O Evangelho seg. o Espiritismo [Ep29] O suicídio e a loucura (cap V, 14-17) - podcast episode cover

O Evangelho seg. o Espiritismo [Ep29] O suicídio e a loucura (cap V, 14-17)

Oct 29, 202416 minSeason 18Ep. 29
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Transcript

Olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem -vindos a mais um episódio onde estudamos o Evangelho segundo o Espiritismo. Nós estamos no quinto capítulo bem -aventurados os aflitos e hoje nós vamos falar de um tema um pouco cabeludo e por que será que tem a ver com o que a gente está estudando? Vem falar sobre o suicídio e a loucura. Então,

sem demora, vamos para o texto de hoje. A calma e a resignação auridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serianidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes

que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os revésias, decepções que ouveram desesperado na outra circunstância evidente se tornam que essa força que o coloca acima dos acontecimentos e lhe preserva de abalos à razão, os quais, se não for isso,

a conturbarião. Olha que interessante, aí começa a fazer todo o sentido por que estamos falando desses

dois temas meio ácidos, né? Sobre, continuando o estudo anterior sobre a resignação, nós vimos aprender hoje que realmente a resignação, a calma que vem também da resignação é um remédio, é um antídoto para o que, nessa época, 160 anos atrás era chamar de loucura, ou seja, os transtornos mentais e que também estes transtornos mentais levam aí ao suicídio, que essa resignação é a maneira mais

fácil, né? De a gente não entrar nesta em estados alterados, né? Em que as nossas emoções ficam todas meio doidas e estressadas e aí isso vira um transtorno mental e que pode levar aí as consequências mais graves. Justamente essa resignação, esse o aceitar, o sofrimento, compreendendo que tem uma razão de ser, mas que também tem um fim, né? E o que é isso diante das nossas inúmeras existências,

né? Isso é um breve momento diante da nossa imortalidade. O mesmo ocorre com o suicídio, postos de lados que se dão em estado de embriagueza de loucura, aos quais se pode chamar de inconscientes, é incontestável que tenha eles sempre por causa um descontentamento, quais quer que sejam os motivos particulares que se lhe

apontem. Ora, aquele que está certo de que só é desventurado por um dia e que melhore serão os dias que vão de vir, enche -se facilmente de paciência. Só se desespera quando nenhum termo divisa para os seus sofrimentos. E que é a vida humana, com relação à eternidade, se

não bem menos que um dia. Mas para o que não crenar eternidade julga que com a vida tudo se acaba, se os infortúnios e as aflições o acabruiam, unicamente na morte vê uma solução para suas amarguras. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar pelo suicídio as suas misérias. Interessante, né? Ninguém

se mata à toa, né? As pessoas têm aí suas razões e merecem todo o nosso amor, toda a nossa compreensão, toda a nossa compaixão e auxílio, né? Com as nossas preces, nossas lembranças, nossas emanações amorosas para eles que não se extinguíram, né? E descobrem da pior maneira possível, depois do ato, que continuam vivos, né? Que não acabaram com o problema anterior que os levou a essa ação muito radical,

né? Então que precisam mais ainda do nosso amor, do nosso compreensão e são sempre auxiliados, né? Pelo nossos amigos espirituais e pelos nossos desejos mais íntimos e mais puros e amorosos por essas pessoas. Ao contrário do que algumas religiões dizem que é para ignorar, que já foi por capeta e pronto a... Que amoroso, né? Essas religiões são ótimas assim, que Deus que eles cultuam, que eu não sei que Deus

que é, né? São os nossos irmãos e muitos de nós já caímos nisso, né? Já nos suicidamos, já nos tiramos a vida por desespero, por problemas e tudo mais e todo o Espiritismo vem nos ajudar. A primeiro não desenvolver transtornos mentais diante

da pressão, de sofrimento que a gente sofre, né? E hoje a ciência está aí e a gente deve, deve acionar, psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas, todo tipo de ajuda, medicamento, tudo que temos à disposição devemos ir atrás. Essa história de que é, não, só no centro espírita, só tomar paz e basta, conversa

