Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Sejam bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o livro dos Espíritos. Nós estamos na segunda parte, no primeiro capítulo que trata dos Espíritos. Então, sem demora, vamos estudar hoje sobre a progredão dos Espíritos, que são detalhes sobre os Espíritos e as perguntas são relativas a este tema. Então, vamos lá na 114. Os Espíritos são bons ou maus
por natureza? Ou são eles mesmos que se melhoram? São os próprios Espíritos que se melhoram e melhorando -se. Passam de uma ordem inferior para outra mais elevada. Então, a gente é por natureza, é criado completamente sem saber, a diferença entre o bem e o mal. E, conforme vai passando o tempo, a gente vai fazendo escolhas. E aí, nós vamos nos tornando Espíritos bons ou maus, que nem a pergunta está
falando. Por natureza, a gente é neutro. 115 dos Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus? Olha isso. Uns aceitam submissos, essas provas chegam mais de pressa a meta que lhes foi destinada. Outros só suportam lamentando e pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade. Então, eu já tinha respondido antes que Deus nos cria
neutros e a gente aqui escolhe o caminho. Tem uma sub -pergunta aí. Segundo o que acabou de dizer, os Espíritos em sua origem seriam como as crianças ignorantes e inexperientes, só adquirindo pouco a pouco os conhecimentos de que carecem como o percorrerem as diferenças fases da vida? Sim, a comparação é boa. A criança rebelde se conserva ignorante e imperfeita. Seu aproveitamento depende da sua maior ou menor
docilidade, mas a vida do homem tem termo. Ao passo que há dos Espíritos se prolonga ao infinito. Então sim, essa analogia cardeca é sempre maravilhoso. Ele faz uma analogia perguntando, então é como se a gente fosse criança, que nasce completamente sem saber e depois vai desenvolvendo estas tendências. E obviamente que o Espírito não nasceu pela primeira vez, então ele continua desenvolvendo essas
tendências que ele optou. E mesmo se ele optou por um caminho ruim, ele tem a chance de mudar essa trajetória qualquer momento. 116. A verais Espíritos que se concevem eternamente nas ordens inferiores? Não. Todos se tornaram perfeitos, mudão de ordem, mas demoradamente. Por quanto? Como já doutra vez dissemos, um pai justo e misericordioso não pode banir seus filhos para sempre. Pretenderias que Deus, tão grande, tão
bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmas. Os Espíritos não perdem a chance de nos dar uma lição de moral, e realmente não tem jeito de um Espírito continuar eternamente inferior. Pode teimar, pode passar muito tempo até ele cansar disso e começar a seguir o caminho do bem. Então, mudando de ordem, vão progredindo das ordens da tal escala espírita que a gente já falou. E isso nos dá uma pista muito clara sobre não
existir inferno. Porque ainda os Espíritos falam assim, pretenderias que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior que vós mesmos para deixar, banir seus filhos para sempre. Então, tá aí a explicação. Por que que inferno não existe? Porque se você pensa em Deus, se uma mãe terrena não conseguiria viver em paz, se soubesse que seu filho foi pro inferno, quem dirá a inteligência suprema do universo? Não
tem jeito. 117. Depende dos Espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição? Então, olha, tá aí a chave do nosso avanço. A gente é que determina o quão rápido nós vamos progredir para espírito feliz. Espírito perfeito é a gente que faz isso. Não tem nenhuma duração de ter... Ah, você tem que passar por, não sei quantas encarnações... Não tem. Você pode fazer tudo numa só. Depende da gente. Vai
dar chance. 118. Podem os Espíritos degenerar, ou seja, regredir? Não. À medida que avançam, compreendem o que os distanciava da perfeição. Concluindo uma prova, o Espírito fica com a ciência que dá ele veio e não esquece. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda. Entendeu aí? Pode permanecer estacionário, mas não retrograda. É que nem eu faço uma analogia com a escola, né? A
gente pode repetir de ano indefinidamente. Pode ficar... Não sei como é que é hoje em dia, mas na minha época, as pessoas podiam repetir de ano. Mas você fica 10 anos na quarta série. Mas você não volta para a terceira. Entende? Então, com o Espírito é a mesma coisa. Portanto, nós não vamos reencarnar no corpo de um animal, de um grilo, seja lá o que for.
Tá? Por essa informação, bem clara que os Espíritos nos dão... Não há dúvida de que a gente não anda para trás. A gente pode ficar teimosinho, paradinho, mas para trás a gente não anda. 119. Não podia Deus exentar os Espíritos das provas que lhes cumpre e sofrer para chegarem a primeiro a ordem? A resposta. Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde
estaria o merecimento sem a luta? Demais, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas personalidades. Acrece ainda que as missões que desempenham nos diferentes graus da escala estão nos desígnios da providência para a harmonia do universo. Portanto, Deus tem uma lógica, né? O porquê que a gente é criado todo mundo igualzinho. E aí, vão progredindo uns
mais rápidos, outros mais lentos, né? Mais segundo as nossas ações, segundo as nossas atitudes. Então, está aí a resposta dos Espíritos que Kardec vai complementar. Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções. Seria o caso de perguntar se porque o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general, porque todos usem.
