⊕Kardec: Viagem Espírita [Ep17] Instruções particulares XI - podcast episode cover

⊕Kardec: Viagem Espírita [Ep17] Instruções particulares XI

Apr 20, 202512 minSeason 19Ep. 17
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Transcript

Olá, minha amiga. Olá meu amigo, como é que vocês estão bem vindos a mais um episódio de mais Kardec, onde estudamos as obras menos conhecidas do mestre de Lyon? Estamos estudando, chegando no finalzinho de viagem espírita em 1862, e nós vamos ler hoje mais uma instrução particular, a 11ª e última, sobre o uso de práticas Exteriores de cultos nos grupos. Então.

Vamos dar uma olhada, porque são informações preciosíssimas para nós, vamos lá. Frequentes vezes me tem sido indagado se é útil começar as sessões com preces e atos Exteriores de culto religioso. A resposta não é apenas minha, mas também dos espíritos que trataram desse assunto. É sem dúvida não apenas útil, porém necessário rogar, através de uma invocação especial por uma espécie de prece, o concurso

dos bons espíritos. Essa prática predispõe ao recolhimento, condição especial a toda reunião séria. O mesmo não se dá quanto às práticas Exteriores de culto, através das quais certos grupos creem dever abrir suas sessões e que tem mais de um inconveniente, apesar da boa intenção com que são sugeridas, tudo nas reuniões espíritas deve se passar religiosamente, isto é, com gravidade, respeito e recolhimento. Mas é preciso não esquecer que o espiritismo se dirige a todos os cultos.

Por conseguinte, ele não deve adotar as formalidades de nenhum em particular. Seus inimigos já foram muito longe, tentando apresentá lo como uma seita nova, buscando um pretexto para combatê lo. É preciso, pois, não fortalecer essa opinião. Pelo emprego de rituais dos quais não deixariam de tirar partido para dizer que as assembleias espíritas são reuniões de protestantes, de cismáticos, et cetera, frequentes vezes não tem. Sido é, acabam com o cisma, né? Com divisão.

Eu não sei que que a Madame aqui tá valendo, que ela parou de ler, mas enfim, é então assim sobre como proceder, né? No nas reuniões espíritas. A primeira pergunta é, se deve começar com uma prece, né? Com uma singela prece. E a são instruções dos próprios espíritos que sim, uma singela prece, né? É invocando um trabalho Sério e acabou. Mais nada. Depois ela fala assim, não é pra fazer, não deve adotar a formalidade de nenhum outro, né? Nenhuma outra religião.

Ele não fala assim, os espíritos, as reuniões devem se passar religiosamente, ou seja, com gravidade, respeito e recolhimento, mas que o espiritismo se dirige a todos os cultos. Olha, mais uma vez Kardec dizendo assim, olha, não é religião, tá? Respeita todas as religiões. E se dirige por todos os cultos, mas não deve adotar a formalidade de nenhum outro em particular. E aí nós estamos entrando também na questão das orações, pai nosso, ave Maria, et cetera e tal. Faz mal rezar?

Não. Mas assim que quem quem é vai rezar, pai, nossa ave Maria vai rezar o 1/3, vai para igreja católica. Não é em centro espírita que as pessoas vão procurar isso. Isso é uma coisa que a gente vem adaptando. Não é instrução de Kardec, né? E nenhum outro tipo de simbolismo. Então, parar com essa ideia de que achar que olha, tem que ter passe, tem que ter água, fluidificada, tem que ter, sabe lá mais o quê? Rotina que as casas espíritas é,

tem por aí, não é? Isso não é espiritismo, doutrina espírita. Isso pode ser um Monte de costume que foi colocado depois, até copiando, né? De algumas religiões. Mas não é espiritismo que a gente possa ficar atento sobre isso. Continuando. Seria uma leviandade supor que essas fórmulas são de natureza acomodar certos antagonistas, ou seja, fazer essas coisas copiando de de igreja católica ou de protestante, ou de qualquer outra fé.

É, nós estamos acolhendo, né? Os antagonistas, aqueles que falam mal, não adianta aqueles que falam mal vou falar que o espiritismo é do capeta, pronto e acabou. Não adianta você fazer exatamente um culto igual do irmão evangélico que fala mal do espiritismo só para traí lo e espiritismo não precisa disso. Vamos combinar que é ele vem cortar, né? Vem quebrar todas essas. Esses simbolismos místicos das religiões para uma fé raciocinada. Se é possível que isso aconteça,

né? Uma fé com razão, né? Uma que a gente possa entender o que que se está fazendo e não fazer só porque alguém alguma vez fez. Mas vamos continuar. O espiritismo, chamando a se os homens de todas as crenças para uni Los sob o manto da Caridade e da fraternidade, habituando os a se olharem como irmãos. Qualquer que seja sua maneira de adorar a Deus não deve melindrar as convicções de ninguém pelo emprego de sinais Exteriores de

qualquer culto. São poucas as reuniões espíritas, por menores que sejam os grupos que, sobretudo na França, não tenham membros ou assistentes pertencentes a diferentes religiões. Se o espiritismo se colocasse abertamente na área de uma delas, afastaria as outras hora. Como a espíritas em todas assistiríamos a formação de grupos católicos, judeus ou protestantes, assim perpetuando o antagonismo religioso que a missão do espiritismo abolir.