fiada. É a mesma coisa que se fala na igreja, não, você não precisa tomar uma remédio, vem aqui que Jesus te curou, mentira, sacanagem, né? Nós temos aí a ciência, é para nos ajudar. Junto disso tudo, o Espiritismo vem nos trazer, né? Esta tranquilidade, digamos assim, de que os problemas não são o fim do mundo, né? Que isso é um ponto diante das nossas múltiplas existências. Fica

mais fácil para ser resignado nesse caso. A incredulidade, as simples dúvidas sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio, ocasionam a covardia moral. Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou lê em que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando os a deduzir que, se são desgraçados. Coisa

melhor não lhes resta se não se matarem. Que desoderiam dizer para desviar luz dessa consequência? Que compensação eles podem oferecer? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva, mas vale buscá -lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por

menos tempo. A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o vendendo que inocula a ideia do suicídio na maioria dos que se suicidam e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade. Com o Espiritismo, tornada impossível a... Duvida,

muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para o lado túmulo, mas em condições muito diversas, onde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio, onde, em suma, a coragem moral. Então, o Espiritismo vai ser um potente auxiliar e a gente sabe que muitas pessoas... Ah, então quer dizer que nenhum espírita se suicida? Muito pelo contrário. Muitos

se suicidam. Eu conheço um monte que já fez isso. Não quer dizer que nós estamos imunes, tá? Mas quer dizer que depende do entendimento que nós temos sobre isso e que nos ajuda a construir esse conhecimento e a afastar a ideia. A gente sabe que as doenças nos transtornos mentais, quando a gente tá... Eu sou uma pessoa medicada, tomo remédio para depressão, ansiedade, já tive burnout, já tive muita coisa braba.

E nos momentos de crise, vem na cabeça, especialmente onde você está, num apartamento alto, numa coisa, vem na cabeça assim, se joga, vai se joga, vai se joga. Parece que uma vozinha falando e provavelmente devem ser os espíritos que estão falando pra gente, porque não falam nem em primeira pessoa, né? Eu vou me jogar, não, se joga, né? Então

a gente tem aí essas provocações. Mas conforme a gente vai acumulando o conhecimento, estudando a doutrina espírita, vai nos tornando mais imunes a esse tipo de coisa. Ah, quer dizer que a gente não vai ter depressão? Vai ter depressão, especialmente porque depressão é uma coisa química, né? Não é uma tristeza, não tem

nada a ver uma coisa com a outra. Olha, eu estou com dor de dente, então eu vou no centro de espírita, tomo água fluidificada, o dor de dente vai passar. Não vai! Depressão é a mesma coisa, vai passar com remédio. Vai melhorar com remédio, já que não tem cura, né? Vai melhorar com remédio, vai controlar com remédio, com terapia. É assim que as coisas são. Mas pra chegar num extremo de

suicídio, né? Você precisa estar muito desesperado e realmente não ter nenhuma esperança nem dessa vida material, muito menos da vida espiritual,

que tem alguma coisa melhor por vir. Então por isso que se fala que a maioria dos suicídios é pelo materialismo, porque não está pensando na sua vida espiritual, no mundo espiritual, nas suas diversas existências, está pensando de uma maneira material do que está acontecendo naquele momento junto com o transtorno mental, que obviamente ocorre, né? Ninguém que está bem fala assim, ai, que que vou fazer hoje? Ah,

vou matar! Não existe isso, gente, tem que estar doente pra que isso aconteça. Por isso, de novo, é preciso todo nosso amor e compreensão, por mais difícil que isso seja, né? Todo nosso amor, compreensão, prece acolhimento, mesmo depois do ato, acolhimento ao espírito, pra que ele sofra o menos possível durante esse processo. Ele não acaba, nenhum de nós

vai acabar com a morte. Portanto, nós temos que saber uma maneira de seguir adiante, né? De seguir caminhando nas outras e demais vidas. Claro que vão ter consequências desses atos, muitas vezes são muito horríveis assim, não porque Deus castiga, mas porque infringiram uma

