Olá, meu amigo. Olá, meu amigo, como é que vocês estão tudo certinho? Vai um cafezinho aí? Bem-vindos a mais um episódio onde? Estudamos obras póstumas. Estamos no penúltimo episódio do estudo dessa obra maravilhosa e já é. Deixo aqui meus agradecimentos por ter me feito companhia durante tanto tempo. Este é o programa octagésimo, primeiro 81, e encerra. Vamos no próximo, mas tem muita
coisa ainda pela frente. Hoje é o último texto sobre o capítulo Constituição do espiritismo, Constituição em que sentido? No sentido de Constituição, como a gente tem a Constituição federal dos países, é desse jeito mesmo, né? Um conjunto de regras de como deveria ser o espiritismo. EE pagando a minha língua, que eu adoro essas coisas. Adoro estar errado também, tá? Essa história de estar certo o tempo todo. Hum, não existe. Eu acho que hoje nós vamos
descobrir. Que esta Constituição do espiritismo, esta organização do espiritismo no mundo, foi coisa do nosso querido Kardec, é dele mesmo, não é de outra pessoa. Toda essa ideia de organização mundial, sempre com todos, né, sempre colaborando para que todos participassem, que não fosse decisão de uma pessoa só, como foi apesar dele ter sido líder, mas ele fez sempre tudo na. Doutrina espírita construiu a doutrina espírita.
Comunitariamente, com todo mundo dividindo opiniões, inclusive o trabalho foi a muitas mãos de mais de 1000, médios, mais de 1000. É espíritos e todos concorrendo para o bem comum. Então, sim, sim, ouça, eu estou muito enganado. Eu acho que não, porque nós vamos vendo no texto. Hoje é o próprio Kardec que fez essa Constituição do espiritismo. Então, sem demora, vamos para o texto como prelúdio da nova Constituição do espiritismo, que ele elaborava quem, Allan Kardec
e a nova Constituição? E a externação da sua maneira de ver, com referência à sua posição pessoal, tem perfeito cabimento neste preâmbulo as considerações que passamos a reproduzir, extraídas da exposição que, a propósito do caixa do espiritismo, ele fez a sociedade de Paris, em 5/05/1865. Também Kardec era organizador, né? Era de tudo o que acontecia na doutrina, no movimento espírita da época.
Muito se há falado dos proventos que o retirava das minhas obras, certamente nenhuma pessoa séria acredita nos meus milhões. A despeito da afirmação dos que diziam saber de boa fonte que eu mantinha um trem principesco carruagens a 44 cavalos, né? E que em minha casa se andava por cima de tapetes. Não sei como é que fala isso. Na revista espírita 1862 é que figurou assim se escreve a história, os milhões dos. Senhor Alan Kardec, você já imaginou?
Kardec morreu pobre, tadinho. Ele se matava com um Monte de de emprego de trabalho para poder se sustentar. E é também a sua esposa, a Meli também. Do mesmo jeito. Trabalhava, né? Então? Nunca viveu do espiritismo, nunca viveu de nenhum centavo, pelo contrário. Ele botava dinheiro pra caramba no espiritismo, na, na, na construção da doutrina espírita e especialmente seu tempo, seu talento, tanto que morreu. De estresse de esgotamento físico, né? Continuamos o texto.
Aqui, além disso, não obstante o que disse o autor de uma brochura que conheceis, provando por meio de cálculos hiperbólicos que o meu orçamento de receita ultrapassa a lista civil do mais poderoso soberano da Europa, por quanto? Só na França 20000000 de espíritos são meus tributários. Ver revista espírita julho 1863, orçamento do espiritismo.
Há um fato mais autêntico do que os seus cálculos, isto é, que eu nada, nunca pedi a ninguém que nunca ninguém me deu nada para mim pessoalmente, numa palavra que não vivo às pensas de quem quer que seja, pois que das somas que voluntariamente se me confiaram no interesse do espiritismo, nenhuma. Parcela foi desviada em meu proveito. Olha os exageros, só da França. Ele recebia de 20000000 de espíritas. Gente, nós não temos.