Essa é também uma das razões pelas quais deve se abster nas reuniões de discutir dogmas particulares, o que necessariamente melindraria certas consciências. As questões Morais, entretanto, são de todas as religiões e de todos os países. O espiritismo é um terreno neutro sobre o qual todas as opiniões religiosas se podem encontrar e dar se as mãos. Ora, a desunião poderia nascer

da controvérsia. Não esqueçais de que a desunião é um dos meios através dos quais os inimigos do espiritismo buscam atacá lo. É com esse fim que eles induzem certos grupos a se ocuparem de questões irritantes ou comprometedoras, sob o pretexto astucioso de que não se deve colocar a luz sob o alqueire. Não vos deixeis prender nessa armadilha, sejam os dirigentes de grupos firmes na recusa de todas as sugestões desse gênero, se não quiserem passar por

cúmplices dessas maquinações. O emprego dos aparatos Exteriores do culto teria idêntico resultado, uma cisão entre os adeptos. Uns terminariam por achar que não são devidamente empregados, outros, pelo contrário, que o são em excesso. Para evitar esse inconveniente tão grave, aconselhamos a abstenção de qualquer prece litúrgica, sem exceção mesmo da oração dominical 18, por mais

Bela que seja. Como para fazer parte de um grupo espírita, não se exige que ninguém abjure sua religião, permita se que cada um faça seu bel prazer mentalmente apresse que julgar a propósito. O importante é que não haja nada de ostensivo, sobretudo nada de oficial. O mesmo se pode dizer com relação ao sinal da Cruz, ao hábito de se colocar de joelhos e et cetera.

Sem essa linha de conduta neutra, não se poderia impedir, por exemplo, que um muçulmano integrante de um grupo espírita ciprosterne e coloque a face contra a Terra, recitando em voz alta a sua fórmula sacramental. Só um Deus e Maomé, o seu profeta. O inconveniente não existe quando as preces feitas em intenção de qualquer pessoa, são independentes de todo e qualquer culto particular.

Dito tudo isso, creio supérfluo salientar o quanto haveria de ridículo em fazer se toda uma assistência repetir em cor uma prece ou fórmula qualquer, como alguém afirmou já ter visto ser praticado o espiritismo chamando. O Kardec realmente estava é prevendo o que estava acontecendo. Deixa eu terminar a sua leitura

e aí eu faço os comentários. Deve ficar bem entendido que o que que a que o que acaba de ser dito não se aplica senão aos grupos e sociedades constituídos de pessoas estranhas umas as outras, porém nunca as reuniões íntimas de família, nas quais, naturalmente, cada pessoa é livre de agir como bem entender.

Uma vez que em tal ambiente não se corre o risco de melindrar a ninguém, então ele está falando sobre as sessões públicas em casas espíritas e dentro da sua casa, você reza e faz o que você quiser. Mas olha que interessante. Ele diz que o espiritismo vem tratar das questões Morais, que são universais, não são pertencentes às religiões em si. E tem que ser um terreno neutro para que pessoas de todas as religiões e as que não têm religiões são.

Sejam igualmente acolhidas. E de novo, olha que interessante, tá escrito Kardec disse, não reze o pai nosso, que que ele quis dizer, Ah, Evandro, não tá escrito isso, então eu vou ler pra você aqui, onde é que tá? Para evitar esse conveniente tão grave, aconselhamos a abstenção de qualquer prece litúrgica litúrgica que vem da igreja. Sem exceção. Mesmo, sem exceção. Não é, com exceção. Sem exceção mesmo da oração dominical, por mais Bela que seja.

O que que a oração dominical é o pai nosso, né? E também sinal da Cruz ficar de joelhos e tudo mais. Porque se um católico vai lá, faz isso e a casa espírita faz isso, então se uma pessoa da umbanda ou de do candomblé. Está lá, então vamos ter que fazer também algum ritual dessas religiões de matriz africana. Se um budista vai lá, então eu vou ter que fazer algum ritual. É budista.

Se um muçulmano vai lá, então ele vai se ajoelhar e deitar a sua cabeça em direção à meca e dizendo que só há um Deus e Maomé, seu único profeta, né? Não, esse não é o papel do espiritismo, certo? As pessoas que querem fazer isso vão para essas religiões e tá tudo certo. Mas em casa espírita não é lugar de orações católicas. Nem nada. Aprece, ok? Uma aprece espontânea, breve, né? Bem feita. É isso.

E muito estudo, tá? Não esse festival de palestra de autoajuda que a gente vê ultimamente. Vamos ler, vamos estudar mais. Kardec, meu povo, pelo amor de Deus, isso não é preciosismo, mas assim, as instruções são claras, né? Basta a gente querer fazer beleza no próximo episódio eu te espero pra gente finalmente conhecer o projeto de regulamento para uso de grupos e pequenas sociedades espíritas, que é 111 pré. Contrato? Não.

Um pré regulamento que a casa espírita pode ter e é bem legal, bem prático, como você vai perceber. Obrigado pela sua presença e claro, eu te espero sempre até o próximo episódio. Tchau.

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