lei natural, né? E se tiraram a própria vida interrompendo uma caminhada, e aí muitas vezes pela própria consciência ficam se punindo, até o momento que entendam o processo com ajuda espiritual, obviamente com ajuda das nossas preces, e aí saem deste ciclo de sofrimento e recomeçam a caminhada de onde parado. Ok? Mas vamos continuar aqui o estudo. O Espiritismo ainda produz, sob esse aspecto, outro resultado igualmente positivo

e talvez mais decisivo. Apresenta -nos os próprios suicidas a informar -nos da situação desgraçada em que se encontram e a provar que ninguém viola impunemente a lei de Deus, que proíbe ao

homem encurtar a sua vida. Entre os suicidas, alguns a cujos sofrimentos, nem por serem temporários e não eternos, não são menos terríveis e de natureza a fazer refletir os que porventura a pensão daqui sair antes que Deus o haja ordenado.

O Espírito tem, assim, vários motivos a contrapora a ideia do suicídio, a certeza de uma vida futura, em que, sabe -o ele, será tanto mais ditoso, quanto mais inditoso e resignado a haja sido na terra, a certeza de que, abreviando seus dias, chega, precisamente, a resultado oposto ao que esperava, que se liberta de um mal para encorrer no mal pior, mais longo e mais terrível, que

se engana, imaginando que, com o matar -se, vai mais depressa para o céu, que o suicídio é um obstáculo A, que no outro mundo, ele se reúna aos que foram objeto de suas afeições e aos quais esperava encontrar, donde a consequência de que o suicídio só lhe trazendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses.

Por isso mesmo, considerável já o número dos que tem sido, pelo Espiritismo, obstados de suicidar -se, podendo daí concluir -se que, quando todos os homens forem Espíritas, deixará de haver suicídios conscientes, comparando -se então os resultados que as doutrinas materialistas produzem com os que decorrem da doutrina Espírita, somente do ponto de vista do suicídio, forçou -se a reconhecer que,

enquanto a lógica das primeiras aí lhe conduz, a da outra, o evita fato que a experiência confirma. Primeiro, é muito esperançoso que todos os homens sejam Espíritas, a gente vê que no próprio movimento do Espírito, quanta diferença

tem de um para o outro. Outra, muitos Espíritos, inclusive palestrantes Espíritas, eu conheço pelo menos um, que vivia no centro do Espírito dando palestra e que se matou, e a gente sabe depois, que é por questão de aceitação da sua sexualidade, tudo mais tem outras coisas aí no meio. Mas não importa, o Espiritismo é uma grande ajuda para que isso não aconteça. E que a gente também acolha todas as pessoas que estão

com essas ideias. E quem anunciar, não vem com essa história assim, ah não, quem anuncia que vai se matar, nunca vai ter coragem. Vai, vai sim. Então, se alguém falar para você alguma coisa que leve essa conclusão, socorra esta pessoa imediatamente. Não só com conversinha fiada, mas com amorosidade e encaminhamento para terapia, para tratamento psiquiátrico, para auxílio médico, porque

é isso que essa pessoa precisa. E lógico, o estudo da Doutrina Espírita vai ajudar bastante. Aqui o Kardec falou sobre as cartas. Tem uma série de mensagens no final do livro Céu Inferno, na verdade, na última parte, e tem uma sessão só de suicidas. Que lá tem as descrições, tem bastante, as descrições de como foi, por que foi, e como é que aconteceu do

outro lado. Portanto, é uma ótima leitura para a gente entender como é a experiência de quem resolve cometer o suicídio. E com certeza, muitos de nós já fizemos isso em vidas anteriores, e tivemos a consequência disso. Mas essas leituras são muito boas. Tenha aqui no canal, no podcast, você vai ver o Céu Inferno, você vai ver lá que tem as cartas dos suicídios. Então, eu recomendo que você estude comigo. Tá

bom? No próximo episódio, nós vamos começar a ver as instruções dos Espíritos. Lembra? As psicografias no final dos capítulos sobre o tema bem -aventurados, os aflitos. No próximo, bem e mal sofrer. Eu te espero como sempre, obrigado pela sua presença, e até o próximo estudo. Tchau. Legendas pela comunidade de Amara .org

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