Misoginia, Machismo e Feminicídio: entre os muitos silêncios dos espíritas [Ep23] - podcast episode cover

Misoginia, Machismo e Feminicídio: entre os muitos silêncios dos espíritas [Ep23]

Mar 22, 20232 hr 2 minSeason 17Ep. 23
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Abordando mais um tema atual e instigante, para propiciar análises e debates dentro da perspectiva kardeciana: "Misoginia, Machismo e Feminicídio: entre os muitos silêncios dos espíritas".  Na bancada, como convidada especial, a cientista social Ana Cláudia Laurino (AL) e, como debatedoras, Claudia Jerônimo (SP) e Débora Nogueira (SP), ambas do Conselho de Gestão do ECK, todas sob a mediação de Marcelo Henrique (SC), Coordenador-Geral do ECK.  Os tempos atuais amplificaram vários problemas sociais, calcados no desrespeito, nos preconceitos e na imposição da força como autoridade. Infelizmente, os discursos políticos albergam uma série de fobias, incentivando o cidadão comum a extravasar aquilo que, muitas vezes, antes, ficava apenas retido em seu íntimo.  Em paralelo, o meio espírita tradicional evita a abordagem de tais temas com a conhecida falácia de que os mesmos são "veículo de dissensões" e abertura para as "más vibrações".  Os espíritas que se calam diante destes e de outros graves problemas da atualidade, assim, se distanciam do discurso e das ações tanto de Jesus quanto de Kardec, considerada a natureza da mensagem da Doutrina dos Espíritos.  Debater, portanto, abordando com excelência tais temáticas - sem perder, contudo, a ternura - é essencial para o planejamento de ações conscientes, da parte dos espíritas, individual e coletivamente, inclusive dos centros e demais instituições espiritistas para romper com os silêncios, proteger os vulneráveis e combater toda e qualquer forma de violência e discriminação.

Transcript

Alô, icq, a nasce e CK anos, tudo bem? Ói nóis aqui traveiz. Se você pensa que nós fuma, embora nós enganemos 6, fingimos que fumo mais vor. Temos, ói nós aqui através. É com esse espírito, sempre jocoso, sempre bem humorado, mas com muita seriedade para tratar de temas Agudos, ácidos, pertinentes a atualidade planetária. E nós estamos aqui mais uma vez, nos embalos de sábado à noite do grupo espiritismo com Kardec

para mais uma live. Estamos aí chegando a final do ano de 2022, já vamos entrar em novembro, mas continuamos trabalhando por nós e por vocês para trazer as informações espíritas, espirituais relacionadas a diversos Campos de atuação do gênero humano. Aproveitando para encampar as questões sociais, as questões planetárias, fazendo a linkagem com a doutrina dos espíritos, obviamente devemos aqui.

Ressaltar que as nossas li vezes trabalham a teoria espírita originária, isto é, aquela contida nos 32 livros de Allan Kardec. Mas também dando espaço para o livre pensar espírita, que é a atuação de cada expoente do movimento espírita na interpretação dos fatos sociais, das situações da nossa contingência planetária e exercendo o livre pensar interpretando essas situações, à luz do espiritismo. Isso foi feito pelo próprio Allan Kardec, por Leon deni, por Herculano pires, por deolindo

Amorim e tantas outras. Individualidades do passado assim como é feita por nós e por muitos outros pensadores no momento da contemporaneidade, por isso o nosso agradecimento em especial você que prestigia o nosso trabalho diário dentro do grupo espiritismo. Com Kardec a você que lê as postagens no grupo E também as publicações do nosso site ou secar que não é Calvin Klein, o grande estilista. O grande per fumeiro. Francês, mas sim. O com Kardec, onde nós reproduzimos as principais

matérias e informações. De interesse dos espíritas na atualidade estamos mês a mês publicando novamente a nossa revista espírita eletrônica Harmonia, cuja edição de outubro está no prelo, será lançada amanhã tratando da décima lei divina, presente na terceira parte do livro dos espíritos, chamada lei de justiça, amor e Caridade, que tem tudo a ver com a discussão de hoje, que você já sabe que é sobre. Misoginia, machismo e feminicídio entre os muitos

silêncios dos espíritas. Por que é que os espíritas, então, são silentes, silenciam diante dessas temáticas? Porque o movimento espírita em geral, sobretudo o movimento majoritário, aquele que se auto classifica como um movimento religioso espírita, o movimento do tríplice aspecto silêncio, ciência, filosofia e religião, não debate com efetividade. De com intensidade e com frequência e sistemas Agudos. Qual é a razão pela qual o movimento espírito então adota?

A mordaça. Não vamos debater para não baixar a vibração espiritual. Nós hoje, então vamos romper com esse paradigma equivocado. E como você já sabe, vamos tratar desse tema com leveza, mas com seriedade. Como disse o grande pensador, cheguei Vara endurecermos, mas sem perdermos a ternura. Portanto, sem mais delongas, vamos chamar ela, que é a nossa convidada especial para mais uma participação nos embalos de sábado à noite do ICK, nas livres do ICK. Ana Cláudia Laurindo, seja

bem-vinda, banksia. Especial esse momento de estar aqui com vocês muito agradecida. Bacana, Ana Ana já é uma figurinha daquelas que a gente chama, né?

Já que tem álbum aí. Álbum de Copa do Mundo, o álbum do Harry Potter, álbum de disso daquilo, é uma figurinha carimbada, aquela figurinha difícil, aquela figurinha que todo mundo procura porque a Ana tem tido aí uma desenvoltura muito importante para o nosso movimento laico, progressista, livre pensador e genuinamente kardecista, tratando exatamente dessas questões sociais sociopolíticas.

Que tem tudo a ver com a proposta genuína do espiritismo, de transformação, das individualidades e das coletividades. A transformação da sociedade como um todo. Ana Cláudia lindo é mestre em educação, é cientista social, é escritora. Com 7 livros publicados, é professora e é palestrante

espírita. Ela também assina uma coluna, um blog no site repórter nordeste, que eu recomendo a vocês para conhecer o pensamento, as Ideas e essa conexão importante entre as teorias espíritas e as questões da nossa vivência social. Dá um pulinho lá? Daqui a pouco. Repórter nordeste, você vai encontrar o blog livre pensadora, que é de responsabilidade da nossa querida Ana Cláudia Laurindo.

Sinta-se à vontade na família. Checar você já é de casa e nós temos certeza que nosso debate hoje será muito rico. Vamos trazer então a primeira debatedora da noite. Nossa Débora Nogueira, bem-vinda Débora. Boa noite a todos. Vocês me ouvem bem? Eu estou muito feliz de estar aqui, emocionada de estar ao lado da Ana que a quem eu admiro muito. Enfim, vamos em frente. Vamos em frente que atrás vem gente, é isso mesmo, todo não vai atrás do trio elétrico.

Quem morreu? Mas isso, há controvérsias, porque os espíritos também vão lá atrás do trem elétrico, né? E também vão aqui atrás das libs do ceca. Tá cheio de espírito por aqui por aí, na sua casa, no seu centro espírita, na sua atividade, onde você estiver, eles estão por toda parte assim disse o grande Magrão. Jesus de Nazaré o vento só pra. Portanto, onde quer? Débora Nogueira é publicitária, atuou como bancária e é atriz. Olha aí, Hein, está aí a desenvoltura da nossa.

Debinha. UI, UI, como diz a Cláudia, atriz formada pela escola de arte dramática da Universidade de São Paulo USP, atuou em grupo espírita junto ao presídio feminino do complexo penitenciário do Carandiru, em São Paulo, por 4 anos. É expositora.

E coordenadora do grupo de teatro do centro espírita irmão XE, é membro do conselho de gestão do grupo espiritismo com Kardec, feita então a apresentação para Eve da nossa Débora, vamos chamar a última integrante desta bancada feminina do debate de hoje para tratar desse tema de grande interesse não só das mulheres como dos homens, como a sociedade como um todo. Vem aí que rufem os tambores, Cláudia Jerônimo. É Ela, o Rui.

Envie da calcinha, eu tenho que chegar chegando, gente, porque eu estou aqui de fã hoje, dessas 2 mulheres maravilhosas, então eu espero realmente conseguir colocar um pouquinho de do que eu sei bem pouquinho mesmo, porque perto dessas 2 feras, tudo bem com a Débora. De vez em quando no meu cangote o sim, né? Eu apanho um pouco mais, tá? Tá valendo. Apanhar a da vida não é a vida, ensina, não é? É como disse o capítulo do evangelho, é necessário que haja um escândalo, mas ai daquele por

quem vem ao escândalo, né? Cláudia? Jerônimo então, é formada em secretariado, atuou na área e atualmente é na área administrativa de uma auto mecânica. É expositora, oradora e orientadora de grupos espíritas, membro também do grupo de teatro da chefa. Aquela chefa ali que eu falei há pouco. Né? Do centro espírita irmão XE, é membro do conselho de gestão do ECK. Sim, como a Débora e do conselho editorial da nossa revista espírita eletrônica.

Harmonia. Portanto, pessoal, tá aí chegando, já está aparecendo na tela os cumprimentos, as saudações pessoal aí que usa o nosso identificador Facebook premiado para que nós possamos saber e todos que estão assistindo ao vivo. Quem é que está comentando, quem é que está perguntando? Como o nosso chilen que apareceu aí? A sua manifestação breve, né? Aí, ó, tirem aí então, vamos trabalhar hoje nessa temática e vamos abrir ela com chave de ouro, né?

Fazendo aquela pergunta que não quer calar, né? É a minha última pergunta, inclusive aqui do meu script, do meu é, da minha colinha. Ana, vamos começar então com tudo. Por que os termos misoginia? Machismo e feminicídio incomodam tanto os espíritas em geral?

A resposta? Ela poderia ser simplista, mas eu tenho tentado evitar as respostas simplistas, até para ser mais justa na compreensão dos comportamentos que além de de palestrante de expositora, de escritora, eu sou cientista social e tenho uma responsabilidade. Maior eu. Eu me dou essa responsabilidade em um nível. Para além da opinião, então é preciso focar um pouco Na Na história da sociedade para entender como determinados conglomerados é se comportam nas

linhas da história. E a questão da mulher? Ela está na amarração da estrutura patriarcal e não é somente. Por uma questão de escolha, o silenciamento. Mas é dentro de um contexto de formação patriarcal que distribui privilégios.

