Olá, meu amigo, olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro dos Espíritos. Estamos na segunda parte, no capítulo de número 4, que tem o título da pluralidade das existências. Esse nome sempre me trava a língua. E nós vamos estudar hoje a justiça da reencarnação numa
única pergunta. Pergunta 171, que não tem nada a ver com o 71 que a gente conhece por aqui, que diz o seguinte, em que se funda o dogma da reencarnação. Ou seja, no que é fundado essa crença que nós temos na reencarnação. Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos, o bom pai deixa sempre aberta
a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna a todos aqueles de quem não dependeu melhorarem -se. Não são filhos de Deus todos os homens. Só entre os egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão. Muito bem, e aí Kardec vai fazer
uma colocação bem grande, mas a minha... Eu chamo a atenção, não sei se isso foi um erro de tradução, não um erro, mas uma versão de tradução dogma da reencarnação, o AI. O Espiritismo não tem dogmas, né? Então nesse sentido, já que a gente tem o relato de Espíritos e a comprovação de inúmeros fatos que esses
Espíritos vêm trazer. A questão da reencarnação em si, não combinar que é um pouco difícil de comprovar, mas tem cientistas, como Ian Stevenson e tantos outros, que têm até livros dizendo assim, casos sugestivos de reencarnação, onde crianças com marcas de nascência, de tipos de mortes, de vidas passadas e de lembranças e tudo mais, vêm aí trazer a toda uma série de evidências comprovando, entre aspas,
que a reencarnação existe, é mais ou menos nesse sentido. Mas vamos voltar para o texto,
porque o Kardec tem uma explicação. Para mim essa resposta é muito clara, em qual é o fundamento de existir em múltiplas vidas, diz assim, o bom pai deixa sempre aberto a seus filhos uma porta para o arrependimento, então assim não daria para acreditar em um Deus justo, se por qualquer motivo você fosse parar num lugar chamado inferno, uma danação
eterna. Kardec vem falar que todos os Espíritos tendem para perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá -la, proporcionando -lhes as provações da vida corporal. Só a justiça porém, lhes consegue realizar em novas existências que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova. Dá para isso entender, porque tantas crianças desencarnam com dois meses de vida, um ano de vida, o que eles conseguiram fazer nessa
existência? Absolutamente nada. Aí pronto, encerrou, passou a régua, não faz sentido. Me parece ser muito mais justo, muito mais amoroso, um Deus amoroso permitir que esse Espírito tenha outra vida para concluir outras tarefas. Não obraria a Deus com equidade, veja que nessa época Kardec já usa o termo equidade, não igualdade. Igualdade é igual para todo mundo, equidade é a cada um o que falta para ficarem no
mesmo nível. Então, não obraria a Deus com equidade nem de acordo com a sua vontade, se condenasse para sempre os que talvez hajam encontrado. O rio um dos do próprio Mink foram colocados e alheou a vontade que os animavam
obstáculos ao seu melhoramento. Se a sorte do homem se fixasse irrevogabilmente depois da morte, não seria uma única a balança em que Deus pesa as ações de todas as criaturas e não avaria em parcialidade no tratamento que a todas dispensa. Ou seja, Deus não seria justo
se assim fosse. A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o Espírito muitas resistências sucessivas é a única que corresponde à ideia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior. A única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. A razão não lindica e os
Espíritos a ensinam. O homem que tem consciência da sua inferioridade, aore consolador esperança na doutrina da reencarnação. Se cria na justiça de Deus, não pode contar que venha a achar -se para sempre em pé de igualdade com os que mais fizeram do que ele. Sustendo porém, ele reanima a coragem e a ideia de que aquela inferioridade não dizer da eternamente do Suprêmio bem e que mediante
novos esforços, dá -lhe será conquistá -lo. Quem é, ao cabo de sua carreira, não deplora haver tão grande ganho, tão tarde ganho uma experiência de que já não pode mais tirar proveito. Entretanto, essa experiência tardia não fica perdida. O Espírito a utilizará em nova existência. Só
complementando isso, imagine duas situações. Uma pessoa, um menino que nasce branquinho, de olhos azuis, filho de bilionário e vai ter uma vida cheia de regalias e oportunidades, de realizações e tal. Um menino que nasce pobre, preto, numa favela e vai ter uma vida dolorida, dolorosa, sem oportunidade nenhuma e que dá muito mais chance de ir para um
caminho que não deveria. Se Deus é justo, nós temos diversas oportunidades, diversas encarnações para que a gente possa corrigir os possíveis erros. Se bem que eu penso que ser rico é muito pior e muito mais difícil a prova do que nascer pobre. A gente tem muito mais chance de tomar um caminho errado quando a gente tem privilégios e acha que as pessoas não valem nada ou valem o dinheiro que a
gente pode comprar. Mas só para te comparar que as condições de vida que duas crianças podem nascer podem determinar se vai para o caminho do crime, do colarinho branco ou não. E se isso fosse encerrado numa vida e essa criança que nasceu e não teve oportunidade e morreu aos 5 anos de idade, qual foi o resultado dessa experiência se não tem mais nenhuma
vida? Ela vai para onde? Vai para o céu, vai para o inferno, vai para o purgatório? Sabe, as religiões não explicam esse tipo de coisa. A reencarnação? Sim, porque aí você tem um Deus justo que dá iguais oportunidades e iguais oportunidades da gente fazer a coisa certa. Não fiz nessa vida, não fiz na próxima, não fiz na outra, mas uma hora eu vou fazer.
Então eu vou na tentativa e erro até que eu consigo me esforçar e passar de ano. Digamos assim. Eu posso ficar repetindo a mesma série o tempo todo, mas uma hora eu vou cansar disso e vou me esforçar um pouquinho mais e vou passar de ano. Bom, é isso. No próximo episódio nós vamos continuar o estudo deste capítulo com o tema encarnação nos diferentes mundos. Eu te espero como sempre gratidão pela sua presença
e até a próxima. Tchau.
