E por gefähres de carros da paveia Kelly Centre. O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o
que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o
que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é JavaScript . comunicadores de todos os tempos do jornalismo, do entretenimento brasileiro que nos deixou na madrugada de hoje, o
Senor Abravanel ou Silvio Santos. Um beijo pra você, Silvio, que a sua passagem possa ser tranquila, que você possa receber o carinho dos seus familiares, daqueles que já se foram desse plano que estão do outro lado da vida e dessa legião de milhões de fãs que você arrebanhou nessas várias décadas de trabalho junto à televisão brasileira, muito especialmente junto ao sistema brasileiro de
televisão, o SBT. Vai o homem, fica a sua memória, a sua mensagem e todos os bons momentos que ele prodigalizou a serviço da comunicação social, do
jornalismo, do entretenimento brasileiro. Muito bem, estamos aqui depois de um breve período de recesso, onde aproveitamos para recarregar as nossas baterias energéticas, avaliar o nosso percurso até aqui, proporcionar algumas mudanças técnicas, melhorando ainda mais o som e a imagem que chegam até você de qualquer
parte do Brasil e do mundo. Também serve esse nosso intervalo para nós planejarmos o segundo semestre, todas aquelas atividades que você vai ver aqui na nossa telinha ao vivo ou depois na gravação. Por isso, bom dia, boa tarde, boa noite a você que está nos assistindo de qualquer parte do mundo e que depois vai acessar mais um
vídeo da nossa programação de lives. Olha aí, está na umbânea para que você possa se identificar para que os seus comentários possam
aparecer na tela com a devida identificação. Também estão todas as nossas plataformas no Facebook, no Instagram, no YouTube e todos os nossos reprogramadores, redivogadores, retransmissores em áudio e vídeo, nesse espaço que você já convencionou acompanhar, como sempre, sendo um espaço do livre pensar espírita, do espiritismo sem dogmas, sem preconceitos, onde se permite a troca salutar de
ideias, a dialógica e a dialética espírita, como sempre nos disse o professor Erculano Pires, repisando, inclusive, o próprio trabalho do professor Rivaio Kardec. Hoje vamos estar com um tema muito importante para nós que pensamos o espiritismo de hoje e o de amanhã, o que quer e pensa o jovem espírita, o jovem que atualmente está no fronte espírita nas atividades de grupos e instituições espíritas no Brasil e no
exterior, o que pensa esse jovem que começa a se interessar pelos assuntos pela temática espírita e chega até esses grupos e instituições com uma expectativa. Será que essa expectativa é alcançada? Será que ele tem vontade de permanecer, de continuar atuando e participando das atividades espíritas? É isso que nós vamos ver hoje com o nosso convidado a quem pedimos que rufem os tambores para recebermos pela primeira vez nessa
bancada, Paulo Orli Júlio. Vem para cá Paulo. Boa noite a todas e todos que estão nos ouvindo e é um imenso prazer o convite para estar na live aqui hoje com vocês. Bacana Paulo, além desse sotaque maravilhoso que você tem do estado do Rio de Janeiro, a minha terra natal, o Paulo também é flamenguista como eu, rubro negro de quatro costados e nós participamos já há bastante tempo de ambiências, tanto espíritas quanto de
atividades esportivas, futebolísticas. O Paulo é um velho conhecido que é a primeira vez que temos a oportunidade, né, Paulo, de estarmos frente a frente em áudio e vídeo ao vivo e essa é a nossa oferta que fazemos a você que está conosco nesse momento. O Paulo ele é servidor técnico administrativo no tradicionalíssimo colégio
Pedro II na capital Fluminense. É licenciado em educação matemática, tem pós -ingestão escolar e está fazendo mestrado em educação
profissional e tecnológica. No meio espírita atua bastante tempo na área de educação espírita e também já participou de grupos, grupos particulares de espiritismo prático como assistente em grupos mediúnicos, ou seja, o Paulo participa de duas das atividades que são consideradas essenciais ao trabalho espírita na esteira de Allan Kardec que é os grupos particulares de espiritismo com atividades
práticas, com atividades mediúnicas, com evocação e comunicações espontâneas e também participa dessa área fundamental que é a educação à luz da filosofia
espírita. Espero que você esteja totalmente à vontade nessa nossa bancada fraterna, Paulo, que nós possamos fazer um bate -papo muito interessante dentro dessa temática que nos foi sugerida por um participante do ESCK e com a qual estamos trazendo você, com a sua experiência, com seu conhecimento, com a sua visão dessa vertente tão importante do espiritismo prático, podemos dizer assim, que é o trabalho com jovens, sejam jovens
encarnados e sejam jovens desencarnados que estão por toda parte em torno de nós. Vamos chamar nossa debatedora, já figurinha conhecida aqui da bancada do ESCK, nossa querida Débora Nogueira, vem pra cá Débora. Boa noite, boa noite a todos. Falar sobre jovens, Leonão, tão jovem, mas agradeço o convite, fico muito feliz
de poder conversar com vocês dois. Eu e você, Débora, somos jovens de espírito, não somos mais, os meus cabelos brancos inclusive começam a identificar isso, nós que já estamos aí na metade do centenário de vida na atual encarnação, nós temos muita coisa a tratar do nosso presente e do nosso passado
nessa área de educação. Você também é uma educadora espírita e no ramo profissional é publicitária, atuou como bancária e atriz formada pela Escola de Arte e Dramática da Universidade de São Paulo, a nossa USP. Atuou em Grupo Espírita junto ao presídio feminino no complexo penitenciário do Carandiru por quatro anos.
É expositora, é coordenadora do grupo de teatro do Centro Espírita de Exx e é membro do Conselho de Gestão do Grupo Espiritismo
com Kardec. Bom, apresentados os nossos participantes de hoje, a quem recebemos com muito afeto, com muito prazer, vamos tratar daquelas questões que está aqui na Algibeira, que nós preparamos para a noite de hoje, lembrando a você que está ao vivo conosco, que a sua participação na forma de questionamentos e também de comentários é muito bem -vida porque isso enriquece o nosso trabalho e faz com
que você possa contribuir com o debate muito específico que vamos ter na noite de hoje. Vamos começar com a pergunta tradicional, vou fazer a pergunta para o Paulo e depois vou fazer ela extensiva a Débora. Começando por você Paulo, que está bem na flor da juventude, está aí na característica daqueles que podem ser conceituados os jovens e espíritas de corpo e também de espírito, o que é para você ser jovem e, em
complemento, que seria ser um jovem espírita? Sim, eu agradeço aí as desativações, mas eu mesmo não me julgo assim, já não sou tão jovem de idade, já passei aí dos 30, mas eu fico grato de qualquer forma. Sobre a pergunta, o que é ser
jovem? A resposta imediata ser jovem no sentido cronológico, biológico, psicológico também da idade, essa fase aí de, vamos dizer, vai até mais ou menos de 18 anos, então já comentando com pouco com a nossa ótica espírita, essa fase que o espírito encarna, está no processo de construir os valores junto com a base familiar na qual ele nasce, o meio e, conforme ele vai se instruindo, então forma esse
arcabouço aí, que durante os anos de trabalho e de estudos na vida, a personalidade vai se formando. Então é uma fase onde se agrega valores, então uma fase de bastante influência e daí é muito importante para o campo da educação, a compreensão importante dessa fase do espírito encarnado. O acredito que é isso, a
segunda pergunta era sobre o jovem espírito. O jovem espírito é complementando tudo isso que eu cometei inicialmente também aquele que agrega também os valores da qual a filosofia espírito ensina e eu acho que a gente vai comentar ao longo da live e hoje a importância da instituição espírita ou da família espírita poder contribuir com o acesso para que o jovem aprenda isso e reflita todos os
seus atos e pensamentos em cima dessa filosofia. Muito bem, nas palavras do Paulo, agora a gente pode perceber
essa infasi dada a uma condição de plantio. O jovem tem uma condição muito característica, muito peculiar, muito favorável a realizar vários tipos de plantios que nós, que já estamos mais na idade da madureza, conseguimos colher em termos de experiências, de visão de mundo, de conhecimentos, de interrelacionamentos e tudo isso vai formando o arcabouço do espírito encarnado nessa existência e
vai se somar a todos os outros na sequência das encarnações formando o cabedal de conhecimento e de experiência do espírito propriamente dito. E aí então eu perguntaria para você que já passou cronologicamente como eu da fase biologicamente conceituada como juventude mas que foi jovem e continua sendo jovial no espírito atuante no meio espírita o que é ser esse jovem e o que é ou como
conceituar esse jovem, o ser jovem espírita? Olha, é para mim eu sempre trago muito para mim essa ideia do ser jovem justamente pela fase em que eu me encontro né então assim é eu sempre penso muito naquela passagem várias passagens de Jesus que ele dizia que quem tem olhos de ver que veja quem tem ouvidos de ouvir que ouça e que ele falava para os humildes os humildes no sentido daquelas daquelas
