Olá, minha amiga, olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem-vindos a Mais Kardec, onde estudamos as obras menos conhecidas da doutrina espírita. Especificamente, estudando viagem espírita em mil oitocentos e sessenta e dois, estamos na parte de instruções particulares, onde Kardec dá os conselhos aí e quebra tudo em poucas palavras, né?
Hoje nós vamos ver outra das das Alegações sempre feitas pelos nossos irmãos católicos ou evangélicos sobre a questão de, olha, não pode evocar as almas dos mortos. Vamos entender um pouco mais sobre isso? Então vamos para o texto. Que pensar da proibição imposta por Moisés aos hebreus, no sentido de não se evocarem as almas dos mortos? Que interpretação poderíamos tirar do fato relativamente às evocações atuais?
A primeira consequência a tirar-se dessa proibição, é a de que é possível evocar as almas dos mortos e estabelecer relações com elas. A proibição de se fazer uma determinada coisa implica a possibilidade de fazê-la. Por exemplo, será necessário decretar-se uma lei proibindo a subida à lua. É realmente curioso ver se os inimigos do Espiritismo reivindicar ao passado que julgam servir-lhes e repudiarem esse mesmo passado todas as vezes em que ele não lhes convém.
Se invocam à legislação de Moisés para esta circunstância, porque não reclamam a sua aplicação de modo integral. Duvido, entretanto, que algum entre eles esteja tentado a fazer reviver o código mosaico, sobretudo o penal, draconiano, tão pródigo em penas de morte. Dar-se-á então que, ao entender deles, Moisés procedeu corretamente em certas circunstâncias e erradamente em outras? Mas nesse caso por que estaria certo?
No que concerne às evocações, é que, dizem, Moisés fez leis apropriadas ao seu tempo, e ao povo ignorante e indócil que conduzia. Mas essas leis, salutares naquele tempo, já não se enquadram aos nossos costumes e à nossa cultura. Ora, é precisamente isso que dizemos em relação à proibição de evocar os espíritos. Entretanto o fato, em sua época, é justificável, como podemos
verificar. ele é matador né então em primeiro lugar se moisés proibiu naquela época de se invocar os mortos é porque era possível fazer isso certo então nós estamos colocando aí é a responsabilidade de moisés que ele está dizendo que é possível evocar os mortos beleza outra coisa Quer dizer que tudo que Moisés mandou tem que fazer? Nossa, tem coisas horrorosas. E eram numa época que não tinham leis à justiça, como a gente entende hoje, as leis que sejam cumpridas.
Então, o líder, o seu líder, faziam essas leis e tinha muita coisa prática também. Como no caso, eu não comi carne de porco, se eu não me engano, porque tinha pestes e quem comia ficava doente, enfim, naquela época. Era necessário fazer isso por uma questão de saúde pública, né? E outras coisas, e também condenações de morte para muitos outros fatos.
Então, alto lá. Se você acha que algumas coisas que Moisés falou hoje não se aplicam, por que você acha que esse negócio de evocar mortos, proibição de evocar mortos, se aplica? Né? É aquela história, né? A Bíblia é cheia de coisas bonitas e horrorosas. Cheia de morte, inclusive. Um Deus que mata duas mil, três mil pessoas. e que manda, por exemplo, as mães jogarem as crianças recém-nascidas nas pedras. Tem passagens da Bíblia sobre isso. Por que a gente não faz isso?
Por que a gente pega só aquilo que nos interessa para ficar fazendo discursinho, e não estudar o contexto histórico? Agora, o Kardec nos mostra, historicamente, por que Moisés proibia aquela época dessa evocação. Vamos ver que não é bem assim. Dá uma olhada. Os hebreus, no deserto, lamentavam vivamente a perda das doçuras do Egito, e esta foi a causa das revoltas incessantes que Moisés algumas vezes não pôde reprimir senão pelo extermínio. Daí a excessiva severidade das
leis. Em meio a esse estado de coisas, obstinava-se ele em fazer com que seu povo rompesse com os usos e costumes que lhe pudessem recordar o Egito. Ora, uma das práticas que os hebreus conservavam era a das evocações, em uso naquele país, desde tempos imemoriais.
E isso não é tudo. Esse uso, que parecia ser bem compreendido e sabiamente praticado na intimidade de pequeno núcleo de iniciados nos mistérios, degenerar em abuso e superstição entre o povo, que nele via apenas uma arte de adivinhação, sem dúvida explorada pelos charlatães, como hoje, em dia o fazem os ledores da sorte. O povo hebreu, ignorante e grosseiro, adquiriram sob esse aspecto abusivo. Defendendo-o, Moisés realizou um
ato de boa política e sabedoria. Hoje em dia as coisas já não são as mesmas e o que podia ser outrora um inconveniente já não o é no estado atual da sociedade. Todavia nós também nos levantamos contra o abuso que se poderia fazer das relações com o além túmulo e afirmamos ser um sacrilégio. Não o fato de estabelecerem-se relações com as almas dos que partiram, mas fazê-lo com leviandade, de maneira irreverente, ou por especulação.
Eis porque o verdadeiro Espiritismo repudia tudo quanto pode roubar a essas relações o seu caráter grave e religioso, pois que esta seria a verdadeira profanação. Além disso, se as almas podem se manifestar, elas o fazem, com a permissão de Deus, e não há mal em se fazer o que Deus permite. O mal, nesta como em outras coisas, está no abuso, e no mau emprego. Fantástico, né? Deu para compreender claramente do que se trata. Faziam, era um costume egípcio, a consulta com as pitonisas, ou
seja, com os ledores de sorte. E claro, tinham consultas a almas daqueles que já foram, mas não com o objetivo de crescimento como almas, o Espiritismo faz, mas sim como curiosidade. Era um costume egípcio e Moisés estava querendo que eles perdessem esses costumes egípcios. Então, está aí o simples fato da proibição. Não significa que Deus proibiu da gente fazer isso, por toda a eternidade fazer isso. Se os Espíritos se manifestam, é com permissão de Deus.
Pronto, acabou, assunto encerrado. Bem simples, bem tranquilo. Caso alguém vier falar alguma coisa para você, mostre esse vídeo para ela. Eu tenho certeza que vai abrir um pouco a mente e entender que nem tudo que está escrito na Bíblia a gente leva ao pé da letra. Precisamos contextualizar, saber em que época histórica foi escrita, para que foi escrita, senão a gente vai sair matando as nossas criancinhas. Por que está escrito na Bíblia? Quer dizer que está escrito na
Bíblia e tem que fazer? Ah, gente, me poupe, né? Tenha santa paciência. No próximo episódio, nós vamos continuar estudando essas instruções práticas que são excepcionais. É um resumão do resumão maravilhoso. Obrigado pela sua presença e até o próximo episódio. Tchau!
