Obras Póstumas [Ep34] A vida futura (Parte I) - podcast episode cover

Obras Póstumas [Ep34] A vida futura (Parte I)

Oct 30, 202219 minSeason 15Ep. 34
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Transcript

Vó, olá, amiga. Olá, meu amigo, como é que vocês estão sejam bem-vindos a mais um episódio onde estudamos obras póstumas, mas a última obra fundamental da doutrina espírita, que contém estudos, é feitos por Kardec. Que iriam compor, né? Futuras public ações. Hoje o assunto e aí se percebe que não tem uma sequência, né? São temas bem separados e se encerram, né? A cada estudo, a hoje nós temos o tema a vida futuro, a vida Futura, então, sem demora, vamos para a leitura de hoje.

A vida Futura já deixou de ser um problema. É um fato apurado pela razão e pela demonstração para a quase totalidade dos homens, porquanto os que a negam formam ínfima minoria. Sem embargo do ruído que tenta me fazer, não é? Pois a sua realidade, o que nos

propomos demonstrar aqui. Fora a repetir, nos, sem acrescentarmos coisa alguma convicção geral admitido que está o princípio como primícias, OA que nos propomos a examinar-lhe a influência sobre a ordem social e a moralização, segundo a maneira porque é encarada as consequências do princípio contrário, isto é, do nadismo já são por demais conhecidas e bastante compreendidas para que se torne necessário desenvolvê-las de novo, apenas diremos que se

estivesse demonstrada Aline x tendência da vida Futura. Nenhum outro fim teria a vida presente se não o da manutenção de um corpo que amanhã, dentro de 1 hora poderá deixar de existir, ficando tudo nesse caso inteiramente acabado. A consequência lógica de semelhante condição para a humanidade seria concentrarem se todos os pensamentos na incrementação dos gozos materiais sem atenção aos prejuízos de outrem. Porque, então, haveria alguém de suportar privações de impor-se? Sacrifícios?

Porque haveria de constranger, se, para se melhorar, para se corrigir de defeitos, seria também absoluta inutilidade do remorso, do arrependimento, uma vez que nada se deveria esperar, seria, afinal, a consagração do egoísmo e da máxima o mundo pertence aos mais Fortes e aos mais espertos sem a vida Futura, a moral não passa de mero constrangimento de um código convencional, arbitrariamente imposto, nenhuma raiz.

Teria ela no coração? Uma sociedade fundada em tal crença só teria por ELO a prender-lhe, os membros, a força e bem depressa cairia em dissolução. Se você já pensou como é que seria a vida Futura sem agente, o agente ter a ideia de que existe vida depois da vida, né? Seja ela de qual forma até se acreditar no tal céu inferno ou alguma coisa parecida. É muito triste, não é exatamente igual. O materialismo não é de não ter nada depois, então qual o sentido da vida?

Por que que a gente se importa com os outros? Por que que a gente? É, tem esta vocação, não é este chamado de ajudar de, de fazer o bem ou de tentar se melhorar para que se não tem uma vida Futura. Se isso não faz parte de uma caminhada, de um aprendizado que tudo que eu aprender agora, daqui a pouco vai ser jogado na lata do lixo, para que eu vou aprender alguma coisa? Para que que eu vou me esforçar para que eu vou trabalhar? Para que que eu vou estudar? Entende?

Quando a gente se pergunta se existe vida Futura, a gente corre o risco de cair num. Numa falta total de propósito da vida atual, isso seria muito difícil e muito triste para

todos nós. Não se objete que entre os negadores da vida Futura, a pessoas honestas, incapazes de se intimem te causar dano a quem quer que seja e suscetíveis dos maiores devotamentos, digamos, antes de tudo que, entre muitos incrédulos, a negação do porvir é mais fanfarronada, já que Estância, orgulho de passarem por espíritos Fortes do que resultado de uma convicção absoluta. No foro íntimo de suas consciências, há uma dúvida, a importuná-los pelo que procuram eles atordoar.