pessoas que estão sempre abertas para o novo para tudo que que se modifica como tudo se modifica na vida no nosso corpo é de acordo com o tempo então é assim são aquelas pessoas que se dispõem a ouvir então é eu para mim sou uma pessoa de eterno aprendiz eu estou sempre disposta a ouvir quando entrei pro espiritismo eu tinha uma ideia completamente diferente de tudo aquilo que era né e
você vai aprendendo apesar da idade cronológica que você sempre tem muitas coisas para aprender né e assim ó o e a gente pensa o seguinte que eu sei como Paulo falou né que o espírito vai conhecendo vai crescendo porque quando uma criança nasce você olha assim nossa que coisinha bonitinha tal isso que e aí de repente chega na adolescência você fala que será esse que entidade é isso porque o espírito
começa a mostrar realmente a que veio como ele realmente é né ele saiu daquela fase da infância e está se preparando agora é imagine se fosse possível que muitos tivessem essa preparação não só do aberto para o novo mas de querer se conhecer de ser uma pessoa melhor para ajudar a formar exatamente claudia nós somos todos jovens para ajudar a formar um mundo melhor essa é uma grande proposta da filosofia
espírita sabe de você se conhecer e que bom seria se os jovens cronológicos ou não tivessem essa disposição sabe e eu me vejo exatamente assim como uma eterna aprendiz eu tenho muito sempre que aprender e uma inquietude muito grande porque eu acho que essa inquietude não é uma coisa assim porque agitada porque ansiosa não de querer sempre um pouco mais porque é exatamente para isso que nós estamos
aqui para que esse brilho essa vontade esteja sempre presente nas nossas vidas e principalmente no autoconhecimento que é o que nos propõe a doutrina espírita eu estava ocorrendo agora é em relação a esse contexto que vocês estão trabalhando aquele que se associa de alguma forma ao que Herculano Pele chama de meio espírita e a maioria dos espíritas chamam de movimento espírita um velho programa de televisão que
que era de entrevistas que era de abordagens bem acima da média para o jornalismo brasileiro da época que se chamava crítica e autocrítica muitos vão lembrar desse programa desse nome e penso que isso o pau e Débora seja necessário seja até imprescindível ao meio ou movimento espírita que nós tenhamos uma postura crítica e de autocrítica no sentido de verificarmos os acertos e os erros e sobretudo
sobre os erros nós buscarmos e essa proposta de muitas das lives que nós fazemos aqui no sk de projetar um futuro em termos de mudanças o que é que nós vemos que não está é próximo da ideia cardecista que não representa a fidelidade a filosofia os princípios e a própria teoria e prática de Allan Kardec que possa ser objeto de esforço nosso então o enri faz uma colocação muito importante
que eu vou pedir para recolocar na na lousa e o comportamento dogmático dos centros espírita diz o nosso enri seguindo as orientações da febe como o órgão central do espiritismo brasileiro impede o questionamento de espíritos e médium e afasta os jovens do movimento quando falamos da biografia do Paulo da sua atividade nós mencionamos que ele participa de grupos familiares de espiritismo
que é a ideia genuína de Allan Kardec porque justamente parte da do pressuposto de que os médium tem que ter afinidade entre si pode não ser amigos de grande de longa data podem ser não ser amigos que frequentam uma casa do outro mas que sejam fraternos que têm uma ligação afetiva para que esse trabalho possa também trazer como companhias espirituais outros espiritos igualmente fraternos e essa
interrelação entre os encarnados e desencarnados no meio mediúnico espírita gera uma série de benefícios a lei de afinidade ela governa todas as nossas relações aproveitando esse destaque do enri vamos para a segunda pergunta herculando fala em meio espírita muitos falam em movimento espírita tanto faz né porque isso compreende grupos centros e outras instituições espírita né muitos até de caráter informal ou seja que nós
estão devidamente regulamentados do ponto de vista jurídico mas atuam como associações e realizam trabalhos muito benéficos muito úteis para esse mesmo meio espírita como é então Paulo que esse meio espírita esse movimento espírita costuma se relacionar com a chamada juventude espírita qual é o retrato que você faz desse dessa relação entre as instituições chamada juventude espírita é nos
chamados movimento espírita e aqui do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro da capital onde eu posso falar com mais propriedade é bem assim direcionada é segundo as diretrizes é recomendações da febre né então aqui as instituições casa espírita que são filiadas a alcança espírita estadual e consequentemente a febre e o compacto com alguns comentários né quem está acompanhando a gente na live como a do em
reneto é uma é uma questão né que sabemos assim historicamente como o esse movimento espírita no brasil é tomou desde os princípios e ao longo das décadas essa característica religiosa e automaça a característica religiosa é lá de que ele é características que são assim bem representativa da desse meio religioso que é uma seria quase um catecismo né então o jovem entra na casa espírita chamada evangelização né é
e aí vai passando de acordo com a idade vai para a mocidade então assim aquela coisa que é menos participativa e de um certo modo que eu sempre observei ao longo dos anos um uma resistência contra as questões posicionamento mais crítico desse jovem alguém comentou aí que o jovem é por causa de excelência crítico que é pela sua própria fase né psicológica ele está conhecendo mundo ele questiona valores essas
questões então numa instituição é não se propicia muita atividade para esse questionamento eu fiquei pensando aqui quando já entrou nessa segunda pauta é se a gente pudesse dar um direcionamento assim ao mais filosófico até pensando lá na na Grécia clássica né de dos tempos de socrato splatão a dialética é pelo menos nesse meio no meio no contexto do jovem eu acredito que isso
conseguiria atrair muito mais o interesse do jovem né se a gente faz rodas de conversa coloca temas atuais temas atuais né pautas que estão aí que são do mundo deles que esse jovem convive com outros jovens na fase escolar depois vai entrar nas universidades e então tem todo um debate da qual muitas casas espiritas entende como tabu assim não é polêmico não vai se não é para ser discutido aqui
porque espiritismo é isso né então uma forma de entendimento que tenta sempre afastar questões que eles entendem como o polêmico que é tratado como tabu e da qual na na no no contexto da casa espírita não deveria ser debatido isso é um equívoco né porque muitas vezes esse jovem quando entra num espaço que está empregnado ainda é de um paradigma que é mais materialista um posicionamento é ele não
tem a base espiritualista espiritualista assim sabe da questão da alma que também é possível de se pensar racionalmente né é com o raciocínio com lógica da qual a proposta espírita quer pensar alma mas não no sentido místico como tradicionalmente as religiões sempre fizeram então é isso e um outro ponto que eu vi é a falta de integração que há na casa espírita então veja assim já participei de grupos
particulares que era um modelo assim no começo do espiritismo ainda não tinha instituições então são famílias ou grupos de amigos se reuniam e dialogava com os espíritos né tinha médio tinha quem não era médio que ia evocar fazer as perguntas com o espírito né é o que a gente chama de espiritismo prático e aí o problema das casas espírita falta de integração então é esse jovem que segue no
estudo da evangelização ele não tem um contato é ele é muito abstrato pra ele essa diálogo com os espíritos e veja assim eu não estou incentivando que alguém ainda se experiência já dentro eu participe de um de um grupo mediúnico sem nenhuma espécie de preparo formação não é isso mas essa fé espírita ela se torna robusta quando a gente e propicia que que esse contato com a espiritualidade é ele
natural tá no dia a dia então o espiritismo prático propicia isso são se dentro de uma família a criança o adolescente ele pode participar no movimento espírita por exemplo se fala em culto no lar cultivo no lar mas isso era um momento que poderia por exemplo ter um diálogo familiar com o guia da família né se a gente seguisse a partir dos preceitos que estão nas obras fundamentais o o
diálogo com o chamado espírito protetor é no meu trabalho com o jovem e eu insetiva essas coisas né é o hábito de fazer do jovem de fazer um diário e anotar no papel os pensamentos então no momento em que se vai fazer aprecia a oração adeus ao seu chamado anjo da guarda o espírito protetor é as suas perguntas e os seus conflitos quando você evoca esse protetor nota no papel é faz isso um um diário
então assim não é nada de medidunidade extensiva mas já é trabalhar um desses princípios da qual a filosofia espírita nos ensina então é um caminho a gente deveria incentivar isso é excelente ponderações né o Enri tá até nos lembrando em complemento àquela outra fala dele né que Gabriel Delane com oito anos de idade conversava com espíritos né eu me lembro de várias ocorrências nas instituições espírita