Para a condução, mas. X ta do mundo e isso em um viés de organização dos sistemas e dentro desses sistemas nós vemos as hierarquias distribuídas desde a família, as igrejas, as instituições como um todo e nesse bojo obviamente vai entrar também o centro espírita e a sua organização de intuição patriarcal por estar. Dentro desse sistema, sem nenhum interesse em questioná-lo, muito pelo contrário, a muito acirrado

pela presença de militares. Na organização de centros espíritas pelo Brasil, numa conotação histórica. E esse louvor da autoridade masculina perpassa a ideia de controle, segurança, organização e para chegar no debate que é lenka misoginia, machismo e feminicídio. Muitas outras Barreiras precisam ser Derrubadas. Para que cheguei mo a fazer um debate produtivo com condições de transformação real a partir do conhecimento da instrução, da

superação, da ignorância. Muito boa essa introdução para mostrar o porquê da escolha do ECK por essa temática, num momento em que também estão acirrados os ânimos sociais em razão de mais uma disputa político eleitoral. É em relação ao principal posto de gestão pública em nosso país. Do cargo de presidente da República e todas as questões intrínsecas que estão nesse contexto.

Débora e Cláudia. Vocês fazem parte de uma instituição bem tradicional na numa nada na cidade mais importante do ponto de vista econômico do país que é São Paulo e que provavelmente possui uma estrutura de distribuição de poder e de organização bem parecida com esse relato introdutório da Ana Cláudia Laurindo. Então, Débora, quais as situações que tu podes? É elencar como exemplos dessa dificuldade da expressão da

mulher. E claro, ainda imagino numa escala menor, a ocorrência de situações que são correlacionadas aos temas é misoginia, machismo e espero que não. Feminicídio na ambiência. Da comunidade em que o irmão x está inserido. Ficamos sem som, estavas com som agora ficamos sem som isso. Agora, sim. É a questão da mulher, é assim, a mulher é aquela que cuida da casa espírita. Sabe aquelas senhoras que vão lá, fazem isso, fazer aquilo? Participam do bazar. Até aí tudo bem.

Porém, os cargos de destaque, vamos dizer assim, é sempre ficam nas mãos masculinas e muitos são verdadeiras entidades que nós não nem vemos, mas consta o nome lá, certo? Então assim a gente percebe no dia a dia da de uma casa espírita, é essa questão em relação à mulher. Primeiro porque é a decisão final. Invariavelmente, é masculina. Tá? Então, por exemplo, se você faz algum trabalho lá é, e você vai, monta e faz como já aconteceu. Já aconteceu de repente esse

trabalho. Ele é, vamos dizer assim, colocado no colo de algum homem, como se ele fosse o responsável. Sabe aquele esquema de empresa em que a pessoa faz tudo e o chefe é que leva o os louros da da Glória? Do trabalho efetuado, então, acontece mais ou menos assim. E infelizmente, com essa, com essa onda absurda de conservadorismo e de coisas, é enfim, que nós estamos vivendo agora, principalmente vésperas da eleição. É, trouxeram umas posições assim que estavam.

Claro que acobertadas de de alguma forma e as pessoas começaram a tomar. Algumas posturas absurdas e levando é é postar levando pensamentos, atitudes para dentro da casa espírita que não tem nada a ver com espiritismo, que não tem nada a ver com Kardec, sabe? Então, no meio espírita fica muito assim. As pessoas querem fazer a Caridade, mas não querem resolver os problemas sociais. Então, se se uma pessoa aparece

lá com algum problema. Ele vai, a pessoa vai tomar passe, vai fazer isso, fazer aquilo ao que não seja bom, mas ninguém vai a fundo desse problema, sabe? E a questão da mulher? Dentro, é? Da casa espírita, pelo menos que eu trabalho, invariavelmente, ela fica assim, ela é sempre, nunca é o papel principal, é sempre o coadjuvante, sabe? Uma vez eu tive uma pessoa que participou do grupo, que era um militar e ele não se conformava que eu não acatava as suas Ideas.

E eu não acatava as suas Ideas não, porque era pra porque era ele ou para fazer uma picuinha ou qualquer coisa assim. Eu não acatava porque eu via que artisticamente aquilo não funcionaria, sabe? E a pessoa foi extremamente agressiva comigo. E depois eu viro a vim a saber que era um homem que agredia a sua esposa, né? E a palavra Caridade vivia na boca, sabe dele? Então isso foi uma coisa que eu lembrei e é um exemplo de como as coisas andam dessa forma. Nas casas espíritas, na rotina.

Bom, esse depoimento da Débora é bem forte e bem exemplificativo de situações que são características na ambiência espírita. Onde o comportamento dos indivíduos, sejam eles homens e mulheres, mas mais notadamente os homens. Possui um distanciamento em termos de qualidade em termos de ética, em termos de equilíbrio em relação a outros comportamentos do mesmo personagem no ambiente familiar ou no ambiente empresarial.

Se ele é um gerente, se ele é um dono de uma empresa, se ele é alguém que tem alguma proeminência sobre os outros, esse é. É uma questão que, embora não esteja relacionada a diretamente a misoginia ou machismo. Ou ao feminicídio acaba. É repercutindo porque essa diferença de comportamento É Ela alcança. Também é pessoas de outro sexo, né? Não, não necessariamente mulheres, mas acaba sendo um problema estrutural. Então, Cláudia, o que dizer dessa situação? Da?

Do, da desconsideração da personalidade. Da individualidade, da opinião das mulheres, nas ambiências espíritas que você já frequentou ou frequenta, isso é comum, isso é, é frequente. Teria algum exemplo? Assim como a Débora, para elencar nessa situação é, eu diria que a falta de sororidade. É se percebe na no ambiente espírita que as mulheres querem mais disputar. Mostrar que o seu departamento é melhor do que o outro. Disputar entre si do que se unir para que tudo funcione.

Eu tenho percebido isso em algumas situações, tá? E assim é, elas vêm assim porque se você tem que resolver o seu problema com o seu marido, com o seu companheiro, com seu irmão nesta vida, para não voltar com ele depois, você tem que ser passiva e a gente ouve isso muito dentro da casa espírita. Então, quando você como orientadora, como atendimento fraterno, vai e conversa com uma pessoa e fala, não, você não tem que manter esse casamento, porque você está sendo agredida.

No seu errado, porque você tem que ensinar a passividade para a pessoa e eu estou dando depoimento meu no sentido de orientar alguém, tá? E isso é muito complicado e você ouve isso principalmente na casa espírita de mulheres. E é isso que eu acho muito mais forte, né, Débora? Nós já passamos por isso de a gente ouvir de mulheres, não olha, você não pode trazer essas modernidades a mulher, ela precisa aprender que ela tem que que que será passiva, amorosa.

E isso que dói muito na gente e nós ouvimos isso direto. É EEO que eu vejo, mesmo que você perguntou, né? Que acontece muito na casa, é essa? Realmente essa disputa? O meu departamento é melhor que o seu. Então, em vez de se unirem para que tudo encaminhe de perfeita, olhe para ajudar mais pessoas. Não tem essa disputa e eu percebo que é o os cargos que são assim, de ajuda direta, muitos são femininos.

A parte da assistência social, ela é dirigida geralmente por mulheres, lá na casa e hoje eu vejo que a mulher que está dirigindo ela É Ela é assim. Ela tem uma cabeça muito mais aberta nesse sentido da parte social de desenvolvi, de trazer pessoas para desenvolver. É é para que as pessoas consigam ganhar o seu pão, sabe? Não tanto ter o pobre de estimação como muita casa espírita faz, então isso também já é um avanço nesse momento, tá?

Muito bom, muito bom. Colocado, Ana, vamos novamente voltar para essa condição. É presente e majoritária no chamado segmento movimento ou meio espírita, que acaba ficando muito mais evidência no momento em que esses valores conservadores estão na pauta política da atualidade e na pauta político eleitoral. Então, a pergunta que vem da nossa produção é a seguinte. Até que ponto?

O caldo conservador, sobretudo excessivamente religioso, presente no espiritismo, a Brasileira que é uma expressão da nossa querida é Sandra. Estou sobre AA condição peculiar do espiritismo em terras brasileiras, a partir da do desabrochar do espiritismo, aqui no nosso país. Então esse caldo conservador e religioso que está presente no espiritismo, a Brasileira, até que ponto ele propicia uma certa inércia? No combate pelos espíritas, a misoginia ao feminicídio e ao machismo.

Aos espíritas na contemporaneidade, a aos espíritas brasileiros Na Na contemporaneidade, muitas oportunidades elas estão sendo dadas através das vivências, em um contexto que está inquietando e trazendo questões que foram esquecidas para o debate. Para esse exato momento. E o? Caldo conservador que nós temos é é um caldo de manutenção estrutural ou. Ou seja, não existe uma energia majoritariamente voltada a

mudanças estruturais. E aí nós temos assim vários elementos que interferem nisso, com todo um cabedal de crença que orientou. Há uma disciplina de não questionar a aquilo que era, é não questionar, virou uma insígnia de disciplina. E isso? Deixar uma boa parte do meio espírita perdido entre um gozo ufanista religiosi sta que dificulta o amadurecimento da fala espírita no campo político, social, existencial mesmo. E aí, eu tenho me debruçado sobre muitos livros e tenho

feito muitos estudos. Para falar com segurança sobre a evolução política dos espíritos. Porque esse afã religiosi sta do espiritismo no Brasil aproxima muito o espírita da ideia religiosa que os demais cristãos de denominações mais comuns, como é, evangélicos ou católicos, porque existem vários, é possuem. Se eles buscam uma salvação do espírito, o espírita é busca a sua salvação de com formato de.

Mereceu uma morada, que é que valha, pelo menos há um condomínio de luxo na espiritualidade, então todos estão querendo salvar o seu porvir de alguma maneira. E essa ideia religiosa, ela endossa essa busca, essa busca ela proporciona algum tipo de gozo psicológico e induzem a uma vivência feliz dentro de uma bolha assepticamente.

Limitada e controlada pela ideia de disciplina e que, ao mesmo tempo está fechando a adesão a uma análise política e social das relações dentro do próprio centro espírita. E é aí onde eu pontuo que eu aqui, a evolução dos espíritos, ela é política e não religiosa, porque a experiência religiosa ela faz. O indivíduo é com leva OEO, indivíduo assim, com prazer dentro de uma ritualística.

