Obras Póstumas [Ep79] Constituição do Espiritismo: VIII – Do programa das crenças (Parte II) - podcast episode cover

Obras Póstumas [Ep79] Constituição do Espiritismo: VIII – Do programa das crenças (Parte II)

Nov 22, 202317 minSeason 15Ep. 379
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Transcript

Olá, minha amiga. Olá, meu amigo, como é que vocês estão bem-vindos a mais um estudo de obras póstumas, nós estamos aí no último capítulo, não é? Estudando a Constituição do espiritismo, ou seja, um planejamento que é foi feito, não é? Imaginando como é que seria a organização mundial da doutrina do movimento espírita, não da doutrina espírita, para a

continuidade dos trabalhos. Infelizmente ou felizmente isso não aconteceu de facto ou inteiramente como a gente tem estudado, mas é bem interessante. Conhecer como foi planejado essa organização. Uma coisa muito bonita. Hoje nós vamos estudar o texto do programa da. Crenças, então vamos direto. A condição absoluta de vitalidade para toda a reunião ou associação, qualquer que seja o seu objetivo é a homogeneidade, isto é, a unidade de vistas, de princípios e de

sentimentos. A tendência para um mesmo fim determinado numa palavra, a comunhão de ideias, todas as vezes que alguns homens se congregam em nome de uma ideia vaga, jamais chegam a entender-se, porque cada um apreende essa ideia de maneira diferente. Toda a reunião formada de elementos heterogêneos trazem se os gérmenes da sua dissolução, porque se compõe de interesses divergentes, materiais ou de amor próprio.

Tendentes a fins diversos que se entre, chocam e raríssimamente se mostram dispostos a fazer concessões ao interesse comum ou mesmo a razão que suportam a opinião da maioria. Se outra coisa não lhes é possível, mas que nunca se alião francamente. Dá pra entender isso? É porque, por exemplo, nessa época que foi escrito, a França vivia uma ditadura, portanto, não tinha nenhuma nenhuma possibilidade de existir, por exemplo, de.

Uma democracia ou uma? Conjunto de leis feita pelas próprias pessoas pelos representantes das pessoas como é, por exemplo, o nosso, a nossa Constituição não é por ato que esse capítulo se chama Constituição do espiritismo, um conjunto de leis de regras de normas para organizar a sociedade, no caso a sociedade espírita. Vamos continuar aqui. Assim foi sempre.

Até o advento do espiritismo, formado gradativamente como todas as ciências, em consequência de observações sucessivas, sua aceitação tem ganho pouco a pouco, maior amplitude, o qualificativo de espírita aplicado sucessivamente a todos os graus de crença, comporta uma infinidade de matizes, desde o da simples crença nas manifestações até as mais altas deduções Morais e filosóficas, desde aquele que detendo, se na superfície não vê nas manifestações mais do que um

passatempo, até aquele que procura a concordância dos seus princípios com as leis universais e a aplicação dos mesmos princípios aos interesses gerais da humanidade. Enfim, desde aquele que não vê nas manifestações, senão o meio de exploração, em proveito próprio, até o que a hora delas elementos para seu próprio melhoramento moral.

Dizer se alguém espírita, mesmo espírita convicto, não indica, pois de modo algum a medida da crença, essa palavra exprime muito com relação a um e muito pouco relativamente a outros.

Uma assembleia para a qual se convocassem todos os que se desinspiritas, apresentariam amálgama de opiniões divergentes que não poderiam assimilar-se reciprocamente e nada de Sério chegaria a realizar sem falar dos interessados, a suscitarem no seu seio, as discussões que ela abrisse ensejo, essa falta de precisão, inevitável no começo e durante o período de elaboração, há frequentemente causado equívocos lamentáveis, fazendo se atribuísse à doutrina o que não passava de abuso.

Transiviamento pela falsa aplicação que diariamente se faz do qualificativo de espírita que a crítica pouco inquirendo do fundo das coisas e ainda menos do lado Sério do espiritismo encontrou nele matéria para zombarias, diga-se, espírita ou indivíduo, ou pretenda fazer espiritismo como os prestigitadores pretendem fazer física, embora seja um salti em banco e logo se considera representante da doutrina, uma distinção é certo se tem feito entre os bons e os maus, os

verdadeiros e os falsos. Espíritas, os espíritas, mais ou menos esclarecidos, mais ou menos convencidos, os espíritas de coração, et cetera. Mas essas designações sempre vagas nada de autêntico revelam nada que os caracterize quando não se conhecem os indivíduos e ainda não se teve ocasião de os julgar por suas obras. Pode-se, pois, ser enganado pelas aparências das quais resulta que a qualificação de espírita, não comportando mais que uma aplicação falha, não

constitua recomendação absoluta. E essa incerteza lança nos espiritas uma espécie de desconfiança que IM. Estabeleça entre os adeptos um laço Sério de confraternização. Daí desde aquela época se sabe direitinho o motivo da desunião entre os espíritas, né? Ah, eu sou espírita? Tá, mas de. Que maneira você é espírita? Não é porque a gente tem espírita de tudo quanto é jeito. Eu vou fazer uma analogia aqui, é a grande maioria das pessoas

que se dizem católicos. Não sei se a grande maioria, mas grande parte é sequer frequentam missa ou foram batizados e dizem que é católico, mas na verdade não frequenta a religião não faz então, do mesmo jeito, pode acontecer se dizer espírita e ter opiniões completamente divergentes, como é o caso do. Espírita aqui no Brasil, né? Que tem interpretações absurdamente antagônicas, é de coisas básicas, né?

