Obras Póstumas [Ep73] Constituição do Espiritismo: II – Dos cismas (Parte II) - podcast episode cover

Obras Póstumas [Ep73] Constituição do Espiritismo: II – Dos cismas (Parte II)

Oct 11, 202314 minSeason 15Ep. 73
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Transcript

Olá, minha amiga. Olá, meu amigo, como é que vocês estão bem-vindos a mais um episódio onde? Estudamos obras póstumas, nós começamos no episódio passado estudar a Constituição do espiritismo dos últimos textos deixados por Kardec, que ele vem dizer direitinho, didaticamente, tudo o que IA acontecer, o que tinha que acontecer. A organização, que tinha a ser seguida.

Hoje nós vamos estudar. O capítulo o tema número 2 dos sismas, ou seja, das divisões que Kardec já sabia que iriam acontecer, então vamos para o texto de hoje. Uma questão que desde logo se apresenta é a dos cismas que poderão nascer no seio da doutrina. Estará preservado deles, do espiritismo?

Não? Certamente, porque terá, sobretudo no começo de lutar contra as ideias pessoais sempre absolutas, tenazes refratárias a se amalgamar com as ideias dos demais e contra a ambição dos que, a despeito de tudo, se empenham por ligar seus nomes a uma inovação qualquer dos que criam novidades, só para poderem dizer que não pensam ou agem como os outros, pois ele sofre o amor próprio por ocuparem uma

posição secundária. O espiritismo não pode escapar às fraquezas humanas com as quais se tem de contar. Sempre pode, todavia, neutralizar-lhes as consequências. E isto é o essencial, é de notar-se que os vários sistemas divergentes surgidos na origem do espiritismo sobre a maneira de explicarem seus fatos, foram desaparecendo à medida que a doutrina se completou por meio da observação e de uma teoria racional. Hoje, raros partidários ainda contam esses primitivos

sistemas. É este um fato notório do qual se pode concluir que as últimas divergências se apagaram com a elucidação integral de todas as partes da doutrina. Mas haverá sempre os dissidentes de ânimo prevenido e interessados por um motivo ou outro, a constituir bando à parte, contra a pretensão desses. Aqui cumpre esse prêmio, não uso de mais para assegurar se no futuro a unidade uma condição se fazia indispensável.

Que todas as partes do conjunto da doutrina sejam determinadas com precisão e clareza, sem que coisa alguma fiquem precisa. Para isso, procedemos de maneira que usa nossos escritos, não se prestem a interpretações contraditórias e cuidaremos de que assim aconteça, sempre quando for de tuperemptoriamente, sem ambiguidade que 2 e 2 são 4, ninguém poderá pretender que se quis dizer que 2 e 2 fazem 5.

Cara, daí que tá alegando aí sobre o que acontece, por exemplo, nas religiões cristãs que interpretam. A bíblia, de acordo com o que? Acham, né? De acordo com os seus interesses e invertem tanto a coisa que colocam Jesus como um apoiador de armas e, enfim, e por aí vai, né? Então Kardec sabia que haveria

de de? Desistir aí de sanções, divisões e daqueles que não querem seguir a doutrina espírita, mas que ele fez a sua parte, assim como os espíritos, e deixou tudo muito claro, tanto que você vê, por exemplo, nas perguntas do livro dos espíritos. Tem perguntas que são redundantes e que ele pergunta de novo e pergunta de outra maneira, até fazer responder de novo, de modo a que não sobre nenhuma. É margem para uma interpretação diferente daquela resposta que foi dada.

Então isso é muito interessante. Ele estava sempre atento a isso. É disso que se trata dessa Constituição do espiritismo, conseguemente, serão seitas, poderão formar-se ao lado da doutrina se. Que não lhe adotem os princípios ou todos os princípios, porém não dentro da doutrina, por efeito de interpretação dos textos, como tantas se formaram? Sobre o sentido das próprias palavras do evangelho? É este um primeiro ponto de capital importância.

