Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro dos Espíritos. Estamos na segunda parte, capítulo terceiro com aquele título todo fora de ordem. De volta o Espírito extinto à vida corpórea, à vida espiritual, ou seja, o que acontece depois que a gente morre. Hoje nós vamos falar sobre estudar sobre a separação da alma e do corpo. Então vamos lá, pergunta um 5 -4. É
dolorosa a separação da alma e do corpo? Não, o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte. A alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte são um gozo para o Espírito que vê chegar o termo do seu exílio. Olha que legal, Ecardé que complementa, na morte natural, a que sobrevém pelo esgotamento dos órgãos em consequência da idade, o
homem deixa a vida sem o perceber. É uma lâmpada que se apaga por falta de óleo. Ou seja, isso nos traz, se percebe que são coisas bem práticas, que são as perguntas e as respostas, que a morte não dói e muitas vezes é um é um êxtase, porque o que sofre é o corpo. Então se o corpo está sofrendo muito na hora da morte, ele, o Espírito tem aí uma tranquilidade de parar esse sofrimento. Um 5 -5. Como
se opera a separação da alma e do corpo? Rotos os laços que arretinham, ela se desprende. Então é desprendido uma imagem figurada, né? Rotos os laços, ou seja, enfraquecidos os laços que os prendiam, ela se desprende. Subi pergunta, a separação se dá instantaneamente por busca transição, ou seja, pá. Há ver alguma linha de demarcação nitidamente traçada entre a vida e a
morte? Existe essa linha? Não, a alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro educativo a que se restitua subitamente a liberdade. Aqueles dois estados se tocam e confundem, de sorte que o Espírito se solta pouco a pouco dos laços que os prendiam. Estes laços se desatam, não se quebram. É uma imagem muito bonita, né? Os laços se desatam, se desenrolam, né? Desatam, devagar, não se quebram. Então
esse processo começa antes da morte, né? E continua um pouquinho depois dela. O Kardec coloca para nós, durante a vida o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou pelo Espírito. A morte é destruição do corpo somente, não a do perispírito que do corpo se separa quando cessa neste a
vida orgânica. A observação demonstra que no instante da morte o despreendimento do perispírito não se completa subitamente, ou seja, na hora que ao contrário se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. Olha que informação interessante que Kardec traz aqui das respostas, né? Dadas de outras, de outros Espíritos, de outras comunicações. E
ele continua ainda. Em uns é bastante rápido, podendo dizer -se que o momento da morte é o da libertação, com apenas algumas horas de diferença. Em outros, naquele sobretudo cuja vida foi toda material essencial, o despreendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses. O que não implica existir, no
corpo, a menor vitalidade. Nem a possibilidade de volver à vida, mas uma simples afinidade com o Espírito, afinidade que guarda sempre proporção com a preponderância que, durante a vida, o Espírito deu a matéria é, com efeito, racional conceber -se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar -se dela, ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos
operam o começo de despreendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, chegando à morte, ele é quase instantâneo. Tal o resultado dos estudos feitos em todos os indivíduos que se tem podido observar por ocasião da morte. Essas observações ainda provam que a afinidade persistente entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, por quanto o Espírito pode experimentar o horror da
decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica -se com alguns suicidas. Olha que interessante, algumas informações, né? Esse último, verifica -se com alguns suicidas, não com todos os suicidas. Do que que ele está falando e de mortes comuns, de