Essa ritualística pode ser devocional ou até mesmo a Caridade espírita da cesta básica da sopa, da, da assistência material, deixando de responder a necessidades outras no campo da evolução espiritual que se dão majoritariamente no campo da mentalidade. Que se confirma na ação política. Então, as questões relativas aos relacionamentos entre homens e mulheres, numa perspectiva de manutenção estrutural, vai continuar reproduzindo a ideia da mulher em segundo plano.

E não é somente no segundo sexo, como dizia Simone de Beauvoir, mas é um segundo plano de existência em todos os aspectos. Nós temos histórias de mulheres. Com um potencial de mediunidade fabuloso, mas sempre coadjuvante de um médium homem que que influenciou a história do Brasil, que que dá respostas a essa busca religiosi, sta individualista também através da mediunidade. Então, olha o que é necessário desconstruir. Dói tanto nessa gente que eles

são capazes, sim. De fazer grandes rompimentos? Para participar da preservação dessas estruturas, porque tem amor pelo instituído e não percebe que a evolução é exatamente o desapego daquilo que está dado, mas que não está respondendo mais para abrir possibilidades novas e conquistar outras formas de resposta. Isso evolui ir, mas isso destoa da ideia piedosa de evolução.

Esse recorte que a Ana faz em relação à posição das mulheres, quase sempre numa condição de inferioridade ou subalternas, ao domínio. A condução, à orientação, a gerência das atividades espíritas, ela está presente. É numa observação que o nosso companheiro killeen acabou de fazer, né? Desde a codificação, não houve, de certa forma, a postura de colocar as mulheres em segundo plano. Cláudia, Jerônimo? Ou seja, Oo Cláudio tiller, tátá chillin.

Ele está tentando, né? É trazer 11 aporte interessante que de certa forma, Ana e Débora, ele seria justificativo da condição de. Alijamento da mulher atual porque lá atrás, esse era o comportamento comum, padrão da sociedade européia e, consequentemente, da estruturação dos trabalhos espíritas. Cláudia existe essa justificação ou isso seria um paliativo? Uma forma transversa de tentar explicar e justificar uma situação problemática e deficitária de hoje?

Você me pegou, né? Olha, é a gente já vinha do contexto de como era tratada a mulher na época de Kardec, se vê o como o como trataram amelie na naquela época, né? E se nós formos bem, de quantos anos para cá a mulher tem realmente voz, né? Então eu é eu, eu acho que hoje também é o reflexo de tudo o que vivemos nessa época, então os homens sempre foram os protagonistas, a gente sabe disso, né? E por isso é ficamos, né?

Nesse segundo plano. EEO que eu vejo hoje que eles usam uma mulher assim na parte da amorosidade, a mulher tem que ser a amorosidade, a força, o trabalho. O protagonista é o masculino e a mulher fica ali, né, doando o amor do ano. Eu vejo isso, não sei se eu te respondi. Ou seja, a mulher deve fazer o atendimento fraterno. A mulher deve estar na recepção da casa espírita. A mulher deve estar no grupo de apoio da atividade mediúnica a mulher, ela até pode participar

das reuniões mediúnicas. Em determinados momentos, a mulher dá o passe, né? Ministra? Ao passe na casa espírita, a mulher pode fazer algumas atividades que sejam setoriais, como por exemplo as atividades de educação espírita, mas na hora do vamos ver? Determinadas funções são quase que exclusivas dos homens.

E aí, Débora, e depois eu vou chamar a Ana também para essa questão conjuntural da diferença entre o espiritismo do século 19, o espiritismo do século 21, passando por todo aquele processo de desabrochar do século 20, do espiritismo em terras brasileiras. Enfim, Débora, como é que nós vamos? Entender a entender essa situação. Se não havia uma restrição à melia, não havia a uma restrição a senhora play, Neymar. Zona, não havia uma restrição sequer. As médios. Muito jovens, né?

É Margarete Katy que participaram do processo de codificação do processo de é é recepção das mensagens. Grande parte das mensagens. Inclusive irmã, se for, não havia da parte de Kardec e da organização da sociedade parisiense de estudos espíritas uma posição secundária oficial das mulheres em relação aos homens. É isso também essa tua visão. Olha, é. Que elas foram utilizadas que foram, é, participaram de tudo OK? Mas assim, muita gente na casa espírita nunca ouviu falar da amelie.

Nem sabe quem é. Por exemplo, quando você cita um romance lado, esqueceu o nome do médio e que tem irmãs de for. Dificilmente lembram do nome dela também, sabe? Então assim, a questão da da mulher e como a Cláudia falou do do conservadorismo, é isso. Daí, por exemplo, começa claro que não começa lá, mas começa no livro de Gênesis, no antigo testamento. Sabe, a mulher é sempre lasciva. A mulher é sempre culpada de alguma coisa.

Foi ela que fez isso. Foi ela que fez o Adão comeu o fruto e termina Na Na bíblia, no apocalipse. Quem é a grande meretriz? Sabe, é sempre uma figura feminina e isso nós estamos trazendo de muitas encarnações. Dentro de nós, porque afinal de contas, o nosso espírito é a nossa parte inteligente. Isso vai tomando conta das casas espíritas, sabe? Então é se alguém deu uma escorregada, lá no século 19, pode ser que sim, mas os grandes

nomes são sempre masculinos. Essa estrutura do patriarcado, ela vem de muito longe e aqui no Brasil, que é um país escravagista, pior ainda. Pior ainda e com essa onda de conservadorismo, as pessoas praticamente estão colocando um púlpito dentro das casas espíritas para destilar. Todas as suas regras, das suas ordens, daqui a pouco vão desenterrar coisas lá do livro de números. Aqui o todas aquelas regras dos judeus, né?

Os mitos, Bob, é vão fazer isso. E sabe, é então, assim a figura da mulher sempre foi colocada dessa forma. Em alguns, alguns escritos de Kardec, você percebe que ele sempre procura igualar, mas a sociedade naquela época não igualava todo mundo. A mulher sempre teve um papel coadjuvante e, dentro das denominações religiosas, muito mais. Sabe você dizer que, por exemplo, Paulo de Tarso não era machista? Hã, tudo bem, ele é Paulo de Tarso.

OK? Fique com o trabalho dele, mas tem coisas ali que se você olhar e. E for atrás, e. Em seguir exatamente como está, por exemplo, na carta aos Coríntios e várias epístola de Paulo de Tarso, a mulher, fique dentro de casa, fique quieta e não fale absolutamente nada, sabe? Se a mulher não tinha nem direito a votar? Ela só passou a voltar quando foi lá na. Na lei de Getúlio, acho que era 1932. É. Isso se ela fosse casada, sabe?

Então existe uma série de coisas que que fazem com que AAA imagem da mulher seja sempre colocada de uma forma menor. Vamos dizer assim, por exemplo, eu fiz um trabalho na penitenciária. Que era uma coisa que eu adorava visitar aquelas meninas. Elas me ensinaram demais. Ali eu comecei a aprender o que era o espiritismo mesmo e eu era extremamente criticada na casa que eu trabalho.

Sabe, e por quem? Por muitas mulheres, porque as mulheres seguem esse pensamento, então nós, como mulheres, precisamos pensar, sabe de não criar mais e alimentar esse machismo, sabe? Essa estrutura e a gente sabe que quer quebrar paradigmas. É difícil, não é à toa que Jesus foi crucificado, né? A Débora sinaliza e salienta uma questão que é muito importante para nós é fazendo esse paralelo. Ana Cláudia e a própria Débora. Entre o padrão de comportamento no meio espírita, no segmento

majoritário religioso. E a situação política eleitoral que estamos atravessando, né? Porque a Débora acaba de falar de Paulo de Tarso, que nada mais, nada menos, é o mito para os espíritas religiosos, significando que ele, Paulo de Tarso, é que redesenhou o cristianismo. Inclusive isso está presente muito claramente nos livros de

Emanuel, que dá uma estatura. A Paulo de Tarso como se ele fosse mais importante do que o próprio Jesus de Nazaré ou os próprios filósofos gregos que são, é responsáveis, segundo a introdução de o evangelho segundo o espiritismo, pelo desabrochar da humanidade em relação às questões espirituais. Então, Ana, o que dizer a respeito disso? Ou seja, é nós temos um relato muito claro no livro da bertsch

frouxo. Mostrando toda a dificuldade enfrentada por a Mili Gabriele boudet, após o desencarne de Kardec, um pouquinho antes, quando Kardec já estava experimentando as dificuldades da da enfermidade que o levou a óbito. Uma certa diminui ção da participação de rivail Kardec no processo e uma tentativa de scam tear amelie que se verificou tão logo o corpo de rivail chegou a

sepultura. Ou seja, aquela postura de compreensão em relação às mulheres, abertura de participação, protagonismo de amelie desaparece no momento em que? A esposa fica viúva e o marido não está mais ali para proporcionar de alguma forma essa equidade. A de essa isonomia na participação e essa presença de modo marcante das mulheres no processo de codificação do espiritismo.

Você vê isso também? Esse desaparecimento da posição de destaque das mulheres a partir do óbito de rivail Kardec. É interessante é lembrar que Kardec em si. Ele.

Levando em conta o seu tempo e todo o contexto da sociedade onde ele estava inserido, inclusive com a sua prática como professor, como ele tinha aberturas interessantes com relação aos aos demais na percepção de alunos é estudarem juntos, não anão haver uma distinção do que é oferecido para alunos e para alunas e a própria relação dele com a com a amelie é uma relação. Tem que. Fica muito marcado. O apoio dela, né?

A importância do apoio dela para que ele vencesse os desafios, os obstáculos que ele encontrou, porque todos aqueles que, em qualquer época da humanidade, trazem coisas novas. Ideas, novas de direcionamentos, novos encontram obstáculos inusitados e a presença da da da mulher no papel companheira No No papel de apoio. É algo que é AA. Os homens, eles contam muito em todos os processos.

O caso de amelie ter menos receptividade, após o desencarne de Kardec, é algo que agora, em 2022, aconteceria praticamente da mesma forma. Se o tempo histórico fosse esse, porque é te tirando assim. Os elementos sagrados de de de todas essas histórias EE olhando para a história de homens e mulheres dentro de uma sociedade com direcionamentos com intencionalidade, com amarras, com vícios.