Eu acho que nós não temos 20000000 de espíritos, nem no Brasil. Quanto mais na França, quanto mais naquela época, e aí que esse povo todo dava dinheiro para Kardec, vocês veem que realmente as fake news elas são de sempre, né? Mas vamos continuar.
As minhas imensas riquezas proviriam, pois das minhas obras espíritas, conquanto essas obras tenham alcançado inesperado êxito, quem quer que eu esteja um pouco iniciado em negócios de livrarias sabe que não é com livros filosóficos que se ganham milhões em 5 ou 6 anos. Quando sobre as vendas, não se tem mais do que os direitos de autor que não passam de alguns.
Sentimos, por exemplo, ar, mas avultado o mínimo, sendo esse lucro fruto do meu trabalho, ninguém tem o direito de se imiscuirno emprego que lhe dou comercialmente falando, estou na posição de qualquer homem que colhe o fruto de seu trabalho. Correu zaares de todo o escritor, que tanto pode ser bem sucedido. Como pode sofrer um malogra quem quer que tenha visto a nossa habitação outrora e a veja hoje poderá atestar que nada mudou na nossa maneira de viver.
Depois que entrei a ocupar-me com o espiritismo, ela é agora absolutamente tão simples quanto era antigamente, portanto. Manifesto que meus lucros, quaisquer que tenham sido, não deram para nos proporcionar os gozos do luxo. Que se segue daí tirando me da obscuridade. O espiritismo me lançou num novo rumo. Em pouco tempo, vim me arrastado por um movimento que me achava
longe de prever. Quando concebi a ideia de o livro dos espíritos, era minha intenção não me pôr de modo algum em evidência e permanecer desconhecido para logo ultrapassados os limites que eu imaginara. Isso não me foi possível. Tive de renunciar ao meu gosto pelo insollamento o isolamento, sob pena de abdicar da obra empreendida e que crescia de dia para dia.
Foi me preciso ceder a impulsão e tomar lhe as rédeas a proporção que se que ela se desenvolvia mais vasto Horizonte se desdobrava diante de mim e lhe distanciava. Os lindes compreendia então, a minha cidade da minha tarefa. A importância do trabalho que me restava fazer para completála as dificuldades, obstáculos, longe de me atemorizarem redobraram as minhas energias divisei o fim objetivado e resolver atingi-lo com assistência dos bons espíritos.
Sentia que não tinha tempo a perder e não perdi nem visitas inúteis, nem cerimônias estéreis. Foi a obra de minha vida, dei-lhe todo o meu tempo, sacrifiquei-lhe o meu repouso, a minha saúde, porque diante de mim o futuro estava escrito em letras irrecusáveis. Então daí você entende a que mais um testemunho, né? Nas próprias palavras do Kardec, o que foi? Escrever, né? A doutrina espírita, que sim, foi Kardec, Kardec não foi um decodificador porque nada estava em código. Né?
Ele foi autor, sim, tanto que ele fala é que alguns centavos vem por cada livro vendido e o que eu faço com esse dinheiro? Eu, como autor, fruto do meu trabalho, poderia aplicar em qualquer coisa, mas olha pra minha casa antes e minha casa agora olha minha vida antes e olha a minha vida agora. Vocês têm a resposta que é absolutamente, eu não utilizei de nada deste dinheiro. As pessoas na doutrina espírita esquecem de uma coisa muito simples, quem vive
dedicadamente. É para uma coisa, também tem conta para pagar. Você sabia disso? Não é porque as pessoas acham que todo mundo tem que fazer de graça o tempo todo, tudo, então. Aí eu conto um segredo para vocês, é impossível esse tipo de coisa. Só se você tiver um bom dinheiro guardado e não precisa trabalhar e pode fazer as coisas voluntariamente, não precisar de nenhum tostão para pagar a conta, né? Então, assim, não julguem os trabalhos das pessoas, né?
