Obras Póstumas [Ep22] Dupla natureza de Jesus (Parte I) - podcast episode cover

Obras Póstumas [Ep22] Dupla natureza de Jesus (Parte I)

Jul 24, 20227 minSeason 15Ep. 22
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Transcript

BRA. Pra olá, minha amiga, meu amigo, como é que vocês estão bem vindos a mais um episódio onde estudamos o livro obras póstumas, obra fundamental da doutrina espírita. Nós estamos investigando na primeira parte, um capítulo que faz um estudo sobre a natureza de Jesus hoje. Vamos falar sobre a dupla natureza de Jesus, então. Sem mais delongas, vamos para o

texto. Se poderia objetar que, em virtude da dupla natureza de Jesus, suas palavras exprimiam seu sentir como homem, e não como Deus. Sem neste momento examinar, nos por que encadeamento de circunstâncias chegaram muito mais tarde, a hipótese dessa dupla natureza, ou seja, que Jesus é homem e é Deus. Admita, Malu, por um instante, vamos supor que Jesus é Deus e vejamos se em vez de elucidar a questão responder à questão, ela não complica ainda mais ao ponto de vista de tornar insolúvel?

Curioso que Kardec insiste nisso para tirar qualquer argumento desse absurdo estapafúrdio que as religiões consideram Jesus Deus. Mas vamos lá, o que em Jesus haveria de humano era o corpo, a parte material deste ponto de vista, compreende se que ele. Haja podido sofrer e tenha mesmo sofrido como um homem. Alma espiritualmente numa palavra a parte espiritual do c é que haveria nele de de Divino.

Se ele sentir, sofria como homem, como Deus é que pensaria e falaria, falava como homem ou como Deus. Eis uma questão importante pela autoridade excepcional de seus ensinamentos, se falava como um homem. Suas palavras são passíveis de controvérsia, mas se falava como Deus são indiscutíveis e temos de aceitá-las e de com elas conformarmos sobre pena de deserção. Ou de heresia, que era expulsar a pessoa que não concordava, que

a igreja falava. O mais ortodoxo, será que ele, que mais se aproximar delas, se diria não é sobre seu envoltório corporal? Jesus não tinha consciência da sua natureza divina, mas se fosse assim, ele não teria sequer pensado como Deus, sua natureza divina houvera permanecido em estado latente. Só a natureza humana teria presidido a sua missão aos seus atos Morais, como aos seus atos materiais, é, pois, impossível abstrair-se da sua natureza divina durante sua vida. Sem lhe enfraquecer a

autoridade. Mas se ele falou como Deus. Porque esse incessante protesto contra a sua natureza divina, que em tal caso ele não poderia, não podia ignorar. Teria se enganado, então o que seria pouco Divino ou teria ciente Men te enganado? O mundo, o que seria ainda menos

Divino, né? Parece-nos difícil sair deste dilema, se se admitir que falou ora como homem, ora como Deus, a questão se complica pela impossibilidade de distinguir o que vinha do homem, o que o que vinha de Deus, dado que eles tivessem motivos para dissimular sua verdadeira natureza. Durante a missão que desempenhava o meio mais simples teria sido não falar dela ou exprimir-se, como fez em outras

circunstâncias de modo. Vago e parabólico parábolas não é sobre os pontos cujo conhecimento estava reservado ao futuro, ora, este aqui não é o caso, pois, que as palavras acima, nenhuma ambiguidade apresentam, enfim. Se apesar de todas essas considerações, ainda se pudesse supor que, quando vivo, ele ignorava a sua verdadeira natureza, outro tanto, já não se pode admitir, se desce depois da sua ressurreição, visto que quando aparecesse a seus

discípulos, já não é o homem. Quem fala é o espírito desprendido da matéria, que já havia de ter recobrado a plenitude de suas faculdades espirituais e a consciência do seu estado normal, da sua identificação como a divindade. Entretanto, que que ele disse depois, não é? Depois que ele morreu? E apareceu a seus discípulos, não em corpo. Foi uma materialização. Não é porque em corpo físico você não entra num ambiente fechado. Se não for passando pela porta.

E os evangelhos são claros dizendo que de repente ele apareceu no meio, onde estava tudo trancado. E aí que ele pede para Tomé, você duvida? Vem aqui, bota o dedo na ferida. Então ele se materializou, sim, fez um corpo material, mas ele não era um corpo material comum, não era o corpo físico que morreu que estava lá.

Se ele era Deus mesmo depois que ele morreu e apareceu Do Nada no meio, ainda, ele diz assim, subo para o meu pai e vosso pai, para meu Deus e vosso Deus. A subordinação subordinação de Jesus é ainda indicada pela sua qualidade, mesma de mediador, que implica a existência de uma pessoa distinta. É ele quem intercede junto ao seu pai, quem se oferece em sacrifício para a remissão dos pecadores.

Ora, ora, se ele é o próprio Deus ou se fosse em tudo igual a este, não precisaria interceder, porquanto ninguém intercede junto a si mesmo. Eu acho muito interessante. É Kardec voltar nesse assunto e voltar nesse assunto e voltar nesse assunto. Por que foram na época que

Kardec escreveu isso? Foram 15 séculos se batendo na tecla 15 séculos porque, desde que quando AO cristianismo, cristianismo 300 e trá, lá lá virou a religião oficial de Roma, que se determinou que Jesus é Deus, ponto e acabou e não se fala mais nisso. Então, na época de Kardec, 15 séculos se batia na mesma tecla. Então ele vem aqui dar um capítulo inteiro dizendo assim, não, Jesus não é Deus. Por isso isso, isso. Isso está refutando.

Categoricamente, para não sobrar Pedra Sobre Pedra para mim, bastava uma ou 2 passagens, e o argumento que ele teve, mas ele vem e fala novamente, não é? Então. Eu acho que no próximo episódio você sabe, a gente estuda junto, então eu não estudo antes para prever alguma coisa. Eu acho que ele vai continuar falando desse tema, só que vai falar sobre opinião dos apóstolos. Eu te espero como sempre, muito obrigado por estar comigo nessa jornada até o próximo próximo.

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