por onde eu passei de crianças conversando com amigos invisíveis né então tava ali o pai ou a mãe passava pela sala e tava criança sentada ali no tapete com seus brinquedos e conversando como se fosse conversando com uma outra criança fisicamente presente né e nós tratava de Mero Devanei o Mera fantasia da criança ela estava ali rodeada por espíritos que assumiam a padronagem a formatação infantil e
brincavam com ela e seguramente se espíritos mais avançados se espíritos que teriam assim uma outra contextura espiritual outro outro padrão sendo até adultos fazendo -se passar por crianças para chegar até o universo infantil e serem bem aceitas passando algumas noições importantes como exatamente o Paulo está colocando Débora dentro dessa dessa minha questão que foi feita o Paulo e em razão da tua experiência
em São Paulo é o como é que você vê seja um pouco tempo atrás seja atualmente esse essa interrelação do jovem que chega a casa espírita ou que participa de algum grupo de jovens ou grupo de pré -jovens ou grupo de moços espírita porque essa nomenclatura varia de norte a sul nesse país com a estrutura em si da casa com o movimento da organização federativa regional ou estadual em alguns momentos o que que
exemplos práticos poderia agregar dentro dessa nossa conversação olha Marcelo de muitos centros que eu já já vi como funciona assim normalmente a criança acaba indo para casa espírita a criança é um pouco mais jovem ela vai porque o pai ou a mãe leva então assim vai porque também não está sabendo direito que que é ainda não pode fazer uma escola mediúnica mas vai então e a estrutura do que se apresenta para essa
criança na verdade é mais de uma evangelização como muitos colocam esse nome né evangelização infantil se você colocar no google aí você vai achar um monte de coisa nesse sentido que é muito parecido muito próximo a estrutura de muitas igrejas a escola dominical e chame como assim você quiser tá é nessa esse tipo de estrutura e assim é tem comentários de evangelho tem tudo mas por exemplo esse tipo de
fenômeno como é como ele colocou anteriormente como Paulo colocou anteriormente que é muito interessante é normalmente as pessoas não sabem muito como lidar com isso a criança que vê o amigo imaginário que tem de alguma forma alguma manifestação mediúnica isso é colocado um pouco de lado na maioria de por exemplo de centros que tem a característica de ser escola é pouco se vê a manifestação mediúnica tá
então qualquer coisa que aconteça que não seja relacionado à escola a pessoa vai para onde vai para a desobsessão acaba indo para a desobsessão a essa criança é difícil essa criança não sei o que essa criança não sei que lá então assim é quando ela chega na adolescência ela pode até ficar por um tempo lá dependendo do da idade e depois ela acaba se afastando por que porque é uma coisa assim como a
educação formal é de cima para baixo a doutrina espírita nos fala para questionar os arrasão tá mas a partir do momento que o adolescente ou jovem começa a questionar é ele é colocado de lado porque todos os tratamentos que são feitos nessa evangelização é para formar futuras cópias do que aí estão ninguém que é o diferente qualquer proposta do diferente ela invariavelmente é rechazada
sabe e o que que acontece esse jovem porque o que que ele quer assim como nós adultos também queremos nós queremos é se sentir para que a gente faz parte de alguma coisa que a nossa opinião é importante que eu posso ser ouvida sabe mas aí tudo isso é afastado porque ninguém quer ouvir na sala de aula não se ouve porque é sempre alguém falando dificilmente essa pessoa que o abri o debate é as palestras são
da mesma forma certo e se começa a questionar demais principalmente é dia de fato fatos não perdão de polêmicas de assuntos polêmicos é a casa não aceita falar sobre isso porque ou baixa vibração da casa ou porque isso não faz parte do espiritismo não isso não aquilo então tem uma série de questões que afasta definitivamente o jovem ele vai lá você não posso perguntar o que que eu vou estar fazendo aqui
você tem que ouvir ouvir ouvir ouvir e aceitar então é esse tipo de estrutura na sala de aula das palestras e tudo e principalmente gente da questão do acolhimento se foram adolescentes muito diferente sabe -se lá por que ou porque acharam que é diferente é a colhida ela não é tão vamos dizer assim tão carinhosa e aí ele acaba se afastando também por causa disso porque ele não se sente
parte daquele daquele lugar daquele momento que dirá aqueles que têm alguma manifestação mediúnica tem uma frase de uma música do engenheiro do avair aqui do Rio Grande do Sul de autoria do umberto gessinger que é o líder daquela banda né e autor da letra da música que ele diz mais ou menos assim a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante me parece que via de regra é essa visão que o adulto que o
maduro que o dirigente espírita tem dos jovens é um grupo a parte cansei de ouvir de jovens na época que estive à frente do movimento infantos juvenil aqui na região da grande florianópolis que não havia apoio que não havia ressonância que não havia oportunidades e muitas instituições as juventudes e não raro os grupos de prejuvens e até mesmo a chamada evangelização infantos juvenil como
lembrou o paulo ficava restrita a salinha dos fundos da instituição né e era melhor que eles ficassem por lá porque assim eles a briaspa não incomodavam essa visão pouco se modificou no curso do tempo é isso me levou inclusive a escrever alguns anos atrás um texto que tinha como título serão conservadores os jovens de amanhã naquele sentido de que nós somos revolucionários enquanto
jovens mas aí a gente vai envelhecendo e vai se tornando meio menos revolucionário mais conservador e aí aquelas oportunidades que a gente pedia que a gente requeria que a gente lutava enquanto adolescentes jovens espírita quando a gente chega na condição de adulto de emergente da instituição a gente esquece dessas lutas a gente parece dar de ombros a esses jovens é da atualidade né e eu quero
lembrar aqui com muito carinho da nossa querida lurdes maria de lurdes lurdes maria alve espereira aqui de um centro espírita da grande florianópolis que ela foi sempre alguém que teve uma antevisão em relação ao movimento jovem quero relatar a vocês que eu comecei em mesa mediúnica com 13 anos de idade porque que a mediunidade a florou em mim porque eu tinha contato sobretudo visual e
psicográfico com espíritos e ela olhou para mim e disse assim vem cá eu vou te colocar na mesa mediúnica aqui no meu lado e tu vai começar a educar ou a disciplinar ou a trabalhar essa tua mediunidade e aí nós lembramos das próprias informações contidas na filosofia espírita onde os espíritos ditos superiores teriam dito a mediunidade é uma faculdade natural está presente em todos alguns vão ter uma mediunidade
mais espontânea mais efetiva outros vão ter uma mediunidade mais intuitiva mas de qualquer maneira todos nós somos médios e falta às vezes paulo e débora alguns adultos alguns dirigentes há mais tempo e até mesmo aos vetustos dirigentes espírita foram feitos alguns comentários aí no sentido de que é as instituições estão envelhecendo e como serão os centros espírita no futuro será que ainda
teremos centros espírita já que não damos tanto espaço assim para o jovem não são questões que a gente tem que sempre colocar na pauta não somente incentivar que os jovens tenham seu próprio espaço mas principalmente isso foi o teor da segunda pergunta tem uma convivência tem uma participação efetiva em todas as dimensões do centro espírita próprio Lano Pires quando escreve seu livro centro espírita fala
disso a integração de todos ao ambiente espírita se nós alijamos algumas pessoas em razão de motivos diversos das atividades espírita nós perdemos a riqueza da contextual do conteúdo da pluralidade que é uma característica espírita bom vamos participar vamos partir para mais uma pergunta né vocês tocaram principalmente o Paulo na questão da evangelização né é se nós fizemos aí um apanhado do movimento do
meio espírita sobretudo em todo o século 20 e parte do século 21 nós vamos ter três dimensões distintas né nós vamos ter um momento inicial que o paulo lembrou que é o momento do catecismo espírita onde se fazia nas instituições espírita o mesmo que se fazia nas instituições religiosas e sobretudo nas católicas e nas protestantes que era ensinar a bíblia ensinar o evangelho no nosso caso do espiritismo
tem o bíblia nem tem um novo testamento mas temos o evangelho segundo o espiritismo então o trabalho era voltado quase exclusivamente a explicação do evangelho que tem o seu valor tem a sua importância mas que a doutrina espírita não pode ficar restrita a um dos 32 livros uma das 32 obras de Alan Kardec aí a FEB em 1979 resolve dar um um giro uma mudança é pelo menos na ressignificação de conceitos
e cria sua campanha permanente de evangelização espírita infanto juvenil veja nós saímos de catecismo para evangelização que são termos que guarda uma certa similitude né aí na década de 90 nós podemos dizer que tanto aí no Rio de Janeiro Paulo quanto em São Paulo quanto aqui em Santa Catarina em outros estados da federação da infância nós tivemos um boom é uma explosão de jovens espírita resgatou -se
