O livro dos Espíritos [i7] Introdução ao estudo da Doutrina Espírita VII - podcast episode cover

O livro dos Espíritos [i7] Introdução ao estudo da Doutrina Espírita VII

Jun 10, 202412 minSeason 2Ep. 170
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Transcript

Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos a introdução do livro dos Espíritos. Na última, no último programa, nós vimos um belo resumão sobre o que é a doutrina Espírito. Isso você não viu, dá uma olhadinha lá no episódio número 6 da introdução e agora a gente vai acompanhar as objeções que contrapõe a doutrina espírita, especialmente na

época de Kardec. Então, vamos em demora para o texto de hoje. Para muita gente, a oposição das corporações científicas constitui, senão uma prova, pelo menos forte presunção contra o que quer que seja. Não somos dos que se surgem controssábios, pois não queremos dar asa que de nós digam que escociamos. Têmulos, ao contrário, em grande apresso e muito honrados

nos julgaríamos se fossemos contados entre eles. Suas opiniões, porém, não podem representar, em todas as circunstâncias, uma sentença irrevogável. Desde que a ciência sai da observação material dos fatos, tratando de os apreciar e explicar o campo está aberto às conjeturas. Cada um arquiteto seu sistemazinho, disposto a

sustentá -lo com fervor para fazê -lo prevalecer. Não vemos todos os dias as mais opostas opiniões serem alternativamente preconizadas e rejeitadas, ora repilidas como erros absurdos para logo depois aparecer improclamadas como verdades incontestáveis. Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos ruízos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a

dúvida se justifica no homem ponderado. Então Kardec começa apresentando como é que a ciência funciona. E a doutrina espírita tem uma metodologia não científica atual, por exemplo, mas aqui Kardec considerava, já que ele fazia parte da academia de ciências e considerava interessante adotar, né? Para não se evitar fraude, comprovação, bom senso e tudo mais. Vamos

continuar. Com relação às coisas notórias, a opinião dos sábios é, com toda razão, fidedigna, por quanto eles sabem mais e melhor do que o vulgo. Mas no tocante a princípios novos, há coisas desconhecidas, essa opinião quase nunca é mais do que hipotética. Por isso que eles não se acham menos que os outros,

sujeitos a preconceitos. Direi mesmo que o sábio tem mais preconceitos que qualquer outro, porque uma propensão natural leva a subordinar tudo ao ponto de vista de onde mais aprofundou os seus conhecimentos, o matemático não vê prova senão numa demonstração algébrica. O químico refere tudo à ação dos elementos etc. Aquele que se fez um especialista prende todas as suas ideias

à especialidade que adotou. Tirai o daí o vereis quase sempre desarrasuar, por querer submeter tudo ao mesmo cadinho. Consequência da fraqueza humana. Assim, pois, consultarei do melhor grado e com a maior confiança, um químico sobre uma questão de análise, um físico sobre a potência

elétrica, um mecânico sobre uma força motriz. Ande eles, porém, permitir -me, sem que isto afeite a estimar que lhe dá direito o seu saber especial, que eu não tenha em melhor conta as suas opiniões negativas acerca do Espiritismo, do que o parecer de um arquiteto sobre uma questão de música. As ciências ordinárias assentam nas propriedades da matéria, que se pode experimentar e

manipular livremente. Os fenômenos espíritas repousam na ação de inteligências dotadas de vontade própria e que nos provam a cada instante não se acharem subordinadas aos nossos caprichos. As observações não podem, portanto, ser feitas da mesma forma. Requer em condições especiais e outro ponto de partida. Querer submeter -las aos processos comuns de investigação é

estabelecer analogias que não existem. A ciência, propriamente dita, é, pois, como ciência, incompetente para se pronunciar na questão do Espiritismo. Não tem que se ocupar com isso e qualquer que seja o seu julgamento, favorável ou não, nenhum peso poderá ter. O Espiritismo é o resultado de uma convicção pessoal, que os sábios, como indivíduos, podem adquirir abstração feita da qualidade de sábios.

A soberana mente lógico imaginasse que um homem devia ser grande psicologista porque é iminente, matemático ou notável anatomista. Discocando o corpo humano, o anatomista procura a alma e porque não encontra debaixo do seu escalpelo como encontra um nevo. Ou porque não haver enrolar -se e volar -se como um gas conclui que ela não existe, colocado num ponto de vista exclusivamente material. Sex

que tem a razão contra a opinião universal? Não. Vejos portanto que o Espiritismo não é da alçada da ciência. Olha que interessante. O Espiritismo usa a metodologia científica, não metodologia atual, mas, assim, usa a pesquisa científica para se certificar a de que não é fraude, contrapõe, vê coisas. Mas a ciência é uma coisa que está sempre em evolução.

Portanto, compostos químicos novos são descobertos, teorias são comprovadas, mesmo depois de muito tempo, coisas são contraditas. A ciência vive assim, ela é viva. Só que, por exemplo, a ciência vai fazer um experimento com o gas, o comportamento do cigarras vai ser sempre o mesmo. Agora, você querer que isso aconteça quando você está falando com gente desencarnada, mas ainda gente, é querer demais.

