tecnológicas, que

precisam de uma leitura espiritual -espírito adequada.

E para que nós não fiquemos aqui apenas tipo aquele meme das redes sociais, escuto gente morta o tempo todo, leio gente morta o tempo todo, eu queria incluir também dois pensadores que estão vivos e que têm aí desempenhado uma tarefa herculha para aproximar o Espiritismo ao mesmo tempo de Kardec e da nossa contemporaneidade falando uma linguagem que não está presa ao século

XIX e tampouco está apenas vinculada ao século XXI, esquecendo -se das lições e das informações do século

XIX. São o venezuelano John Aspúroa e o brasileiro Milton -Medrã Moreira, que nós temos a felicidade de ter convívio próximo e direto com eles e ver por outra ou termos a participação deles em lives como essa, ou tendo artigos da Lávara dos Dois Amigos e companheiros de Espiritismo que vamos construindo para nos dar nortes importantes e direcionar a nossa ação espírita, que é muito

importante tanto quanto a nossa teoria. Agradeço, Ricardo Sardinha, mais uma participação sua nessa nossa sessão de embalos de sábado à noite e que nós tenhamos aí outras oportunidades de estarmos juntos debatendo esses pontos que julgamos essenciais para um virar de chave em termos de meio espírita dando a nossa contribuição enquanto seres individuais e coletivos para

esse momento de transformação. Aguardo um pouquinho lá na sala do chá que nós já vamos encerrar. Pois bem, meus amigos, agradecemos também a vocês que estiveram juntos. Antes eu quero agradecer também ao nosso pessoal de apoio que desde o meio da semana está preparando com muito

carinho essa live que você vê. Então essa gente que você não vê, mas que faz a live que você vê são a Claudia Gerônimo, a Julia Schultz, o Evandro Oliva, o Manuel Fernandes Neto, o Nelson Santos e o próprio Ricardo Sardinha que esteve hoje em dicorporeidade tanto na parte da técnica quanto na parte de apresentação das ideias e participação efetiva na live. Vou encerrar com Allan Kardec.

Na verdade vou encerrar com o mesmo pensador que assinou como um filósofo de outro mundo naquela comunicação que está inclusa no fascículo de junho de 1863 da Revil Spirit sobre o futuro do Espiritismo. Diz ele, abri aspas, pelo futuro que te mostro para o Espiritismo pode julgar da influência que ele exercerá sobre as massas. Como estais então organizados moralmente falando? Fizeste -se uma estatística das

vossas qualidades e dos vossos defeitos? Os benevolentes constituem, maioria, os homens levianos e neutros povoam boa parte da Terra. É duvidoso. Entre os neutros isto é, entre os que estão com um pé na balança do bem e outros que estão na balança do mal muitos podem meter os dois no prato da benevolência que é a primeira etapa que conduz rapidamente a níveis mais

avançados. Sejamos benevolentes, mas sejamos críticos com o Espiritismo, com o meio espírita e em todos os ambientes sociais onde o nosso concurso seja necessário. A você que esteve conosco,

muito obrigado pela sua qualificada participação. A você que vai assistir essa live depois na gravação agradecemos também a sua audiência, a sua participação, se puder deixe o seu positivo, o seu clique e também compartilhe essa live, esse nosso trabalho com outras consciências e outros corações. Até a próxima, até semana que vem onde estaremos juntos em mais um Embalos de Sábado à Noite do ESCK. Tchau!

Legendas pela comunidade de Amara .org

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