Da doutrina espírita, o que mostra que falta estudo para muita gente ou falta coragem para muita gente de admitir que não é e nunca foi espírita, talvez por um por um, sei lá, por porque não é, se está na não estuda, doutrina espírita, frequenta casa espírita e. Faz muita coisa, ao contrário do que o espiritismo prega, ensina e se chama de espírita. É é uma coisa duvidosa. Mas isso aí acontece desde o começo. Como a gente está vendo, nós vamos continuar aqui. Leitura.

Hoje, quando nenhuma dúvida mais se legitima sobre os pontos fundamentais da doutrina, nem sobre os deveres que tocam a todos os adeptos sérios, a qualidade de espírita pode ter um caráter definido de que antes carecia, é possível estabelecer se um formulário de profissão de fé e adesão por escrito a esse programa será testemunho autêntico, da maneira de considerar o espiritismo essa adesão, comprovando a unidade

dos princípios. Será além do mais, o laço que unira os adeptos numa grande família, sem distinção de nacionalidades, sob o Império de uma mesma fé, de uma comunhão, de pensamentos, de modos de ver, de aspirações a crença no espiritismo já não será simples aquecência muitas vezes.

Parcial, há uma ideia vaga, porém, uma adesão motivada, feita com conhecimento de causa e comprovada por um título oficial, deferido ao aderente para evitar os inconvenientes da falta de precisão quanto ao qualificativo de espírita.

O signatário da profissão de fé tomaram o título de espiritas professos, assentando numa base precisa ir definida essa qualificação a nenhum equívoco, dá lugar permitindo que os adeptos que profeem os mesmos princípios e caminhem pela mesma senda, se reconheçam sem outra formalidade, mais do que a declaração de sua qualidade. E se for preciso a apresentação. Do seu título? Área de profissão, de fé circunstanciado e claramente expresso será o caminho traçado.

O título de espírita professor será a palavra de ligação, mas perguntar se há esse título constituirá garantia bastante contra os de sinceridade duvidosa. É impossível obter-se garantia absoluta contra a má fé. Por quanto pessoas aqui tratam com descaso os atos mais

solenes. Convenhamos, todavia, em que essa garantia vale mais do que qualquer outra que não exista, aliás, aquele que se escrúpulos se faz passar pelo que não é. Quando a questão é só de palavras que voam, muitas vezes recua diante de uma afirmação escrita. Que deixa vestígios que lhe pode ser apresentada no caso de ele afastar-se do caminho reto. Se, entretanto, alguns, acha que não se deixem deter por essa consideração mínimo. Seria o número deles em nenhuma influência.

Teriam? Ademais, essa hipótese estará prevista nos estatutos que lhe consagraram um dispositivo especial. Olha que interessante, aí você tá entendendo? Porque que o título deste estudo é exatamente do programa das crenças? Para dizer assim, olha, precisa de uma profissão de fé para dizer? Eu sou espírita, por isso isso. Isso porque eu devo acreditar e concordar com isso, isso, isso. Né? Nós vamos ver aqui. No último episódio do estudo desse livro, que tem por título,

credo espírita, né? Que é exatamente esta profissão de fé falada aqui nesta, nesta Constituição do espiritismo? Mas tem mais coisa, vamos lá. Tal providência, inevitavelmente, afastará das reuniões sérias as pessoas que aí não estariam em seus devidos lugares.

Se ela tivesse, por efeito, o afastamento de alguns espíritas de boa-fé, este seria um dos que não se acham bastante senhores de si mesmos para se declararem tais ou dos timoratos que temem por si evidência, ou, ainda, dos que jamais são os primeiros a pronunciar-se em quaisquer circunstâncias antes de verem que rumo tomam as coisas. Com o tempo, não se esclarecerão de modo mais completo, e os outros tomarão coragem nenhum,

nem outros. No entanto, poderão contar-se entre os firmes defensores da causa quanto àqueles cuja ausência fora verdadeiramente de lamentar será pequeno número deles e diminuirá continuamente, nada sendo perfeito neste mundo, as melhores coisas têm seus inconvenientes. Se, se houvesse de rejeitar tudo o que não esteja isento de inconveniência, nada se admitiria em tudo se faz preciso contrapesar as vantagens e desvantagens.

Ora, é por demais evidente que aqui as primeiras sobrepujam as segundas que nem todos os que se qualificam de espírita, se submeterão à Constituição. É certo?