Pregados subalternos não são funcionários superiores, porque todos os colegiais não são mestres. Ora, entre a vida social e a espiritual a esta diferença, enquanto a primeira é limitada e nem sempre permite que o homem suba todos os seus degraus, a segunda é indefinida e a todos oferece a possibilidade de se elevarem
ao grau supremo. É simples de entender, né? Na verdade, toda a experiência e lei, essa experiência também, o sofrimento, só nos serve para uma coisa, para nos ensinar para que a gente carregue isso para as nossas próximas vidas e saiba viver melhor, mais sabiamente, com mais bondade. Vamos para a cento e vinte. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem? Pela fieira do mal. Não.
Pela fieira da ignorância. Então, necessariamente, não é que os Espíritos têm que ser maus antes de correr um caminho do bem, entende? Então, pela fieira do mal, não. Ou seja, de ignorância, já pode ir caminhando no caminho do bem, você não precisa ser mal. Não tem essa rota aí, tá? Cento e vinte e um, porque alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros, o do mal? Não tem eles o livre, Arbitra.
Deus não os criou maus, criou simples e ignorantes, isto é, tendo tanta apetidão para o bem quanto para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria. Pronto, chama -se livre, arbítrio, né? E é isso que nos define como Espíritos e não como marionetes na mão de Deus, né? Nas mãos de Deus. Um mal. Simbolicamente falando. Cento e vinte e dois, como podem os Espíritos em sua origem?
Quando ainda não tem consciência de si mesmos, gozada a liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum princípio, qualquer tendência que os encaminhe para uma sendo a de preferência a outra? Entendeu, né? Então, como é que os Espíritos sabem que tem que seguir o caminho do bem e não o caminho do mal? Existe alguma coisa? Vamos ver a resposta. O livre e arbítrio se desenvolvem à medida que o Espírito adquire a
consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele. Nas influências a que sede em virtude da sua livre vontade é o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original. Um cederam a tentação, outros resistiram. E
aí vem uma sub -pergunta. Dois Espíritos imperfeitos que procuram apoderar -se dele, dominar -o e que rejubilam com o fazê -lo sucumbir? Oh, desculpa, estou lendo a resposta. Donde vem as influências que sobre ele se exercem? Eu estou meio doido. Então, a sub -pergunta. De onde é que vem as influências que sobre esse Espírito que não sabe
direito as coisas, exercem? Dos Espíritos imperfeitos que procuram apoderar -se dele, dominar -o e que rejubilam com o fazê -lo sucumbir? Foi isso que se intentou simbolizar na figura de Satanás. Então, nós temos um efeito da espiritualidade também junto de nós o tempo todo, que nos encaminha ou desencaminha. Ah, então nós somos vítimas? Não, porque a gente vai ouvir a espiritualidade que o nosso coração está cheio, né?
Então, se a gente está cheio de ódio, está cheio de raiva, quem a gente vai ouvir são os Espíritos, as pessoas desencarnadas que também estão cheios de ódio. Ainda mais uma sub -pergunta. Tava influência só se exerce sobre o Espírito em sua origem? Então, pronto, gente. Não há vítima. A gente lê um monte de romance espírita, né? E fica torcendo para os mocinhos, para os mocinhas, e ó, Espíritos inferiores,
vocês são os mausão. A gente vê isso nos filmes, essa coisa simplista que não existe na vida real, né? Não tem essa história, esse aqui é do mal, esse aqui é do bem. E a gente vê que muitas forças políticas tentam fazer isso, né? Olha, essa daqui é do mal, esse daqui é do bem, não. Tem uma inúmera, que nem a escala espírita, né? Tem uma inúmera quantidade de gente do mal e gente do bem em diversos matizes.
