Olá meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro dos Espíritos. Nós estamos na segunda parte, no segundo capítulo que tem por título da encarnação dos Espíritos. E hoje nós vamos estudar o tema materialismo com apenas duas perguntas. Vamos então sem demora. Pergunta 1 -4 -7. Por que os anatomistas, os fisiologistas e em geral, os que aprofundam a ciência da natureza são com tanta
frequência levados ao materialismo? O fisiologista refere tudo ao que vê. Orgulho dos homens, que julgam saber tudo e não admitem a jaquês alguma que lhes esteja acima do entendimento. A própria ciência que cultivam os enches de presunção. Pensam que a natureza nada lhes pode conservar o culto. Olha que interessante, né? Especialmente os médicos, né? Mas a gente vê hoje que muitos médicos têm uma fé profunda
em Deus, né? E professam a sua fé. Não são materialistas, mas tem muitos que sim, porque começam a estudar e acham que não tem nada além do que aquilo que é visto. A ciência cada dia está descobrindo mais coisas no corpo humano, além de fora do corpo humano, né? Com causas que não são explicáveis, né? E se deduz que tem algo muito superior por trás disso. Mas vamos lá para a segunda e última pergunta de hoje.
Não é de lastimar que o materialismo seja uma consequência de estudos que deveriam contrariamente mostrar ao homem a superioridade da inteligência que governa o mundo. Teve -se daí concluir que são perigosos esses estudos? A resposta. Não é exato que o materialismo seja uma consequência dos estudos. O homem é que deles tira uma consequência falsa pela razão de lhe ser dado abusar de tudo, mesmo das
melhores coisas. Acrece que o nada os amedronta mais do que eles quereriam que parecesse e os espíritos fortes quase sempre são antes fã -farrões do que bravos. Na sua maioria não só materialistas, porque não tem com o que encher o vazio do abismo que diante deles se abre. Mostrar eles uma âncora de salvação e a ela se agarrarão
pressurosamente. Então, não é essa questão do materialismo que vai falar sobre os estudos que são feitos da ciência, não levam os homens ao materialismo e sim a sua, talvez, arrogância de entender que não tem nada mais do que aquilo que foi descoberto. Há cerca dessas duas perguntas, né? E dessas duas respostas Kardec
tem um texto até que extenso explicando. Vamos lá. Acordaram além desse fio, procuraram saber se alguma coisa restava aí, como nada acharam sendo matéria, que se tornaram inerte, como não viram a alma escapar -se, como não apoderam apanhar, concluíram que tudo se continha nas propriedades da matéria aqui. Portanto, a morte se seguia a aniquilação do pensamento. Triste consequência, se fora real,
porque então o bem e o mal nada significariam. O homem teria razão para só pensar em se parcolo cara acima de tudo a satisfação de seus apetites materiais, quebrados estariam os laços sociais e as mais santas afeições se romperiam para sempre, felizmente, longe estão de ser gerais semelhantes ideias, que se podem mesmo ter por muitos circunscritas, constituindo apenas opiniões individuais, pois que em parte alguma
ainda formaram doutrina. Uma sociedade que se fundasse sobre tais bases traria em si o germe de sua dissolução e seus membros se entrevorariam como animais ferozes. O homem tem, instintivamente, a convicção de que nem tudo se lhe acaba com a vida. O nada lhe enfunde horror em
vão que se obstina contra a ideia da vida futura. Ao soar o momento supremo, poucos são os que não inquirem do que vai ser deles, porque a ideia de deixar a vida para sempre algo oferece de pungente. Quem, de fato, poderia encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna,
de tudo o que foi objeto de seu amor. Quem poderia ver, sem terror, abrir -se diante -se um imensurável abismo do nada, onde se sepultassem para sempre todas as suas faculdades, todas as suas esperanças e dizer a si mesmo. Pois que, depois de mim nada, nada mais, senão o vácuo, tudo definitivamente acabado, mas alguns dias e a minha lembrança se terá apagado da memória dos que me
sobreverem. Nenhum vestígio, dentro em pouco, restará da minha passagem pela terra, até mesmo bem que fiz, será esquecido pelos ingratos a quem beneficie. E nada para compensar tudo isso, nenhuma outra perspectiva além da do meu corpo ruído pelos vermes. É interessante que Kardec vem fazendo aí uma suposição, né? Quem é que fala isso antes de morrer? Quem que chega a essas conclusões antes de morrer?
