Olá, meu amigo, olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio
onde estudamos o livro dos Espíritos. Nós estamos na segunda parte, no primeiro capítulo que trata do assunto dos Espíritos e hoje nós vamos ter uma explicação da famosa escala espírita e é curioso que esta escala espírita, ou seja, os graus de classificação dos Espíritos, está na pergunta número 100, mas o que na verdade não é uma pergunta, é uma explicação sobre a escala espírita que a gente
começa a ver no próximo episódio. Então, sem demora, vamos para o texto de hoje em observações preliminares que o próprio Kardec nos traz. A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já de queiram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar -se. Esta classificação, aliás, nada atingirá absoluta, apenas no seu conjunto cada categoria apresenta a caráter
definido. De um grau a outra transição é insensível e, nos limites extremos, os matize -se a pagã, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco -íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem. Podem, pois, formar -se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista
onde se considere a questão. Dá -se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência. Sejam, porém, quais forem, em nada, ao teram as bases da ciência. Assim, é natural que, inquirido sobre este ponto, ajam os Espíritos divergido quanto ao número das categorias, sem que isto tenha valor
algum. Entretanto, não faltou quem se agarrasse a esta contradição aparente, sem refletir que os Espíritos em nenhuma importância ligam ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo, deixando -nos a forma, a escolha dos termos, as
classificações, numa palavra, os sistemas. Então, preliminarmente, a gente começa a entender que essa classificação não é exata no sentido de, olha, a partir deste comportamento, você é Espírito infeliz e passa para a próxima categoria superior, Espírito infeliz. Não é isso. É uma maneira mais geralzona, assim, da gente entender que existe uma escala de classificação, para a gente
poder entender. Não é para os Espíritos, não é para nós, humanos, podemos entender até mesmo pensar como fazer para subir nessa classificação dos Espíritos,
mas vamos continuar com o texto. Façamos ainda uma consideração que se não deve jamais perder de vista, a de que entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os homens, aos muito ignorantes, de maneira que nunca serão demais as cautelas que se tomem contra a tendência a crer que, por serem Espíritos, todos devão saber tudo. Qualquer classificação exige método, análise e conhecimento
aprofundado do assunto. Ora, no mundo dos Espíritos, os que possuem limitados conhecimentos são, como neste mundo, os ignorantes, os inapitosos a aprender uma síntese, a formular um sistema. Só é muito imperfeitamente percebem ou compreendem uma
classificação qualquer. Consideram da primeira categoria todos os Espíritos que lhe são superiores, por não poderem apreciar as gradações de saber, de capacidade e de moralidade que os distinguem, como sucede entre nós, a um homem rude
com relação aos civilizados. Então Kardec começa a explicar que nem todos os Espíritos vão entender essas categorias e, enfim, pode ficar confuso para os Espíritos, mas que a gente tem que entender que isso é apenas um jeito de explicar aí como é que se dá a nossa progressão
espiritual. Vamos continuar. Mesmo os que sejam capazes de tal apreciação podem mostrar -se divergentes, quanto as particularidades, conforme os pontos de vista em que se achem, sobretudo se se trata de uma divisão que nenhum cuio absoluto
apresente lineu. José Oitorné e Forte tiveram cada um o seu método, sem que a botânica houvesse em consequência experimentado modificação a alguma e que nenhum deles inventou as plantas, nem seus caracteres. Apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos ou classes foi
assim que também nós procedemos. Não inventamos os Espíritos, nem seus caracteres vimos e observamos, julgámos -los pelas suas palavras e atos, depois os classificamos pelas semelhanças, baseando nos endados que eles próprios nos forneceram. Os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais
ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e pela propensão parmal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem, são os bons Espíritos. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.
Esta divisão nos pareceu perfeitamente racional e com caracteres bem positivados. Só nos restava, porém, relevo, mediante subdivisões em número suficiente. Os principais matizes do conjunto foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benevolas
instruções jamais nos faltaram. Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar -se a ordem, assim como o grau de superioridade ou inferioridade dos que possam entrar em relações connosco e, por conseguinte, o grau de confiança audístima que mereçam é, de certo modo, a chave da ciência espírita. Por quanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam.
Esclarecendo -nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos Espíritos, faremos, todos, toda via, notar que estes não ficam pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendros sempre gradual, o progresso deles e muitas vezes mais acentuado, no sentido do que em outro, pode acontecer que muitos reunam em si os caracteres de várias categorias o que seus atos e linguagem
tornam possível apreciar -se. E assim, a gente chega no final do texto de hoje, que é uma preparação, né, para que a gente possa entender. Essa categoria, pelo que eu compreendi no texto, essa escala espírita foi feita mais para identificar os Espíritos que se comunicavam com os médiums coordenados por Kardec do que qualquer outra coisa. E assim, ficaria mais fácil de entender se as mensagens eram corretas, verdadeiras
ou mistificadoras. Então, nós temos três, isso foi falado já em episódios passados, três grandes
ordens, três grandes conjuntões. Espíritos imperfeitos, aqueles que não estão ainda a fim de pensar na vida espiritual e só querem, onde predomina o egoísmo, né, depois os Espíritos bons, que é a ordem daqueles que já pensam na vida espiritual e tentam agir, se corrigir da melhor maneira possível, e os Espíritos perfeitos, aqueles que já chegaram à
perfeição. No próximo episódio, nós vamos estudar a terceira ordem dos Espíritos imperfeitos e a gente vai ver que está dividido em classe, então tem bastante coisa para a gente ver e está bem interessante. Eu te espero como sempre, obrigado pela sua presença e até o próximo episódio. Tchau!
