O livro dos Espíritos [Ep28] Anjos e demônios (128-131) - podcast episode cover

O livro dos Espíritos [Ep28] Anjos e demônios (128-131)

Mar 10, 202514 minSeason 2Ep. 28
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Transcript

Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro dos Espíritos. Estamos na segunda parte, no primeiro capítulo que trata do tema dos Espíritos e hoje vamos para um tema bem bacaninha, anjos e demônios. Eu adoro o Espiritismo porque vem desconstruindo com a lógica as coisas que a gente acaba acreditando desde criança. Então,

se ainda mora, vamos para a pergunta 128. Os seres que chamamos anjos, anjos, arcanjos, ser afins, formam uma categoria especial de natureza diferente dos outros Espíritos? Não, são os Espíritos puros, os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeições. Então, olha, não tem jeito de interpretar diferente,

resposta? Não, os Espíritos são exatamente iguais, todos os Espíritos são iguais, os puros são os que se acham no mais alto grau daquela escala espírita que a gente estudou em alguns episódios passados. Aí Kardec complementa. A palavra anjo desperta geralmente a ideia de perfeição moral. Entretanto, ela se aplica muitas vezes à designação de todos os seres bons e maus que

estão fora da humanidade. Diz -se, o anjo bom e anjo mal, o anjo de ilus e o anjo das trevas. Neste caso, o termo é sinônimo de espírito ou de gênio. Tomámo -lo aqui na sua melhor acepção. Tem um monte de jeito de chamar espírito, né? Então, a gente entende que anjos não existem. Olha que ousaram o que eu estou falando disso. Anjos

são Espíritos felizes, bons, perfeitos, depende, né? Ou pode ser maus, anjo mal, não tinha uma novela com o nome anjo mal. Então, pode ser um espírito imperfeito, um espírito inferior ainda, que teima e não seguiu o caminho do bem. 129. Os

anjos percorreram todos os graus da escala. Percorreram todos os graus, mas do modo que avemos dito, um aceitando sem murmurar suas missões, chegaram de pressa, outros gastaram mais ou menos tempo para chegar à perfeição. Então, claro que a gente está falando aí dos anjos, os Espíritos perfeitos, né? Então, estes anjos percorreram toda a escala. Ah, em que velocidade? Na

velocidade cada um, né? Uns mais rápido, outros menos rápidos e eu, por exemplo, vai demorar muito tempo, alguns milhâneos para chegar lá, mas eu vou chegar, eu vou. 130. Sendo errada a opinião dos que admitem a existência de seres criados perfeitos e superiores a todas as outras criaturas, afinal de contas, a concepção de anjo é isso, né? São seres que foram criados diferente de nós, né? Que

já foram criados perfeitos. Olha que coisa, aí o anjo é um sujeito que teve o... como é que chama aquele... eu mereci ser anjo, nascer anjo. Não, né? Nesse negócio de meritocracia não funciona aqui não. Continuando a pergunta. Então, sendo errada a opinião que existem seres perfeitos superiores a todas as outras criaturas, como se explica que essa crença esteja na tradição de quase

todos os povos? Fica sabendo que o mundo onde te achas não existe de toda a eternidade aqui, muito tempo antes que eles existissem, já havia espíritos que tinham atingido o grau supremo, acreditaram os homens que eles eram assim desde todos os tempos. Aí que tá, que legal, né? Então, quando ele fala em mundo, né? Fiquei sabendo que o mundo onde te achas, ou seja, o planeta Terra, não existe

desde sempre. Então, quando o planeta Terra foi criado, já existiam espíritos perfeitos. E aí, como esses espíritos se manifestassem, a gente achava que eles eram anjos. Por isso que surgiu esse negócio dos anjos, criados perfeitos, porque a gente não compara, porque a gente não existia ainda aqui, né? 131.

Há demônios no sentido que se dá essa palavra. Se houvesse demônios, seria uma obra de Deus, mas, por ventura, Deus seria justo e bom se houver a criados seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem eternamente desgraçados. Se há demônios, eles se encontram no mundo inferior em que habitais e em

outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo, um Deus mal e vingativo e que julgam agradá -lo por meio das abominações que praticam em seu nome. Então, demônio, e aqui no sentido de capeta, capiroscop, pervirado, seja o jeito que você quiser, especialmente que as igrejas chamam, se existisse um capeta, um demônio, era de se entender que Deus não é tão bom assim, né? Que

permitiria a criação de um ser mal desde sempre. Faz sentido Deus ter criado um ser? Ah não, então Deus não criou. Então aí você também está admitindo que Deus não é Deus, então tem um outro Deus, o do mal. Entende que não faz nenhum sentido, né? O que a gente chama de demônio de capeta é simplesmente espírito inferior, né? Que pode ser muito avançado em inteligência, mas não em

moralidade. E a gente tem por isso tudo. Aí Kardec faz uma longa explicação sobre isso, vamos ver. A palavra demônio não implica a ideia de espírito mal, senão na sua acepção moderna, por quanto o termo grego da imôn, de onde ela derivou, significa gênio. Inteligência e se aplicava aos seres incorpórios, bons ou maus, indistintamente. Por demônios, segundo a acepção vulgar da palavra, se

entendem seres essencialmente mal -fasejos. Como todas as coisas, eles teriam sido criados por Deus. Ora, Deus, que é soberanamente justo e bom, não pode ter criado seres prepostos, por sua natureza, ao mal e condenados por toda a eternidade, se não fossem obra de Deus, existiriam, como ele, desde toda a eternidade, ou então haveria muitas potências soberanas. A

primeira condição de toda doutrina é ser lógica. Ora, há dos demônios, no sentido absoluto, falta esta base

