Olá, meu amigo! Olá, meu amigo! Como é que vocês estão? Sejam bem-vindos a mais um episódio onde estudamos mais Kardec, as obras menos conhecidas da doutrina espírita. Estamos estudando especificamente Viagem Espírita em mil oitocentos e sessenta e dois e vamos para as instruções práticas particulares que Kardec passou naquela época, nas viagens para todos os espíritos da época e que nos servem até hoje. Vamos para a nossa nona instrução particular. Vamos lá. Como podemos explicar esta
passagem do Evangelho? Haverá falsos profetas e falsos cristos que realizarão grandes prodígios e coisas espantosas para seduzir, se possível, os próprios eleitos. Os detratores fazem dessa passagem uma arma contra os espíritas e os médiuns. Se fôssemos recolher nos Evangelhos todas as passagens que se constituem em condenação para os adversários do Espiritismo, delas faríamos um
volume. É pois, quando menos imprudente quem levanta uma questão que lhe pode cair sobre a cabeça, sobretudo, quando todas as vantagens estão do lado do Espiritismo. Para começar, nem os espíritas nem os médiums se fazem passar por Cristos ou profetas. Declaram, pelo contrário, que não podem fazer milagres, que impressionem os sentidos e que todos os fenômenos tangíveis que se produzem por sua influência são efeitos que entram nas leis da natureza, e isso não tem caráter de milagre.
Assim, pois, se quisessem tirar partido dos privilégios dos profetas, não poriam empenho em se privar do mais poderoso prestígio, o dom de fazer milagres. Oferecendo a explicação desses fenômenos, que sem isso poderiam passar por sobrenaturais aos olhos da multidão, cortam pela raiz a falsa ambição que, em seu proveito, poderiam explorar. Confesso que esse tipo de acusação eu nunca ouvi, né?
Então eu acho que isso não está mais em voga, mas naquela época, claro, eles pegavam tudo que estava escrito na Bíblia para acusar o espiritismo, né? Enfim, faz parte e Kardec ajudava aqui a... matar essas acusações de uma maneira... refutar, não matar. Evandro, você é muito agressivo. Refutar essas acusações de uma maneira mais tranquila. Vamos continuar. Supondo que um homem se atribui à qualidade de profeta, não será fazendo o que fazem os médiums
que dará a prova do seu dom. E nesse sentido, nenhum espírita esclarecido se deixará engodar. Um médium home, por exemplo, se fosse um charlatão, e um ambicioso, poderia dar-se ares de enviado celeste. Qual é, afinal, a característica de um profeta? O verdadeiro profeta é um enviado de Deus para advertir e esclarecer a humanidade. Ora, um enviado de Deus só pode ser um espírito superior e, como
homem, um homem de bem. Será reconhecido por seus atos marcados pelo cinete da superioridade e pelas notáveis realizações que levará a cabo pelo bem e para o bem, e que revelarão sua missão, sobretudo às gerações futuras, pois que, conduzido muitas vezes inconscientemente por uma força superior, ele quase sempre desconhece-se a si mesmo. Não é ele, pois, que se atribui a essa qualidade. são os homens que o reconhecerão como tal, as mais das vezes após a sua morte.
Se, pois, um homem quiser fazer-se passar pela encarnação de tal ou tal profeta, ele deverá dar a prova superlativa de suas qualidades morais, que não devem ser, em um mínimo, inferiores às daquele cujo nome se atribui. Ora, tal papel não é fácil de ser sustentado, e, quase sempre, revela-se pouco aprazível, uma vez que pode impor penosas privações e duros sacrifícios não raro da própria vida.
Há neste mesmo momento, espalhados pelo mundo, vários pretensos Elias, Jeremias, Ezequiel e outros que, entretanto, dificilmente se acomodariam à vida do deserto, e julgam muito cômodo. se manter às expensas de suas ingênuas vítimas, graças ao prestígio do nome emprestado. Há mesmo vários Cristos, como há vários Luís XVII, aos quais falta apenas isto, caridade, abnegação, humildade, superioridade moral, numa palavra, todas as virtudes do
Cristo. se como ele não tivessem onde repousar a cabeça mas como perspectiva apenas uma cruz bem depressa abdicariam de uma realeza tão pouco lucrativa neste mundo pela obra reconhece se o obreiro Aqueles que se querem colocar acima da humanidade devem disso se mostrar dignos, se não quiserem ter o destino do galo que se enfeitou com as penas do pavão, ou do asno que vestiu a pele do leão.
Uma queda humilhante os espera neste mundo e um de sabor mais terrível no outro, pois é ali que o que se eleva será humilhado. Supondo, entretanto, que um homem dotado de uma grande força mediúnica ou magnética queira se atribuir o título de profeta ou de Cristo e que realize prodígios dignos de seduzir mesmo os eleitos, isto é, alguns homens bons e de boa fé, ele terá a seu favor as aparências, mas terá também virtudes, e as virtudes constituem a pedra de
toque. O Espiritismo também afirma Precavei-vos dos falsos profetas e toma-se a tarefa de arrancar-lhes a máscara. O Espiritismo repudia todas as mistificações e não cobre com seu manto nenhum abuso que se cometa em seu nome. Como eu disse, eu acho bem difícil acontecer isso nos dias de hoje, mas ok, temos as instruções de Kardec aí mostradas. No próximo episódio, nós vamos falar sobre a formação de grupos e sociedades espíritas. Olha que interessante Kardec
orientando como que deve ser. Vai ser bem interessante e se aplica aos dias de hoje também. Obrigado pela sua presença e até o próximo estudo. Tchau.