Mesmo do que for claro que a gente, sendo um trabalho honesto e que não engana absolutamente ninguém, está tudo certo. É assim que funciona o mundo. Enquanto não formos espíritos, a gente precisa de do denerinho para comer, para pagar a conta de energia elétrica, para pagar a internet, para pagar equipamento, né? Para fazer um trabalho como esse que eu estou fazendo. Apesar de que não, nunca consegui ainda recuperar. Assim, 2% do investimento que
foi feito. Mas aí é uma coisa minha, eu quero, eu gosto, então eu utilizo dos meus recursos para fazer um trabalho. Involuntário, é uma tiquinho, um pedacinho de unha para ajudar aí na divulgação da doutrina espírita. Mas vamos continuar, é ouvindo aí as próprias palavras do Kardec dizendo sobre Oo que aconteceu? Sem me afastar do meu gênero de vida, nem por isso essa posição excepcional deixou de criar
minha necessidades aqui. Só os meus recursos pessoais, muito limitados não me permitiam prover. Seria difícil a outra imaginar a multiplicidade das despesas que aquela posição acarreta e que se nela eu teria evitado.
Pois bem, senhores, o que me proporcionou suprimento aos meus recursos foi o produto das minhas obras, digo com satisfação, foi com o meu próprio trabalho, com o fruto das minhas vigílias, que provi, em sua maior parte, pelo menos as necessidades materiais da instalação da doutrina. Levei assim uma larga contribuição, a caixa do espiritismo, os que ajudam a propagação das obras não poderão
con. Mente dizer que trabalham para o enriquecer, porque o produto da venda de todo o livro, de toda a assinatura da revista redonda em proveito da doutrina e não do indivíduo, mas proverá ao presente, não era tudo importava também pensar no futuro e preparar uma fundação que, depois de mim, pudesse auxiliar aquele que me substituísse na grande tarefa que terá de desempenhar essa fundação, a cujo respeito ainda devo guardar silêncio se prende a propriedade
que possuía. Em vista disso, que aplico em melhorar uma parte do que ganhou. Como estou longe dos milhões, com o que me gratificaram, duvido muito que sem embargo das Minhas Economias, os meus recursos me permitam jamais dar a essa fundação o complemento. O que eu desejar a ela tivesse ainda em minha vida. Ou seja. Ele IA dar a própria casa, né? O projeto dele era fazer. A fundação, né? Da do espiritismo, e ter a própria casa como é primeira
primeiro lugar, né? Primeira sede, então ele estava dando mais do que recebendo qualquer coisa uma vez. Porém, que a sua realização está nos desígnios dos meus guias espirituais. Se eu próprio não o fizer, é provável que um dia ou outro isso se fará. Enquanto aguardo. Vou elaborando os planos a que ela obedecerá. Daí a gente entende que Kardec, né? O professor rival. Era um homem comum e que nem sempre os seus planos se
concretizaram. Muita coisa ele teve a melhor das boas intenções, mas os planos não concretizaram. Como por exemplo, a Constituição do espiritismo. Aquela ideia que ele tinha de organização mundial do espiritismo, não se concretizou. Longe de mim, senhores, a ideia de mim vai descer, ainda que de leve com o que acabo de expor-vos, foi necessária a pertinácia de certas diatribes para que eu me decidisse embora, a contragosto, a quebrar o silêncio acerca de alguns fatos que me concernem.
Mais tarde, todos aqueles que há malignidade aprove e desnaturar serão evidenciados por meio de documentos autênticos. Ainda não chegou a oportunidade para essas explicações. A única coisa que por enquanto me importava era que ficasse esclarecidos com relação ao destino dos fundos que a providência faz que passem pelas minhas mãos, qualquer que seja a
proveniência deles. Não me considere mais do que um depositário, até mesmo do que ganhe, portanto, com mais forte razão daquilo que me é confiado, perguntou me alguém certo dia, sem curiosidade, bem entendido por mero interesse pela coisa em si, o que eu faria de 1000000 de francos se eu tivesse? Respondi-lhe que, presentemente, o emprego dessa sua ma teria de ser totalmente diverso do que houvera sido no princípio, outrora eu com ela, teria feito a propaganda mediante larga
publicidade. Agora, reconheço que isso seria inútil, pois que os nossos adversários se encarregaram de costela, não me pondo então à disposição grandes recursos. Os espíritos quiseram provar que o espiritismo devia seus triunfos à sua própria força, hoje ampliado como está o Horizonte e quando, sobretudo, o futuro se desdobrou, são de ordem muito diferente as necessidades que se fazem sentir um capital como o figurado teria emprego mais útil. Pormenores que seriam prematuros.