aquele momento lá atrás do primeiro congresso brasileiro de imocidade espírita captaneado pelo inesquecível leopoldo machado e com a participação aí em direto do professor Herculano Pives né nesses anos 90 nós vivemos o que a independência do movimento jovem que é claro estava cediado nas instituições mas tinha muita coisa a dizer e muita coisa a fazer e isso incomodou sobre maneira o estátua o estabelecimento
do movimento espírita perguntaria vocês é Paulo e Débora como é hoje qual é a realidade que nós temos nas instituições espírita em termos de composição estruturação e atividade juvenil espírita no começo da minha fala nos não lembro se na primeiro na segunda pergunta é eu disse assim até o momento eu nunca fiquei a frente de coordenação para eu ter uma visão mais ampla da coisa então sendo bem honesta
vocês é aonde eu trabalho sempre como um dos trabalhadores de uma determinada casa pode ser que daqui a algum tempo eu eu assumo né aí aí eu se eu tiver um espaço eu tento colocar da forma como eu vejo junto com outras pessoas que têm pensamentos desafios mas do que eu observo e pode ser uma observação com certas limitações é a um esvaziamento recente das casas espírita dos grupos
jovens mas até nas ditas reuniões públicas também aonde a exposição então só uma outra instituição que há uma estrutura melhor que os que ficam assim em baixo no centro comercial de determinados barros é que concentra em uma frequência maior então que eu observo por exemplo que na Jona Oeste do Rio de Janeiro é um esvaziamento das casas espírita onde fica concentrado só em algumas que estão em baixos
mais populosos na em centro tem vários aspectos elementos que influenciam nisso uma que geralmente muitas de horário de reuniões e acontece a noite então tem a questão da vida é urbana mas focando no na questão dos jovens né esse esvaziamento pelas razões né da qual já foi comentado aqui se acredita muita pandemia mas antes já já já aconteceu isso devido a todos essas questões que a gente que a gente
comentou aqui da qual até quem tá participando né já frisou nessa questão como que se tolhe essa esse espaço de questionamento de debate que poderia ser muito agradável ao jovem né e uma coisa que me ocorreu no pensamento é que assim uma das características do dos grupos jovens no movimento espírita é uma vinculação a arte né arte espírita então é eu acho isso um aspecto interessante é porque a arte ela agrega
valores né ela trabalha com o emocional com sentimental a leste trazer conteúdos também intelectuais então é a nadança espírita no teatro espírita na chamada música espírita né então tem muitos grupos bandas jovens e é interessante então há esses eventos então é aonde dentro do meio espírita do movimento espírita onde o jovem mais atua é muito vinculado com a questão da arte espírita e assim é até um tempo
atrás e aí já havia uma dicotomia da qual é uma dicotomia assim que era desnecessária penso eu que é assim de um lado os tudo espírita os tudo sistema tisado né a quase um ensino bancário né trazendo uma expressão do Paulo Freire, de transmissão de conhecimento. E de um outro lado, a arte, não, porque para o jovem espírito, esse estudo fica
monótono, fica cansativo. Então, muitas vezes, nesse grupo de jovens que atua dentro do movimento, que estão muito aliadas à arte, eu percebo que muitas vezes faltam um subsídio, um conhecimento da doutrina, então, eles carecem dessa necessidade, me parece. E é óbvio assim que, a linguagem que a gente usa na educação espírita, para conversar sobre espiritismo com o jovem, não pode ser
a mesma linguagem com um grupo mais adulto. Isso são princípios elementados da educação, conhecer a plateia na qual a gente conversa e dialoga. Então,
assim, ter que ser dinâmico. Eu acredito que o que funciona muito bem é almenistrar conhecimento espiritual, compartilhar e debater com esse jovem, é trazer coisa da realidade do jovem hoje, as redes sociais, as questões, questões de gênero da qual foi comunicado aqui, relacionamentos, tudo
isso que está no dia a dia do jovem. São coisas que para a gente já passou, mas para o jovem é muito importante, vocações, é como que lida com essa pressão, tem que passar no Enem, é a pressão, a cobrança familiar, então trazer esses elementos, dialogando com o que a teoria espírita pode auxiliar no entendimento desse jovem, lidar com esse conflito, com essas questões, então assim, o
chamado educador espírita, o evangelizador, ele está numa linha que pode ser agradável ao jovem, então, por isso que eu falei que a uma dicota também é falsa, é possível ministrar esse conhecimento espírita para esse público, de um modo que seja dinâmico, atrativo, trazendo a partir do contexto em que ele vive, sendo uma coisa tão abstrata, tão descolada da realidade desse jovem, mas sem deixar de lado, dar
essa oportunidade também do jovem aprendesse, molar, ler, ler Kardec, ler outros autores, principalmente, eu acho que, num primeiro momento Kardec, tem até umas, dentro da literatura espírita, assim, algumas propostas no Certo Espírito daquilo Rio de Janeiro, na editura Leon Delia, assim, Livro dos Espíritos para os Jovens, é interessante, né, então assim, porque é uma linguagem adaptada para esse público, é o que eu penso
assim. Débora, tu estás com uma faca e o queijo na mão, Paulo introduziu aí a questão da arte, do teatro, Deita e Rola, vai que é tua,
Débora. Olha, é uma coisa que eu estava pensando exatamente que ele estava falando sobre isso, mas assim, o curioso é que, por exemplo, por experiência própria, já não foi num lugar só, foi mais de um, né, a arte não é estimulada pela direção das casas, não vou dizer todos, é óbvio, mas por muitas, porquê, assim como o Marcelo falou, ah, deixa evangelização lá no quartinho do fundo, na
salinha do fundo, o grama de teatro é a mesma coisa, porque as pessoas não nos levam a sério, acha que a arte é uma coisa, ah, deixa pra lá, eles fazem isso porque eles gostam, sabe, e assim, não há uma valorização em nenhum sentido. Por exemplo, se você propõe, vamos supor assim, um sarau, que é uma coisa que os jovens conhecem hoje, foi resgatada uma forma diferente, mas você vai
colocar isso dentro de uma casa espírita? Muitas vezes as pessoas não querem, é o que a Marta está falando, falar de drogas, aborto, violência,
imagina que vai falar sobre isso. Não abre um espaço, um diálogo para esse tipo de coisa, que nem a Cláudia colocou aí assim, que os jovens estão indo mais pra um banda, eu vejo muito assim, da questão de ir pra um banda, porque a um banda me parece isso uma percepção própria, tá gente? Não é nada muito especial não, mas ela, vamos dizer assim, ela se permite o ritual,
sabe? Ela se permite a música, uma série de coisas, e ninguém vai chegar pra pessoa e falar, você não pode fazer isso, sabe? Ou então, se a pessoa está fazendo, por exemplo, um curso de desobsessão, que seja jovem na casa espírita, falar assim, olha, que não tem nenhum espírito aí, hein? Sabe esse tipo de coisa? Então, é assim gente, nós vivemos num país que a arte é
marginalizada, já, certo? Porque a gente não pode esquecer que no governo passado, aquilo que nós temos como registro de artista, é, queriam nos tirar pelo seguinte, qualquer pessoa que resolvesse ler um poema ali na esquina, e se fantasiasse ou não, já era considerado artista, sabe? Então assim, é... E quanto tempo demorou, desde a época da dona Dulcina e da Der Sigon Salves, que vem se lutando pra esse
registro, o registro de artista, né? Então assim, são muitas coisas que a gente tem que conquistar, e o jovem espírito tem que ser estimulado a conquistar o seu espaço, assim como o artista tem que fazer. É uma luta constante, pra continuar fazendo com que o teatro continue em pé. A força da palavra, a força do ensinamento, a força da palavra de Kardec, hoje em dia, em muitos lugares, em muitas casas, passa longe. Ah,
Kardec tá ultrapassado! Vamos falar das luzes safirínicas, das flores que caem, porque isso é mais bonito. Sabe? Isso que chama a atenção das pessoas. E não o questionamento, a filosofia, a questão da razão, que inclusive, a razão aumenta a nossa fé, e não diminui. Certo? Ao contrário, aumenta muito mais a nossa fé. Se eu seia naquilo que eu creio, eu vou lutar com
muito mais afinco pra isso. E principalmente os jovens, em todas as suas manifestações, de música, de tudo, são to lindos o tempo todo. Eu lembro que uma vez que coloquei uma música pra falar sobre a gênesis espiritual, na hora o dirigente do dia chegou correndo na minha sala e falou assim, mas o que é isso? Como que você vai colocar uma música dessa de 2001, onde
saia no espaço? Sabe? Então, imagine uma pessoa, um jovem que vai querer chegar e falar de um jeito ou de outro, tudo, a questão de gênero. Por exemplo, se chega um jovem LGBT, PAA, quem mais, não importa. Se ele chegar na casa espírita, será que ele vai ser bem recebido? Será que ele vai ter voz? Ele vai poder fazer a tal palestra do Evangelho, se ele fizer oratória? Muitos
são convidados a não fazer. Então, a questão da arte é preterida nesse ponto, porque assim, se eu não posso colocar uma coisa que vai trazer uma expressão mais forte e que vai atrair o jovem, como é que eu vou chegar nesse ponto? Sabe? Então, assim, é isso, por
enquanto. Muito bom. Eu acho que nessa ideia, eu acho que não, eu tenho certeza que nessa ideia nós fazemos uma permanente crítica e autocrítica sobre o chamado meio espírita.