Se não é, porém, sem dissimulação que pronunciam o terrível nada que os privados, fruto de todos os trabalhos da inteligência e despedaça para sempre as mais caras afeições, muitos dos que mais forte deblateram são os primeiros a tremer ante a ideia do desconhecido. Por isso mesmo quando se lhes aproxima o momento fatal de

entrarem nesse desconhecido. Bem, poucos são os que adormecem no derradeiro sono, na firme persuasão de que não despertaram algures, visto que a natureza jamais abdica dos seus direitos. Afirmamos, pois, que na maioria dos incrédulos, a incredulidade é muito relativa, isto é, que não lhes estando satisfeita a razão nem com os dogmas nem com as crenças religiosas e nada tendo encontrado em parte alguma com que enchessem o vazio que se

lhes fizeram. No íntimo, eles concluíram que nada aí edificaram sistemas com que justificassem a negação. Não são, conseguintemente, incrédulos, se não por falta de coisa melhor. Os absolutamente incrédulo são

raríssimos. Se aqui existem com uma latente inconsciente intuição do futuro, é, portanto, capaz de deter grande número deles no declive do mal e uma imensidade de atos se poderiam citar mesmo da parte dos mais endurecidos testificam antes da existência desse sentimento secreto que usa, domina a seu malgrado cumpre também dizer que, seja qual for

o grau da incredulidade. O respeito humano é o que torna reservada às pessoas de certa condição social a posição que ocupam os obriga a uma Aliança de proceder muito discreta, também acima de tudo, a desconsideração e o desdém que, fazendo-os perder por decaírem da categoria em que se encontram as atenções do mundo, os privariam dos gozos de que desfrutam se carecem de um fundo de virtudes.

Pelo menos tem destas o vernes, mas aos que nenhuma razão se apresenta para se preocuparem com a opinião dos outros. Aos que zombam, do que dirão e não a contestar que esses formam a maioria. Que freio se pode impor ao transbordamento das paixões brutais e dos apetites grosseiros. Em que base assentar a teoria do bem e do mal? A necessidade de eles reformarem seus maus pendores, o dever de respeitarem o que pertence aos outros quando eles mesmos nada possuem.

Qual pode ser o estímulo? A honradez para criaturas a quem se haja persuadido que não passam de simples animais? A lei respondem aí está para contê-los. Mas a lei não é um código de moral que toque o coração, é uma força cuja ação eles suportam e que iludem se o podem. Se le Caen, sob o guante, isso é por eles te dão como resultado de má sorte ou de inabilidade. Aqui tratam de remediar.

Na primeira ocasião, não se vê quanto quanto questionamento, né, que a gente pode fazer se, se a gente não tivesse a certeza da tal vida Futura. Não é? É. Como seria, né? Segurar o mundo, segurar as nossas? Imagine você nesta situação. Como seria se você não acreditasse? E aqui Kardec é muito Claro para dizer assim, olha, é é respeito, tem muito ateu que é muito melhor do que muitos religiosos, não é? Que fazem o bem sem esperar nada em troca, mas.

Aquele incrédulo incrédulo mesmo que acha que não vai ter vida futuro de jeito nenhum. É raiz e mu e ele diz, se é que eles existem, porque na hora da aflição, na hora do tormento, na hora da doença, na hora de há. A eu acho que a nossa natureza espiritual sempre é grita, não é mais forte os que pretendem que os incrédulos tem mais mérito em fazer o bem por não esperarem nenhuma recompensa numa vida Futura em que não crerem se valem de um sofisma igualmente mal.

Fundado também os crentes dizem que é pouco meritório, bem praticado com vistas em vantagens que possam colher, vão mesmo mais longe, porquanto se acham persuadidos de que o mérito pode ser completamente anulado. Tal móvel que determinação a perspectiva da vida Futura não exclui o desinteresse nas boas obras, porque aventura que elas proporcionam está antes de tudo, subordinada ao grau de

adiantamento moral do indivíduo. Ora, os orgulhosos e os ambiciosos se contam entre os menos aquinhoados, mas os incrédulos que praticam o bem são tão desinteressados como pretendem. Será que nada esperando do outro mundo também destinada esperam? O amor próprio não tem, no caso, a sua parte, serão eles insensíveis aos aplausos dos homens, se tal acontecesse, estariam num grau de perfeição rara e não cremos, haja muitos que há tantos sejam induzidos unicamente pelo culto da matéria.