Todos os projetos, quando aquele que encabeça o projeto não está mais, ele tende a ser é tornado objeto de Batalha por outros outros tentam se apropriar daquele projeto. Então, se amelie estivesse agora vivendo aquilo ali, tal, talvez ainda fosse mais rigoroso. O que aconteceu com ela? Porque nós estamos vivendo Oo retorno de uma, de um relacionamento com mulheres. Extremamente hostis, abertamente

hostis. Eu posso dizer nesse ano, 2022, agora, nesse tempo em que o Globo está se refastelando em tudo o que o conservadorismo direcionar, e aí é, eu dou 11 Salto para a questão eleitoral aqui no Brasil. E os temores reais? De uma suposta? Esta continuidade do governo que aí está, eu falo temores reais, enquanto o cientista social, enquanto pessoa cidadã Brasileira, de perfil político Sério e os riscos reais de uma cultura. Institucionalmente voltada. Para o silenciamento das mulheres?

Para aplicar? Para recursos de retirada de ganhos das mulheres, de erguer Barreiras para que as mulheres não sigam se equipando para essa Batalha. O que é intelectual, espiritual, técnica, tecnológica? Nós não é exagero, não é exagero. Quando alguns? Abordam sobre um fundamentalismo religioso aplicado na política e em consonância com os interesses

políticos. Nesse momento, o brasileiro, se nós ainda não temos isso, é porque em 4 anos não foi possível um desmonte que chegasse ainda nessa condição declarada. Mas a intencionalidade ela existe, ela faz parte de um projeto de nação, então como é que você começa a desconstruir direitos conquistados, algo já dado? Desqualificando isso. E como é que se desqualifica? Mulher que pensa que crítica e que participa? Ela é chamada de feminazi.

Ela é chamada de uma mulher repulsiva, inclusive colocando nela características fisiológicas que geram desprezo. Primeiro vai desconstituí. Indo a imagem de louvor. Dessa mulher para transformar essa mulher em algo jocoso, repugnante e o que que levou a mulher a se tornar isso? Os estudos, autonomia, a Liberdade. Então o que é que se ataca essa Liberdade, estes elementos que dão poder e autonomia e vai se construindo uma ideia de redoma, onde a mulher fica preservada? Pura.

Ou seja, impedida de ser O Que Ela É, esse projeto ele não é um delírio. Ele faz parte de todo um caldo de ideia antiquada de poder masculino. É uma supremacia masculina e está dentro desse universo ideológico. A Liberdade irrestrita do homem, inclusive com direito a fazer xixi em cima do túmulo de uma mulher matada, por defender direitos humanos. O direito de fazer declarações abertas jocosas, o direito de dizer frases de teor misógino, pedófilo.

Como algo inerente ao homem, uma coisa que é banalizada, que é tornada normal. Então, assim, nós temos sim estas referências e estas análises ocorridas lá no século 19 para refletir para nos trazer ensinamentos. Temos, mas nós também temos. Agora, neste século 21, no ano de 2022, aqui no Brasil, essa nação diversa, essa nação plural, a tentativa de uma subjugação da ideia de mulher a

um perfil religioso arcaico. Nós tentamos fazer esse diálogo, mas a sociedade ela ainda não está aberta para isso, porém, pode ser pega de surpresa. Esperamos que ela possa e seja pega de surpresa para que a gente possa ter o campo necessário para inserir esses debates como sendo de interesse primordial do espiritismo, porque muitas pessoas, Ana,

Cláudia e Débora. Defendem isso no discurso e na prática de que o espiritismo não devem se ocupar daquelas questões que acontecem, sobretudo em ambientes que nada tem a ver com essa religiosidade, com essa ambiência religiosa que a Ana acabou de colocar e eu vou aproveitar uma fala tu, Ana, para inserir uma outra pergunta dos nossos bastidores que tem a ver com essa tentativa de depreciação daquelas mulheres que efetivamente. Demonstram a qualidade do preparo, da educação da

desenvolvi. Cultura? Do aproveitamento dos pequenos espaços disponíveis em vários cenários para mostrar que esse machismo estrutural ele é. Característica também dos nossos ambientes ditos espíritas. A pergunta é a seguinte, eu vou direcionar ao a primeira a Débora, para que depois a gente coloque aproveitando toda essa introdução que a Ana acabou fazendo? É, nós temos hoje. Algumas piadinhas, algumas situações que de certa forma é, garantem essa esse tratamento.

De uma forma? Pejorativa é as mulheres, né? É, inclusive, alcunha se até mesmo na ambiência espírita, a título de brincadeira, que uma mulher pró ativa, resolutiva, que assume tarefas dentro da casa espírita, que tem proeminência e que é bem resolvida. É chamada de sargentão, ou diz argentona. E aí nós temos todo um contexto que direciona a esse machismo

estrutural. Você acha Débora que mesmo né a tom de, ao tom de brincadeira, e isto justifica a existência de uma pretensa superioridade do homem. As mulheres, até mesmo dentro de um ambiente onde isso não deveria ser verificado, que é a instituição espírita. Olha, não deveria ser de forma nenhuma, certo, porque é. É muito curioso. Os espíritas é falam, sempre há espírito, não tem sexo, espírito, não tem sexo.

Hoje eu estou mulher, aí eu vou voltar como homem e bababá toda aquela coisa que a gente ouve é corriqueiramente na nas casas espíritas. Só que as atitudes são completamente diferentes. Sabe, as próprias mulheres também, como a Cláudia falou da falta de sororidade, começam a competir entre si, sabe, e levam a esse estado de trazer para dentro da casa espírita essa estrutura extremamente

conservadora. Sabe porque existe uma pessoa lá que vive com a bíblia na mão lá em Brasília, que está aí a mais de 12 anos tentando fazer com que as leis se tornem iguais, as leis bíblicas? Gente, essa mistura de discurso, eu vou falar como leiga, né? A Ana que me perdoe, mas assim essa mistura de discurso da questão religiosa.

A política. E, principalmente, quando entra a questão de gênero é, é um desastre total porque, por exemplo, dentro da casa espírita não se fala das coisas ruins que acontecem, das violências que podem acontecer, dos abusos que provavelmente muitas mulheres já passaram dentro das casas espíritas. Sabe? Por exemplo, se um expositor se envolve com aluna e vice-versa. Enfim. Eu estou dando um exemplo aleatório. Mas assim não se fala, não se comenta, não se pode dizer absolutamente nada.

Então quando eu não falo sobre aquilo, vai sendo acobertado e é uma violência. É uma tremenda violência, principalmente em relação à mulher. E dentro da casa espírita, a gente nota visivelmente isso, principalmente porque as pessoas começaram a comprar esse discurso de que é. De que precisamos ter um país melhor? Mas aí precisa ter o patriotismo, porque o inimigo tal gente virou uma bagunça total e as pessoas se apropriaram de muitas coisas

para levar para casa espírita. Então assim, eu tenho problema social, tenho, todo mundo tem, mas eu não vou falar sobre isso. Aquela mulher passou por uma situação constrangedora. Não vou nem dizer um abuso dentro da casa espírita, mas não se fala sobre isso. Sabe, é a 11. Determinada mulher fez um papel, fez isso, fez aquilo e o. O resultado desse trabalho ficou nas mãos de uns de um homem.

Também não vamos falar sobre isso, então assim existem várias desculpas e a gente acaba de alguma forma para as pessoas comuns, frequentadoras da casa, que é assim é. Feminicídio é bobagem. Como disse a Ana Cláudia feminazi, sabe? Então aquela mulher que tem destaque, ela é feia, ela é. Ela não gosta de homem ou ela não é casada? Ela ência aquilo. A discriminação já acontece dentro da própria casa espírita, porque as pessoas olham essas pessoas de uma forma assim que

absurdo. Por exemplo, nós sabemos que eu e a Cláudia ouvimos um depoimento de uma mulher. Trans, que foi proibida de trabalhar na casa espírita por ser mulher trans. Gente, se o espírito vive dizendo que o espírito não tem sexo, como é que a gente pode atribuir determinadas coisas ao caráter da pessoa? Esse é o grande problema. Aparência é isso, é aquilo. Então, fica uma mistura horrorosa e a gente vai colocando aquela pá de cal em cima.

Porque não se fala, não se pode falar, não se pode rir, não se pode colocar uma música alta. Não se pode fazer uma crítica dentro da casa espírita. Então é um reflexo do que está acontecendo com o nosso país hoje. Infelizmente. Infelizmente. Cláudia e você já foi chamada de sargento dona de patroa, de

poderosa, de chefa de Madame? Veja, eu estou ampliando a pergunta que eu fiz para outros codinomes que são, às vezes é com intuito de elogiar, de enaltecer, mas são uma estoca dinha, no sentido de trazer para a realidade, mesmo na ambiência espírita. De que de repente não é para você estar ali, não é pra você estar fazendo o que você faz, não é para você estar tendo o destaque que você tem.

Você já passou por isso ou conhece alguém na ambiência espírita que tenha sofrido esse tipo de atitude misógina e machista? Algumas. Eu tenho um grande problema, eu falo muito, falo alto e falo com todo mundo. Então você é uma mulher casada, seu marido frequenta a casa e você é assim, tão simpática com todos, como é que pode? Como pode esse seu bom humor? Numa segunda-feira, às 8 da manhã, eu falei na segunda,

terça, quarta, quinta. É uma mulher que anda mais arrumada porque ela gosta de andar elegante, porque ela gosta. A casa espírita não é lugar para você andar assim, aliás, no curso de oratória, eles falam que a gente não deve usar colar grande. Brinco grande, eu vou em todas com colar grande vou eu, vou em todas. Não pode, porque você tem que demonstrar humildade. Batom vermelho não, não deve moratória, não. Você tem que mostrar humildade.

Aí a Cláudia foi junto com a coordenadora, nós fizemos uma aula sobre sexualidade, onde nós não falamos só sobre sexualidade, nós falamos sobre gênero, sobre englobar tudo. E aí nós ouvimos, a Débora estava junto e ouviu a mas esse não é o tema da aula. Como não? Nós temos que trazer, explicar porquê, porque dentro dessas diferenças que a gente vai realmente trazer o que Kardec quis dizer, né? De de não ter sexo.

Por quê? Porque cada um se enxerga de uma forma, cada um é feliz de uma forma, né? Então a gente passa por isso, à você está querendo implantar coisas que não deveria. Vai baixar, vai baixar o padrão obrigatório da casa não pode. Quando você fala para para aluno no primeiro dia de aula, eu sou igual a você, eu aprendo com você, vem coordenador e fala assim. Você não pode falar isso, porque se você é expositor, você sabe mais que ele. Sei.