pessoas comuns, não precisam ser suicidas. Quanto mais a pessoa é materialista, ou seja, preso à matéria, mais tempo vai demorar de se desprender do próprio corpo físico. Não importa que aquele corpo físico não tenha mais vida. Então, há muitos relatos, né, que a gente encontra dos Espíritos que estão presos no corpo físico, então são
enterrados juntos. Sentem os odores do corpo em decomposição, sentem os vermes comendo as carnes, sentem aquele cheiro ruim, sentem tudo porque estão presos no corpo físico, porque levaram uma vida extremamente materialista. Agora, para aqueles que são mais, não é que não vivem, todo mundo vive a vida material, mas que não se prendem na vida material, que têm valores espirituais, amorosos, valores diferentes do materialismo, o
desligamento é quase que instantâneo, né? Suave, tranquilo e a pessoa nem, na maioria das vezes, não sabe nem o que foi feito com o corpo depois, não está no seu velório, tudo mais, enquanto o materialista estará presente no seu próprio velório, verá as pessoas que vão chorar por ele ou não e vão sentir todo aquele horror de ser enterrado e tudo mais. Então, o que você quer para a
sua morte, né? Depende da vida que você leva. Se você é materialista, tenta se desvencilar disso tudo e começar a olhar para os valores espirituais daquilo que a gente leva. Então, essa pergunta é muito interessante que vem nos alertar. Ó, está aí, leu quem quer, escuta quem quer, quem não quiser, depois não fala que não foi avisado. Ah, esse negócio dura para sempre? Não,
é valor. Hora, dias e até meses, né? Mas não dura para sempre, até o momento que o espírito se cansa e pede a clemência divina, aí ele vai ser socorrido, né? Pergunta a um, cinco, meia. A separação definitiva da alma do corpo pode ocorrer antes que acabe, né? A vida orgânica. Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo nada mais a que a
vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo, entretanto, ainda ele resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe, enquanto o coração faz circular nas veias do sangue, para o que não
necessita da alma. Claro que nessa época não existia, mas, por exemplo, hoje existe quando se detecta a morte encefálica, ou seja, a morte do cérebro não tem possibilidade de reviver mais, mas o corpo continua vivo por causa das máquinas, né? Então, nessa hora, a alma já não está mais naquele corpo, entende? Os espíritos não responderiam isso, obviamente, porque
naquela época não existia essa possibilidade. Mas, o que está falando dessa separação, quer dizer, a alma pode ir antes do corpo, né? Então, ele fala na agonia, na agonia, ou seja, nos momentos finais, a alma pode se desprender até para não sentir absolutamente mais nada. Pergunta 157. No momento da morte, a alma sente alguma vez qualquer aspiração ou êxtase que lhe
faça entrever o mundo onde, de novo, vai entrar? Muitas vezes, a alma sente que se desfazem os laços que aprendem ao corpo. Emprega, então, todos os esforços para desfazê -los inteiramente, já em parte desprendida da matéria. Veu o futuro desdobrar -se diante de sigosa, por antecipação do estado de
espírito. Olha que interessante, isso bate muito com alguns testemunhos de pessoas que veem antes queridos ou que sorriem antes da morte, veem o mundo espiritual entrever antes que a morte física
aconteça. 158. O exemplo da lagarta que primeiro anda de rastros pela terra, depois se encerra na sua crisale, dá em estado de morte aparente, para, enfim, renascer com uma existência brilhante, pode dar -nos ideia da vida terrestre, do túmulo e, finalmente, de nossa nova existência? Uma ideia canhada. A imagem é boa, toda a via. Cumpre e não seja tomada ao pé da letra, como frequentemente vos sucede.