Olha que interessante, ele alertando que como a gente vê hoje ceitas que se. É se autodenominam espiritismo, mas que não é nem de longe espiritismo é causando aí uma confusão nas pessoas, né? Ele já sabia que isso IA acontecer. O segundo ponto está em não se sair do âmbito das ideias práticas. Se é certo que a utopia da véspera se torna, muitas vezes a verdade do dia seguinte, deixemos que o dia seguinte

realize a utopia da véspera. Porém, não atravancamos a doutrina de princípios que possam ser considerados químicos e fazer que arrepilam os homens positivos. O terceiro ponto, enfim, é inerente ao caráter essencialmente progressivo da doutrina, pelo fato de ela não se embalar com sonhos e realizar a vez não se segue que se mobilize no presente apoiada tão só nas leis da natureza.

Não pode variar mais do que estas leis, mas se uma nova lei for descoberta, tem a ela que se pôr de acordo com essa lei. Não lhe cabe fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar, assimilando todas as ideias reconhecidamente justas de qualquer ordem que sejam físicas ou metafísicas, ela jamais será ultrapassada. Constituindo isso uma das principais garantias da sua perpetuidade.

Se, portanto, uma seita se formará, ilharga do espiritismo, fundada ou não em seus princípios de 21, ou essa seita estará com a verdade ou não estará. Se não estiver, cairá por si mesma sob o ascendente da razão e do senso comum, como já sucedeu a tantas outras através

dos séculos. Se suas ideias forem acertadas, mesmo que com relação a um único ponto, a doutrina que apenas procura o bem e o verdadeiro e onde quer que se encontrem as assimilará de sorte que, em vez de ser absorvida, absorverá. Se alguns de seus adeptos vierem a afastar, se é que se acreditaram capazes de fazer coisa melhor, se realmente fizerem algo melhor, ela se esforçará por fazer outro.

Tanto se fizerem coisa má, deixar aqui a façam certa de que se doou tarde o bem sobrepuje o mal e o que é verdadeiro predomina sobre o que é falso. Esta única luta em que se empenhará, acrescentemos que a tolerância, fruto da Caridade que constitui a base da doutrina espírita, lhe impõe como um dever respeitar todas as crenças, querendo ser aceita livremente por convicção e não por constrangimento, proclamando a Liberdade de consciência, um direito natural, imprescritível,

diz. Se tenho razão, todos acabaram por pensar como eu, se estou em erro, acabarei por pensar como os outros. Em virtude destes princípios, não atirando pedras a ninguém, ela nem um pretexto dará para represália e deixará os dissidentes. Toda a responsabilidade de suas palavras e de seus atos. Então, Kardec já está dizendo exatamente primeiro, né? É aquilo que a gente sempre cita. Está aqui quando a ciência comprovar alguma coisa.

E o espiritismo, não. A seguir, deixa o espiritismo e vá com a ciência, porque é o espiritismo. Tem um caráter essencialmente progressista, então vai procurar o sentido da palavra progressista que se aplica a tudo, inclusive, especialmente na política, né? Que a gente possa não ser cínico bastante para fingir de morto neste momento é se isso não faz parte das suas crenças, é, deixa o espiritismo, vá para alguma outra que alguma outra crença conservadora que você se sinta melhor.

Mas o espiritismo é progressista. Aponto de dizer que se alguma coisa nova foi descoberta, que é para seguir com a ciência e a Kardec, está sempre falando sobre essas dissidências e que. OK, se acontecerem e que cada um siga o seu caminho e tá tudo certo, a doutrina vai continuar sendo a doutrina e estas outras seitas, essas dissidências vão acabar se forem boas, vão seguindo adiante e indo pra frente. Agora, se não forem tão boas, se forem baseadas no egoísmo, no poder, no ego, né?