Objeção mais séria esta se a crença na vida Futura é um elemento moralizador. Como é que aqueles a quem se prega isso desde que vem ao mundo são igualmente tão maus? Primeiramente, quem nós diz que sim, isso não seriam piores. Não há duvidar, desde que se considerem os resultados inevitáveis da popularização do nadismo.

Não se comprova, ao contrário, observando-se as diferentes graduações da humanidade, desde a selvajaria até a civilização, que o Progresso intelectual e moral vai à frente, produzindo o abrandamento dos costumes e uma concepção mais racional da vida Futura. Essa concept c cedilha maiúsculo, ó. No entanto, por muito imperfeita, ainda não pode exercer a influência que

necessariamente terá. A medida que for mais bem compreendida e que se adquiram noções mais exatas sobre o futuro que nos está reservado para variar, o Zezinho ainda não consegue ler se esse dih AO então vocês perdoem, mas o Zezinho lê melhor do que eu, que a minha inteligência, a

artífice. Também é, vamos continuar o estudo, mas nós estamos aí falando sobre a questão da vida Futura e os que não crêem na vida futuro seja, é os que são ateus ou que não crê em Deus e não crêem que tem algo depois. E o que que os motiva a viver? Mas vamos continuar aqui por muito sólida que seja a crença na imortalidade. O homem não se preocupa com a sua alma, se não de um ponto de

vista místico. A vida Futura, definida com Extrema falta de clareza, só muito vagamente o impressiona não passa de um objetivo que se perde muito ao longe e não um meio, porque a sorte ele está irrevogavelmente assinada e em parte alguma apresentam como progressiva. Donde se conclui que aquilo que formos ao sair daqui c Lemos por toda a eternidade. Aliás, o quadro que traçam da vida Futura as condições determinantes da Felicidade ou da desventura que lá se experimentam.

Longe, estão, sobretudo num século de exame como o nosso, de satisfazer completamente a razão. Acresce que ela não se prende muito diretamente à vida terrestre. Nenhuma solidariedade à venda entre as 2, mas antes um abismo de maneira que aquele que se preocupa principalmente com uma das 2, quase sempre perde a outra de vista sob o Império da fé cega. Essa crença abstrata, bastar as inspirações dos homens, que

então se deixavam conduzir hoje. Porém, sob o reinado do livre exame, eles querem conduzir se por si mesmos, ver com os seus próprios olhos e compreender aquelas vagas noções da vida Futura já não estão à altura das novas ideia se já não correspondem às necessidades que o Progresso criou com o desenvolvimento das Ideas, tudo tem que progredir em torno do homem, porque tudo se liga, tudo é solidário em a natureza, ciências, crenças, cultos, legisla, ações, meias de ação.

O movimento para a frente e a irresistível. Porque é lei da existência dos seres, o que quer que fique para trás, abaixo do nível social, é posto de lado, como vestuário, que se tornou imprestável e, finalmente arrastado pela onda, que se avoluma. O mesmo acontece com as Ideas Paire sobre a vida Futura com que os nossos pais se contentavam. Persistir hoje em pula seria propagar a incredulidade para que a opinião geral aceite para que ela exerça sua ação moralizadora.

A vida Futura tem que ser apresentada sob o aspecto de coisa positiva. De certo modo tangível e capaz de suportar qualquer exame satisfazendo a razão, sem nada deixar na sombra, no momento em que a precariedade das noções sobre o porvir abrir a porta, a dúvida e a incredulidade, novos meios de investigação foram conferidos ao homem para penetrar esse mistério e fazer-lhe compreender a vida Futura na sua realidade, em seu positivismo, nas suas relações

íntimas, com a vida corpórea. Porque em geral, se cuida tão pouco da vida Futura. Trata-se, no entanto, de uma atualidade, pois que todos os dias milhares de homens partem para esse destino desconhecido, tendo cada um de nós de partir, por sua vez e podendo a hora da partida suar de um momento para o outro. Parece natural que todos se preocupem com o que sucederá, porque não se dá isso precisamente porque é desconhecido o destino.