Nós temos que salientar também as boas iniciativas, quero resgatar aqui que na década de 80, na Federação Espírita Catarinense, onde eu estava a época participando do Sector de Juventude dentro do Departamento de Infância e Juventude, um presidente da Federação, inesquecível, já saudoso, já partiu para o mundo espiritual alguns
anos, que foi o senhor Ari Kardec Bosco de Mello. Por iniciativa dele, foi dada abertura para nós criarmos o Coral da Federação Espírita Catarinense. E esse Coral multiplicou a utilização da música nas instituições espíritas catarinenses. Durante algum tempo, inclusive, Paulo, fizemos um intercâmbio de músicos e espíritas de Santa Catarina
com músicos e espíritas do Rio de Janeiro. Alguns de nós tivemos, em várias comérgias, eu estive em duas, com a desnação das mocidades e espíritas do estado do Rio de Janeiro, que existe até hoje, e alguns companheiros vieram para a nossa congéssica, a confraternização das juventudes e espíritas de
Santa Catarina. Fruto disso, na década de 90, que eu quero apresentar aqui, nós fizemos a primeira banda espírita do estado de Santa Catarina. Nós apresentamos em várias cidades do estado, e a partir dessa nossa iniciativa, vocês estão vendo aí, né? Vocais, bateria, teclado baixo, contrabaixo e guitarra. Nós fazemos apresentações dentro e fora do centro espírita. Esse que está no meio com o
microfone na mão, é esse que vos fala. Então, isso é de muita carinhosa lembrança, de muita satisfação, ver que essas sementes frutificaram. Até hoje nós temos conjuntos e bandas musicais de jovens espíritas no estado de Santa Catarina, naquelas poucas, são poucas sim, instituições espíritas que
dão abertura. Quero também resgatar com muita alegria, muito saudosismo, aquele saudosismo bom, que em 13 de maio de 1988, nós criamos aqui em Florianópolis o núcleo Espírita de Artes, uma instituição que é similar a um centro espírita, está afiliada a Federação Espírita Catarinense, e realiza atividades não somente no âmbito artístico, música, teatro, dança, mas também faz trabalhos de
educação, de filosofia espírita, ter reuniões de estudo, tem todas as atividades que tem em uma instituição espírita tradicional. Exemplos de coisas que frutificaram, e ações que frutificaram, e que devem ser salientadas sempre como gestos positivos
e gestos de abertura. Alguém colocou aqui a pouco, acho que foi a Claudinha, a Claudia Geronimo, que é uma banda, as instituições umbandistas, que o Paulo conhece também, quanto eu e a Débora também, dão maior abertura para os jovens, permitem uma maior variedade na expressão completa,
integral da chamada juventude. E por isso esses jovens muitas das vezes migram de uma casa espírita para uma casa umbandista, porque se sentem acolhidos, porque se sentem abrigados, porque lhe dão espaços. E temos que lembrar também de muitas igrejas protestantes até as neo -pentecostais, que favorecem a existência de grupos artisticos, de
grupos de música. Claro, a letra pode ser diferente à música, a mensagem pode ser diferente, mas é a expressão do jovem. E aí tem um comentário do Marcos Moreira, pode colocar de novo aí. Muito importante, que a Débora também se alinhou a pouco, quase não vejo jovens LGBTs em casos espiritas, como
vejo em outros espaços de religiosidade. Certíssimo, Marcos Moreira, porque ainda existe o tabu de considerar aqueles que têm expressão sexual diferente, aqueles que têm a sua afetividade de uma forma diferenciada
da heterossexualidade, serem aligiados. Eu já vi, por exemplo, na época que a gente esteve como dirigente aqui de instituições espíritas federadas, a gente questionando assim, ah, um homossexual pode evangelizar, pode ser coordenador de um grupo de infância ou de juventude, um homossexual
pode aplicar passe, magnetismo, animal. Toda essa discussão passa ao largo, ela já deveria fazer parte de um passado muito distante de reducionismo, de falta de acolhimento, de falta de expressão, de
falta de liberdade. Essas questões precisam vir à baila, precisam ser retomadas, porque nós, enquanto espíritos, somos esses seres integrais que Herculano tanto menciona, e, portanto, independente das nossas preferências, das nossas expressões, nós temos que ter, na Casa Espírita, o espaço para a nossa total manifestação em todos os segmentos, e todos devem ter um padrão de equidade, de isonomia, que possa nos
dar essas oportunidades. Vamos trabalhar um pouquinho sobre a questão das iniciativas que podem ser destacadas, que vocês, Paulo e Débora, têm enxergado. Eu sei que essa questão acaba sendo complementar das anteriores, mas eu queria abrir esse espaço para, de repente, vocês também trazerem exemplos atuais dentro da observação que vocês fazem sobre o meio espírita, que iniciativas podem ser destacadas como contribuições dos jovens
para o meio espírita na atualidade. Um ponto a qual foi mencionado pelo Marcelo Henrique são os encontros jovens, comérde, contra a eternização das bocidades espírita do Rio de Janeiro. A comérde tem uma amplitude maior e tem os encontros mais regionais localizados, porque é dividido por regiões ou bairros das
zonas da cidade. Então esses encontros jovens são espaços que são meio propiciadores para essa impulsão desse público jovem, que hoje em dia não se fala mais que os encontros são só dos jovens, é da família, porque no mesmo momento que o jovem vai para esses encontros, esses eventos, tem um momento de estudo, tem um momento de ambientação artística, tem um momento da imersão em
oficinas, há também, concomitantemente, o familiar daquele jovem, o convite, e aí a proposta de se
trabalhar sempre é a família, integrar. Então eu vejo muito mais do que combater, porque a gente sabe que ainda esses encontros, como todo movimento espírita institucional, federalizado, está ainda impregnado do que a gente observe, já debateu aqui dessa questão religiosa, no sentido mais formal do termo, mas assim a gente não combater no sentido de destruir ou tentar apagar isso, mas
ressignificar as atividades que são realizadas aí, uma mudança de perspectiva. Então eu incentivo e vejo com bons olhos ainda esses eventos congresso, esses eventos artísticos, é
interessante. Na Casa Espírita que eu sou filiado, aqui do meu bairro, tem anualmente, por exemplo, um evento artístico, que é o SARAL, e eu me lembrei da fala da Débora, e no SARAL assim tem poesia, apresentação de teatro, música também, e assim eu retomo a minha fala na resposta anterior. Eu acho que se a gente poder aliar a arte com o estudo, é interessante, fica uma coisa bastante interessante, bastante vivificante,
estimuladora, estimula a criatividade, a cole. Então é bem interessante, é fazer por exemplo, café literário, aí se apresenta uma determinada obra, um livro que seja uma temática de interesse para os jovens
também. Um outro ponto que eu ia colocar, a gente sabe que no movimento Espírita do Brasil, se auto denomina cristão tendo em Jesus, como um modelo de virtuos, de referência, é uma questão provocadora para a reflexão também, porque também que nesse contexto, nessa fala cristã, as referências sempre são algo de 2000 anos atrás, aí aparece Cristo e os apóstolos com aquela tônica,
eu fico vendo assim que isso é distante do jovem, é legal assim, um não apagamento histórico, entender o contexto, como é que era a divestimenta na época, mas por que não a base filosófica do pensamento, a essência do evangelho, não está no evangelho segundo o Espiritismo, não está condensado a moral da filosofia espírita, por que tem que sempre se remeter a algo de 2000 anos atrás,
por que esse modelo ético, não seja algo assim, dentro de um contexto mais contemporâneo, com as situações que tem no mundo de hoje, eu vejo as pessoas remetendo sempre a algo de 2000 anos atrás e fica também um pouco descolado do contexto que o
jovem vive. A gente pode trazer o discurso, as problemáticas para a realidade do presente, é o que eu estou tentando dizer para vocês, é como se a gente pudesse transportar essa figura histórica, Jesus para os apóstolos, que são modelos éticos, para o mundo presente, para o mundo de
hoje. Muito boa sugestão, muito boa ponderação, descartar essa ideia meramente reproductiva do conhecimento que consta do cristianismo, até porque o Espiritismo amplia com o evangelho, com a Gênesis, com o céu inferno e com diversas dissertações na revista espírita. Essa contextura, essa explicação, esse entendimento acerca de fatos ou de questões que foram pontuais na passagem de Jesus como encarnado
nesse planeta. Débora, e você? Que iniciativas, que situações você tem visto que são alvícaras, que provocam aí uma esperança da nossa parte de vermos um movimento mais povoado de jovens e uma influência mais decisiva do jovem
nesse contexto do meio espírita? Olha, eu não tenho uma visão tão alvisareira como o Teveu, como disse o Paulo. Normalmente em várias casas que eu, de alguma forma convivo, ou já participei ou me convidaram, eu vejo muito pouca participação dos jovens no meio espírita, exceto como a Claudia colocou, na umbanda, porque eu tenho uma pessoa que estudou na casa que eu trabalho e depois ela foi para umbanda, porque disseram que
não era bom misturar as duas energias e ela optou pela umbanda, que ela sempre sentia um carinho maior tudo. Mas assim, existem muitos projetos engavetáveis e que são muito bons, que são muito bons, por exemplo, quando a gente montou o grupo de teatro, eu para mim sempre tive o pensamento de levar o teatro como trabalho social, que é muito aquilo que propõe a doutrina espírita.