Não sei. Muitas vezes eles dão aula para nós, porque o exemplo de vida, tudo o que eles sabem, eles sabem muito mais. Então é uma troca. A gente pode até ter mais conhecimento espírita, OK? Mas o conhecimento espírita também está no dia a dia, né? Em tudo que nós fazemos que nem a Cláudia falou sobre o momento que nós estamos vivendo, até eu mandei lá pro pessoal, DCK estão falando em igrejas, em lugares que a nossa primeira dama atual é a rainha Ester, que foi casada com a sueiro.

Pra quê? Pra colocar que é é que é pra ficar de olho nela. Para quê? Para tentar encobrir essa parte bi zoja na e horrorosa do senhor lá. Para que se dê atenção a ela, a família. E aí? Aí a gente vai voltar pro lado dessa mulher e vamos deixar a nossa, que será a nossa Futura primeira-dama, que é uma socióloga. É uma pessoa que é realmente preocupada com com os outros. Então eu fiz uma mistura, mas é uma mistura para poder responder a tudo, eu acho, mas pode então

falar, né? Pode mencionar que a nossa próxima primeira-dama será janja, né? Porque vamos levá-la a isso e afastar de uma vez por toda, todos esses conceitos que são os que estão na live de hoje e todos os outros adjacentes, tange.

Iniciais que nos levaram a esse beco Sem Saída de uma sociedade onde todo tipo de preconceito e de violência está sendo tratado como normal e natural em função das disputas de poder que estão cristalizadas, cada vez mais entre grupos que tencionamos ser hegemônicos em relação aos demais, longe da ideia inclusive espírita, de igualdade, de isonomia, ou de equidade,

dizemos nós. É respeitando-se, também minorias respeitando-se os hipossuficientes, respeitando-se aquelas pessoas que não têm voz, que não tem voto, que não tem proeminência, justamente porque foram afastadas secularmente das atividades neste país que nós estamos co responsáveis por construir ou ampliar um pouquinho o debate, Ana, para introduzir uma questão que também nos parece ser tormentosa. Nos dias atuais e que está associada a temática principal desse debate.

Queríamos perguntar a você, porque essa fixação do movimento espírita com a defesa da vida e a negação peremptória e total do aborto, mesmo naquelas situações que hoje a legislação e o poder judiciário, leia-se STF, já permitiu serem é considerados como situações decepcionantes, né? Da do crime, entre aspas. Né? Ou do crime é doutrinado e ler legislado pelo nosso código

penal, do crime do aborto? Por que tanta adesão dos espíritas a essa agenda ou essa pauta como sacralizando a vida, a vida intra-uterina porque a outro tipo de vida ou os outros tipos de vida são considerados a parte são depreciadores e são afastados. Daquele mesmo mecanismo supre protetivo da gestação. Essa questão que envolve o aborto. É mais uma ratificação da. Do debate que diz que o espiritismo no Brasil, ele tem um caráter religioso que o torna tão.

Institucional e ferrenho. Enquanto religião, como as outras religiões que fazem a mesma defesa da vida intra-uterina, ou seja, é mais uma prova de que o meio espírita brasileiro, em sua em seu perfil hegemônico, isola as responsabilidades de compreensão política da vida. I. Se aferra a temáticas de ação comovente. Para espalhar uma ideia piedosa

acerca de se limitando. Os indivíduos a se ocuparem com debates só. Sócio históricos, políticos, econômicos, relacionais que os tornaria adultos. Nós vemos como. Palestrantes, líderes, pessoas que cronologicamente estão maduras, mas que na sua fala não consegue sair dessa infância religiosa onde tenta trazer tudo para manipular as emoções e adormecer o cérebro. A razão? Aquilo que levaria o indivíduo a de fato conhecer-se e conhecer o mundo ao seu redor.

Para nele interferir, atuar com sabedoria, com razoabilidade, o que redundaria em humanidade em espiritualização do ser. O aborto. Ele gera tanta comoção. Que é um dos temas mais utilizados. Em contextos de coerção. Que mistura religião e política. O Brasil, por exemplo, ele tem é. Levado para AA as casas legislativas. De 2014 para cá. Muitos indivíduos completamente dissociados da responsabilidade social e histórica do país. Mas em bebidos com as temáticas religiosi, stas de defesa da

família. De defesa da vida, intra-uterina de defesa dos valores cristão. E quando nós vamos esmiuçar estas narrativas e fazer um comparativo com as atitudes destes parlamentares, tudo o que eles não defendem. É o que eles dizem defender. Na verdade, é uma manipulação das emoções para garantir votos. Então, quando o espiritismo, de uma maneira sequência da. Tá em fatia.

Isa, essas discussões no mesmo nível de emotividade sem análise social, sem reflexão, sem um compromisso político crítico, racional do tema que também se relaciona a vida de mulheres como as mulheres são tratadas, as condições de sobrevivência das mulheres, a informação que as mulheres têm acesso aos serviços básicos de saúde que lhe são negados.

Quer dizer enveredar por temáticas sociais para se entender a complexidade que foi dada a essas questões do aborto, criminalizando apenas o corpo gerador da mulher, AA biologia feminina. Sem levar em consideração nada do que está implicado nestes nestas situações, onde já foi provado por mais de uma vez, que as mulheres, elas não gostariam de abortar, que elas passam por momentos traumáticos no pós abortamento. Nós temos assim inúmeras questões em aberto. Mas o espiritismo foca apenas em

relatos piedosos. Trazidos nas nas mesas mediúnicas algumas vezes em vivências de mesas mediúnicas. Eu também já ouvi relatos, eu já conversei com espíritos que traziam esses relatos. Já dialoguei com eles, mas nunca, nunca. Nós podemos deixar a mulher desamparada, culpá-la e julgá-la porque sobre ela pesa toda uma, só uma situação social e histórica. Que a deixa, só que a abandona. Ela é abandonada sob julgamento.

Tô, e o próprio feto que. Se tivesse vindo a nascer, a vingar dentro daquela situação histórica seria também abandonado pela mesma sociedade que julga a mulher que passou pelo trauma de ter feito um abortamento. Então, são situações tão sérias e que exige uma maturidade tão grande que o movimento espírita, junto com as religiões. É cristã e Brasileira é preferem permanecer circulando na área da culpa e faz uma defesa intransigente da manutenção.

Da criminalização da mulher? O que impediria o aborto é criminalizar a mulher. Ou assistir a mulher? É claro que a assistência à mulher daria uma margem muito maior de possibilidades. De ela não precisar optar pelo abortamento. Mas criminalizar é tão fácil e a sociedade onde nós, da qual nós fazemos parte, criminaliza com

uma facilidade tão grande? Que não quer avançar, mas enquanto esse passo, que é político e humanitário, não for dado, seguiremos girando em círculos inocentes, padecendo hen? Carnan Tesla não conseguindo nascer mulheres que gostariam que precisariam e que tem n situações. Na sua realização pessoal enquanto pessoa, enquanto ser e também enquanto corpo. Traumatizadas? Morrendo de maneira precoce. E o homem, o homem continua sentado na poltrona. Tá, porque aborto de inseminação artificial?

Eu particularmente não conheço o relato. Mas o homem. Pouquíssimo envolvido neste debate e quando ele se envolve, ele se envolve para julgar, para culpar, para condenar, para responsabilizar. Então, que sociedade é essa que nós mantemos? Sempre brincando de a casa está arrumada, mas não está não, porque enquanto esse lixo tiver colocado embaixo do tapete nós teremos injustiças sendo repetidas e os deveres de casa em aberto. Excelente, então nós estamos aí.

Diante desse depoimento forte da Ana, estabelecendo um conceito jurídico social. E também de práxis, que é o da cortina de fumaça, né? Quando nós temos determinadas pessoas que se apegam? De uma forma acirrada a determinadas bandeiras justamente não interessadas na Bandeira principal que é a defesa da vida e de vida. Com qualidade, né? Porque o conceito de qualidade de vida, ele não é uma invenção das universidades, ele não é uma invenção do segmento à esquerda, ele não é uma invenção dos

progressistas. Ele é uma Baliza constitucional e legal. Está lá. Da Constituição federal o conceito de dignidade de vida está lá na lei orgânica 8080, que regulamenta a existência de um sistema único de saúde, o mais moderno do mundo e o mais eficaz, custeado integralmente com recursos públicos. A ideia da vida, da manutenção, da preservação da vida com qualidade. Então, Cláudia, todo esse

discurso, que inclusive permeia. O nosso debate político eleitoral do momento, apregoou a ao segmento de esquerda, seja o segmento político, seja o segmento espírita mais à esquerda ou progressista como quisermos enunciar, ao identificar, adjetivar. Essa Bandeira de que somos

favoráveis ao aborto? Quando o governo progressista do Brasil, nas suas pautas de 2002, 2006, 2010 e 2014, ao contrário da pauta atual vigente, de 2018 para cá, não estabeleceu um lé sefer, uma é ampliação do direito ao aborto, uma irresponsabilidade na condução da chamada proteção da vida e da vida como dignidade, mas buscou, como a própria a. Para salientou no seu depoimento na sua resposta anterior.

A regulamentação do acesso das mulheres, sobretudo as mais socialmente carentes, a um aborto quando presentes aquelas condições legais e jurídicas, com dignidade, com proteção e realizada à luz do dia nos estabelecimentos vinculados ao sistema único de saúde e não em clínicas clandestinas nas periferias. Das nossas médias e grandes cidades brasileiras. Então, Cláudia, a questão é essa, como separar o debate ético, que está presente na

realidade? Sócio conjuntural Brasileira do debate ético, que deveria ser realizado dentro das instituições espíritas em termos de saúde, em termos de direito ao aborto, em termos de proteção da vida e em termos de combate a essa misoginia, este machismo? Que a Ana é ressaltou na sua resposta anterior. Vamos lá. Primeiro lugar, o pessoal esquece do aborto masculino, né? Que é o homem, como a Ana falou que é o homem que abandona a mulher. Como casos de pessoas que eu

conheci. Porque a moça ficou grávida e o rapaz falou que não poderia assumir, mas que não era para ela fazer um aborto. Ele não queria. E que AO jovem hoje tem 40 anos de idade, mas não quer saber do pai e foi muito bem criado pela mãe. O problema é muito dos espíritos, principalmente os brasileiros, por se dizerem cristão. Vamos falar nas naquelas obras mediúnicas, né? Porque se a mulher fizer um aborto, Oo feto vai ficar ali com ela. Vai destruir, né?