Então, não há desculpa, né? A gente só é dominado por essas interferências espirituais, enquanto a gente não tiver firmeza nas nossas escolhas. E se a gente vibrar nas energias, se a gente ficar em pensamento, como eu disse, se eu estou o tempo todo odiando, eu só vou dar espaço para atrair espíritos obsessores. Se eu estiver amando, só vai ter espaço para atrair espíritos felizes, né? Espíritos
melhores. 123, por que é a Deus permitido que os espíritos possam tomar o caminho do mal? Como ousar e pedir a Deus contas de seus atos? Suponde -se poder penetrar -lhe os desígnios? Poder -se, todavia, dizer o seguinte, a sabedoria de Deus está na liberdade de escolher que ele deixa a cada um. Por quanto? Assim, cada um tem o mérito de suas obras. Bom, primeiro vem a bronca, né? Normal, assim. Como
ousar e pedir a Deus contas dos seus atos? Quer dizer, que você pensa que você é a questionar o Deus, né? Mas sim, Deus nos dá as escolhas. Ou você tem livre arbítrio ou você não tem? Concorda? Se você tiver até a página B e aí você não pode seguir o mal caminho, então você não tem livre arbítrio. Aí você é um bonequinho nas mãos de Deus. Então
você tem e é simples entender. 124, pois que há espíritos que desde o princípio seguem o caminho do bem absoluto, e outros, o do mal absoluto, deve haver sem dúvida, gradações entre esses dois extremos, não é? Sim, a gente viu aí na escala espírita um resumão do que seriam esses graus aí dos espíritos. 125, os espíritos que enveredaram pela sendoa do mal poderão chegar ao mesmo grau de superioridade
que os outros? Sim, mas as eternidades lhe serão mais longas. Demora mais tempo, né? Se ele resolver o ir por um caminho errado até voltar para o caminho certo, demora mais tempo. Aí o Kardec diz assim, por essas palavras, as eternidades se deve entender a ideia que os espíritos inferiores fazem da perpetuidade de seus sofrimentos, cujo termo não lhes é dado ver, ideia que
revive todas as vezes que sucumbem numa prova. Então, o espírito está no mal caminho e quando desencarna está muito mal, sofrendo para ele parece que isso é uma eternidade, mas não é, é até ele decidir mudar o seu caminhar. 126, chegados ao grau supremo da perfeição, os espíritos que andaram pelo caminho do mal têm aos olhos de Deus menos mérito que os outros?
127, Deus olha de igual maneira para os que se transviaram e para os outros e a todos ama com o mesmo coração. Aquele são chama dos maus porque sucumbiram, antes não eram
mais que simples espíritos. Então, não, né gente, os olhos de Deus são amorosos por todos os espíritos, inclusive o que a gente chama de mal, que são os espíritos que estão no mal caminho, mas que um dia vão enxergar o bom caminho e vão tratar de mudar o seu direcionamento e chegar à perfeição. Todos temos este meio caminho.
Não é muito melhor essa visão de um Deus infinitamente justo e bom do que pensar naquele Deus que te classifica, olha, numa vida só, que você foi pro mal caminho, pumba, inferno, sofrimento eterno. Ah, você foi bonzinho, pumba, céu, ou vai pro purgatório para pagar os... Não faz sentido, gente, isso é coisa de pré -primário, é
coisa de criança, infantilode. Aí você vai falar, ah, Evandro, mas tem bilhões de pessoas que seguem essas religiões que pensam nisso, então você quer dizer que todo mundo está pensando
nesse caminho infantilode? Olha, desculpa se eu estou ofendendo alguém, mas sim, eu acho que é um modo muito bobo, né, de se classificar e de não enxergar, ah, porque eu aprendi isso desde criança, olha, eu nasci católico e fui católico praticante até meus 20 anos de idade, pra mim isso era uma verdade inquestionável, até quando
eu comecei a questionar. Quando eu comecei a questionar, eu falei assim, onde é que eu estava com a cabeça que eu não percebi isso antes, né? Então, por argumento, é só pensar um pouquinho. E a última pergunta de hoje, os espíritos são criados iguais quanto as faculdades intelectuais, então está falando de inteligência? São criados iguais, porém, não sabendo de onde vem, preciso aqui o livre Arbitrio Siga seu curso.
Eles progridem mais ou menos rapidamente em inteligência, como em moralidade. Então sim, também, inteligência e moralidade somos criados, iguais no começo de tudo. Aí o Kardec tem uma observação para essa pergunta. Os espíritos que desde o princípio seguem o caminho do bem nem por isso são espíritos perfeitos. Não tem, é certo, maus pendores, mas precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis
para alcançar a perfeição. Podemos compará -los a crianças que, seja qual for a bondade de seus instintos naturais, necessitam de se desenvolver e esclarecer e que não passam, sem transição, da infância a madureza. Simplesmente, assim como há homens que são bons e outros que são maus desde a infância, também há espíritos que são bons ou maus desde a origem, com a diferença capital de que a criança tem instintos já
enterramente formados, enquanto o espírito. Ao formar -se, não é nem bom nem mal. Tem todas as tendências e toma uma outra direção por efeito do seu livre árbitro. E esclarecido, inclusive, todas as perguntas, né? É isso, obrigado pela sua presença até aqui no próximo episódio. Continuaremos no mesmo capítulo e vamos falar sobre um tema bem curioso, anjos e demônios. Eu te espero como sempre, até o próximo. Tchau.
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