E você levando um tema que tem a ver com a doutrina espírita, por isso que a gente montou um forró numbral. E antes disso, tínhamos feito outras coisas, mas esse daí foi o mais curioso. Mas para vocês terem uma ideia, por exemplo, e algumas casas que a gente ia se apresentar, as pessoas não queriam que tocasse nada de forró, porque podia baixar a vibração da casa, associavam a música, nossa, como é isso? Tem
risada? Tem humor? Não, não pode. Não pode isso, não pode aquilo. E assim, independente do espiritismo, eu acredito na arte e no teatro como um trabalho social. As pessoas se revelam, elas descobrem coisas maravilhosas de si mesmas, quando elas estão num palco, mesmo que seja um palco fictício, aquele que eu determinei, olha, aquele palco é que é
a plateia, não importa, mas isso funciona muito. E assim, aos poucos eu estou experimentando isso numa ONG, sabe? Que tem sido bastante positivo. Mas, por exemplo, dentro de uma casa espírita, é difícil você convencer as pessoas que o teatro pode ser um trabalho social, e que dentro da arte eu posso trazer alguns temas aparentemente mais polêmicos, mas que a gente pode discutir sobre isso e fazer com que a coisa gire,
sabe? Então, a gente tinha, por exemplo, durante um bom tempo, alguns anos, a gente tinha apresentação todo o final de semana em casas diferentes, em lugares muito pequenininhos. E assim, era uma felicidade muito grande você ver a plateia, que eram pessoas participantes do centro espírita, falarem assim, ai que bom, eu nunca tive a
oportunidade de ir ao teatro. E não tem, ainda mais na periferia aqui de São Paulo, que é tudo muito longe, e vejam como é uma coisa que a gente pode unir com uma força muito grande, com uma força muito grande. E dentro das casas espírita está cheio de projetos assim, todos engavetados. Começa aqui, passa por lá, passa por ali, e o conservadorismo acaba fazendo com que tudo isso fique
abafado. E quando a bafa, por exemplo, o jovem não tem vez, o artista não tem vez, porque ai ele vai falar sobre isso, que coisa desagradável, ai essa música não, tá? Você vai sugerir que um casal se formou ali de jeito nenhum, porque senhores pessoas vão pensar que não aqui para casa espírita é que para arrumar um pare, não sei o que, esse tipo de coisa que a gente já
tinha que ter superado há muito tempo, sabe? Por exemplo, se eu sou testibunha de uma mulher trans que teve que parar de trabalhar na sua casa, porque praticamente foi convidada a não fazer nenhuma palestra, nenhuma oratória, por ser uma mulher trans. Aí sabe, aonde a gente está caminhando? As pessoas querem os jovens,
mas não querem ouvi -los. As pessoas querem que os jovens trabalhem, mas que eles trabalhem fazendo exatamente aquilo que eles querem. Sabe, o grande irmão de 1984, George Orwell, ainda continua assim. E dessa forma, como é que eu vou me sentir pertencendo a um espaço, alguma coisa? É desse jeito que o jovem se vê, sabe? E não só o jovem, mas enfim. Por enquanto é isso, Marcelo. Essa identificação do jovem, ela
tem que ser algo correspondente, né? Ela tem que ser uma mão, uma via de duas mãos. Eu me identifico com a casa por quê? Porque eu sou jovem, eu sou espírita e eu preciso de um ambiente para viver a minha juventude, a minha morcidade, em toda a sua amplitude. E nada melhor do que a casa espírita, pelo menos teoricamente, onde se compreende a existência humana com a sua mão de evidência. Outra
expressão de Herculano Pires, né? Somos seres mundividentes no sentido que estamos vivendo ao mesmo tempo. O plano físico e o plano extrafísico. E é na casa espírita que nós temos, porque nas outras agremiações filosófico -religiosas, nós não teremos essa ideia clara de que somos imortais, de que estamos reencarnados, de que temos um passado com realizações boas e ruins, porque somos esse ser dual ainda em transição, ainda
em processo de progresso, de transformação. Então, se tudo isso está no contexto da Doutrina Espírito, por que o jovem não pode se identificar com essa filosofia se expressando como tal? E a correspondência disso é aquele que já foi jovem, que é adulto, que é maduro, enxergar o jovem
como se enxergava naquela época. De alguém que precisa de espaço, precisa de acolhimento, precisa de incentivo, a sua expressão plena, me parece um paradoxo, um contrassenso
que está no âmago da questão. Aí nós reclamamos assim como no ambiente livre -pensador, laico -espírita, nós temos uma instituição nacional, que é a CEPA Brasil, a associação que congrega pessoas que pensam o espiritismo não religioso, o espiritivo no laico, volte e meia esse tema aparece. Por que que as nossas
instituições estão linguando de jovens? Porque mesmo no ambiente laico, nós ainda não conseguimos dar esse espaço de total liberdade à expressão jovem, nós ainda fazemos com que a Débora mencionou. Não, não pode ter forró, não pode ter rock, como alguém comentou aí numa postagem. Não pode ter essa expressão, não pode ter samba. E aí no Rio, Paulo, nós temos vários sambas espíritas, sambas canções maravilhosos, que fazem
parte dessa identidade nacional genuína. Então assim, eu estou falando para pessoas do norte e nordeste, por que que eu não vou ter expressões da musicalidade nordestina e nordista dentro da contextualidade espírita? Qual é o problema? O problema é a dança? O problema é o contexto da instrumentalização musical?
Ou o problema são os preconceitos, as ideias que estão intronizadas nas pessoas, que fazem com que nós pensemos que determinado estilo musical é um estilo mais favorável, a expressão da sexualidade, por exemplo. Então são questões mal resolvidas intimamente, que acabam
respingando no contexto espírita. E está na hora de nós começarmos a rever essas questões sobre pena do Espiritismo, ou do meio Espírita se transformar naquele grande projeto para a coletividade planetária, que ficou na casca, que estava cheio de boas intenções, mas que a prática não correspondia a essas boas intenções. E aqui eu estou fazendo a autocrítica, porque eu, o Paulo e a Débora nos inserimos, assim como vocês
estão participando dessa live, no meio Espírita. Nós não estamos criticando o vizinho ou o terceiro, nós estamos criticando a nós mesmos. O que é que nós devemos fazer para mudar essa realidade? Vamos resgatar um pouquinho de Allan Kardec. Eu queria perguntar a vocês acerca do contexto das 32 obras Espíritas de Allan Kardec, considerando aí os fascicos da revista Espírita e todos os demais opuscos e livros que ele nos
legou. Aliás, o ESCK tem essa característica de não esquecer, nem de colocar em minimização nenhum escrito de Allan Kardec. Todos eles têm validade, têm importância e eles consagram a forma completa com que a filosofia Espírita se destina à humanidade. Mas Kardec, em nenhuma das 32 obras, se dirige expressamente aos jovens. Não trabalha a juventude
Espírita, o jovem Espírita, o moço Espírita. Muito embora tenha trabalhado questões voltadas à arte, questões voltadas à filosofia, questões voltadas à educação, que têm uma correlação, uma
correspondência com o trabalho juvenil. Então, Paulo e Débora, se nós repetíssemos com esmeiro, com a cuidar, o método de Kardec para conversar com os Espíritos, se nós, por meio de evocações ou até mesmo por comunicações espontâneas, estivéssemos revisitando a forma com que Kardec recebeu essas informações das ditas e inteligências invisíveis, o que é que nós deveríamos perguntar a essas inteligências sobre esse tema? Jovem
Juventude Espírita. No caso perguntar os Espíritos, dentro da literatura cardequiana, nas obras fundamentais, eu me lembrei do livro dos médium, o Guia dos Evocadores, se eu não me engano na primeira parte do livro dos médium, o capítulo 3, que é do método, e ali o Allan Kardec ensina a forma da
educação espírita. Então, veja, é interessante, assim, como o Marcelo comentou no campo da chamada evangelização espírita, o livro que é mais divulgado, estudado em Kardec, é o Evangelho Segundo Espiritismo, um dos textos essenciais para o educador espírita está no livro dos médium, que é o capítulo do método, que Allan Kardec ensina, como é que se deve ministrar o conhecimento espírita, e ele fala assim,
para ensinar o Espiritismo não é só do pôbito, do palanque, aquela coisa bancária, mas é na conversação, então Kardec pensava muito no método dialético, e também nos itens que estão lá no método, você fala assim, porque ele começa, como se vai conversar sobre o Espiritismo com quem é incrédulo, depois com quem tem o conhecimento espírita inato, mas que ainda não é, então são vários tipos
de pessoas a uma forma de se conversar. Eu acho que aquele capítulo é bem interessante, assim, num curso de formação de educadores espírita, é o primeiro texto de Kardec que eu daria, assim, sabe, ao público jovem e diverso, então o educador espírita tem que ter essa compreensão, e assim, dentro do contexto desse jovem, da onde esse jovem veio, é de classe média, ou vem de uma da periferia, é o que
ele vive no dia a dia, quais são as questões, conflitos que ele traz, é como no trabalho de educação, é assim, a gente, o professor, ele tem que conhecer a turma, antes de tudo, tem que fazer um diagnóstico, então, especificamente no contexto espírita também, então o educador espírita tem que saber com quem ele está conversando, o que esse jovem quer ouvir, o que ele precisa, há um problema