Direi apenas que uma parte se destinaria a converter a minha propriedade numa casa especial de retiro espírita, cujos habitantes escolheriam os benefícios da nossa doutrina moral. Outra a constituir uma renda inalienável, destinada um a manter o estabelecimento, 2 o assegurar uma existência independente. Aquele que me sucedesse e aos que o ajudassem no desempenho da sua missão. 3 a atender às necessidades Correntes do espiritismo, sem os riscos de auxílios eventuais.
Como sou obrigado a fazer, pois que a maior parte de seus recursos decorrem do meu trabalho. Que terá termo? Entendeu? Ele estava muito mais preocupado com a continuidade do espiritismo do que qualquer outra coisa. Entregaria a sua própria casa para ser 11 lugar, né? Uma casa especial de retiro espírita. Cujos habitantes colheriam os benefícios da nossa doutrina moral. Um asilo, né?
É? E aí, se tivesse 1000000 de francos, iria manter esse estabelecimento, assegurar a Independência de quem tomaria conta e fosse o seu sucessor e também atender qualquer necessidade para a divulgação do espiritismo, já que nada é feito de graça no mundo, né? Aí está o que eu faria. Mas se tal satisfação não me é dada, sei que de algum modo ou de outro, os espíritos que dirigem o movimento proverão a todas as necessidades em tempo
oportuno, por isso de forma. Nenhuma, me inquieto, e só me ocupo com o que pra mim é o essencial. O acabamento dos trabalhos que me restam por terminar. Então ele estava com o olho no futuro, né? Mas ele sabia que isso era tudo plano dele. Não era dar espiritualidade, né? Então, o que ele podia era planejar e de fato muita coisa não aconteceu. E o espiritismo tá até hoje, seguindo todos os ensinamentos pra quem quer o verdadeiro espiritismo.
Tá aí pra todo mundo ver. Inclusive de graça, né? Mas vamos continuar uma outra parte desta deste capítulo. Ao que ele então dizia, acrescentou recentemente, Alan Kardec, quando a comissão estiver organizada dela, faremos parte como simples membros seu, dando-lhe a nossa colaboração sem reivindicar para nós nem supremacia, nem título, nem
qualquer privilégio. Embora membro ativo da comissão, não pesaremos de forma alguma no seu orçamento, nem por honorários nem por despesas de viagens, nem por qualquer outra causa. Se nunca, ninguém, nada, pedimos para nós, ainda menos o faríamos nesta circunstância, nosso tempo, nossa vida, todas as nossas forças físicas intelectuais pertencem à doutrina.
Declaramos, pois, formalmente, que nenhuma parcela dos recursos de que dispuseram a comissão será desviada em proveito nosso, dar-lhe, ao contrário, a nossa contribuição.
Um, abrindo mão em seu favor do que produzam as nossas obras feitas e por fazer 2 o doando lhe valores mobiliários e imobiliários, achando-se organizado o espiritismo, pela Constituição da comissão central, nossas obras se tornaram propriedade do espiritismo na pessoa dessa mesma comissão que as gerira e cuidara da publicação delas, pelos meios mais apropriados, a popularizá-las, ela também deverá cuidar de que sejam traduzidas nas principais
línguas estrangeiras. A revista foi até agora e não podia deixar de ser uma obra pessoal, visto que fazia parte das nossas obras doutrinárias constituindo os anais do espiritismo por seu intermédio. É que todos os princípios novos foram elaborados e entregues ao estudo. Era, pois, necessário que conservasse seu caráter individual para que se estabelecesse a unidade.