E ele vai ficar todo destruído, então não pode, não pode, não é verdade, né? Ou vai destruir o perispírito dele. Então tem esse. Esse ponto? E a gente sabe que é descriminalização, tem que começar também. Pelos próprios? É trabalhadores da saúde, porque muitos trabalhadores da saúde, infelizmente, também criminalizam a mulher. Então eu o trabalho tem que começar muito deles, do acolhimento dentro de da das instituições e não existem alguns lugares, tá?

Não existe muito pelo contrário, a gente vê até que eles mesmo acabam. É colocando aí para as pessoas saber o que que está acontecendo lá dentro com crianças que foram abusadas. Existe por quê? Porque existe o religiosíssimo ali dentro, porque acho que é pecado. Então é um trabalho muito grande e dentro destes restituições espírita tem essa coisa de que há nós somos cristãos, não pode abortar, não pode falar disso,

não pode. Aí a gente vai falar na aula do aborto, você não pode falar de descriminalizar porque não? Porque não pode. Aí o aborto também existe quando as crianças são jogadas em instituições onde tem mais de 35000 crianças para serem adotadas e só 5000 casais querendo adotar, e aí? Por que que a conta não fecha? Porque as instituições viram as instituições viraram, o que um depósito de crianças que não puderam ser abortadas. Como é que fica essa situação? Como que a gente olha?

Como que nós fazemos isso? Há? Não, mas nós vamos ajudar essas crianças, aliás, estava dentro da da reencarnação dele. Precisavam passar por tudo isso por esse abandono para aprender gente. Claro. Né? Não? Temos que lembrar disso. Eles precisavam ser abandonados, precisam ser Fortes para aprender alguma coisa. Olha a maldade que eles fizeram no passado. Olha o julgamento do espírita porque o espírita julga qualquer situação do outro qualquer.

Vai defeitinho que eles aí? Eles vêm à mas é porque na outra vida fez isso. Mas não param para pensar na saúde física, mental e, por que não, espiritual, dessa mulher? Que sofre um Monte de abandono aí. E outra, eles louvam a mulher que não faz o aborto, mesmo que ela tenha com é tido um problema de saúde e que ela precisava fazer isso. Se ela leva até o fim e ela morre, ela é uma heroína. Não percebem a opção dela, então é. É um.

É um, tanta coisa que espírita pensa que fale, não só nós que é. É sinceramente da da da até dor. Dá vontade até o olho enche de lágrima. Gente, desculpa, eu fico emocionada. Essa questão ela também envolve os chamados muitos determinismos espíritas, né? Onde sempre o espírita tem uma explicação lógica dentro de uma determinada ótica de

entendimento. Claro que não tem lógica, muitas das vezes na prática de que estamos aqui, precisamos passar por todas as situações que estão postas na mesa para a vivência de a de b de c. Inclusive, todas essas situações que a Cláudia acabou de enaltecer, mas Débora, esses determinismos, eles também é estão confrontados com uma resposta muito pontual dada pelos espíritos.

Allan Kardec em o livro dos espíritos, quando ele é na realidade conjuntural do século 19, numa situação eurocêntrica, numa situação conjuntural de um país. É bastante desenvolvido em vários segmentos, presente naquele momento na chamada ambiência iluminada do planeta, onde tudo se produzia e onde tudo era mais avançado em termos, inclusive de legislação. Kardec, então, pergunta aos espíritos se seria crime o aborto.

E a resposta que é decorada, que é verborrágica, amente repetida a exaustão ou mais do que isso, nas ambiências espiritas foi dada pelos espíritos, na seguinte, é definição.

É crime sempre que transgredis a leis de Deus, ou seja, é crime sempre que a lei de Deus for desrespeitada, a pergunta que eu quero fazer a você, e depois vou estender a Ana e vou estender a Cláudia, já que é uma pergunta bastante pontual nesse nosso debate que envolve esses essas figuras é tipologicamente criminais que estão no tema da nossa é live de hoje, é?

Quem conhece realmente o que é a lei divina para apontar o dedo para o seu semelhante, dizendo todas as situações de aborto são consideradas crime perante a doutrina dos espíritos e a lei divina ou natural? Olha, primeiro que essa questão da crimina criminalização já começa de uma forma curiosa, né? Todo mundo se apossou desse discurso de ser favor ou contra o aborto, tá? Se nós pensarmos como seres humanos. Com certeza ninguém é a favor do aborto. Ninguém é a favor do aborto.

Principalmente os que se dizem cristão z só que a questão do abortar é uma questão de saúde. Principalmente porque a hipocrisia começa dentro dessa sociedade também machista, porque o homem vai lá, ele tem uma amante, ele faz isso, ele faz aquilo. Se ele abandonar a mulher, o problema é dela. Então fica tudo no colo da mulher. Ela que tem que decidir, só que. Num, por exemplo, num governo como hoje ele falou assim, não aborte o seu filho, mas ela não tem condição de viver.

Ela não tem trabalho. Essa criança não vai ter escola, não vai ter onde ficar. Sabe, para depois a as pessoas falarem, bandido bom é bandido morto. Certo, então assim nós precisamos enxergar de uma outra forma e entender que muitas vezes as respostas que está lá do espírito, de verdade, à maneira do Kardec, perguntar e seus escritos também tem uma certa delicadeza em colocar, mas tem uma profundidade filosófica. Também, então ninguém é contra a

vida. Sabe, só que se você a. Por exemplo, a gente fala muito de julgar, né? Tudo bem a pessoa julgar. O problema é que sempre é condenado. As pessoas condenam demais, apontam o dedo demais para o outro, sabe? É como se fossem cheios de uma grande moralidade, cheios de uma de uma verdade absoluta, que pode se colocar contra o outro. Sabe, ninguém vai pensar nessa mulher depois, quando ela tiver sozinha e não tiver nem onde morar.

Aí ela vai ter que trabalhar, vai ter que largar essa criança em qualquer lugar. E sabe se lá como é que ela vai crescer? Se a gente não dá estrutura para que na sociedade nós tenhamos pessoas que têm uma formação melhor, quando que nós vamos chegar no bendito mundo de resignação, sabe? Planeta de de Regeneração, aliás, que o os espíritas adoram falar ai, mas estamos a caminho da Regeneração. Gente, por favor. Tá na hora da gente entender o que está escrito ali.

E não levar para um lado extremamente religioso. Porque começa da hipocrisia e tem uma coisa também, porque eu fui testemunha disso. As mulheres que ficam dentro das das das clínicas que podem pagar, que que são bem atendidas, tudo são as mulheres que têm poder aquisitivo e que jamais falariam que fariam um aborto. E aí se enche de moralidade e chegam nas suas igrejas, na sociedade ou sei lá onde e falo assim, eu sou contra o aborto, você não pode ser a favor de tirar uma vida, sabe?

O problema não é só questão de tirar uma vida. De vida, essas pessoas vão ter, como disse a Ana Cláudia, uma mulher que não tem condição, ela vai para uma clínica clandestina e se ela morrer lá, tudo bem, entendeu? Eles vão fazer o que quiserem com ela. Quantas mulheres sofrem violência até na hora do parto? Então, assim é. É uma estrutura que vem de uma hipocrisia imensa. Claro que somos a favor da vida.

Claro que nós queremos muitas coisas, uma vida melhor, um Brasil melhor, mas a gente não pode apagar esse tipo de hipocrisia. Nelson Rodrigues se tivesse vivo hoje, ele é a salte cá porque toda aquela hipocrisia, moralidade que muitas das suas peças ele coloca, elas estão aí na nossa cara, sabe? EE fica difícil encarar esse tipo de coisa, mas. Eu volto a dizer num não existe essa história de falar que é contra ou a favor do aborto, principalmente com cunho eleitoreiro e de poder.

É muito fácil a pessoa sentir de moralidade e ficar cuspindo regras para tudo quanto é lado, mas não fazer absolutamente nada pela sua sociedade. Sabe, para não acolher, acolher no sentido de não ir lá só da cesta básica, mas saber como é que aquela pessoa pode sair daquela condição. Como é que nós podemos melhorar essa sociedade funcional enquanto nós estamos aqui encarnados? Até quando a gente vai pensar só no a, na vida Futura espírita

adora falar isso, né? Aí eu me conformo, porque eu sei da vida Futura, que tudo vai se resolver. Sabe, então é. É um discurso que está totalmente equivocado e está na hora de desconstruir isso e de a gente enxergar e olhar para si mesmo, para o que está acontecendo com as mulheres e na nossa sociedade e mudar o disco. Cláudia, dentro dessa pergunta que eu fiz para Débora é, vamos encampar? Alô, é de uma outra maneira, né?

Então, há a justificativa de que Kardec e os espíritos superiores teriam afirmado peremptoriamente que o aborto sempre é crime. E aí surge uma porção cada vez maior no movimento espírita. É um pouco reflexo desse conservadorismo exacerbado que nós estamos experimentando nesse quadrante da vida social e político eleitoral Brasileira. Para dizer assim, ó, vamos ter que rever inclusive aquelas situações que estão previstas na legislação Brasileira, como por exemplo, a gravidez resultante

do estupro. Porque, de certa forma, como todos nós estamos aqui, num mundo de prova e expiação, também, o estupro deve ser considerado neste contexto e, portanto, vamos validar a situação resultante do estupro, que é a gravidez, e vamos retirar isso do ordenamento jurídico. É é essa discussão EAO embasamento. É essa questão respondida pelos espíritos e feita por Kardec. Há sempre crime quando transgredir. A lei de Deus.

Como então, discutir esta matéria com essas cabeças conservadoras, leia-se, retrógradas, que querem impedir a prática, como eles dizem, de um crime chamado aborto, mas que é origem que é resultante de um outro crime, talvez talvez não. Com certeza, o mais brutal cometido contra qualquer outro indivíduo, qualquer outro semelhante, com o agravante de ser ainda. Uma mulher, a vítima do estupro que gera uma gestação indesejada. Vamos lá. Você já meio que respondeu

vítima de um crime. Quer dizer, esse crime pode tudo bem, nós temos que ir lá EE perdoar o estuprador, não é verdade? A ele, ele é um doente. Né? Então aí outra esse ser, ele não tem culpa de ser vítima de um estupro, ele tem que vir ao mundo e a mulher, ela tem que. Olhar e lembrar daquele momento e tudo bem. É isso. Porque a sociedade quer, porque nós, como você disse lá no começo, nós conhecemos todas as leis de Deus, né? Nós sabemos tudo de cór bonitinho.