Por isso mesmo ela existirá apenas para os que a aceitarem livremente involuntariamente, porquanto não nutrirá a pretensão de impor-se a quem quer que seja, uma vez que o espiritismo não é compreendido da mesma forma por toda a gente, a Constituição apela para os que o encaram, do seu ponto de vista, com o objetivo de lhe dar apoio, quando se acham isolados e de fortalecer os laços da grande família pela unidade da crença, mas fiel ao princípio de Liberdade de consciência que a

doutrina proclama como direito natural. Ela respeitará todas as convicções sinceras e não a natematizar aos que sustentem ideias diferentes das suas nem deixar a de aproveitar as luzes que possam brilhar fora do seu seio. O essencial é, portanto, conhecer os que seguem a mesma trilha, mas como sabêlo com exatidão. É materialmente impossível consegui-lo por meio de interrogatórios individuais, acrescendo que ninguém pode ser investido do direito de

perscrutar as consciências. O único meio, o mais simples, o mais legal, seria estabelecer um formulário de princípios. Resumindo o estado dos conhecimentos atuais que, ressaltando a observação é que tem a sancionalos o ensino geral dos espíritos. Ensino aqui, cada um é livro de aderir ou não. A adesão escrita é uma profissão de fé que dispensa qualquer outra investigação, deixando a cada um inteira a Liberdade. Você entende como a dificuldade é e é um sonho, né? Isso acontecer.

Mas eu acho que talvez, quando foi escrito essa Constituição do espiritismo, essa tentativa de Constituição do espiritismo, não se tinha ideia do tamanho que IA ser a coisa, porque vamos explicar. Nessa época, as sociedades espíritas eram sociedades assim que todo mundo se conhecia, que todo mundo tinha que ser cadastrado. Todo mundo é tinha os dados, é não sei se todo mundo, mas a grande maioria contribuía financeiramente para essa sociedade. É meio que 111 sociedade

organizada, né? Como se fosse um condomínio, sei lá, uma sociedade de pessoas que se unem em torno de um objetivo e é o que aconteceu depois, com o movimento espírita. É explodiu, né? Qualquer expectativa nesse sentido é tanto que se fala que se coloca uma profissão de fé ou uma, como é que chama um credo espírita, né? E que as pessoas que aderirem esse credo espírita, ou seja, é

um, é um negócio meio sonhado. De de poder ter certeza que todo mundo que está na doutrina, na doutrina, no movimento, espírito entendeu a doutrina de cabo a rabo, isso é impossível, né? Que a gente está o tempo todo aqui tanto tempo, estudando, estudando, estudando e não sabe tudo de jeito nenhum. É um pouco. Eu acho que sonhador demais essa condição, mas vamos acabar a leitura de hoje.

Com o seguinte, a Constituição do espiritismo tem como complemento necessário, no que concerne a crença, um programa de princípios definidos sem o qual seria a obra sem alcance e sem futuro. Este programa, fruto da experiência adquirida, será um Marco indicador do caminho para para ilustrálo com segurança, a par da Constituição orgânica, faz se necessitaria uma Constituição da fé. Um credo, se o preferirem, que seja o ponto de referência de

todos os adeptos. Contudo, nem esse programa nem a Constituição orgânica podem ou devem acorrentar o futuro, sob pena de sucumbirem, cedo ou tarde, sob as acuações do progresso. Fundado de acordo com o estado presente dos conhecimentos. Tem ele que se modificar e completar a medida. Que novas observações ele demonstrarem as deficiências ou os defeitos.

As modificações, entretanto, não lhe devem ser introduzidas levianamente nem com precipitação, ão de ser obra dos congressos orgânicos, que a revisão periódica dos estatutos constitutivos acrescentará do formulário dos princípios, marchando constantemente de Harmonia com o progresso, Constituição e credo, subsistirão na sucessão dos tempos. Eu não sei ao certo se. Foi colocado em prática em algum momento, talvez no começo, né?

Depois que o Kardec desencarnou, talvez isso era uma prática, mas não sei se você tiver conhecimento, esclarece. Aqui eu não sei se alguém tem esse conhecimento. Só se for um historiador. Algum pesquisador pra saber por quanto tempo durou isso e por que que isso sucumbiu essa Constituição, essas regras, esse credo espírita, quando na verdade, hoje a gente não ouve isso? Falar em lugar nenhum, né? É especialmente nas casas

espíritas. Infelizmente, muita casa espírita não fala nem do livro dos espíritos. Quanto mais é desse tipo de coisa, né? Enfim, mas tá aí. Estamos estudando que houve essa. É essa tentativa de organizar o movimento espírita mundial e que, em algum momento, não deu mais certo, né? Enfim, vamos pra frente.

No próximo episódio, nós vamos estudar um texto chamado vias e-mails, ainda assim, e por mais 2 programas, falando da Constituição do espiritismo, para variar, eu te espero para a gente finalizar esse estudo até o próximo programa. Tchau.

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