essencial. Concebe -se que povos atreçados, os quais, por desconhecerem os atributos de Deus, admitem em suas crenças divindades maléficas, também admitam demônios, mas é ilógico e contraditório que quem faz da bondade um dos atributos essenciales de Deus supõe haver ele criado seres destinados ao mal e a praticá -lo perpetuamente, porque isso equivale a ele negar a bondade. Os partidários dos demônios se

apoiam nas palavras do Cristo. Não seremos nós quem conteste a autoridade de seus ensinos, que desejaramos ver mais no coração do que na boca dos homens, porém estarão aqueles partidários certos do sentido que ele dava a esse vocábulo. Não é sabido que a forma alegórica constitui um dos caracteres distintivos da sua linguagem. Dever -se atomar ao pé da letra tudo o que o Evangelho contém. Não precisamos de outra prova

além da que nos fornece esta passagem. Em Mateus, logo após esses dias de aflição, o Sol escurecerá e a Lua não mais dará sua luz, as estrelas caíram do céu e as potências do céu se abalarão. Em verdade, vos digo que esta geração não passará sem que todas estas coisas se tenham cumprido. Então, este comentário é de

Kardec. Ele está comparando que Jesus falou dos demônios e a gente vai com um milhão de tradições tendenciosas, evidentemente que não trata da realidade, mas que Jesus falava por parábolas, por simbolismos. E se Jesus falou isso assim, não vai passar essa geração sem que o Sol escureça e a Lua não apareçam mais e as estrelas caíram do céu? Passou, vai mais de dois mil anos.

Então, para a gente entender que o pé da letra, levar tudo ao pé da letra, é de uma

insensatez completa. E ele começou a falar que demônio, na sua origem da palavra Daimon, no termo grego, significa gênio ou inteligência e se aplicava a seres bons ou maus, e que foi manipulado, especialmente pela igreja católica, nos evangelhos, para que fosse cair nesta figura esquisita, que inclusive, não sei se você sabe, mas o inferno cheio dessas coisas cruéis, foi criado, foi baseado o

inferno que a gente conhece hoje, na obra de Dante Alieri, a Divina Comédia, que é uma obra crítica, não é uma obra inspirada por Deus nem nada, onde ele vai descrever o inferno, o purgatório e o

céu. E aí, ele bota todos os inimigos políticos da época no inferno e põe em um requinte do crueldade e tudo mais, aliás, é mais interessante ler o inferno do que os outros, os outros você dá sono, mas o inferno é picante, é uma maravilha. E aí, quando ele escreveu essa obra, o purgatório tinha sido criado a pouquíssimo tempo, no conselho, ou seja, numa

reunião dos papas e dos imperatores. Entende que isso não é a palavra de Deus, mesmo o que está na Bíblia, grandes chances de ter sido adulterado, porque não faz sentido, né? Jesus não falaria isso, Jesus tirava os maus espíritos, ok, com a diferença do trabalho de desobsessão que

a gente faz nas casas espíritas. Entende só que Jesus, como espírito perfeito, tinha aí um poder absurdo que os espíritos ouviam a voz dele e já saía correndo. Vou continuar a leitura aqui, Kardec continua. Uma das coisas que parecem chocar a razão, é que não

as compreendemos bem, ou as interpretamos mal. Os homens fizeram com os demonios o que fizeram com os anjos, como acreditaram na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, tomaram os espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. Por demonios se devem entender os espíritos impuros, que muitas vezes não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, mas com a diferença de ser transitório o estado deles.

São espíritos imperfeitos, que se rebelam contra as provas que lhe tocam e que, por isso, as sofrem mais longamente, porém, que, a seu turno, chegarão a sair daquele éstado, quando quiserem poder -se ir, pois, aceitar o termo demônio com esta restrição. Como entendem atualmente, dando -se -lhe um sentido exclusivo, ele induziria em erro, com o fazer crer na existência de seres

especiais criados para o mal. Satanás é evidentemente a personificação do mal sob forma alegórica, visto não se poder admitir que existam ser mal a lutar, como de potência a potência, com a divindade cuja única preocupação consistissem lhe contrariar os designos. Como precisa de figuras e imagens que lhe impressionem a imaginação? O homem pintou os seres incorpórios sob uma forma material, com atributos que

lembram as qualidades ou os defeitos humanos. É assim que os antigos, querendo personificar o tempo, o pintaram com a figura de um velho munido, de uma foice e uma ampulheta, representá -lo

pela figura de um amsebo fora contra -ascenso. O mesmo se verifica com as alegorias da fortuna, da verdade etc. Os modernos representaram os anjos, os puros espíritos, por uma figura radiosa, de asas brancas, emblema da pureza e Satanás com chifres, garrazios atributos da animalidade, emblema das

paixões viz. O vulgo, que toma as coisas ao pé da letra, viu nesses emblemas individualidades reais, como vira outra hora saturno na alegoria do tempo. Então, eu acho que está muito bem explicado sobre o absurdo de existir o Satanás do capiroscopo, o demônio, o pervirado, o entombrote de nome, você pode escolher. Porque se admitir que exista este ser, é admitir que Deus não é o único. Ou que Deus não é tão bom

assim, porque criou um ser tão ruim. Então é assim, nunca de bico, gente. O pior é que as pessoas acreditam nessa fé infantil e não questionam. Se quer assim mesmo. Enfim, porque? Não sei, não sei. Mas enfim, sigamos em frente. Com isso, a gente encerra o estudo deste capítulo. No próximo episódio começaremos o segundo capítulo que vai

falar sobre a encarnação dos Espíritos. Obrigado pela sua presença e a gente espera como sempre. Tchau.

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