Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Sejam bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o Evangelho Segundo do Espiritismo. Pra te situar, nós estamos no quinto capítulo do encerramento, bem -aventurados os aflitos, nas psicografias que são chamadas de Instruções dos Espíritos. Hoje, vamos ler mais uma dessas psicografias intitulada A Desgraça Real. Então,
sem demora, vamos para o texto. Toda gente fala da desgraça, toda gente já sentiu e julga conhecê -la o caráter múltiplo. Venho a dizer -vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os
homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a veem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se a companhia de cabeça descoberta e com corração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação, do orgulho que desejar envolversem por porém mal
oculta o ano de sobiosandrájus da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só veem o presente, a verdadeira desgraça, porém, está nas consequências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizem -me -se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que a carreta consequências funestas não é, realmente, mais desgraçado do que outro que
a princípio causa. Viva a contrari -dade e acaba produzindo bem. Dizem -me -se a tempestade que vos arranca as árvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte. Não é antes uma felicidade do que uma infelicidade. Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver de as
consequências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou indito sopar o homem, precisamos transportar -nos para além desta vida, porque é lá que as consequências se fazem sentir. Ora, tudo, o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua
compensação na vida futura. Vou revelar -vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolhece e deseja -as com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agita C .C. de Ilha maiúsculo O. É a satisfação louca da vaidade, que faz encalar a consciência, que comprime em ação do pensamento, que
atordou o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é ópido o esquecimento que ardentemente procurais conseguir. Esperar e voz que chorar, estremez, voz que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito.
A Deus não se engana, não se foge ao destino e às provações, creduras mais impiedosas, do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreita um repouso ilusório para vos emergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, naquela que surpreende a alma molentada pela indiferencia e pelo egoísmo, que, pois o Espiritismo vos esclareça e recoloque para a vós sobre verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente
deformados pela vossa segueira. Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados a paz que lhes não pode dar glória nem promoção, que importa ao soldado perder na refregar armas, bagagens
e uniforme, desde que saia vencedor e com glória. Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino de Deus. Essa psicografia é assinada por Delphina de Girardin, foi obtida em Paris em 1861. Então, o que a gente conclui
desse texto? Que a verdadeira desgraça é a consequência daquilo que a gente não faz ou daquilo que a gente faz e vai ter muitas vidas para pagar e
não necessariamente a vida que a gente vive hoje. A gente tem que entender que essa tal desgraça, que esse desgraçado a gente vê é por essa vida, é por um momento, não é para sempre e que a verdadeira, a real desgraça está nas consequências daquilo que a gente pode ter aqui e que sim vai ter que responder por muitas e muitas vidas por muito e muito tempo. Que a gente possa refletir bem
sobre isso. Maravilha, no próximo episódio continuaremos aí, vamos estudar mais um texto muito interessante chamado A Melancolia, para quem não sabe, Depressão, que hoje diagnosticada doença na época de Kardec, era chamada de Melancolia e a gente vai entender um pouquinho sobre quais eram os entendimentos da ciência e dos espíritos naquela
época. Eu espero até o próximo programa, até o próximo programa que estou engasgando aqui, como sempre, obrigado pela sua presença. Até mais, tchau.
