Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro fundamental, o livro dos Espíritos, obra fundamental da nossa querida e rica doutrina espírita. Nós estamos finalizando o primeiro capítulo, é rapidinho, né, que trata até o título de Deus e hoje nós vamos estudar sobre o Panteísmo, que
seria Panteísmo? Vamos então, sem demora, para a pergunta número 14, que vem dizer sobre isso, que é Panteísmo. Deus, é um ser distinto ou será, como opinam alguns, a resultante de todas as forças e de todas as inteligências do universo reunidas? Se fosse assim, Deus não existiria, por quanto seria feito e não causa. Ele não pode ser ao mesmo tempo uma e outra coisa. Deus existe, disso não podês
duvidar e é o essencial. Crede -me, não vá desalém, não vos percais num labirinto onde não logra e eçair. Isso não vos tornaria melhores antes um pouco mais ó e arregulhosos, pois que acreditar e eçaber, quando na realidade nada saber eiz. Deixar, conseguintemente, de lado todos esses sistemas, tende bastante coisas que vos tocam mais de perto. A
começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos libertar de delas, o que será mais útil do que pretender despenetrar no que é impenetravel. Bom, então a resposta é, Deus é um ser distinto. Não é reunião de muitos seres, de inteligências, Deus é único, é um ser distinto. Uma para a próxima pergunta, 15. Que
se deve pensar da opinião, segundo a qual? Todos os corpos da natureza, todos os seres, todos os globos do universo seriam partes da divindade e constituiriam em conjunto a própria divindade, ou por outra, que se deve pensar da doutrina panteísta.
Então, panteísmo é assim, é como se tudo que existe no universo é parte de Deus e quando a gente morre, nós temos uma alma, espírito, sei lá, pode chamar o que você quiser, quando a gente morre, a gente volta para esta divindade. Então, todos somos deuses, né? Ah, mas Jesus não falou, vós só és Deus, então é outro contexto, não tem nada a ver com isso. Mas o panteísmo só te dizendo
é isso, né? Então, tudo é Deus e quando a gente morre, volta para Deus. Kardec está perguntando assim, que se deve pensar dessa opinião, dessa definição que a gente tem? As espíritas, às vezes, são curtos e grossos, né? Então, falando assim, ah, a
rocância, né? Esse... Vocês não são Deus, pode ficar tranquilo, vocês não são Deus, são... o homem não podendo se quer ser de algum jeito, não é Deus, então quer ser um pedacinho de Deus, então a resposta é objetivamente negativa, né? Não, não é isso, Deus não é isso, não é esse conjunto, né? Pergunta 16. Sendo infinitos os mundos, Deus é, por isso mesmo, infinito. Não havendo vazio ou nada, em
parte alguma, Deus está por toda parte. Estando Deus em toda parte, pois que tudo é parte integrante de Deus, Ele dá a todos os fenômenos da natureza uma razão de ser inteligente, que se pode opor a este raciocínio, então Kardec está pedindo o contrário, né? É, quer que você me fala o contrário desse raciocínio. O que você tem ao contrário? A razão! Pá! Mais uma! Elas querem! Só basta refletir um pouquinho,
né? Que a inteligência faz você entender que isso realmente é um pensamento absurdo. Vamos lá? O que Kardec nos diz? Essa doutrina do Panteísmo faz de Deus um ser material que, embora dotado de Supremo -Inteligência, seria em ponto grande o que somos em ponto pequeno. Ora, transformando -se a matéria incessantemente, Deus, se
fosse assim, nenhuma estabilidade teria. Se acharia sujeito a todas as vicissitudes, as mudanças mesmo, a todas as necessidades da humanidade. Lhe faltaria um dos atributos essenciais da divindade, a imutabilidade, daqueles
atributos que Kardec mesmo disse. Não se podem aliar as propriedades da matéria, a ideia de Deus sem que ele fique rebaixado ante a nossa compreensão e não haverá sutilezas de sofismas que cheguem a resolver o problema da sua natureza íntima. Então, não dá para dizer que Deus é material, porque se Deus fosse material, já cai por
terra a divindade, né? Não sabemos tudo o que Ele é, mas sabemos o que Ele não pode deixar de ser e o sistema de que tratamos está em contradição com as suas mais essenciais propriedades. Ele confunde o criador com a criatura exatamente como o que faria quem pretendesse que engenhosa máquina fosse parte integrante do mecânico que a imaginou. Olha
que exemplo divino, né? Que Kardec dá. Um engenheiro cria uma máquina, um inventor, Leonardo da Vinci, criou uma máquina, então aquela máquina é parte do Leonardo. É a mesma coisa que a gente está tentando falar com essa teoria do panteísmo. A inteligência de Deus se revela em suas obras como a de um pintor no seu quadro, mas as obras de Deus não são o próprio Deus como o quadro, não é
o pintor que o concedeu e executou. Ah, que coisa mais linda, gente! Fica fácil de entender assim, né? Simples assim. Bom, no próximo episódio nós iniciaremos o capítulo 2, que trata dos elementos gerais do universo. Especificamente vamos falar do conhecimento do princípio das coisas. Eu, como sempre, estarei te esperando. Obrigado pela sua presença e até o próximo episódio. Tchau!