também de educação falando assim, apenas do Brasil, mas que respinga consequentemente no número espírita, que é assim, a falta do hábito de leitura, dentro da sociedade brasileira, que não é estimulada, e muitas vezes a gente lê por obrigação, ou o jovem entra para a faculdade, iniciação científica, mestrado, doutora, ele vai lê por obrigação aqueles teóricos, então ele associa a leitura
como algo de obrigação, algo que não é prazeroso, e assim, como com a avança da tecnologia, a leitura como um espaço de momento de lajeira tem ficado assim muito de lado, porque as informações podem se buscar nas redes sociais, é TikTok, a coisa que vai passando, as informações prontas e rápidas, e eu aqui não quero de nenhum modo colocar a tecnologia como a vilã, eu acho que a tecnologia está aliada
com a lei do progresso, ela serve para facilitar nossa vida, então hoje a gente tem um exemplo aqui, estamos numa live, algo que há 20 anos atrás era impensável, então a tecnologia é um recurso importante, então o educador espírita tem que, dentro das obras fundamentais ali publicadas por Kardec, no primeiro momento, identificar quais são os testes que vão dar subsídio para o trabalho dele, então eu me
lembrei do método, eu me lembrei também que dentro da revista espírita há publicações assim que são diálogos com o espírito familiar, porque isso é um outro tabu no meu espírito, não ser voca, não ser uma coisa mística, enquanto que Kardec sempre orientava a buscar esse diálogo com o espírito familiar, principalmente o protetor, então num dos diálogos, e agora me foge aqui, onde exatamente está, mas era um
diálogo de espírito familiar com a família, onde tinha participação de todos os membros ali, incluído o filho, então ali o jovem poderia colocar perguntas ao que ele vivem -se, e aonde ele teria conselhos bons para a vida dele, é só um exemplo de como a prática espírita pode ajudar, e pode ser prazerosa, então eu acho que é isso, a gente tem um trabalho que é um pouco ardo, que é um problema de um país que
não lê, na média assim, então tem que associar a leitura como algo prajeroso, começa ali nos pouquinhos, é uma página, e se cria um hábito, então assim dentro da... há outros autores também, mas dentro da literatura cardequeana, tem textos assim que serve como subsídio para o educador espírita, e a texta que pode ser trabalhada com o jovem, você pega lá, ainda no livro dos médios, pega
aquelas comunicações que são apócrifas, dá para trabalhar uma atividade para o jovem assim de crítica, como que o jovem lê e aprende a ter essa reflexão crítica sobre o que está lendo, isso é muito da juventude hoje que a gente está permeado de fake news, e assim como comunicações mediúnicas também que são espalhadas, divulgadas, então assim, aí é habilidade do educador espírita, porque é isso, também tem uma
questão de vocação, nem todo trabalhador espírita tem a vocação, ao amor em trabalhar com os jovens, aí vai numa questão de habilidade, então se você tem mais habilidade em trabalhar com assistência social, trabalha com assistência social, se você tem mais habilidade em trabalhar com divulgação, comunicação, trabalha com comunicação, quem tem a habilidade em trabalhar com os jovens, então ele vai
construir uma didática aonde vai favorecer esse conhecimento espírita para que possa ser prazeroso e uma atividade dinâmica aonde o jovem pode estar aprendendo com prazer, e principalmente internalizando
aquele conhecimento que está sendo transmitido aí. Paul, um dos nossos especialistas em revista espírita, o Enri Neto, está resgatando esse texto que você mencionou, pedir para colocar na lousa, está no mês de setembro de 1859, titulado Lá de uma família espírita, está aí, esse mesmo, pode recolocar, não está agrudando, agora agrudou, deixa ele aí um pouquinho, então está mencionando a fonte, para quem quiser
depois pesquisar as edições hoje, felizmente você falou aí, há 20 anos não se pensava em lives como essas que nós fazemos, também há 20 anos atrás não tínhamos disponíveis no meio da internet as edições digitalizadas da revista espírita, e aí o que que
acontecia nas casas espíritas? Muitas casas espíritas não compravam as edições impressas, ou as que tinham colocado lá naquela estante de obras raras onde ninguém podia tocar, nem foliar, durante muito tempo convivemos com essa realidade, e agora elas estão disponíveis por várias editoras, só o nosso público tem que tomar cuidado, eu sempre digo, tanto em relação aos fascículos da revista espírita, como as outras
obras de Allan Kardec, comparar, porque tem muito sitio, tem muito blog, tem muito endereço na internet, que publica versões estranhas das obras de Kardec, versões, né, enrique, adulteradas, que contém conteúdos que são bem distantes daquilo que está naquela que nós reputamos ser a tradução mais fiel, que é, por exemplo, a tradução de Herculano Pivis e João Teixeira de Paula, que
fizeram um trabalho, e no caso da revista espírita a tradução de Júlio Abreu Filho, publicada pela Edsel, que é uma referência para nós em termos de conteúdo. Agora, vou te colocar aí também nesse espaço aí de colocação das ideias que podem ser consideradas como boas iniciativas, como se nós tivéssemos aqui fazendo um mural, painel das boas iniciativas envolvendo o trabalho juvenil de
adolescentes e jovens nas instituições espiritas. Tem algum elemento a agregar nesse segmento? Ora, Marcelo, eu sempre pensei muito na... concordo com o Paulo na questão da leitura, porque principalmente a gente não é estimulado a ler para pensar, sabe? Você lê, engole tudo aquilo e tudo bem. Concordo quando o Paulo, quando ele fala do livro dos médiums, é um livro preterido dentro
da casa espírita. Deberia ser mais bem explorado nesse sentido, principalmente porque normalmente aqueles que são expositores e que falam um pouco sobre o livro dos médiums, uma boa parte não explica, só lê e fica por isso mesmo. Aí então fica eu com cara de pastel desse lado, o outro do outro e ninguém entende absolutamente nada, entendeu? Então,
assim, imagine a questão da evocação. Eu fico pensando, já pensei muito, de colocar isso para o jovem, como seria importante? Porque muitas vezes eu vejo muita casa espírita fugindo do fenômeno. E daquele fenômeno que seria simples, que é assim, uma casa espírita, vamos conversar com os espíritos. E
não se pode fazer isso. Porque de alguma forma, além de você estar ensinando ao jovem, você está propondo a ele uma responsabilidade que vai um pouquinho além, sabe? De ele perceber não só a questão da leitura, mas dele como participante, como médium. Se não for o médium que está dando a comunicação por psicofonia, ou seja, lá como for, mas a responsabilidade de quem está ouvindo e fazendo um
pensamento crítico sobre aquela manifestação. Isso seria extremamente positivo, mas não se tem mais esse tipo de prática. Por isso que eu disse que o livro dos médiums ele é pretenido. E, por exemplo, assim, eu vejo que o teatro estimula muito a leitura. Porque, assim, se eu não sei o que eu vou falar, o meu público também não vai entender. Para eu contar uma história, eu
tenho que saber como dizer. E isso inclui a questão de falar melhor, tirar alguns vícios de linguagem, não cortar erros e esses e tudo. E eu já vi na prática pessoas que tinham dificuldade imensa de leitura florecerem. Isso é maravilhoso. E você pode pegar alguma coisa com matemática espírita e, mesmo que não seja, você adapta. Vamos entender esse texto com uma visão diferente, metafísica. Imagine se fosse assim, imagine se
fosse sado. Por exemplo, imagine o Plouft, o Fantasminha, dentro de uma casa espírita. Eu tenho esse projeto. Ainda não coloquei em prática. Quem sabe um dia. Então, assim, você pode trazer muitos questionamentos que, junto com o livro dos médiums, o que está ali, por exemplo, na Pedagogia Espírita que o Herculano coloca, tão brilhantemente, um livrinho tão
pequenininho, mas tão bom de se ler. Que assim, você vai estimular o jovem, a criança, a crescer, questionando mais, querendo se conhecer com uma visão mais ampla desse mundo, sabe, do que tem por aí. E essa é uma grande proposta da doutrina espírita, né? Então, por exemplo, tem muita gente que chega para mim e fala, mas eu não gosto de ler. Eu falei assim, comece lendo um conto. Comece
lendo alguma peça, curtinha. Curtinha, porque é mais fácil às vezes de entender. E você vai tomando gosto por isso, sabe? Vai em alguma consulta da Gênesis, que traz tanta explicação para nós, e que a gente quase não ouve dentro da Casa Espírita. Existem n possibilidades de coisas que a gente usa, tecnologia, adaptação e tudo, mas assim, é preciso
abrir um pouco mais os canais. Porque, por exemplo, você falou dos conservadores, Marcelo, né? Aqueles que já foram jovens, né? E que depois chegam num determinado ponto na Casa Espírita. Eu penso assim, eu falei, gente, como o poder é sedutor, né? A pessoa às vezes acha que sabe, acha que leu, leu metade às vezes do livro dos Espíritos, mas como sabe falar, decora e salteava algumas coisas,
acha que é técnico, acho que é maravilhoso. E aí, essa pessoa vai tornando aquela empáfia de que sabe. Eu sei de tudo. Alguém colocou aí no comentário, eu tenho 30 anos de Espiritismo. Quem é você para mim? Deu uma travadinha para mim. Bom, vamos ver se a Débora consegue voltar, porque deve ter dado um problema na internet. Mas é bem isso, né? Esse espaço precisa ser conquistado, mas também precisa ser fomentado, né,
Paulo? Nós temos que ter a ideia de que muito do que acontece, as que a Débora voltou, vamos deixar ela concluir, muito do que acontece é cor -responsabilidade nossa. Vai lá. Os Espíritos estão falando, para de falar, mulher. Mas assim, não sei se deu para