Tanto que, se vocês veem, por exemplo, vamos falar de pesquisa política, tem uma margem de erro, tem um monte de porém que não dá muita certeza porque são pessoas. Quando a gente entra na área de pessoas, as coisas não são exatas assim. Até com medicamento, com uma pessoa funcionando um jeito, com outra pessoa funcionando de outro jeito, às vezes ao avesso. Então

por que que se exige assim? Então o Espiritismo devia fazer uma experiência para provar e pronto e acabou. Não é tão simples assim, é isso que o Kardec está nos dizendo. Obrigá -los a se ocuparem com um assunto estranho que não lhes está nem nas

atribuições, nem no programa. Enquanto isso não se verifica, os que, sem estudo prévio e aprofundado da matéria, se pronunciam pela negativa e escarnacem de quem não lhes subscreve o conceito. Esquecem que o mesmo se deu com a maior parte das grandes descobertas que fazem honrar

a humanidade. Esponhe -se a ver seus nomes alongando a lista dos ilustreis proscritores das ideias novas inscritos a par dos membros da douta assembleia que, em 1752, acolheu com retombante gargalhada a memória de Franklin sobre os

porarraios, julgando. A indigna de figurar entre as comunicações que lhe eram dirigidas e dos daquela outra que ocasionou perder a França as vantagens da iniciativa da Maria Vapor, declarando o sistema de fula ter um sonho irrealizável. Entretanto, essas eram questões da alçada daquelas corporações.

Ora, cittais assembleias que contavam em seu seionata dos sábios e do mundo só tiveram a zumbaria e o zarkasmo para ideias que elas não percebiam, ideias que, alguns anos mais tarde revolucionaram a ciência, os costumes e a indústria. Como esperar que uma questão alheia aos trabalhos que lhes são habituais? Alcança

hoje das suas congêneres melhor acolhimento. Esses erros de alguns homens eminentes com quanto deploráveis pra memória deles não lhes diminuem os méritos dos títulos que obtiveram e com eles conquistaram a nossa estima, mas será preciso após se

de um diploma oficial pra se ter bom senso? Da si a que fora das cátedras acadêmicas só se encontrem, tolos e imbecizes, digam -se de lançar os olhos para os adeptos da doutrina espírita e digam, se só com ignorantes deparam e se a imensa elegião de homens de mérito que a tem abraçado autoriza seja ela tirada ao

hols das crendices e de simplórios. O caráter e o saber desses homens dão peso a esta proposição, pois que eles afirmam forçoso reconhecer que alguma coisa há. Especialmente na época de Kardec ele foi muito ridicularizado e também todos que seguiam a doutrina espírita, especialmente porque eles contrariavam a poderosa igreja católica da época e também já tinha passado a reforma protestante, mas quem engloçava a voz

realmente era a igreja católica e obviamente ridicularizavam, falavam que era coisa do demônio, os padres, os bispos e enfim todo clero descia a lenha na doutrina espírita. Então por isso que temos aí estas explicações aqui no comecinho do livro dos Espíritos que foi, como você sabe, em 1857 a primeira obra que deu origem a doutrina espírita. Terminando o texto de hoje vamos lá.

Repetimos mais uma vez que, se os fatos aqui aludimos se ouvissem reduzido ao movimento mecânico dos corpos, ainda a gação da causa física desse fenômeno caberia no domínio da ciência, porém, desde que se trata de uma manifestação que se produz com exclusão das leus da humanidade, ela escapa à competência da ciência material, visto não poder explicar se por algarismos

nem por uma força mecânica. Quando surge um fato novo que não guarda a relação com alguma ciência conhecida, o sábio, para estudá -lo, tem que abstrair da sua ciência e dizer a si mesmo que o que se lhe oferece constitui um estudo novo. Impossível de ser feito com ideias

preconcebidas. O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro, mesmo aqueles cujas ideias são as mais falsas, se apoiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível. Os que outra hora repeliram as admiráveis descobertas de que a humanidade se honra, todos endereçavam seus apelos a esse juiz, para

repelir lá. O que se chama razão não é muitas vezes senão orgulho desfarçado e quem quer que se considere infalível apresenta -se como igual a Deus. Dirigimos -nos, pois, aos ponderados, que duvidam do que não viram, mas que, julgando do futuro pelo passado, não creem que o homem haja chegado ao apogeu nem que a natureza lhe tenha

facultado ler a última página do seu livro. Muito bem, e ele vai continuar nos próximos episódios, nos próximos itens, a falar sobre a questão da doutrina espírita que ele já explicou no episódio passado, muito resumidamente, mas muito bem explicado todos os pontos da doutrina. E eu te espero, como sempre, no próximo programa para continuarmos estudando esta introdução ao livro dos Espíritos. Obrigado pela sua presença e até o

próximo. Tchau.

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