E por que até O Presente ninguém tinha meio de conhecê-lo. A ciência inexorável. O desalojou. Outros lugares onde um tinham limitado. Ele está perto, está longe e acho se perdido no infinito as filosofias de antanho. Nada respondem, porque nada sabem a respeito de si, estão. Será o que for. Ou seja, indiferença. Ensinam nos que seremos felizes ou infelizes. Conforme houvermos, vivido bem ou mal. Mas isso é tão vago. Em que consistem essa Felicidade, essa infelicidade?

O quadro que de uma e outra nos tração tão em desacordo, está com a ideia que fazemos da justiça de Deus, tão cheio de contradições, de inconsequências, de impossibilidades radicais que, involuntariamente a dúvida se apresenta, se não à incredulidade absoluta. Ademais, pondera, se que os que se enganaram com relação aos lugares indicados para a morada das futuras também podem ter sido induzidos em erro quanto às condições que estatuem para a

Felicidade e para o sofrimento. Aliás, como seremos nesse outro mundo? Seremos seres concretos oa bs tratos. Teremos uma fórmula, uma aparência, se nada de material tivermos, como poderemos experimentar sofrimentos materiais se os ditosos nada tiverem que fazer ao se ose dade perpétua, em vez de uma recompensa, será um suplício, a menos que se admita o Nirvana do budismo, que não é mais desejável do que aquela

ociosidade. O homem não se preocupará com a vida Futura se não quando vir nela. É um fim Claro e positivamente definido, uma situação lógica. Em correspondência com todas ações, aspirações que resolva todas as dificuldades do presente em que não se lhe depare coisa alguma, que a razão não possa admitir. Se ele se preocupa com o dia seguinte, é porque a vida do dia seguinte se liga intimamente a vida do dia anterior.

Uma e outra ação solidárias. Ele sabe que do que fizeram hoje depende a sua posição amanhã e que do que fizer amanhã dependerá sua posição no dia imediato e assim por diante. Tal tem de ser para ele a vida Futura quando esta não mais se achar perdida nas nebulosidades da abstração. E foram uma atualidade palpável, complemento necessário da vida presente, uma das fases da vida geral. Como os dias são fases da vida corporal.

Quando vira presente, reagir sobre o futuro pela força das coisas e, sobretudo, quando compreender a reação do futuro sobre O Presente quando, em suma, verificar que o passado presente futuro se encadeiam por inflexível necessidade. Como homem, o hoje o amanhã como o ontem, o hoje e o amanhã na vida atual. Ó, então, suas ideias mudaram completamente porque ele verá na vida Futura não só um fim, como também um meio, não um efeito distante mais atual, então.

Igualmente, essa crença exercerá, sem dúvida e por uma consequência toda natural. Ação preponderante sobre o estado social e sobre a moralização da humanidade. Tal ponto de vista donde o espiritismo nos faz considerar a vida Futura. Brito, isso não é? É, é bacana que ele nos leva aí. É por uma série de questionamentos filosóficos que é AA principal. O principal é. Função da da doutrina espírita, que é uma filosofia e uma ciência de observação.

Não, nem nunca foi, nem nunca será uma religião. Quem fala isso é porque se quer estudo. O espiritismo fica estudando. Talvez os autores espirituais, né? É de médiuns, por exemplo, por mais famosos que sejam que repete isso e adotam isso como um mantra, mas não é Na Na. Na própria doutrina espírita. O espiritismo é laico, não é religião. Então que a gente possa entender, mas ele faz uma série de constatações aí para nos dizer sobre a vida Futura.

Sobre o que esperar da vida Futura e por que isso faz tanto sentido para a gente Maravilha no próximo é episódio. Nós vamos falar sobre questões de problemas, como sempre espero. Obrigado lá.

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