É, Kardec quis fazer uma comparação didática sobre isso, mas os espíritos dizem que é uma ideia muito acanhada, né, sobre o processo todo. 159. Que sensação experimentar alma no momento em que reconhece estar no mundo dos espíritos? Depende. Se praticaste o mal impelido pelo desejo de o praticar, no primeiro momento te sentirás envergonhado de o haveres praticado. Com a alma do justo, as coisas
se passam de modo bem diferente. Ela se sente como que aliviada de grande peso, pois que não tem nem um olhar prescrutador. Então, depende de como a gente vive a vida, vai depender do nosso desencarne e do momento, né? Lembrando que não vai ter um Deus julgador que vai apontar o dedo para os seus defeitos, o que é que você fez? É você mesmo que se sente envergonhado por isso tudo. A sua consciência que vai
gritar não é Deus, né? 160. O espírito se encontra imediatamente com os que conheceu na Terra e que morreram antes dele? Sim. Conforme a afeição que lhes votava, e aqueles lhe consagravam, muitas vezes, aqueles seus conhecidos vêm receber a entrada do mundo dos espíritos e o ajudam a desligar -se das faixas da matéria. Encontra -se também com muitos dos que conheceu e perdeu de
vista durante a sua vida, a terreno. Veus que estão na erraticidade, como veus encarnados e os vai visitar. Olha que notícia maravilhosa, gente. Então, quem a gente ama, a gente encontra assim que vai desencarnar. Obviamente, se a gente não for muito materialista, né? Mas... E a gente vê até outras pessoas que foram antes da gente, a gente encontra a possibilidade. Que
notícia mais feliz, mais consoladora, né? Muito diferente daquela coisa horrorosa de céu inferno. Então, o meu filho, né? Que é uma pessoa que matou muita gente, não sei o que, quando eu morrer nunca mais eu vou encontrar porque ele está no inferno e eu estou no céu. Olha que ideia, mais estúpida. Como é que essa mãe pode estar no céu feliz? Que nunca mais vai conseguir encontrar o filho ou que
esse filho vai estar em sofrimento eterno? É de uma mesquinha, é de uma crueldade essa ideia, que a Igreja Católica criou na cabeça das pessoas, que é assim, é nojento. Eu não sei como é que as pessoas podem acreditar num negócio desse que chega a ser nojento, né? Horrível! Tem nada a ver com Deus, Deus amoroso, tem nada a ver. É uma concepção vingativa, pobrinha, humana, né? Muito
baixa, que revela a baxeza de quem criou. Deus que me perdoe. Omea 1, em caso de morte violenta e acidental, quando os órgãos ainda não se enfraqueceram, em consequência da idade ou das molestias, a separação da alma e a cessação da vida ocorrem simultaneamente? Geralmente assim é, mas em todos os casos, muito breve ao instante que medeia entre uma e outra. Então mesmo em caso de morte acidental, a separação da
alma é rápida. Lembrando que, de novo, ainda se a pessoa é materialista, isso faz com que ela fique presa ao seu corpo, aos destroços do seu corpo. Se a pessoa é espiritualista, ela já está desligada desse processo, tá? Omea 2, após a decapitação, olha que interessante, porque era comum, ainda existia decapitação naquela época de Kardec, por isso. Pra gente pode ser o mais esquisito, mas aqui naquela
época existia. Por exemplo, conserva o homem por alguns instantes a consciência de si mesmo? Não raro a conserva durante alguns minutos, até que a vida OR gânica se tenha extinguído completamente, mas também quase sempre a preenção da morte, ele faz perder aquela consciência antes do momento do suplicio. Que horrível, né? E pensar que hoje em dia
ainda existe sentença de morte. Num dos países que se dizem democratas, a super democracia do mundo que é Estados Unidos, super democracia que matam pessoas na cadeira elétrica. Oi, né? Esquisito isso, pra caramba. E tem aí uma explicação final do Kardec, né? Trata -se aqui da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo, como o homem por intermédio dos órgãos, e
não como o espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplicio, pode conservá -la por alguns breves instantes. Ela, porém, cessa necessariamente com a vida orgânica do cérebro, o que não quer dizer que o perispírito esteja inteiramente separado
do corpo. Ao contrário, em todos os casos de morte violenta, quando a morte não resulta da extinção gradual das forças vitais, mas ternas dos laços que prendem o corpo ao perispírito e, portanto, mais lento de esprendimento completo. Então, exatamente o que a gente tinha falado antes. Beleza? Por hoje é só. No próximo episódio, continuamos neste capítulo e vamos
estudar a perturbação espiritual. Eu te espero como sempre, gratidão pela sua presença e até mais. Tchau.
