O livro dos Espíritos [i9] Introdução ao estudo da Doutrina Espírita IX - podcast episode cover

O livro dos Espíritos [i9] Introdução ao estudo da Doutrina Espírita IX

Jun 24, 20249 minSeason 2Ep. 172
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Transcript

Olá, meu amigo, olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos a introdução ao livro dos Espíritos. Hoje nós veremos o item número 9, que continua tratando da apresentação da doutrina espírita e também das contestações que se fazia na época. Imagine que esse era o primeiro

livro, era uma novidade para o mundo. Então Kardec teve esta delicadeza de fazer essa introdução antes de apresentar as perguntas e as respostas dos Espíritos, as perguntas que Kardec simulou, fez, e a resposta dos Espíritos por meio de milhares de médios, milhares de Espíritos no mundo inteiro. Então, sem demora, vamos para o texto de hoje. O movimento dos objetos é um

fato incontestável. A questão está em saber -se, nesse movimento, há ou não uma manifestação inteligente e, em caso de afirmativa, qual a origem dessa manifestação. Não falamos do movimento inteligente de certos objetos, nem das comunicações verbais, nem das que o médium escreve diretamente. Este gênero de manifestações, evidente para os que viram e aprofundaram o assunto.

Não se mostra, a primeira vista, bastante independente da vontade, para afirmar a convicção de um observador novato. Não trataremos, portanto, se não dá escrita obtida com o auxílio de um objeto qualquer munido de um lápis, como cesta, prancheta, etc., a maneira pela qual os dedos do médium repousam sobre os objetos de desafia, como atrás, dissemos, a mais consumada destreza de sua parte no intervir, de

qualquer modo, no traçar das letras. Mas admitamos que há alguém, dotado de maravilhosa habilidade, seja isso possível e que esse alguém consiga iludir o olhar do observador, como explicar a natureza das respostas, quando se apresentam fora

do quadro das ideias e conhecimentos do médium. E notice que não se trata de respostas monosilábicas, porém, muitas vezes, de numerosas páginas escritas com admirável rapidez, quer espontaneamente, quer sobre determinado assunto. De sob os dedos do médium menos versado em literatura, surgem de quando em quando poesias de impecável e sublimidade pureza, que os melhores poetas humanos não se dedignariam de

subscrever. O que ainda torna mais estranhos esses fatos é que ocorrem por toda parte que os médiums se multiplicam ao infinito. São eles reais ou não? Para esta pergunta só temos uma resposta, ve de observar. Não vos faltaram ocasiões de fazê -lo, mas, sobretudo, observar repetidamente, por longo tempo e de acordo com as condições exigidas, que respondem a essa evidência aos antagonistas, os vítimas do charlatanismo

ou joguete de uma ilusão. Diremos, primeiramente, que a palavra charlatanismo não cabe onde não aproveito. Os charlatãs não fazem grátis o seu ofício. Seria, quando muito, uma

mistificação. Mas por que, singular coincidência, esses mistificadores se achariam um acorde de um extremo ou outro do mundo para proceder do mesmo modo, produzir os mesmos efeitos e dar sobre os mesmos assuntos, em línguas diversas, respostas idênticas, se não quanto a forma, pelo menos quanto ao sentido? Como compreender -se que pessoas austéras, honradas e instruídas se prestassem a tais manejos? E

que um que fim? Como acharem crianças a paciência e a habilidade necessárias a tais resultados? Porque se os médios não são instrumentos passivos e indispensáveis, se eles fazem habilidade, conhecimentos incompatíveis com a idade infantil e com certas posições sociais? Ele está questionando se realmente, como se dizia, agora estamos falando da

mediunidade, que as pessoas são todas enganadas. Os médios não passam de farçantes, ou aproveitadores e tudo mais, e ele está dizendo que estranho, toda a gente no mundo inteiro virou charlatão, que não está ganhando nada, está fazendo só por diversão, e pessoas, até crianças, que trazem mensagens muito completas e que denotam um conhecimento muito superior