Fomos por diversas vezes solicitados a fazêla circular mais a 1000 de por muito lisonjeiro, porém, que nos fosse esse desejo, não podemos atendê lo, primeiramente, porque o tempo material não nos consentia. Esse acréscimo de trabalho e. Segundo lugar, porque importava, não perdesse ela o seu caráter essencial, que não é um de um jornal propriamente dito. Talvez você não conheça, mas a revista espírita, foram 11 edições, 11 anos que foram
feitos até a morte, né? Até o desencarne de Kardec, que é meio que um laboratório que serviu de muita coisa, foi para as obras fundamentais dessa revista, mas que era um meio de Kardec popularizar o espiritismo era uma assinatura mensal que as pessoas tinham, então. Dava um pouco de renda para fazer tiragem de livros para fazer as coisas materiais que precisava da doutrina Kardec não ficava com esse dinheiro. E essa revista foi muito importante porque popularizou
muito o espiritismo, né? E também compartilhou, aí é o modo que o espiritismo IA funcionar, então foi muito legal. Mas é depois que Kardec desencarnou, continuou, por algum tempo. Pelos seus seguidores, né? Que escreveram? Na revista espírita. Publicaram, mas que acabou parando, né? No tempo, enfim. E hoje nós estudamos os 11 volumes. Se eu estou meio doido, elas estão aqui. São 11 volumes. É da revista é palavra por palavra e tem muito da história do espiritismo ali, né?
Nós vamos continuar este trecho aqui hoje. Que a nossa obra pessoal se aproxima do seu termo. As necessidades já não são as mesmas, a revista se tornará como as nossas outras obras feitas e por fazer propriedade coletiva da comissão que lhe tomará a direção para a maior vantagem do espiritismo, sem que por isso, renunciemos a lhe
prestar a nossa colaboração. Para completar a obra doutrinária, falta-nos publicar vários trabalhos que não formam a parte menos difícil nem menos penosa com quanto já dispunhamos de todos os elementos para os executar e o programa de cada um esteja traçado até o último capítulo. Poderíamos dispensar eles mais a curada atenção e ativá-los, se por instituída a comissão central, estivéssemos livres de outros cuidados que nos absorvem grande parte do tempo.
Eu acabei de checar. São 12 volumes, tá? Começou em 1858. E foi até 1869, tá? Então, essa foi a revista espírita. Mas eu acabei não encontrando é nenhuma. Nenhuma referência. Quanto tempo ainda levou depois, né, da revista espírita? Depois eu sei que continuo sendo publicada por um tempo, mas eu não consegui ainda encontrar. É por quanto tempo ainda, né? Sem o Kardec e o que ele está falando, é sobre exatamente essa revista espírita, né?
Que era um compêndio do espiritismo na hora que ele estava acontecendo, enquanto se publicava a revista estava. Sendo construídas, estavam sendo construídas as obras, as outras demais obras fundamentais e muita coisa que tem nas obras fundamentais vieram também de publicações na revista.
OK, mas continuando. O primeiro período do espiritismo foi consagrado ao estudo dos princípios e das leis que, em seu conjunto, tinha onde constituir a doutrina numa palavra, a preparar os materiais ao mesmo tempo que a vulgarização da ideia foi o do plantio da semente que, semelhante à da parábola do evangelho, não frutificaria igualmente por toda a parte, a criança. Cresceu, tornou se adulto e chegado.
É o momento em que, amparado por adeptos sinceros, sinceros e devotados, tem que avançar para o objetivo que lhe está posto, sem ser obestado pelos retardatários. Mas como fazer essa seleção? Quem ousaria assumir a responsabilidade de um julgamento a incidir sobre as consciências individuais? O melhor seria que a seleção se fizesse por si mesma e o meio era bem simples.
Bastava desfraldar um estandarte e dizer, sigam-nos, que o adotem, tomando a iniciativa da Constituição do espiritismo, usamos de um direito comum, o que todo homem tem de completar, como entender a obra que haja começado e diz ser juiz da oportunidade. Desde o instante em que cada um é livre de aderir ou não a essa obra, ninguém se pode queixar de sofrer uma pressão arbitrária. Criamos a palavra espiritismo para atender às necessidades da causa.
