Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro dos Espíritos. Estamos na segunda parte, terceiro capítulo que tem o título, Da volta do Espírito, Estinta a vida corpórea, a vida espiritual. Hoje nós vamos estudar o tema perturbação espiritual, então, sem demora, vamos lá, para a pergunta 1 -6 -3. A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?
Imediatamente, não é bem o termo. A alma passa a algum tempo em estado de perturbação. Então, vamos entender o que é esse tal de estado de perturbação. Claro que isso varia de uma matiza absurda, de graus variados. Mas vamos lá, 1 -6 -4, a perturbação que se segue à separação da alma do corpo é do mesmo grau e da mesma duração para todos os
Espíritos. Não, depende da elevação de cada um, aquele que já está purificado se reconhece quase imediatamente pois que se libertou da matéria antes que cessasse a vida do corpo enquanto o homem encarnou. Aquele cuja consciência ainda não está pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria. Então, claro, acabei de falar e a resposta, ultimamente eu estou dando respostas antes.
Então isso depende de quem é mais espiritualizado, é quase que instantâneo essa percepção que você é Espírito e não é mais um corpo encarnado. Agora, se você é muito material, tem muitos Espíritos que têm certeza que continuam encarnados e não entendem por que as pessoas não respondem quando eles chamam. Por que que não interagem com as pessoas? Porque eles não entenderam ainda que desencarnaram. Isso
é muito comum. Um meia -cinco, o conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração mais ou menos longa dessa perturbação? Influência é muito grande, por isso que o Espírito já antecipadamente compreendia a sua situação, mas a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exerce. Então, o legal do conhecimento é que você já vai se preparando para a morte.
Meu querido amigo Dr. Ururahi Barroso, nosso Dr. Felicidade, sempre ensina, sempre treina na academia da felicidade, o VVM, você vai morrer. Porque a maioria das pessoas nem pensam na morte. Ai, Deus me livre, não quero falar disso, não quero saber disso. Mas como? É a única certeza que a gente tem. Qual o problema disso? Qual é a dificuldade de se
encarar a morte? Agora, como o Espírito, a gente estuda o que acontece depois da morte, o que a gente está fazendo. E claro que isso facilita absurdamente a gente compreender a situação já após o nosso desencargo. Mas os Espíritos ainda dizem assim, a prática do bem e a consciência pura é o que mais tem influência sobre esse momento. Mas do que apenas o
conhecimento. Se eu tenho o conhecimento do Trínio Espírito e concevo o meu materialismo, não vai adiantar muita coisa esse conhecimento, entendeu? Kardec faz um adendo aqui, ó. Por ocasião da morte, tudo a princípio é confuso. De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma. Ela se acha como que aturdida, no estado de uma pessoa que despertou de profundo
sono e procura orientar -se sobre a sua situação. A lucidez das ideias e a memória do passado voltam à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar e à medida que se dissipa a espécie de nevo ou que ele obscurece os pensamentos. Genial, né? Kardec, genialmente ele vem complementar para a gente de como é esta passagem, mas ele não para aí. O texto é grande. Vamos continuar aí estudando. Dá
uma olhadinha. Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte. Pode ser de algumas horas, como também de muitos meses e até de muitos anos. Aqueles que, desde quando ainda viviam na terra, se identificaram com o estado futuro que os aguardava. São os inquem menos longa ela é, porque esses compreendem
imediatamente a posição em que se encontram. Aquela perturbação apresenta circunstâncias especiais, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte, nos casos de morte violenta, por suicídio, suplicio, acidente, apoplexia, ferimentos etc. O espírito fica surpreendido, espantado e não acredita estar morto. Obestinadamente
sustenta que não o está. No entanto, vê o seu próprio corpo, reconhece que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele. Acerca -se das pessoas a quem estima, fala -lhes e não percebe porque elas não o ouvem. Semelhante ilusão se prolonga até o completo desprendimento do perispírito. Só então o espírito se reconhece como tal e compreende que não pertence mais ao número dos vivos. Este fenômeno se explica
facilmente. Surpreendido de improviso pela morte, o espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou, considera ainda a morte como sinonimo de destruição, de aniquilamento. Ora, por que pensa, vê, ouve? Tem a sensação de não estar morto mais e aumenta a ilusão o fato de se ver com um corpo semelhante, na forma, ao precedente, mas cuja natureza etérea ainda
não teve tempo de estudar. Juga o sólido e compacto como o primeiro I, quando se lhe chama a atenção para esse ponto. Admiro -se de não poder palpá -lo. Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não creem dormir a que tem o sono por sinonimo de suspensão das faculdades. Ora, como pensam livremente e verem? Jugam
que não dormem. Certos espíritos revelam essa particularidade, se bem que a morte não lhes tenha sobrevindo inopinadamente. Todavia, sempre mais generalizada se apresenta essa particularidade entre os que, mesmo doentes, não pensavam em morrer. Observe -se então o singular espetáculo de um espírito assistir ao seu próprio enterramento como se fora de um estranho, falando desse ato como de coisa que lhe não diz respeito,
até o momento em que compreende a verdade. A perturbação que se segue à morte nada atende penosa para o homem de bem que se conserva calmo semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um tranquilo despertar. Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade, de angústias, que aumentam a proporção que
ele da sua situação se compenetra. Nos casos de morte coletiva tem sido observado que todos os que percem ao mesmo tempo nem sempre tornam a ver se logo presas da perturbação que se segue à morte cada um vai para seu lado ou só se preocupa com os que lhes interessam. Então é bem interessante qual é o tipo de morte de desencarne que você deseja?
A gente não precisa contar com a sorte, a gente vive a vida de acordo com o que a gente deseja. Então eu quero ter um despertar breve e me livrar logo do meu corpo físico assim que eu morrer. Não vou ser materialista, não vou correr atrás das coisas materiais e nem ser possuir as pessoas, eu vou amar as pessoas, não tratar as pessoas como propriedade, seja quem for, filho,
esposa, marido, vou amar, ninguém é de ninguém. E nós não temos nada, temos tudo emprestado, inclusive este corpo físico aqui, é emprestado deste planeta. Me foi dado como presente de Deus emprestado porque depois que eu cumprir a minha vida, a minha tarefa educativa que eu acho que é a nossa vida tem um objetivo só porque a gente aprenda as coisas, aprenda a amar, aprenda a ser menos egoísta, aprenda a
ser gente. Depois que eu usei isso tudo eu devolvo ao planeta exatamente este corpo físico, este impréstimo que foi feito. Tá bem? Maravilha então, no próximo, assim a gente encerrou hoje este capítulo terceiro, no próximo episódio nós vamos para o quarto capítulo que trata da pluralidade das existências, das múltiplas existências. E eu te espero como sempre, obrigado pelo seu carinhoso, pela sua carinhosa presença
e até o próximo episódio. Tchau.
