Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estamos estudando a introdução ao livro dos Espíritos. Hoje, analisaremos, estudaremos o capítulo item 12º. Então, sem demora, vamos para o texto. Um fato demonstrado pela observação e confirmado pelos próprios Espíritos é o de que os Espíritos inferiores, muitas vezes, usurpam nomes conhecidos e
respeitados. Quem pode apoiar que os que dizem ter sido, por exemplo, Socrates, Júlio César, Carlos Magno, Fennelon, Napoleão, Washington, entre outros, tenham realmente animado essas personagens. Esta dúvida existe, mesmo entre alguns adeptos fervorosos da doutrina espírita, os quais admitem a intervenção e a manifestação dos Espíritos, mas inquirem como se eles podem comprovar identidade. Sevelhante prova é de fato bem
difícil de produzir -se. Com quanto, porém, não o possa ser de modo tão autêntico como por uma certidão de registro civil, pode ao menos por presunção, segundo certos indícios. Lembrando que estudamos tudo isso no livro dos Espíritos e no livro dos Medians, da autenticidade das comunicações, muitos Espíritos que se dizem espírito de fulâmbio, ciclâmbio, gente famosa, todo mundo foi reencarnação
de Cleopatra, e é por aí vai. Nós temos no meu espírito uma coisa que você tem em mensagens de bezerra de meneses atorto direito, mas quem diz que é bezerra de verdade, né? Então ele vem nos ensinar aqui neste capítulo sobre estes
itens. Vamos ouvir. Quando se manifesta o espírito de alguém que conhecemos pessoalmente, de um parente ou de um amigo, por exemplo, maiormente e se há pouco tempo que morreu, sucede geralmente que sua linguagem se revela de perfeito acordo com o caráter que tinha os nossos olhos quando vivo. Já isso constitui indício de
identidade. Não mais, entretanto, a lugar para dúvidas, desde que o espírito fala de coisas particulares, lembra acontecimentos de família, sabidos unicamente do seu interlocutor. Um filho não se enganará, de certo, com a linguagem de seu pai ou de sua mãe, nem pais haverá que se equivocar enquanto há de um filho. Neste gênero de evocações, passam -se às vezes coisas íntimas verdadeiramente empolgantes, de natureza a convencer o
maior incrédulo. O mais obstinado cético fica, não a raro, aterrado com as inesperadas revelações que lhes são feitas. Outra circunstância muito característica acude em apoio da identidade. Dizemos que a caligrafia do médium muda, em geral, quando o outro passa a ser o espírito evocado e que a caligrafia é sempre a mesma quando o mesmo espírito se
apresenta. Tem se verificado inúmeras vezes, sobretudo se se trata de pessoas mortas recentemente que a escrita denota flagrante e semelhança com a dessa pessoa em vida. As inaturas são obtido de exatidão perfeita. Longe estamos, todavia, de querer apontar esse fato como regra e menos ainda como regra constante. Mentionámo
-lo apenas como digno de nota. Só os espíritos que atingiram certo grau de purificação se acham libertos de toda a influência corporal. Quando ainda não estão completamente desmaterializados, é a expressão de que usam. Conservam a maior parte das ideias, dos pendores e até das manias que tinham na terra. O que também constituem um meio de reconhecimento, ao
qual igualmente se tche. Gapur uma imensidade de fatos minuciosos, que só uma observação acurrada e detida pode revelar. Verem -se escritores a discutir suas próprias obras ou doutrinas, a provar ou condenar certas partes delas. Outros a lembrar circunstâncias ignoradas, ou quase desconhecidas, de suas vidas
ou de suas mortes. Todas as hortes de particularidades, enfim, que são, quando nada, provas morais de identidade, únicas invocáveis, tratando -se de coisas abstratas. Olha que interessante, tem algumas pistas que a gente pode identificar aí, a comunicação se é verdadeira ou não. Primeiro que a linguagem. Então, especialmente se você está recebendo comunicação do seu parente, do seu ente
querido. Ele vai usar a mesma linguagem, não faz sentido, de repente, ver uma comunicação com uma linguagem rebuscada, com palavras difíceis e tudo mais, aí você vê que o seu parente é um filho de 13 anos de idade. Abra o olho e desconfie, evidentemente isso não tem muita chance de não ser exatamente o seu filho. Mas, tem uma coisa também, que o espírito não é apenas aquilo que foi, por exemplo, seu filho de 13
anos. Pode ser um espírito muito velho, que quando volta para o mundo espiritual, tem aí a sua identidade. Mas certamente ele vai trazer alguma coisa na comunicação que vai lembrar que é seu filho, por exemplo. Outra coisa também é sobre a caligrafia, que muitas vezes é a mesma da pessoa em vida. Não
é regra, tá? Porque a pessoa pode ter desencarnado há muito tempo ou ninguém conhece a caligrafia dele, então isso não vale nada, vale como regra quando a gente fala com pessoas, com seres humanos. Então, não é uma coisa muito precisa. Mas, uma das coisas interessantes