Elas vão dando conta e acabando por si mesmo. E o espiritismo aí segue o seu caminho, mas vamos terminar o texto de hoje. Não será, pois, invariável o programa da doutrina, senão com referência aos princípios que hoje tenham passado a condição de verdades comprovadas com relação aos outros, não os admitirá, como há feito sempre, senão há título de hipóteses até que sejam confirmados se lhe demonstrarem que está em erro há cerca de um ponto, ela se

modificará nesse ponto. A verdade absoluta é a eterna e por isso mesmo, invariável. Mas quem poderá lisonjear se de possuir lasuda no estado de imperfeição, em que se achamos nossos conhecimentos, o que hoje nos parece falso, pode amanhã ser reconhecido como verdadeiro em consequência da descoberta de novas leis, e isso tanto na ordem moral quanto na ordem física. Contra essa eventualidade, a doutrina nunca deverá estar desprevenida.

O princípio progressivo que ela inscreve no seu código será a salvaguarda da sua perenidade e a sua unidade se manterá exatamente porque ela não assenta no princípio da imobilidade. Esta longe de ser uma força se torna a causa de fraqueza e de ruína.

Para quem não acompanhar movimento geral quebra a unidade, porque os que querem avançar se separam dos que persistem em ficar atrás, acompanhando o movimento progressivo, cumpre fazê-lo com prudência e evitar ir de cabeça baixa ao encontro dos devaneios da utopia e dos sistemas, cumpre fazê-lo a tempo, nem muito cedo, nem muito tarde e com conhecimento de causa. Indiscutivelmente, uma doutrina

assente sobre tais bases. Tem que ser forte em realidade, capaz de desafiar qualquer concorrência e de anular as pretensões dos seus competidores. Aliás, a experiência já comprovou o acerto desta previsão, tendo marchado sempre por esse caminho desde a sua origem, a doutrina avança cedilha maiúsculo a constantemente, mas sem precipitação, verificando sempre

ser sólido. O terreno em que pisa e medindo seus passos pelo estado da opinião, a feito como navegante que não prossegue sem ter na mão a sonda e sem consultar os vetos. Olha que interessante, aí torna a afirmar e reafirmar que a doutrina espírita vai seguir sempre. Se atualizando. Se atualizando, não significa que É Ela vai perder a validade, muito pelo contrário, ela vai se atualizando com as leis físicas que forem sendo descobertas. Imagine isso daí foi Bill, 860 e

tralalá. Quanta coisa já foi descoberta de lá para cá e também com as leis Morais que têm muita coisa, né? Que a gente encontra. Na própria, na, na, na própria doutrina, espírito, especialmente. Este livro aqui, obras póstumas que não dá para dizer que é uma obra fundamental, apesar de ser um registro, não é dessa época porque não foi feita pelo Kardec e que há traços até de racismo que era uma teoria científica,

aceita na época, mas que é hoje. Sabemos que é racismo e que nós, espíritas, temos que contextualizar e adaptar para os dias atuais. Portanto, esta vivacidade não é reinventar a roda, não é? Um médium receber um espírito e contradizer toda a doutrina espírita, que é inovar a doutrina espírita, entende? São pequenas coisas, pequenas adaptações que vão sendo construídas com o bom senso e pelo tempo. Instruções de Kardec Kardec, que mandou fazer isso, então não é invenção nossa.

Mas não é para reinventar a doutrina espírita. Aí é outra coisa, aí vira uma outra seita, que chamam de espiritismo, que a gente vê por aí no próprio movimento espírita, que não tem muita coisa a ver com espiritismo, não se estuda nas casas espíritas, nenhuma obra fundamental não se estuda o livro dos espíritos, que devia ser assim obrigatório. E constante em toda e qualquer casa, espírito.

O povo prefere ficar estudando romance espírita, gente, desculpa, mas romance espírita é para ser lido e guardado. Se as proporções não é a doutrina espírita, né? É para te emocionar para você chorar, para você achar lindo, et cetera e tal. Não é para ser estudado, não é esse o propósito estudado, tem que ser as as obras estudadas, tem que ser as obras fundamentais da doutrina espírita para começar o livro dos espíritos, né? No próximo episódio, nós vamos estudar o item 3, que.

Data sobre o chefe do espiritismo. Será que o espírito está em chefe? Hum, nós. Vamos descobrir junto. Eu te espero com você sempre. Tchau.

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