ao que tem. Vamos lembrar aí do nosso querido Chico Xavier, que o primeiro livro dele, recomendo que vocês leiam, é lindíssimo, chama -se Parnassus de Alintúmulo. É uma coletânea de poesias, de diversos autores desencarnados, e que muitas academias, estes poemas foram submetidos. Por exemplo, um autor X, eles compararam com um estilo, com um jeito, desse autor em vida, e chegaram a

conclusão, que é exatamente assim. Agora, pensa, o Chico, jovenzinho de tudo, teria capacidade, não por ser burrinho, Chico nunca foi burrinho, sempre foi uma pessoa que lia muito, muito instruída, então assim, não tem nenhum demérito, ele sempre foi uma pessoa muito capaz, e o médium precisa ser capaz para poder interpretar melhor tudo que vem do

mundo espiritual. Mas, no primeiro livro, ele conseguiu fazer um feito que deixou a sociedade completamente espantada. Vamos concluir o texto de agora, vamos lá. Dizem então que, se não a fraude, pode haver ilusão de ambos os lados. Em boa lógica, a qualidade das

testemunhas é de alguma importância. Ora, é aqui o caso de perguntarmos se a doutrina espírita, que já conta milhões de adeptos, só os recruta entre os ignorantes, os fenômenos em que elas se baseia são tão extraordinários que

concebemos a existência da dúvida. O que, porém, não podemos admitir é a pretensão de alguns incrédulos, a de terem o monopólio do bom senso e que, sem guardarem as conveniências e respeitarem o valor moral de seus adversários, tachem, com desplente, de neptos os que lhes não seguem o

parecer. Aos olhos de qualquer pessoa judiciosa, a opinião das qui, esclarecidas, observaram do Hante muito tempo, estudaram e meditaram uma coisa, constituirá sempre, quando não uma prova, uma presunção, no mínimo, a seu favor. Visto ter logrado prender a atenção de homens respeitáveis, que não tinham interesse algum em propagar erros, nem tempo a perder com futilidades. Entendeu?

É bem isso, né? Não faz sentido nenhum atribuir a doutrina espírita esse charlatanismo, essa coisa. Não estou dizendo que não tenham pessoas no meio, pessoas que são médiums, ou que são médiums e forçaram a barra e começaram a escrever um monte de livro absurdo, besta, babaca. Tem e famosos ainda, hein? Ele precisa prestar muita atenção, porque o médium não significa que ele nunca

foi médium, mas significa que ele aloprou. Ele deixou de seguir as doutrinas lógicas da doutrina espírita, né? E se convenceu que era o supra -sumo, aí escreveu um monte de borracha, um monte de porcaria, e em nome de tal e tal espírito, na verdade, não passa da opinião pessoal do próprio

médium. Isso pode acontecer com qualquer médium, qualquer médium, por mais consagrado, entre aspas, no meio espírita, que este médium possa ser, ele está sujeito a errar e errar feio, aquela história, quanto mais alto o tombo é maior. Então, nós temos exemplo aí, não é de um, de dois, não, de vários médiums que fizeram muita besteira, estão fazendo muita besteira, dizendo que é nome de

espíritos, e não é, né? Então, a gente precisa sempre lembrar de todos os ensinamentos da doutrina espírita, especialmente do livro dos médios, para saber o que é realmente verdade, o que faz sentido. E Kardec está falando justamente sobre isso, ele diz assim, se você quiser contestar primeiro estúdio, não vem falando que é um bando de idiota que está

seguindo falsários, ok? Vamos encerrar por hoje, no próximo episódio, vamos estudar o décimo item da introdução ao livro dos Espíritos, como sempre, eu te espero, obrigado pela sua presença, até o próximo, tchau! Legendas pela comunidade de Amara .org

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