Temos, pois, o direito de lhe determinar as aplicações e de definir as qualidades e as crenças do verdadeiro espírita. Ver revista espírita abril de 1866. Olha mais um exemplo, isso aqui estava. Este texto estava na revista espírita, então Kardec, que inventou o termo espiritismo, está dizendo assim, olha, se eu inventei até o termo espiritismo? Eu acho que eu tenho direito de sonhar e entender, né?
Com essa Constituição do espiritismo, como que a coisa deve tomar rumo daqui para frente? Depois de. De tudo o que fica dito facilmente se compreenderá qual é O Impossível e prematuro fora estabelecer essa Constituição logo no princípio.
Se a doutrina espírita, se houver a formado em conjunto, como toda a concepção pessoal teria sido completada desde o primeiro dia, aí, então, nada mais simples do que constituí lá. No entanto, tendo ela surgido gradualmente em consequência de aquisições sucessivas, a sua Constituição teria congregado todos os amantes de novidades. Em breve, porém, estaria abandonado pelos que não lhe aceitassem todas as consequências.
Entretanto, alguns porventura dirão, não estás assim, provocando uma cisão entre os adeptos, abrindo 2 Campos não enfraqueceeis a Falange, nem todos os que se desinspiritas pensam do mesmo modo, sobre todos os pontos. A divisão existe de fato e é muito mais prejudicial porque pode acontecer que não se saiba se num espírita está um aliado a um antagonista, o que faz a força é a universalidade.
Ora, uma união Franca não poderia existir entre pessoas interessadas moral ou materialmente, em não seguir o mesmo caminho e que não objetivam o mesmo fim. 10 homens Unidos por um pensamento comum, são mais Fortes do que sem que não se entendam em tal caso. A miscelânea de vistas divergentes tira a força de coesão entre os que desejariam andar juntos, exatamente como um líquido que, infiltrando-se num corpo, ergue obstáculo à agregação das moléculas desse
corpo. Se a Constituição tem por efeito diminuir momentaneamente ONU com acento agudo, mero aparente dos espíritas, terá, por outro lado, como consequência, dar mais força aos que caminharem de comum acordo para realização do grande objetivo humanitário que o espiritismo há de alcançar. Eles se conhecerão e se estenderão mutuamente às mãos de um extremo, é outro do mundo. Terá além disso, por efeito ou por Barreiras, às ambições que se se impusessem, tentariam
desviálo em proveito próprio. Tudo está calculado visando esse resultado, pela supressão de toda a autocracia ou supremacia pessoal. Que legal. Kardec como maravilhoso sonhador, né? Trouxe aí uma sugestão, por isso a ideia da Constituição espírita, que é por uma razão ou por outra, não vingou, né? E nós temos o espiritismo hoje, com todos esses problemas de
matizes, né? De casas espíritas que seguem linhas religiosas e quase nada, de espiritismo, mais de espiritualismo e outras que são extremamente espíritas e estudam ao pé da letra, né? Todos os ensinamentos contidos nas obras fundamentais, enfim, seja por uma razão ou outra, esta Constituição do espiritismo não vingou, mas no deu frutos porque a organização das casas espíritas, Eu Acredito que vem disso, né? Sobre as diretorias sobre as decisões. É?
Sendo tomadas em comum acordo e muita coisa organizacional vem dessa Constituição espírita. E o interessante que neste capítulo que a gente acabou de encerrar fala sobre um tal credo espírita que era lembra, a gente já falou sobre isso, deixa eu colocar aqui, se não vai dar ruim. A gente já falou sobre isso, agora não me lembro. Acho que do programa de crenças no programa 79. Sobre um é ser escrito um credo, espírito, o que é que seja.
Uma definição do espiritismo que a pessoa para se dizer espírita, tem que concordar, entendeu? É bem isso. E é exatamente isso que nós vamos ver no próximo programa um credo espírita pra gente entender o que que é um espírita de verdade na concepção do próprio Kardec. Então eu te espero como sempre, obrigado e até mais, tchau.