Eu acho que é ruim, né? De ter gente que vai todo mundo lá no fundinho da alma tem esperança de que sejamos imortais, né? Não desse jeito, mas Kardec continua. Não tem este quadro alguma coisa de horrível, de inglesial. A religião ensina que não pode ser assim e a razão não o confirma. Uma existência futura, porém, vaga e indefinida, não apresenta o que satisfaça o nosso desejo do positivo. Essa, em muitos, a origem da
dúvida. Possuímos alma. Está bem, mas que é a nossa alma? Tem forma, uma aparência qualquer é um ser limitado ou indefinido. Dizem alguns que é um sopro de Deus, outros uma sem telha, outros uma parcela do grande tudo, o princípio da vida e da inteligência. Que é, porém, o que de tudo isto ficamos sabendo, que nos importa ter uma alma, se extinguindo -se nos a vida. Ela desaparece na imensidade,
como as gotas de água no oceano. A perda dos nossa individualidade não equivale, para nós, ao nada. Diz -se também que a alma é imaterial. Ora, uma coisa imaterial carece de proporções determinadas. Desde então, nada é para nós. A religião ainda nos ensina que seremos felizes ou desgraçados, conforme o bem ou o mal que houvermos feito. Que venha a ser, porém, essa felicidade que nos aguarda
no ceio de Deus. Será uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação mais do que entoar louvores ao criador. As chamas do inferno serão uma realidade ou um símbolo. A própria igreja lhes dá esta última significação. Mas, então, que são aqueles sofrimentos? Onde esse lugar de suplício? Numa palavra. Que é o que se faz? Que é o que se vê? Nesse outro mundo que a todos nos espera. Dizem que ninguém jamais voltou
de lá para nos dar informações. É erro dizê -lo e a missão do Espiritismo consiste precisamente em nos esclarecer acerca desse futuro, em fazer com que, até certo ponto, o toquemos com o dedo e o penetremos com o olhar, não mais pelo
raciocínio somente. Porém, pelos fatos, graças às comunicações do Espírito, não se trata mais de uma simples presunção, de uma probabilidade sobre a qual cada um conjetura a vontade que os poetas embelezem com suas ficções. Ou como lendo em ganador as
imagens alegóricas. É a realidade que nos aparece, pois que são os próprios seres de alentumulo que nos venham de escrever a situação em que se acham, relataram o que fazem, facutando -nos a assistir por assim dizer a todas as perifécias da nova vida que lá vivem. E demonstrando -nos por esse meio a sorte inevitável que nos está reservada de acordo com os nossos méritos e deméritos. Há
verá nisso alguma coisa diante e religioso? Muito ao contrário. Por quanto os incrédulos encontram a ir à fé e os tíbios, a renovação do fervor e da confiança. O Espírito é preste atenção nessa frase. Estou voltando aqui. Preste atenção nessa frase para você mostrar para aqueles que dizem que o Espiritismo é uma religião. O Espiritismo é, pois, o mais potente auxiliar da
religião. Vou pedir puzézinho repetir. O Espiritismo é, pois, o mais potente auxiliar da religião. Se algo é mais potente auxiliar de alguma coisa, ele não é, se alguma coisa. Certo? Entendido aí? Porque Espiritismo não é religião. Kardec fala em um monte de lugar, mas olha aí, está no livro
dos Espíritos. Se ele aí está, é porque Deus o permite, o permite para que as nossas vacilantes esperanças se revigorem e para que sejamos reconduzidos à senda do bem pela perspectiva do futuro. E assim Kardec fecha com chave de ouro este capítulo maravilhoso que trata da encarnação dos Espíritos. No próximo episódio nós vamos iniciar o terceiro capítulo da volta do Espírito, Estinta a Vida Corpórea, a Vida Espiritual. Eu
te espero como sempre. Obrigado pela sua presença e até lá. Tchau.