é observar a caligrafia. E também, a questão dos espíritos que se estão desmaterializados, eles têm um outro pensamento do que era quando em vida, portanto, é comum que as ideias sejam mais expandidas. Tem que observar também isso. Com relação a pessoas cuja morte data de muito tempo. Não se tem os mesmos meios de verificação. Resta
sempre da linguagem e do caráter. Por quanto, inquestionavelmente, o espírito de um homem de bem não falará como de um perverso ou de um devasso. Quanto aos espíritos que se apropriam de nomes respeitáveis, esses se traem logo pela linguagem que empregam e pelas máximas que formulam. Um que se dissesse Fennelon, por exemplo, e que, ainda quando apenas acidentalmente ofendece o bom senso e a moral, mostraria, por esse
simples fato, o embuste. Se, ao contrário, forem sempre puros os pensamentos que exprimam, sem contradições e constantemente a altura do caráter de Fennelon, não há motivo para que se duvide da sua identidade. De outra forma, avíamos de supor que um espírito que só prega bem a capaz de mentir conscientemente e, ainda mais, sem utilidade
alguma. A experiência nos ensina que os espíritos da mesma categoria, do mesmo caráter e possuídos dos mesmos sentimentos formam grupos e famílias. Ora, incalculável é o número dos espíritos e longe estamos de conhecê -los a todos, a maior parte deles não tem mesmo nomes para nós. Nada, pois, impede que um espírito da categoria de Fennelon venha em seu lugar, muitas vezes até
como seu mandatário. Apresenta -se então com o seu nome, porque ele é idêntico e pode substituí -lo, e ainda porque precisamos de um nome para fixar as nossas ideias. Mas, que importa, afinal, seja um espírito, realmente ou não, o de Fennelon. Desde que tudo o que ele diz é bom e que fala como teria feito o próprio Fennelon, é
um bom espírito. Indiferente ao nome pelo qual se dá a conhecer, não passando muitas vezes de um meio de que lança mão para nos fixar as ideias. O mesmo, entretanto, não é admissível nas evocações intimas, mas, aí, como dissemos a pouco, se consegue estabelecer a identidade por provas de certo modo patentes. Irregavelmente, a substituição dos espíritos pode dar lugar a uma porção de equivocos ocasionária, Rosy, a mil de
mistificações. Essa é uma das dificuldades do Espiritismo prático. Nunca, porém, dissemos que esta ciência fosse fácil, nem que se pudesse aprendê -la brincando, o que, aliás, não é possível qualquer que seja a ciência. Jamais teremos repetido bastante que ela demanda estudo ácido e, por vezes, muito
prolongado. Então, aí entra a questão de ser realmente muito importante o estudo e recomendo o estudo do livro dos médiums para saber exatamente como essas comunicações devem ser analisadas. Vamos ver o trechinho final aqui. Não sendo lícido provocarem -se os fatos, tem que esperar que eles se apresentem por si mesmos. Frequentemente, ocorrem por efeitos de circunstâncias em que se
não pensa. Para o observador atento e paciente, os fatos abundam por isso que ele descobre milhares de matices característicos que são verdadeiros raios de luz, o mesmo se dá com as ciências comuns, ao passo que o homem superficial não vê numa flor mais do que uma forma elegante, o sábio descobre nela tesouros para o pensamento. Então, tem muitas formas de se analisar as comunicações.
Mas um espírito iluminado ou sábio pode vir e se apresentar com um nome conhecido também porque tem as ideias parecidas e não ser aquele espírito. O que isso nos indica? Que os nomes não têm importância nenhuma. Nós não podemos nos apegar. O que tem importância? A mensagem. Porque qualquer espírito inferior, zombeteiro, brincalhão, pode chegar e se comunicar e dizer assim, olha, quem está escrevendo aqui é a
rainha da Inglaterra. É o Chico Xavier. E na verdade, você vê que na mensagem tem um monte de bobagem, um monte de barbaridade, características que não ligam nada às personalidades que ele é distercido. Então, é sempre bom tomar precauções, não acreditar fielmente, inclusive, se você for médium, não acreditar fielmente no que o espírito está dizendo, porque você não sabe esse espírito qual o nível evolutivo, qual é o nível
de sabedoria desse espírito. Então, a mesma prevenção que a gente tem por uma pessoa encarnada que a gente acaba de conhecer e que pode falar lorota e dizer coisas que não é, mas ainda por alguém que você não está vendo. Então, o que faz sentido? Análise das mensagens. Assim nos ensina Kardec, assim que a doutrina espírita foi toda escrita. Tá bom? No próximo episódio, nós continuaremos estudando,
analisando o item 13º desta introdução. Eu te espero como sempre. Obrigado pela sua presença e até mais. Tchau.
