O livro dos Espíritos [Ep43] Ideias inatas (218-221) - podcast episode cover

O livro dos Espíritos [Ep43] Ideias inatas (218-221)

Jun 23, 20258 minSeason 2Ep. 43
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Transcript

Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro dos Espíritos. Segunda parte, você já sabe, capítulo 4 da pluralidade das existências. Hoje, com o título de Ideias e Natas, a gente encerra o estudo desse capítulo. Então, sem demora, vamos para a questão 218. Encarnado, conserva o espírito algum vestígio das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências

anteriores? Guarda a vaga lembrança que lhe dá o que se chama Ideias e Natas. Olha que interessante, e a sub -pergunta, não é então que mérica a teoria das Ideias e Natas, ou seja, a fantasia? Não, os conhecimentos adquiridos em cada existência não mais se perdem. Liberto da matéria, o espírito sempre os tem presentes. Durante a encarnação, esquece -os em

parte, momentaneamente. Porém, a intuição que deles conserva lhe auxilia o progresso. Se não fosse assim, teria que recomeçar constantemente. Em cada nova existência, o ponto de partida para o espírito é o em que, na existência procedente, ele ficou. E ainda bem que é assim, né gente? Se não, como é que a humanidade iria evoluir? A gente ia começar do zero, toda vez? Não teria nem invenção, não teria nada. Seria

uma catástrofe, né? Então, o que a gente chama de Ideias e Natas são experiências que a gente adquiriu. Ou muita gente gosta de chamar de Dom. Ai, que Dom que você tem! Não, meu filho, não é Dom, isso daí é um trabalho danado que deu muitas existências anteriores. Tá? Porque esse negócio de Dom parece que Deus está privilegiando um e tirando do outro, né? E Deus é justo, vamos combinar? Sub

-pergunta, mais uma. Grande conexão deve, então, haver entre duas existências consecutivas? Nem sempre tão grande quanto talvez o suponhas, dado que bem diferentes são. Muitas vezes as posições do Espírito nas duas aqui, no intervalo de uma outra, pode ele ter progredido. Então, necessariamente uma vida não é continuidade da outra pelo fato de se passar. Olha, eu encarnei essa existência, uma pessoa, vamos dizer,

rica em Manhattan, em Nova Iorque. Na próxima existência, eu vou encarnar uma pessoa pobre na Ásia. Na outra existência, eu vou encarnar, entende? Então, não há continuidade entre isso. O que há é que a gente leva a nossa moral e os conhecimentos e as habilidades que a gente relembra na vida atual.

219, qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, ou das línguas do cálculo? Eu vou acrescentar aqui da música, né, Sr. Kardec? Etc. Resposta. Graçado, eu já falei pra vocês que eu não estudo antes, né? Porque eu gosto de fazer os

comentários daquele que eu entendi na hora. E muitas vezes, é inspiração, tenho certeza que é inspiração, muitas vezes eu acabo falando a resposta da pergunta anterior. Tá vendo de onde vem o tal do Dom, né? Então, os espíritos deixam isso muito claro, né? 220, pode o espírito mudando de corpo, perder algumas faculdades intelectuais,

deixar de ter, por exemplo, o gosto das artes? Sim, desde que conspurgou a sua inteligência ou utilizou o mal. Ademais, uma faculdade qualquer pode permanecer adormecida durante uma existência, por querer o espírito exercitar outra, que nenhuma relação tem com aquela. Esta, então, fica em estado

latente para reaparecer mais tarde. Então, não é que todas as faculdades, né, todas as aptidões que a gente tem, vai se manifestar nessa encarnação, né? Mas, uma, se você conspurgou, ai, esses nomes tão chiques, gente, se você usou mal, uma dessas faculdades, certamente numa encarnação você fica sempre se aprender a ser gente,

né? Outra coisa, provavelmente todos nós já, encarnações, fomos cantores, fomos instrumentistas, fomos matemáticos, fomos tanta coisa, e na verdade, nessa, a gente não se lembra de tudo, alguma a gente lembra e dá continuidade, e assim vai ser para as próximas também, porque a gente pode até escolher, antes de reencarnar, dizer assim, olha, nessa daqui eu não vou desenvolver as minhas

faculdades de, sei lá, de arquitetura, por exemplo, mas não é que o espírito não sabe, é que ele decide que naquela encarnação isso não vai ser interessante para ele, né, que ele quer desenvolver outras habilidades, então ele vai, sei lá, ser um pianista, né, e nunca tinha sido, enfim, é assim que eu

entendo essa resposta. 221, se deverá atribuir a uma lembrança retrospectiva ao sentimento instintivo que o homem, mesmo selvagem, possui da existência de Deus, e o precentimento da vida futuro? É uma lembrança que ele conserva do que sabia como espírito antes de encarnar, mas o orgulho amildadamente abafa esse sentimento. Então, este sentimento instintivo, mesmo selvagem, sabe da

existência de Deus, né? Serão devidas a essa mesma lembrança, certas crenças

relativas à doutrina espírita? O senhor observa em todos os povos, olha que interessante que Kardec da doutrina espírita estava nascendo com este livro, não tinha nascido ainda, mas certas crenças são tidas, né, há séculos milênios, por outros povos que não conhecem o nome, por exemplo, a reencarnação, olha a resposta, esta doutrina é tão antiga quanto o mundo, tal motivo porque em toda

a parte encontramos o que constitui prova de que é verdadeira, conservando a intuição do seu estado de espírito, o espírito encarnado tem instintivamente consciência do mundo invisível, mas os preconceitos bastam as vezes falsem essa ideia e a ignorância lhe mistura a superstição, superstição.

Então, realmente a gente tem o conhecimento do mundo espiritual, mas que nem sempre a gente coloca em prática ou a gente vai nessa de materialismo dizendo que não tem absolutamente mais nada, né, além dessa matéria aqui.

Beleza, com isso a gente finaliza este capítulo que foi incrível, gostou, é bem prático, né, bem fácil de entender, você percebe que no livro dos espíritos tem os capítulos altamente filosóficos e outros muito práticos, é papuf, você vai saber do que se trata. No próximo, vamos começar o capítulo quinto, considerações sobre a pluralidade das existências. Como sempre, eu te espero, gratidão pela sua presença

e até o próximo episódio. Tchau.

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