Aliás, nós praticamos sempre as leis, nós praticamos tudo o que de leis que tem aqui no livro dos espíritos, nós praticamos todas, né? Todo mundo aqui bonitinho, ninguém foge a regra de nada é todo mundo bonzinho, é isso. Não, né? Ninguém, todos nós. Em algum momento, transgredimos de alguma forma. Então todos somos criminosos. Seria isso, não é verdade? Então, as pessoas. Elas vêem o lado dela, o que elas pensam que elas acham certo?

Mas lá no fundo elas cometem, porque foi o que a Débora falou e a Ana falou. As mulheres que não têm dinheiro vão para clínicas clandestinas, vão tomar aquelas beberagens todas que acabam com com o corpo delas e as ricas, elas vão nas suas clínicas confortáveis ou foi um pão fora do Brasil? Porque muitas vão para fora do Brasil exatamente para ninguém saber o que aconteceu. Mas ninguém pensa Na Na no trauma dessa mulher. Ninguém está preocupado com isso. É o que eu falei.

AA própria condição da da da. Da saúde precisa repensar nisso e o espírito? Ele precisa parar de julgar ele, julgar tudo. Se uma criança tem uma deficiência, porque na outra vida fez isso EE tem uma culpa também alguns romances mediúnicos que falam de mulheres que foram estupradas e que tiveram seus filhos e futuramente o filho é cuidou dela, cuidou do causador do estupro. Tem um livro mediúnico assim, de um romance mediúnico que conta isso.

Eu não me lembro o nome agora, mas a hora que eu lembrar eu eu faço para vocês. A moça foi estuprada pelo sogro. E ela teve o filho e mais tarde, Ela Foi viver com este sogro e o filho cuidou amorosamente deste homem. E aí veio o perdão, e aí? Olha que lindo, né? E a gente querendo aborto, gente, ninguém quer matar a vida, ninguém quer abortar ninguém quer? Mas como, como que nós vamos? É, é olhar essa dor dessa

pessoa. Se o abandono de uma mãe ali solteira, sem um companheiro solteira no sentido de não ter um companheiro, dói, imagine você lembrar num momento de violência, ninguém pensa nessa violência e aí comete outra violência. Porque isso é uma violência, né? Se me permite que me permite uma parte, Marcelo é o seguinte, por exemplo, Oo espírito de verdade responde, né, que é sempre que transgredir as leis de Deus, ou seja, matar alguém. Mas pelo que eu entendo, é no livro.

A gênese é é diz que é Kardec descreve como o espírito se acopla a essas células. E que, na verdade, isso só acontece. Na hora do parto? Então? Tudo está completamente feio. E tu pra nascer é uma vida total na hora do parto, então existe. Por exemplo, no nosso corpo eu não sou bióloga, mas enfim, no nosso corpo a gente sempre se renova em muitas células.

Muita coisa se renova, né? Nosso cabelo cresce a unha, tudo e. As células começam a se multiplicar, mas a gente não pode necessariamente dizer que ali existe uma vida. E as pessoas gostam de distorcer esse discurso. Para que o moralismo seja maior. Do que as questões científicas? É uma ponderação interessante, né? E que a gente deve fazer é uma interpretação sempre sistemática, né? Não atribuir um peso incomensurável a determinada resposta dada por um espírito em determinado livro.

Sem considerar as outras quadrans ias, ou seja, como Kardec nos negou 32 obras, há muitos espíritas que se apegam, tais quais os evangélicos, os católicos, a determinados capítulos ou versículos da bíblia do novo testamento ou do antigo testamento, colocando os numa posição imutável. Quando a lógica racional do espiritismo nos endereça, a ideia de que precisamos sistematizar a interpretação, precisamos pensar dos diversos textos. O conteúdo maior para entender as situações práticas.

Então eu vou direcionar para Ana a mesma pergunta que fiz para Cláudia, aí pra Débora, justamente pra gente tentar entender até que ponto o discurso de superproteção da vida. E de crítica completa e de vedação ao direito, se é que podemos dizer assim, do abortamento se associa a prática misógena machista, preconceituosa em relação a mulher, há uma conexão direta entre essas temáticas? Aninha. Quando a gente pensa em em proteção da vida.

É, não tem como não lembrar das outras vidas para além da da vida humana. Vidas que são destruídas. É em nome de um de um projeto de de enriquecimento de quem já é rico. Nós temos biomas inteiros sendo Queimados, sendo degradados, soterrados. É interessante como nós restringimos a compreensão de vida, descartando as vidas dos reinos vegetais, né? Do Reino animal, do Reino vegetal, e matar a natureza pode matar Rio. Matar a gente índio, matar, enfim. Tem tanta tantas mortes,

escancarada, não é? Mas voltando para essa questão da mulher. É o corpo da mulher. Ele tem um simbolismo. Econômico, um simbolismo político, um simbolismo de classe muito forte. A mulher. Ela é a continuadora das caixas familiares na família nuclear patriarcal, por isso que é tão difícil perdoar uma mulher que não quer parir. É muito difícil aceitar com naturalidade uma mulher, idade fértil, que diz não. Eu resolvi não ser mãe, eu não quero parir, porque isso é uma ofensa.

A função social estabelecida para ela dentro da família nuclear da sociedade patriarcal. Ela é a reprodutora. Ela é quem vai dar continuidade àquela linhagem de seres. Donos dos seus corpos, dos nossos corpos. Então, não tem como desvincular toda a culpabilização sobre a mulher dessa estrutura de dominação do corpo. O corpo da mulher é político e ele é político em diversas Vertentes, existe a política aceitável.

Então, politicamente correta, das pessoas de bem, das pessoas religiosas, das pessoas de vida organizada e a política questionável das mulheres libertas, autônomas que tomam decisões se querem ser mães ou não, essas são as políticas combatidas pela sociedade hipócrita que nós temos. Que nos vestem de princesas que nos colocam coroas, grinaldas e tomam Posse dos nossos corpos e das nossas histórias.

Mas o espiritismo sabe que os espíritos são muito diferentes entre si. Nem todas as mulheres. Elas vão seguir isso na obediência prevista para ser chamada chamada de pura liberta de casta. Lembra da Marcela Temer, né? Agora eu me lembrei dela, né? Recatada e do lar o projeto de sucesso da família Brasileira. E nós sabemos, não é assim, existem mulheres com variados perfis, com variadas histórias políticas e seus corpos.

Inclusive eu fiquei chocada. Eu não deveria ficar, mas eu fiquei chocada com esse relato da casa espírito, centro espírita que recusou o trabalho de uma mulher trans. Eu fiquei. É, é porque eu não consigo normalizar essas violências. E ainda me chocam, mas lembre também que essa mesma sociedade que transforma a mulher

reprodutora oficial. É dona do trono, existe também aquelas que nunca vão chegar a ele, aquelas que são estupradas nas camas, aquelas que foram estupradas desde a adolescência. Meninice, existem aquelas que servem apenas para o homem copular e o que vai acontecer depois? Ele dificilmente vai arcar quando ele participa do processo. É levando para abortar ou oprimindo, para que aborte. Porque? Essas mulheres não têm direitos sobre ODNA dos seus filhos.

As situações são tão complexas que simplesmente uma pessoa perguntar é contra ou a favor? É simplismo. E é um simplismo hipócrita, porque vai depender do caso. Sim, porque nós não podemos esquecer daquela história daquela menina de 10 anos que recebeu da associação médica espírita Brasileira. Todo mundo, uma carga de culpa e nenhuma acolhida, nenhuma paro. Porque. Porque até o Amparo se escolhe a que tipo de mulher e de situação se dá? O estupro é o temor de toda

mulher que não foi estuprada. Não existe coisa que uma mulher que não foi estuprada tema mais do que ser. Mas existem milhares de mulheres estupradas, então quem está preparado para levar esse apoio para olhar nos olhos dessas mulheres para acolher essas mulheres e ajudá-las a seguir com as suas histórias? Elas também não são espíritos, não. E esses espíritos também não tiveram propósitos ao reencarnar não.

Elas não não tem direito AAA sua realização, as suas conquistas e a Felicidade, porque o aprendizado do pobre tem que vir com dor. Não, tudo resulta. Do reflexo de uma estrutura desigual, excludente e que coloca a nossa identidade humana. Aqui neste século, numa berlinda de civilidade. Quanto mais Santos. Os conglomerados se declaram o se sentem ou se comportam como se fossem mais cruéis nos seus julgamentos, nas suas imposições, diante da dor e da

fraqueza do outro. Eu fico emocionada também, Cláudia, porque nós mulheres sabemos o preço das dores que ser mulher nasceu, mulher, nós já somos, de algum modo, levadas a sentir. É, é uma discussão, Marcelo, que não tem fim, não é muito grande, porque quando você fala de um lado, você lembra do outro, porque, olha, nós falamos das mulheres que só servem para os homens utilizarem como instrumento sexual, mas aquelas outras que a sociedade coloca como esposas. Nossa.

Elas têm outros tipos de opressões enormes, às vezes retaliadas, até na sua cognição, elas não podem aprender, elas não podem se expressar, elas não podem ser. Existem tantas formas de negar a vida a mulher. Que não dá para entender que alguém se arrogue no direito de dizer que a mulher é a única culpada. Ela é criminosa, porque ela está infringindo, porque o que se infringe para com a mulher, que é também parte de todo esse projeto Divino. Em todos esses mundos.

E agora é. Não, não dá para levar em conta que a questão é o espírito, é homem ou mulher? Não sei aqui na Terra, sendo mulher, a mulher é também um projeto de vida. É o tema realmente suscita. Um Turbilhão de debates e essa tua fala associada às contribuições muito ricas da Cláudia e da Débora nesse nosso

encontro mais essa live. Me faz lembrar de outros discursos acessórios que são pontuados pelos espíritas, em sua maioria, pelos homens espíritas, pelos grandes palestrantes, pelos grandes medalhões do movimento, pelos dirigentes masculinos das instituições espíritas. Associados, por exemplo, à celebração do Dia das Mães da missão da maternidade ou, em contraponto, e também, complementarmente, a defesa do mês de combate. A aos cânceres que são exclusivos da quase que

exclusivos da mulher. Né? É todas essas valorizações ou supervalorizações dos temas associados a mulher na casa espírita soa muitas das vezes, como outra das grandes hipocrisias da masculinidade tóxica presente infelizmente, nos nossos ambientes, que deveriam ser a reprodução dos ideais superiores espirituais, já que a doutrina espírita nos é apontada e é consenso entre nós,

livre pensadores espíritas. Como uma interpretação mais consentânea a lei de Progresso e a ideia progressiva dos conceitos espirituais, então, do estudo nos entristecer. E nos causa em paralelo? O dever de estarmos nós aqui no ECKE, outros coletivos espíritas que tem trazido essas temáticas.

