Olá, meu amigo, olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos a introdução do livro dos Espíritos. Nós estamos aí numa sequência, hoje vai ser o sétimo item, que Kardec está nos apresentando sobre as razões que a Doutrina são levadas a sério, é um projeto muito completo, muito instigante e investigativo, feito com metodologia, com seriedade, por pessoas muito
sérias. Então ele está apresentando, vamos para o texto. Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a doutrina espírita que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova, com grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de
firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, leveannamente sem tudo ter visto, que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis.
Ainda menos saberíamos dá -los a alguns que, para não decairem da reputação de homens de espírito, se afadigam por achar um lado burlesco das coisas mais verdadeiras, ou tidas como tais pessoas cujos saber caráter e convicções lhes dão direito a consideração de quem quer que se preze de bem educado. Abstenham -se, portanto, os que entendem não serem dignos de sua atenção os fatos.
Ninguém pensa em lhes violentar a crença, concordem pois em respeitar as dos outros. Aquela história, se julga antes de conhecer, o que Kardec está falando é isso. Ok, você não quer acreditar o problema seu, só que não venha julgar sem conhecer. Primeiro estude tudo, depois a gente pode conversar sobre o o que caracteriza um estudo sério é a continuidade que
se lhe dá. Será de admirar que muitas vezes não se obtém a nenhuma resposta, sençada a questões de si mesmas graves, quando propostas ao acaso e a queima a roupa, em meio de uma aluvião de outras extravagantes. De mais, sucede frequentemente que, por complexa, uma questão, para ser elucidada, exige a solução de outras preliminares ou
complementares. Quem deseja tornar -se versado numa ciência tem que já estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadiamento e o desenvolvimento das ideias. Que adiantará aquele que, ao acaso, dirigir a um sábio perguntas cerca de uma ciência cujas primeiras palavras ignore. Poderá o próprio sábio, por maior que seja a sua boa vontade, dar -lhe resposta
satisfatória. A resposta isolada, que der, será forçosamente incompleta e quase sempre, por isso mesmo, ininteligível ou parecerá absurda e contraditória. O mesmo ocorre em nossas relações com os espíritos. Quem quiser com eles e instruir -se tem que com eles fazer um curso, mas, exatamente como se procede entre nós, deverá escolher seus professores e trabalhar com
a ciduidade. Dizemos que os espíritos superiores somente as sessões sérias acorrem, sobretudo as em que reina perfeita comunhão de pensamentos e de sentimentos para o bem. A levendade e as questões sociosas usam a fastão, como, entre os homens, afastam as pessoas criteriosas. O campo fica, então, livre a turba dos espíritos mentirosos e frívolos. Sempre há espreita de ocasiões propícias para zumbarem de
nós e se divertirem a nossa custa. Que é o que se dará com uma questão grave em reuniões de tal ordem? Será respondida, mas, por quem? Acontece como se há um bando de doidivanas, que estejam a divertir -se, propuser -se -as estas questões, que é a alma. Que é a morte e outras tão recreativas quanto essas. Se queréis respostas cisudas, a vez de comportar -vos com toda a cisudez na mais ampla acepção do termo e
de preencher todas as condições reclamadas. Só assim obteréis grandes coisas. Sede, além do mais laborióis e perseverantes nos vossos estudos, sem o que os espíritos superiores vos abandonarão, como faz um professor com os discípulos negligentes. Então, é meio que um aviso rápido para dizer assim, ó, se você não entende da coisa e não está a fim de estudar, não venha a
zombar, não venha a falar absolutamente nada. Porque para você zombar ou criticar alguma coisa, tem que ter profundamente de causa, profundidade de causa. Esse texto de hoje é praticamente isso. Já estava prevendo que muita gente ia falar besteira. Não tem um monte de irmãos e irmãs de outras fés, até cristãos, que dizem que centro espírito é um lugar de manifestação do capeta. E
não tem ideia. Nunca passaram nem em frente de cento espírito, não sabem o que está acontecendo, não sabe o que se faz, ajuda para comunidade, um monte de coisa. E já saí jogando. Então, o Kardec já previo isso e ele falava desde o princípio. Tá bom? Por hoje o texto acabou. No próximo episódio nós vamos continuar estudando esta introdução. Como sempre, eu te espero e muito obrigado pela sua
presença. Até o próximo. Tchau.