pegar, eu não sei aonde travou, tá? Mas a ideia era essa, por exemplo, tanta coisa que a gente pode unir com a arte, com a música, com o estímulo ao estudo, e que a gente está deixando passar. Eu estava falando dos conservadores, né? Eu acho que deu para completar o pensamento. A gente não pode esquecer daquilo que foi. Como diria o Fernando Pessoa, sabe? Aquela criança que foi ali na
beira da estrada, eu vou te encontrar de novo. Eu vim encontrar você para te dizer quem eu sou agora. Então, assim, muitas coisas que o próprio Espiritismo nos propõe, e que no meio, o Espírito não é praticado nem é falado. Daquilo que o Kardec falou, que o Herculano Pires falou, que o Leão Denis falou, tem gente que nunca ouviu falar sobre isso. Só ouviu daqueles que você já
sabe, não preciso nem repetir. Muito bom, eu vou resgatar aquele texto, serão conservadores, os jovens e espíritas amanhã, e vamos colocar no nosso portal, nos próximos dias estará disponível, para a gente fomentar novamente essa questão, que o Establishment, que é o status core, que é a força da autoridade dos cargos e das funções, acabam vinculando as pessoas e afastando -as daquelas ideias
iniciais, aquelas ideias de transformação de progresso, que são tabuacumum em termos de pensamento, de
filosofia, mas também de prática espírita. A gente não vamos partir para o nosso encerramento, a gente está menos adiantado da hora aqui, e eu vou dar espaço primeiro para Débora, depois para o nosso convidado Paulo Olí, para que façam as suas considerações finais, se despedindo a ele pessoal, e aguardando lá na salinha do chá, para que a gente depois possa fazer a nossa conclusão do trabalho de
hoje. Olha, Marcelo, o que eu tenho para dizer assim é que como seria muito bom a gente poder resgatar o que é o Espiritismo verdadeiramente. Acho que só nesse passo, e pode ser que a gente chame muito mais gente jovem para dentro do meio Espírita, porque está tudo muito estagnado, muito parado, muito cristalizado em determinadas coisas, que parece que ninguém quer sair desse lugar que de repente se tornou
confortável para uma porção de gente. Então, assim, o que eu tenho a dizer é que a nossa luta sempre continua, sabe? E que a gente pode ampliar muito mais nas nossas proposições de conversar com as pessoas e deixar que elas sejam exatamente aquilo
que elas são, sabe? Porque nós estamos num momento que, não só os jovens, mas dentro da Casa Espírita, a gente pode fazer muita coisa, e os próprios trabalhadores estão se sentindo desestimulados a fazer qualquer coisa diferente, que saia do
lugar comum. Então, assim, a minha vontade de dizer para as pessoas leiam, questionem, busquem cadê, que é uma coisa maravilhosa, não aquilo que muitas vezes a gente vê e que não gosta, que é chato, que é bocejante, que é isso que é aquilo, principalmente das palestras. Então, eu só quero ler um trechinho de um poema do Fernando Pessoa, que diz o seguinte, dizem que finge
ou minto tudo que escrevo, não. Eu simplesmente sinto com a imaginação, não uso o coração, tudo que eu sonho ou passo, o que me falho ou finda, é como que um terraço sobre outra coisa ainda, e essa coisa é linda. Muito bem, muito bem, agora sempre poetizando as nossas lives e dando aí um colorido muito especial. Só para não ficar falo de contexto, eu acabei em
bicorporeidade colocando o KKK Kareli, né? Porque o nosso amore disse que ele já foi jovem conservador e agora ele é um velho encrenqueiro. Não, amore, todos nós devemos ser libertários, esquecer aí o conservadorismo e não sermos encarados, sejamos jovens ou adultos ou mais maduros, como encrenqueiros.
Não ser que encrenqueiro seja aquele que quer sacudir as estruturas e buscar uma outra forma, que é o que nós estamos propondo já bastante tempo, mais de sete anos, com o Espírito
com o Kardec. Nós não viemos para passar pano em nada, nós não viemos para manter as estruturas como estão, nós viemos para participar da reconstrução deste movimento espírita, que precisa de uma saco de dela para não se tornar apenas uma mera religião salvationista, porque isso não foi proposta de Kardec,
nem deve ser a nossa. Muito obrigado Débora pela sua alegria, pela sua postura sempre artística, que tanto em beleza as nossas lives. Pesso para você esperar mais um pouquinho lá na sala do Chá, porque a gente vai ouvir o Paulo e depois partir para os nossos considerando os finais. Eu quero, nas minhas falas aqui, que os finais da live demonstratam a minha gratidão e a alegria de poder compartilhar esse
momento. Foi para mim um momento de aprendizado pelo que eu vi do Marcelo, da Débora, bastante benéfico, muito legal. E minha relação com o Espiritismo é de amor, com o Espiritismo e com o Kardec, por tudo em que essa filosofia influencia positivamente na minha vida. Mas eu não digo que é um amor, no sentido reacionário de agarrar, de ficar preso aquilo ali, enrizecido e enzeçado, mas a partir
daquilo ali, dessa estrutura. E assim, para mim a importância do Espiritismo e por tudo isso que a gente debateu, é para a gente refletir na nossa vida, de que forma essa teoria pode me ajudar no autoconhecimento, eu como pessoa, com meus conflitos, com tudo que eu preciso melhorar. A partir do momento que eu faço esse exercício diário, a gente também começa a
pensar da nossa contribuição aonde a gente está. Se a gente trabalha com o meio espírita, com um grupo que não é ligado a nenhuma instituição, ou que é ligado e filiado a um movimento federativo, majoritário, mesmo com todas as problemáticas que a gente discutiu aqui, o que eu acho importante é o que eu posso fazer, aonde eu estou, que eu posso
melhorar e deixar um mil de legado. Eu acho que esse é o pensamento, fazer dá o nosso melhor do que a gente pode. Isso de algum modo é praticar o amor que os bons espíritos falam. Eu poder ajudar o próximo dando melhor de si, de que forma eu posso fazer isso. Eu acho que são as reflexões que eu gostaria de deixar aqui. Que
bom, Paulo. Fazia muito tempo que nós queríamos lhe trazer para essa bancada do ESCK esse espaço mais democrático da internet espírita brasileira, porque permite que cada um possa trazer de forma fraterna, de forma dialogal, dialógica, dialética as suas ideias a respeito da teoria e da prática espírita. Ficamos muito contentes que você aceitou o nosso convite. Era
um namoro antigo que agora virou casamento. Sinta -se já membro no horário do ESCK e que a gente possa te trazer outras vezes para travarmos esse diálogo construtivo e apresentarmos não só as críticas, mas as alternativas de reconstrução do movimento espírita do qual todos nós fazemos parte. Ficamos muito felizes e esperamos que tiver mais uma vez
futuramente nessa bancada do nosso ESCK. Aguardo um pouquinho lá para que a gente possa fazer a nossa conclusão desse trabalho tão importante. É isso, minha gente. Estamos chegando ao final de mais uma live, a primeira live desse segundo semestre, a retomada desse nosso trabalho que encampa pelo menos duas lives por mês, onde aqui trabalhamos com os temas mais importantes que julgamos nós serem do
cotidiano espírita. Até coloquei em dois comentários a frase de um outro artigo nosso chamado A Plauso nas Instituições Espíritas em que nós reportamos essa ideia da importância do jovem nessa contextual e da valorização desse ímpeto juvenil no sentido do rejuvencimento das estruturas espíritas. Dizemos nós, os jovens, quase sempre os realizadores de apresentações artísticas, sejam elas cênicas ou
musicais, ainda são vistas como um gueto. Lutam ardua e corajosamente para garimpar seus espaços e demoram muito, muito tempo mesmo para obter a valorização do bom e do belo trabalho que fazem. Esperamos nós que o legado para gerações que aí estão e para as novas gerações possa ser melhor do que aquele que nos recebemos.
Então, fazermos aí algum trabalho no sentido de darmos esse espaço necessário aos jovens, de trazer os jovens para a ambiência completa das instituições espíritas a fim de fomentarmos um constante aproveitamento do jovem nas atividades integrais dentro das instituições espíritas. Agradecemos a você que esteve conosco
aí, nesse quase uma hora e 45 minutos de atividade. Aí está o link do artigo que nós referenciamos, se você quiser acessar, fica aí a disposição, chama -se ele o aplauso nas instituições espíritas. São algumas reflexões que nós fazemos em torno dessa necessidade de participação do jovem no contexto espírita. Então, ficamos felizes com a sua presença. Espero que você tenha gostado dos
debates que tivemos hoje. Se gostou, ajude -nos a difundir o nosso canal, o conteúdo dessa live e daqui a duas semanas estaremos juntos. No último final de semana de agosto, para tratarmos do tema o Espiritismo em Psicanálise. É um movimento espírita em Psicanálise, onde vamos trazer um psicanalista, nosso amigo, para tratar dessa temática e imprimir uma visão importante da atualidade, a nossa
contextualização espírita. Agradecemos, uma vez mais, a nossa técnica, aqueles que estiveram na retaguarda, Evandro, Nelson, Claudia, Manoel, Júlia. Espero não ter esquecido de ninguém que possam aí nos ajudar sempre a concretizar esse projeto, que é tratar o Espiritismo a sério, mas com alegria, com confraternização, com entretenimento, deixando esse espaço cada vez mais leve. Que possamos nos ver, então,
daqui a 15 dias, em mais uma live do ESCK. Nosso abraço, o nosso beijo. Tchau, até a próxima. Legendas pela comunidade de Amara .org