Isso precisa ser registrado. Na contramão do movimento, é majoritário, do espiritismo, que coloca de lado que impõe, é esconder sobre o tapete ou por de trás das cortinas, das nossas instituições espíritas, o necessário debate sobre essas temáticas. Mas nós já estamos com 1 hora e 47 desse rico e lindo debate. Com alguns tons de dureza, mas com muita ternura, a ternura da empatia, a ternura do acolhimento necessário para esse e para os momentos que virão.

De uma reconstrução de um país hoje, lamentavelmente dividido. Entre questões que deveriam ser éticas, mas que se tornam objeto apenas de um fundamentalismo, inclusive o fundamentalismo inspire. Então vou chamar as nossas convidadas que enriqueceram esse nosso debate nessa noite de sábado aqui no ECK, para as suas considerações finais, começando pela nossa querida Ana Cláudia, a convidada especial do nosso

debate de hoje. Nossa gente, que prazer enorme, tá aqui, é. Fazia um tempão, viu isso? Assim, é um pequeno relato que eu não ia a um centro espírita presencial e nos últimos meses em que eu estive nas terras de Marcelo Henrique, eu fui. E eu voltei a um centro espírita presencial em Florianópolis, pertinho do lugar onde Marcelo Henrique mora. Foi uma experiência assim, muito prazerosa de minha parte. Passei 4 anos sem.

E aí eu agradeço muito pela oportunidade de estar aqui com vocês, que eu, como mulher é eu. Deixo assim. Registrada a necessidade de nós prezarmos por um país onde a mulher tem espaço de fala, onde a mulher tem a voz onde a mulher não seja objeto de homem, onde o corpo político da mulher seja expressivo da sua grandeza enquanto espírito livre. É assim que eu sonho esse país. Sonhamos todos os dias juntos,

esse sonho. De construção desse país mais inclusivo, mais respeitoso e, sobretudo, como espaço para as liberdades de expressão e de vida, é sempre um prazer Aninha receber você na nossa bancada dos nossos trabalhos do ECK.

Ana também está presente quase que semanalmente nos nossos é espaços de divulgação no grupo E secar no Facebook e no site com Kardec. Na forma de artigos, na forma de depoimentos que tanto tem enriquecido, sobretudo nesse momento árduo e árido de debates social, com a presença de alguns pohlenz de bem viver de Esperança e de empatia em relação aos semelhantes. Portanto, Aninha, você já é de casa? Sinta-se sempre bem acolhida e em nome do conselho de gestão do ECK.

O nosso agradecimento muito próximo tivemos a Alegria, o contentamento de conhecer a Ana e o Odilon. Há poucos dias atrás, eu e Júlia, a minha esposa, e temos a certeza que aquele momento foi um momento ímpar para todos nós.

E a Pedra fundamental de muitos projetos que vamos realizar juntos, esperando que a Ana e o Odilon venham, já que beberam da água de Florianópolis. Viver aqui perto de nós, para que a gente possa também presencialmente, construir algo relevante neste momento tão importante para a vida de todos nós, Aninha. Um beijo fica lá na salinha do chá e o agradecimento sempre do ECK atua iluminada presença entre nós. Debinha, UI, UI. O que você pode nos dizer de palavras finais?

Ai eu quero agradecer também foi uma honra estar com todos vocês nessa bancada. E o que eu queria dizer assim, gente, não minimizem nunca o sofrimento do outro. Principalmente da dificuldade das mulheres, as mulheres que são abusadas, as mulheres que passam por dificuldades, as mulheres que criam seus filhos sozinha. Não, não culpem essas pessoas. Essas mulheres, sabe? Não digam que a vítima é culpada. Está na hora da gente mudar esse discurso.

E de pensar que todos nós queremos um país melhor. Todos nós queremos uma vida melhor, queremos educação, queremos saúde, queremos ser felizes, mas se nós não fizermos o nosso trabalho de encarnados aqui. Com os trabalhos sociais efetivos, nós não sairemos desse discurso que tanto ainda nos oprime e peço novamente, não adianta fazer esse discurso cristalizado, colocar nomes e apelidos e coisas. Por que não é isso?

É muito maior. A dificuldade de uma pessoa que passa por uma violência dessa forma pode durar uma encarnação inteira ou até mais. Então, olhem para o outro, sabe, sem falar em mi mi mi, isso é uma coisa que me dói profundamente, sabe? De de simplesmente é passar a régua e dizer que há, sabe tudo isso é bobagem, não é? Tá na hora da gente colocar a mão no fundo da Cumbuca e se ela sair suja, a gente tem a possibilidade de limpar.

E se me permite bem rapidinho, como diz a Maya Ângelo no poema dela, ainda assim eu me levanto. Pode me tirar palavras afiadas, dilacerar me com seu olhar. Você pode me matar em nome do ódio, mas ainda assim. Como a eu vou me levantar? Essa emoção também é característica do nosso trabalho no isca, né? Débora? Todos nós estamos emotivamente envolvidos na construção desse Panorama. De renovação das idéias da humanidade. E por isso nós nos emocionamos,

porque conhecemos relatos reais. Estamos envolvidos em muitas situações que tangenciam ou que se relacionam diretamente a esses temas. Pesados Agudos que escolhemos para a nossa live de hoje. Demonstrando também a nossa ampla capacidade de identificação no outro e que, portanto, a empatia dos nossos sentimentos e dos nossos pensamentos se torna uma consequência natural. Queres ainda encerrar com alguma fala, Débora? Não, desculpe, mas assim é inevitável.

A gente se se emocionar porque, principalmente, às vésperas de da eleição, como é grande a nossa responsabilidade naquele voto que a gente vai colocar naquela urna eletrônica. Tudo isso é um reflexo do que nós estamos vivendo e daquilo que nós somos. E nós optamos pelo amor. Pela Liberdade, pela igualdade, igualdade, pela equidade. Lutemos por isso. Muito obrigada. Nós é que agradecemos Débora, pela tua presença, mais uma vez na bancada nos embalos de sábado à noite do ECK.

E essa tua leveza, essa tua arte que extravasa dos teus poros, é também um objetivo e uma característica essencial do nosso trabalho. Muito obrigado, aguarda lá na salinha do chá que a gente vai continuar. Claudinha, Claudinha, o que temos a dizer aí no encerramento dessa nossa live eu tenho que falar. Tá bom, depois de tudo isso, né? Gente, que nós possamos. Ver menos depoimentos de uma grande apresentadora sobre o que passou no passado. De abusos?

Menos julgamento, menos. Falar de mi, mi mi que não é mi mi mi sie dor não é mi mi mi. De não ouvirmos que pinta um clima com uma adolescente de 14 anos e quem é mãe? Não consegue ouvir um negócio desses de mais respeito às mulheres? De que não temos mais depoimentos de uma drag Queen? Se pedindo perdão? Por ter por ser homossexual. E por mais amor, como disse a Débora e a Ana. E eu vou terminar fazendo uma fofoca. Vocês perceberam o nosso batom

vermelho? Um nosso batom vermelho foi exatamente um vídeo que a Débora nos passou sobre o nosso direito de votar. É uma homenagem ao nosso direito de votar. E que todas nós possamos continuar tendo o direito de escolha, seja ela qual for. Fantástico, essas mulheres maravilhosas que formam e secar também se combinam entre si. Nos bastidores, nos deixam de passageiro no meio do trajeto, mas enriquecem sobremaneira.

Também com esses detalhes. A nossa atividade de discussão salutar e sempre pró ativa à luz do espiritismo. Obrigado, Cláudia, por essa luz que você está trouxeram para nós nessa noite. Espera um pouquinho lá na sala do chá que a gente vai partir para o encerramento, pois é, minha gente. Não podemos deixar de encerrar esse nosso trabalho agradecendo a você que está conosco aí quase 2 horas de duração dessa live nos prestigiando.

E a você que vai nos assistir depois, em gravação pela sua audiência, pelo seu interesse, pela colaboração que você presta também, ao ICKE, ao nosso projeto com Kardec de tratar com seriedade, com leveza e também com pontualidade e agudeza esses temas que fazem parte da nossa ambiência planetária. Pois bem, em dezembro de 1865, na revista espírita o grande laboratório, de Allan Kardec. Um espírito nos deu algumas lições sobre o estado social da mulher, o estado social do

presente daquele momento. Parte final do século 19 e do futuro, esse futuro que para nós já chegou. E o espírito baluze assim se manifesta sobre a importância do papel da mulher, do respeito à mulher em todo esse processo de desabrochar da humanidade, da humanidade planetária e da humanidade espiritual de baluze. O que sois, incapazes de fazer bem, o sabeis. O espiritismo fará. E dará a mulher essa fé robusta que levanta Montanhas.

Essa fé que lhes mostra o seu poder e o seu valor, tudo quanto Deus promete por sua doçura, sua inteligência, sua vontade poderosa. Compreendendo as leis magnífica desenvolvidas pelo livro dos espíritos, nenhuma. Entre elas quererá integrar entregar o seu corpo e a sua alma. Filha de Deus, ela amará em seus filhos a visita do espírito criador. Ela quererá saber para ensinar aos seus, ela amará a sua Terra e saberá a sua história a fim de iniciar seus filhos nas grandes

idéias progressistas. Elas serão mães e médicas, conselheiras e dirigentes numa palavra serão mulheres segundo o espiritismo, isto é o futuro, o Progresso e a grandeza da pátria. Na mais larga expressão. Essa é a mensagem que nós deixamos no encerramento dessa live. Que nós saibamos reconhecer a estatura e a importância da mulher em todas as nossas atividades, em especial nas atividades que vão conduzir o nosso país novamente aos trilhos do Progresso.

Com o nosso apoio, com a nossa participação, com o nosso envolvimento a você que esteve conosco, o nosso muito obrigado e a certeza de estarmos juntos novamente em mais 2 livres no mês de novembro. Um abraço. Fiquem bem. Votem bem, nos ajudem a conduzir este país novamente ao rumo do Progresso. Tchau, gente.

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